13/01/2006

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JORNAL DO BRASIL

- Convocação extraordinária - No Congresso, faxineiro trabalha

- O serviço de manutenção não para, apesar da ociosidade remunerada dos políticos no Congresso. Os funcionários da Câmara com cargos de chefia têm direito a complementação de 10% do salário pela interrupção do recesso. (pág. 1)

- Com os corredores vazios de parlamentares, escovões e vassouras asseguram a limpeza da Câmara e do Senado. Nos gabinetes, assessores montaram um rodízio para cumprir as raras tarefas encomendadas. (pág. 1 e A3)

- Para articular um candidato de oposição ao ex-governador Anthony Garotinho, o presidente do PMDB, Michel Temer, planeja adiar a prévia para escolha do concorrente à Presidência. (pág. 1 e A2)

- O desaquecimento da economia balança o emprego na indústria. Um terço das empresas programa dispensas até março, enquanto 11% planejam contratações, aponta levantamento da Fundação Getúlio Vargas. Indicada pelo corte de 45.818 vagas nas fábricas paulistas em dezembro do ano passado, a pior previsão para o mercado de trabalho desde janeiro de 1998 mostra-se insuficientes para abalar o otimismo empresarial. Das 489 firmas consultadas, 55% apostam no avanço dos negócios em 2006. (pág. 1 e A18)

- Historicamente, grande parte dos recursos oficiais se desviou para os oligarcas do Nordeste. (Mauro Santayana, Coisas da Política, pág. A2)

- Rumo monetário - Inflação oficial amplia pressão por maior corte nos juros. (pág. 1 e A17)

- O país pagará mais caro para escapar de novo racionamento. A exclusão de duas usinas hidrelétricas do leilão de novos empreendimentos custará R$ 190 milhões aos cofres brasileiros, entre 2008 e 2010, calcula a Agência Nacional de Energia Elétrica. (pág. 1 e A19)

- Com 2,5% do faturamento aplicado na segurança privada, o comércio carioca investe menos no próprio negócio. Recursos que seriam empregados na qualificação da mão-de-obra deslocam se para a contratação de vigilantes. (pág. 1 e A13)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Indústria planeja cortar mais empregos

- O emprego industrial, já em queda, deve recuar ainda mais no primeiro trimestre de 2006. De acordo com a Sondagem da Indústria de Transformação da FGV (Fundação Getulio Vargas), 32% das empresas pretendem reduzir seu número de trabalhadores. Apenas 11% prevêem aumentá-lo nos primeiros três meses do ano. É o pior resultado de expectativa do emprego na indústria aferido pela pesquisa. "É possível que já estejamos no fundo do poço", diz Aloísio Campelo, responsável pela sondagem.

Os números de dezembro de 2005, divulgados ontem pela Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), confirmam esse quadro. A indústria paulista demitiu 45.818 funcionários no mês, o que reduziu o nível de emprego em 2,16%. É o pior resultado desde dezembro de 2000. Para a Fiesp, o mau desempenho é um efeito da política econômica. A entidade aponta os juros altos e o câmbio desfavorável às exportações como fatores decisivos para as demissões na indústria. (pág. 1 e B1)

- O Conselho de Ética da Câmara comunicou a Wanderval Santos (PL-SP) o encerramento do seu processo e pôs o deputado em primeiro na fila dos 11 acusados pelo 'mensalão" que enfrentarão o plenário o plenário. Os acusados temem que o primeiro a ir ao plenário sofra os efeitos negativos da absolvição de Romeu Queiroz (PTB-MG), em dezembro. (pág. 1 e A8)

- CPI mostra pagamento mensal de empresas a João Hermann Neto; deputado não comenta. (pág. 1 e A7)

- Pressionado por tarifas públicas e preços administrados, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) fechou 2005 com alta de 5,69%, dentro do limite da meta de inflação (7,6%), mas acima do centro da meta (5,1%), revela o IBGE. Foi a menor variação do índice desde 1998, quando havia sido de 1,65%. Em 2004, a inflação ficou em 7,60%, dentro do intervalo de tolerância. (pág. 1 e B4)

- Aliados do governador Geraldo Alckmin (PSDB) atacaram o vice-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que assumiria a prefeitura caso José Serra seja candidato. O deputado Milton Flávio disse não ver no vice "a mesma competência e experiência administrativa, para não dize o resto". O "Painel" informa que aliados de Serra atribuem a ofensiva de Alckmin a pesquisas favoráveis ao prefeito. (pág. 1 e A4)

