 |
| |
|

21/09/2006
JORNAL DO BRASIL - O maior escândalo da história - O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello, atribui uma façanha espantosa ao grupo envolvido na tentativa de compra e venda do "dossiê Freud": a fabricação de um escândalo maior que o Caso Watergate, considerado o mais grave da história por ter precipitado em 1972 a queda do presidente Richard Nixon. Ontem, Ricardo Berzoini foi afastado do comando da campanha de Lula. (País e Economia A2 a A13 e A19) - Orkut - Menor pedia liberdade de traficante na internet. (Cidade A16) FOLHA DE SÃO PAULO - Cai chefe da campanha de Lula - A crise da compra de dossiê contra políticos do PSDB causou ontem dois grandes desfalques em campanhas petistas e derrubou um diretor do Banco do Brasil. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afastou o presidente nacional do PT, Ricardo Berzoini, da coordenação da campanha presidencial. Um dos principais coordenadores de Aloizio Mercadante na disputa pelo governo paulista, Hamilton Lacerda deixou o cargo após ser citado pela "IstoÉ" como intermediador da entrevista em que os Vedoin acusam José Serra de envolvimento na máfia dos sanguessugas.
Segundo a revista, outros dois petistas, Expedito Afonso Veloso, diretor da área de Gestão de Riscos do BB, e Oswaldo Bargas, ex-secretário de Berzoini, acompanharam a entrevista em Cuiabá. Em depoimento, Valdebran Padilha, preso com Gedimar Passos com R$ 1,7 milhão, confirma a participação de Expedito e relata dois encontros com ele. Gedimar também disse que o diretor do BB lhe entregou dinheiro. A Folha apurou que a Polícia Federal já identificou que parte do valor apreendido foi sacado em agências dos bancos Bradesco, Safra e BankBoston. No Rio, o pefelista Cesar Maia pediu o impeachment de Lula em evento com Geraldo Alckmin. (pág. 1) - Clóvis Rossi - Só em um país de seriedade zero, como o Brasil, o presidente da República pode continuar a pretender ser inocente quando os seus mais graduados assessores têm contas a prestar à polícia e à Justiça.
Com a queda de Ricardo Berzoini, presidente do PT, do cargo de coordenador de campanha, tem-se o seguinte: todos os dois homens que exerceram papel idêntico ou similar nas duas campanhas de Lula caíram por algum tipo de trambique. Antonio Palocci, coordenador do programa de governo na campanha de 2002, por abuso de poder, ao determinar a violação do sigilo bancário de um caseiro.
Agora, cai Berzoini, que mentiu uma e outra vez sobre sua participação no ato ("abominável", segundo o presidente) de negociar o dossiê contra os tucanos. Nem Lula, sempre disposto a afagar os seus, mesmo aqueles que cometem crimes, agüentou o tranco e, mais uma vez, livrou-se do inconveniente para tentar não ser mais prejudicado. A queda de Berzoini atinge o terceiro presidente consecutivo do PT, depois de José Dirceu e José Genoino, todos também baleados pela onda de escândalos em que se especializou o lulo-petismo. (pág. 1) - A Polícia Federal identificou que a maior parte do dinheiro, em reais, que seria usado por integrantes do PT para comprar o dossiê contra o candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, José Serra, foi sacado em agências dos bancos Safra, Bradesco e BankBoston, segundo a Folha apurou. (pág. 1) - O coordenador do programa de TV da campanha de Aloizio Mercadante ao governo do Estado, Hamilton Lacerda, foi afastado ontem do cargo por ter oferecido à revista "IstoÉ" munição contra o PSDB. O redator-chefe da revista, Mário Simas Filho, afirma que Lacerda foi pessoalmente à Redação da "IstoÉ", em pleno feriado de Sete de Setembro, negociar a entrevista em que os Vedoin acusam o tucano José Serra de envolvimento na máfia dos sanguessugas. (pág. 1) - O senador Aloizio Mercadante (PT) subiu cinco pontos nas duas últimas semanas na disputa pelo governo de São Paulo, segundo o mais recente Datafolha, dos dias 18 e 19 de setembro. Ainda assim, se a eleição fosse hoje, o ex-prefeito José Serra (PSDB) venceria no primeiro turno, ficando com 56% dos votos válidos, que não incluem os votos nulos, brancos e os eleitores indecisos. No levantamento desta semana, o petista subiu de 18% para 23% das intenções de voto, enquanto o tucano oscilou um ponto para baixo, ficando agora com 48%. Em terceiro lugar, Orestes Quércia, do PMDB, oscilou de 11% para 9%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou para menos.
