14/02/2006

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
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JORNAL DO BRASIL

- Aniversário do PT - Lula festeja com os pecadores

- A comemoração dos 26 anos do PT reuniu o presidente a líderes do partido, alguns com processo de cassação do mandato. Os dissabores só ao foram maiores porque a direção petista acalmou insatisfeitos antes da festa. (pág. 1 e A5)

- Só o PT finge não notar que está mais para á do que para cá. E tenta agir como quem desfruta do que Nelson Rodrigues chamaria de saúde de vaca, premiada. Quando a turma da enfermagem se distrai, o paciente turrão ergue-se da cama. E o inimigo preferencial do ataque será sempre o ex-presidente Fernando Henrique. (Augusto Nunes, Coisas da Política, pág. 1 e A2)

- Ao fim de 62 dias de período extra para acelerar a pauta de votações do Congresso e os processos no Conselho de Ética, o gasto de R$ 100 milhões, a ser pago pelos contribuintes, deixa a desejar: No primeiro mês, nada aconteceu. No segundo, pelo menos houve votação de cinco emendas constitucionais, cinco medidas provisórias, sete projetos de lei, um decreto legislativo e uma resolução. (pág. 1, A2 e A3)

- Para aumentar a produção e o consumo do álcool na América Latina, o governo vai usar o cofre do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Pretende financiar os produtores para investir nos países vizinhos. Enquanto isso, o preço do combustível sobe 0,46% nos postos do país. (pág. 1 e A17)

- Caso Jean Charles - Assassinato de brasileiro em Londres inspira 007. (pág. 1 e A13)

- Receita: Suspensos 7,4 milhões de cadastros de pessoa física por falta de declaração. (pág. 1 e A19)

- A tentativa de assalto a um carro-forte em frente ao prédio anexo da prefeitura do Rio, na Cidade Nova, terminou com um vigilante morto e outros dois feridos. A troca de tiros deixou em pânico os funcionários. (pág. 1 e A12)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Álcool sobe apesar de acordo com usineiros

- Um mês depois de um acordo entre o governo federal e os usineiros que pretendia a contenção dos reajustes do álcool, o preço médio do combustível para os consumidores de todo o Brasil apresentou alta pela segunda semana consecutiva. Na última semana, o preço do álcool hidratado, vendido na bomba, subiu 0,46% e passou de R$ 1,735 para R$ 1,743, segundo a Agência Nacional do Petróleo. O preço pago aos produtores no estado de São Paulo também subiu e encostou no preço máximo definido no acordo, R$ 1,05 por litro.

Segundo analistas, o preço do litro do álcool hidratado vendido pelos usineiros deve subir novamente e ficar entre R$ 1,11 e R$ 1,14 até o final da semana. Isso encarecerá ainda mais o combustível comercializado nos postos. A situação só deve melhorar no próximo mês, com o fim da entressafra. Em nota, a União da Agroindústria Canavieira de São Paulo considerou "precipitado" dizer que o preço do álcool rompeu o limite que havia sido negociado pelos usineiros e afirmou que continuará a monitorar o mercado. (pág. 1, B1 e B3)

- Apesar de o Banco Central reduzir os juros básicos da economia mês a mês desde setembro de 2005, o corte da taxa não chegou aos consumidores. Pesquisa da Anefac (Associação de Executivos de Finanças) mostra que, em janeiro, o juro médio cobrado de pessoa física ficou em 140,3% ao ano - praticamente igual ao percentual de dezembro (140,6% ao ano). Para a Anefac, o resultado se deve à pouca competição no setor bancário e à alta procura de crédito em janeiro. (pág. 1 e B4)

- Leia "Assistência eleitoral", analisando programa de renda mínima; "Pesquisa aplicada", acerca de inovação empresarial; e "Para além do método", sobre alfabetização. (Editoriais, pág. 1 e A2)

- Ao menos quatro Tribunais de Justiça devem descumprir o prazo dado pelo Conselho Nacional de Justiça, que termina hoje, para que todos os tribunais exonerem cônjuges e parentes até terceiro grau em cargos de confiança. Eles pretendem esperar o julgamento do STF sobre a constitucionalidade da questão, na quinta-feira. Enquanto o STF não se pronuncia, foram ajuizados mandados de segurança por todo o país para garantir a permanência desses funcionários. (pág. 1 e A4)