- Leia "Mínimo de R$ 350", comentando reajuste do piso salarial brasileiro; "Proposta acintosa", acerca de aumento de vagas na Câmara; e "Mais firmeza com o Irã". (pág. 1 e A2)

- Quatro anos depois de parar de voar e perder a concessão por falta de dinheiro para comprar combustível, a Transbrasil poderá voltar a operar, segundo liminar concedida pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Nelson Jobim. A companhia precisa agora cumprir uma série de trâmites, como obter autorizações do Departamento de Aviação Civil e da Infraero, que administra os aeroportos. (pág. 1 e B7)

- Brasileiro não quer ser o último no espaço - O astronauta Marcos Pontes, que viaja em março, disse que sua missão estimulará jovens a adotar sua carreira. (pág. 1 e A16)

- O Brasil já é o quinto maior mercado de cosméticos do mundo. E a indústria da vaidade cresceu 5% ao ano nos últimos dez anos. (pág. 1 e B8)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Acordo para baixar o álcool faz preço subir em São Paulo

- Em vez de reduzir o preço do álcool combustível, o acordo firmado anteontem entre governo e usineiros deverá elevar em R$ 0,05 o preço para o distribuidor - e, conseqüentemente, para o consumidor - a parti de hoje, avalia o Sindicato dos Postos do Estado de São Paulo, Sincopetro. "Ao analisar o acordo, vi que fomos enganados", diz o presidente da entidade, José Alberto de Paiva Gouveia. O acordo estabeleceu o teto de R$ 1,05 para o álcool carburante.

Isso engloba os tipos anidro (adicionado à gasolina) e hidratado (usado diretamente como combustível). No início da semana, o primeiro era vendido acima do teto (entre R$ 1,08 e R$ 1,09), enquanto o hidratado custava R$ 1,03. Ajustados ambos ao novo teto, haverá redução no preço de um e aumento no do outro. Segundo o Sincopetro, quando somados os impostos, o resultado médio será R$ 0,05 a mais. "Os usineiros fizeram um grande negócio. Reduziram o preço do anidro e aumentaram o hidratado", diz Gouveia. Os usineiros não desmentem o cálculo, mas alegam que é cedo para saber qual o comportamento do mercado. (pág. 1 e B6)

* Números: 850 milhões de litros de álcool serão produzidos entre março e abril, 35% foi o aumento da venda de álcool em dezembro. (pág. 1)

- O governo não se entende sobre a possibilidade de antecipar de maio para março o pagamento do novo salário mínimo, negociado em R$ 350. Os ministros do Planejamento, Paulo Bernardo, e do Trabalho, Luiz Marinho, deram declarações opostas sobre o assunto. Bernardo acha possível antecipar o reajuste; Marinho avalia que não. Mudar a data é uma das exigências feitas anteontem pelos movimentos sindicais, em reunião com Marinho. (pág. 1 e A7)

- O dólar em queda, que provocou tantas reclamações de exportadores, puxou para baixo reajustes de alimentos e insumos, e foi fator relevante para segurar a inflação, segundo o IBGE: o IPCA, taxa adotada pelo governo nas metas de inflação, fechou 2005 em 5,69%, menor índice desde 1998. (pág. 1 e B1)

- A União gastou R$ 724,7 milhões em 2005 com compra, aluguel, abastecimento e despesas de manutenção da frota federal de carros oficiais. O valor é 24% superior ao de 2004 e cerca de 80% maior do que o de 2002 (R$ 419 milhões), último ano do governo Fernando Henrique Cardoso. (pág. 1 e A5)

- A ofensiva do governador Geraldo Alckmin na corrida pela Presidência surpreendeu o prefeito José Serra, que pretendia ser aclamado candidato pelo PSDB, reduzindo assim o desgaste provocado por seu afastamento da prefeitura. Nos bastidores, comenta-se que Serra prepara um contra-ataque. (pág. 1 e A6)

- Novo alerta no Mercosul - Tem faltado espírito prático à diplomacia econômica brasileira. Tem sobrado tolerância a imposições destruidoras do Mercosul. Os uruguaios têm razão ao pensar em cuidar de sua vida. (pág. 1 e A3)

