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15/01/2006
JORNAL DO BRASIL - Lula, Serra e Garotinho dividem as urnas do Rio - * Pesquisa JB-IBPS revela que o presidente mantém a preferência dos eleitores da cidade. O prefeito de São Paulo conquista o interior. O ex-governador atrai a região metropolitana. (págs. 1 e A3) * Embora devam R$ 32 milhões à União, partidos receberam R$ 110 milhões do Fundo Partidário em 2005. Juntos, PT, PSDB, PMDB e PFL embolsaram R$ 72 milhões. (págs. 1 e A6) - O sonho de recuperar a saída para o Pacífico, perdida para o Chile há 127 anos, segue em compasso de espera na Bolívia. Ao contrário dos antecessores, o novo presidente, Evo Morales, não fala do assunto e aguarda os rumos da política chilena para decidir, conta, de La Paz, a enviada especial Clara Cavour. (págs. 1, A10 e A11) - A vida segue mansamente para o assassino confesso Pimenta Neves. Seis anos depois de ter executado a jornalista e ex-namorada Sandra Gomide, desfruta da ociosidade impune em passeios por shoppings, festas promovidas pelos poucos amigos - alguns se retiram para evitar sua presença - e temporadas na praia. Anda armado e zomba da Justiça. No momento, a Polícia investiga o envolvimento do ex-diretor do jornal "O Estado de S.Paulo" e seus apadrinhados na produção de dossiês falsificados. (págs. 1, A4 e A5) FOLHA DE SÃO PAULO - Pós-graduação dobra salário no Brasil - Um diploma de mestrado ou doutorado garante ao trabalhador um salário 96,3% maior do que daquele que só tem o ensino superior, informam Antonio Gois e Pedro Soares. Estudo baseado na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), do IBGE, mostra que apesar de a renda de quem possui mestrado ou doutorado ter caído 24% de 1995 a 2004, a diferença entre os pós-graduados e os graduados cresceu porque os que tinham só nível superior tiveram uma queda maior: 28,8%. Mas nenhum trabalhador viu seu rendimento cair tanto quanto os que possuíam apenas o nível médio (35,8%): em 1995, a renda deles era de R$ 1.335; em 2004, caiu para R$ 857. A diferença salarial destes em relação aos portadores de diploma superior chegou a 173,3%. Em 1995, ter diploma de nível médio significava uma renda 71,2% maior em relação ao ensino fundamental. Nove anos depois, essa diferença caiu para 46,4%. (págs. 1 e B1) - O fim dos repasses do esquema de caixa dois do PT, operado pelo empresário Marcos Valério, para parlamentares aliados coincidiu com alta expressiva das derrotas do governo Lula em votações de medidas provisórias na Câmara. De janeiro de 2003 a julho de 2004, o governo levou 92 MPs a votação e perdeu só uma vez. Nesse período, R$ 45 milhões do "valerioduto" foram distribuídos a aliados. No segundo semestre de 2004, os repasses caíram, e o Planalto perdeu 15 de 23 votações. (págs. 1 e A10) - Os chilenos vão hoje às urnas para eleger o próximo presidente do país. Embora pesquisas indiquem empate entre a médica socialista Michelle Bachelet e o empresário Sebastián Piñera, analistas apontam a vitória de Bachelet, que pode se tornar a primeira presidente mulher do Chile. (págs. 1 e A16) O ESTADO DE SÃO PAULO - Auditorias já apontam desvio de R$ 2,2 bi em verbas públicas - As investigações sobre o escândalo do mensalão já identificaram operações irregulares que somam R$ 2,2 bilhões em dinheiro público. O número é resultado dos desvios e prejuízos descobertos nos últimos seis meses por auditores do Tribunal de Contas da União e da Controladoria-Geral da União em contratos firmados pelo governo federal. Também leva em conta as auditorias da CPI dos Correios nos fundos de pensão. O levantamento foi feito pelo "Estado", com o resultado de 23 auditorias. Foram encontradas irregularidades tanto no governo Lula quanto no de Fernando Henrique Cardoso. A maior parte das operações ilegais se concentra em empresas estatais, como os Correios, e envolve fraudes, conluios em licitações, superfaturamento e pagamentos por serviços não comprovados, entre outras ilegalidades. O maior rombo encontrado foi no Instituto de Resseguros do Brasil, em 2002, durante a gestão FHC, no valor de R$ 1,095 bilhão. (págs. 1 e A4) - O governo Lula já começou a lançar, em doses homeopáticas, um pacote de bondades, na esperança de colher dividendos nas urnas, em outubro. Depois