 |
| |
|

04/03/2006
JORNAL DO BRASIL - Nada muda nos gastos de campanha - Mantida a legislação que permitiu os crimes documentados pelas CPIs. (pág. 1) - Justiça restringe coalizões - TSE exige que aliança federal se repita nos estados e prejudica Lula. (pág. 1) - Às vésperas da convenção que definirá o futuro de Anthony Garotinho no PMDB, Rosinha Matheus arma outro ataque a Lula. A governadora convocou autoridades e empresários para contestar a concessão da BR-101 à iniciativa privada. Os pedágios, alega, dificultariam a instalação de uma refinaria petroquímica. (pág. 1 e A5) - Mais jovens e solteiros, os visitantes gastam menos e preferem o Centro a cartões-postais como o Corcovado. A mudança no perfil do turista é constatada por pesquisas da UniverCidade e da Federação do Comércio do Estado do Rio. (pág. 1 e A9) - Na tentativa de recuperar 10 fuzis e uma pistola roubados na madrugada de ontem de um quartel em São Cristóvão, 3000 soldados do Exército tomaram favelas do Complexo do Alemão, na Penha. Os ladrões, camuflados e com toucas ninjas, renderam 10 militares e fugiram pela porta da frente. (pág. 1 e A6) - Desastre ecológico - Misturados com resíduos de bauxita que vazaram da barragem de uma mineradora no Rio Pompa, em Minas, 400 metros cúbicos de lama atingiram um dos afluentes do Paraíba do Sul, a noroeste do Rio. Embora não tenham sido detectadas substâncias tóxicas, o fornecimento de água para Laje do Muriaé foi interrompido por precaução. (pág. 1 e A12) FOLHA DE SÃO PAULO - Decisão do TSE prorroga impasse sobre coligações - (...) A decisão final caberá, porém, ao STF (Supremo Tribunal Federal) já que partidos, entidades como a OAB e a própria Câmara dos Deputados anunciaram que vão recorrer, uns contra e outros em favor da medida.
Por cinco votos contra dois, foi rejeitada uma consulta feita pelo PSL sobre a possibilidade de um partido ignorar essa proibição ao firmar as coligações estaduais. A verticalização foi instituída pelo próprio tribunal, nas eleições de 2002, por sugestão do então presidente do órgão, ministro Nelson Jobim, e desde então gerou muita reação no meio político.
Essa decisão não encerrará a incerteza jurídica sobre a existência ou não da verticalização neste ano. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), tem em suas mãos uma proposta de emenda constitucional pronta para a promulgação extinguindo essa proibição.
Uma vez promulgada, a emenda certamente será contestada judicialmente por causa de uma norma da Constituição pela qual leis que mudam o processo eleitoral precisam ser aprovadas um ano antes para valer em determinada eleição. A decisão sobre a sua validade caberá ao STF (...) (pág. 1) - Disposto a pôr um ponto final ao impasse do partido ainda na semana que vem, o presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), se encontra com o prefeito de São Paulo, José Serra, na segunda-feira, quando participa de solenidade em homenagem ao governador Mário Covas, morto há cinco anos. Mas, segundo tucanos, Serra pretende resistir à pressão e esticar ao máximo o prazo para anúncio de sua decisão.
Segundo tucanos, Tasso e Serra só conversaram, por telefone, na noite de quinta-feira. Como a conversa não foi conclusiva, Tasso diz estar à espera de uma resposta do prefeito. Só então poderia mostrar ao governador Geraldo Alckmin que Serra conta com o apoio do partido. E não o contrário, como Serra gostaria. (...) (pág. 1) - O Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor está preocupado com a escalada do preço do álcool e avalia se está havendo abuso nos valores cobrados dos consumidores nos postos.
