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12/07/2006
JORNAL DO BRASIL - Quadrilha controla quatro ministérios - O escândalo das fraudes na compra de ambulâncias não atinge só o Congresso. Além de envolver 60 parlamentares, dos quais três senadores, a máfia comandada por empresários controla verbas em quatro ministérios: Saúde, Ciência e Tecnologia, Transportes e Comunicações, segundo declarou um dos acusados à Justiça. Vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, o deputado Raul Jungmann garante que há indícios de fraude em pelo menos um projeto de compra de ônibus para o plano de inclusão digital do ministério. (pág. 1 e A2) - Pesquisa - Alckmin cresce e ameaça Lula. (pág. 1 e A3) - Crédito - Inadimplência eleva juros ao consumidor. (pág. 1 e A16) - Caso Reduc - Presos oito ladrões de combustível. (pág. 1 e A13) - Sem-teto - Próxima invasão é definida. (pág. 1, A7 e A8) FOLHA DE SÃO PAULO - Bombas em trens matam 179 na Índia - Ao menos 179 pessoas morreram e 661 ficaram feridas durante uma série de oito explosões coordenadas em Mumbai (antiga Bombaim), no pior ataque terrorista em dez anos na Índia. Até ontem não se sabia a autoria do atentado. (...) (pág. 1) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reuniu ontem seus ministros no Palácio do Planalto para cobrar empenho na defesa do governo durante a campanha e para apresentar o que cada um pode fazer para ajudá-lo sem cometer irregularidades no período eleitoral. Lula municiou seus ministros com todos os dados positivos de sua gestão e pediu explicitamente que eles não se contentassem em defender suas áreas específicas. Em discurso informal, em sua 13ª reunião ministerial, Lula contou que se cansa de viajar de avião com ministros que não têm a menor idéia do que se passa no restante dos ministérios e cobrou: "Todo dia aparece uma polêmica, e cada um deve, numa entrevista, num evento, num debate, ter dados para fazer a defesa do governo". Uma das decisões da reunião é que o presidente e os ministros estão proibidos de fazer qualquer tipo de comparação com o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) durante o horário de trabalho e em eventos sociais, o que vai contra a principal estratégia de campanha de Lula. À noite e em finais de semana, estão liberados. A restrição foi repassada na reunião pelo ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, que advertiu que a Justiça Eleitoral está mais dura neste ano. "Na dúvida, não façam." (...) (pág. 1) - O vice-presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Raul Jungmann (PPS-PE), disse que o empresário Ronildo Pereira Medeiros, acusado de pertencer à máfia das ambulâncias, confirmou à comissão ontem em Cuiabá o envolvimento de três senadores no esquema. Jungmann não quis citar nomes, mas a reportagem apurou com a CPI que os senadores citados foram Ney Suassuna (PMDB-PB), Serys Slhessarenko (PT-MT) e Magno Malta (PL-ES). Os três negam (leia texto nesta página). Após o depoimento de Medeiros, o empresário Darci José Vedoin, dono da Planam (empresa que vendia ambulâncias supostamente superfaturadas a prefeituras), depôs e confirmou à CPI que pagava propina a deputados em troca de emendas ao Orçamento para compra de ambulâncias, disse a CPI. Preso em Cuiabá desde o início de maio, Medeiros depôs a portas fechadas ontem. Jungmann falou com a imprensa no meio do interrogatório dele e disse que foi "o depoimento mais profundo até agora". "Nós temos hoje a prova definitiva para incriminar e pedir o indiciamento de dezenas de parlamentares, dezenas de prefeitos e também de membros do próprio Executivo", disse Jungmann. "Até aqui fala-se em três senadores. São de 60 a 80 parlamentares", afirmou. Os três senadores foram citados primeiramente pelo empresário Luiz Antônio Vedoin, filho de Darci e também dono da Planam, em depoimento à Justiça Federal que entrou ontem no nono dia consecutivo. Segundo o presidente da CPI, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), Luiz Antônio confirmou