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10/06/2006
JORNAL DO BRASIL - Recuperado da febre, Ronaldo ironiza Lula - Polêmica - Comentário sobre peso gera mal-estar e presidente manda fax para se explicar. (pág. 1, 4 e 5) - Varig - Proposta de última hora adia decisão. (pág. 1 e 16) - UERJ - Impasse prolonga a greve. (pág. 1 e 12) - Guerrilha - Brasil vira refúgio para colombianos. (pág. 1 e 6) FOLHA DE SÃO PAULO - Justiça adia para segunda a decisão sobre Varig - Juiz adia decisão sobre falência da Varig Um dia depois do fracasso do leilão de venda de parte da Varig, a situação da companhia aérea se agravou ainda mais ontem. O juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial, responsável pelo processo de recuperação da companhia, decidiu adiar para segunda-feira a decisão sobre a validade da única oferta apresentada - pelo TGV (Trabalhadores do Grupo Varig), que reúne associações de pilotos, comissários e mecânicos de vôo da empresa aérea. Já a fabricante de aviões Boeing conseguiu na Justiça americana o direito de retomar sete aeronaves a partir da próxima terça-feira. A frota da Varig é composta por 60 aviões, dos quais 46 estão em operação. Com a decisão, o número de aviões em operação pode cair para 39. A Varig disse que não vai recorrer da decisão porque está "tranqüila" com a audiência marcada também para a próxima terça-feira em Nova York, quando o juiz Robert Drain decide se estende o prazo da liminar que protege os aviões da empresa aérea de arresto. A Varig destacou ainda que espera receber até terça-feira um adiantamento de US$ 75 milhões do eventual vencedor do leilão. Procurada, a Boeing não se pronunciou (pág. 1). - Em depoimento à Polícia Legislativa, o militante do MLST (Movimento de Libertação dos Sem-Terra) Arildo Joel da Silva disse que o destino do grupo que invadiu a Câmara dos Deputados, na última terça, era na verdade o Palácio do Planalto. "[Os manifestantes] iriam até o Palácio do Planalto, onde iriam "botar pressão", o que significa fazer ocupação", afirmou Silva no depoimento, no dia 7. O objetivo da pressão seria, segundo ele, forçar o governo Lula a reconhecer o movimento e liberar terras para assentamentos. Consta do depoimento que a decisão de seguir para Brasília foi tomada em reuniões do MLST no final de maio. Quanto ao acerto para invadir o Planalto, teria sido feito na própria capital federal, na manhã de 6 de junho, dia da invasão e da depredação da Câmara (pág. 1). - Ao explicar a militantes de seu PPS por que não apoiará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições deste ano, o deputado federal Roberto Freire (PE) afirmou ontem que não estará ao lado de "um ladrão" na campanha. "Eu contesto este governo [federal], não apenas no campo ético, mas moral, da decência. Eu tenho a coragem de dizer, quando alguém vem para mim e diz, "mas você está com [Geraldo] Alckmin [PSDB, principal adversário de Lula]", eu digo, mas eu não estou com ladrão, com ladrão, não, estou com Alckmin", disse (pág. 1). - Talvez nunca tenha havido um presidente que goste tanto de futebol como Lula. Certeza se tem, desde ontem, que a crise gerada por ele no time nacional é a maior já criada por um chefe do Executivo. A videoconferência do petista com a seleção que está concentrada na Alemanha, anteontem, fez Ronaldo disparar contra ele e dividiu jogadores e cartolas da CBF, tornando fichinha a forçada de barra do presidente Médici para a convocação de Dario em 1970. O estopim de tudo foi a pergunta que Lula fez ao técnico Carlos Alberto Parreira se Ronaldo, chamado de presidente pelos companheiros de seleção, estava gordo mesmo. O atacante, que quebrou ontem um silêncio que vinha desde domingo, contra-atacou. "Assim como dizem que eu estou gordo, dizem que o presidente bebe para caramba. Tanto é mentira que ele bebe para caramba, como é mentira que eu estou gordo", disse, em Königstein, o atacante, que no