05/03/2006

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
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JORNAL DO BRASIL

- Brasileiro paga mais imposto que bancos

- Apesar do aumento anual de 40% nos lucros, instituições financeiras manobram para engordar deduções. Os grandes bancos do país recolhem menos tributos do que as pessoas físicas. (pág. 1 e A19)

- A Receita Federal aperta o cerco destinado a eliminar a sonegação fiscal de trabalhadores. Especialistas apontam saídas para escapar à malha fina tecida pelo guloso Imposto de Renda. (pág. 1 e A23)

- Economistas sugerem alternativas para superar a maldição do baixo desenvolvimento que ronda o Brasil desde os anos 80 e frustra o espetáculo do crescimento prometido por Lula. (pág. 1, A17 e A18)

- Apesar da restrição às alianças imposta pela Justiça, artifícios eleitorais asseguram ao presidente Lula mais de 50 palanques nos estados. A legislação permite a presença dos candidatos em comícios promovidos por partidos que estejam fora das coligações oficiais. (pág. 1, A4 e A5)

- Boa parte dos 8,7 milhões de família que recebem R$ 95 mensais do governo federal atribui a ajuda às administrações municipais, encarregadas do cadastramento. Para desfazer o equívoco e transformar o programa em fonte de votos, Lula terá de enfrentar prefeitos de oposição. (pág. 1, A2 e A3)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Emprego é mais eficaz na redução da desigualdade

- O mercado de trabalho foi o principal responsável por reduzir a desigualdade social no Brasil de 95 a 2004. A desconcentração dos rendimentos do trabalho e da alta do mínimo respondem por 78% da queda, diz estudo do Ipea, ligado ao Ministério do Planejamento.

O restante da redução deve-se a programas sociais não indexados ao salário mínimo, como o Bolsa-Família. Segundo o trabalho do Ipea, baseado em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios, 2004 foi o menos desigual dos últimos 20 aos no país.

Mesmo com queda de 5% na renda média nacional, as condições da maioria da população melhoraram. Isso aconteceu porque foram os mais ricos que perdera renda, mas mantiveram qualidade de vida, enquanto os mais pobres ganharam mais dinheiro.

O instituto vê como um dos fatores que contribuíram para isso a alta no total de jovens com ensino médio nos aos 90. Para o Ipea, como a queda na desigualdade se deve ao trabalho, e não a programas sociais, ela pode ser sustentável nos próximos anos. (pág. 1 e A4)

- O sociólogo britânico Anthony Giddens, ideólogo da Terceira Via, chegou a dizer em 2003 que o presidente Lula poderia "mudar o mundo".

O escândalo do "mensalão" arrefeceu parte do entusiasmo, mas Giddens continua a defender o presidente, especialmente sua política econômica. Em entrevista a Fábio Victor, diz que a maioria das estratégias do governo é correta e que Lula deve continuar. (pág. 1 e A8)

- O governo deve voltar a ter uma presença forte no comando da Light, privatizada em 96 e que agora está sendo vendida pela EDF, estatal francesa que detém o controle da empresa.

Seis grupos privados vão apresentar, na quarta-feira, propostas de compra da companhia energética, que atua no Rio de Janeiro. Já o BNDES deve entrar com dinheiro e também com a conversão de parte da dívida da Light em ações, diz o secretário de Energia do Rio, Mário Victer. (pág. 1 e B11)

- O britânico John Oxford, diretor do principal laboratório europeu de pesquisas em virologia, prevê uma pandemia de gripe aviária nos próximos 18 meses. Segundo ele, muitos governos estão sendo complacentes com o vírus H5N1 da doença, que atualmente se alastra por países europeus.

Oxford diz que a gripe aviária deve chegar ao Brasil e que o país precisa se preparar para combatê-la. Afirma ainda que o vírus é muito fácil de destruir com desinfetantes. (pág. 1 e A21)

- Duas profissionais da Folha conseguiram obter carteirinhas de estudantes expedidas por um estande da UNE (União Nacional de Estudantes) em São Paulo sem apresentar documentos que atestassem que estudam.

Bastou pagar a taxa de R$ 30. O documento dá direito a pagar meia entrada em cinemas, shows e bilheterias de teatro.

