23/01/2006

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JORNAL DO BRASIL

- Distorções eleitorais contaminam a Câmara

- Inflado por 1,5 milhão de votos em Enéas Carneiro, nas eleições de 2002, o Prona expõe as contradições da Câmara e a urgência da reforma política. Sua bancada, autora de projetos inusitados como a inclusão da Bíblia na lista de livros didáticos e a criação do Dia Nacional da Verdade, murchou de seis para dois deputados em três anos. A maioria dos integrantes foi eleita com poucas centenas de votos. (págs. 1 e A3)

- A preocupação com o avanço do narcotráfico na América do Sul levou os Estados Unidos a buscar o diálogo com o novo presidente da Bolívia. A posse de Evo Morales emocionou a população indígena do país, que há poucos anos tinha vida social e política cerceada, relata a enviada especial Clara Cavour. (págs. 1, A8 e A9)

- Embora longe do terrorismo, médicos de unidades públicas do Rio se confrontam com privações que lembram os atendimentos de guerra. Além da violência, denunciada ontem pelo "JB", enfrentam instalações precárias, falta de equipamentos e sobrecarga de trabalho. O desgaste se reflete no aumento de profissionais doentes. (págs. 1 e A13)

- Na corrida para desovar estoques, concessionárias fazem de tudo para vender. Até abrir mão do sinal e aceitar a primeira parcela só no ano que vem. Financiamento com juros abaixo de 1% ao mês também atraem compradores. (págs. 1 e A17)

FOLHA DE SÃO PAULO

- 'EUA pisam no nosso calo', diz Amorim

- O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, 63, criticou duramente o veto dos EUA à venda de aviões da Embraer à Venezuela, em entrevista a Eliane Cantanhêde.

"Pisaram no nosso calo", afirmou Amorim, que classificou a decisão americana de "um absurdo, sem justificativa aceitável e sem previsão em normas internacionais". No dia 10, o presidente Hugo Chávez acusou os EUA de vetar a venda de 36 aviões de treinamento, com tecnologia americana, da Embraer ao seu país.

Amorim, que já conversou sobre o assunto com a secretária de Estado dos EUA, Condoleezza Rice, disse aguardar nova posição do governo americano e não descartou recorrer a fóruns internacionais, como a Organização Mundial do Comércio, contra a decisão.

Ele não quis comentar a declaração de Marco Aurélio Garcia, assessor da Presidência, de que o governo não deveria interferir em questão comercial da Embraer. "Já disse o que fiz, não fui desautorizado e continuo a fazer". (págs. 1 e A7)

- Ameaçado de ter aprovada sua convocação para depor na CPI dos Bingos, Antonio Palocci Filho decidiu ir à comissão. Segundo o senador Tião Viana (PT-AC), da CPI, o ministro da Fazenda está disposto a depor nos próximos dias.

Palocci, que vinha tentando adiar a ida à comissão, deverá enfrentar seu mais duro teste público desde que assumiu o ministério. Os oposicionistas, maioria na CPI, pretendem questioná-lo sobre várias acusações de corrupção. (págs. 1 e A4)

- O publicitário Duda Mendonça disse, por meio de seu advogado, que está disposto a depor pela segunda vez à CPI dos Correios, que tenta rastrear movimentações financeiras no país e no exterior.

A disposição é tornada pública no momento em que Duda, segundo a revista "Veja", estaria fazendo chegar aos membros da CPI ameaças de que, se convocado, poderá revelar bastidores de outras campanhas que coordenou. O advogado do publicitário nega que seu cliente esteja pressionando parlamentares. (págs. 1 e A4)

- Em La Paz, onde participou da posse de Evo Morales no governo da Bolívia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que vai "continuar andando no limite do tempo" para anunciar sua candidatura à reeleição e que, enquanto isso, manterá o ritmo de inaugurações de obras federais.

"Não posso permitir que meus adversários fiquem dizendo que cada ato que eu faço é um ato eleitoreiro, senão eu não posso mais nem sair de casa", declarou. (págs. 1 e A5)

- Dados do governo mostram crescimento da participação de itens de alta e média tecnologia no total das exportações brasileiras - de 30%, em 2004, para 31,8%, no ano passado. Em 2005, as vendas externas desses produtos superaram as exportações de mercadorias com baixo uso de tecnologia.

A expansão, porém, pode ser ameaçada pela manutenção do real valorizado. A indústria automobilística, cujas vendas externas se destacaram em 2005, já teme desaceleração. (págs. 1 e B1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Governo mostra gasto em obra que nem existe

- Em ano eleitoral, o governo federal está inflando os números da execução orçamentária para apresentar um volume de investimentos maior do que o efetivamente realizado. Em janeiro, o governo contabilizou a execução de R$ 10 bilhões em obras que, em muitos casos, estão no começo - ou nem sequer foram iniciadas. A comparação entre relatórios do Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) da União mostra casos como o das obras de revitalização da Bacia do Rio São Francisco. Dos R$ 621 milhões autorizados no orçamento de 2005, o governo fez e pagou apenas R$ 135 milhões até o fim do ano. A contabilidade oficial, no entanto, mostra gastos de R$ 532 milhões na transposição das águas do Rio São Francisco para o semi-árido. O Planalto tem maquiado os números por meio de estratégia que aproveita os primeiros dias do ano para liquidar artificialmente os investimentos empenhados no período anterior. (págs. 1 e A4)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva pretende fazer reuniões com empresários em vários estados para incentivá-lo a investir mais no país. Lula quer apresentar dados sobre a economia e mostrar que o Brasil está preparado para crescer de forma continuada. E quer que os empresários apostem nisso. (págs. 1 e A5)