à Justiça a venda de ambulâncias superfaturadas a prefeituras com dinheiro de emendas ao Orçamento. O pai fez o mesmo. (pág. 1) - O filho de um agente penitenciário foi morto a tiros por volta das 6h20 de ontem em uma rua do Jabaquara (zona sul de São Paulo). Foi a nona morte em ações semelhantes desde 28 de junho, quando os ataques a agentes de segurança do Estado atribuídos ao PCC recrudesceram e se tornaram quase diários. Horas antes, a 4 km do local do assassinato, uma bomba caseira foi atirada em um batalhão da Polícia Militar. Um carcereiro atacado na semana passada teve morte cerebral ontem e permanecia internado até o final da noite. A nona morte ocorreu horas após o governo do Estado anunciar, como medida de segurança para a categoria, a criação de um tipo de "SOS Agente", serviço telefônico vinculado ao Comando Geral da PM. (...) (pág. 1) - Em janeiro deste ano, cinco meses antes do leilão de privatização da Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista), o presidente da estatal, José Sidnei Colombo Martini, reuniu-se na Colômbia com dirigentes da Isa (Interconexión Eléctrica S.A.), na sede da empresa, em Bogotá. Os colombianos arremataram a empresa por R$ 1,193 bilhão. O Ministério Público do Estado de São Paulo soube da viagem por carta anônima e decidiu investigá-la. O promotor de Justiça Saad Maslun disse ontem à noite à "Folha" que o secretário estadual de Energia, Mauro Arce, será chamado para prestar depoimento no procedimento investigatório aberto antes da realização do leilão. (...) (pág. 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - Atentados matam 174 na Índia - Oito explosões quase simultâneas causaram ontem a morte de 174 pessoas e ferimentos em mais de 460 em linhas de trem de Mumbai (ex-Bombaim), a capital financeira da Índia. Ninguém grupo assumiu a autoria dos ataques, mas suspeita-se de que foram obra de separatistas da Caxemira. (...) (pág. 1) - A Petrobrás anunciou mais uma descoberta de petróleo na Bacia de Santos, a mais de 5 mil metros de profundidade. A estatal considerou o fato um "marco histórico", embora ainda não haja condições de determinar o volume da jazida e se a extração é comercialmente viável. A descoberta reforça a tese da existência de nova bacia petrolífera em uma camada do solo bem mais abaixo da que vem sendo explorada na área. (pág. 1 e B7) - Em discussão, o preço do gás - A Petrobras promete entregar até amanhã a resposta ao pedido da Bolívia de revisão dos preços de gás natural. (pág. 1 e B1) - Xô, responsabilidade - Ao eximir-se de responsabilidade pelo que possa acontecer em seus ministérios, Lula está dando carta branca para que os novos ministros se entreguem as práticas que bem entenderem. (pág. 1 e A3) - O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, subiu 6,9 pontos porcentuais na pesquisa CNT/Sensus, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda venceria no primeiro turno. Os dados apresentados ontem mostram que o tucano teria 27,2% das intenções de voto: em maio, tinha 20,3%. O petista subiu 3,6 pontos, chegando a 44,1%. Alckmin cresceu em todas as regiões, menos no Nordeste. (pág. 1 e A4) - Congresso ameaça votar aumento - Oposição quer ressuscitar reajuste de 16,6% por meio de MP. (pág. 1 e B4) - Interurbano ficará 2,7% mais barato - Corte na tarifa deverá entrar em vigor na próxima semana. (pág. 1 e B9) - O Ministério Público Federal denunciou à Justiça 116 integrantes do Movimento de Libertação dos Sem-Terra que invadiram e depredaram instalações da Câmara dos Deputados no dia 6 de junho. Eles são acusados pelos crimes de formação de quadrilha, lesões corporais, danos ao patrimônio público e resistência qualificada. As penas vão de 3 a 9 anos de prisão. (pág. 1 e A11) - O Primeiro Comando da Capital é o principal suspeito do assassinato do jogador de futebol Douglas Konishi de Souza, que faria 24 anos hoje e é a primeira vítima civil após a onda de atentados contra funcionários de presídios promovida pela facção. Filho e cunhado de