- O inimigo público n°
1
- Corpo musculoso,
olhar glacial, raciocínio ágil, vocabulário amplo e articulado, Marcola é
muito mais que um bandido perigoso. Aos 38 anos, chefia há seis o PCC - e
decide quando, onde e como vai agir o maior grupo criminoso da história do
Brasil. O JB preferia exibir fotos de quem tivesse vencido o exercito dos
fora-da-lei. Mas um inimigo público n° 1 nasce e cresce inevitavelmente quando
morre a máquina do Estado. (págs. 1, C7 e C9)
- Trânsito ilegal -
Vans Piratas embolsam R$ 45 milhões por mês. (págs. 1, A14 e A15)
- Comércio - Produtos
para crianças movimentam R$ 8 bilhões.
FOLHA DE SÃO PAULO
- SP
vive 'guerra de Canudos', diz Lembo
- O governador de São
Paulo, Cláudio Lembo (PFL), afirmou ontem que o Estado vive "uma
guerra de Canudos" ao se referir aos atentados organizados pela facção
criminosa PCC, desde maio.
"Há [no Estado]
uma massa empobrecida arregimentada pelo PCC", disse. A guerra de
Canudos (1896-1897) ocorreu na Bahia e envolveu seguidores de Antônio
Conselheiro e soldados.
Lembo acredita que a
segunda onda de violência arrefeceu, mas não descarta a ocorrência de novos
ataques da facção criminosa. "Podemos, sim, sofrer novos surtos",
afirmou.
Na capital, a Polícia
Militar encontrou ontem uma central telefônica clandestina, usada para
comunicação de presos do PCC e de outros grupos. Uma mulher foi presa.
Ataques a bancos e
ônibus voltaram a ocorrer entra a noite de anteontem e a madrugada de
ontem. No interior, na região de Ribeirão Preto, foram nove atentados em
cinco cidades.
Desde terça-feira, na
segunda onda de ataques, o PCC matou oito pessoas, incendiou mais de uma
centena de ônibus e depedrou fóruns, bancos, bases e casas de policiais.
(págs. 1 e C3)
- Um ataque aéreo
israelense atingiu ontem, no sul do Líbano, uma van com civis que tentavam
escapar do conflito, perto da cidade de Tiro. Todos os 15 passageiros do
veículo, onde viajavam 8 crianças, morreram.
No sábado, a ofensiva
de Israel matou 27 pessoas no Líbano, levando a 93 o total de civis mortos
nesse lado da fronteira em quatro dias. Em Israel, mísseis lançados pelo
grupo terrorista Hizbollah já mataram quatro civis. O governo israelense
afirma que não tem intenção de atingir civis e que avisa antes de alvejar
bases do Hizbollah. Os ataques começaram na quarta-feira, em resposta a uma
ação da milícia islâmica - integrante do governo libanês - que seqüestrou
dois soldados de Israel e matou outros oito.
Milhares fogem das
bombas na região. A França tem um serviço para retirar seus cidadãos de
balsa do Líbano. Um grupo de 17 turistas brasileiros percorreu mais de 200
km para deixar o território libanês. (págs. 1, A19 e A20)
- Depoimentos colhidos
pela CPI do Tráfico de Armas revelam que o PCC recruta jovens sem
antecedentes criminais em Pernambuco. Eles atuam no tráfico de drogas e
assaltos a bancos.
Parlamentares dizem que
o PCC já tem pelo menos 41 integrantes no Estado. O presidiário Sidney
Romualdo é apontado como líder da facção no Nordeste. (págs. 1 e C1)
- A direção nacional do
PT recomendou aos diretórios estaduais que "despersonalizem" a
disputa eleitoral, dedicando mais tempo de TV às ações da administração
Lula do que à trajetória dos candidatos a deputado.
A idéia da direção é
reforçar a importância de apoio legislativo para um eventual segundo
mandato de Lula.
