22/06/2006

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JORNAL DO BRASIL

- Acaba a farra dos reajustes

- Tesouro - Justiça Eleitoral considera irregular aumento concedido a 260 mil servidores. (pág. 1 e 3)

- Saúde - Ignorância facilita a transmissão da gripe das aves entre humanos. (pág. 1)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Comprador admite não ter dinheiro para a Varig

Os funcionários representados pelo TGV (Trabalhadores do Grupo Varig) admitiram ontem que ainda não têm os recursos necessários para pagar a primeira parcela de compra da Varig Operações, de US$ 75 milhões, até amanhã. Segundo Márcio Marsillac, coordenador do TGV, os funcionários estão negociando com três possíveis investidores, mas o atraso na homologação da proposta e a deterioração das operações da Varig assustaram os investidores. "Ninguém aqui tem 100% de segurança de que esses recursos estarão à disposição ou serão apresentados por esses investidores até a sexta [amanhã]. Não há certeza disso, é óbvio", disse. Na segunda-feira, o juiz Luiz Roberto Ayoub, da 8ª Vara Empresarial, responsável pelo processo de recuperação da Varig, homologou a proposta de compra da companhia realizada pelos trabalhadores em leilão, no valor de US$ 449 milhões. Eles só poderão assumir de fato o controle da empresa se conseguirem depositar em juízo US$ 75 milhões até amanhã, conforme o previsto no edital (pág. 1) .

- O PFL formalizou ontem seu apoio à candidatura de Geraldo Alckmin (PSDB) na disputa presidencial em um ato pontuado por discursos que chamaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de "ladrão" e seu governo de "corja". Insinuaram que ele abusa de bebidas alcoólicas e que o Palácio do Planalto precisa ser "higienizado". O tucano, entretanto, evitou ataques diretos ao petista. O bombardeio contra o governo Lula começou logo na abertura da convenção nacional do PFL, que aprovou por aclamação a coligação com o PSDB. O presidente do partido, senador Jorge Bornhausen (SC), disse que era preciso impedir que o presidente da República, "conivente com os corruptores, fuja do debate sobre os escândalos e crimes do seu infeliz governo". O pronunciamento de Bornhausen iniciou uma série de duros discursos, que tiveram seu apogeu na fala do senador Antonio Carlos Magalhães (BA) (pág. 1).

- O Senado aprovou ontem o desconto no Imposto de Renda dos gastos com a contribuição previdenciária patronal de até dois empregados domésticos, alterando a medida provisória que limitava o benefício a apenas um empregado. Derrotado na votação, o governo poderá tentar derrubar a alteração na Câmara, para onde o texto retornará. No entanto, o Senado ratificou outra mudança na MP promovida, contra a vontade do Planalto, pelos deputados: a inclusão obrigatória dos empregados domésticos no regime do FGTS, que vai a veto ou sanção presidencial. Editada em março, a MP tem o objetivo de estimular a formalização do emprego doméstico. Calcula-se que, com o desconto oferecido no IR, os empregadores serão estimulados a assinar a carteira de trabalho e, portanto, arcar com as despesas previdenciárias (pág. 1).

- Uma decisão do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sobre o prazo-limite para conceder aumento salarial ao funcionalismo levantou dúvidas sobre a legalidade de reajustes já concedidos e levou o governo federal a adiar a elevação dos vencimentos de 260 mil servidores. Os ministros do TSE examinaram anteontem uma consulta do deputado Átila Lins (PMDB-AM) sobre o momento a partir do qual estão proibidos os aumentos salariais. Responderam que a data-limite foi 4 de abril, 180 dias antes da eleição. Essa data-limite já havia sido fixada pelo próprio TSE em dezembro de 2005 (pág. 1).

- Governo e representantes das emissoras brasileiras de TV definiram ontem o prazo para a implementação da TV digital no Brasil. As partes estimam que em dez anos todo o país estará coberto pela nova tecnologia, a partir da data em que for assinado o decreto definindo o padrão a ser adotado no Brasil. O problema é que, embora o governo já tenha optado pela tecnologia japonesa, o anúncio oficial da decisão terá de esperar entendimento entre os técnicos dos dois países, mas as partes não estão se entendendo. A maior dificuldade tem sido convencer os japoneses a aceitar definir no decreto a quantidade de inovação brasileira que o sistema irá incorporar (pág. 1).

