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04/07/2006
JORNAL DO BRASIL - Sem-teto planejam mais invasões no Rio - A invasão a um prédio fechado há 20 anos no Rio Comprido por 150 interantes do movimento dos sem-teto no Rio marca a ampliação de um conflito. A polícia forçou a saída dos ocupantes, que anunciaram planos de mais duas operações similares até o fim do mês. (pág. 1 e A7) - Contas públicas - Tribunal reprova políticos. (pág. 1 e A3) - Plano de saúde - Reajuste atinge mais 600 mil. (pág. 1, Economia, A20) FOLHA DE SÃO PAULO - PT e PSDB querem mudar aposentadorias - Os dois principais candidatos à Presidência da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB), evitarão detalhar, durante a campanha eleitoral, as respectivas propostas para o setor que mais chama a atenção dos economistas: a Previdência Social. Por ser um assunto árido e pouco consensual, PT e PSDB apenas dão pistas, por meio de estudos de técnicos que assessoram as duas legendas, de como pretendem tratar o tema caso cheguem ao poder em 2007. A tendência, apontada pelos dois partidos e apurada pela Folha, é que uma próxima reforma da Previdência seja inicialmente feita por legislação infraconstitucional, ou seja, sem novas mudanças na Constituição. Isso significa uma reforma que comece pelas beiradas, por etapas e sem grandes polêmicas, para que ao longo do percurso se chegue aos debates complexos sobre idade mínima de aposentadoria (de futuros servidores) e fontes de financiamento da Previdência.
A partir de 2007, a polarização entre PT e PSDB deve estar mais acirrada, um cenário distinto de 2003, quando foi possível o diálogo entre oposição e governo na tramitação da reforma previdenciária. Há pelo menos dois aspectos que seriam o eixo central de novas alterações: a elevação do limite de idade de aposentadorias para pelo menos 65 anos, sobretudo a partir de 2020 -uma questão considerada inevitável por especialistas diante do aumento da expectativa de vida e da transformação demográfica no Brasil- e a fixação de regras que favoreçam a formalidade no mercado de trabalho e incrementem o combate à sonegação e fraudes. (pág. 1) - O governo federal assinou na quinta-feira -um dia antes do prazo permitido pela Justiça Eleitoral- convênios com 18 prefeituras de São Paulo, seis delas administradas pelo PT. Os municípios vão receber R$ 172 milhões para urbanização de favelas. São recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social (FNHIS). O fundo, criado no ano passado, teria orçamento de R$ 1 bilhão para este ano. O governo liberou R$ 950 milhões no primeiro semestre, distribuindo recursos por todo o país. A disputa eleitoral paulista é uma das prioridades do PT. O partido considera que será uma grande vitória se houver segundo turno entre o ex-prefeito José Serra (PSDB) e o senador Aloizio Mercadante (PT).
Entre as prefeituras petistas escolhidas, vão receber recursos Santo André, Guarulhos, Suzano, Diadema, Osasco e Embu. Os recursos foram distribuídos sobretudo entre aliados. A única prefeitura da oposição que recebeu verba foi a de São Paulo (R$ 20 milhões), governada por Gilberto Kassab (PFL). Segundo assessoria do Ministério das Cidades, por determinação de Lula os recursos foram repassados só para urbanização de favelas de palafita. O ministério teve que analisar cerca de 3.500 projetos de prefeituras para o programa de urbanização. Optou-se por investir em programas já em andamento e em locais com maior déficit habitacional. Outros municípios paulistas receberão R$ 12,3 milhões, que beneficiarão 727 famílias. (pág. 1) - O TCU (Tribunal de Contas da União) divulgou ontem a relação de 2.900 nomes de pessoas impedidas de disputar as eleições porque tiveram contas julgadas irregulares, entre os quais cinco ex-governadores. Mais da metade da lista é composta por