- Pelo menos uma pessoa morreu no Haiti em protestos contra resultados eleitorais, motivados pela possibilidade de, com 90% dos votos apurados, o favorito à Presidência, René Prevál, não se eleger no primeiro turno. Soldados das Nações Unidas são acusados de atirar contra manifestantes em Porto Príncipe. A ONU nega. O Brasil quer que o Conselho de Segurança da Onu se reúna para discutir ajuda ao Haiti. O chanceler Celso Amorim tratou do assunto com Condoleezza Rice, dos EUA. (pág. 1 e A9)

- Astronauta brasileiro treina sem gravidade - O astronauta brasileiro Marcos César Pontes participa de treinamento em ausência de gravidade durante sobrevôo da região da Cidade das Estrelas, perto de Moscou. Pontes parte para o espaço no dia 30 de março para uma estadia de oito dias na Estação Espacial Internacional. (pág. 1 e A12)

- Um ônibus da prefeitura de São Paulo foi usado para levar moradores da zona leste a um evento público do prefeito José Serra (PSDB), possível candidato à Presidência. As pessoas partiram de um posto municipal de assistência social para aplaudir Serra. Uma coordenadora do posto diz que "deu carona" a elas. A prefeitura diz que vai apurar o caso. (pág. 1 e C1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Dólar é o mais baixo desde 2001

- O dólar fechou ontem na menor cotação desde 10 de abri de 2001, a R$ 2,153. A moeda americana teve queda de 0,6% no dia e já acumula baixa de 7,4% no ano. A expectativa de aprovação, nesta semana, do projeto de desoneração do investimento estrangeiro em títulos públicos ajudou a levar o dólar ao nível mais baixo dos últimos cinco anos. Ricardo Amorim, analista do banco WestLB, em Nova York, acredita que a queda vai continuar. Ele disse que o Banco Central não tem poder suficiente para contrabalançar o fluxo de recursos estrangeiros proveniente de exportação recorde e investimentos financeiros atraídos pelas altas taxas de juros: "Não adianta tentar segurar o maremoto". O risco país fechou novamente no nível mais baixo da história, em 229 pontos, com queda de 0,43%. (pág. 1, B1 e B3)

- Os riscos que não caíram - É justo festejar a queda do risco Brasil, mas é preciso não esquecer que a tarefa de derrubar riscos mais importantes pouco avançou nos últimos anos. (pág. 1 e A3)

- Uma reunião de governantes e parlamentares petistas com o presidente do partido, Ricardo Berzoini, mostrou ontem que o clima é de tudo ou nada em relação à eleição deste ano. Também mostrou divergências sobre o tema. (pág. 1 e A4)

- Plano inclinado - Após 15 anos, Mercosul está abalado e sem perspectiva. (Rubens Barbosa, pág. 1 e A2)

- O PIB da Argentina subiu de 9,1% a 9,2% em 2005, segundo dados preliminares. Em 2003 e 2004 houve crescimento semelhante, após um período de grave crise da economia do país. A inflação, contudo, acumula 76,4% desde 2002. (pág. 1 e B11)

- O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) discute hoje a recusa de diversos tribunais estaduais em demitir parentes de seus juízes que ocupam cargos de confiança sem concurso. Não está afastada a hipótese de o CNJ prorrogar o prazo para isso - a data-limite é hoje - e aguardar decisão do Supremo Tribunal Federal sobre o caso. Se não houver adiamento, o CNJ deverá definir o que ocorrerá com os tribunais que não fizerem as demissões. (pág. 1 e A8)

- Pelo menos uma pessoa morreu e quatro ficaram feridas em confronto entre soldados da força internacional de paz e partidários do candidato e ex-presidente René Préval, no Haiti. Os manifestantes ergueram barricadas na capital, Porto Príncipe, e invadiram o hotel onde os membros do Conselho Eleitoral Provisório estavam anunciando resultados das eleições. Os eleitores de Préval querem que ele seja declarado presidente, apesar de não ter tido maioria para ser eleito no primeiro turno. Apurados 90% dos votos, Préval tinha 48,7%. Os protestos começaram após suspeita de fraude. (pág. 1 e A12)

- O prefeito de Itu, Herculano Castilho Passos Júnior (PV), acusou ontem o vice, Élio Aparecido Oliveira Júnior (PSC), de participação no assassinato do advogado Humberto da Silva Monteiro, ocorrido em janeiro. (pág. 1 e C1)

