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18/08/2006
JORNAL DO BRASIL - PM usa 420 homens em bloqueio a Copacabana - Para conter o avanço da violência na orla e reforçar a proteção de turistas, a Polícia Militar ampliará o esquema de segurança na região de Copacabana nos fins de semana a partir de 7 de setembro. Cerca de 420 homens, 84% do efetivo do 19° BPM, vão se espalhar pela praia e ruas internas. Hoje, apenas 230 soldados circulam entre o Leme e o Recreio. A montagem do círculo de proteção é urgente. Dois grupos de estrangeiros se somaram ontem às vítimas de assaltos na área. No mais violento, funcionários do governo chinês foram agredidos por ladrões na Avenida Atlântica. (Cidades, pág. A8) - Sanguessuga - Procurador denuncia mais 27 do Congresso. (pág. 1 e A7) - Infra-Estrutura - Uso do FGTS em fundo de investimento será liberado. (pág. 1 e A17) FOLHA DE SÃO PAULO - Acordos salariais batem inflação, diz Dieese - Os trabalhadores conquistaram aumento real de salário em 81,9% dos acordos salariais negociados no primeiro semestre deste ano. Foram analisados 271 acordos e convenções coletivas de categorias profissionais com data-base entre janeiro e junho de 14 Estados. A maior parte dos aumentos concedidos, porém, ainda está na faixa de até um ponto percentual acima da inflação.
No primeiro semestre de 2005, os trabalhadores haviam conseguido ganho real (descontada a inflação) em 67,4% das 457 negociações estudadas. O resultado divulgado ontem é o melhor obtido nas negociações salariais desde 1996, ano em que o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) começou a pesquisar os reajustes concedidos no país.
No levantamento, 95,6% dos acordos (259) conseguiram zerar ou superar a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do IBGE nos 12 meses anteriores a cada data-base. Em 2005, esse percentual foi de 85,1%.
Apenas 4,4% dos acordos (12) feitos de janeiro a junho deste ano não conseguiram repor as perdas da inflação nos salários. No mesmo período de 2005, esse percentual foi de 14,9%. Em 2003, considerado o pior ano para as negociações salariais, três em cada dez acordos não conseguiam sequer recompor as perdas do INPC. Os trabalhadores conquistaram aumento real de salário em 81,9% dos acordos salariais negociados no primeiro semestre deste ano. Foram analisados 271 acordos e convenções coletivas de categorias profissionais com data-base entre janeiro e junho de 14 Estados. A maior parte dos aumentos concedidos, porém, ainda está na faixa de até um ponto percentual acima da inflação.
No primeiro semestre de 2005, os trabalhadores haviam conseguido ganho real (descontada a inflação) em 67,4% das 457 negociações estudadas.
O resultado divulgado ontem é o melhor obtido nas negociações salariais desde 1996, ano em que o Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos) começou a pesquisar os reajustes concedidos no país. No levantamento, 95,6% dos acordos (259) conseguiram zerar ou superar a inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) do IBGE nos 12 meses anteriores a cada data-base. Em 2005, esse percentual foi de 85,1%. Apenas 4,4% dos acordos (12) feitos de janeiro a junho deste ano não conseguiram repor as perdas da inflação nos salários. No mesmo período de 2005, esse percentual foi de 14,9%. Em 2003, considerado o pior ano para as negociações salariais, três em cada dez acordos não conseguiam sequer recompor as perdas do INPC. (pág. 1) - O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) condenou ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao pagamento de multa de R$ 900 mil pela distribuição de um jornal tablóide de caráter eleitoral pela Casa Civil da Presidência, em janeiro último.
A maioria dos ministros considerou Lula diretamente responsável pela publicação, que tinha 36 páginas e 1 milhão de exemplares. Por quatro votos contra dois, o tribunal afirmou que houve propaganda de sua candidatura à reeleição antes do prazo legal, que é 6 de julho. (pág. 1) - Em visita ontem ao zoológico do Exército, em Manaus (AM), Heloísa Helena, candidata do PSOL à Presidência, acariciou e beijou uma onça-pintada macho. Ela posou para fotos ao lado do animal, que é manso e estava em uma jaula, abraçou turistas e estudantes, mas não quis visitar o viveiro de um tucano.
