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23/09/2006
JORNAL DO BRASIL - Polícia protege nome de dono da conta suspeita - Dinheiro - R$ 1 milhão saiu de uma só agencia do Rio. (País A2 a A7) - Pobreza - Miséria cai, mas ainda atormenta 42 milhões. (pág. 1 e A19) - Facções unidas - Bando de São Paulo envia 5kg de crack para o Rio. (Cidade A9) FOLHA DE SÃO PAULO - Apesar de escândalo, Lula mantém vitória no 1º turno - Apesar da crise que há uma semana abala o PT, o comando de sua campanha e o próprio governo federal, pesquisa Datafolha realizada ontem_a nove dias da eleição_ aponta para a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em primeiro turno. Segundo a pesquisa, Lula sofreu uma oscilação negativa de apenas um ponto, passando de 50% para 49% das intenções de voto, em relação ao levantamento anterior, feito nos dias 18 e 19. O presidente tem 55% dos votos válidos para vencer no primeiro turno, precisa de 50% mais um, ou seja, maioria absoluta dos votos válidos.
O tucano Geraldo Alckmin, que tinha 29%, oscilou positivamente para 31%, dentro da margem de erro, de dois pontos para mais ou para menos. Em dez dias, a diferença de Lula para Alckmin caiu de 22 para 18 pontos. Ainda segundo a pesquisa, Lula tem agora oito pontos a mais que a soma dos adversários. Três dias antes, essa vantagem era de dez pontos. A evolução das pesquisas mostra que Alckmin teve um crescimento de seis pontos percentuais em um mês. Mas, apesar de constante, essa tendência não sinaliza para o segundo turno, afirma o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, porque Lula se mantém no mesmo patamar.
Como a candidata do PSOL, Heloisa Helena, sofreu oscilação negativa de dois pontos_ passando de 9% para 7%_ Paulino explica que os oponentes de Lula estão trocando votos entre si. "Isso [a oscilação de Alckmin] é basicamente da Heloísa Helena e não ajuda a ter um segundo turno", disse Paulino, acrescentando que, para uma mudança no cenário, seria necessário que a oscilação negativa de Lula "se transformasse numa perda mais significativa" nessa reta final. Segundo o Datafolha, o candidato do PDT, Cristovam Buarque, se mantém nos mesmos 2% registrados na última pesquisa. Ana Maria Rangel (PRP) tem 1%. José Maria Eymael (PSDC), Luciano Bivar (PSL) e Rui Costa Pimenta (PCO) não atingiram esse índice. Votos nulos, em branco e de indecisos somam 10%. (pág. 1) - Em discurso ontem a cerca de 500 prefeitos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva insinuou haver um clima de golpismo na oposição e admitiu a possibilidade de a eleição ser decidida no segundo turno. Segundo ele, seus adversários têm buscado "outros meios" para retirá-lo do Palácio do Planalto. "Tem gente neste país que falou: "Vamos deixar o operário entrar, ele não vai dar certo e depois a gente volta com toda a força". Só que os números mostram que demos mais certo do que eles, e eles agora estão ansiosos para ver se existem outros meios, que não é da relação democrática da eleição, para evitar que as pessoas dirijam este país", disse o presidente.
Na mesma linha, também agradeceu o apoio de sindicatos e movimentos sociais. "É preciso ficar de olho, porque tem gente neste país que ainda não aprendeu a viver na democracia", afirmou, em evento com prefeitos num hotel de Brasília. Lula falou após ter ouvido discursos de prefeitos, do vice-presidente, José Alencar, e do ministro Tarso Genro (Relações Institucionais). A maioria deles inflamou a platéia ao atacar as "elites" e denunciar o que classificam de uma espécie de complô da imprensa contra a reeleição do presidente. (pág. 1) - O delegado da Polícia Federal Edmilson Pereira Bruno, que prendeu o petista Valdebran Padilha e o ex-agente da PF Gedimar Passos quando negociavam um dossiê contra o PSDB, disse ontem que, na verdade, o PT estava interessado num calhamaço de 2.000 páginas com denúncias contra vários partidos, inclusive contra petistas. Esses papéis ainda não foram localizados. "O PT estava comprando informação que envolvia todos os partidos políticos, até o próprio PT. Gedimar disse isso. Meu interesse era pegar o dossiê completo. O material que Luiz Vedoin [chefe do esquema dos sanguessugas] mandou para o PT era apenas uma isca", afirmou o delegado Bruno.