- Saúde - Cresce atendimento médico em casa - Já são cerca de 30 mil os pacientes atendidos em casa a cada mês. (pág. 1 e A14)

O GLOBO

- A Petrobrás vai praticamente dobrar os gastos com as importações de gás natural da Bolívia este ano. Além de ameaçar nacionalizar as reservas de gás, o presidente Evo Morales manteve os aumentos de preços iniciados pelo governo anterior por pressão de seu próprio partido. Só de royalties e taxas pagas ao governo boliviano, a Petrobrás desembolsará 900% a mais do que em 2005. A estatal gastará com importação este ano entre US$ 1,2 bilhão a US$ 1,5 bilhão, contra US$ 700 milhões do ano passado. Os aumentos de custos já vêm sendo repassados aos consumidores no Brasil. De setembro a janeiro a Petrobrás reajustou os preços em cerca de 42%. (pág. 1 e 17)

- Nova pesquisa pode tirar Serra da disputa. (Merval Pereira, pág. 1 e 4)

- O funcionário público Delúbio - que usa carro oficial para viajar com a família no fim de semana - foi tema de questão do concurso da Procuradoria da Fazenda. A defesa de Delúbio Soares, ex-tesoureiro petista, não gostou. O PT fez 26 anos em clima de largada para a reeleição de Lula. (pág. 1, 3 e 4)

- Uma multidão de simpatizantes de René Préval tomou conta das ruas de Porto Príncipe e invadiu o hotel que abriga a Comissão Eleitoral, em protestos contra os resultados parciais, que indicam menos da metade dos votos para o candidato. Uma pessoa morreu na confusão. O Conselho de Segurança se reúne hoje para avaliar a crise. Preocupado, o chanceler Celso Amorim telefonou para Préval. (pág. 1 e 24)

- Receita suspende 7,4 milhões de CPFs em todo o país. (pág. 1 e 19

- Uma vistoria feita pela Comissão de Saúde da Câmara de Vereadores do Rio constatou o colapso do atendimento em quatro hospitais psiquiátricos da rede municipal. Pacientes amarrados, nus e com ferimentos; sujeira; comida de péssima qualidade; falta de profissionais; e escassez de medicamentos são alguns dos problemas encontrados. Os casos mais graves foram no Instituto Psiquiátrico Philippe Pinel e na Colônia Juliano Moreira. (pág. 1 e 11)

- Um vigilante morreu e três pessoas ficaram feridas (outros dois vigilantes e um assaltante) num tiroteio durante tentativa de assalto a um carro-forte na sede da prefeitura do Rio, na Cidade Nova. Os bandidos não levaram o malote. No local trabalham cerca de 700 servidores. (pág. 1 e 15)

CORREIO BRAZILIENSE

- Arrastão varre Câmara e STF contra nepotismo

- A campanha para acabar com a nomeação de parentes em cargos da administração pública fez dois movimentos simultâneos. Confiante na votação do Supremo Tribunal Federal, que na próxima quinta-feira decreta ou não o fim do nepotismo no Judiciário, a associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) anunciou que prepara nova ação para ampliar a restrição aos outros poderes da República.

No Congresso, uma comissão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) pediu pressa aos presidentes da Câmara, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), e do Sendo, Renan Calheiros (PMDB-AL), na aprovação de emenda constitucional com a medida moralizadora. O lobby das duas entidades reforça a resolução do Conselho Nacional de Justiça, que há quatro meses determinou a demissão de parentes de magistrados e foi ignorado na maior patê dos estados. (pág. 1 e 7)

- Em alta nas pesquisas, Lula diz que governará "até o limite da Lei". (pág. 1, 2 e 3)

- Fracassa acordo do álcool - Durou apenas um mês o limite negociado entre governo e usineiros para o preço do combustível. No DF, o litro subiu 2,24% na última semana de janeiro. (pág. 1 e 14)

- Justiça proíbe terceirizados. (pág. 1 e 12)

- Telefone mais barato via web. (Informática, pág. 1, e 3)

- Procuradoria Geral do Distrito Federal sustenta que regularização de condomínios pode ser feita sem licitação. Moradores vão a Justiça contra IPTU. (pág. 1 e 21)

- BB e Correios abrem inscrição. (pág. 1 e 13)