Ao passar por uma escultura da ave, a senadora virou o rosto. "Vou colocar o tucano no pé, e ele só vai subir quando eu mandar", disse. Em outro evento na cidade, ela criticou o governo Lula. "O atual governo foi absolutamente irresponsável em tratar do tema TV digital, quando deveria ser tratado no próximo governo, com amplo debate". O Ministério das Comunicações não se manifestou. (pág. 1) - O governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), em campanha pela reeleição no Estado, criticou ontem a hegemonia paulista na política nacional. Aécio disse, em sabatina promovida pela Folha, que essa supremacia, aliada à força econômica de São Paulo, deu origem a uma "polarização política" que faz mal ao Brasil. Falando a um público de cerca de 160 pessoas, Aécio afirmou ainda que o PSDB "derrapou" na corrida presidencial, em referência à queda nas pesquisas do candidato tucano, Geraldo Alckmin. Disse, porém, crer na recuperação dele. Sobre a crise de segurança em São Paulo, Aécio disse ser um "gravíssimo equívoco" associar a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) ao PT, como já fizeram, direta ou indiretamente, políticos do PSDB e PFL. (pág. 1) - O procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, pediu ontem ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquéritos criminais contra mais 27 parlamentares suspeitos de envolvimento no esquema dos sanguessugas. Com o envio desses novos pedidos, subirá para 84 o número de parlamentares que são alvo de investigação no STF em razão de indícios de participação no esquema de desvios de dinheiro público por meio da compra de equipamentos como ambulâncias. Os pedidos foram enviados no final da tarde de ontem. Esse foi o terceiro "pacote" de solicitações de instauração de inquéritos criminais ao STF. O primeiro foi feito em 31 de maio contra 15 deputados. Cerca de um mês depois, houve a segunda remessa, contra 42 deputados e um senador. No caso dos 57 inquéritos já instaurados, a Polícia Federal vem realizando as apurações sugeridas pelo procurador-geral e ordenadas pelo relator, ministro Gilmar Mendes. A suspeita inicial é de prática de crimes como corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro. O inquérito criminal precede a eventual ação penal. Ao final das apurações da PF, Antonio Fernando decidirá se há indícios de prática de crimes para oferecer denúncia ao STF para a abertura do processo. (pág. 1) - Após anunciar uma ofensiva para tentar levar o presidente do Sebrae, Paulo Okamotto, para prestar depoimento no Senado, PSDB, PFL e PPS entraram ontem com uma representação no Ministério Público Federal pedindo abertura de inquérito contra ele por crime de perjúrio (falso testemunho) ao depor à CPI dos Bingos. A oposição alega conflito de versões entre a explicação dada por Okamotto pelo pagamento de uma dívida de R$ 29,4 mil do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PT e o relato do caso feito pelo próprio presidente em entrevista ao "Jornal Nacional", na semana passada. Como o depoimento à CPI é feito sob juramento, a oposição argumenta que ou ele ou o presidente mentiu. À CPI, Okamotto se responsabilizou pelo pagamento da dívida, mas disse que não informou o presidente do caso. Na entrevista ao "JN", Lula relatou uma suposta conversa com Okamotto na qual o autoriza a quitar a dívida. "Quer pagar você paga porque eu não vou pagar", disse Lula. (pág. 1) - Influenciada pela balança comercial, as contas externas brasileiras registraram recorde histórico em julho: um saldo positivo de US$ 3,043 bilhões. Apesar do bom resultado, não houve surpresas, já que o mercado financeiro e o próprio BC (Banco Central) projetavam um saldo positivo. Esse desempenho, porém, não deve se manter ao longo do segundo semestre. A expectativa do Banco Central é a de um superávit de US$ 8,8 bilhões no ano, valor que é pouco mais da metade do que foi registrado em 2005 (US$ 14,193 bilhões). A explicação para isso também está na balança comercial. É que, no segundo semestre, deve haver redução no ritmo das exportações, enquanto as importações aumentarão entre setembro e novembro.