começo da gestão Lula se colocou à disposição para participar de campanhas do governo, como o programa Fome Zero (pág. 1). - NA TERÇA-FEIRA , seis ministros do Tribunal Superior Eleitoral, liderados pelo presidente da corte, Marco Aurélio Mello, decidiram aplicar a ferro e fogo a verticalização das alianças partidárias. Menos de 48 horas depois, os mesmos magistrados, também capitaneados pelo presidente, voltaram atrás. Restabeleceram as regras de 2002, mas não evitaram o desgaste do TSE. Um sistema eleitoral que obedece ao princípio da anualidade (art. 16 da Constituição) simplesmente não pode alterar as regras do jogo eleitoral quando faltam menos de 365 dias para o pleito. Não importa se as mudanças venham na forma de lei aprovada pelo Congresso ou de interpretações da lei pelo TSE que modifiquem de fato o "statu quo": se desrespeitam a anualidade, sua aplicação imediata deve ser rechaçada, no caso de diplomas, e evitada, no caso dos juízes (pág. 1). - Clovis Rossi: Marco Maciel, o ex-vice-presidente, costumava dizer, quando lhe pediam previsões sobre o futuro, que só as fazia sobre o passado. Pedro Malan, o ex-ministro da Fazenda, aperfeiçoou a evasiva. Dizia que, no Brasil, nem o passado podia ser "previsto", porque era tão sujeito a chuvas e trovoadas quanto o futuro. Agora, chegamos à perfeição. O passado é "vupt-vapt". Uma regra legal que deveria ser permanente dura escassas 48 horas. Refiro-me a esse palavrão transformado em assunto do dia na política, a tal de verticalização, que deveria ser 100% na primeira interpretação da regra, mas passou a ser sabe-se lá quantos por cento na segunda interpretação da mesma regra, feitas, uma e outra, pelo mesmíssimo ministro das cortes mais supremas, o TSE e o STF (pág. 1). - O recuo do TSE a respeito da verticalização é uma aula sobre o estado das instituições no Brasil. Os sete ministros deram uma guinada de 180 graus em 48 horas ao analisar o assunto. Na terça-feira, achavam que as alianças eleitorais deveriam ser puras em todo o país. Na quinta-feira, liberaram quase tudo novamente. O mérito da verticalização rende quilômetros de argumentos. Fica para outro dia. Mas a atitude do TSE merece análise imediata. É possível que os integrantes da mais alta corte eleitoral do país tenham se convencido de fato do argumento exótico usado para mudar de opinião (conferir "segurança jurídica" às eleições) (pág. 1). - Os bancos que atuam no país lucraram R$ 10,221 bilhões no primeiro trimestre deste ano, um aumento de 61,5% em relação ao resultado apurado no mesmo período de 2005. O ganho recorde de R$ 2,343 bilhões obtido pelo Banco do Brasil foi o fator que mais influenciou na lucratividade.Os números são de levantamento feito pelo BC a partir dos balanços das 103 instituições financeiras que operam no país. Não foram incluídos bancos de investimento e de desenvolvimento, como o BNDES. No caso do BB, especificamente, os ganhos foram impulsionados por um procedimento contábil que inflou o resultado em R$ 1,9 bilhão (pág. 1). - O desembargador federal Luiz Stefanini do Tribunal Regional Federal da 3ª Região concedeu ontem pedido de habeas corpus para Antonio Carlos Piva de Albuquerque, diretor financeiro da Daslu, que estava preso desde 1º de junho. Stefanini havia negado pedido de habeas corpus para Piva de Albuquerque, irmão de Eliana Tranchesi, dona da Daslu, e voltou atrás de sua decisão ao analisar pedido de reconsideração de Octavio Cesar Ramos, advogado do diretor da loja (pág. 1). - Associações médicas brasileiras ameaçam entrar na Justiça contra a portaria do Ministério da Saúde que permite que profissionais da saúde não-médicos exerçam a acupuntura no SUS. A norma também introduz no sistema público terapias sem comprovação científica, como fitoterapia e termalismo. A medida tem gerado uma série de protestos de entidades médicas, que defendem a acupuntura como ato médico por necessitar de diagnóstico