ex-prefeitos que cometeram irregularidades, como receber verba federal e não informar devidamente a sua aplicação. Há ainda o nome de nove juízes de direito. O presidente do TCU, Adylson Motta, entregou ontem a lista ao presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Marco Aurélio de Mello. Os dois ministros criticaram a brecha na legislação que permite que o político tido como inelegível concorra se entrar com um recurso judicial. Marco Aurélio disse que deveria ser exigida ao menos a concessão de liminar. "É um exemplo típico do faz-de-conta", declarou o ministro. Já Adylson Motta afirmou que os políticos têm direito a ampla defesa no processo administrativo e que, por isso, não deveriam ter o direito de suspender a condenação mediante um simples recurso. "É um prêmio à má gestão, ao desvio de recurso e à licitação viciada." O TSE enviará a relação para os tribunais regionais eleitorais, que deverão negar registros de candidaturas de políticos nela incluídos, mas terão de rever as decisões se eles recorrerem à Justiça. Os TREs também examinarão as listas do Tribunal de Contas do Estado. (...) (pág. 1) - A Justiça do Rio marcou o novo leilão da Varig para o próximo dia 12 de julho. Desta vez, os interessados em comprar uma fatia da empresa deverão apresentar garantias financeiras. No momento do lance, os investidores deverão apresentar uma fiança bancária. Segundo fontes envolvidas na elaboração do edital do leilão, o valor da fiança é de US$ 100 milhões. O objetivo é evitar que se repita o ocorrido no último leilão, quando a NV Participações, empresa do TGV (Trabalhadores do Grupo Varig), não conseguiu cumprir o pagamento da primeira parcela no prazo. Para que ocorra um novo leilão, os credores deverão aprovar em assembléia, marcada para o dia 10, a proposta da VarigLog. Ela prevê um aporte de US$ 485 milhões para investimentos por 90% das ações da nova Varig, que reúne os ativos operacionais da companhia. Desde que oficializou seu interesse pela Varig, a VarigLog já depositou mais de US$ 7 milhões para garantir a regularidade do fluxo de caixa da companhia aérea. Outro depósito foi realizado ontem, mas a VarigLog não informou o valor. (...) (pág. 1) - Em meio à nova crise provocada pelos ataques atribuídos à facção criminosa PCC aos agentes penitenciários, o secretário da Administração Penitenciária, Antonio Ferreira Pinto, defendeu ontem o direito da categoria de ter porte de armas. Mas adiantou que caberá aos próprios funcionários adquirir os armamentos. O secretário disse que, em até duas semanas, encaminhará à Assembléia Legislativa um projeto de alteração na lei estadual para que os agentes penitenciários que trabalham nos 144 presídios paulistas -onde estão hoje cerca de 126 mil detentos- passem a ter esse direito. Os agentes ganham, em média, R$ 1.200 mensais. Um revólver custa cerca de R$ 600. O secretário disse ainda que nem todos os agentes têm condições de portar arma e, por isso, defende que eles passem por uma triagem e também por treinamento antes de conseguirem a licença. "Existe previsão no Estatuto do Desarmamento para que os Estados decidam se os funcionários de presídios podem ou não portar arma", afirmou. (...) (pág. 1) - As contas de luz para os consumidores residenciais ficarão 1,91% mais baratas a partir de hoje em 24 municípios da região metropolitana de São Paulo. Já as indústrias terão suas tarifas elevadas em média em 8,26%. O reajuste foi autorizado ontem pela diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica). Esse será o segundo ano consecutivo de redução das tarifas para os consumidores ligados em baixa tensão (a maioria residenciais) da Grande São Paulo, o que beneficia cerca de 5,347 milhões de unidades consumidoras de energia ou cerca de 16,2 milhões de habitantes.