agentes penitenciários, ele foi executado ontem com cinco tiros, quando saía da casa com a mulher. "Quantos mais o governo vai esperar morrer: 20, 30?", pergunta todo dia a mulher de um agente. Grávida de 7 meses, ela já teve de ir a um hospital por causa da tensão. (pág. 1, C1 e C3) - Os gases poluentes emitidos pelos carros foram reduzidos em 94% nos últimos 20 anos e as estatísticas médicas já refletem os benefícios. A Faculdade de Medicina da USP calcula que, de 1996 a 2005, foram evitadas 15 mil mortes por doenças cardíacas e pulmonares só na região metropolitana de São Paulo. A economia com internações e tratamentos chega a US$ 1,3 bilhões. (ág. 1 e A15) - Máfia 'endireita' a AL - Crime pode pôr fim na inclinação da América Latina a esquerda. (José Renato Nalini, pág. 1 e A2) O GLOBO - Advogada entregava clientes para facção do tráfico em SP - Em depoimento à CPI do Tráfico de Armas, a advogada Adriana Tellini Pedro admitiu ontem que entregou seus próprios clientes a integrantes da principal facção criminosa de São Paulo para que fossem assaltados. Ela passava informações sobre a localização dos clientes e valores em dinheiro que eles transportavam, como haviam revelado gravações de conversas telefônicas feitas pela Polícia Civil de São Paulo, Pressionada pelos deputados, ela confessou e disse ter feito tudo por amor ao chefe da facção identificado apenas como Evandro e conhecido como Lobisomem, que está preso em Franca (SP). A advogada foi repreendida pelo presidente da CPI, Moroni Torgan (PFL-CE), que a acusou de pôr vidas em risco. Ela foi suspensa pela OAB. (pág. 1 e 3 - Foram denunciados à Justiça 116 dos cerca de 500 sem-terra que invadiram e depredaram a Câmara mês passado: 81 deles terminaram enquadrados na Lei de Crimes contra a Segurança Nacional, a antiga Lei de Segurança Nacional. A lista é encabeçada pelo ex-dirigente petista Bruno Maranhão. (pág. 1 e 11) - Em depoimento a parlamentares da CPI dos Sanguessugas, o empresário Darci José Vedoin, dono da Planam, apontou o envolvimento de três senadores com o esquema de compra de ambulâncias superfaturadas. Segundo Vedoin, os senadores Magno Malta (PL-ES). Serys Slhessarenko (PT-MT) e Ney Suassuna (PMDB-PB) receberam dinheiro ou vantagens materiais da máfia das ambulâncias. Os senadores negam. O relator da CPI, senador Amir Lando (PMDB-RO), foi citado por Vedoin como autor de emendas que acabaram por favorecer a Planam, mas alega que quando as apresentou não conhecia os empresários nem sabia quem venceria a concorrência. Já chega a 80 o número de deputados citados pelos empresários como participantes do esquema. (pág. 1, 9, 10 e Tereza Cruvinel) - A OAB nacional decidiu manter as suspensões impostas a 55 dos 58 advogados que respondem a processos disciplinares por, entre outros fatos, envolvimento com facções criminosas. A suspensão vai de 30 dias a um ano. (pág. 1 e 5) - Em matéria de (in) segurança, Alckmin conseguiu o impossível: tornou-se páreo para Garotinho. (Elio Gaspari, pág. 1 e 7) - Beneficiado pela Justiça por ter cumprido mais de um terço da pena, Paulo Testas Monteiro, o Tuchinha, apontado pela polícia como chefe do tráfico no Morro da Mangueira na década de 80, saiu ontem da penitenciária de segurança máxima Bangu I onde passou 17 de seus 42 anos. Deixou Bangu no Mercedes-Benz de seu advogado. Integrante da velha-guarda do tráfico, ele disse que vai trabalhar na cantina de sua mulher, na Mangueira. (pág. 1 e 19) GAZETA MERCANTIL - Indústria de MG lidera o Sudeste - A ineficiência da infra-estrutura brasileira faz os empresários gastarem aqui US$ 4,4 bilhões ao ano a mais do que nos Estados Unidos para transportar suas mercadorias, segundo estudo da Trevisan Consult. Para especialistas ouvidos por este jornal, os maiores gargalos estão concentrados nas áreas de transporte, logística e energia. Segundo a Associação Brasileira da Infra- Estrutura e Indústrias de Base (Abdib), o setor como um todo, que inclui também saneamento básico, telecomunicações, petróleo e