Na avaliação da sigla,
após a crise do mensalão nenhum dos candidatos possui grande potencial de
puxar votos para a legenda. (págs. 1 e A4)
O ESTADO DE SÃO PAULO
Cresce a
resistência de presos às ordens do PCC
- Cresce nos presídios
paulistas um movimento de resistência às ordens de líderes do PCC para
iniciar rebeliões, como a que destruiu 19 penitenciárias no Estado, em
maio. Presos já falam abertamente em não participar de novas ondas de
motins, relata José Maria Tomazela. Uma série de revoltas está sendo
preparada, caso se confirme a transferência das lideranças ao presídio
federal de Catanduvas (PR). Um tenente da PM foi executado na frente da
família na noite de sexta-feira em Praia Grande. O número de ações
criminosas diminuiu. (págs. 1, C5 e C6)
- Uma análise das
contas dos Estados, a partir dos relatórios de execução orçamentária
publicados na internet, mostra que não é só o governo federal que aumenta
gastos à medida que a eleição se aproxima. De 2004 para 2005, os
governadores elevaram suas despesas em R$ 29,6 bilhões (13,9% mais), com
obras, programas sociais e salários de servidores. Contabilizada no
orçamento de 2005, grande parte dos investimentos só passou a sair do papel
este ano. Em São Paulo, a despesa subiu 53,2%. No Acre 90,8%, e no Espírito
Santo, 125%. (págs. 1e A4)
- Política - PMDB é o
partido aliado mais infiel - Dado é de levantamento com base em 10
importantes votações. (págs. 1 e A8)
O GLOBO
- Gastos
pré-eleitorais de Lula superam em 84% os de FH
- O governo Lula
programou R$ 7,9 bilhões em investimentos no semestre pré-eleitoral. Foram
43,8 milhões por dia em promessas de gastos - na média, R$ 1,8 milhão por
hora. É, praticamente, o dobro do ano passado, no mesmo período, e 84% a
mais que no semestre pré-eleitoral de 2002, na gestão Fernando Henrique,
Lula investiu mais em turismo (R$ 802,9 milhões) do que em educação (R$
144,3 milhões). Reservou 23,6 milhões para festas em mais de cem
municípios. E liberou R$ 11,5 milhões para emendas de deputados
mensaleiros. É mais do que investiu na Polícia Federal (R$ 9,4 milhões).
Informa José Casado. (págs. 1 e 3)
- O ex-governador
Geraldo Alckmin (PSDB) e seu sucessor Cláudio Lembo (PFL), favoreceram
aliados na distribuição de verbas para prefeituras no primeiro semestre
deste ano. Segundo levantamento no sistema que gerencia as contas públicas
de São Paulo, a previsão orçamentária para esses convênios até junho foi de
R$ 58 milhões, dez vezes mais que em 2005. (págs. 1 e 4)
- Com um orçamento de
R$ 8,4 bilhões este ano, o Bolsa Família já representa uma receita maior do
que o Fundo de Participação dos Municípios para três cidades, incluindo São
Paulo. O programa só não chega a quatro dos 5.568 municípios brasileiros e
faz com que até prefeitos de oposição, de olho em dividendos eleitorais,
sejam aliados informais do presidente Lula. (págs. 1 e 8)
- Os governos estaduais
responderam por quase 90% dos 27,6 bilhões gastos em segurança pública no
país no ano passado, segundo estudo do economista José Roberto Afonso,
consultor do PSDB. A conclusão é que se gasta mal e falta planejamento.
(págs. 1 e 12)
- O diretor da Polícia
Federal, Paulo Lacerda, criou uma força-tarefa de 30 delegados e escrivães
para investigar políticos e servidores suspeitos de envolvimento com a
máfia dos sanguessugas. É a maior estrutura de combate à corrupção já
montada no país. (págs. 1 e 17)
GAZETA MERCANTIL
- Dívida ativa de
contribuinte vai parar em banco
- O Senado aprovou, na
noite de quarta-feira, resolução que autoriza os estados e os municípios a
transferir para os bancos privados a cobrança de créditos que têm a receber
da chamada dívida ativa. Em contrapartida, receberão das instituições
financeiras, de forma antecipada, parte desses recursos devidos por
empresas e pessoas físicas. De acordo com a Confederação Nacional dos
Municípios (CNM), o estoque da dívida ativa de estados e municípios em 2004
somava R$ 220 bilhões.