A Eletropaulo também fornece energia para 12 mil consumidores em alta tensão (shoppings, indústrias, entre outros), que terão aumentos nas tarifas. A diferença entre a redução das tarifas para as residências e o aumento para as indústrias foi motivada pela diminuição gradual dos subsídios cruzados, que eram pagos pelos consumidores residenciais para que as indústrias tivessem tarifas menores. Esses subsídios vêm sendo reduzidos desde 2003 e ainda provocarão reajustes diferenciados até 2007, quando serão totalmente eliminados. (...) (pág. 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - TSE recebe lista de 2,9 mil que podem ficar inelegíveis - A justiça Eleitoral recebeu ontem do Tribunal de Contas da União (TCU) a chamada "lista dos inelegíveis", formada por 2,9 mil administradores públicos acusados de desviar recursos federais, viciar licitações ou superfaturar preços. Estão na lista 5 ex-governadores, mais de 1,5 mil prefeitos e ex-prefeitos e 9 juízes. A lista não contém os nomes de administradores suspeitos de malversação de verbas estaduais e municipais. A inelegibilidade também não é certa: Lei Complementar aprovada pelo Congresso permite que o acusado se candidate, se contestar na Justiça o julgamento do TCU. "Se o recurso à Justiça for protocolado no Tribunal Superior Eleitoral - e nós na podemos fechar o protocolo para evitar isto -, ficaremos impedidos de negar registro a essas pessoas", disse o presidente do TSE, ministro Marco Aurélio Mello. Par ao presidente do TCU, ministro Adylson Motta, "há uma falha terrível nessa lei". Segundo ele, todos os que estão na relação tiveram "amplo direito de defesa". Administradores públicos cujas condenações estejam suspensas, em decorrência de recursos ao TCU, não foram incluídos na lista, que pode ser consultada, até 31 de dezembro, no endereço www.tcu.gov.br. (pág. 1 e A4) Frase: "Há uma falha terrível nessa lei (complementar) porque, no momento em que se entra com recurso, fica suspensa a inelegibilidade". (Ministro Adylson Motta, presidente do TCU, pág. 1) - Todos os resultados do primeiro semestre deste ano da balança comercial bateram recordes, com exceção do saldo comercial. As exportações somaram US$ 60,901 bilhões (aumento de 16,6% em relação a igual período de 2005), enquanto as importações alcançaram US$ 41,360 bilhões, crescimento de 21,6%. O saldo comercial atingiu US$ 19,541 bilhões, um pouco abaixo do verificado em 2005. (pág. 1 e B1) - A Justiça marcou para o dia 12 um novo leilão da Varig. Ele só vai ser realizado caso os credores aceitem em assembléia, dois dias antes, a proposta feita pela VarigLog de US$ 500 milhões. Investidores americanos podem entrar no leilão. (pág. 1, B8 e B9) - A deputada Luiza Erundina (PSB-SP) vai apresentar à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara requerimento para que sejam ouvidos em audiência pública o ministro das Comunicações, Hélio Costa, e seus dois antecessores. O objetivo é discutir os critérios de renovação das concessões de rádio e TV - pelo menos 50 disputados e 25 senadores são donos de emissoras, embora isso seja proibido por lei. (pág. 1 e A10) - Segurança - PCC quer agora depredar presídios - Segundo promotores, estratégia inclui matar agentes prisionais (pág. e C1) - Cidades rurais - A desurbanização poderá aquilatar o desenvolvimento da sociedade. (Xico Graziano, pág. 1 e 5) - Edemar Cid Ferreira, ex-controlador do Banco Santos, segue preso por causa do sumiço de 29 obras de arte, avaliadas em mais de US$ 10 milhões. Nesta edição, a relação de todas elas. (pág. 1 e B11) O GLOBO - TCU denuncia 2.900 políticos mas a lei eleitoral não pune - O TCU (Tribunal de Contas da União) divulgou lista de 2.900 políticos, administradores públicos que poderiam ser considerados inelegíveis no pleito de outubro, mas a denúncia dificilmente terá o efeito prático de barrar as candidaturas. A lei