gás, necessita de US$ 26,8 bilhões ao ano para ser funcional, sendo a maior parte, US$ 11,7 bilhões, em petróleo e gás. É um problema sério, mas tem solução. Investimentos anuais de US$ 600 milhões feitos pelo governo por um período de quatro anos atrairiam até US$ 5,1 bilhões para retirar gargalos no transporte e no agronegócio, como mostra a primeira parte de uma série de reportagens sobre os problemas de infra-estrutura no Brasil, que continua amanhã. No setor de energia elétrica, novos projetos de fontes alternativas foram desenvolvidos e os mais tradicionais, como hidráulica, passaram a receber mais investimentos, mas o setor tem encontrado, na área de geração, gargalos que podem comprometer a crescente demanda. Considerando as usinas que entrarão em operação sem restrição, o equilíbrio entre oferta e demanda será atingido em 2009. (pág. 1, A-6 e A7) - Mais indústrias começam a diversificar seus canais de venda para levar seus produtos direto ao consumidor. Sem fazer publicidade, a Multibrás, dona das marcas Brastemp e Consul, já chega a faturar R$ 60 milhões por mês em seu site de venda direta, o Compra Certa. A proposta vai além de reduzir a dependência do varejo. Ficar mais próxima do cliente e trabalhar melhor o conceito da marca fazem parte da estratégia da Samsung, que abriu "lojasconceito" em São Paulo e Campos de Jordão. A Samsung Experience recebeu mais de 100 mil visitantes desde janeiro. A loja não faz vendas diretas, mas os consumidores podem acessar ali varejistas on-line. Para a Gerdau, a opção pela venda direta, adotada há mais de 20 anos, representa a oportunidade de alcançar compradores de menor porte. A Gerdau Comercial já tem 29 lojas. A São Paulo Alpargatas mantém uma rede de 25 lojas de fábrica, a Meggashop, como apoio estratégico às suas marcas, mas também vende nelas produtos de outras fabricantes. "A indústria quer se aproximar do consumidor e o varejo é o canal mais forte e poderoso para isso", diz o consultor Alberto Serrentino, diretor da Marcos Gouvêa & MD. "Quando a fabricante vai para o varejo, não é para vender mais barato, mas para melhorar a marca, e isso tende a puxar para cima os preços, ao contrário do que possa parecer aos olhos dos varejistas." (pág. 1 e C-5) - A pesquisa CNT/Sensus de intenção de voto apontou que o candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, diminuiu a diferença em relação ao seu adversário, o presidente Lula. Ainda assim, o petista venceria a eleição no primeiro turno. Especialistas afirmam que a campanha de Alckmin deve ganhar novo alento. (pág. 1 e A-8) - O secretário do Tesouro Nacional, Carlos Kawall, considera positiva a elevação da classificação de risco do Brasil pela agência Fitch Ratings, em meio à turbulência internacional, mas reconhece que a estrutura da dívida interna ainda é um entrave para o País alcançar a classificação de grau de investimento. Ainda assim, Kawall, que falou com exclusividade a este jornal na última sextafeira, acredita que, quem quer que seja o próximo presidente, "encontrará o Brasil em um contexto econômico melhor do que o encontrado por gestões anteriores e em condições de, como em outras sociedades democráticas, discutir que tipo de Estado quer e a que preço". (pág. 1 e B-1) - A Petrobras anunciou a descoberta de óleo leve em águas ultraprofundas na bacia de Santos, esclarecendo que serão necessários estudos adicionais para avaliar o volume da jazida. A estatal quer dobrar o peso desse óleo em sua produção total, hoje de 11%. (pág. 1 e C-2) - A Deloitte aprovou o plano da Varig Log para compra da Varig. Agora, o negócio precisa ser aprovado pela assembléia dos credores, na segunda- feira. O leilão seria dia 18. O preço mínimo foi definido em R$ 52 milhões. Em nota, Marco Antonio Audi, presidente da Volo do Brasil, dona da Varig Log, afirmou que as passagens subiram com a crise da companhia. (pág. 1 e A-5) - As importadoras de equipamentos e produtos médico-hospitalares movimentaram cerca de US$ 726 milhões nos primeiros