A medida entra em vigor
com a publicação no Diário Oficial da União, prevista para os próximos
dias. Pelas regras aprovadas, os bancos repassarão aos estados e aos
municípios parte da dívida ativa. E cobrarão uma taxa pelo serviço de
cobrança. Se a instituição financeira não conseguir executar o valor devido,
poderá pedir a devolução dos recursos ou trocar o débito por outro. (pág. 1
e A-8)
- O agravamento da
crise no Oriente Médio com os ataques de Israel ao Líbano refletiu no
mercado de petróleo. Os preços dos barris WTI e Brent bateram novos
recordes históricos, ao serem cotados no fechamento dos negócios a US$
76,70 e US$ 76,69, respectivamente. (pág. 1 e C-2)
- A Petrobras recusou
formalmente a proposta da Bolívia para reajustar o preço do gás natural
importado pelo Brasil. Embora esteja prevista nova reunião entre
representantes da estatal brasileira e da boliviana YPFB, a pendência deve
ser decidida numa corte de arbitragem internacional. (pág. 1 e C-2)
- As empresas de ônibus
urbano, eleitas como principal alvo da facção criminosa na segunda onda de
violência no Estado de São Paulo em dois meses e iniciada nesta semana,
registraram um prejuízo de R$ 19 milhões desde os primeiros ataques, em
maio, até a madrugada de ontem. O valor inclui perda de receita e
depredações de veículos. Segundo a Secretaria de Segurança de São Paulo,
nesta segunda onda foram registrados 118 ataques a diversas alvos, tanto
civis como militares. Ainda de acordo com as autoridades, causaram até
agora a morte de ao menos sete pessoas. Apesar do clima de tensão, o
mercado financeiro não sentiu os efeitos da onda de violência.
Os investidores estão
muito mais atentos aos problemas no Oriente Médio do que aos ataques na
capital paulista. A visão do mercado é que, pelo menos enquanto os
conflitos locais não atingirem a economia, não haverá qualquer contágio dos
negócios. "Por enquanto nada justifica deterioração do mercado devido
à violência", diz Sidnei Moura, da corretora NGO. (pág. 1, A-7 e C-5)
- O BNDES voltou a
aproveitar recursos do Fundo Social e lançou ontem uma linha de crédito de
R$ 500 milhões para financiar projetos sociais de empresas. No ano passado,
o banco poderia ter usado de R$ 70 milhões a R$ 80 milhões do fundo social,
mas foram apenas R$ 19,3 milhões. (pág. 1 e A-4)
- As exportações de
carne de frango caíram 8% em volume e 4% em receita, no primeiro semestre,
devido à retração do consumo mundial por causa da gripe de aves. O temor
está-se dissipando, mas ainda assim o volume pode cair 10,6% no ano, para
2,54 milhões de toneladas, e a receita ter queda de 10,1%, para US$ 3,15
bilhões. (pág. 1 e B-12)
- O setor público evita
grandes projetos de tecnologia da informação (TI) em ano eleitoral por
considerar que estes trazem poucos votos. A falta de investimentos
tradicionalmente prejudica o desempenho do setor. Mas este está sendo um
ano atípico: no primeiro semestre, R$ 21 bilhões foram movimentados pelo
segmento, de acordo com pesquisa do Instituto Sem Fronteiras (ISF), um
crescimento de 20% em relação ao mesmo período do ano passado. "O
segmento governamental e as estatais puxaram o investimento", afirma o
diretor de pesquisa da instituição, Ivair Rodrigues. As empresas do setor
aproveitam o bom momento. A divisão de software da IBM, por exemplo, deve
repetir neste semestre o crescimento de 23% registrado de janeiro a junho
de 2005. A Hyperio n, de ferramentas de análise de informações
corporativas, cresceu 35% na América Latina no ano fiscal até junho. (pág.