eleitoral permite que os acusados de irregularidades concorram, bastando para isso recorrer à Justiça. "Todos os que estão na lista foram investigados, tiveram o mais amplo direito de defesa e do processo legal, mas há uma falha terrível na lei que permite que um simples recurso suspenda os efeitos da decisão do TCU", disse o presidente do tribunal, Adylson Motta. Entre os citados, há seis ex-governadores, nove juízes de direito e 1.500 prefeitos e ex-prefeitos. Também está na lista o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, condenado pelo desvio de dinheiro público na construção da sede do TRT-SP. O presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, lamentou o esvaziamento do trabalho do TCU. (pág. 1 e 3) - O novo leilão da Varig foi marcado para 12 de julho. Dois dias antes, os credores da empresa decidem se aceitam a proposta da VarigLog, que terá um concorrente. (pág. 1 e 20) - Um soldado da PM foi morto em São Paulo, no sexto ataque a agentes penitenciários atribuído à facção criminosa que controla os presídios. De acordo com as atas taquigráficas de seu depoimento à CPI do Tráfico de Armas, o chefe da quadrilha disse que os criminosos soltos sustentam os bandidos presos. (pág. 1, 8 e 9) - O jornalista fotográfico Fábio Henrique Rocha foi preso em flagrante, nas dependências da Câmara, onde aliciava nove mulheres e um homem para trabalhar na Itália. (pág. 1 e 11) - Novo Refis reduz dívida à metade para pagar em até 130 meses. (pág. 1 e 21) GAZETA MERCANTIL - Investidor externo tem US$ 3 bi para imóveis - Os estrangeiros começam a tirar do papel planos expressivos de investimentos no setor imobiliário brasileiro, motivados por fatores como as quedas do risco-País e dos juros. Só a consultoria americana C u shman & Wakefield Semco tem o aval para aplicar este ano entre US$ 300 milhões e US$ 600 milhões em recursos externos, diz Celina Antunes, presidente da empresa para a América do Sul. Mas o potencial de investimento estrangeiro no setor imobiliário brasileiro, até 2008, chega a US$ 3 bilhões, nas contas da Cushman. O estrangeiro começou a mostrar apetite pelo mercado local no ano passado. No início eram apenas consultas sobre as oportunidades de investimento. "Agora, começaram a montar suas estratégias para investir aqui", afirma Celina. Segundo a executiva, é a primeira vez que o Brasil entra no foco de investidores institucionais, como fundos de pensão e empresas que investem em imóveis de locais como Canadá, Estados Unidos e Europa. Para o vice-presidente da americana Hines no Brasil, Steve Dolman, o forte interesse dos estrangeiros deve-se à liquidez abundante que valorizou demais mercados da Europa, Estados Unidos e Ásia. "Os preços já subiram muito lá fora e as oportunidades icaram restritas", afirma Dolman. Com a melhora nos fundamentos da economia, o Brasil apresenta-se, assim, como alternativa. (pág. 1 e B-1) - Os juros futuros tiveram forte queda, acompanhando a melhora na estimativa da inflação. No Relatório de Mercado divulgado pelo BC, o IPCA recuou para 3,98%, abaixo da meta de 4,5%. O juro 2008 foi de 15,12% para 14,98%. No câmbio, o BC atuou no mercado e o dólar subiu. (pág. 1 e B-1) - Governos e corporações "têm papel igual na defesa do crescimento sustentável do planeta", diz o consultor especial da ONU Malcolm McIntosh, que ontem participou do seminário de Gestão Corporativa, organizado pelo iPraxis em parceria com a Fundação Getulio Vargas e apoiado pela Gazeta Mercantil. McIntosh criticou a ausência da China nos debates sobre responsabilidade sócioambiental. (pág. 1 e B-4) - O governo atendeu a uma das principais demandas dos empresários e assinou MP criando um novo programa de refinanciamento de dívidas fiscais, o Refis 3. Mas definiu 130 meses para pagamento das dívidas, vetando a proposta de 240 meses. (pág. 1 e