cinco meses do ano, uma expansão de 15% mesmo com as greves da Anvisa e da Receita Federal, que dificultaram os negócios. A expectativa do setor é encerrar 2006 com crescimento de 10% sobre 2005. (pág. 1) -- O Brasil quer a cooperação da Alemanha para expandir o mercado mundial de álcool. O objetivo, diz o ex-ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, é tornar o etanol uma commodity. Mas os alemães temem que trocariam a dependência do Oriente Médio pela do Brasil. (pág. 1 e B-12) - A Embraer, que terá centro de reposição de peças e simulador na Ásia para fortalecer seus negócios na China e na Índia, anunciou a venda de oito aviões para a Mandarin Airlines, d e Taiwan. Foram três unidades do modelo 190 e cinco da versão 195. A transação é estimada em torno de US$ 280 milhões. (pág. 1 e C-4) - Após oito meses de suspensão, os cartões de crédito consignado para aposentados foram reabilitados por uma regulamentação do INSS. Além de Cruzeiro do Sul e BMG, que emitiram os cartões em 2005, 12 instituições pediram autorização para atuar no segmento. (pág. 1 e B-1) - A Labogen Química Fina e Biotecnologia será a primeira empresa a produzir na América Latina o princípio ativo sibutramina, que age no controle de peso. A patente vence em dezembro, quando qualquer indústria farmacêutica poderá vender a versão genérica. (pág. 1 e C-4) - O potencial do mercado mundial de crédito de carbono em 2007 pode chegar a € 30 bilhões, constata pesquisa do consultor Antonio Carlos Porto Araújo, da Trevisan Consult. O potencial brasileiro corresponde a 20% do total, ou US$ 6 bilhões. Mas se trata de mercado direcionado a grandes empresas, já que o custo da infra-estrutura dos projetos geradores do crédito está acima dos US$ 150 mil, diz Araújo. (pág. 1 e C-2) - A AAM do Brasil inicia em outubro a produção de uma linha de engrenagens que será 100% exportada para os Estados Unidos. Com capacidade para até 100 mil pares/ano, a nova linha vai atender aos serviços de pós-venda da General Motors. (pág. 1 e C-4) - A TIM e a Claro travam disputa feroz para ganhar clientes corporativos, o principal objeto do desejo das operadoras móveis. A arma utilizada para conquistar esse segmento são os computadores de mão PDA), aparelhos que pretendem facilitar a vida dos executivos, integrando agenda de contatos, compromissos e emails. No meio da briga está o Blackberry, dispositivo já ofertado no País pela TIM e que agora é lançado pela Claro. (pág. 1 e C-1) CORREIO BRAZILIENSE - A marca do terror na Índia - No intervalo de 11 minutos, sete bombas deixaram ao menos 174 mortos em Mumbai, capital financeira da Índia. Mais uma vez, a data escolhida foi um dia 11: depois de Nova York (11 de setembro) e Madri (11 de março), ontem foi a vez de a metrópole de 17 milhões sangrar sob a fúria do terror do novo século. Em alerta máximo, país procura os culpados. A Al-Qaeda, de Osama bin Laden, está no centro das suspeitas. (pág. 1 e 22) - Pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem registrou o crescimento de 6,9 pontos percentuais na candidatura de Geraldo Alckmin. O tucano atingiu 27,2% da preferência do eleitorado e diminuiu a diferença em relação a Lula. Mas, com 44,1% dos votos válidos, o presidente ainda ganha a eleição no 1° turno. (pág. 1, 2 e 3) - O Ministério da Agricultura vai examinar a atuação do engenheiro agrônomo Orlando Palocci, irmão do ex-ministro da Fazenda, na coordenação de programas para reduzir o uso de agrotóxico. Reportagem do "Correio" publicada ontem mostrou que Palocci também trabalha para associação de fabricantes de venenos agrícolas. (pág. 1 e 8) - Os integrantes da CPI dos Sanguessugas vão concentrar as investigações em três senadores e 62 deputados suspeitos de integrar o esquema de fraudes com emendas ao Orçamento. Em depoimento aos parlamentares em Cuiabá, os envolvidos disseram que a quadrilha também agia no Ministério das Comunicações. (pág. 1 e 7) - Crédito - Limite eleva juros para aposentados - Bancos aumentam taxa mínima cobrada