- O crescimento do mercado de trabalho formal desacelerou em maio e a geração de vagas ficou 6,4% abaixo do resultado verificado em maio de 2005. No mês passado foram criados 198.837 postos de trabalho, saldo também inferior (13,5%) ao número de novos empregos registrado em abril deste ano. Na avaliação do ministro Luiz Marinho (Trabalho), o movimento verificado em maio não pode ser visto como tendência para os próximos meses e não representa queda no emprego formal, já que o número de trabalhadores contratados aumentou. Ele adverte, no entanto, que a geração de empregos neste ano não deverá acompanhar o ritmo de crescimento da economia (pág. 1).

- Em cumprimento ao decreto de nacionalização dos hidrocarbonetos, a Petrobras anunciou ontem que deixará de distribuir combustíveis na Bolívia a partir de 1º de julho. Trata-se da primeira grande operação a ser assumida pela empresa estatal boliviana YPFB, que sofre com problemas de falta de dinheiro e de quadros técnicos. A Petrobras Bolívia Distribución (PEBD), que será fechada, é a principal das sete empresas de venda por atacado de combustíveis aos postos de abastecimento e está encarregada de parte do fornecimento às três principais cidades, La Paz, Santa Cruz e Cochabamba, entre outras. Todas as empresas terão de repassar suas operações de venda por atacado à YPFB (Yacimientos Petroliferos Fiscales Bolivianos) (pág. 1).

- A calmaria no cenário internacional permitiu que a Bolsa de Valores de São Paulo subisse 2,72% ontem. Operadores de corretoras afirmaram que os investidores estrangeiros voltaram à ponta de compra. Representando aproximados 40% dos negócios feitos na Bolsa, esse segmento de investidores tem sido decisivo para definir a tendência de cada pregão (pág. 1).

- O novo diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Paulo Vieira da Cunha, tomou posse no cargo ontem apoiando o "aperfeiçoamento do mercado de câmbio" por meio de medidas que podem incluir o fim da cobertura cambial -norma que obriga os exportadores a trazer para o Brasil os dólares obtidos com as vendas externas (pág. 1).

- Treze das 80 praças de pedágio da malha rodoviária sob concessão privada em São Paulo terão redução da tarifa a partir do dia 1º de julho. Em nove delas, a diminuição será de R$ 0,10. Em quatro, de R$ 0,20. Entre as estradas que sofrerão queda na tarifa estão algumas das mais movimentadas, como nos sistemas Anchieta-Imigrantes e Anhangüera-Bandeirantes e na Castello Branco. As demais 67 praças de pedágio sob concessão terão seus valores mantidos, assim como os pontos de cobrança das rodovias gerenciadas pelo governo (pág. 1).

- O Arquivo Geral da Cidade do Rio de Janeiro sofreu, durante o feriado de Corpus Christi, o maior ataque a acervos documentais do país. Depois de passar por sete portas trancadas a cadeado, sem arrombá-las, ladrões furtaram cerca de 2.000 fotografias, cartões-postais, gravuras, coleções inteiras de revistas, livros raros e mapas. A instituição foi criada em 1567 e detém todos os documentos oficiais sobre o Rio. O crime foi descoberto na segunda-feira, quando um visitante solicitou uma foto de Augusto Malta (1864-1957) e ela não foi encontrada (pág. 1).

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Lula enfrenta TSE e garante reajuste

- O governo reagiu ontem contra a manifestação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre os reajustes salariais autorizados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para servidores públicos. O TSE concluiu, anteontem, que a legislação eleitoral só permitia aumentos superiores à inflação até 4 de abril (180 dias antes das eleições). Lula disse acreditar que a própria manifestação do tribunal dá garantia de que a concessão de aumentos não é ilegal. "Não há nenhuma razão para preocupação ou nervosismo", disse.