A pesquisa foi a primeira a ser realizada depois do caso do dossiê contra Serra e Geraldo Alckmin. Petistas estão envolvidos com a negociação de material que tentaria vincular os tucanos com a máfia dos sanguessugas. Parte desse material foi publicado na revista "IstoÉ" da última sexta-feira, que traz acusações contra Serra. Ontem, Hamilton Lacerda, coordenador de comunicação da campanha de Mercadante, foi afastado do cargo por também estar envolvido no caso. (pág. 1) - Gravação feita por um agente penitenciário flagrou conversa na qual o preso Júlio César Guedes de Moraes, o Julinho Carambola, integrante da cúpula do PCC, confessa que a facção criminosa está por trás dos atentados em São Paulo e que o PCC tem um esquema de corrupção na Secretaria da Administração Penitenciária para conseguir contracheques e endereços de funcionários.
Segundo relatório confidencial da própria secretaria, Julinho Carambola afirmou, na conversa gravada, que esses dados seriam usados para matar agentes fora das prisões. O diálogo foi gravado, sem Julinho Carambola saber, no dia 12 de maio, na Penitenciária 2 de Presidente Venceslau (620 km de SP), horas antes da primeira onda de atentados. (pág. 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - Escândalo derruba chefes de campanhas do PT - Depois de um dia nervoso no Palácio do Planalto, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu afastar o presidente do PT, Ricardo Berzoini, da coordenação de sua campanha à reeleição. Derrubado pelo escândalo do dossiê contra os tucanos, Berzoini será substituído pelo assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. Em reunião iniciada no final da manhã no Palácio da Alvorada, Berzoini apresentou pessoalmente a Lula suas alegações. Ele disse que não sabia que um grupo de petistas tentaria comprar, por R$ 1,75 milhão, material que supostamente envolveria com a máfia das ambulâncias o candidato do PSDB ao governo paulista, José Serra. Argumentou ainda ser prática comum em campanhas eleitorais a compra de informações. A campanha do candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, também teve uma baixa por causa do escândalo: foi afastado o coordenador de comunicação, Hamilton Lacerda, que negociou com a revista "IstoÉ" a divulgação do dossiê. Mercadante disse que não sabia da iniciativa de Lacerda, que era homem de sua confiança e militante histórico do PT. Ao todo, o caso já derrubou cinco petistas graduados. (pág. 1, A4 a A12) - Esopo explica - A trajetória do PT, desde o movimento sindical, mostra que é típico de seus dirigentes recorrer a quais quer meios para destruir adversários, mesmo ao risco de serem atingidos. (pág. 1 e A3) - A Polícia Federal está prestes a desvendar a origem do dinheiro apreendido em poder de petistas que serviria para comprar e divulgar o dossiê. Por meio de uma operação de rastreamento, a PF descobriu que o dinheiro foi levantado, com o conhecimento da cúpula do PT, por meio de um consórcio de empresas, pessoas e partidos aliados. As notas foram retiradas dos Bancos Bradesco, Safra e BankBoston. A PF e o Ministério Público vão intimar os petistas Osvaldo Bargas, Jorge Lorenzetti e Expedito Afonso Veloso, suspeitos de terem executado plano. - O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso chamou de "gravíssima" a denúncia de interferência do governo e do PT para montar o dossiê. FHC disse que o presidente Lula terá de provar sua inocência. "Eu não posso acreditar que o presidente do meu país seja tão ingênuo assim", disse. Ele reagiu à acusação de Lula de que a oposição quer melar a eleição. "É o governo que tem de tirar o melaço que tem em cima dele", disse. O candidato Geraldo Alckmin (PSDB) chamou o PT de "sofisticada organização criminosa" e prometeu, se eleito, uma auditoria no governo do PT. (pág. 1 e A12) - Um terceiro petista caiu ontem: Expedido Afonso Veloso foi forçado a pedir afastamento do cargo de diretor de