nos empréstimos depois da imposição do teto pelo governo. (pág. 1 e 15) - Racismo - Professor da UnB é acusado por alunos - Pós-graduandos registraram queixa pelo uso da palavra "crioulada" em aula de Ciência Política. (pág. 1 e 29) - Dívida - GDF oferece R$ 185 milhões a médicos - Profissionais da saúde têm 48 horas para decidir se aceitam pagamento de precatório em sete vezes. (pág. 1 e 18) VALOR ECONÔMICO - OCDE melhora avaliação do risco de emprestar ao Brasil - Acaba de ser elevada a classificação de risco de crédito do Brasil dada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), entidade que reúne os 20 países mais ricos do mundo. O impacto é imediato nos novos financiamentos à importação brasileira de máquinas e equipamentos com seguro ou empréstimo direto das agências governamentais. Estudo do analista Diogo Ribeiro, do Société Générale, estima uma redução de 20% no custo total dos empréstimos.
Em uma escala de 0 a 7, sendo 0 o menor risco de crédito e 7 o maior, a nota do Brasil passou de 5 para 4. É o mais alto rating do Brasil desde que a OCDE passou a divulgá-lo, em 1999. Para comparação, a Argentina tem nota 7, o Chile e o México, 2, e os Estados Unidos e Cingapura, 0. O rating da OCDE faz parte de um "acordo de cavalheiros" dos países ricos e ajuda a determinar o prêmio mínimo que as agências governamentais cobram nos seguros às exportações de máquinas e equipamentos de seus países para evitar concorrência desleal.
Em Genebra, a OCDE não justificou a mudança no rating alegando que as decisões do Comitê de Créditos à Exportação são "técnicas e confidenciais". Mas Cristoph Sievers, presidente da Agencia Suíça de Garantia contra Riscos à Exportação, diz que, primeiro, os países constataram que o Brasil vai melhor. Também contribuiu para a melhoria na nota o fato de o Brasil ter pago antecipadamente a dívida junto ao Clube de Paris, a entidade que congrega os principais governos credores. Como diz um especialista da organização, quando o Brasil estava classificado na categoria 5, a avaliação era de que "podia pagar" os compromissos externos. Agora, no ranking 4, quer dizer que "pode e vai pagar". (pág. 1 e C8) - O presidente Lula optou pela redistribuição de renda contra o crescimento. (Edward Amadeo, pág. 1 e A13) - PFL se inspira no México para defender uma campanha mais agressiva contra Lula. (Cesar Felício, pág. 1 e A8) - Governo e Congresso fizeram acordo para destravar as negociações que impediam a votação de um marco regulatório para o saneamento básico. A questão da titularidade dos serviços será definida pelo STF. (pág. 1 e A4) - A Federação das Indústrias do Estado de S. Paulo (Fiesp) revisou para baixo - de 6% para 3,5% - a projeção de crescimento do PIB industrial em 2006. (pág. 1 e A2) - Turbulência dos mercados e aumento da inadimplência podem ter sido os dois principais motivos que levaram os bancos a aumentar os juros cobrados das pessoas físicas em junho, diz a Anefac. (pág. 1 e C3) - A Ásia superou a União Européia e se tornou o bloco econômico que mais vende produtos para o Brasil. O país importou US$ 20 bilhões do continente asiático e US$ 18,7 bilhões da UE nos últimos 12 meses acumulados até junho. No ano passado, os europeus venderam US$ 18,14 bilhões ao Brasil e garantiram o primeiro lugar entre os fornecedores do país, mas já estavam perdendo espaço para os asiáticos. A virada aconteceu em março, quando a Ásia exportou US$ 200 milhões a mais que a UE para o Brasil na comparação baseada no valor acumulado em 12 meses. (pág. 1 e A5) - O projeto de lei que acaba com o monopólio do resseguro poderá ser aprovado até o fim do ano. A expectativa do Ministério da Fazenda tornou-se mais concreta com a decisão dos líderes de todos os partidos na Câmara de assinarem, ontem, pedido de tramitação urgente para o projeto. Depois de aprovada a urgência no plenário, o que deve ocorrer em agosto, o presidente da Câmara poderá incluí-lo na pauta a qualquer momento. O relator do projeto na Comissão de Finanças, Francisco