A Advocacia-Geral da União (AGU) argumenta que a decisão do TSE proíbe apenas um reajuste geral e não atine a Medida Provisória 295, editada em 30 de maio e que concede reajustes salariais com impacto de R$ 1,3 bilhão no Orçamento. No total, 25 categorias do serviço público estão no pacote de R$ 5 bilhões agora contestado pelo TSE. Entre as categorias que ainda esperam pelo aumento estão os policiais federais e os militares. Em encontro com Lula, a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Ellen Gracie, garantiu ontem ao presidente que a decisão não representa empecilho a sua candidatura. A manifestação é importante no caso de a questão ter de ser julgada pelo STF. (pág. 1, A4 e A5)

- Os principais cabos eleitorais do presidente Lula encerraram ontem um encontro nacional em Brasília. São os 1.500 coordenadores dos Centros de Referência de Assistência Social (Cras), órgãos que distribuem os benefícios do Bolsa-Família. Entre eles há eleitores e não-eleitores de Lula, mas todos reconhecem o potencial eleitoral dos benefícios distribuídos por Brasília. "A assistência social envolve antes de tudo uma questão política", explica Maria del Pillar Ferror, que coordena dez Cras em Santos. (pág. 1 e A8)

Frase: "Esta eleição vai ser o grande teste do Bolsa-Família". (Osvaldo Russo, secretário de Assistência Social, pág. 1)

- Cartão amarelo para o candidato - O Tribunal Superior Eleitoral finalmente mostrou ao presidente da República que há limites para as medidas acintosamente eleiçoeiras que vem tomando nos últimos meses. (pág. 1 e A3)

- O coordenador da Associação Trabalhadores do Grupo Varig (TGV), Márcio Marsillac, admitiu a possibilidade de não ter como depositar, até amanhã, o sinal de US$ 75 milhões para validar oferta de US$ 449 milhões pela companhia. "Ninguém aqui tem 100% de segurança de que esses recursos estarão à disposição", disse. A VarigLog apresentou proposta de US$ 500 milhões pela empresa. (pág. 1, B1 a B5)

- A partir do dia 1°, a tarifa em 13 dos 79 pedágios em estradas paulistas vai cair de R$ 0,10 a R$ 0,20. É a primeira vez que há redução, que valerá na Anchieta, Imigrantes, Anhangüera, Bandeirantes e Castelo Branco, entre outras rodovias. (pág. 1 e C1)

- Remédios à base de estatina, usados para reduzir os níveis de colesterol, podem diminuir em 45% a incidência do tipo mais comum de catarata, segundo estudo feito com 1.300 pacientes. No Brasil, 2 milhões de pessoas têm catarata. (pág. 1 e A21)

O GLOBO

- Bando roubava gasolina no Rio direto de tanques da Petrobras

- Agentes do serviço de segurança da Refinaria Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense, descobriram na noite de terça-feira um "supergato" em seus tanques de gasolina e, com a ajuda da Polícia Militar, prenderam três homens que furtavam o combustível. A quadrilha operava há pelo menos dois anos e tem a participação de funcionários terceirizados da Petrobras.

Só este ano, foram realizados pelo menos 30 furtos, totalizando cerca de 900 mil litros de gasolina. Os ladrões usavam mangueiras de incêndio da própria Reduc para abastecer caminhões estacionados junto ao muro dos fundos da segunda maior refinaria do país. Conectada a um registro de uma unidade de processamento, a mangueira percorria cem metros, escondida em meio a um matagal e na rede de águas pluviais. (pág. 1 e 13)

- A NV Participações pode não ter condições de honrar amanhã os US$ 75 milhões da primeira parcela da compra da Varig. A informação foi dada por Márcio Marsillac, coordenador dos trabalhadores da empresas, que ontem tinha apenas 19 aviões em vôos. A Justiça de Nova York também condicionou a proteção dos aviões da empresa à conclusão da venda. (pág. 1, 21 e 24)

- O presidente do TSE, Marco Aurélio de Mello, voltou a criar confusão ao afirmar que a lei eleitoral não permite os aumentos salariais para servidores anunciados pelo governo. O Planalto suspendeu a edição de uma MP. (pág. 1 e 3)