A orientação do departamento, vinculado à SDE (Secretaria de Direito Econômico, órgão do Ministério da Justiça), é que os consumidores façam pesquisa de preço e denunciem eventuais abusos. (...) (pág. 1) - Por determinação do juiz Fabrício Fontoura Bezerra, da 10ª Vara Civil de Brasília, o Banco do Brasil e a Visanet vão receber nos próximos dias uma notificação judicial em que a DNA Propaganda, da qual Marcos Valério foi sócio, cobra uma suposta dívida de R$ 12,982 milhões. A ordem foi assinada pelo juiz em 20 de fevereiro. O auto de notificação ficou pronto quatro dias depois, no dia 24.
Movida pelo escritório do advogado Rodolfo Gropen, contratado por Valério em Belo Horizonte, a notificação dá um prazo de 30 dias para que o BB e a Visanet liquidem a suposta dívida. Caso contrário, o valor será executado judicialmente. O argumento de Valério de que é credor entra em confronto com o teor de auditoria concluída pelo BB em dezembro. (...) (pág. 1)
- Em depoimento à Polícia Federal, o ex-superintendente administrativo da Toshiba José Antonio Csapo Talavera declarou que a empresa de origem japonesa integraria um "clube" com outras grandes empresas para dominar negócios do setor elétrico em troca do pagamento de propinas a dirigentes de estatais e políticos. Na outra ponta do esquema, estariam as estatais Furnas Centrais Elétricas e Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais), importantes clientes da Toshiba no país. Nos últimos dois anos, Furnas manteve negócios no valor de R$ 8,6 milhões com a multinacional que fabrica componentes para o setor elétrico. (...) (pág. 1) - O acúmulo de indícios de que o publicitário Duda Mendonça não contou toda a verdade quando esteve na CPI dos Correios, em meados do ano passado, aumenta a importância de seu próximo depoimento perante os parlamentares, previsto para o dia 15 deste mês. (...) (pág. 1) - Se há uma questão que desafia a capacidade do legislador de criar regulamentações eficazes é a da publicidade oficial. Todos concordarão que ela é necessária. O poder público precisa manter canais de comunicação com a sociedade para, por exemplo, convocá-la para uma campanha de vacinação e mesmo para prestar contas de suas atividades. O cidadão deve ser informado da destinação dada aos recursos públicos. (...) (pág. 1) - Os resultados fracos do mercado de trabalho em janeiro reafirmam a perspectiva de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ficará longe de cumprir a promessa de criar 10 milhões de empregos ao longo de seu mandato. De dezembro a janeiro, o desemprego nas seis maiores regiões metropolitanas do país subiu de 8,3% para 9,2%, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) (...) (pág. 1) - O governo federal liberou a instalação de DVDs e TVs na parte dianteira dos veículos no Brasil - com a condição de que tenham mecanismos que os desliguem de forma automática quando os carros estiverem em movimento.
A nova regra também passou a permitir os aparelhos que orientam os condutores sobre trajetos - como alguns GPSs (sistema de posicionamento global) - inclusive com os automóveis andando. (...) (pág. 1) - Oferta de assentos pelas companhias aéreas deve subir 27% em 2006, para um aumento de demanda esperado de 20% no mercado doméstico. Em um cenário em que a Varig continue a operar, as empresas do setor vão ter que acentuar suas práticas de tarifas promocionais, com o objetivo de atrair passageiros e evitar a queda da taxa de ocupação, dizem analistas. Isso pode afetar a rentabilidade das empresas. (...) (pág. 