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21/02/2006
JORNAL DO BRASIL - Receita arrecada mais, bancos estatais faturam alto - Dinheiro transborda do cofre - O governo atingiu a maior arrecadação de impostos em janeiro. Um total de R$ 33,8 bilhões abasteceu o caixa do Tesouro. (pág. 1 e 17) - Banco do Brasil e Caixa, ambas instituições financeiras, fecham 2005 com lucro recorde, a exemplo dos bancos privados. (pág. 1 e A19) - O ministro Luiz Furlan e o presidente do BNDES, Guido Mantega, fazem coro e bradam contra o baixo valor do dólar (pág. 1 e A20) - Ministério da Agricultura confirma seis novos focos de febre aftosa em rebanhos de fazendas de quatro municípios do Paraná. (pág. 1 e A20) - Falta repatriar as somas desviadas por Maluf, que continuam no exílio graças à incompetência dos organismos encarregados de trazê-las de volta. (Augusto Nunes, Coisas da Política, pág. 1 e A2) FOLHA DE SÃO PAULO - PF deve indicar diretores do Rural - A Polícia Federal deve indiciar diretores e executivos do Banco Rural, acusados de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. A acusação se baseia em remessas ilegais que empresas estrangeiras supostamente vinculadas ao Rural fizeram para o publicitário Duda Mendonça no exterior. Segundo admitiu à CPI dos Correios, Duda recebeu ao todo R$ 10,5 milhões em Miami. Desses, R$ 1,7 milhão veio de uma conta pertencente a uma "offshore" nas ilhas Cayman. O Rural fez parte do esquema de Marcos Valério para pagar o "mensalão". A CPI dos Correios apura o envio de verba do valerioduto para "offshore" no Panamá por meio de empresa cuja maior acionista é a presidente do Rural, Kátia Rabello. O Rural nega irregularidades. Alega que a lavagem se dá na origem dos recursos, não na saída. Segundo o Rural, dos valores depositados no banco por empresas de Valério nos últimos cinco anos, só R$ 180 mil foram em espécie. O resto, R$ 250 milhões, teria vindo de outros bancos. (pág. 1 e A4) * A PF abriu inquérito para investigar a suposta participação de 18 bancos em operações irregulares com doleiros. (pág. 1 e B3) - Em mais uma medida do "pacote de bondades" para estimular sua popularidade, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu amplia o programa Farmácia Popular. O governo pretende gastar R$ 72 milhões com a iniciativa. A idéia é criar, a partir de março e até o final do ano, 2.000 balcões do programa - no qual os remédios, produzidos principalmente por laboratórios oficiais, custam mais barato para o consumidor - em convênios com grandes redes de drogarias. (pág. 1 e A7) - O Banco do Brasil e a Caixa Econômica Federal alcançaram em 2005 os maiores lucros da história. Impulsionado pelas receitas com a cobrança de juros e de tarifas, o BB lucrou R$ 4,154 bilhões, 37,4% a mais que em 2004. Já a CEF teve ganhos de R$ 2,07 bilhões, um crescimento de 46% na comparação com o ano anterior. Com os resultados, as duas instituições vão repassar à União R$ 1,817 bilhão ao todo. Só do BB, o Tesouro Nacional receberá R$ 1,080 bilhão. O dinheiro deve ser usado para abater a dívida pública. (pág. 1 e B1) - O Ministério da Agricultura confirmou a existência de seis novos focos de febre aftosa no Paraná. Eles atingem um rebanho de cerca de 4.500 animais, que terão de ser sacrificados. Suspeita-se que a aftosa tenha chegado via Mato Grosso do Sul, onde foram detectados 33 focos desde 2005. A doença provocou o embargo de 56 países às carnes brasileiras. Os atuais focos, diz o ministério, estão em fazendas que já haviam sido interditadas; desde novembro não há novos locais suspeitos no Paraná. (pág. 1 e B12) - Leia "Sem trabalho nem escola", sobre políticas para jovens; "Recuperação japonesa", acerca de crescimento acima do esperado; e "Mais perto" sobre gripe aviária. (Editoriais, pág. 1 e A2) - O prefeito José Serra (PSDB) vai recadastrar todos os estabelecimentos comerciais de São Paulo. O objetivo é regularizar a situação de quem puder se legalizar e agilizar o fechamento do comércio ilegal. O comerciante em situação irregular terá 18 meses para legalizar o negócio. Nesse período ele não será multado se provar que está se regularizando. Multas pela ilegalidade não terão anistia, mas a prefeitura estuda parcelar o pagamento. Levantamento preliminar nas subprefeituras de Pirituba e Freguesia do Ó mostrou que até 60% dos imóveis comerciais não têm alvará. (pág. 1 e C3) O ESTADO DE SÃO PAULO - Preço do álcool não pára de subir e alarma o governo - O preço do álcool hidratado voltou a acelerar e subiu 1% na semana passada, em sua quarta alta consecutiva, apesar do acordo entre governo e usineiros