A entidade afirma que casos como esse são raros. (pág. 1 e C1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Reforma dos portos empaca na burocracia

- Há um ano e meio o governo lançou um conjunto de 64 projetos a serem executados em caráter de urgência nos 11 principais portos do País, mas a maioria está andando a passos lentos ou nem teve início. O objetivo deles é evitar um colapso nas exportações. "Nós acreditamos que as ações poderiam ser implementadas de imediato, mas estávamos iludidos", admite o diretor do Departamento de Programas de Transportes Aquaviários do Ministério dos Transportes, Paulo de Tarso Carneiro. Ele aponta duas grandes causas para o atraso: a falta de projetos detalhados e a complicada negociação com os órgãos ambientais. Os projetos são exigência legal, antes de qualquer empenho de verba. A negociação é sobre a dragagem do leito do mar, com retirada de lodo para aprofundar os portos e permitir a passagem de navios maiores. Mas a dragagem levanta resíduos tóxicos, polui as águas e pode prejudicar a vida marinha, daí a necessidade de seguir normas ambientais. Outro problema é a carência de rodovias e ferrovias de acesso aos portos. (pág. 1, B4 e B5)

- O Supremo Tribunal Federal deve votar na quinta-feira polêmico mandato de segurança com o qual ministros aposentados da corte contestam o teto salarial imposto a juízes, hoje de R$ 24,5 mil e que serve de referência a todo o funcionalismo. O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) só aguarda esta votação para atacar os supersalários. Em algumas regiões, desembargadores chegam a ganhar R$ 35 mil. Seus holerites incluem toda sorte de vantagens e benefícios. Segundo a OAB, dos 14 mil juízes brasileiros, de 2 mil a 3 mil têm supersalários. (pág. 1 e A4)

- No momento em que vive uma angustiante divisão na escolha de candidato para enfrentar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano, o PSDB reunirá suas grandes lideranças, amanhã, para uma homenagem a Mário Covas, o tucano que com freqüência dizia: "Olha, não dá para começar uma campanha se o partido não estiver unido". A reunião será na Sala São Paulo, construída por Covas, para lembrar os cinco anos da morte do governador. Na segunda sucessão sem sua presença, o partido tenta se inspirar no líder. (pág. 1, A6 e A7)

- A crise que envolve o programa nuclear iraniano começa a ser discutida amanhã pela Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que deve encaminhar um relatório sobre a cooperação do país ao Conselho de Segurança da ONU. O país pode ser punido pelo conselho. O presidente dos EUA, George W. Bush, disse ontem que o Paquistão não deve esperar um acordo nuclear como o acertado com a Índia. (pág. 1, A14 e A19)

O GLOBO

- Governos usam propaganda oficial para maquiar imagem

- Em época eleitoral, os governos encolhem as verbas de propaganda destinadas às campanhas educativas e aumentam os gastos com a publicidade institucional, que tem como objetivo destacar realizações dos governos e embelezar a imagem dos governantes, informam Maria Lima, Regina Alvarez e Demetrio Weber. No governo Lula, a publicidade institucional, que havia caído para 37,7% do total em 2003, chegará a 43%, ou R$ 156,5 milhões, neste ano eleitoral. O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), provável adversário de Lula, dobrou os gastos com publicidade e destinou apenas 44% do total às campanhas de utilidade pública. No Rio, governo e prefeitura também prevêem gastos maiores. A governadora Rosinha Garotinho vai usar R$ 4 milhões na campanha das dez mil obras. (pág. 1, 3 e 4)

- Preocupados em evitar turbulências antes da consolidação de Lula para a reeleição, assessores fogem de qualquer envolvimento com as votações de cassações de deputados petistas. As punições são tidas até como bom negócio. (Helena Chagas, pág. 1 e 8)

- Nos últimos dez anos, o lobby dos ruralistas fez o governo rolar R$ 25,5 bilhões em dívidas do setor. Só no Banco do Brasil o débito foi de R$ 20 bilhões, sendo que a maioria dos inadimplentes é de grandes produtores. Agora, os empresários querem rolar mais R$ 6 bilhões. (pág. 1 e 29)

- A sete meses das eleições, cresce o número de policiais no Rio candidatos à Câmara dos Deputados ou à Assembléia Legislativa. A sensação de insegurança no estado favorece a pretensão eleitoral de sete delegados de polícia e dois coronéis da PM, já que é muito grande a sua visibilidade. A eleição vai desfalcar a cúpula da Segurança Pública, relata Sérgio Ramalho. Para concorrer, terão de se desligar das funções o secretário de Segurança, Marcelo Itagiba; o chefe de Polícia Civil, Álvaro Lins; o subsecretário Operacional, Paulo Souto; e o inspetor-geral das Polícias, coronel João Carlos Ferreira. (pág. 1 e 16)

CORREIO BRAZILIENSE

- A hora certa de comprar imóveis

- Especialistas apontam cinco razões para a aquisição da casa própria neste ano. As principais: isenção de imposto, aumento na redá e crédito mais fácil. Mapa traça preço da habitação no DF. (pág. 1, 14 e 15)