A queda no superávit em conta corrente já está refletida nos números acumulados no ano. De janeiro a julho, o superávit nas transações correntes ficou em US$ 6,130 bilhões, enquanto no mesmo período de 2005 foi de US$ 7,825 bilhões. Essa queda não chega a ser considerada negativa porque o Brasil poderá aproveitar uma parcela maior dos recursos externos que entram no país para crescer. Se o saldo das transações com o exterior é muito elevado, significa que o país está deixando de aproveitar o financiamento externo para investimentos produtivos. O balanço de pagamentos, que também inclui a entrada e a saída de capitais do país, ficou positivo em US$ 3,917 bilhões em julho. (pág. 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - Exército do Líbano volta ao sul; ONU faz apelo - O Exército do Líbano iniciou ontem a ocupação da região sul do país, conforme prevê a Resolução 1.701 da ONU, aprovada para suspender os conflitos entre o grupo xiita Hezbollah e Israel. É a primeira vez, desde 1968, que os militares libaneses estão presentes na região. Eles foram recebidos com euforia por parte da população. O Exército pretende completar hoje o deslocamento de 15 mil soldados para o sul. A eles deverão se juntar uma força multinacional de outros 15 mil soldados, ainda em formação. A ONU fez um apelo aos países membros para que se comprometam com urgência a enviar tropas para ampliar a atual força de paz no Líbano, a Finul, anunciou o envio de 200 militares em caráter de urgência, oferta que desapontou outros países. Um sinal da volta gradual do Líbano à normalidade foi a retomada dos vôos comerciais no aeroporto de Beirute. (pág. 1, A16 e A17) - Um ato do 'faz-de-conta' - Ganha um empréstimo a juros de Primeiro Mundo quem conseguir achar alguma diferença entre a visita do presidente Lula ao Banco do Brasil e o seu programa no horário eleitoral. (pág. 1 e A3) - O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), recuou ontem e disse que as denúncias contra os três senadores acusados de envolvimento com a máfia das ambulâncias não vão terminar em pizza. Mas voltou a desqualificar as declarações de Luiz Antonio Trevisan Vedoin, empresário que comandou a fraude. João Alberto disse que ficou em uma situação "muito ruim" com a divulgação de que iria arquivar os processos. Há quatro anos como presidente do Conselho, ele tem marcado sua atuação pelo engavetamento de denúncias. (pág. 1 e A4) - O economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Roberto Troster, atacou duramente as medidas para reduzir os juros anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. Ele disse que elas são uma "manobra diversionista" e que não levarão a uma redução significativa das taxas cobradas do consumidor. A Febraban desautorizou o pronunciamento de seu economista-chefe. Em nota, informou que Troster não falou em nome da entidade. Guido Mantega disse ter ficado "surpreso" com o pronunciamento: "A declaração foi inoportuna e alguns decibéis fora do tom". (pág. 1 e B1) Frase: "Se o governo quisesse discutir seriamente a questão, começaria sendo mais transparente na divulgação das informações sobre crédito". (Roberto Troster, economista, pág. 1) - Muita ou pouca gente? - Crescimento populacional e indicadores sociais preocupam. (Washington Novaes, pág. 1 e A2) - O ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que vai editar portaria para que empresas de telefonia fixa participem da exploração, em todo o País, de serviço de banda larga sem fio para acesso à internet. É uma intervenção na Anatel, que quer limitar a exploração. (pág. 1 e B3) - O secretário-adjunto da Receita Federal, Ricardo Pinheiro, fez críticas à MP que dará incentivos para a criação de fábricas de semicondutores. Segundo ele, a Receita ainda não recebeu nenhuma proposta com os itens que poderão ter redução de impostos. (pág. 1 e B1) - Segurança publica, desafio nacional - Em encontro promovido pelo Estado, especialistas discutiram como restaurar a ordem. (pág. 1 e Caderno Especial) - A vida no Brasil não anda fácil nem para o rei dos animais. Depois que começaram a pipocar leis municipais e estaduais proibindo animais em circos, leões e mais leões passaram a ser abandonados país a fora, muitos em estado lastimável. Não são raros os casos de domadores que serram os dentes e arrancam as garras dos animais. Segundo levantamento recém-concluído pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama), há