1 e C-1)
- A Previ , fundo de
pensão dos funcionários do Banco do Brasil, e fundos de investimentos acionistas
da Arcelor Brasil reúnem-se hoje para reivindicar sua participação na
oferta de compra de ações, feita pela indiana Mittal Steel, aos acionistas
da controladora da siderúrgica brasileira, a franco-belga Arcelor. (pág. 1
e B-2)
- A alta do petróleo e
os conflitos entre Israel e Líbano afetaram as bolsas globais. O Dow Jones,
principal indicador da Bolsa de Nova York, caiu 1,52%. A Bovespa recuou
2,44%. O câmbio também foi afetado aqui, com alta de 0,95% no dólar, para
R$ 2,220. (pág. 1, B-1 e B-8)
- A BNP Paribas Asset
Management lança hoje seu segundo fundo de capital protegido, o
multimercado BNP Paribas Troppo Due. A carteira, com aplicação mínima de R$
1 milhão, destina-se a investidores institucionais, como fundos de pensão e
seguradoras, que buscam oportunidades de ganhos na renda variável, mas não
querem correr o risco de perder o capital investido no caso de
desvalorização da Bolsa.
"Muitos desses
investidores já bateram sua meta atuarial ao longo deste ano, querem manter
a alocação em Bolsa, mas sem correr o risco de perder o que já
ganharam", disse a este jornal o diretor de produtos da gestora, Luiz
Carlos Di Nizo Sorge. A expectativa é captar R$ 40 milhões em aplicações. O
grande atrativo é que o fundo, com prazo de 17 meses, garante o principal
investido, se a Bolsa registrar desvalorização ao final da aplicação. (pág.
1 e B-1)
- A instalação de uma
refinaria de açúcar na Síria com tecnologia brasileira será concluída em
janeiro de 2008. Os investimentos são estimados em US$ 80 milhões e feitos
pela Crystalsev, Cargill e o empresário sírio Nagib Assaf. O projeto deve
revolucionar o comércio de açúcar no país, hoje vendido a granel. Na
mineração, uma parceria árabe- brasileira de US$ 250 milhões pode ocorrer
em breve. (pág. 1, A-5 e B-12)
- O consumo aparente
(soma da produção com as importações, menos as exportações) de resinas
termoplásticas no País atingiu 2 milhões de toneladas no primeiro semestre,
um acréscimo de 11,5% sobre igual período de 2005. (pág. 1 e C-4)
- A Apex-Brasil levará
30 empresas brasileiras para participar da ISPO Summer 2006, na Alemanha,
uma das maiores feiras internacionais do segmento esportivo. O objetivo é
possibilitar a venda de US$ 300 mil durante os três dias do evento e US$
1,49 milhão em negócios a serem fechados nos 12 meses seguintes. (pág. 1)
- Principal alvo das
grandes redes, os laboratórios de análises clínicas de médio porte começam
a adotar estratégias como cortar custos e elevar a escala da produção para
sobreviver. As empresas paulistas Ultra Diagnósticos e Serviços de Análises
Especializadas (SAE) fecharam parcerias com planos de saúde para ampliar o
volume de exames. O laboratório baiano Datalab tem 75% de sua demanda
assegurada pelos clientes da operadora de saúde do Grupo Promédica, ao qual
pertence, afirma Jorge Oliveira, diretor-financeiro. "Só é competitivo
quem tem poder de barganha com os fornecedores, que são bastante
concentrados em poucas empresas." Licenciar sua marca a pequenos
laboratórios, muitas vezes tocados apenas por um bioquímico, foi uma das
alternativas adotadas pelo Laboratório Knijnik, de Porto Alegre.