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - TSE limita alianças na eleição e abre crise com o Congresso - O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu ontem manter a verticalização das coligações partidárias, contrariando emenda constitucional aprovada pelo Congresso em janeiro. Pela conclusão do TSE, as alianças entre partidos no nível federal precisam ser respeitadas nos Estados - partidos adversários na eleição presidencial não podem se aliar regionalmente. A decisão do tribunal foi tomada por 5 votos a 2, com a alegação de que a mudança não poderia ser feita pelo Congresso em pleno ano eleitoral. Alguns ministros do TSE também ponderaram que os partidos são nacionais e que as coligações têm de respeitar isso. Os ministros que foram voto vencido alegaram que a verticalização contraria a autonomia dos partidos políticos prevista na Constituição. O presidente do Congresso, Renan Calheiros (PMDB-AL) decidiu enfrentar o TSE e anunciou que vai promulgar a emenda, com o que ela entraria em vigor. Em seguida, recorrerá ao Supremo Tribunal Federal - onde a expectativa é de que a maioria dos ministros concluirá que a emenda é válida, mas não para a eleição deste ano. O líder do PFL, José Agripino (RN), disse que a decisão do TSE é um complicador para o presidente Lula, por dificultar ampliação de sua aliança eleitoral - Lula empenhou-se para que o Congresso derrubasse a verticalização. (pág. 1 e A4) Polêmica Contra: Aldo Rebelo, PC do B - "O TSE não é tribunal constitucional. O TSE extrapolou de suas atribuições e responsabilidades. Vamos ao Supremo para fazer valer a regra já nesta eleição". A favor: Arthur Virgílio, PSDB - "A não-verticalização prostitui a vida partidária. O Congresso não fez nenhuma reforma política e queria agora faze uma contra-reforma. Foi uma atitude justa". (pág. 1) - Pré-candidato do PSDB à Presidência, o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, reforçou ontem as críticas ao presidente Lula. "Ele é o anti-Juscelino. Tudo de que o Brasil precisa é pressa para tirar o atraso", disse, referindo-se a declaração do presidente de que o governo não tem pressa para o país crescer. Lula voltou a citar ontem o presidente Juscelino Kubitschek, durante recepção ao primeiro-ministro checo, Jiri Paroubek. (pág. 1, A6 e A7) - Ponto para Lula - e o Brasil - O Lula visto pela Economist deixa uma boa imagem, que se deve, principalmente, ao fato salientado pela revista de a "vitória do operário" não o ter levado a transformar-se num populista. (pág. 1 e A3) - O Comitê de Política Monetária do Banco Central (BC) deve anuncia quarta-feira um corte de 0,75 ponto porcentual na taxa básica de juros, para 16,50%. A expectativa é de 55 instituições financeiras, de 62 consultadas pela "Agência Estado". Elas acham que o corte poderia ser maior, mas que o BC será conservador. (pág. 1 e B1) - Diante da revelação de que o brasileiro é o maior consumidor de anfetaminas do mundo e das críticas de especialistas à fiscalização, a Anvisa anunciou a intenção de adotar duas medidas: informatizar o controle das receitas médicas e promover uma discussão sobre o uso do remédio no País. "A proibição é um desfecho possível. Mas, antes, precisa ser amplamente discutida", diz o presidente da Anvisa. (pág. 1 e A23) O GLOBO - Tribunal obriga partidos a ter coerência em alianças - Por cinco votos a dois, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve ontem, para as eleições de outubro, a verticalização das alianças partidárias. Por essa regra, em vigor desde 2002, as coligações partidárias feias nos estados não podem contrariar as alianças para a disputa presidencial. A Câmara derrubara a verticalização no fim de janeiro, mas o TSE entendeu que as normas eleitorais não podem ser modificadas a menos de um ano da eleição. A emenda aprovada pelo Congresso deve ser promulgada semana que vem. Com isso, a decisão final ficará para o Supremo Tribunal Federal. O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, já anunciou que recorrerá contra a decisão do TSE. (pág. 1, 3 e 4) A verticalização e seus efeitos Lula: Perde, porque não poderá sonhar mais com uma aliança formal com o PMDB, que lhe daria apoio nos estados e tempo na