hoje 68 leões sem teto no país. (pág. 1 e A21) O GLOBO - TSE diz que candidatos fazem propaganda enganosa na TV - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio de Mello, advertiu os eleitores para a "propaganda enganosa" veiculada no horário de TV e rádio e disse que não se deve votar "em quem promete o que não pode cumprir". Marco Aurélio recomendou que não se vote em nenhum candidato sobre o qual pairem suspeitas, mesmo sem condenação judicial. "Se estou em dúvida quanto ao perfil de um certo candidato, devo escolher outro em relação ao qual não tenha quaisquer dúvidas", disse. Á noite, o tribunal decidiu multar o presidente Lula em R$ 900 mil por propaganda eleitoral fora de época. Lula terá de pagar a multa com recursos próprios. Seu advogado vai recorrer ao STF. (pág. 1, 3 e 11) - Na TV, Lula errou preços do cimento e do arroz, enquanto Alckmin escorregou ao falar de taxa de juros. (pág. 1, 3 e 8) - O presidente da Câmara, Aldo Rebelo, pediu na TV votos para o deputado sanguessuga Carlos Nader (PL-RJ). (pág. 1 e 4) - O procurador-geral da República pediu ao STF abertura de mais 27 inquéritos contra deputados sanguessugas. (pág. 1 e 10) - Pesquisa do Dieese mostra que 95,6% das negociações salariais do primeiro semestre conseguiram reajuste igual ou maior do que o INPC. Para o resultado, o melhor no período desde 1996, colaboraram a queda da inflação e a expectativa de crescimento. (pág. 1 e 25) - O Ministério Público de São Paulo recorrerá ao Supremo Tribunal Federal para defender a constitucionalidade do RDD, o regime disciplinar especial para presos perigosos. O RDD foi considerado inconstitucional pelo Tribunal de Justiça de São Paulo. (pág. 1 e 15) GAZETA MERCANTIL - País chega ao limite no corte de investimentos - O crescimento sustentado da economia brasileira depende mais de investimentos do que a expansão de países latino-americanos como o Chile. A conclusão é do estudo "Efeitos do investimento público sobre o produto e a produtividade: uma análise empírica", do economista José Oswaldo Cândido, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Segundo ele, o Brasil chegou ao limite máximo no corte desses investimentos. Outra pesquisa, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revela que os estados e municípios brasileiros reduziram à metade os gastos com infra- estrutura. O peso das atividades econômicas - rubrica que engloba esses gastos - caiu de 12% em 1999 para 6% em 2002 do total dos desembolsos nos estados e, no mesmo período, diminuiu de 9% para 4% nos municípios. Segundo Cândido, em economias emergentes, em especial a brasileira, o aporte público em infra-estrutura é fundamental. "O setor privado só investirá em projetos que garantam sua rentabilidade. Dessa forma, não é possível esperar que a Parceria Público-Privada (PPP) resolva a questão. É preciso haver complementaridade", diz. O estudo do Ipea compara o reflexo que as alocações geraram nas economias chilena, argentina e brasileira entre 1970 e 2000. Na média das três economias, o volume empregado foi reduzido em 50%. (pág. 1 e A-4) - A conta de transações correntes - que inclui todas as operações do Brasil com o exterior, incluindo balança comercial e de serviços - registrou superávit de US$ 3,043 bilhões no mês passado, o melhor resultado mensal da série histórica iniciada em 1947. O fim da greve dos auditores fiscais da Receita Federal teve peso decisivo no desempenho positivo do comércio internacional. Também contribuiu para o resultado a desaceleração das remessas de lucros e dividendos ao exterior. De janeiro a julho, o saldo positivo do balanço de pagamentos é de US$ 6,13 bilhões. No mesmo período do ano passado, foi de US$ 7,82 bilhões. O principal responsável pelo superávit na conta do Brasil com o exterior foi o comércio. No mês passado, a balança comercial contribuiu de maneira positiva com US$ 5,637 bilhões e as transferências, com outros US$ 334 milhões. Já a conta de serviços e rendas apresentou déficit de US$ 2,927 bilhões. (pág. 1 e A-5) - O ministro Guido Mantega reafirmou ontem a este jornal que as medidas de incentivo à redução do spread bancário serão basicamente decididas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Se for o caso, uma MP terá itens complementares ao pacote. (pág. 1 e B-1) - O governo federal arrecadou com impostos e contribuições a cifra de R$ 33,844 bilhões