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11/01/2006
JORNAL DO BRASIL - Ingratidão política - Governo Lula maltrata o Rio - Estado que se revelou o maior colégio eleitoral de Lula ocupa o sétimo lugar nos investimentos distribuídos pelo Planalto. Vai receber R$ 394 milhões, 119% a menos do que Minas. (pág. 1 e A3) - Em dez dias, ministros do Supremo passam a receber R$ 24.500. O teto salarial assegura aumento de 13,9% aos magistrados federais. Juízes iniciantes ganharão R$ 20 mil. (pág. 1 e A4) - Um quinto de século é tempo demais para o predomínio dos paulistas no Planalto. (Mauro Santayana, Coisas da Política, pág. 1 e A2) - A busca de reservas de energia barata no continente africano uniu as duas maiores empresas brasileiras. Petrobrás e Vale do Rio Doce assinaram acordo para estudos de viabilidade da exploração, produção e transporte de gás natural em Moçambique. (pág. 1 e A17) - A busca de reservas de energia barata no continente africano uniu as duas maiores empresas brasileiras. Petrobras e Vale do Rio Doce assinaram acordo para estudos de viabilidade da exploração, produção e transporte de gás natural em Moçambique. (pág. 1 e A17) - Pé no freio - Indústria recua e ameaça a produção do ano. (pág. 1 e A19) - Um dia depois do protesto de vans no Centro da cidade, o trânsito carioca voltou a engarrafar - mesmo com o fluxo de veículos reduzido pelas férias. Somados à falta de organização no controle de tráfego, quatro acidentes simultâneos paralisaram vias de ligação entre as zonas Sul, Norte e Oeste. Na Tijuca, árvore tombada às 8h demorou mais de seis horas para ser removida. O Corpo de Bombeiros alega que só foi avisado por volta das 145h. Enquanto isso, trecho da Avenida Maracanã ficou interditado. O eixo Lagoa-Barra também exigiu paciência do motorista. Duas colisões, uma na avenida Brasil e outra na Barra, e um carro incendiado no Túnel Rebouças converteram-se em quatro horas de congestionamentos. (pág. 1 e A13) - Os consumidores abriram mão do lazer para conter o orçamento mensal. A tendência evidencia-se nas famílias mais ricas, revela pesquisa do Instituto Fecomércio. Boa parte dos entrevistados optou por esperar as liquidações em vez de gastar em compras de Natal. Estudo do Procon-SP mostra que o cheque especial não seguiu a queda da taxa básica de juros. (pág. 1 e A18) FOLHA DE SÃO PAULO - Brasil cresce menos do que pode, diz FMI - A festa para comemorar o pagamento antecipado da dívida do Brasil de R$ 15,6 bilhões com o Fundo Monetário Internacional foi marcada por um sermão econômico do diretor-geral do FMI, Rodrigo Rato. Em visita ao Planalto, Rato disse que, apesar dos avanços da economia nos últimos anos, o Brasil não aproveita todo o seu potencial para crescer e atrair investimentos. E apresentou uma receita ao país. "O crescimento econômico brasileiro está acelerando e entrando numa fase de expansão em torno de 4%, o que é importante. Mas o Brasil deve ter objetivos mais ambiciosos a médio prazo", discursou Rato. As sugestões são as mesmas de quando o Brasil iniciou seu ciclo de acordos com o Fundo. Entre elas estão maior aperto fiscal para reduzir a dívida, autonomia do Banco Central e reforma das leis trabalhistas. A autonomia do BC ainda é polêmica no governo. Já o aperto fiscal para pagar dívidas é atacado por vários ministros e visto como responsável pelo baixo crescimento econômico do país no ano passado. Dados do IBGE divulgados ontem mostram que a produção industrial cresceu apenas 0,6% em novembro. Isso compromete a expectativa do governo de crescimento forte no quarto trimestre. (pág. 1, B1 e B3) - A três meses do seu fim, a CPI dos Correios não sabe o que aconteceu com R$ 6 bilhões movimentados em contas de empresas sob investigação. A comissão desconhece de onde vieram R$ 3 bilhões que abasteceram tais contas e também ignora quem foram os beneficiários de outros R$ 3 bilhões. O dinheiro passou por agências do Banco Real - ABN Amro, que reconheceu ter havido uma falha em "1% do material enviado à comissão e prometeu corrigi-la. Entre as empresas que mantêm contas no Real estão a Visanet e a Duda Mendonça Associados. (pág. 1 e A4) - O Brasil não sabe se manterá o comando das tropas no Haiti após agosto, quando acabaria o período do general Urano Bacellar, informa Eliane Cantanhêde. O controle da missão de paz é disputado pela Jordânia, que tem 1.600 homens no Haiti, contra 1.200 do Brasil. A pedido da ONU, o Brasil indicará, além do general José Elito Carvalho Siqueira, um segundo nome para chefiar a missão. A segunda indicação deverá ser feita entre hoje e amanhã, mas Siqueira é considerado o candidato mis forte. O corpo do general Urano será enterrado hoje no Rio. (pág. 1 e