e ser uma prática invasiva. O Conselho Regional de Medicina do Maranhão, por exemplo, proibiu seus médicos de participarem de equipes que estejam seguindo a orientação do ministério. O CFM (Conselho Federal de Medicina) estuda a adoção de norma semelhante em âmbito nacional. A reação dos médicos tem gerado atritos com outros profissionais da saúde que já praticam a acupuntura (pág. 1). - O prefeito Gilberto Kassab (PFL) sancionou ontem projeto que permite o parcelamento de multas de trânsito em até 12 vezes. O financiamento é válido para qualquer tipo de infração desde que o valor das parcelas não seja inferior a R$ 50. A medida só vale para as infrações cometidas até hoje, quando a lei será publicada no "Diário Oficial" da cidade. Para obter o benefício, o motorista precisa ter emplacado o veículo na capital paulista e estar em dia com o IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores) e com o DPVAT (seguro obrigatório) (pág. 1). O ESTADO DE SÃO PAULO - Juíza deixa presos 42 líderes de sem-terra - A 10ª Vara Federal de Brasília determinou ontem a liberação de 536 integrantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) presos depois de participar da invasão e depredação da Câmara, terça-feira. Os 42 líderes do movimento, entre eles Bruno Maranhão, não foram beneficiados. O alvará de soltura foi concedido depois de a Justiça receber ofício do delegado da Polícia Federal Gustavo Santana, que informa não haver elementos para indiciar os 536 integrantes do grupo. Ele ponderou, ainda, que todos já haviam sido fotografados e identificados. A saída dos presos do Complexo Penitenciário da Papuda estava prevista para ocorrer à noite. Ela seria feita em ônibus de turismo que haviam sido usados para levar os manifestantes de suas cidades para Brasília. Um advogado de Maranhão disse que o MLST vai ressarcir a Câmara pelos estragos - estimados em R$ 150 mil. O anúncio do pagamento se deu no mesmo dia em que foi noticiado que o governo Lula liberou R$ 5,6 milhões para uma entidade ligada ao MLST. (pág. 1 e A4) - 'Ele disse que estou gordo, como todo mundo diz que ele bebe pra caramba' - Para ilustrar sua opinião de que os jornalistas distorcem fatos sobre ele, Ronaldo, em entrevista a emissoras de Tv, atacou a imprensa e acertou no presidente Lula, que respondeu enviando a ele um fax com palavras carinhosas. (pág. 1 e E12) - O destino da Varig continua incerto. O juiz Luiz Roberto Ayoub, que coordena a recuperação da empresa, adiou para segunda-feira sua decisão final. Ele também abriu a possibilidade de uma nova rodada de apresentação de propostas por outros interessados, no caso de a associação Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) - que foi a única a fazer oferta no leilão de quinta-feira - não esclarecer a origem dos US$ 449 milhões que ofereceu pela companhia. (pág. 1, B1, B4 e B6) - Por ordem de Hugo Chávez, uma estatal da Venezuela assinou com a empresa brasileira Cipla financiamento com juros favorecidos estimado em US$ 70 milhões. A Cipla, semifalida, é controlada por funcionários. (pág. 1, A18 e A19) - Um relatório incoerente - No parecer final da Cpi dos Bingos, certas omissões que pouparam pessoas não apenas desqualificam suas conclusões como até justificam a suspeita de submissão a pressões. (pág. 1 e A3) - Trabalho infantil - Na cidade, o mal é maior - Doméstico e vendedor de rua são os que mais sofrem. (pág. 1 e A32) O GLOBO - PF investiga se verba pública foi usada para invadir Câmara - A Polícia Federal está investigando o possível uso de recursos públicos para financiar a invasão e a depredação da Câmara. Nos últimos sete anos, o governo transferiu R$ 5,7 milhões a uma entidade fundada e comandada por líderes do MLST, responsável pelo ataque. A quase totalidade dos recursos foi repassada no governo Lula, sendo que R$ 3 milhões logo depois de militantes do MLST invadirem a sede do Ministério da Fazenda, em