Quando as prisões foram deflagradas na semana passada, o material não estava com Vedoin. Segundo Bruno, as 2.000 páginas faziam parte do pacote negociado por R$ 2 milhões. O pacote incluía ainda uma entrevista de Vedoin para uma revista, além de fotos e vídeos associando tucanos ao escândalo dos sanguessugas. Na última semana, a "IstoÉ" publicou entrevista em que Darci e Luiz Vedoin envolvem no esquema o candidato do PSDB ao governo paulista, José Serra. (pág. 1) - Em depoimento à Polícia Federal, o professor universitário Jorge Lorenzetti disse que o dossiê contra candidatos tucanos obtido com a família Vedoin no dia 14 seria entregue a Hamilton Lacerda, então coordenador-geral da campanha de Aloizio Mercadante (PT) ao governo de São Paulo. Para chegar à documentação, emissários do PT estiveram três vezes em Cuiabá (MT), com passagens pagas pelo caixa da campanha presidencial.
Questionado várias vezes sobre a origem do R$ 1,75 milhão utilizado para comprar a documentação dos Vedoin, Lorenzetti repetiu que "não tem a menor idéia" de quem patrocinou a negociação. O petista, amigo de Lula, também procurou isentar Ricardo Berzoini. Ao longo do depoimento de três horas e meia, em Brasília, ele negou qualquer possibilidade de negociação financeira, mesmo diante das cobranças dos Vedoin para fornecer os documentos que "incriminariam" o candidato tucano ao governo de São Paulo, José Serra. (pág. 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - Lula já admite 2º turno e chama oposição de golpista - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sugeriu ontem, em discurso a prefeitos, que há conotações golpistas na reação da oposição à denúncia sobre o dossiê Vedoin. "É preciso ficar de olho, porque tem gente que ainda não aprendeu a viver na democracia. Tem gente neste país que falou: 'Vamos deixar o operário entrar, ele não vai dar certo e depois a gente volta com toda a força"', disse Lula. "Agora eles estão ansiosos para ver se existem outros meios, que não é da relação democrática da eleição." Ele recebeu manifesto de apoio de 2.135 prefeitos, parte deles da oposição, e admitiu a possibilidade de haver segundo turno na eleição presidencial. "Se não der no primeiro turno e tiver segundo turno, não tem nenhum problema. Que nós vamos ganhar eu tenho certeza." Antes, em entrevista à Rádio CBN, Lula chamou de "imbecis, loucos e insanos" os petistas envolvidos na produção do dossiê com supostas denúncias contra candidatos do PSDB. E procurou impor a versão de que os petistas envolvidos no esquema não pertencem ao seu círculo pessoal ou ao comando do PT. Também negou ter constrangimento por dividir palanque com antigos desafetos e políticos acusados de desvio de dinheiro. (pág. 1 e A12) Frase: "Gostaria de fazer uma campanha em que só tivesse anjo. Mas a política não é assim". (Luiz Inácio Lula da Silva, presidente, pág. 1) - A herança maldita de Lula - Essa história está fadada a um final infeliz: a economia continuará emperrada pela carga tributária e, se Lula permanecer presidente, a tentação do populismo será quase irresistível. (pág. 1 e A3) - Em depoimento na Superintendência da Polícia Federal, o petista Jorge Lorenzetti, ex-chefe do serviço de inteligência da campanha do presidente Lula, assumiu a responsabilidade pela operação destinada à compra e divulgação do dossiê. Ele isentou o presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini, que se afastou da coordenação da campanha por causa do escândalo. Lorenzetti admitiu que mandou intermediários para Cuiabá (MT) três vezes para conversar com Luiz Antônio Vedoin, mas negou ter tratado de dinheiro. (pág. 1 e A4) - O segmento de computadores e monitores de vídeo está sendo responsável por 25% de todo o crescimento industrial do país este ano. Não fosse o aumento de quase 60% na produção do setor, o modesto resultado da indústria geral, de 2,73% de janeiro a julho, teria se limitado a 2%. Financiamentos do governo e o câmbio baixo beneficiaram o segmento. (pág. 1 e B7) - A polícia prendeu 15 perueiros de cooperativas suspeitas de ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Os mandados de busca e apreensão expedidos pela Justiça tinham como alvo três