Gestão de Risco do Banco do Brasil, por ter se envolvido diretamente na montagem do dossiê. O banco vai instaurar sindicância para verificar se Veloso feriu normas de conduta e ética; a punição pode ir de advertência a demissão. Além de montar o dossiê, o ex-diretor do banco foi o responsável pelo trabalho de convencimento dos empresários Darci e Luiz Antonio Vedoin, donos da Planam, para dar entrevista à revista IstoÉ, conforme antecipou ontem o "Estado". (pág. 1 e A7) - O senador Demóstenes Torres (PFL-GO), relator do processo contra Magno Malta (PL-ES) no Conselho de Ética do Senado, considerou "inconsistentes e sem credibilidade" os argumentos do deputado Lino Rossi (PP-MT), que depôs como testemunha de defesa de Malta, acusado de envolvimento com a máfia dos sanguessugas. Para Torres, Rossi "é um poço de contradição". Malta é acusado de receber um carro da família Vedoin, dona da Planam. A votação do parecer contra o senador Ney Suassuna (PMDB-PB) adiada por falta de quorum. (pág. 1 e A18) - Quase dez dias depois de o governo ter anunciado incentivos à habitação, os bancos ainda não oferecem financiamentos para a casa própria sem a correção do valor da prestação pela Taxa Referencial (TR). Também a redução de IPI para materiais de acabamento ainda não foi autorizada. (pág. 1 e B1) - Trabalho - País tem 25 mil escravos, diz OIT - Pará lidera número de casos, segundo relatório da Organização Internacional do Trabalho. (pág. 1 e A19) - Recém-reeleito para um mandato de mais quatro anos, o reitor da Universidade Federal de Bahia (UFBA), Naomar Monteiro de Almeida Filho, quer que o vestibular deste ano seja o último. E anuncia também um ciclo básico de três anos, que será o mesmo para todos, de Medicina a Música. (pág. 1 e A25) O GLOBO - Escândalo do dossiê derruba Berzoini da campanha de Lula - Envolvido no escândalo da compra do dossiê contra candidatos do PSDB, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, foi destituído da coordenação da campanha do presidente Lula à reeleição. Foi substituído por Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência para assuntos internacionais. De manhã, o presidente passou quatro horas com ministros e dirigentes petistas, mas as pesquisas encomendadas pelo Planalto ainda não apontavam que o escândalo estivesse afetando a campanha de Lula, o que só foi verificado no final da tarde. A nota em que comunicou o afastamento de Berzoini, divulgada à noite, contém elogios de Lula ao "importante trabalho desempenhado nos últimos meses" pelo petista na consolidação de sua candidatura. Berzoini é pressionado a deixar também a presidência do PT, que assumiu há um ano, depois que o escândalo do mensalão derrubou José Genoino. O secretário-geral do partido, Raul Pont, disse que a responsabilidade pela compra do dossiê é "da mesma turma de sempre". Hamilton Lacerda, coordenador de campanha de Aloizio Mercadante, também foi afastado. O diretor do BB Expedido Afonso Veloso, envolvido no escândalo, pediu afastamento. (pág. 1, 3 a 18, Miríam Leitão, Tereza Cruvinel, Merval Pereira e Cartas dos Leitores) - O dinheiro apreendido com os petistas Valdebran Padilha e Gedimar Passos foi sacado em agências bancárias no Rio e em Duque de Caxias de três bancos: Bradesco, Safra e BankBoston. A PF suspeita que as contas estejam em nome de laranjas. (pág. 1 e 13) - Duas ONGs ligadas ao petista Jorge Lorenzetti, um dos operadores do dossiê contra os tucanos, receberam juntas, durante o governo Lula, R$ 33,5 milhões em verbas federais. O PFL quer criar CPI no Congresso para apurar favorecimento. (pág. 1, 5 e 8) - A CPI dos Sanguessugas vai apurar um elo entre dois escândalos: pedirá à CPI dos Correios documentos que mostram repasse de R$ 98,5 mil da SMP&B, de Marcos Valério, para a empresa de Freud Godoy, ex-assessor da Presidência da República. Valério foi operador do mensalão. Freud é suspeito de envolvimento com o dossiê contra os