O curitibano Laboran
vai lançar um cartão de fidelidade que dará descontos nos preços dos
exames, e não descarta a unir-se a outros grupos para ganhar volume. O
processo de consolidação vai se acentuar nos próximos dois anos, diz o
presidente da Sociedade Brasileira de Análises Clínicas (SBAC), Ulisses
Tuma. "A tendência nos grandes mercados mundiais é de
enxugamento." No Brasil, existem cerca de 17 mil laboratórios e 42 mil
postos de coleta. Nos Estados Unidos, poucos laboratórios dominam o extenso
mercado daquele país. A Diagnósticos da América (Dasa) e o Fleury saíram na
frente e pretendem crescer em todo o território nacional com um volume
agressivo de aquisições. (pág. 1 e C-3)
CORREIO BRAZILIENSE
- PF e
ABIN investigam ação que deixaria país ás escuras
- Órgãos do governo
apuram a existência de um plano para sabotar o edíficio-sede da Cemig, em
Belo Horizonte. Caso fosse consolidado, o atentado poderia ter provocado
blecautes em mais da metade do país. Possível alvo é o centro estratégico
de transmissão de energia para 20 estados e Distrito Federal. O ato teria
sido planejado por militantes radicais do Movimento dos Atingidos por
Barragens (MAB), flagrados enquanto discutiam a viabilidade da idéia. A
direção da entidade nega qualquer envolvimento. Investigação quer
esclarecer a real disposição dos mentores da ameaça. (págs. 1 e 14)
- Sanguessugas -
Deputado paraibano, integrante de CPI, terá que investigar o próprio irmão.
(págs. 1, 2 e 3)
VALOR ECONOMICO
- Governo prepara plano
com subsídio às tarifas de ônibus
- O governo federal
pretende subsidiar com um volume de R$ 300 milhões a R$ 600 milhões as
tarifas de ônibus municipais nas cidades com mais de 60 mil habitantes. A
intenção é que, junto com ações de desoneração tributária dos Estados e dos
municípios, os preços das passagens possam cair 10%, inclusive nas grandes
metrópoles. Para chegar a essa queda, a União deverá colaborar com o
equivalente a 5% das tarifas. Os Estados entrariam com 3% do total e as
prefeituras, com 2% restantes.
O ministro das Cidades,
Márcio Fortes, disse ao Valor que os estudos técnicos do governo estão na
reta final e a proposta agora está sendo analisada no Ministério da
Fazenda. O plano só será executado quando as três esferas da administração
pública acertarem a contribuição que cada uma delas fará. União e
municípios estão mais adiantados, mas falta avançar nas discussões com os
governos estaduais. Fortes rechaça o rótulo político da subvenção, até
porque é pouco provável que saia do papel antes das eleições, e afirma que
se trata de uma boa oportunidade para aumentar a eficiência do setor.
Os técnicos do ministério
também reconhecem a preocupação com o impacto das tarifas na inflação. Uma
eventual redução das tarifas de ônibus teria reflexos importantes nos
índices de preços. Segundo a economista Marcela Prada, da Tendências
Consultoria, uma queda de 10% nos preços das passagens faria o IPCA, índice
que serve de referência para as metas de inflação, cair 0,50 ponto
percentual. Paralelamente, o ministério deverá enviar ao Congresso, nas
próximas semanas, um projeto de lei que cria a Política de Mobilidade Urbana.
Será uma espécie de marco regulatório, hoje inexistente, para o setor. A
idéia é permitir uma melhor relação entre poderes concedentes (municípios)
e concessionárias (empresas de ônibus), com diretrizes definidas por uma
nova legislação federal. (pág. 1 e A4)
- Além de manter as
chances de ganhar a eleição presidencial no primeiro turno, o presidente
Luiz Inácio Lula da Silva ainda controla a agenda da campanha. De acordo
com a pesquisa de mil entrevistas por telefone feita pelo Instituto Ipespe
para o Valor, os temas apontados como os maiores problemas econômicos do
país são aqueles com os quais o presidente é mais identificado: a geração
de empregos (62% de menções) e combate à pobreza (39%). O candidato tucano
Geraldo Alckmin apresenta vantagem sobre Lula em relação a dois temas:
redução de impostos e promoção do desenvolvimento.