- O presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Mércio Gomes, disse, em entrevista à agência Reuters, que há "muita terra" para os povos indígenas no Brasil e que as reivindicações deles por novas áreas estão passando dos limites. Hoje, 12,5% do território nacional, ou 1 milhão de quilômetros quadrados, estão nas mãos de 350 mil índios. O Conselho Indigenista Missionário reagiu dizendo que o governo Lula defende o agronegócio e as oligarquias rurais. (pág. 1 e A4)

- Uma disputa de preços está adiando a chegada ao mercado de um remédio de nova geração para câncer de cólon retal, o quarto de maior incidência no Brasil. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) quer que o Avastin seja vendido por cerca de R$ 300; o laboratório pede 4 vezes mais. (pág. 1 e A13)

- Em menos de 30 horas, houve quatro ataques a bases comunitárias e carros da Polícia Militar em São Paulo. Um soldado foi morto e outro ficou ferido gravemente. A ação criminosa foi atribuída ao Primeiro Comando da Capital, o PCC, e seria uma represália a um resgate frustrado na Penitenciária de Presidente Bernardes e uma intimidação para evitar o castigo de presos envolvidos nessa tentativa. Por meio de denúncia, a Polícia Civil prendeu cinco suspeitos de envolvimento nos atentados. Foram apreendidas armas com o grupo. (pág. 1 e C1)

Frase: "Toda vez que esse pessoal se fragiliza parte para uma ação mais agressiva para mostrar que ainda toca o apito". (Saulo Ramos, Secretário de Segurança, pág. 1)

- Justiça - Promotor acusado volta ao MPE - Thales Ferri Schoedi, que responde por homicídio, obteve liminar. (pág. 1 e C5)

- Os alertas do clima - O Brasil precisa repensar suas políticas climáticas. (Washington Novaes, pág. 1 e A2)

O GLOBO

- CPI deve acabar mais cedo sem concluir investigações

- Até 15 de março, um mês antes do prazo acertado em dezembro, a CPI dos Correios deverá encerrar os trabalhos, mesmo sem concluir algumas de suas principais investigações. O presidente da CPI, Delcídio Amaral (PT-MS), negocia com os sub-relatores das áreas de fundos de pensão e de normas de combate à corrupção a entrega de relatórios parciais em fevereiro.

Antes de anuncia o fim da CPI, Delcídio consultou os líderes dos princípios partidos, ms ainda há resistência no PFL e no PSDB. Entre as investigações que dificilmente prosseguirão estão a das contas de Duda Mendonça no exterior e à de um suposto esquema de financiamento de campanhas do PSDB em 2002. (pág. 1, 4 e Míriam Leitão)

- A CPI descobriu que o deputado João Hermann Neto (PDT-SP) recebeu por dois anos R$ 3 mil mensais da empresa Beta, investigada por irregularidades nos Correios. (pág. 1 e 3)

- O presidente do Conselho de Ética, Ricardo Izar, viu quebra de decoro de quem prometeu doar o dinheiro da convocação e não cumpriu. (pág. 1 e 8)

- Os ministros Paulo Bernardo (Planejamento) e Luiz Marinho (Trabalho) divergiram sobre o aumento do salário-mínimo e a proposta das centrais sindicais de antecipar para março o reajuste de R$ 300 para R$ 350. Bernardo acha possível. "É uma decisão política do presidente Lula." Marinho considera difícil. Entre 2000 e 2004, houve perda de 20% dos salários na hora da reposição de trabalhadores demitidos. (pág. 1, 9 e 24)

- Ford segue outras montadoras e reajusta tabela. (pág. 1 e 23)

- Uma onda de ataques à PM em São Paulo já resultou na morte de um soldado, em ferimentos a bala em outro e num tiroteio que deixou mortos dois homens que participaram de um terceiro atentado. Outras duas bases da PM foram atacadas a tiros. (pág. 1 e 11)

- O chefe da Polícia Civil, Álvaro Lins, anunciou medidas duras contra a violência de torcedores no Campeonato Carioca, que começa amanhã. Os envolvidos em brigas responderão por formação de quadrilha e os clubes também poderão ser responsabilizados. (pág. 1 e 34)

CORREIO BRAZILIENSE

- O salário é mínimo. A confusão é grande

- O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, diz a sindicalistas que governo não tem condições de adiantar o pagamento do valor de R$ 350 para março. Mas Paulo Bernardo, do Planejamento, desmente o colega, afirmando que a antecipação é possível. Decisão caberá ao presidente Lula. (pág. 1 e 6)