- A revelação está gravada em fita cassete à qual o Correio teve acesso. Nela, Roberto Jefferson Marques, ex-motorista de Romero Jucá (PMDB-RR), diz que em junho de 2004 foi ao Banco Rural, em Brasília, e sacou R$ 50 mil de contas da SMPB, a pedido do senador. (pág. 1, 2 e 3)

- Manda ver, Dilma - Ministra ironiza discriminação à mulher que chega ao poder. (pág. 1, 6 e 7)

REVISTAS

VEJA

TÍTULOS DE CAPA

- O MENSALÃO II - Marcos Valério ameaça apontar os deputados do PMDB que receberam dinheiro - Fitas explosivas - Propina para perdoar dívida com Itaipu - "Seis paus em dólar?" - "Temos que pegar pelo menos três" - Dinheiro para Ratinho elogiar Lula na TV - "O PT topou pagar. Cinco paus..."

- 10 respostas sobre a peste das aves que assusta o mundo

Valério ameaça falar - Ele pode jogar o PMDB na lama do mensalão e contar como o PT pagou para Ratinho fazer elogios a Lula. (pág. 44 a 48)

E os outros 70%? - Ex-assessor e amigo de Palocci, Rogério Buratti diz que só contou 30% do que sabe. Ele voltou a depor na polícia. (pág. 50 e 51)

O paradoxo de Okamotto - Ao contrário de outros petistas encrencados, o amigo de Lula tem de provar que é mais rico do que declara ser. Ele pagou também uma dívida de Lurian. (pág. 52 a 54)

Como era antes - TSE mantém a verticalização e atrapalha a estratégia de Lula para a reeleição. (pág. 54)

Nas asas do pânico - O vírus da gripe aviária chega à Europa Ocidental e seu primeiro sintoma já se faz sentir na população: o medo de uma pandemia. (pág. 84 a 91)

A gripe até agora fez bem ao Brasil - Mas os novos focos surgidos na Europa podem afetar o crescimento do mercado aviário. (pág. 92 e 93)

Uma mesada de 800 milhões de reais para o governo - Já que não reduz seus gastos, o Estado deveria ao menos congelar o valor que tira da sociedade. (pág. 98 a 101)

ÉPOCA

TÍTULOS DE CAPA

- O QUE FALTA PARA O BRASIL CRESCER - O espetáculo do crescimento prometido por Lula acontece - na Índia e na China

- GRIPE AVIÁRIA: O risco para os brasileiros

O Proálcool não ensinou nada? - A disputa entre governo e usineiros mistura a mais modera tecnologia bicombustível às mais arcaicas práticas do setor canavieiro. (pág. 30 a 32)

O que falta para o Brasil crescer - Lula prometeu o "espetáculo do crescimento". Até agora, a platéia continua esperando. (pág. 36 a 43)

"Vice não manda nada" - Os juros continuam altos, o governo permanece distante da economia real e o PT ainda vai saldar suas dívidas. Bem-vindo ao universo peculiar de José Alencar. (pág. 44 e 45)

Quem tem medo da energia nuclear? - O mundo busca alternativas para o petróleo poluidor. Por isso, agora até ambientalistas defendem as usinas atômicas. (pág. 60 a 62)

A gripe vai chegar aqui? - Com os casos de gripe aviária na Europa, todo o Ocidente - inclusive o Brasil - se sente mais vulnerável. (pág. 74 a 76)

ISTOÉ

TÍTULOS DE CAPA

- PANDEMIA - A gripe do frango está chegando - Especialistas dão prazo de 18 meses para o vírus contaminar todo o planeta e estimam em 50 milhões o número de mortos - Os planos de combate no Brasil e no mundo - Como você pode se preparar para ela - Os sintomas, os efeitos e o tratamento disponível hoje

- EXCLUSIVO: Tem ministro no mensalão

Entrevista/Anthony Garotinho - "Sou candidato para mudar o Brasil" - Com prévias sob ameaça, ex-governador monta operação para garantir a consulta às bases do PMDB. (pág. 7 a 11)

Exclusivo: Na mira - Na PF, o ministro Walfrido Mares Guia terá que explicar relações financeiras com Marcos Valério. (pág. 28 a 31)

Ministro no Valerioduto - O ministro usou a empresa que tem sede em sua casa para levantar o dinheiro pago a Mourão para proteger o tucano Eduardo Azeredo. (pág. 29 a 31)

Qual será a estratégia de Palocci? - O ministro gostaria de ficar na Fazenda, mas Lula o convocou para coordenar a campanha. Foi preciso inventar uma solução jurídica para contentar os dois. (pág. 32 a 34)