Lula empata com Alckmin
na identificação com a bandeira de redução da taxa de juros e o supera na
associação com o combate à inflação. Na pesquisa estimulada, Lula ganharia no
primeiro turno. Obtém 42%, Alckmin fica com 27%, Heloisa Helena 7% e
Cristovam Buarque (PDT) e Rui Costa Pimenta (PCO) com 1%. Na simulação de
segundo turno, Lula ganharia com 45% e Alckmin obteria 39%, mostrando a
maior capacidade do tucano de agregar os 9% de votos dos outros candidatos.
(pág. 1 e A12)
- O fim de semana em
São Paulo ameaça conjugar greve dos funcionários do sistema penitenciário e
uma nova onda de rebeliões nos presídios. O alerta foi feito ontem pelo
Sindicato dos Funcionários de Presídios do Estado de São Paulo. O ministro
da Justiça, Marcio Thomaz Bastos, participará hoje de reunião com o
governador do Estado, Cláudio Lembo. Será feita nova oferta da Força
Nacional de Segurança. O candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, levantou
ontem a suspeita de motivações políticas dos ataques dizendo considerar
"estranhas" a forma e a época em que estão sendo desencadeados.
(pág. 1, A6 e A7)
- O bombardeio e a
invasão do Líbano por Israel agravaram a já tensa cena geopolítica
internacional e fizeram o preço do petróleo atingir ontem um novo recorde.
O barril subiu US$ 1,75 na Nymex, para US$ 76,70, a maior cotação da
história. Os mercados financeiros acumularam perdas. O índice Dow Jones da
Bolsa de Nova York desvalorizou-se 1,51% e o Nasdaq, 1,72%. A Bovespa caiu
2,41%. O dólar subiu 0,86%, para R$ 2,22, e os juros futuros longos também
avançaram. Mas o juro para a virada do mês caiu 0,02 ponto, para 14,88%,
porque os analistas consideram como "dada" a próxima decisão do
Copom do Banco Central, na quarta-feira: o consenso absoluto é de corte de
0,50 ponto, com a taxa recuando a 14,75%. Será em termos nominais o juro
mais baixo dos últimos 31 anos. (pág. 1, C1, C2, A8 e B7)
- BC está diante de uma
situação totalmente nova, a de como lidar com choques positivos. (Claudia
Safatle, pág. 1 e A2)
- Previsões
catastrofistas sobre os efeitos da taxa de câmbio não têm base nos fatos.
(Cláudio Haddad, pág. 1 e A11)
- Tony Blair, premiê
britânico, proporá na cúpula do G-8 (sete países mais ricos e a Rússia) que
o grupo se torne o G-13, com a entrada de China, Índia, Brasil, África do
Sul e México. (pág. 1 e A8)
- O excesso de liquidez
mundial e a reviravolta das bolsas levaram o volume de negócios com ADRs a
disparar, principalmente os papéis brasileiros. (pág. 1 e C1)
- A companhia
colombiana Interconexión Eléctrica (ISA), que levou a empresa de
transmissão Cteep no leilão promovido pelo governo paulista no final de
junho, busca um parceiro minoritário para dividir o capital da
concessionária. A ISA tem os recursos para pagar o bloco de controle ainda
nesse mês - R$ 1,19 bilhão. Mas quer um sócio para a parte dos empregados e
dos minoritários, fatia que poderá chegar a custar outros US$ 500 milhões,
segundo estimativa do gerente geral da ISA, Javier Gutiérrez. (pág. 1 e B8)
OUTROS JORNAIS
JORNAL
DO COMMERCIO (PE)
- Governo resgata
brasileiros no Líbano
REVISTAS
VEJA
TÍTULO DE CAPA
- PCC: como funciona e
o que o fazer para acabar com o terror
- Exclusivo - Os
documentos da contabilidade do PCC
* Conversas gravadas:
bandidos presos ordenam assassinatos
* Os depoimentos das
advogadas do crime organizado
O poder nas mãos dos
bandidos - Na segunda onda de ataques em menos de dois meses, grupo
criminoso volta a aterrorizar São Paulo e cria a sensação de que a
sociedade toda virou refém de uma crise sem saída. Conhecer as condições
que geraram essa praga ajuda a encontrar maneiras de enfrentá-la. (Capa e
págs. 44 a 52)
"Prisão só não
resolve" - Saulo Abreu, secretário de Segurança de São Paulo: bandido
não fica preso, o PCC não é organizado e "há muita histeria".