- A memória do início do século XX no Rio pode ter sido apagada pelo saque ao Arquivo da Cidade. Das 27 caixas que abrigavam milhares de fotos de Augusto Malta, 19 foram perdidas. Muitas das fotos restantes foram rasgadas. (pág. 1 e 14)

- Estado vai recorrer da anulação de seis milhões de multas. (pág. 1 e 17)

GAZETA MERCANTIL

- Celular já virou terminal móvel para os bancos

- Consideradas a terceira onda na automação bancária após os caixas eletrônicos (ATM) e o internet banking, as transações via celular (mobile banking) começam a avançar no Brasil. Além de explorar um mercado de mais de 90 milhões de terminais móveis, as instituições financeiras têm oportunidade de reduzir custos em operações com a adoção do mobile banking. Hoje, por exemplo, os clientes do Banco do Brasil no País já podem usar o telefone móvel para transações e, a partir do próximo mês, o serviço chegará aos correntistas no Japão. Para Laércio Albino Cezar, principal executivo de TI do Bradesco, essa onda, no entanto, ainda levará alguns anos para se popularizar no Brasil. "É preciso que os clientes se acostumem à idéia, que os telefones sejam mais modernos e que mecanismos de segurança sejam aperfeiçoados", diz. (pág. 1 e C-1)

- O ingresso de investimentos estrangeiros diretos (IED) no País caiu drasticamente, segundo dados do Banco Central divulgados ontem. Para os integrantes do BC, a volatilidade recente dos mercados financeiros está entre as responsáveis por este recuo. De acordo com o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, o Brasil recebeu US$ 300 milhões em IED entre 1o- de junho e ontem. A expectativa é que, no acumulado do mês, a cifra atinja US$ 500 milhões. Se confirmado, o valor será bem inferior à média dos meses anteriores. Em maio, o Brasil cifra atinja US$ 500 milhões. Se confirmado, o valor será bem inferior à média dos meses anteriores. Em maio, o Brasil recebeu US$ 1,576 bilhão nesta rubrica, mais que o dobro dos US$ 709 milhões de igual período do ano passado. A apreciação do câmbio e o lucro maior das empresas fizeram com que as remessas de lucros e dividendos somassem US$ 2,003 bilhões no quinto mês do ano, ante US$ 1,405 bilhão de maio de 2005. (pág. 1 e A-5)

- Às vésperas do prazo para depositar US$ 75 milhões que garantem a compra da Vari g, o TGV, grupo que reúne os trabalhadores em torno da NV Participações, admite que poderá não cumprir a exigência da justiça. A NV venceu o leilão da empresa. Ontem foram definidas as prioridades do plano emergencial, que inclui a volta de passageiros no exterior, entre eles 1,6 mil que embarcaram à Alemanha. Também ficou acertado que, entre outras, vão assumir as rotas internacionais da Varig: Lufthansa, Alitalia, Avianca, Delta, TAM, OceanAir e Gol. Para atender a demanda extra no mercado doméstico, a TAM anunciou ontem o reforço de 14 vôos entre hoje e amanhã a partir de Congonhas com destino a Brasília, Porto Alegre e Curitiba. No balanço geral de ontem, segundo a Infraero, foram cancelados 180 vôos da Varig de um total de 356. (pág. 1 e A-6)

- A Bovespa teve forte alta ontem, acompanhando a recuperação do mercado internacional: o Ibovespa subiu 2,72%, depois de duas quedas consecutivas. Com isso, saiu do vermelho no acumulado do ano, com valorização de 3,26%. O dólar caiu 0,57%, a R$ 2,233. (pág. 1, B-1 e 8)

- O governo federal suspendeu a publicação de uma medida provisória que aumentaria o salário de 260 mil servidores e que deveria ser publicada hoje no Diário Oficial da União. O recuo seguirá até se conhecerem os efeitos de decisão do Tribunal Superior Eleitoral, que pode barrar os reajustes. (pág. 1 e A-7)

- Os investimentos no setor elétrico devem crescer no segundo semestre de 2006, estima o Banco Real ABN Amro. A previsão foi reforçada depois que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fixou os novos preços do MW/h para os empreendimentos hidrelétricos e térmicos e com a divulgação de aumento no consumo nacional. (pág. 1)