A-8) - A Bovespa lançou ontem, em parceria com a Fiesp, um índice formado apenas com ações de indústrias de transformação, o que exclui os papéis da Petrobras e da Vale, as mais importantes do Ibovespa. Um levantamento mostrou que, se tivesse entrado em vigor no início de 2000, o novo índice teria disparado 463%. (pág. 1 e B-2) - A balança comercial teve no 1º semestre superávit de US$ 19,5 bilhões. Para o ano, a expectativa é de US$ 40 bilhões (em 2005 foi de US$ 45 bilhões). Com a Argentina, o superávit no período foi de US$ 1,8 bilhão, o maior em dois anos. (pág. 1 e A-4) - O preço do álcool hidratado continua caindo para o consumidor, mas isso tende a durar pouco. Um aumento deve ocorrer em breve, porque nas usinas o preço já está em recuperação. Segundo levantamento da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o valor médio do combustível nas bombas no Estado de São Paulo caiu 0,68%, para R$ 1,296 o litro, no sábado, em comparação à semana anterior. Mas, nas usinas, o litro do álcool hidratado chegou na sexta-feira a R$ 0,876 o litro, em média, uma alta de 2,3%, em relação à semana anterior, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP). (pág. 1 e B-13) - O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior tem a meta de fechar 2006 com 3 mil centros de computadores comunitários voltados a micro e pequenos empresários, os chamados telecentros. Hoje há 1,3 mil deles em uso ou em implantação, financiados por parcerias entre entidades e empresas, e a cada semana têm sido instalados dez novos centros. O interesse do Ministério do Desenvolvimento é a exportação e o comércio eletrônico, uma vez que as guias de exportação estão disponíveis na rede e a baixa competitividade internacional das pequenas empresas nacionais é creditada em parte ao reduzido uso da internet. "Mais de 60% dos pequenos empresários nunca acessaram a internet", afirma a consultora do instituto Lactec, Kira Tarapanoff.(pág. 1 e C-1) - Com 817,7 mil carros e comerciais leves emplacados no primeiro semestre, a indústria automobilística bateu recorde. De janeiro a junho as vendas subiram 8,6% em relação a igual período de 2005. Neste ritmo, ultrapassará, em 2006, o ano de 1997, quando vende 1,943 milhão. (pág. 1 e C-5) - A holding TIM Participações cancelou ontem sua oferta pública de ações. A companhia segue o exemplo do outras do setor. A Telemar e a Brasil & Movimento adiaram ofertas e a Endesa desistiu de abrir o capital por causa da instabilidade no mercado financeiro. (pág. 1 e B-2) - Produtores de suínos e varejistas buscam fórmula para ampliar as vendas ao mercado interno. O embargo russo à carne brasileira é uma das causas da queda das exportações. O excedente é de cerca de 200 mil animais, o que levou a uma queda de 50% nos preços. O consumo per capita é de 11 quilos, menos que o de aves (34 quilos) e bovinos (36 quilos). (pág. 1 e B-13) CORREIO BRAZILIENSE - Lula gastará mais que FHC antes da eleição - A legislação eleitoral proíbe o repasse de dinheiro para obras novas nos 90 dias que antecedem a eleição. Para escapar das restrições da lei, o governo Lula fez uma corrida contra o tempo. Até 30 de junho, último dia para contratação de despesas, o Palácio do Planalto conseguiu reservar R$ 7,9 bilhões para garantir gastos. E o maior valor alcançado nos últimos cinco anos - 84% mais do que os R$ 4,3 bilhões que Fernando Henrique Cardoso empenhou para gastar antes das eleições de 2002. Somente no mês passado, os contratos fechados pelo governo alcançaram R$ 5,8 bilhões. Ontem, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, exibiu dados para provar que os investimentos na gestão de Lula superam os de FHC. Para empresários, as aplicações foram insuficientes para resolver problemas estruturais do país. (pág. 1, 2 e 13) - TCU: 2,9 mil políticos estão inelegíveis. (pág. 