tucanos. (pág. 1 e 12) - O TSE derrubou ontem a decisão do TRE do Rio e garantiu ao presidente do Vasco, Eurico Miranda, o direito de concorrer à Câmara dos Deputados. A decisão favorável a Eurico, que responde a oito processos criminais, foi por 4 a 3. (pág. 1 e 20) - Pesquisa Datafolha/TV Globo mostra crescimento da candidatura de Denise Frossard, que foi a 19% das intenções de voto, passando Marcelo Crivella. Sérgio Cabral tem 43%, o que aponta, dentro da margem de erro, para um possível 2° turno. (pág. 1 e 19) - O Orkut - pioneiro site de relacionamento da internet - vem sendo usado para mais uma modalidade de crime: a apologia do furto de sinal de TV por assinatura. O "Globo" localizou pelo menos oito comunidades onde os membros ensinam a burlar o sistema de canais fechados. A fraude é oferecida abertamente, em fóruns de discussão. A pedido do Ministério Público estadual, o Google Inc, que administra o Orkut, retirou do ar a comunidade "Eu sei dirigir bêbado", mostrada pelo "Globo". (pág. 1 e 21) GAZETA MERCANTIL - 38% das exportações são feitas sem margem - O impacto da desvalorização do dólar em relação ao real está cada vez mais claro. O estudo "Desempenho das exportações: até quando vai o crescimento?", divulgado pela Fiesp, mostra que 14 dos 31 setores exportadores, responsáveis por US$ 43,6 bilhões das vendas externas de 2005, ou 37,6% do total, estão exportando sem margem, devido à valorização do real nos últimos dois anos. Apenas sete setores, que representam 28% das exportações de 2005, ou US$ 32,5 bilhões, contam com mercado externo favorável. Outros dez - 34,4% das exportações, ou US$ 39,9 bilhões - enfrentam mercado externo desfavorável, mas ainda obtêm margem suficiente para sustentar as exportações. A avaliação, que inova ao apurar a renda dos exportadores em reais, indica, no entanto, que o aumento da renda obtida em dólares com a exportação de commodities ajudou a manter as receitas dos exportadores, em média, 6,5% acima dos níveis históricos dos seis últimos exercícios. A melhor situação atual é a da indústria de açúcar, com nível de preços 33% superior à média de 2000 a 2006 e aumento de preços de exportação de quase 60% nos últimos dois anos. Mas o desequilíbrio entre os setores faz com que o diretor do departamento de pesquisas e estudos econômicos da Fiesp, Paulo Francini, alerte para o quadro de empobrecimento da pauta de exportações brasileiras. "Apesar dos bons resultados da balança comercial obtidos a despeito da forte valorização cambial, os exportadores que vão bem são de setores de baixa tecnologia, pouco indutores de emprego e crescimento econômico", ressaltou Francini. (pág. 1 e A7) - Se depender da avaliação do presidente do TSE, ministro Marco Aurélio de Mello, o presidente Lula está em apuros. Em entrevista a este jornal, Marco Aurélio se disse perplexo com a quantidade de escândalos que rondam a disputa eleitoral, especialmente o caso do "dossiê" Serra. "Este caso é muito pior" (que Watergate, escândalo em 1974 que derrubou o presidente Nixon, nos EUA), disse ele. Ontem, o presidente Lula decidiu indicar Marco Aurélio Garcia como coordenador de sua campanha, em substituição ao deputado Ricardo Berzoini, atingido pelas denúncias de negociação do suposto dossiê. O mercado financeiro, que vinha olhando com certo distanciamento a mais recente crise política, ontem não resistiu. O resultado foi alta de 0,6% no dólar, a R$ 2,176, piora nas expectativas de juros futuros e queda de 1,92% na Bovespa. O temor é em relação ao enfraquecimento de um segundo mandato de Lula. (pág. 1, A10 e B1) - A Petrobras abriu negociações com os Estados Unidos para exportar álcool, informou ontem o diretor de Abastecimento da companhia, Paulo Roberto Costa, em missão brasileira em Houston, no Texas. Enquanto isso, o petróleo cai. Ontem, WTI fechou o pregão de Nova York bem perto da marca de US$ 60. (pág. 1, A8 e C2) - A Receita Federal arrecadou