- A Vale do Rio Doce anunciou ontem um programa de recompra de até 5% de suas ações PNA no mercado. A mineradora segue o exemplo de CSU CardSystem, ABnote e Submarino, que anunciaram programas de recompra de ações nas últimas duas semanas. A operação da Vale tem prazo de 180 dias e pode movimentar até R$ 2 bilhões. Também ontem a companhia fechou acordo para reajuste de 19% do preço do minério de ferro com as siderúrgicas chinesas. Com isso, sua ação subiu 5,76% na Bovespa, a terceira maior do Ibovespa. (pág. 1, A-6 e B-1)

- Apenas 38% dos varejistas apostam em vendas melhores durante a Copa, comparando com mesmo período de 2005, segundo pesquisa com 53 redes Novaes, de supermercados. A forte estiagem está comprometendo a agricultura e o abastecimento de água no Paraná. Na região oeste não chove há 70 dias. Várias culturas registram quebra e as cooperativas estimam perdas de até R$ 100 milhões com a queda de 16% na produção de trigo e milho da "safrinha". Na região metropolitana de Curitiba há risco de racionamento de água. Sem chuva e no ritmo atual de consumo, as represas suportam apenas mais 90 dias. No interior, rios estão com o leito até quatro metros abaixo do nível normal. (pág. 1 e Gazeta do Brasil, caderno B)

- A Construtora Liderança, de Belo Horizonte, diversificou sua área de atuação e, além de edifícios residenciais para a classe média, agora está no mercado de obras industriais e comerciais. Só no setor de mineração e siderurgia faz obras de R$ 50 milhões. (pág. C-3)

- A farmacêutica brasileira EMS-Sigma Pharma anunciou uma parceira com o laboratório italiano Monte Research. O investimento inicial será de ¥ 7 milhões. O acordo visa consolidar a empresa como um importante player" no mercado europeu de genéricos. (pág. C-4)

CORREIO BRAZILIENSE

- Brasília fica sem polícia nas ruas

- Agentes, escrivães e peritos da Polícia Civil entraram em greve por tempo indeterminado. Delegacias vão funcionar em esquema de plantão. PMs e bombeiros só agirão em casos graves. Na PF, a emissão de passaporte e outros serviços foram suspensos. (pág. 1 e 15)

- Lula promete reajuste, apesar de proibição do TSE. (pág. 1 e 16)

- Ideli não se explica nem ao MP - "Ela não quer registrar em papel versões que muda o tempo todo", diz o procurador Celso Três, sobre dinheiro suspeito da senadora. (pág. 1 e 5)

- Será instalada hoje a CPI dos sanguessugas - Comissão vai investigar máfia que subornava parlamentares e vendia ambulâncias a preços superfaturados. (pág. 1 e 6)

- Com apenas 25 aviões em funcionamento, a Varig enfrentou mais um dia de forte turbulência. A empresa cancelou 180 vôos e suspendeu 27 rotas. O corte afetou 60% das linhas internacionais - causando muita apreensão aos passageiros que estão no exterior - e metade dos trechos domésticos. O coordenador do TGV, grupo que venceu o leilão da companhia aérea, disse que pode não ter os US$ 75 milhões a serem pagos até amanhã. O ministro da Defesa, Waldir Pires, deu um conselho a quem tem bilhete da Varig: "Volte para casa e aguarde". (pág. 1, 13 e 14)

- Crise na Bolívia - Petrobras suspende venda de gasolina. (pág. 1 e 21)

VALOR ECONÔMICO

- Empresa aéreas disputam linhas deixadas pela Varig

- Uma guerra comercial está em curso no setor aéreo, envolvendo o espólio da Varig. Juntas, TAM e Gol defendem que as linhas domésticas abandonadas pela empresa sejam distribuídas de acordo com a atual participação de cada empresa no mercado. Querem também que a concessão para explorar essas rotas seja conferida em caráter definitivo. Já as companhias menores - OceanAir, Webjet e BRA - vêem na paralisação da Varig oportunidade única para acelerar seus planos de crescimento, mas têm dificuldades em obter um número suficiente de aeronaves para reforçar suas operações. Por isso, preferem que a distribuição dos horários de pouso e decolagem deixados pela Varig seja feita em caráter provisório. Pleiteiam, ainda, que a divisão ocorra de forma inversamente proporcional à atual participação de mercado e que duas companhias - numa óbvia referência a TAM e Gol - não ultrapassagem um teto de 60% de ocupação nos aeroportos mais concorridos, como é o caso de Congonhas, em São Paulo.