(págs. 54 e 55)
A riqueza roubada - A
violência subtrai 200 bilhões de reais por ano do Brasil. Os bandidos
também levam empregos, bem-estar e a produtividade da economia. (págs. 56 e
57)
A lei dos mais fortes -
Os quatro grandes partidos devem ficar mais musculosos. Pena que lhes falte
identidade. (págs. 58 a 61)
A delação funcionou -
Cabeça dos sanguessugas depõe por nove dias, acusa sessenta parlamentares e
entrega papéis provando o depósito das propinas. (págs. 62 e 63)
ÉPOCA
TÍTULO DE CAPA
- O PT, o PSDB e o
crime: até quando o interesse eleitoral dos políticos vai impedir uma
mobilização nacional pela segurança?
Até quando? - Só um
plano nacional apartidário pode vencer o crime organizado (Capa e págs. 26
a 29)
Entrevista - Moisés
Naim - "Governos precisam de ajuda" - A globalização facilitou os
negócios - inclusive para os criminosos. Combater o aumento da ilegalidade
no mundo não é tarefa para um só país. (págs. 36 e 37)
Os 13 companheiros -
Quem são e o que pensam os aliados de Lula cuja influência pode ser
decisiva na campanha e em um eventual segundo governo. (págs. 38 a 41)
O presidenciável pop -
Rei das baladas, Aécio Neves tem 70% das preferências na eleição mineira.
Mas já pensa no Planalto em 2010. (págs. 44 a 46)
Palavra final - Marco
Aurélio Mello (pág. 114)
ISTOÉ
TÍTULO DE CAPA
Como agia o lobista
Bertholdo - Denúncia do Ministério Público mostra com ex-conselheiro de
Itaipu Roberto Bertholdo tez tráfico de influência dentro do Judiciário,
comprando e vendendo sentenças de juízes
O esquema de Bertholdo
- Amigo de poderosos e cotado para o Ministério, o lobista Roberto
Bertholdo criou um milionário propinoduto na Justiça do Brasil. (Capa e
págs. 28 a 34)
Severino vai voltar -
Depois de renunciar e se livrar da cassação, ele tenta se eleger novamente
deputado federal. (págs. 36 e 37)
Heleninha paz e amor -
Senadora adota um discurso mais suave para conquistar votos. (pág. 38)
Por dentro do PCC - Na
semana em que a facção voltou a aterrorizar São Paulo, ISTOÉ teve acesso a
documentos que revelam como opera o maior grupo criminoso do País. Em
apenas dez meses, a organização teve um lucro de 1,5 milhão. (págs. 40 a
43)
A estratégia da boa
vizinhança - A disputada eleição mexicana reflete uma luta pela alma da
América Latina. Se quiser, Bush ainda tem condições de construir sólidas
alianças na região. (págs. 84 a 86)
DINHEIRO
TÍTULO DE CAPA
US$ 18 bilhões pela
Amazônia - Quem é e o que pretende o empresário sueco Johan Eliasch, dono
da fabricante de raquetes Head, que está correndo o mundo para levantar uma
fortuna e investir na floresta
Entrevista - Carlos
Eduardo Canto - "Assim vamos cair na ilegalidade" - Encerrada a
CPI dos Bingos, líder do setor afirma que falta de regulação e precariedade
jurídica estão afastando os bons empresários. O jogo, diz, pode gerar R$ 2
bilhões em impostos. (págs. 14 a 16)
Mantega dá boa notícia
- Inflação abaixo da meta abre espaço para redução mais rápida do juro.