R$ 30,6 bilhões no mês passado. Descontada a inflação, o valor é 1,84% maior do que o do mesmo mês de 2005 e é recorde para agosto. O crescimento da arrecadação foi influenciado pelos primeiros 15 dias de vigência do chamado Refis 3. (pág. 1 e A4) - A indústria de papel e celulose deverá realizar entre 2007 e 2010 investimento de R$ 20 bilhões em aumento de capacidade, dos quais R$ 11,7 bilhões financiados pelo BNDES, informou o banco. As projeções são para um aumento de 60% na produção de celulose. (pág. 1 e A7) - Os parâmetros mundiais para gestão de recursos de TI e criação de software ganham espaço no Brasil. O País tem 40 projetos ativos para adoção da biblioteca de infra-estrutura de TI (ITIL) e sete empresas de software atingiram o nível máximo da certificação CMMI. (pág. 1 e C1) - Mais um grande setor da economia acaba de informar perdas devido à desvalorização do dólar em relação ao real. Desta vez é a indústria de alimentos que faz o balanço. No acumulado do ano até julho, o setor exportou 16% menos que em igual período de 2005, com apenas 21,5 milhões de toneladas vendidas. (pág. 1) - Pelo segundo ano consecutivo, o campo deverá registrar queda na renda. Segundo dados da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que serão divulgados hoje, o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio projetado para 2006 é de R$ 527,52 bilhões, valor 1,88% inferior ao ano passado. Em 2005, a retração foi de 4,66%, quando o setor obteve renda de R$ 537,63 bilhões. Os números foram projetados a partir do resultado do primeiro semestre deste ano. A pesquisa mostra que o agronegócio foi influenciado pelo desempenho da atividade dentro da porteira - sobretudo a renda negativa na pecuária. (pág. 1 e B12) - O Grupo Montecitrus não assinará acordo com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para encerrar processo por formação de cartel. O presidente da empresa, Cláudio Gilberto Arroyo, argumenta que não combinou preços para a compra de laranja porque só exporta o suco da fruta plantada por ela mesma. A empresa é investigada por suposta combinação de preço de compra. Além dela, Cargill, Citrosucos, Coimbra, Cutrale, Citrovita e a Associação Brasileira de Exportadores de Cítricos (Abecitrus) também estão sendo investigadas. A assinatura de um Termo de Cessação de Compromisso (TCC) foi proposta pela Abecitrus em julho, mas o Cade impôs - pela primeira vez na história - o pagamento de R$ 100 milhões para firmar o acordo. (pág. 1 e A12) - O cultivo de soja transgênica no Brasil vai aumentar em cerca de 15% na próxima safra. Segundo levantamento do setor, cerca de metade da área plantada com o grão - 11 milhões de hectares - utilizará semente geneticamente modificada. O Rio Grande do Sul lidera o plantio. (pág. 1 e B12) - A Caixa Econômica Federal vai aderir ao programa internacional que estabelece critérios sócio ambientais para concessão de empréstimos, conhecido como Princípios do Equador. Será a quinta instituição brasileira a fazer parte da iniciativa, atrás de Bradesco, Itaú, Unibanco e BB. (pág. 1 e B3) - A PST Eletrônica, fabricante de produtos eletrônicos para veículos, investiu R$ 20 milhões para criar a Pósitron Rastreadores, unidade dedicada ao segmento de rastreadores de veículos. Até 2010 a empresa pretende investir R$ 100 milhões para ser líder neste mercado, disputado por cerca de 30 empresas. (pág. 1 e C5) - O grupo português Tiner, há oito anos no Brasil, onde investiu US$ 440 milhões, pretende abrir seu capital aqui. Segundo o presidente António Marques Varela, dentre os emergentes o Brasil é o de maior potencial de crescimento e deve responder por 50% do faturamento da construtora. Hoje chega a 25%. Seus projetos residenciais têm valor de venda de R$ 1,4 bilhão. (pág. 1 e C3) - A HLC Brasil, de capital português, está investindo R$ 1,28 bilhão em sete parques de geração de energia eólica no Ceará e Rio de Janeiro. Os