- CPI apura mensalinho de R$ 3 mil - A Beta Express, empresa contratada pela ECT, teria pago propina mensal durante três anos ao deputado João Hermann (PDT-SP). (pág. 1 e 4)

- O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado pelo governo como referência para estabelecer as meãs de inflação, encerrou 2005 em 5,69%. É a menor taxa desde 1998, quando o indicador fechou o ano em 1,66% em meio a uma forte recessão. (pág. 1 e 12)

- PM na mira - Cinco policiais mortos em atentados em São Paulo. (pág. 1 e 9)

- As inscrições estarão abertas de 9 a 22 de fevereiro. A remuneração inicial chega a R$ 1.133. Para concorrer, basta ter concluído o ensino médio. Vinte selecionados serão lotados no DF. (pág. 1 e 17)

ZERO HORA

- Inflação mais baixa em sete anos indica nova queda dos juros

- Dólar em queda, inflação controlada. A estreita relação entre a moeda americana e a variação dos preços no Brasil foi confirmada em 2005 e pode apontar para reduções mais ousadas da taxa básica de juro, hoje em 18% ao ano. O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou o ano com alta acumulada de 5,69%, ante 7,60% em 2004. A taxa foi a menor desde 1998, quando atingiu 1,65%. Apesar de pouco acima do centro ajustado da meta de inflação definido pelo governo, de 5,1%, mas dentro do intervalo - de 2% a 7% -, o resultado abre espaço para o Banco Central seguir com os cortes no juro, disse ontem o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. (pág. 16)

- Com o provável fim da verticalização - norma que impede as coligações estaduais de colidir com as nacionais -, aumentam as chances de uma aliança entre PMDB e PDT para a Presidência. Se o governador Germano Rigotto se tornar o candidato peemedebista à Presidência, essa possibilidade se fortalece ainda mais. O principal adversário de Rigotto nas prévias do PMDB até o momento, Anthony Garotinho, é um velho inimigo dos pedetistas, com os quais rompeu no final dos anos 90. (pág. 8)

- Na bolsa de apostas sobre a indicação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a uma vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), dois candidatos com trajetória no Rio Grande do Sul alternaram posições nos últimos dias. Embora a indicação de um petista não esteja descartada, Lula confidenciou a interlocutores que prefere aproveitar o advogado e ex-presidente do PT Tarso Genro na campanha eleitoral ou na coordenação política do governo. Sob a influência do ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, o presidente estaria inclinado a nomear um jurista de carreira. Com isso, crescem as chances do ex-presidente do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, Vladimir Passos de Freitas, paulista radicado no Estado desde 1991. (pág. 8)

- Carros e computadores novos, reformas residenciais, poupanças gordas e sorrisos, muitos sorrisos. Assim foi o final de ano de 33 professores da rede municipal de ensino de Sentinela do Sul, município de 5 mil habitantes localizado a 103 quilômetros de Porto Alegre. Acostumados a vencimentos médios de R$ 400, os docentes locais foram premiados em dezembro com um abono de R$ 5,4 mil. (pág. 30)

- A expectativa de que o Rio Grande do Sul abrigue a nova unidade que a Aracruz deverá anunciar até março concentrou as atenções na inauguração oficial da ampliação da atual fábrica, em Guaíba. A indústria é a maior produtora mundial de celulose branqueada de eucalipto. Em solenidade, a empresa anunciou ontem a conclusão do investimento de R$ 150 milhões iniciado no ano passado, que aumentou em quase 10% a capacidade de produção, de 400 mil para 430 mil toneladas de celulose ao ano. (pág. 18)

- Mesmo com futuro ainda incerto dentro do grupo, a AES Sul vai investir R$ 75,6 milhões em 2006 no Estado. A distribuidora de energia com atuação na região Centro-Oeste e parte da Região Metropolitana ampliou para o final deste ano o prazo para definir sua inclusão no guarda-chuva da Brasiliana, empresa que resultou de negociação da dívida do grupo americano AES com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). (pág. 18)

MANCHETES

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Salário mínimo divide o governo

O DIA (RJ)

- Governo já admite antecipar para março o novo mínimo de R$ 350

ESTADO DE MINAS

- Caixa vai negociar contratos de gavetas

GAZETA MERCANTIL (SP)

- Brasil amplia espaço nos novos mercados