abril de 2005. Segundo documentos apreendidos com Bruno Maranhão, comandante da invasão ao Congresso, a organização do protesto custou R$ 82.790. Por ordem da Justiça, foram soltos 540 invasores: outros 42, apontados como responsáveis pela baderna, continuam presos. (pág. 1, 3 e 4) - Em entrevista ontem, o atacante Ronaldo reagiu com irritação à pergunta do presidente Lula sobre seu peso, durante o vídeo-conferência da véspera. "Todo mundo diz que ele (Lula) bebe pra caramba. Tanto é mentira que eu estou gordo quanto deve ser mentira que ele bebe pra caramba. "Para tentar desfazer o mal-estar, Lula enviou carta a Ronaldo reafirmando o carinho pelo jogador e dizendo que continuará torcendo por ele. "Recebi a carta e fiquei satisfeito. É hora de acabar com polêmicas", disse Ronaldo. Esta não é a primeira confusão causada pela explosiva mistura entre futebol e política: antes da Copa de 70, o técnico João Saldanha reagiu a um recado do presidente Médici para que fosse convocado o centroavante Dario: "Eu não dou palpite no Ministério dele, ele não tem que dar na seleção." Em 1998, o então ministro José Serra reclamou de Luiz Felipe Scolari pela eliminação de seu Palmeiras e ouviu críticas à saúde. (pág. 1) - Lula diz que Câmara não foi séria ao reajustar aposentados. (pág. 1 e 8) - No mesmo dia em que a Justiça brasileira adiou para segunda-feira a decisão sobre a venda da Varig, a americana Boeing conseguiu ontem na Justiça de Nova York o direito de arrestar sete aeronaves usadas pela companhia aérea brasileira. Os aviões permanecerão na frota da Varig até o próximo dia 13, quando a Corte de Nova York decidirá se amplia o prazo para a empresa pagar suas dívidas com fornecedores de aviões. (pág. 1, 33 e 34) - A primeira vacina para prevenir o câncer de útero começa a ser vendida este mês nos EUA. O tratamento tem três doses e custará US$ 360. No Brasil, ela está em processo de aprovação. A vacina evita a infecção pelo HPV, a principal causa de tumores no útero. Inicialmente, ela será recomendada para mulheres dos 9 aos 26 anos, mas cientistas estudam a possibilidade de usá-la em homens. (pág. 1 e 44) - A Escola Municipal Henrique Fôreis, no Complexo do ?Alemão, onde dezessete crianças ficaram feridas na quarta-feira após tiroteio na favela, poderá fechar. Com medo da violência, os professores da unidade ameaçam pedir transferência. (pág. 1 e 19) - Dois menores acusados de envolvimento na morte do guitarrista Nettinho, do Detonautas, foram presos ontem. Rafael, irmão de Nettinho e também baleado na tentativa de assalto, diz que foi preciso morrer alguém famoso para policiarem a região. (pág. 1, 16 e 17) CORREIO BRAZILIENSE - Promessa de aumento evita greve da polícia - Um acordo pôs fim à ameaça de paralisação de policiais militares, civis e bombeiros do Distrito Federal. Em reunião com a governadora Maria de Lourdes Abadia, a ministra Dilma Rousseff prometeu que o governo federal - que banca o contracheque da tropa - vai editar medida provisória até o próximo dia 20 autorizando o reajuste do pessoal da Segurança Pública do DF. Pelo acerto, praças da PM e bombeiros terão aumento de 31%. Oficiais das duas corporações e agentes da Polícia Civil receberão 18%. "Vamos aguardar a segunda quinzena. Se passar disso, partimos para novas manifestações", avisa a Associação da Força Militar. (pág. 1 e 25) - Ronaldo se irrita com pergunta e chuta a canela de Lula - Uma pergunta de Lula a Parreira, em tom de brincadeira, provocou um mal-entendido e a reação desproporcional de Ronaldo. O craque, que não participou da videoconferência na quinta-feira, se mostrou chateado e disse ontem que os jogadores foram proibidos de fazer perguntas ao presidente. A CBF negou a censura. Por fax, Lula pediu desculpas ao atacante, que aceitou, dando fim à polêmica. (pág. 1 e 37) - "Eu sei que ele está magro. Mas vira e mexe, a gente lê aqui na imprensa que o Ronaldo está gordo. Afinal