empreendimentos deverão estar concluídos no final do próximo ano e se concentram no Ceará. "O potencial de geração previsto para o Ceará corresponde a 25% do consumo", afirma Armando de Almeida Ferreira, diretor da companhia, para quem o estado tem as melhores condições de vento do Brasil. Das usinas previstas para o Ceará, duas começarão a ser construídas em outubro. (pág. 1 e Caderno B - Gazeta do Brasil) CORREIO BRAZILIENSE - Escândalo derruba chefe da campanha de Lula - O desfecho do dia mais tenso no Palácio do Planalto desde o início da crise aberta pela compra de dossiê contra Serra culminou com a dispensa de Ricardo Berzoini, presidente do PT, do comando da campanha de Lula à reeleição. Em São Paulo, outra baixa entre os petistas: Hamilton Lacerda se afastou da coordenação da campanha de Mercadante ao governo do estado após assumir que fez contato com a "IstoÉ" para a publicação de reportagem acusando Serra de ligações com sanguessugas. Expedito Veloso, outro envolvido no caso, deixou a diretoria de gestão de risco do Banco do Brasil. (pág. 1, 2 e 4) - PT contra-ataca - Lula ameaça reagir a ataques do PSDB com investigação rigorosa de dossiê contra Serra. (pág. 1 e 3) - Vedoin depõe hoje - PF quer saber quem foi que encomendou denúncias ao chefe da máfia dos sanguessugas. (pág. 1 e 6) - Mercado reage mal - Pela primeira vez, Bolsa de Valores cai e dólar sobe influenciados pela atual crise política. (pág. 1 e 16) - Em duas horas e 24 minutos, os candidatos José Roberto Arruda (PFL), Arlete Sampaio (PT), Toninho do PSol e Maria de Lourdes Abadia (PSDB) explicaram no auditório do "Correio Braziliense" por que pretendem governar o Distrito Federal pelos próximos quatro anos. Com a participação de leitores e de autoridades convidadas pelo jornal, os postulantes ao Buriti mantiveram a cordialidade, mas explicitaram as diferenças políticas. Arruda, líder nas pesquisas, procurou não revidar os ataques dos adversários e manteve a linha propositiva. Abadia denunciou as "armações" dentro do próprio governo para prejudicar sua candidatura. Arlete condenou os petistas envolvidos no escândalo do dossiê contra os tucanos. E Toninho do PSol comprometeu-se a defender servidores públicos e professores. O "Correio" publica a íntegra do debate em edição especial de 12 páginas. (pág. 1) VALOR ECONÔMICO - BNDES muda prioridades e vai dar apoio a inovações - O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) planeja ampliar seu foco de atuação. O modelo tradicional pelo qual se pautou por mais de 50 anos, ancorado em políticas horizontais para setores específicos, já não atende as novas demandas. A intenção é abrir fronteiras para o desenvolvimento industrial do país com uma visão verticalizada de desenvolvimento. O objetivo final é criar e apoiar sistemas produtivos nos quais o Brasil possa liderar em inovação e progresso tecnológico. "Fronteiras de expansão são grandes espaços do aparelho industrial - ou do industrial combinado com o agro e com a mineração - onde podem ser embarcadas numerosas atividades", define o economista Antonio Barros de Castro, diretor de Planejamento do banco. Ele exemplifica com o etanol, setor onde a nova visão está mais avançada. Na "fronteira" do etanol, argumenta, é possível reunir, além da agroindústria, muita mecânica, uma nova química e atividades variadas, como logística, informática e automação. A ampliação do foco de atuação está diretamente relacionada à necessidade de o país encontrar alternativas para transitar rumo ao mundo industrializado sem ser atropelado pela avalanche chinesa, acrescenta Barros de Castro. Ele está convicto de que a emergência da China eliminou a possibilidade de o Brasil retomar seu crescimento como um país de "custo baixo, boa capacidade fabril e alguma capacidade de inovar". "Diante disso, o taxímetro é zerado e você precisa de novo se perguntar o que fazer", diz ele. Na sua avaliação, "ter apenas políticas