ZERO HORA

- Governo aciona Polícia Federal e Exército para combater aftosa

- Exército e PF podem ser novos aliados na guerra contra aftosa A superintendência do Ministério da Agricultura no Estado solicitou ontem auxílio da Polícia Federal (PF) para as ações de combate à aftosa na fronteira com a Argentina. Hoje, será enviado um pedido ao ministro da área, Roberto Rodrigues, para que ele solicite ajuda do Exército. - O Exército tem barcos que fazem o controle da fronteira e eles poderiam nos ajudar. Já existe inclusive um plano de ação - afirmou o superintendente do ministério da Agricultura no Rio Grande do Sul, Francisco Signor. (pág. 29)

- Deputada federal em terceiro mandato, a presidente estadual do PSDB, Yeda Crusius, quer ser a novidade da sucessão no Palácio Piratini em outubro. Mesmo assim, ela promete não renegar o passado. De 1991 a 1994, o PSDB foi aliado do governador Alceu Collares (PDT). De 1995 a 1998, apoiou Antônio Britto (então no PMDB). Hoje, ocupa quatro secretarias no governo Germano Rigotto. Na campanha, no entanto, o discurso será para marcar diferença. - Queremos mostrar quem a gente é e do que a gente discorda. Senão fica uma maçaroca, como se todos fossem iguais - diz Yeda. A estratégia é não atacar. O foco será mostrar receitas tucanas que resolveram problemas semelhantes aos dos gaúchos em outros Estados. Um dos principais exemplos será o do governo Aécio Neves, que zerou o déficit público em Minas Gerais em 2004. Ontem à tarde, a candidata concedeu entrevista a Zero Hora na sede do diretório estadual do PSDB, na Capital. (pág. 9)

- O PT gaúcho ficou em 15º lugar em número de filiações no ranking nacional de 26 diretórios estaduais e o do Distrito Federal. O período coincide com o auge da crise política que decapitou a cúpula da legenda. O partido realizaria ontem um jantar para comemorar 26 anos de fundação, com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. (pág. 7)

- Não foi desta vez que a CPI dos Combustíveis produziu um acordo capaz de reduzir o preço da gasolina e do álcool no Rio Grande do Sul. A reunião de ontem com representantes do setor não apontou medidas para diminuir o valor cobrado dos consumidores gaúchos. A falta de propostas concretas para reduzir o preço nas bombas dos postos gaúchos levou a CPI a marcar nova reunião para o dia 8 de março. (pág. 15)

- Ficou um pouco mais barato abastecer com álcool nos postos gaúchos na última semana. O preço médio do álcool hidratado vendido na bomba ao consumidor teve redução de 0,48% na última semana em relação à anterior, passando de R$ 2,270 para R$ 2,259, no Rio Grande do Sul. Em Porto Alegre, o litro caiu 0,57%, de R$ 2,248 para R$ 2,235, em média, conforme dados apurados pela Agência Nacional do Petróleo (ANP). A pesquisa aponta Bagé como o município gaúcho onde o preço médio do álcool está mais alto. Lá o litro do combustível sai por R$ 2,483. (pág. 20)

- Uma das mais tradicionais fábricas gaúchas de vestuário masculino decidiu encerrar a produção ontem vitimada pelo câmbio desfavorável e pela concorrência chinesa. Depois de 30 anos de atuação, a Têxtil RV desistiu de produzir trajes e sobretudos e demitiu 190 dos 230 funcionários. Nos próximos meses, a empresa seguirá aberta na área comercial, vendendo os estoques. (pág. 18)

- Uma oração conduzida por pastores e reverendos de diferentes tradições cristãs inaugura hoje, em Porto Alegre, o maior encontro ecumênico já realizado na América Latina. Durante 10 dias, a Capital abrigará a 9ª Assembléia do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), entidade que representa 550 milhões de cristãos espalhados por 110 países. De Porto Alegre, sairão diretrizes que orientarão os investimentos e o discurso de 348 igrejas. (pág. 32)

MANCHETES

O DIA (RJ)

- INSS: preso acusado de vender dados de 800 mil aposentados

ESTADO DE MINAS

- Bancos desprezam BC e aumentam os juros

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Segurança clandestina é maior que as polícias

GAZETA MERCANTIL (SP)

- Exército propõe arrumar estradas por todo o País

VALOR ECONÔMICO (SP)

- Megabancas viram empresas e sonham poder abrir capital