1 e 3) - Câmara corta supersalários no GDF. (pág. 1 e 9) - Novo leilão para Varig - A Justiça do Rio marcou para o dia 12 o segundo leilão de venda da empresa. Proposta da VarigLog deve ser ratificada. (pág. 1 e 17) - O governo autorizou o aumento de até 11,57% nos planos de saúde contatados antes de 1999 para cinco operadoras - Bradesco, SulAmérica, Itaúseg, Amil e Golden Gross. Entidades de defesa do consumidor criticam o índice, superior ao reajuste concedido a planos mais recentes. (pág. 1 e 14) - Agentes fazem greve em reação ao PCC - Em protesto contra o assassinato de quatro colegas por integrantes da facção criminosa, agentes penitenciários de São Paulo decidiram suspender o trabalho nos presídios por uma semana. A paralisação atinge 80% das 144 das casas de detenção paulista. (pág. 1 e 10) - Internet sem cidadania - Serviços públicos disponíveis na web cumprem apenas 30% dos critérios de eficiência, segundo avaliação do governo. (pág. 1 e 3) VALOR ECONÔMICO - Apesar das turbulências, empresas captam R$ 34 bi - As empresas captaram R$ 34 bilhões no primeiro semestre no mercado de capitais brasileiro, incluindo ofertas de debêntures, ações e fundos de recebíveis, segundo a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). O número ficou pouco abaixo dos R$ 36 bilhões captados no mesmo período de 2005, um recorde histórico. A razão foi a forte volatilidade do mercado desde maio, que afugentou os estrangeiros e paralisou as vendas de ações. Já as operações de renda fixa, como as debêntures, que dependem menos da demanda dos estrangeiros, foram mantidas. Só em junho, cinco novas emissões de debêntures, totalizando R$ 18 bilhões, entraram em análise na CVM - incluindo uma emissão de R$ 15 bilhões, da BFB Leasing, e outra de R$ 2 bilhões da AmBev. A emissão da Empresa Energética do Mato Grosso do Sul (Enersul), feita no final de maio, ou seja, em um dos piores momentos do mercado, ilustra o interesse dos investidores por estes papéis. A empresa emitiu R$ 337,5 milhões em debêntures e estava disposta a pagar rentabilidade de até 107% da taxa DI. Com a alta demanda, a rentabilidade caiu para 104,3% da taxa DI. "Os investidores estão interessados em bons papéis, de empresas bem estruturadas", diz Denise Avarina, do Bradesco Banco de Investimento, o banco que coordenou a emissão. Os principais compradores das debêntures são as gestoras de recursos, que querem aumentar os ganhos dos fundos. "Há apetite na indústria de fundos para absorver dívida privada e os bons projetos sempre terão demanda", diz Nelson Rocha Augusto, presidente da BB DTVM, a maior gestora do país. (pág. 1 e C1) - O juro real projetado para os próximos 12 meses - referência básica para a tomada de crédito pelo setor produtivo - caiu ontem a um dígito. A taxa cedeu de 10,14% na sexta-feira para 9,98% ontem. (pág. 1 e C2) - Especialistas esperam que o comportamento da Bovespa continue bastante volátil neste mês de julho. Em junho, a Carteira Valor subiu 1,44%, superando o Índice Bovespa, que teve alta de 0,27%. (pág. 1 e D1) - Inflação corrente está abaixo da média dos emergentes, mas Brasil é o último em crescimento. (Belfim Netto, pág. 1 e A2) - Importações continuaram crescendo mais que exportações em junho e o saldo comercial foi de US$ 4,05 bilhões. Em 12 meses, ele recuou de US$ 45,8 bilhões para US$ 44,6 bilhões. (pág. 1 e A4) - Mantido o ritmo do primeiro semestre até dezembro, as vendas da indústria automobilística vai superar 1,7 milhão de unidades no país neste ano. Até agora, foram vendidos 861,2 mil veículos. (pág. 1 e B1) - O jogo estratégico para abocanhar parte da demanda global é definido pelo câmbio. (Yoshiaki Nakano, pág. 1 e A11) - A VarigLog, ex-subsidiária de transporte de cargas e logística da Varig que fez uma oferta para comprar a companhia aérea, deverá manter as