de contas, ele está gordo ou não?" (Lula) - "Todo mundo diz que ele [o presidente] bebe pra caramba. Tanto é mentira que estou gordo, como deve sr mentira que ele bebe". (Ronaldo, pág. 1) - Advogado de Bruno Maranhão anuncia que o MLST pagará o prejuízo de R$ 102 mil provocado pela baderna na Câmara. Ontem, 540 sem-terra foram libertados da Papuda. Maranhão e outros 41 militantes continuam presos. (pág. 1, 6 e 7) - Chacina de Unaí - Empresário é acusado de pagar mesada a pistoleiros para que assumam o crime sozinhos. (pág. 1 e 10) MANCHETES MINAS GERAIS - Chacina de Unaí - Pistoleiros recebem dinheiro na cadeia - O empresário cerealista Hugo Alves Pimenta, acusado de contratar os dois pistoleiros que assassinaram três auditores fiscais e um motorista do Ministério do Trabalho, em Unaí, Noroeste de Minas, em janeiro de 2004, voltou para a cadeia. A prisão foi decretada pelo juiz da 9ª Vara da Justiça Federal de Minas, Francisco de Assis Betti, que também manteve detido o pistoleiro Rogério Alan Rocha Rios, que estava prestes a deixar a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Grande BH, beneficiado por habeas corpus do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A Polícia Federal descobriu que Hugo estava fazendo pagamentos mensais a Rogério e ao outro matador, Erinaldo de Vasconcelos Silva, num total de R$ 400 mil, para que os dois mantivessem a versão de que as mortes dos servidores federais ocorreram numa desastrada tentativa de assalto. A PF identificou testemunhas dos repasses e localizou os depósitos em contas bancárias das namoradas dos pistoleiros. (pág. 1 e 10) - O atacante Ronaldo, que voltou a treinar normalmente ontem, depois de ser poupado quinta-feira, com sinusite e febre, acabou dando uma canelada no presidente Lula. Irritado com a pergunta dele ao técnico Parreira, na teleconferência da véspera, sobre seu suposto excesso de peso, o Fenômeno reagiu lembrando as especulações de que o presidente teria o hábito de beber em demasia. Mas contemporizou: "Como é mentira que eu estou gordo, deve ser mentira que ele bebe pra caramba". No fim da tarde, fontes do Palácio do Planalto informaram que o presidente mandou uma carta ao jogador, reafirmando seu carinho e dizendo que continua torcendo por ele. O atacante, por sua vez, transmitiu a um intermediário de Lula que ficou satisfeito com o gesto e não guarda mágoa. (pág. 1) - Varig tem nova proposta e decisão sai na segunda. (pág. 1 e 14) - Vandalismo - Justiça mantém presos 42 líderes dos sem-terra. (pág. 1 e 3) - A produção industrial mineira cresceu 1,2% em abril, em comparação com o mesmo mês de 2005, enquanto a média do país caiu 1,9%. Nos últimos 12 meses, o estado registrou aumento de 5,5%, mais que o dobro da média nacional, de 2,6%. (pág. 1 e 12) VALOR ECONÔMICO - Só empregados fazem oferta e a Varig poderá ir à falência - As chances de recuperação da Varig tornaram-se mais remotas ontem, depois que só a associação de Trabalhadores do Grupo Varig (TGV) apresentou proposta de compra da empresa. O juiz Luiz Roberto Ayoub decide hoje se a oferta é válida. Caso contrário, poderá decretar a falência - possibilidade considerada remota. (...) (pág. 1) - Presidente do TSE recua e diminui rigor na verticalização. (pág. 1 e A6) - Roberto Lavagna, ex-ministro da Economia, prepara-se para disputar Presidência Argentina. (pág. 1 e A11) - Desde que foi aprovada a nova Lei de Falências, há um ano, o número de empresas que pediram recuperação ficou abaixo das expectativas iniciais dos especialistas. Segundo pesquisa da Serasa, foram 208 recuperações requeridas e 104 deferidas - aprovadas pelo Judiciário na primeira fase do processo. Os casos são poucos por conta do desconhecimento da lei, do medo de como o mercado reage à notícia do pedido de recuperação e também por se desconhecer a reação do Judiciário. (...) (pág. 1)

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