Mundo) - Leia "Fogo morto", acerca do resultado fraco da indústria em novembro; "Abertura no Judiciário", comentando mudanças no TJ paulista; e "Privatizar estradas". (pág. 1 e A2) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, acusou os Estados Unidos de impedir a brasileira Embraer de vender para a Força Aérea venezuelana 36 aviões de treinamento militar, modelo Super Tucano. A compra dos aviões foi anunciada em fevereiro de 2004. Segundo Chávez, os EUA não autorizaram a venda porque a Embraer usa tecnologia americana. A empresa brasileira não quis comentar. (pág. 1 e A10) - Relatório da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) aponta que as taxas de cesariana praticadas por planos e seguros de saúde são as mais elevadas do mundo (79,7%). A ANS pretende pactuar com as operadoras de saúde uma redução de 15% da taxa de cesáreas em um período de três anos. No SUS, que respondeu por 87,9% dos nascimentos em 2004, a taxa de cesáreas foi de apenas 27,53%. (pág. 1 e C1) O ESTADO DE SÃO PAULO - Indústria cresce pouco e reduz expectativa para o PIB - A Produção industrial brasileira cresceu apenas 0,6% em novembro, em comparação com outubro, reduzindo a expectativa de atividade econômica mais forte no quarto trimestre de 2005. O mês foi marcado por "reação modesta" da indústria, conforme o chefe de coordenação setorial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. (IBGE), Silvio Sales, insuficiente para reverter a trajetória de queda. A produção industrial reduziu o índice acumulado no ano, de 3,4% até outubro, para 3,1% em 11 meses. O acumulado de 12 meses também recuou: de 4,1% até outubro para 3,5%. "Não há sinais de que o ajuste de estoques tenha sido concluído", disse Sales - o excesso de estoque na indústria foi um dos motivos do mau desempenho do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre. Para o diretor-executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial, Julio Sérgio Gomes de Almeida, os dados de novembro estão longe de apontar o caminho da recuperação. "Continuaremos com essa trajetória fraca, crescendo ao redor de 2,5%", disse. (pág. 1, B1 a B4) - Sobe aposta em corte maior do juro - ...Os dados da produção industrial fraca acentuaram as apostas no mercado financeiro, ontem, de corte superior a 0,5 ponto porcentual na taxa básica de juros na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da semana que vem. Os juros futuros acentuaram a queda após a divulgação dos dados do IBGE. Os bancos resistiram à decisão do Copom de cortar os juros em dezembro: de 10 instituições pesquisadas pela Fundação Procon de São Paulo, 8 mantiveram o nível de suas taxas no empréstimo pessoal. (pág. 1, B1 e B4) - A defesa da continuidade do programa de ajuste fiscal marcou ontem a solenidade no Palácio do Planalto para formalizar o pagamento antecipado de US$ 15,5 bilhões ao FMI. O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e o diretor-gerente do Fundo, Rodrigo de Rato, defenderam a geração de superávits fiscais nos próximos anos. (pág. 1 e B6) - O relator do caso do deputado e ex-ministro Roberto Brant (PFL-MG) no Conselho de Ética, Nelson Trad (PMDB-MS), decidiu que vai pedir a cassação do mandato. Brant é o único integrante do PFL processado no Conselho de Ética da Câmara por recebimento de dinheiro do caixa 2 do valerioduto, em 2004. (pág. 1 e A7) - O PSDB decidiu que um colégio eleitoral informal definirá até o início de março, entre o governador Geraldo Alckmin e o prefeito José Serra, qual o candidato do partido à eleição presidencial. Participarão da escolha, entre outros, e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o governador de Minas Gerais. Aécio Neves. Alckmin usou um termo comum no esporte para expressar seu desejo de ser o escolhido: "Nova quero ser candidato por WO". Na Baixada Fluminense, um ato público com 10 mil pessoas e clima eleitoral espera o presidente Lula no dia 20. (pág. 1, A4 e A5) - Melhor tarde do que nunca - O único reparo que se pode fazer às novas regras sobre finanças de campanha, anunciadas pelo TSE, é que elas já deviam estar em vigor quando o mensalão era só uma forma de pagar imposto. (pág. 1 e A3) - Numa cidade em que os endereços são do tipo SQN 110 Q2 L10 ou SHIN QL2 CJ 5, Mário Sérgio Xavier de Macedo, ex-presidiário, define assim o seu: "Terceira mangueira, em frente do Congresso Nacional". Há quatro meses ele mora numa plataforma em uma árvore, em plena Esplanada dos Ministérios, o cartão postal de Brasília. (pág. 1 e C4) - As Nações Unidas exigiram que o Brasil apresente dois nomes como opções para substituir o general Urano Bacellar no comando da missão internacional de paz no Haiti. O Planalto prefere que o escolhido