operações da Rio Sul e da Nordeste, ou apenas de uma delas, na Varig "velha", que continuará em recuperação judicial e herdará um passivo de cerca de R$ 7 bilhões. A proposta de compra da Varig apresentada à Justiça na semana passada prevê que a operação da Varig "velha" seria viabilizada por um contrato de fretamento de aeronaves entre a VarigLog e a Nordeste e a Rio Sul. A VarigLog propôs ainda que 5% das ações da nova empresa fiquem com a Varig antiga. (pág. 1 e B3) - A instabilidade no mercado de capitais levou a Telecom Italia a suspender uma oferta secundária de ações preferenciais da TIM Participações, sua empresa de telefonia móvel no Brasil. (pág. 1 e B2) - Após um processo de quase um ano e meio, a BHP Billiton vendeu sexta-feira sua participação de 45,5% na Valesul para a Vale do Rio Doce por US$ 27,5 milhões à vista. A Vale já controlava a empresa, com 54,5%, e considerou que seria oportuno exercer seu direito de preferência para deter 100% da empresa instalada em Santa Cruz, no Rio. Aldo Albanese, diretor de alumínio da BHP Billiton, disse que a mineradora australiana está dando preferência a ativos de maior porte com custo e operação atrativos. A Novelis, dos EUA, também estuda vender duas fundições de alumínio no Brasil, que vive um boom de investimentos no setor. (pág. 1 e B7) - O maior investidor imobiliário dos EUA está à caça de novos negócios no Brasil. Dono de 27,7% da Gafisa e maior acionista da varejista G. Barbosa, Samuel Zell parte agora para imóveis industriais. Otimista com o Brasil, Zell elogiou o presidente Lula e disse que o país segue os passos do México, onde ele lucrou com casas populares. "Mas aqui ainda não há um programa para financiar esse tipo de imóvel", afirmou, em entrevista ao Valor. Zell não descarta entrar em crédito imobiliário. (pág. 1 e A12) - O Paraguai ameaça sair do Mercosul por considerar que Brasil e Argentina praticam protecionismo e permitem acordos comerciais bilaterais com países de fora do bloco. O presidente do Paraguai, Nicanor Duarte Frutos, disse que, sem uma reforma significativa, seu país poderá "aplicar o princípio da eutanásia" no Mercosul. Ele acusou o Brasil e a Argentina de "egoísmo e hipocrisia". "O Mercosul condena o protecionismo dos EUA e da UE, enquanto as mesmas práticas persistem entre nós", disse Duarte, que reivindica maior acesso aos mercados do Brasil e da Argentina. (pág. 1 e A4) - Depois da venda da divisão de TVs Philco para a Gradiente e do fim do negócio de semicondutores, a Itautec quer voltar a crescer sob novo foco. O primeiro passo foi a compra da Tallard, companhia com sede em Miami e que distribui equipamentos IBM na América Latina por US$ 10 milhões. A negociação foi iniciada há um ano. O valor pode chegar a US$ 16 milhões se a equipe que fundou a empresa - e continuará na sua direção - atingir metas previstas no contrato de venda. (pág. 1 e B1) - A Argentina anunciou ontem a redução de restrições às exportações de carne. Com a queda de preços, liberou vendas de cortes não consumidos no mercado interno. (pág. 1 e B11) ESTADO DE MINAS - TCU veta 2.900 candidatos - Cerca de 2,9 mil administradores públicos de todo o país podem ser considerados inelegíveis em outubro, caso sejam alvos de ações de impugnação das candidaturas, por terem suas contas julgadas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU). A documentação com os nomes já está nas mãos do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marco Aurélio Mello. São políticos condenados nos últimos cinco anos por improbidade administrativa, já esgotadas as possibilidades de recurso. Os condenados, porém, terão ainda a possibilidade de concorrerem amparados por liminares. A lista entregue ao TSE inclui cinco ex-governadores, nove juízes e 1,5 mil prefeitos. Em Minas, são 201 nomes, a maioria de administradores