Dornelles (PP-RJ), diz que a bancada ruralista está empenhada no assunto porque dele depende a ampliação do seguro rural. Já o secretário adjunto de Política Econômica da Fazenda, Otávio Damaso, prevê a votação para depois das eleições. (pág. 1 e C1) - Investidores minoritários e analistas da Vale do Rio Doce tentam convencer a empresa a adotar uma estrutura societária unificada, convertendo ações preferenciais em ordinárias. Empresas como Embraer e Perdigão optaram pela unificação e depois pulverizaram o capital. Um dos argumentos a favor da unificação é que a Vale passaria a ter uma moeda forte para usar na aquisição de ativos. Para o diretor financeiro da Vale, Fábio Barbosa, "a questão é da alçada dos acionistas". Um deles disse ao Valor que o tema não está em discussão. Previ, Bradespar, Mitsui, BNDES e Oppportunity, sócios na Valepar, que tem 53% das ordinárias, perderiam o prêmio de controle. (pág. 1 e B3) - Começa a ganhar corpo na União Européia (UE) o lobby pró-abertura de uma investigação antidumping contra o etanol brasileiro. Segundo o escritório de advocacia Sidley Austin, que defendeu o Brasil em disputas na Organização Mundial do Comércio (OMC), o "potencial reclamante" para a abertura de uma eventual investigação seria o Comitê de Produtores de Etanol Industrial da UE, que representa mais de 30% da produção total de álcool europeu. A alegação de dumping e prejuízo estaria baseada no fato de os brasileiros combinarem vendas internas extremamente lucrativas com preços baixos nas exportações. (pág. 1 e B12) - O grupo português HLC, que atua na produção de biodiesel na Europa, está investindo R$ 88,5 milhões na implantação de uma unidade na região do semi-árido nordestino. (pág. 1 e B12) - A Justiça Federal gaúcha condenou, em primeira instância, em junho, três pessoas por considerá-las responsáveis por práticas de cartel no transporte de veículos novos. A decisão dá início a nova etapa de uma disputa que se arrasta há anos e que foi parar no Ministério Público Federal, Polícia Federal e na Secretaria de Defesa Econômica (SDE). Foram condenados o presidente do Sindicato Nacional dos Cegonheiros, Aliberto Alves, o ex-presidente da Associação Nacional dos Transportadores de Veículos, Paulo Guedes, e o diretor de assuntos institucionais da GM, Luiz Moan Yabiku Júnior. Eles são acusados de impedir os não associados à ANTV e cegonheiros não filiados ao sindicato de participar do transporte de automóveis novos. O advogado do sindicato, Laércio Farina, refuta a decisão da Justiça e da SDE. (pág. 1 e B6) ESTADO DE MINAS - Indústria de MG lidera o Sudeste - A indústria mineira não sabe o que é queda da atividade por quase três anos consecutivos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em maio, a produção aumentou 8,49%, na comparação com o mesmo período de 2005. O resultado, que corresponde à 34ª alta seguida, ficou acima da média nacional (4,80%) e foi o melhor da região Sudeste (quadro ao lado). No país, só perde para Pará e Goiás. A siderurgia puxou a produção e, entre os produtos, despontaram as bobinas e as placas de aço, que fizeram a metalurgia básica crescer 13,12%. Além de abastecer o mercado interno, como montadoras de veículos, esse grupo tem participação forte nas exportações e vinha amargando estagnação nos meses anteriores. No acumulado do ano, no entanto, a extração de minério de ferro mantém-se como a atividade de maior crescimento no estado, beneficiada pelo preço no mercado internacional, que a levou a um desempenho bom até abril. A expansão expressiva do setor industrial em Minas Gerais teve contribuição da queda da taxa básica de juros (a Selic), que, apesar de lenta na opinião dos empresários, já começaram a estimular a produção nas fábricas. (pág. 1 e 13) - A Justiça Federal recebeu denúncia contra 116 integrantes do Movimento de Libertação dos Sem- Terra (MLST), que invadiram e depredaram a Câmara dos Deputados, em junho - 81 foram enquadrados na Lei de Segurança Nacional (do regime militar), entre