21/01/2006

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo

Correio Braziliense
Zero Hora
Manchetes
Revistas

JORNAL DO BRASIL

- Eleição 2006 - Lula planta votos na Baixada

- Com a claque organizada pelo prefeito de Nova Iguaçu, presidente anuncia investimento de R$ 100 milhões em hospital da Baixada. (pág. 1 e A3)

* "A minha cara não é a da Zona Sul. É a do povo sofrido deste país. Do retirante nordestino que não esquece os problemas do seu povo". (pág. 1)

- A fila de candidatos à perda do mandato volta a andar. O Conselho de Ética aprovou a cassação do deputado Wanderval Santos. (pág. 1 e A4)

- Quatro anos depois do assassinato do prefeito Celso Daniel, o crime mantém em zona cinzenta uma trama na qual os petistas insistem em não enxergar contradições. (pág. 1 e A10)

- PT de Goiás - Empresa usa registro de presidente do partido. (pág. 1 e A6)

- Volta às aulas - Com dólar baixo, grifes enfeitam cadernos e pastas - A desvalorização da moeda americana amplia o espaço das grifes estrangeiras nas papelarias e livrarias. Fabricantes investem mais no licenciamento de marcas e apostam em figuras de desenho animado para impulsionar as vendas de material escolar. Neste ano, 70% dos cadernos estampam personagens, contra 45% em 2004. Igualmente adotados em canetas, lápis e lapiseiras, Barbie, Hello Kitry, Mickey, Hot Wheels, Batman e Ursinho Pooh compõem a lista dos mais licenciados. Os preços mostram-se 4% superiores em relação a 2005. (pág. 1, A17 e A20)

- Os países amazônicos precisam construir o pacto de defesa da região. (Mauro Santayana, pág. 1 e A2)

- Administradora de empresas, Carolina de Paula Faria dos Santos ambicionava a ascensão profissional. Com duas concorrentes na empresa, decidiu eliminá-las para trilhar o caminho do sucesso. Contratou as mortes. Está presa em Santos, litoral paulista, acusada de assassinar uma das colegas e tentar contra a vida da outra. (pág. 1 e A5)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Conselho de Ética aprova cassação de deputado do PL

- O Conselho de Ética da Câmara aprovou, por 10 votos a 3, a cassação do mandato do deputado Wanderval Santos (PL-SP). Dos 11 processos em andamento que envolvem deputados acusados pelo "mensalão", suposto pagamento do PT a aliados, é o primeiro que o conselho conclui neste ano. O caso segue agora para o plenário, que pode referendar ou mudar o parecer do conselho.

Se a cassação for confirmada, Wanderval ficará inelegível até 2015 e será o terceiro parlamentar a perder o mandato na crise. Roberto Jefferson (PTB-RJ) e José Dirceu (PT-SP) foram os primeiros. Wanderval é apontado como beneficiário de R$ 150 mil do esquema do empresário Marcos Valério, operador de caixa dois do PT. O deputado disse que desconhecia o saque e afirmou que recorrerá da decisão do conselho, o que pode retardar o desfecho do processo em algumas semanas. (pág. 1 e A5)

- Bastou o Banco Central reduzir a atuação no câmbio para que o dólar tivesse ontem desvalorização de 2,15% diante do real, fechando em R$ 2,278 Foi a maior queda da moeda norte-americana em cinco meses. O BC ofertou só US$ 200 milhões em contratos de "swap cambial reverso" (uma espécie de compra de dólares no mercado futuro), metade do que leiloava diariamente. Analisas avaliam que o BC está sem fôlego para impedir a desvalorização do dólar. (pág. 1 e B1)

- Por decisão da 5ª Turma do Tribunal Regional Federal de Brasília, a venda da Vale do Rio Doce, em maio de 1997, vai ter de passar por uma perícia técnica. O objetivo é verifica se o patrimônio da empresa foi subestimado no processo de avaliação que antecedeu seu leilão. A privatização da Vale foi uma as principais da gestão Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Na época, consórcio liderado pela CSN obteve 41,73% das ações da empresa por R$ 3,338 bilhões. (pág. 1 e B6)

- Leia "Fraudes na Zona Franca", sobre investigação da Receita; "Mudança no ensino", acerca de ciclo de 9 anos; e "Conforto acintoso", sobre visita de ministro ao Rio. (Editoriais, pág. 1 e A2)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- BC reduz atuação e dólar despenca

- O Banco Central provocou ontem nova e significativa queda na cotação do dólar, ao reduzir pela metade, em US$ 200 milhões, a oferta dos chamados contratos de swap cambial. Trata-se de uma operação em que o C compra dólar no mercado futuro, mas acaba interferindo na cotação no mercado à vista. A moeda fechou em baixa de 2,15%, cotada a R$ 2,278. A desvalorização só não foi maior por causa da disparada do preço do petróleo no exterior.