municipais, entre os quais o ex-prefeito de Sete Lagoas Marcelo Cecé Vasconcelos de Oliveira e a ex-prefeita de Ribeirão das Neves Gracinha Barbosa. Também são citados o ex-reitor da UFMG Tomaz Aroldo da Mota Santos, além de dirigentes ou servidores dos Correios, da Companhia de Navegação do São Francisco (Franave) e da Caixa Econômica Federal (CEF). (pág. 1 e 3) - Lula afina discurso e Alckmin vê farra fiscal. (pág. 1, 4 e 5) - As exportações brasileiras cresceram 11,28% em junho, o que corresponde, pela primeira vez no ano, a uma expansão maior do que a das importações, que subiram apenas 1,46%, afetadas pela greve dos agentes alfandegários da Receita Federal. Foram US$ 11,43 milhões em vendas externas e US$ 7,35 bilhões em compras, com o maior saldo em 2006, de US$ 4,08 bilhões. As exportações mineiras atingiram recorde mensal histórico, de US$ 1,42 bilhão, com alta de 26,5% sobre maio. (pág. 1 e 14) - O governador Aécio Neves reabriu ontem as negociações para a formação de sua chapa para concorrer à reeleição em outubro. A tendência era de que a ex-prefeita de Três Pontas, no Sul de Minas, Adriene Andrade (PL), indicada para concorrer ao Senado, cedesse lugar para um nome do PFL, mantendo-se o ex-secretário de Planejamento e Gestão e de Defesa Social Antônio Augusto Anastasia como vice. (pág. 1 e 7) OUTROS JORNAIS ZERO HORA - Pacto desenha propostas para aumentar receitas e reduzir despesas do Estado - O Pacto pelo Rio Grande, movimento liderado pela Assembléia que tem o aval de todos os partidos representados na Casa, pretende incluir na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) medidas para aumentar receitas e reduzir despesas do Estado. A missão, definida pelos coordenadores do Pacto como um grande teste para a iniciativa, tem de ser concluída nos próximos dias. A LDO, peça que define gastos e arrecadação para 2007, deve ser votada até 15 de julho. (pág. 6 e 7) - Uma multidão se formou ontem em Rio Grande atrás de uma oportunidade de emprego no pólo naval do Sul do Estado. A Quip SA, empresa responsável pela construção da plataforma P-53 no porto do município, abriu ontem a seleção de pessoal para a montagem da estrutura. (pág. 18) JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Planos de saúde sobem 11,57% - A ANS autorizou, ontem, aumento de 11,57% para planos individuais de contatos antigos da Bradesco Saúde, Itaúseg, Saúde e SulAmérica. No último dia 29, Golden Cross e Amil tiveram reajuste de 11,46%. (pág. 1, Economia, pág. 1) - A chamada lista dos inelegíveis nas eleições de outubro, formada por 2,9 mil gestores que nos últimos cinco anos, ocupando cargos públicos, desviaram recursos públicos federais, viciaram licitações e superfaturaram preços - entre eles cinco ex-governadores, mais de 1500 ex-prefeitos e nove juízes de direito - foi entregue ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU) à Justiça Eleitoral. (...) (pág. 1) - A Justiça do Rio marcou o novo leilão da Varig para o dia 12 de julho, na próxima semana. Desta vez, os interessados em comprar uma fatia da empresa deverão apresentar garantias financeiras. No momento do lance, os investidores deverão apresentar uma fiança bancária. Segundo fontes envolvidas na elaboração do edital do leilão, o valor da fiança será de US$ 100 milhões. (...) (pág. 1) - Após três agentes penitenciários serem assassinados em emboscadas na capital nos últimos dias - outros dois escaparam com vida -, um policial militar que atuava na repressão às rebeliões foi morto com dois tiros, no final da noite de anteontem, na Mooca, na Zona Leste de São Paulo. A Secretaria da Segurança Pública não descarta a possibilidade de ação coordenada da facção nos assassinatos dos agentes e do PM como revide às mortes dos suspeitos no ABC. (...) (pág. 1)

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