em julho, um aumento real de 4,37% frente ao valor recolhido no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados ontem pela Receita Federal. O valor representa um recorde histórico para um mês de julho. (pág. 1 e A-5) - A Petrobras arrematou 34 blocos para explorar petróleo no Golfo do México e ficou com o maior número de áreas. A estatal pagará US$ 45,5 milhões pelas concessões que, no total, somaram US$ 462 milhões. (pág. 1 e C-2) - Brasil, Estados Unidos, Argentina e Paraguai podem fechar parceria para abertura conjunta do mercado mundial de soja. A expectativa é aumentar o consumo do grão e seus subprodutos para que os exportadores não tenham de disputar mercado por meio de preços menores. (pág. 1 e B-12) - Um conjunto de boas notícias, como a manutenção do cessar-fogo no Líbano e o bom nível dos estoques dos Estados Unidos, ajudou o preço do petróleo a se manter em queda. O barril WTI fechou a US$ 70,06 e o Brent, a US$ 71,58. (pág. 1 e C-2) - A expectativa de que a pecuária está encerrando o seu ciclo de baixa e iniciando outro, de forte recuperação de preços e de capacidade de oferta de carne de qualidade, predomina no mercado. De forma unânime, pecuaristas, indústrias de produtos veterinários e analistas de mercado apostam no fim do período de vacas magras. (pág. 1 e B-12) - Prejuízos anuais de cerca de R$ 500 milhões devido a desligamentos de redes de transmissão de eletricidade, provocados na maioria por raios, serão minimizados com um sistema desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que pode detectar em tempo real as causas da queda de energia. (pág. 1 e C-2) - As vendas de carros e comerciais leves flex-fuel (bicombustível) atingiram ontem a marca de 2 milhões de unidades vendidas no Brasil. Segundo a associação das montadoras no Brasil, Anfavea, 77% das vendas nacionais embutem agora a tecnologia que permite o uso do álcool e gasolina. Em 2003, quando surgiu, foram só 48,2 mil unidades. Além de dar ao consumidor maior papel de regulador do mercado de combustíveis, o sistema põe o Brasil entre os líderes na produção de combustíveis alternativos. "A cadeia econômica do álcool transformou-se em importante vantagem competitiva", diz Rogelio Golfarb, presidente da Anfavea. (pág. 1 e C-5) - Depois de 66 anos concentrada na produção de telhas e caixas de amianto, a Eternit se prepara para diversificar suas operações, comprando fabricantes de produtos para a construção civil - como pisos, azulejos e tintas - e pequenas mineradoras de cobre, níquel e manganês. A estratégia faz parte do plano da companhia de dobrar de tamanho até 2011. "Mas isso não significa que vamos sair do amianto", disse o presidente da empresa, Élio Martins, após reunião promovida ontem pela Apimec, que marcou a adesão da companhia ao Novo Mercado da Bovespa. Mas a Eternit fará provisionamento para perdas, caso seja condenada em alguma das 130 ações com pedidos de indenização por doenças causadas pelo amianto. (pág. 1 e C-4) CORREIO BRAZILIENSE - Silêncio indecente - A Câmara dos Deputados se recusa a entregar a procuradores do Ministério Público Federal a lista dos 2.266 ocupantes de cargos de natureza especial (CNE) na Casa e o nome de quem o sindicou para o posto. Na edição de ontem, o Correio Braziliense revelou que 149 deputados e 24 ex-parlamentares - incluindo 22 acusados de envolvimento com a máfia dos sanguessugas - empregam 600 afilhados nessas funções. Entre parentes e cabos eleitorais, há casos de fantasmas, gente que recebe até R$ 8,2 mil sem trabalhar. E de "assessores" que, além de estar no cabide federal, ainda embolsaram dinheiro dos sanguessugas. No total, esse pessoal representa despesa extra de R$ 20 milhões por ano aos contribuintes. Em defesa do corporativismo e em flagrante atentado ao princípio da transparência na administração pública, o presidente da Câmara, Aldo Rebelo, silenciou sobre a farra das nomeações. E o pior: amparado em legislação interna, anunciou que só dará informações sobre o caso se forem requisitadas, por meio de ofício, pelo procurador-geral da República. (pág. 1, 2 e 3) - Cresce lista dos parlamentares sanguessugas. (pág. 1, 4 e 5) - Os ganhos do trabalhador em 2006 atingiram os melhores índices dos últimos 10 anos, de acordo com estudo do Dieese. Segundo as estatísticas, 81,9% das negociações salariais fecharam em valores acima da inflação. Tendência deve ser mantida no segundo semestre. (pág. 1 e 15) - Sinal de Alerta - Campanha reduziu mortes no trânsito do DF, mas especialistas advertem: ainda há muito a fazer. (pág. 1, 28 e 29) VALOR ECONÔMICO - Guerra judicial marca campanhas eleitorais - As eleições deste ano deverão bater um recorde de ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O número de representações até agora, quando mal iniciou-se a campanha no horário eleitoral gratuito, é metade daquele registrado em todo o ano eleitoral de 2002. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, já sentiu o gosto do clima de guerra judicial que marca a eleição. O TSE o condenou ontem a pagar multa de R$ 900 mil por propaganda antecipada. Por quatro votos a dois, o tribunal entendeu que o presidente se beneficiou de cartilha distribuída a mais de um milhão de pessoas com realizações de seu governo. Lula poderá recorrer ao TSE ou ao Supremo Tribunal Federal. O maior rigor anunciado pelos ministros do TSE, que não querem deixar passar qualquer resquício de abuso eleitoral, e a perspectiva de uma disputa mais acirrada entre os presidenciáveis explicam o aumento no número de ações judiciais. Para o corregedor-geral eleitoral, ministro César Asfor Rocha, esse aumento se deve à inadequação da lei à reeleição. "Permitiram a reeleição mas não disciplinaram o que o candidato, enquanto no exercício do cargo, pode ou não fazer", explica. O TSE encontrou motivos suficientemente relevantes que o levaram a impugnar duas das oito candidaturas à Presidência, como o atraso no envio da prestação de contas de eleições passadas e ausência de certidões criminais. Em eleições anteriores, o Congresso aprovou anistia a multas eleitorais, o que não ocorreu neste ano. A atuação da Justiça eleitoral aqueceu o mercado dos escritórios de advocacia. O Leite, Tosto e Barros Associados montou, em sua filial de Florianópolis, uma estrutura com sete televisores e rádios e sete profissionais para acompanhar, durante todo o dia, a propaganda eleitoral gratuita. (pág. 1) - Fabricantes de brinquedos da China e do Brasil fecharam um acordo para limitar a participação das importações em cerca de 40% do mercado brasileiro, com vigência até 2010. Essa foi a fatia obtida pelos brinquedos da China no ano passado, quando as importações chegaram a US$ 90 milhões. O compromisso foi assumido pelo setor privado dos dois países ontem à noite, em Pequim, após dois dias de negociações. Assinaram o acordo a Associação Brasileira de Fabricantes de Brinquedos (Abrinq) e a Associação de Brinquedos da China. As negociações foram acompanhadas pelo secretário de Comércio Exterior, Armando Meziat, e pelo vice-ministro de Comércio da China, Gao Huscheng. Um comitê de monitoramento vai revisar o acordo a cada seis meses. O governo chinês já firmou compromissos de restrição voluntária de exportações de têxteis com EUA, União Européia e Brasil. Os chineses resistiam a fechar acordo em outro setor para não abrir precedente a clientes mais importantes. O governo brasileiro conseguiu convencer Pequim de que, por se tratar de um acordo entre o setor privado, não haveria esse problema. O entendimento entre os fabricantes dos dois países ocorre um mês e meio após o fim das salvaguardas que protegeram o mercado brasileiro por dez anos. As regras da OMC não permitiam que o Brasil voltasse a aplicar sobretaxas contra os chineses. De janeiro a julho, as compras de brinquedos da China cresceram 118% em relação a igual período de 2005, mas a maior alta ocorreu no ano passado. (pág. 1) - Ministro Guedes Pinto diz que política agrícola de 'correr atrás do prejuízo'está esgotada. (pág. 1 e B12) - Gasto líquido com juros da dívida externa inicia trajetória de queda. (pág. 1 e C1) - Claudia Safatle - Governo planeja tornar a TR facultativa e permitir taxa prefixada no crédito imobiliário. (pág. 1 e A2) - Armando Castelar - Na política, a livre concorrência levou a um jogo não cooperativo que deu em corrupção. (pág. 1 e A11) - Rogério Schmitt - Reformas foram insuficientes para abrir economia. (pág. 1 e A10) - Maria C. Fernandes - Projeto incorpora pregão eletrônico à lei de licitações. (pág. 1 e A5) - Os controladores da Telemar desistiram da oferta pública de ações da companhia, alegando que se tornou "inviável" neste momento. O grupo, no entanto, manteve a proposta de simplificação de sua estrutura societária, da qual resultará uma única companhia com ação em bolsa - a Oi