horizontais frente à China é não levar a sério a realidade". Não é só o Brasil que está buscando um novo rumo, observa. Taiwan, Tailândia, Espanha, Itália e outros países buscam alternativas para sobreviver ao avassalador avanço chinês. (pág. 1 e A3) - O escândalo da compra por petistas de dossiê contra o candidato tucano ao governo paulista, José Serra, mostra seus primeiros efeitos na pesquisa sobre a eleição presidencial feita pelo Ipespe na terça-feira. E já influi na percepção sobre a economia brasileira, principal cabo eleitoral da reeleição. A curva dos que avaliam que a economia brasileira está melhor no governo Luiz Inácio Lula da Silva do que na gestão anterior, que se mantinha ascendente desde o início das pesquisas, em julho, teve sua primeira inflexão. A avaliação de qual dos candidatos tem as melhores propostas também mudou, contra o presidente. Nesta sondagem, 35% dos pesquisados consideraram que os planos de Alckmin são melhores, ante 30% que preferem os de Lula. A pesquisa mostrou ainda um eleitor crítico da política externa. A maior parcela dos entrevistados (31%) defende um endurecimento com o governo da Bolívia, que anunciou a intenção de assumir o controle das duas refinarias da Petrobras. E 45% afirmaram que o Brasil deveria ter maior aproximação com os EUA e países da Europa. (pág. 1 e A16) - Fed mantém juros em 5,25% e espera definição sobre rumo da inflação. (pág. 1 e C2) - O Mercosul é a nova prioridade de Hilson Macedo, fundador e principal dirigente do grupo Nordeste, que atua em 19 Estados, tem 22 mil funcionários e por meio da Nordeste Segurança, Transbank e Norsergel, transporta para bancos 40% do dinheiro em circulação no país. Com uma receita atual da ordem de R$ 600 milhões, Macedo pretende agora entrar para o seleto clube dos empresários que faturam mais de R$ 1 bilhão por ano - e isso em 2010. Ele vê boas oportunidades nos países vizinhos já que a qualidade dos serviços locais seria muito inferior ao padrão brasileiro. Ganhar mercado por lá, aposta, será "moleza". (pág. 1 e B3) - Marta Inês Nassif - Maquiavelismo do grupo hegemônico do PT é tão primitivo que termina em escândalos. (pág. 1 e A10) - Denise Neumann - Desigualdade de renda no país diminuiu, mas a queda equivale a pequeno arranhão. (pág. 1 e A2) - Nos últimos quatro anos, o mundo cresceu de forma extraordinária e o consumo explodiu. Os preços das commodities subiram 60% e os do petróleo, 280%. Mas veremos em 2007 um cenário diferente, que já começou a se esboçar com uma queda dos preços das commodities. A causa básica da mudança é a expectativa de redução do crescimento americano. O governo chinês também se esforça para desaquecer a economia. A dúvida é se teremos só um desaquecimento ou uma recessão. Creio no primeiro. (pág. 1) - Votorantim Celulose e Papel (VCP) pretende se desfazer da sua participação em três fábricas adquiridas em sociedade com o grupo Suzano. As unidades de Embu das Artes, Limeira e Cubatão, todas no Estado de São Paulo, produzem papéis cartões e papéis especiais, produtos que não fazem parte do foco da VCP. Segundo especialistas, os ativos em posse da Votorantim podem valer entre US$ 100 milhões a US$ 150 milhões. A Suzano Papel e Celulose, que divide com a VCP o controle da Ripasa, tem o direito de preferência de compra desses ativos. Mas a Suzano já possui uma posição importante no segmento de papéis cartões, o que dificultaria a aprovação da aquisição pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). (pág. 1 e B6) - Lei Geral amplia a participação do setor de serviços no regime tributário diferenciado, ao incluir novas atividade, e vai beneficiar um maior número de empresas. (pág. 1 e Especial Micro e Pequenas Empresas) - Começou a operar o Banco Carrefour, braço de financiamento ao consumo da rede de varejo francesa. O banco tem 5,7 milhões de cartões e uma carteira de crédito de R$ 1,2 bilhão. (pág. 1 e C1) - A importação