da operação tapa-buraco nas rodovias, preparam-se campanhas publicitárias para divulgar realizações. De olho nos votos das classes D e E, o governo também alinhava uma nova medida provisória do bem, que vai reduzir impostos sobre material de construção. (págs. 1 e A10) - Para o Ministério da Fazenda, a economia apresentará sinais de crescimento já no primeiro trimestre. Será um contraponto a 2005, cujo resultado foi definido por um integrante da área econômica como "de não-crescimento por asfixia". (págs. 1 e B1) - O economista Luiz Carlos Mendonça de Barros tem sido o conselheiro do governador Geraldo Alckmin sobre a economia. Para ele, o Brasil vive uma fase favorável e é um vexame para o PT que não esteja crescendo mais. (págs. 1, A8 e A9) O GLOBO - Um em cada três brasileiros já usou dinheiro falsificado - Levantamento inédito encomendado pelo Banco Central mostra que um em cada três brasileiros (30% da mostra) já recebeu nota falsa de real, percentual que sobe para 38% na Região Sudeste. O dado chama mais a atenção porque, hoje, quase 90% da população usam mais freqüentemente dinheiro vivo para pagar suas contas. No comércio, a situação é mais grave: 74% disseram que já tiveram contato com notas falsificadas. "Nós nos surpreendemos com esses números. Eles são preocupantes", afirma o chefe do Departamento do Meio Circulante do BC, João Sidney de Figueiredo Filho. A pesquisa, informa Patricia Duarte, mostra também que, com os salários baixos no país, apenas 2% dos brasileiros tiveram "algum contato" com uma nota de R$ 100. Além disso, 61% andam no bolso com no máximo R$ 20. E apenas 10% das pessoas circulam com mais de R$ 50 em cédulas. (págs. 1, 29 e 30) - Em tempo de sucessão, a corrida pelo governo do Rio promete alianças inusitadas. O PMDB de Anthony Garotinho ensaia aproximação com o PFL do adversário Cesar Maia, prefeito da capital, para lançar o peemedebista Sérgio Cabral. Marcelo Crivella (PRB) tenta conquistar PSB, PCdoB e PDT. O PT quer lançar Vladimir Palmeira, mas não descarta aliança com Crivella. (págs. 1 e 3) - O MEC oferece crédito educativo a alunos em 74 cursos universitários reprovados pelo Provão, informa Demétrio Weber. Tal procedimento é proibido por uma portaria do próprio ministério. Ao todo, 531 universitários estão tendo os estudos subsidiados em faculdades de baixa qualidade. Para a OAB, tais contratos são irregulares e devem ser anulados. (págs. 1 e 13) CORREIO BRAZILIENSE - Bancos vão financiar 600 mil imóveis em 2006 - Instituições públicas e privadas reservam R$ 16,7 bilhões para o setor imobiliário (R$ 10 bilhões sairão da Caixa). Iniciativa que só é possível devido aos indicadores positivos da economia, como o aumento da renda e a queda dos juros. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. 14 a 16) - Enquanto não define oficialmente sua posição sobre a reeleição, o presidente sonha com um palanque amplo, com o apoio do PMDB, enquanto o Partido dos Trabalhadores prepara outro tipo de aliança, menor e com as legendas de sempre: PCdoB e PSB. (págs. 1 e 2) - Contra Alckmin, Maia diz ter chance. (págs. 1 e 3) MANCHETES O DIA (RJ) - Mensalão de vans chega a R$ 400 mil REVISTAS VEJA TÍTULO DE CAPA - Desvio de dinheiro - Duda fez, Duda faz * Investigações apontam que, mais do que marketing político, a especialidade de Duda Mendonça é caixa dois * Ministério Público investiga a existência de outras duas contas secretas de Duda no exterior Entrevista - Paulo Guedes - Liberal sem medo - O economista afirma que o Brasil precisa de mais capitalismo e que a social-democracia não tem condições de levar o país à frente. (págs. 11 a 15) Marketing bandido - O publicitário Duda Mendonça ficou conhecido como um gênio da propaganda política. Suas campanhas ajudaram a eleger 28 candidatos, num espectro ideológico que passa por Paulo Maluf, Fernando Collor e, seu maior triunfo, o presidente Lula. O publicitário Duda Mendonça também é um empresário bem-sucedido. É dono de uma fortuna pessoal declarada de 13 milhões de reais e suas agências são responsáveis pelas campanhas de algumas das maiores empresas privadas do país, embora sua vocação principal seja mesmo o marketing político. Duda Mendonça, até pouco tempo atrás, era um referencial da combinação entre a genialidade