eles Bruno Maranhão, seu principal líder e dirigente afastado do PT. (pág. 1 e 2) - INSS - Guerra eleitoral adia aumento a aposentado. (pág. 1 e 15) - Sanguessuga desvia verba das comunicações. (pág. 1 e 3) - Liminar da 1ª Vara da Fazenda Pública Estadual permitiu que cinco casas de jogos voltassem a operar em Belo Horizonte. Mas a polêmica está muito longe de se esgotar: a Promotoria de Combate ao Crime Organizado entrou com recurso no Tribunal de Justiça do estado, para impedir o funcionamento desses bingos, por considerar a atividade crime de contravenção penal. (pág. 1 e 24) - A partir da semana que vem, as estradas federais que cortam Minas começarão a receber nova sinalização. O Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (Dnit) anunciou a liberação de R$ 50,7 milhões para empreiteiras trocarem placas, renovarem faixas e instalarem dispositivos de segurança. (pág. 1 e 22) - Transporte - Programa reduz níveis de poluição ambiental. (pág. 1 e 22) OUTROS JORNAIS JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Disputa eleitoral ameaça aposentados - O clima de disputa eleitoral travado no Congresso Nacional ameaça o reajuste de 5% concedido aos aposentados que ganham mais de um salário mínimo. De um lado, a base governista tenta, a todo custo, poupar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva do desgaste político de vetar pela segunda vez o reajuste de 16,67% a todos os segurados. Do outro lado, a oposição tenta impor ao presidente esse ônus. (...) (pág. 1) - As intenções de voto no candidato Geraldo Alckmin (PSDB) melhoraram, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada ontem, mas o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda venceria no primeiro turno caso a eleição presidencial fosse hoje. A tendência é semelhante ao resultado apresentado pelo Datafolha no último dia 30. O levantamento CNT/Sensus, porém, é o primeiro realizado após a oficialização das candidaturas à Presidência da República. A diferença de intenção de votos entre Lula e Alckmin é agora de 16,9 pontos percentuais. O presidente lidera com 44,1% contra 27,2% do candidato do PSDB. Em maio, essa diferença chegava a 22,4 pontos percentuais: Lula aparecia com 42,7% das intenções de voto, e Alckmin, com 20,3%. Heloísa Helena (P-SOL), em terceiro lugar, perdeu votos. Teve 5,4% dos votos neste mês, contra 8% em maio. Em seguida vêm Cristovam Buarque (PDT), com 1,4%, e Ana Maria Rangel (PRP), com 1,2%. Os outros candidatos não chegaram a 1%. (...) (pág. 1) - O Ministério Público (MP) lançou mão da Lei de Segurança Nacional (LSN), baixada pelo regime militar, para agravar as punições aos manifestantes do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST) envolvidos na invasão e depredação de instalações da Câmara Federal, em 6 de junho. Na denúncia encaminhada ontem à 10ª Vara da Justiça Federal, os sem-terra são acusados ainda dos crimes de formação de quadrilha, lesões corporais leves e graves, danos ao patrimônio público e resistência qualificada. Ao todo, foram denunciados 116 manifestantes, entre os quais o coordenador do MLST Bruno Maranhão, acusado de ser o mentor intelectual da ação, que deixou 38 feridos e causou um prejuízo de R$ 106 mil ao Legislativo. (...) (pág. 1) - O jogador de futebol Douglas Konishi de Souza estava preocupado com a onda de atentados contra agentes penitenciários e temia que seu pai, funcionário de presídios há 20 anos, fosse o próximo alvo. Cunhado de outro carcereiro, Souza foi atingido por seis tiros ontem, no Jabaquara, na Zona Sul de São Paulo, e se tornou a 8ª vítima dos ataques contra agentes. Para a polícia, ele pode ter sido morto por engano, no lugar dos parentes - Souza morava na mesma casa que o cunhado, funcionário do Centro de Detenção Provisória (CDP) de Mauá, no ABC, e costuma sair de casa no mesmo horário que ele. A polícia suspeita que o crime tenha sido ordenado pelo Primeiro Comando da Capital (PCC). (...) (pág. 1)

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