- Ex-líder dos plantadores de coca, o socialista Evo Morales assumiu ontem a presidência da Bolívia dizendo que governará "para todos e para todas" e que seu governo conclui 500 anos de resistência para iniciar uma era de 500 anos dos povos indígenas no poder. Morales tornou-se ontem o primeiro índio a assumir a presidência em 180 anos de história da Bolívia, país que tem mais de 60% dos habitantes de origem indígena, a camada mais pobre da população. Após a transmissão do cargo, pediu um minuto de silêncio para homenagear líderes indígenas e o guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara. Prometeu mudanças econômicas e políticas, como a nacionalização do gás e do petróleo, e a convocação de uma Assembléia Constituinte, prevista para julho. "Na Bolívia, o modelo neoliberal não continuará", disse. (págs. 1 e A8)

- O ministro da Fazenda, Antonio Palocci, vai depor, como convidado, na CPI dos Bingos, disse o presidente da comissão, senador Efraim Morais (PFL-PB). A data será definida amanhã. Entre outras coisas, a CPI quer ouvir Palocci sobre a suposta doação de US$ 3 milhões de Cuba para a campanha de Lula em 2002. (págs. 1 e A6)

- Com o real valorizado e em ano eleitoral e de Copa do Mundo, o mercado doméstico volta a ser o centro das atenções das empresas. A indústria reforça a produção direcionada ao consumo interno, ainda mais com a possível antecipação do aumento do salário mínimo e a continuidade da política de redução dos juros. (págs. 1 e B1)

- Aníbal Antônio Cavaco Silva, candidato de centro-direita que chefiou o governo por dez anos, venceu a eleição presidencial em Portugal já no primeiro turno. Apurados 93% dos votos, Cavaco detinha 50,89% do total. Seu rival, o socialista Mário Soares, reconheceu a derrota. Cavaco substituirá o socialista Jorge Sampaio. (págs. 1 e A9)

O GLOBO

- Evo Morales assume Bolívia e tranqüiliza estrangeiros

- O novo presidente da Bolívia, Evo Morales, reafirmou ontem ao tomar posse que os recursos naturais bolivianos devem ser transferidos para o Estado como forma de reduzir a pobreza, mas tranqüilizou empresas estrangeiras, assegurando que suas atividades no país estão garantidas. Primeiro governante indígena da História da Bolívia, Morales recebeu promessas de ajuda do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que articula uma frente de presidentes sul-americanos para apoiar o governo de La Paz. (págs.1 e 17)

- Presidente do TSE a partir de junho, o ministro Marco Aurélio Mello, que também é do STF, alertou que o presidente Lula deve evitar que eventos de governo se tornem atos de campanha eleitoral. "Cabe a ele adotar a postura que se almeja do primeiro dignitário do Brasil", disse Marco Aurélio. No sábado, em uma inauguração, Lula recebeu um manifesto com 4 mil assinaturas pedindo sua reeleição. (págs. 1 e 3)

- O ex-primeiro-ministro Aníbal Cavaco Silva obteve 50,78% dos votos válidos e foi eleito ontem o novo presidente de Portugal. Aos 66 anos, ele será o primeiro político de centro-direita a assumir o posto desde a Revolução dos Cravos, em 1974. Sua vitória representa um grande revés político para o governo socialista do premier José Sócrates. Com um discurso contra a crise econômica que afeta o país, Cavaco Silva derrotou os socialistas Manuel Alegre (20,7% dos votos) e Mário Soares (14,21%). (págs. 1 e 18)

CORREIO BRAZILIENSE

- Investidores da Bolsa apostam alto no tetra

- Bovespa bate recordes sucessivos e, pela primeira vez, pode fechar com ganhos pelo quarto ano seguido. De dezembro de 2002 até a última sexta-feira, índice acumula lucros de 140%. (págs. 1 e 9)

- Palocci na CPI - Integrantes da CPI dos Bingos decidem hoje em que dia o ministro será interrogado. Uma coisa é certa: vai ser esta semana. (págs. 1 e 6)

- R$ 350 em abril? - A tendência é que o presidente fixe o salário mínimo em R$ 350 e o valor passe a valer em abril. Correção do IR deve ficar em 7%. (págs. 1 e 6)

- Índio no poder - Presidente boliviano assume cargo prometendo nacionalizar o gás e o petróleo. Em Portugal, vitória de Cavaco Silva. (págs. 1, 14 e 15)

MANCHETES

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Alckmin promete campanha ética

O DIA (RJ)

- Nova Escola: 3.245 servidores ficam sem gratificação máxima

VALOR ECONÔMICO (SP)

- Bancos querem ampliar garantia para depósitos

ETES