Família Daniel vai embora do Brasil - Com medo de morrer, irmãos do prefeito assassinado, e seus filhos, se dividem em vários destinos. (pág. 35)

PT versus PT em SP - Com risco de divisão no partido, o senador Mercadante e a ex-prefeita Marta Suplicy mostra suas armas na fase decisiva das prévias para o governo de São Paulo. (pág. 36 e 37)

A versão dos militares - Livro revela que o presidente Médici deu ordem para dizimar comunistas no Araguaia. (pág. 38 e 39)

Pe-do-fi-lia - Pesquisa inédita alerta: o Brasil lidera o ranking mundial de pornografia infantil pela internet. Seu filho está seguro? (pág. 40 a 42)

Gripe mortal e planetária - Especialistas dizem que a pandemia que ameaça matar 50 milhões de pessoas deve se espalhar nos próximos 18

meses. No Brasil, o vírus chega em setembro. (pág. 75 a 81)

DINHEIRO

TÍTULOS DE CAPA

- A EUFORIA DO ÁLCOOL - O mundo descobre a tecnologia do combustível brasileiro e a indústria nacional investe US$ 9 bilhões para erguer 89 novas usinas. Ao mesmo tempo, os preços disparam e lançam a dúvida: o País saberá agarrar a oportunidade histórica?

- GESTÃO: O que faz da GE a empresa mais admirada do mundo

- EXCLUSIVO: As visões de Martin Sorrell, o mago da publicidade

- RELIGIÃO: As editoras que faturam milhões com bíblias

- CRIANÇAS: Como elas comandam compras de US$ 1 trilhão

Entrevista/Marina Silva - "Sou paga para ser dura" - Ministra do Meio Ambiente diz que não é intransigente e que a responsabilidade pelo atraso em várias obras de infra-estrutura é dos empresários, que não gostam de cumprir as leis ambientais. (pág. 18 a 20)

Haddad: O rebelde da Esplanada - Como o ministro da Educação consegue verbas que antecessores não tiveram. (pág. 24 a 26)

O rombo do BC - Banco fecha balanço com um prejuízo da R$ 10 bi. Quem paga a conta? Você, ora. (pág. 27)

A era do álcool - Nunca uma tecnologia nacional despertou tanta cobiça. Ao mesmo tempo, o preço dispara e fica a dúvida: o país irá agarrar a oportunidade? (pág. 28 a 31)

20 anos de plano cruzado - Como o fiasco do congelamento de preços de Sarney ainda dita os limites da política econômica de Lula e seu medo de crescer. (pág. 32 e 33)

A muralha elétrica da China - Três Gargantas, com custo de US$ 25 bi e prestes a ser inaugurada, é a maior obra chinesa depois da muralha. (pág. 34 e 35)

A guerra da moeda - Livro revela detalhes inéditos do Plano Real expõe os dramas de seus principais combatentes. (pág. 36)

Polêmica nos trilhos da Bunge - Parceria da empresa com a Ferronorte no Porto de Santos incomoda a concorrência e está ameaçada. (pág. 37)

CARTACAPITAL

TÍTULOS DE CAPA

- NO IMPÉRIO DA BAHIA - DE ACUSADOR A ACUSADO - Enquanto ACM Neto tenta ligar os fundos de pensão ao Valerioduto, surgem provas de como seu avô contribuiu para que a Previ tomasse um prejuízo de R$ 900 milhões

- GLOBALIZAÇÃO: Para onde vai o emprego no mundo? Riscos ou oportunidades para o Brasil?

- ESPECIAL: Em busca das raízes do imobilismo social brasileiro

Atoleiro Brasil - Idéias - Em seu novo livro, o cientista político Wanderley Guilherme dos Santos faz um raio X do imobilismo social brasileiro e sugere saídas. (pág. 11 a 15)

Isso é que é prejuízo - Fundos de Pensão - Sob a bênção de ACM, a Previ perdeu R$ 900 milhões em Sauípe. (pág. 22 a 25)

O futuro do emprego - Globalização - A onda de demissões e o recorde de desocupados no planeta podem ser um risco ou uma oportunidade ao Brasil. (pág. 26 a 31)

Banqueiro no semi-árido - Desenvolvimento - O Banco do Nordeste foca a agricultura familiar e o microcrédito. (pág. 32 e 33)

Fortes como o aço - Siderurgia - A oferta da Mittal pela Arcelor esquenta o debate sobre a necessidade de as empresas brasileiras se encorparem. (pág. 34 e 35)

Tríplice dilema - Peru - O país descartou Toledo e Fujimori, mas hesita entre a direita conservadora, o nacionalismo militar e a "terceira via". (pág. 38 e 39)

ETES