Ontem, o juiz Robert Drain, do tribunal de falências de Nova York, estendeu por mais um mês a liminar que protege a Varig contra ações dos credores por conta de dívidas acumuladas antes do processo de recuperação judicial. Mas na prática essa liminar perdeu muito de sua eficácia nos últimos meses, porque a Varig continuou sem pagar o aluguel, abrindo uma brecha para novas ações dos credores na Justiça americana. O "Valor" apurou que os investidores que compraram a VarigLog propuseram assumir as operações da Varig caso a NV Participações não deposite até sexta-feira uma parcela de US$ 75 milhões. A VarigLog se comprometeria a aportar até US$ 20 milhões emergenciais de imediato, desde que a Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) aprove os termos e condições da proposta. (pág. 1, B1 e B3)

- O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Marco Aurélio Mello, virou do avesso, ontem, a política salarial do governo Lula, ao decidir, em estrita observância à Lei Eleitoral, que o Executivo está proibido de conceder reajuste aos servidores públicos desde 4 de abril. Ontem, o Planalto suspendeu a assinatura de medida provisória com reajuste e novo plano de carreira para 260 mil funcionários. A MP só será assinada, assim como as outras quatro medidas ainda em negociação para serem editadas até o fim do me, quando o governo tiver clareza jurídica sobre a questão. Há dúvida, também, sobre a vigência dos aumentos concedidos no dia 30 de maio a cerca de 160 mil funcionários. Em tese, o presidente Lula estaria sujeito a multa e até à cassação do mandato. (pág. 1 e A5)

- O aumento da volatilidade nos mercados financeiros internacionais produziu importantes impactos nas contas externas brasileiras em junho. A taxa de rolagem dos financiamentos externos de médio e longo prazos ao setor privado brasileiro despencou para 24% do principal - no mês passado, era equivalente a 172%. O fluxo de investimentos estrangeiros diretos em junho (até ontem) caiu para US$ 300 milhões. O Banco Central projeta para todo o mês o ingresso líquido de, no máximo, US$ 500 milhões, o que representa menos de um terço do verificado em maio, quando o investimento totalizou US$ 1,576 bilhão.

Em compensação, a desvalorização cambial decorrente das mudanças nos preços dos ativos acabou representando um freio no movimento de envio de lucros e dividendos ao exterior. As remessas, que em maio chegaram a US$ 2 bilhões, até ontem somavam US$ 427 milhões em junho. O chefe do Departamento Econômico do Banco Central, Altamir Lopes, considera que esse comportamento representa apenas "uma parada para arrumação". Até o dia 19, o fluxo cambial do mercado primário foi negativo em US$ 493 milhões. A dívida externa brasileira encerrou maio em US$ 160,69 bilhões, o menor nível desde dezembro de 1995. (pág. 1 e C1)

- A entrada em operação da hidrelétrica de Campos Novos (SC), prevista para o início do ano, foi adiada novamente devido a vazamento no túnel de desvio do rio Canoas. A dona da usina, Enercan (que reúne CPFL, CBA, CEEE, Celesc e Cia, Níquel Tocantins), e a Camargo Corrêa, responsável pela obra, ainda não têm explicação para o problema. O reservatório, que começou a ser enchido em outubro, teve de ser esvaziado. (pág. 1 e B10)

- As usinas de açúcar e álcool do Paraná estão investindo US$ 200 milhões para aumentar a área plantada com cana-de-açúcar no Estado. Os investimentos fazem parte do plano de expansão para atingir 500 mil hectares de cana, ou quase 10% do plantio total do país. Hoje os canaviais ocupam 416 mil hectares no estado, uma área 18% maior que há dois anos, segundo a associação dos produtores paranaenses. (pág. 1 e B14)