Como o Banco Central já anunciou que vai repetir na segunda-feira a oferta de US$ 200 milhões em swap, a expectativa entre os operadores é de que o dólar continuará em baixa, especialmente se o petróleo deixar de subir. Economistas do governo não quiseram comentar a redução da oferta de contratos pelo BC; operadores do mercado financeiro acreditam que o objetivo do banco é permitir que o dólar caia mais, para intensificar o controle da inflação e, dessa forma, reduzir mais os juros. Exportadores, principais prejudicados pela valorização do real, já manifestam preocupação com o comportamento do Banco Central. (pág. 1 e B1)

- O prefeito de São Paulo, José Serra (PSDB), teria hoje 45% dos votos num segundo turno contra o presidente Lula (PT), que receberia 42%, segundo pesquisa do Ibope, o que configura empate técnico. A pesquisa foi encomendada pela Editora Três e publicada pela revista "Isto É" desta semana, mas só com os resultados do primeiro turno. A editora havia negado ter encomendado levantamento sobre o segundo turno; ela incluiu na pesquisa várias perguntas de interesse específico do pré-candidato do PMDB, Anthony Garotinho. (pág. 1 e A10)

- Em ato que reuniu 10 mil pessoas em Queimados, no Rio, o presidente Lula atacou, sem citar nominalmente, os prefeitos de São Paulo e Rio, José Serra (PSDB) e César Maia (PFL), o secretário de Governo do Rio, Anthony Garotinho (PMDB) e a governadora Rosinha Garotinho (PMDB). Disse que vários programas federais não avançaram mais por falta de colaboração das duas prefeituras e do governo do Rio. (pág. 1 e A4)

- Conselho quer cassar Wanderval - Por 10 votos a 3, Conselho de Ética aprovou relatório que pede cassação do deputado do PL-SP. (pág. 1 e A12)

- As últimas dos tres hermanos - A reunião dos tres hermanos evidenciou, mais uma vez, o protagonismo do presidente Hugo Chávez. Diante da passividade de Lula, o presidente venezuelano ocupou a frente do palco. (pág. 1 e A3)

- Os Estados Unidos estão sepultando a polêmica sobre o suposto acordo comercial com o Uruguai: funcionários da administração Bush e do Congresso diplomaticamente dizem que não há interesse em tal acordo no momento, porque outros tratados, prioritários, estão sendo discutidos. (pág. 1 e B4)

O GLOBO

- Assaltos cresceram no Rio mas polícia prendeu menos

- Um balanço anual dos números da criminalidade medidos pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), do governo do estado do Rio, revela que em 205 houve crescimento de seqüestros relâmpago (197%), assaltos a ônibus (43,7%) e a transeuntes (62%), mas diminuiu 23,6% o número de presos pela polícia. Ano passado, a polícia prendeu 16.363 pessoas, contra 21.410 no ano anterior, o que poderia indica que houve menos crimes em 2005. Os mesmos dados do ISP, porém, revelam que, dos dez tipos de crimes monitorados pela Secretaria de Segurança, cinco tiveram crescimento. (pág. 1 e 15)

- Em clima de campanha, o presidente Lula prometeu, em palanque erguido diante do esqueleto de um hospital abandonado há 14 anos em Queimados, a liberação de R$ 40 milhões para a obra. Até agora, só foi liberado R$ 1,5 milhão; o restante está no Orçamento de 2006, que ainda não foi votado. O presidente foi recebido por milhares de pessoas transportadas em ônibus da prefeitura, ao som de "Lula lá". Ele disse que o povo da Baixada tem a sua cara, que "não é a da Zona Sul, a da Avenida Paulista". Anunciou que não fará concurso para mata-mosquitos, porque isso beneficiaria os letrados. Hoje, Lula inaugura ponte no Acre. (pág. 1, 3 e 4)

* 'Essa é a minha gente porque essa é a minha cara. A minha cara não é a da Zona, Sul, da Avenida Paulista. É a cara do povo sofrido deste país'.

* 'Este ano é de colheita. Entre fazer (campanha) para eles e para mim, prefiro fazer para nós aqui'.

* 'fazer concurso significa que um mais letrado, que não é mata-mosquito, vai passar no lugar de alguém já mata-mosquito'. (pág. 1)

- Sem citar o nome da governadora Rosinha Garotinho, o presidente Lula criticou o governo estadual por não aceitar parcerias e afirmou que é mentira a acusação de que a União não investe no estado. Em resposta, Rosinha disse que o investimento de R$ 100 milhões anunciado ontem é irrisório. (pág. 1 e 3)

- O preço do barril de petróleo subiu ontem 2,3%, atingindo US$ 68,80 em Nova York por causa de crises na Nigéria e no Irã. Em um mês, a alta já chega a 19%. Com isso, os preços do combustível no Brasil, mais altos, equiparam-se aos níveis mundiais. (pág. 1 e 17)

- A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara aprovou projeto proibindo que pais apliquem nos filhos qualquer castigo físico - até uma palmada. A medida segue para votação no Senado e, se for aprovada, pais que descumprirem a regra podem ser punidos. (pág. 1 e 9)

CORREIO BRAZILIENSE

- Será que ele é?

- Lula ao assume, mas age como candidato à reeleição. Ontem, fez até comício na Baixada Fluminense. E disse ter a cara do povo sofrido. (pág. 1, 3 e 4)

- O peso dos impostos na economia brasileira deve superar a marca de 37,3% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo especialistas ouvidos pelo "Correio". É a maior caga tributária da América Latina, só comparável à de países desenvolvidos. (pág. 1 e 13)

- Recomendação para que o mandato de Wanderval Santos (PL-SP) seja cassado foi aprovada no Conselho de Ética por 10 votos a três. Um assessor dele sacou R$ 150 mil das contas de Marcos Valério. (pág. 1 e 2)

- Terra e sangue - Dez índios ficam feridos em conflito por reserva no Espírito Santo. (pág. 1 e 10)

- Moeda forte - Índice Big Mac mostra que o real dobrou de valor em relação ao dólar. (pág. 1 e 17)

- Oportunidade - Fiocruz oferece mil vagas, cinco para o DF. Salário é de até R$ 3,7 mil. (pág. 15)

- Dia de fúria no Paranoá... (pág. 1 e 26)