brasileira de trigo deve bater recorde e somar 8 milhões de toneladas nesta safra, superando a marca de 1999/2000, que foi de 7,7 milhões de toneladas. (pág. 1 e B12) - O presidente da Argentina, Néstor Kirchner, está em Nova York para tentar recuperar o interesse dos investidores internacionais. O volume de investimentos diretos externos atingiu US$ 4,7 bilhões em 2005, quase 116% acima da média anual no auge da crise. É, porém, um valor ainda distante da média do período 1996-2000. A missão de Kirchner é difícil porque ainda está fresco na memória do mercado que o país impôs uma perda de 75% aos investidores. Mas Kirchner tem seus trunfos: não foi ele quem deu o calote e o país tem apresentado taxas de crescimento exuberantes. (pág. 1 e A13) ESTADO DE MINAS - Escândalo da venda de dossiê atinge a campanha de Lula - A crise provocada pelo escândalo da venda do dossiê contra políticos tucanos atingiu em cheio a campanha à reeleição do presidente Lula. Depois de duas reuniões com Lula no Palácio do Planalto, o presidente do PT, Ricardo Berzoini, foi afastado do comando da campanha, que foi entregue ao assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, 1º vice-presidente do partido. O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, foi sondado para assumir a função, mas recusou. A situação de Berzoini ficou insustentável depois que ele admitiu ter conhecimento da reunião em que seu assessor Oswaldo Bargas ofereceu o dossiê a uma revista, embora tenha garantido não saber do que foi tratado no encontro. O Banco do Brasil informou ontem que foi demitido o diretor de Gestão de Riscos da instituição, Expedito Veloso, acusado de ter elaborado o dossiê. Ele estava de licença trabalhando pela reeleição de Lula. O escândalo também atingiu a campanha do candidato petista ao governo de São Paulo, Aloízio Mercadante, que afastou o coordenador, Hamilton Lacerda, que confessou participação no escândalo. No contra-ataque, Lula mandou emissários à cúpula tucana para alertar que o prolongamento da crise não interessa a nenhum dos dois lados e que PT e PSDB podem sair perdendo. (pág. 1) - Ricardo Berzoini teve de se explicar no Planalto. Marco Aurélio Garcia assume comando nacional. (pág. 1) - A Polícia Federal está próxima de descobrir a origem dos R$ 1,7 milhão que dirigentes petistas usariam para comprar o dossiê. O rastreamento, a partir das fitas que envolvem os maços, mostra que as cédulas foram sacadas nos bancos Bradesco, Safra e BankBoston. (pág. 1) - Oposição vê quadrilha - O candidato tucano Geraldo Alckmin afirmou que o governo do PT montou "sofisticada organização criminosa no Planalto" e que os escândalos não são fatos isolados. PSDB e PFL classificaram o episódio de "promiscuidade entre Lula, o partido e o dinheiro público". (pág. 1) OUTROS JORNAIS JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Lula afasta chefe da sua campanha - Escândalo do dossiê derrubou o presidente do PT, Ricardo Berzoini, do comando da campanha à reeleição de Lula. Homem da comunicação de Mercadante em São Paulo, Hamilton Lacerda também caiu. . PÁGINAS 9 a 13 - Tribunal de justiça sob pressão - Conselho Nacional de Justiça dá 90 dias para o TJPE julgar os processos de seis juízes afastados por irregularidades. (Cidades 1 e 2) - O lado bom da crise da Varig - Com a redistribuição das antigas linhas da Varig, foi aberto o caminho para Pernambuco ganhar rota Recife-Madri. E, ontem, as aeromoças que fizeram ensaio na Playboy estiveram na cidade para autógrafos. (Economia 8) - Em assembléia, ontem, os bancários do Estado decidiram parar hoje, como advertência. Segunda, discutem rumos do movimento. Previdência critica a nova paralisação do INSS, deflagrada ontem. (2ª Capa e Economia 1) - Drogas no Orkut - Jovem de 17 anos foi apreendida por apologia ao tráfico de drogas em uma comunidade do Orkut. (pág. 14)

ATENÇÃO
Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.
|
|