- O Pará manteve, nos primeiros quatro meses do ano, um ritmo chinês na produção industrial, que cresceu 12%. Essa velocidade, bastante superior à média nacional, tem sido uma constante no estado. O Produto Interno Bruto (PIB) do Pará cresceu 32% entre 1997 e 2003, bem acima da alta de 13% do PIB brasileiro no mesmo período. Desde o início da produção de minério de ferro na Serra dos Carajás, em 1982, a dinâmica do crescimento do Pará é cada vez mais comandada pela indústria extrativa mineral para exportação, um segmento que atrai muita mão-de-obra na implantação do projeto, estimula a migração, mas emprega pouco na operação e não tem vocação distributiva. Assim, os indicadores sociais do estado não evoluíram no mesmo ritmo da economia. A parcela da população com 15 ou mais anos de estudo em 2004 era de 2,57%, menos da metade da média nacional (5,45%). (pág. 1 e A12)

- O governo brasileiro ainda acredita ser possível alcançar um acordo mais ambicioso na Organização Mundial do Comércio (OMC), mas não descarta um cenário de queda generalizada de expectativas na Rodada Doha. No caso desse "desfecho negociado sem ambição", segundo um experimentado diplomata, o governo chamaria os líderes do setor industrial e do agronegócio para consultá-los sobre os rumos a tomar. A questão a ser colocada é: o país deve recusar qualquer proposta que não corresponda a grandes avanços na OMC, ou deve aceitar um acordo mínimo? (pág. 1 e A4)

OUTROS JORNAIS

ZERO HORA

- Único fugitivo da Pasc vai para o semi-aberto

- Único detento a fugir da Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc), em 1999, o assaltante Cláudio Adriano Ribeiro, o Papagaio, 39 anos, deixou a cadeia às 18h50min de ontem pela porta da frente. Foi levado por uma escolta armada para outra prisão, onde deverá cumprir parte de sua pena em regime semi-aberto, que lhe permite saídas esporádicas. (pág. 40)

- Num dos piores dias da crise da Varig, a empresa informou que vai deixar de voar temporariamente para 10 destinos internacionais e ao menos outros seis nacionais. Ontem, a companhia cancelou 180 dos 356 trechos programados, provocando frustração, cansaço e longas esperas nos aeroportos. Apesar da suspensão das rotas, a empresa ainda vendia bilhetes para os destinos bloqueados, por meio de seu site na Internet ou pelo telefone 4003-7000, conforme comprovou teste de Zero Hora. (pág. 4, 5 e 16)

- Num desabafo diante de jornalistas reunidos no Galpão Crioulo do Palácio Piratini, na manhã de ontem, o governador Germano Rigotto criticou o diagnóstico do consultor Vicente Falconi, do Instituto de Desenvolvimento Gerencial (INDG), de que teria faltado "fé, dedicação e vontade" do governo para atingir metas fiscais propostas pela instituição. A avaliação de Falconi, que esteve na segunda-feira em Porto Alegre a convite do Pacto pelo Rio Grande, foi feita em entrevista publicada na terça-feira por Zero Hora. Responsável por um choque gerencial em Minas Gerais, patrocinado pelo governador Aécio Neves (PSDB), o consultor monitora as contas gaúchas desde fevereiro de 2005. (pág. 12)

- Cerca de 200 passaportes deixaram de ser emitidos no Estado ontem por causa da paralisação dos servidores da Polícia Federal (PF). Apenas um documento foi confeccionado em caráter de urgência. Hoje, os serviços serão retomados em horário especial devido ao jogo do Brasil, funcionando das 8h às 13h. A partir de amanhã, o expediente volta ao normal. (pág. 32)

- Mais uma vez, a Refinaria Ipiranga, de Rio Grande, suspendeu as atividades por tempo indeterminado. Como a alta do petróleo no mercado internacional - ontem o barril voltou a ultrapassar os US$ 70 -, não é repassada para os combustíveis vendidos no mercado interno, a empresa enfrenta prejuízo com a manutenção da operação. (pág. 22)

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