seja o general José Elito Carvalho Siqueira, cujo nome chegou a ser anunciado. Mas vai cumprir a formalidade imposta pelas Nações Unidas. (pág. 1 e A12) O GLOBO - Farra das vans abre ano eleitoral no Rio - O governo do estado decidiu, em reunião realizada anteontem à noite no Palácio Guanabara, suspender a fiscalização do Departamento de Transportes Rodoviários (Detro) contra "vans adesivadas e legalizadas". No primeiro mês de um ano eleitoral, o estado cedeu às pressões das vans que conseguiram provocar ontem até a demissão do presidente do Detro, Rogério Onofre: "Minhas saída foi uma vitória dos topiqueiros, dos piratas, da bandalha", disse. (pág. 1, 14 e Cartas dos Leitores) - O governo federal conseguiu captar ontem no exterior US$ 1 bilhão em bônus com vencimento em 2037. O presidente Lula disse que a sua política econômica é coerente e recebeu elogios do diretor-gerente do FMI, Rodrigo de Rato. (pág. 1, 23 e 24) - Um dia depois da indicação do genal José Elito Siqueira para o Haiti, o vice-presidente José Alencar e o comandante do Exército declararam que a ONU havia pedido dois nomes, desautorizando o anúncio do Itamaraty. (pág. 1 e 29) - O presidente do Tribunal de Contas da União, Adylson Motta, vai cobrar explicações dos ministros Dilma Rousseff (Casa Civil) e Alfredo Nascimento (Transportes) pelo fato de o governo ter decidido contratar sem licitação empreiteira para a operação tapa-buracos. Segundo Motta, não há justificativa para o caráter emergencial porque o abandono das estradas é antigo. (pág. 1, 3 e Elio Gaspari) - Estado via refém de protestos que podem ser comparados a atos de chantagem. (pág. 1 e 6) - A alíquota de IPVA dos carros flex (bicombustível) é a mesma dos modelos a gasolina: 4%. Com isto, donos de carros flex saem perdendo: a alíquota de IPVA de veículos a álcool é de 2%. (pág. 1 e 15) - Para tentar conter os preços dos combustíveis, o governo vai oferecer hoje aos usineiros uma linha de crédito de R$ 1 bilhão. Em troca, seria fixado o preço álcool no atacado em R$ 1. O dinheiro serviria para garantir estoques e preço mínimo na safra. (pág. 1 e 25) - Procon orienta os pais a evitar abusos de escolas. (pág. 1 e 27) CORREIO BRAZILIENSE - Salário mínimo fica mais perto de R$ 350 - Na proposta que vão apresentar hoje ao governo, as centrais sindicais defenderão aumento de R$ 60 no valor atual do salário mínimo, que é de R$ 300. E pedirão que a tabela do Imposto de Renda seja corrigida em 10% - um pequeno alívio no bolso dos assalariados que pagam IR. O Palácio do Planalto, que não admitia ir além dos R$ 40 no mínimo, já emite sinais de que pode avançar nas negociações. Pelo menos dois ministros, Dilma Rousseff (Casa Civil) e Luiz Marinho (Trabalho), se declararam a favor do salário de R$ 350. E sindicalistas também se mostram flexíveis para um acordo. No caso do IR, é grande a resistência da equipe econômica em aliviar a cobrança do imposto. (pág. 1 e 7) - A estimativa feita pelo ministro Palocci, de que o crescimento da economia brasileira chegará a 5%este ano, não é endossada pelo Fundo Monetário Internacional. Pela avaliação do FMI, o aumento da produção no país em 2006 será de apenas 4%. (pág. 1 e 13) - PFL quer ver o PSDB pegar fogo - Liberais torcem para que o prefeito José Serra e o governador Geraldo Alckmin deixem seus cargos e se engalfinhem na disputa presidencial. É que, nesse caso, o PFL assumirá tanto a prefeitura quanto o governo do estado de São Paulo. (pág. 1 e 2) - Caixa Econômica Federal libera hoje o pagamento de mais uma parcela das perdas que trabalhadores tiveram com os planos Collor I e Verão. (pág. 1 e 15) - Polícia civil confirma suicídio - Exames realizados pelos peritos do Instituto Médico Legal de Brasília comprovam que o general Urano Bacellar se matou. O caixão com o corpo do militar chegou ontem à capital federal e será transferido para o Rio. O Itamaraty deve anuncia hoje o segundo indicado para comandar forças da ONU no Haiti. (pág. 1 e 20) - Exportação no DF aumenta 106% - Walquíria Alves, da Zuzu Confecções, comemora. Vendeu US$ 100 mil em biquínis para a Europa. Mas, no geral, a indústria brasileira desacelera. (pág. 1 e 12) - Condomínios - Com 14 lotes vendidos em licitação, Jardim Botânico tem até shopping. (pág. 1 e 23) MANCHETES ESTADO DE MINAS - Onda de aumentos: Consumidor é surpreendido no começo do ano com alta de preços, que ameaça meta da inflação - Tapa-buracos: Aécio condena o uso eleitoral GAZETA MERCANTIL (SP) - Estoque ameaça brecar indústria no 1° trimestre VALOR ECONÔMICO (SP) - Previsão do PIB cai para 2% e reforça aposta em juro baixo O DIA (RJ) - Estado proíbe a fiscalização de vans

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