Participações -, de capital pulverizado. Até agora, a realização da oferta secundária e a reorganização das empresas estavam vinculadas. A separação das duas operações foi bem recebida pelo mercado e as ações da Telemar dispararam ontem. (pág. 1 e B2) - Entidades de produtores de soja dos Estados Unidos, Brasil, Argentina e Paraguai fecharam acordo para tentar defender os preços do produto. A primeira iniciativa será a abertura de novos mercados, como a Índia. (pág. 1 e B11) - Empresários ligados à Fiesp e ao Ciesp - Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo - fecharam um acordo para apresentar o nome do atual presidente da Fiesp, Paulo Skaf, como candidato único à presidência das entidades em agosto do próximo ano, encerrando a divisão surgida na eleição de 2004, que levou Cláudio Vaz ao comando do Ciesp. As negociações foram conduzidas com o beneplácito do ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan. Para acomodar os interesses dos dois lados, Skaf reformulou o estatuto da federação, ampliou o número de cargos de diretoria e também o mandato do próximo presidente, de três para quatro anos. (pág. 1 e A4) - Um programa pioneiro no Paraná faz crescer o volume de áreas verdes preservadas no Estado. Proprietários de florestas particulares recebem de 10% a 80% da receita que o governo paga aos municípios no chamado ICMS ecológico. Dez Estados transferem o imposto ambiental a municípios que têm áreas verdes, mas o Paraná é o único que "compensa" os proprietários. No ano passado, sete propriedades receberam o total de R$ 252 mil. O governo paranaense estima chegar a 42 propriedades até o fim do ano. A receptividade ao programa, porém, não é unânime. Em São Pedro do Ivaí, a Reserva Barbacena usou os recursos para a manutenção de uma área de 554 hectares e desenvolveu um trabalho de educação ambiental com a comunidade. Já em Lunardelli, os proprietários estão insatisfeitos, porque os valores são obrigatoriamente destinados à preservação da mata. Há, também, resistência das prefeituras, que não querem repartir a receita do ICMS verde. Em Lunardelli, o imposto chega a 40% das transferências. (pág. 1 e A12) - O primeiro leilão de linhas de transmissão de 2006, que será realizado hoje na Bolsa do Rio, atraiu 27 companhias, nacionais e estrangeiras. São 2,2 mil km de linhas e três subestações, avaliadas em R$ 1,1 bilhão. (pág. 1 e B8) ESTADO DE MINAS - Acordos salariais são os melhores em dez anos - Balanço divulgado ontem pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos (Dieese) mostra que, no primeiro semestre deste ano, foram feitos os melhores acordos salariais - para o período - desde 1996, quando os dados começaram a ser analisados. Entre janeiro e junho, os trabalhadores conseguiram recompor perdas para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), ou obtiveram ganho real em 96% das negociações. A inflação baixa e o crescimento econômico ajudaram nos resultados. As categorias com data-base em junho negociaram reajustes com INPC de 2,75%, dos 12 meses anteriores: até janeiro, a taxa anualizada havia sido de 5%. (pág. 1 e 14) - O presidente Lula revelou ontem, em Rio Grande (RS), que irá só a debate que lhe interessar: " Depois de participar de debates em quatro eleições, posso decidir se vou ou não vou". O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) criticou as alianças do PT, que incluem partidos envolvidos com denúncias de corrupção. (pág. 1, 5 e 6) - Senado reage a pizza para sanguessuga. (pág. 1, 2 e 3) - O ministro Marco Aurélio Mello, presidente do TSE, reclamou que está havendo propaganda enganosa no horário eleitoral gratuito de rádio e TV. E, em tom de ironia, sugeriu a aplicação do Código de Defesa do Consumidor contra candidatos que prometem o que não podem cumprir. (pág. 1 e 4) OUTROS JORNAIS JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Mais uma fraude acaba em prisões - Um dia após desarticular golpe no comércio exterior, a PF desmontou, ontem, em Pernambuco, fraude de até R$ 1 milhão por mês na Previdência. Dez pessoas foram presas e atendimento ficou comprometido. (Economia 1 e 2) - Pesquisa TV Globo/Ibope manteve, ontem, Mendonça na liderança. PT quer tira Lula e João Paulo do guia de Mendonça. TSE multou Lula em R$ 900 mil. (pág. 1, 3 a 5) - Mais parlamentares denunciados no caso das sanguessugas. (pág. 1 e 5)

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