para deter o encarecimento do produto. Segundo a pesquisa semanal da Agência Nacional do Petróleo (ANP), o litro desse tipo de álcool estava custando, em média, R$ 1,765 na última semana. O aumento desde junho já chega a 41%. No caso do álcool anidro, que é misturado à gasolina, a cotação média na semana passada era de R$ 1,0727, de acordo com o Centro de Pesquisa Econômica Aplicada da USP - pelo acordo com o governo, o máximo seria de R$ 1,05. Irritada com a elevação dos preços, a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, chamou integrantes do setor sucroalcooleiro para uma conversa no Palácio do Planalto, ontem. Os representantes dos usineiros saíram sem dar declarações; da parte do governo, o ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse que foi cobrado respeito ao acordo. (pág. 1 e B1) - O Banco do Brasil (BB) registrou em 2005 lucro líquido de R$ 4,154 bilhões, o maior de sua história. O crescimento foi de 37,4%. O BB vai distribuir aos acionistas R$ 1,498 bi sob a forma de juros sobre o capital. A Caixa Econômica Federal também teve lucro recorde: R$ 2,07 bi, aumento de 46%. O destaque foram os empréstimos para pessoas jurídicas, que quase dobraram. (pág. 1 e B6) - Integrantes do PSDB já começam a pensar em adiar a escolha do candidato do partido à Presidência, preocupados com a disputa entre o governador Geraldo Alckmin e o prefeito José Serra. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso lembrou ontem que a convenção que oficializará a escolha do candidato acontecerá só em junho - até o fim da semana passada, era voz corrente no partido que o nome seria anunciado após o carnaval. (pág. 1 e A4) - Os dados obtidos pela Polícia Federal com a quebra do sigilo fiscal e telefônico do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo apontam que ele cobrava 'pedágio' de prestadoras de serviços da estatal. Parte do dinheiro financiava campanhas. (pág. 1 e A7) - O custo da demagogia - A licitação da Transpetro para construção de navios petroleiros mostra que o soerguimento de uma indústria que perdeu competitividade não se faz só com a criação de reserva de mercado. (pág. 1 e A3) - As exportações intensificaram a perda de fôlego este mês, com aumento de apenas 4,1% na média diária de embarque, ante fevereiro de 2005. O superávit nas três primeiras semanas é de US$ 1,605 bilhão. As importações cresceram 17,5%. (pág. 1 e B4) - Educação e emprego - A vida está dura para quem se educou e tem de disputar uma vaga. (José Pastore, pág. 1 e B2) - Seis casos de aftosa foram confirmados pelo Ministério da Agricultura ontem no Paraná, em fazendas já interditadas pelo serviço veterinário estadual. O ministério autorizou o sacrifício dos 4.500 animais dessas propriedades. (pág. 1 e B5) O GLOBO - Governo vai reduzir mistura do álcool à gasolina - Incapaz de fazer valer o acordo firmado há pouco mais um mês para reduzir os preços do álcool e temendo o desabastecimento do produto no mercado interno, o governo voltou a se reunir ontem com os usineiros e decidiu reduzir a mistura de álcool anidro à gasolina de 25% para 20%. A medida, informa Míriam Leitão, vai reduzir o consumo interno de 1,2 bilhão a 1,5 bilhão de litros em um ano. O governo também vai baixar a tarifa de importação do produto. Pelo acordo fechado em janeiro, o litro do álcool estava limitado a R$ 1,05 no atacado. Com a alta do açúcar no mercado externo, o litro, no Rio, já chega a R$ 2. (pág. 1 e 23) - Em ano eleitoral, Lula quer remédio mais barato na rede privada. (pág. 1 e 3) - O Banco do Brasil e a Caixa Economia Federal registraram lucros recordes em 2005 puxados por operações de crédito, principalmente empréstimos com desconto em folha de pagamento. O BB lucrou R$ 4,154 bilhões - 37,4% a mais do que em 2004. Já na Caixa, o lucro subiu 46%, chegando a R$ 2.073 bilhões. No BB, as operações de crédito consignado (desconto em folha e praticamente sem risco de calote) cresceram 157,9%, somando R$ 3,810 bilhões. Na CEF, foram R$ 5,5 bilhões (59,4% a mais), incluindo as carteiras dos bancos BMG e BMB, compradas no ano passado. (pág. 1, 19 e 20) - Atendendo a pedido da Polícia Federal, a Justiça autorizou a quebra dos sigilos fiscal e telefônico do ex-diretor de Furnas Dimas Toledo, apontado como suposto operador do caixa dois de PSDB e outros partidos em 2002. A PF também investiga negócios entre a estatal e os filhos dele. (pág. 1 e 9) - Mais de 31 mil pessoas estão desabrigadas devido à cheia do rio Acre e podem receber ajuda do governo federal. A previsão é de que o rio suba mais. (pág. 1 e 10) - Cota para todos - Mais da metade