(págs. 20 a 22)
Os espiões da Receita -
Como operam os 180 agentes secretos do Leão treinados pela polícia para se
infiltrar nas empresas e buscar provas contras os sonegadores. (págs. 24 a
26)
Reforma do Estado - As
propostas buscam redução de gastos com pessoal. (pág. 27)
Uma fortuna pela
Amazônia - Quem é o sueco Johan Eliasch, o dono da fabricante de raquetes
Head, que empreende uma cruzada para arrecadar US$ 18 bilhões e salvar a
floresta. (Capa e págs. 56 a 58)
CARTACAPITAL
TÍTULO DE CAPA
- Chance de segundo
turno? - Lula cai, Alckmin fica na mesma. E o crescimento de Heloísa Helena
redefine o cenário eleitoral
- Especial - No Brasil,
a justiça é cega. Só para os ricos
- O dono do cais: a
generosidade da direção do Porto de Santos com o banqueiro Daniel Dantas.
- PCC e o terror - De
novo por trás dos ataques em São Paulo, os erros do governo tucano
Justiça sem venda -Peso
na balança - A diferença de tratamento dada a ricos e pobres, visível no
caso de Suzane von Richthofen, mostra como o Judiciário reproduz a violenta
tradição de desigualdade do País. (Capa e págs. 16 a 21)
Promessa é dívida -
Crime - Novos ataques do PCC em São Paulo expõe as falhas do governo
tucano. (Capa e págs. 26 a 29)
O dono do cais -
Opportunity - Como "decisões técnicas" da direção do Porto de
Santos têm favorecido empresas controladas por Daniel Dantas. (Capa e págs.
30 a 34)
Um corte no extra -
Emprego - A CUT propõe limites para a jornada suplementar de trabalho, mas
terá de enfrentar resistências na própria base. (págs. 36 e 37)
O fator HH muda o
cenário eleitoral - Com o crescimento de Heloísa Helena e a queda de Lula,
desenha-se pela primeira vez a chance de a eleição só ser decidida no
segundo turno. (Capa e págs. 38 a 41)
O impacto da
"inserção" - A publicidade antes do início da campanha beneficiou
Alckmin junto ao contingente de eleitores com pouco interesse em política.
(Capa e págs. 42 a 44)
EXAME
TÍTULO DE CAPA
- Subir na empresa faz
mal à saúde - Pesquisa inédita do Hospital Albert Einstein com 400
presidentes de empresas revela um quadro alarmante: 70% dos executivos
estão acima do peso, 50% possuem altas taxas de colesterol, 40% correm o
risco de desenvolver depressão
Reforma Agrária - O
Governo quer tomar as terras deles - Grandes proprietários podem ser
desapropriados caso entre em vigor uma polêmica alteração na lei de reforma
agrária. (págs. 30 a 32)
Governo - Eles fazem
greve. O País paga a conta. - A surrada legislação brasileira permite aos
funcionários públicos cruzar os braços sem nenhum risco de punição. Pior
para o Brasil. (págs. 35 e 36)
Opinião - J.R. Guzzo -
Muito joio para pouco trigo - O que se pode esperar de bom num país em que
milhares de políticos estão sob acusação de malversar dinheiro público e as
chances de ser punidos são praticamente nulas? (págs. 38 e 39)

ATENÇÃO
Prezado (a) Leitor (a),
a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco
de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/,
no item Sinopses e Clippings.