propaganda eleitoral gratuita. Terá mais dificuldades para fazer coligações formais com aliados tradicionais. PMDB: O partido, como um todo, perde. Mas o PMDB está rachado, e cada ala sai ganhando ou perdendo de acordo com o cenário. PSDB: O partido, que lançará candidato próprio, pode enfrentar mais dificuldades para formalizar aliança com o PFL. Por este aspecto, pode perder. Mas, por outro lado, pode conseguir atrair partidos menores nos estados para tentar formar uma frente maior anti-Lula. PFL: Perde porque, se fizer a aliança formal com o PSDB, não poderá contrariá-la nos estados. Mas tem a opção de só apoiar o PSDB informalmente, como fizeram em 2002, e fazer as alianças que quiserem nos estados. PT: Ganha em tese, porque sempre defendeu a verticalização. Na prática, perde, com o enfraquecimento do palanque de Lula. (pág. 1) - Depois de um ano marcado por denúncias de caixa dois em campanhas eleitorais, os candidatos na eleição deste ano não serão obrigados a prestar contas na internet. A norma ficou fora das modificações decididas pelo TSE. O tribunal proibiu a movimentação de dinheiro vivo por partidos e candidatos. Qualquer transação só poderá ser feita por meio de cheque ou transferência bancária. No Congresso, governistas e oposicionistas eram contrários à prestação de contas na internet. (pág. 1 e 5) - O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, disse que a eventual decisão do prefeito José Serra de concorrer pelo PSDB à Presidência da República não altera seus planos de lançar candidatura. "Nada muda. O meu nome continuará à disposição do partido", disse o governador, que mantém agenda de candidato. Alckmin considera legítimo seu direito de concorrer e disse que ninguém tentou dissuadi-lo. Serra reapareceu em São Paulo e avisou que na próxima semana comunicará ao PSDB sua decisão. (pág. 1 e 8) - Uma medida provisória deverá isentar de PIS e Cofins a produção de milho, trigo e carnes e zerar o imposto de importação na compra de insumos. Com isso, produtos da cesta básica, como o pãozinho, devem baixar de preço. (pág. 1 e 21) - Sete homens armados invadiram ontem de madrugada o Estabelecimento Central de Transporte do Exército, em São Cristóvão, e roubaram dez fuzis e uma pistola. O Comando Militar do Leste suspeita do envolvimento de um ex-cabo, morador da Favela Nova Brasília, no Complexo do Alemão, que foi ocupada ontem por 300 soldados do Exército. (pág. 1 e 10) - Desastre: Um córrego em uma fazenda de Mirai (MG) vira rio, formado por argila misturada com produtos químicos, resultado do rompimento de uma barragem da Mineradora Rio Pomba Cataguazes. Cinco cidades fluminenses, entre elas Campos, podem fica sem água. (pág. 1 e 12) CORREIO BRAZILIENSE - TSE freia vale-tudo - Partidos que se unirem para a disputa presidencial terão de manter coerência e repetir a aliança nos estados. Decisão do tribunal irrita o presidente Lula e contraria o Congresso Nacional, que havia aprovado emenda liberando todo tipo de coligação. Quanto a medidas para combater o caixa 2 nas eleições, o TSE não se mostrou tão rigoroso. (pág. 1, 2 e 4) - Advogado diz que Duda Mendonça não omitiu diferença de US$ 300 mil detectada por CPI em conta do marqueteiro nos Estados Unidos. O que houve, segundo ele, foi apenas um erro de aritmética por causa do arredondamento da taxa de câmbio. (pág. 1 e 6) - Abuso - Litro do álcool chega a R$ 2,25 no Riacho Fundo. (pág. 1 e 18) - Liminar do Supremo suspende decisão do TCU que impedia a renovação dos contratos de planos de saúde de servidores do Executivo com a Geap. No Congresso, medida em discussão permite convênios sem a realização de concorrência. (pág. 1 e 15) MANCHETES A TARDE (BA) - TSE mantém as regras do jogo para as eleições ESTADO DE MINAS - TSE veta farra das coligações JORNAL DO COMMERCIO (PE) - TSE decide pela unificação as coligações e complica partidos

|
|