dos estados brasileiros - 14, além do Distrito Federal - já têm universidades públicas que adotaram o sistema de cotas. Algumas se adaptaram à realidade regional, como a Universidade Estadual do Amazonas, que reserva 50% das vagas para alunos do interior. Já a Federal de Alagoas criou subcota para mulheres negras. (pág. 1) - Prefeitura cria polêmica ao restringir incentivo fiscal só para projetos sobre vinda da Corte portuguesa ao Brasil. (pág. 1, Segundo caderno) CORREIO BRAZILIENSE - Agora, alvo são os supersalários - A briga para acabar com o nepotismo - o emprego de parentes sem concurso - mal terminou e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) já prepara nova cruzada pela moralização do Judiciário. Desta vez, a luta é pelo fim dos supersalários. Norma constitucional estabelece que, no serviço público, ninguém pode ganhar mais do que os R$ 24,5 mil recebidos por ministros do Supremo. Mas, amparados em leis estaduais, juízes e desembargadores driblam a Constituição e embolsam remuneração bem acima do teto salarial. (pág. 1 e 7) Medicina do voto - Lula, enfim, encontra jeito de cumprir a promessa da farmácia popular. Medicamentos de baixo custo serão vendidos em drogarias da rede privada. (pág. 1 e 2) - Carnaval antecipado - Falta de acordo sobre medida provisória tranca pauta e atrasa trabalhos na Câmara. Com isso, deputados só devem votar algum projeto na casa depois da festa. (pág. 1 e 6) - Governo tenta combater novos aumentos do álcool. (pág. 1 e 15) - O Ministério da Fazenda prepara um pacote de incentivos tributários a patrões e empregados domésticos. Estão em estudo duas alternativas: permitir que o empregador deduza de sua declaração anual de Imposto de Renda (IR) os gastos com a contribuição previdenciária dos trabalhadores ou reduzir a alíquota, hoje em 12%. O objetivo é incentivar a formalização. Dos 1,7 milhão de trabalhadores domésticos, 73% trabalham sem carteira assinada. (pág. 1 e 14) - O relator do Orçamento 2006, deputado Carlito Merss (PT-SC), afirmou ontem que o texto final a ser votado amanhã pela comissão mista deverá prever gasto de R$ 5 bilhões para custear os aumentos salariais e criar planos de carreira dos servidores do Executivo. A equipe econômica ainda resiste à inclusão do gasto extra mas os parlamentares insistem que o crescimento da arrecadação federal irá cobrir as despesas. (pág. 1 e 19) - Desenvolvimento abre concurso para 200 vagas. (pág. 1 e 19) - Mascarados - Crise política vai dar o tom da folia na capital federal. (pág. 1 e 58) ZERO HORA - FH admite prévia no PSDB para decidir entre Serra e Alckmin - Diante do impasse na escolha do candidato tucano à sucessão presidencial, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso admitiu ontem a possibilidade de o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o prefeito da capital paulista, José Serra, disputarem uma prévia. O recurso seria utilizado se a cúpula do partido não conseguir convencer Alckmin a renunciar em favor de Serra. (pág. 6) - Apesar de a gasolina não estar entre as mais caras do Estado em Santa Maria - segundo a Agência Nacional do Petróleo (ANP), o litro custa, em média, R$ 2,698 -, para a CPI dos Combustíveis da Assembléia Legislativa o preço deveria ser ainda menor.
Essa foi a principal conclusão da comissão após a audiência pública de ontem à tarde na Câmara de Vereadores do município. Segundo os deputados, a gasolina deveria custar, no mínimo, R$ 0,09 a menos. (pág. 9) Um laudo da Polícia Civil do Distrito Federal confirmou ser falsa a assinatura de Tarso Genro em representação que pediu a cassação do deputado Onyx Lorenzoni (PFL). A perícia que atesta a falsificação no documento foi enviada ontem ao Conselho de Ética da Câmara. A representação havia sido remetida ao órgão quando o ex-ministro da Educação ainda era o presidente nacional do PT, em 2005. (pág. 15) - Depois de quatro meses de investigação, o Ministério da Agricultura confirmou ontem seis focos de aftosa no Paraná. Para os exportadores de carnes, a demora no anúncio pode manchar a imagem do Brasil no mercado internacional. Pelo menos 4,5 mil bovinos estão doentes. Os animais contaminados estão em propriedades dos municípios de Bela Vista do Paraíso, Grandes Rios, Maringá e Loanda. As áreas estavam interditadas desde outubro, quando surgiu a suspeita da doença. (pág. 26) MANCHETES GAZETA MERCANTIL (SP) - Governo anuncia novos focos de aftosa no PR VALOR ECONÔMICO (SP) - Receita cobra R$ 9 bi e coloca em risco acordo automotivo ESTADO DE MINAS - Metrô aumenta 37,5% em BH

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