e o empreendedorismo. (capa e págs. 44 a 50) Cada vez mais enrolado - À medida que avançam as investigações da CPI, da Polícia Federal e do Ministério Público, a situação de Duda Mendonça fica mais complicada. A comissão já descobriu que o publicitário recebeu 701 milhões de reais entre 2000 e 2005. Outros depósitos, em paraísos fiscais, estão sendo rastreados. A suspeita é que toda essa movimentação oculte um esquema de lavagem de dinheiro para pagamento de suborno e para campanhas petistas. (capa e págs. 52 e 53) O estilo nababesco do marquês do PT - Vinhos de milhares de reais, casa cinematográfica no litoral da Bahia, visitas constantes aos cassinos de Las Vegas - assim é a doce vida do publicitário bandido. (capa e págs. 54 a 56) Festa no exterior - Receita rastreia mais de 1.700 pessoas que movimentaram contas suspeitas nos Estados Unidos. (págs. 57 e 58) A pancada de Alckmin - Governador paulista tenta ganhar à força a vaga de candidato tucano à Presidência. (págs. 60 e 61) A maior bolha econômica da história - Febre imobiliária infla o patrimônio dos americanos em 5 trilhões de dólares. Mas essa festa pode ter um final triste. (págs. 62 e 63) Um suicídio no atoleiro do Haiti - A morte do general brasileiro que comandava as tropas da ONU expõe os problemas da missão no país. (págs. 66 a 68) ÉPOCA TÍTULO DE CAPA - Haiti - O Iraque brasileiro Entrevista - Ricardo Berzoini - O caixa dois vai continuar - O presidente do PT diz que não pode garantir o fim das contribuições ilegais na próxima campanha eleitoral do partido. (págs. 16 a 18) Brasil - A vida na linha de tiro - Relatos e fotos de soldados brasileiros mostram a rotina de violência enfrentada pela missão de paz da ONU no Haiti, onde o governo Lula se envolveu numa encrenca diplomática. (capa e págs. 22 a 28) Munição contra Lula - Relatório do TCU pede que o presidente seja denunciado por suposto favorecimento ao BMG. (pág. 32) Direto ao Ponto - Maurílio Biagi - "Foi um exagero" - O usineiro Maurílio Biagi diz que aumento do álcool passou dos limites e afirma que o governo não faz sua parte para conter os reajustes. (Negócios, págs. 48 e 49) Fartura de crédito - Nunca houve tanta oferta de crédito no país, ele chega a diversos setores e o brasileiro está cada vez mais endividado. (Negócios, págs. 50 a 52) O governador e a Obra - Geraldo Alckmin, pré-candidato à Presidência pelo PSDB, recebe formação cristã do Opus Dei em encontros noturnos no Palácio dos Bandeirantes. (págs. 72 e 73) ISTOÉ TÍTULO DE CAPA - Exclusivo - Itaipu - 2 bilhões de dólares "não contabilizados" - Ex-gerente financeiro revela como construiu e como funciona o caixa 2 da maior hidrelétrica do mundo Mudança de rumos - Assassino confesso de Celso Daniel volta atrás, foge da Febem e laudo técnico assegura que ex-prefeito não morreu nas condições descritas pela polícia. (págs. 29 e 30) Pré-Carnaval tucano - Alckmin antecipa a festa, bota o bloco na rua e acelera o ritmo da disputa pela indicação da candidatura a presidente no ninho tucano. (págs. 32 e 33) Exclusivo - Estado paralelo - Sem fiscalização dos governos brasileiro e paraguaio, Itaipu movimenta irregularmente US$ 2 bilhões. Ex-gerente financeiro, que trabalhou dez anos na usina, é a principal testemunha da caixa-preta que está na mira da CPI. (capa e págs. 36 a 40) O ladrão está em casa - Pesquisa mostra que funcionários em cargos de confiança são responsáveis por dois terços dos crimes contra empresas. (págs. 74 e 75) A guerra agrícola - Mais uma vez a OMC tenta coibir os subsídios agrícolas que distorcem os preços globais. (págs. 79 a 81) Esquerda, volver! - Primeiro foi Hugo Chávez na Venezuela. Agora é o presidente eleito da Bolívia quem promete virar o "pesadelo" de Bush. (págs. 82 a 85) Labirinto brasileiro - Suicídio do general Urano Bacellar, que comandava a Força de Paz da ONU, revela contradições de uma missão mal conduzida. (págs. 86 a 88) DINHEIRO TÍTULOS DE CAPA - O pouso forçado da Embraer - Como as pressões do governo dos Estados Unidos levaram a companhia brasileira a abrir mão de um contrato de US$ 470 milhões para a venda de 36 aviões militares à Venezuela - Quem é quem - As diferenças econômicas entre Serra e Alckmin - Financeiras - A estratégia popular do Banco do Brasil Entrevista - Marcos Magalhães - "Vamos criar um Frankstein na TV digital" - O presidente da Philips diz que se o Brasil adotar um padrão próprio de TV digital seus produtos ficarão mais caros, o país se isolará no mundo e as exportações de televisores serão duramente afetadas. (págs. 24 a 26) O pouso forçado da Embraer - Como o governo americano proibiu a empresa brasileira de vender 36 aviões para a Venezuela, num negócio de US$ 470 milhões. (capa e págs. 30 a 33) O Brasil se curva pela última vez? - Depois de 10 anos de controle, o país livra-se do FMI no exato momento em que a dívida externa, um fantasma histórico da economia, parece finalmente estar se tornando irrelevante. (págs. 36 e 37) Serra e Alckmin - As diferenças - Prefeito e governador que disputam indicação tucana têm visões distintas sobre tudo: juros, câmbio, impostos, exportações, política industrial... (capa e págs. 38 a 40) À frente da CPI - Livro revela que caixa dois da campanha do PT arrecadou R$ 200 milhões e mostra atuação e brigas dos vários tesoureiros do partido. (págs. 42 e 43) BB vai para a galera - "Dinheiro" revela a estratégia do Banco do Brasil para criar uma financeira e entrar na disputa pelo bilionário mercado de crédito para pessoas físicas. (capa e págs. 88 a 91) CARTACAPITAL TÍTULOS DE CAPA - Gilberto Gil Exclusivo - Guerra à elite da cultura "A razão da queixa contra o Ministério da Cultura é que os artistas famosos têm hoje menos acesso aos recursos que nós estamos redistribuindo. Muitos dos 12 projetos do Barretão não foram atendidos" "A mídia trabalha numa forma de absolutismo consentido. Pode tudo, pode dizer, desdizer, manipular e ninguém reclama" "Os artistas consagrados são da classe dominante. Há nisso tudo um conflito de classes" - Ciência - Brasileiro revolucionário trabalha para mudar o país Entrevista - Miguel Nicolellis - Mestre em anular limites - As descobertas, os projetos, a trajetória e a visão de mundo de um cientista em busca de um novo Brasil. (capa e págs. 14 a 16) Tragédia indígena - Denúncia - Segundo relatório do Cimi, a situação dos índios só fez piorar no governo Lula. A Funai contesta dados e conclusões. (págs. 22 a 24) Critério antigo - Supremo - Como outros presidentes, Lula estuda indicar um aliado ao STF. Por que tanta grita? (pág. 25) É hora do capitanismo? - Forças Armadas - Jovens oficiais enfrentam o arbítrio que ainda rege os quartéis. (págs. 26 e 27) Mais pegadas - Valerioduto tucano - Ex-presidente de estatal relata à PF repasse incomum para a SMP&B. (pág. 28) Exportação de mulheres - Prostituição - O estado de Goiás assume a liderança de um triste ranking nacional. (págs. 30 e 31) Entre Lula e Chávez - Bolívia - As realidades de seu país levam o presidente eleito pelo caminho do meio. (págs. 34 a 36) Tudo pelos prêmios - Política cultural - Um detalhe une a turma do cinema que atacou o MinC na briga com Gullar: todos perderam o dinheiro do BNDES. (capa e págs. 50 a 52) Contra os privilegiados - Entrevista - Para Gil, a classe dominante reage à "discriminação positiva" do MinC. (capa e págs. 53 a 55) EXAME TÍTULO DE CAPA - Especial - O Brasil e o mundo em 2006 - As tendências para economia, política, negócios e tecnologia no ano que começa Um ano melhor, mas não muito - O cenário para 2006 - inflação mais baixa, juros menores e crescimento pouco maior. (capa e págs. 32 a 34) Quem vai levar a presidência - Prepare-se para uma das mais disputadas eleições desde a redemocratização do país. (capa e págs. 36 a 38) O dólar assusta - Exportações e investimentos continuam afetados pela valorização do real. (capa e págs. 38 e 39) Mais risco no campo - Com pouco investimento e taxa de câmbio desfavorável, produtores prevêem ano difícil. (capa e págs. 42 e 43) Duas Nações que puxam o mundo - EUA e China devem, mais uma vez, servir de motor para o crescimento da economia em 2006. (capa e págs. 48 a 50) O ano da TV digital - Depois de anos de impasse, a televisão brasileira começará finalmente a sua transição tecnológica rumo ao século 21. (capa e págs. 56 e 57) 7 Perguntas - David Gertner - O fiasco da marca Brasil - Especialista em marketing diz que o país perde muito dinheiro ao não investir em sua imagem no exterior. (pág. 106) ETES

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