garagens da Associação Paulistana e uma da Aliança Paulistana, que operam linhas na zona leste da capital. Entre os presos está um ex-cabo da PM. (pág. 1, C1 e C3) O GLOBO - Operadores responsabilizam PT por dossiê, sem citar nomes - Em depoimento à Polícia Federal, ontem, os petistas Jorge Lorenzetti e Expedido Afonso Veloso, assessores da campanha do presidente lula à reeleição, admitiram ter recebido orientação do PT para negociar com o chefe da máfia dos sanguessugas, Luiz Antônio Vedoin, o dossiê contra candidatos tucanos. Orientados por advogados, os dois negaram ter tratado de dinheiro com Vedoin e não citaram os nomes dos dirigentes petistas responsáveis pela operação. Lorenzetti, que era churrasqueiro de Lula, disse ter enviado emissários três vezes a Cuiabá. Mas alegou que pretendia receber o dossiê de graça. Expedido disse que o PT ofereceu apoio jurídico a Vedoin em troca do dossiê. À noite, Osvaldo Bargas ainda prestava depoimento. A PF suspeita que Expedito acessou informações protegidas por sigilo bancário no Banco do Brasil para atingir adversários. O BB investiga o caso. A "Jorge Bastos Moreno", na coluna Nhenhenhém, o ex-governador do Acre Jorge Viana disse que Lula tem de "despachar essa gente" do PT paulista. (pág. 1, 3 a 15 e editorial "Farra sem fim") - O presidente Lula negou, em entrevista à Rádio CBN, proximidade com os envolvidos no escândalo do dossiê, inclusive com seu churrasqueiro Jorge Lorenzetti. Lula disse que o núcleo de inteligência do PT "não era tão inteligente como se pensava". (pág. 1 e 14) - A propaganda do PT na TV exibiu a ovação para Kofi Annan, que deixará a Secretaria Geral da ONU, como se tivesse sido dirigida a Lula. O discurso de Lula na ONU recebeu aplauso protocolar. "Lula quer ser um estadista de todo jeito", disse Sérgio Guerra (PSDB). (pág. 1 e 16) - Responsável por 12 milhões de internações ao ano, a rede pública de saúde está longe da perfeição citada pelo presidente Lula. A universalização do SUS começou bem, mas parou no tempo, e muitos pacientes ficam sem atendimento. (pág. 1, Caderno Especial) - Um dia depois de o ministro Márcio Thomaz Bastos dizer que a PF não mostra dinheiro apreendido, apareceu em seu site a foto de R$ 180 mil confiscados numa ação em MS. (pág. 1 e 4) - Em 2005, o Brasil reduziu em 10,6% o número de miseráveis, que somam 41,8 milhões. Desde 2003, a queda é de 19,1%. Inflação sob controle, aumentos no salário mínimo e Bolsa Família foram um "segundo Plano Real", diz o economista Marcelo Néri, da FGV. (pág. 1 e 31) GAZETA MERCANTIL - A crise política, enfim, faz todo o mercado tremer - A crise política interna e a incerteza quanto ao rumo da economia americana afetaram finalmente os negócios, ontem, no mercado financeiro. Dados sugerindo queda abrupta da atividade nos Estados Unidos deixaram investidores ainda mais cautelosos, reduzindo seu apetite por risco. Aqui, o efeito foi potencializado pelas investigações sobre o "dossiê Serra". As bolsas americanas, pressionadas pelo temor de recessão no país, caíram. A Bovespa recuou 1,04%. As moedas de emergentes perderam valor. Frente ao real, o dólar subiu 1,47%, a R$ 2,208. A piora mais acentuada ocorreu no risco-Brasil, que foi a 244 pontos-base, com alta de 7%. "As condições de diálogo entre oposição e governo, num segundo mandato, estão comprometidas, o que dificultará as reformas", avalia Vladimir Caramaschi, economista-chefe da corretora Fator. (pág. 1, B-1, B-2 e Editorial, A-2) - As expectativas de resultados fracos para este ano e o próximo foram reforçadas ontem por novas projeções. Na área externa, o Banco Central passou a projetar uma queda de 78,9% no superávit da conta de transações correntes para 2007, que cairia para US$ 2,5 bilhões - neste ano a previsão é de US$ 11,9 bilhões. O motivo: a mudança do cenário externo, até agora extremamente favorável sobretudo às commodities, destaque das vendas do País. Para 2007, o BC espera um superávit comercial de US$ 30 bilhões, ante a expectativa (subestimada) de US$ 41 bilhões para 2006. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também mostrou menor otimismo: reduziu de 3,7% para 2,9% a projeção de crescimento do PIB para este ano. A estimativa de expansão do PIB industrial também foi cortada, passando de 5% para 3,5%. (pág. 1 e A-5) - A reunião para a retomada das conversas para acordo comercial entre Mercosul e União Européia (UE) no Rio, prevista para outubro, deverá ocorrer no início de novembro, informou a este jornal o embaixador Regis Percy Arslanian. Ontem, ele recebeu um telefonema do negociador-chefe para o Mercosul da UE, Karl Falkenberg, perguntando se o encontro poderia ocorrer em 6 e 7 de novembro. (pág. 1 e A-12) - A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) anunciou ontem a assinatura de dois contratos de longo prazo para fornecimento de minério de ferro a siderúrgicas chinesas, no volume total de 11,5 milhões de toneladas por ano, o que, segundo estimativas de mercado, totalizaria US$ 770 milhões por ano, a preços atuais. Com isso, a mineradora aumenta ainda mais sua atuação na China, que já é o maior mercado individual da empresa, com 29,3% do volume de minério vendido no exterior pela Vale e 18% do faturamento dos negócios internacionais. Num dos contratos, a Vale e a Maanshan Iron & Steel firmaram acordo de fornecimento de minério de ferro de 2007 a 2013. O volume inicial é de 7,3 milhões de toneladas, podendo alcançar 8,3 milhões de toneladas por ano a partir de 2009. A preço atual de referência do minério de ferro, o valor do contrato é de US$ 488 milhões/ano. (pág. 1 e A-5) - O déficit da Previdência cresceu 13,1% em agosto. No ano, o resultado negativo acumula R$ 25,6 bilhões. O motivo foi o aumento das despesas em ritmo mais acelerado do que o das receitas. Dois terços desse déficit foram gerados por benefícios pagos na área rural. (pág. 1 e A-5) - A queda de 9% nas exportações de frango até agosto fez a Associação Brasileira dos Exportadores de Frango (Abef) rever a projeção para 2006. O País deverá embarcar 2,5 milhões de toneladas. A liderança começa a ser ameaçada pelos EUA, que prevêem exportar 51 mil toneladas menos que o Brasil. (pág. 1 e B-12) - Uma reorganização societária com pulverização do capital, como foi proposto para a Telemar, pode ser uma opção também para a Brasil Telecom, diz o presidente da Previ, Sérgio Rosa. Em entrevista a este jornal, Rosa fala da estratégia do fundo para o setor, do qual a Previ é grande acionista. (pág. 1 e B-3) - A volta da chuva no Sul do Brasil, castigado este ano por uma das piores secas da história, elevou a produção de energia da região que, no período crítico da estiagem, chegou a receber do Sudeste 65% dos 8 mil MW consumidos diariamente. Com as precipitações, a dependência energética caiu para 30% da necessidade local. (pág. 1 e C-2) - Uma promoção criativa está levando milhares de donos de telefones celulares pré-pagos a utilizar orelhões no fim de semana para completar ligações grátis. O bônus é entregue ao usuário mediante a efetivação de recarga no pré-pago e permite que ele origine chamadas dentro da rede sem nenhum custo. A promoção é das operadoras Telemar-Oi e Brasil Telecom-BrT GSM, cada qual em sua respectiva região e com objetivo idêntico de fidelizar o cliente de baixa renda. "Ele já usava o orelhão para originar chamadas porque é dez vezes mais barato do que o celular", disse o diretor de varejo do grupo Telemar, João Silveira. A companhia viu as 50 mil ligações por domingo crescerem para 4 milhões de chamadas. A oferta amplia o aproveitamento da infra-estrutura de telefones públicos ao mesmo tempo que cria percepção de valor aos clientes de pré-pago. (pág. 1 e C-1) - O grupo Agrenco, em conjunto com cerca de 20 mil produtores de soja, vai investir US$ 100 milhões em três projetos que deverão produzir 380 mil toneladas anuais de biodiesel, a partir de 2008. Parte dos recursos aplicados será própria e outra com financiamento de organismos internacionais. Nos três casos, os produtores entregarão a matéria prima e receberão biocombustível para consumo próprio. (pág. 1 e B-12) - A Duda Propaganda continua em busca de um executivo para assumir o papel de CEO. Segundo fontes do mercado, as duas mais recentes tentativas de encontrar um profissional não deram certo. Os convites teriam sido negados por David Zylbersztajn e Clóvis Calia. (pág. 1 e C-6) - Parcerias estratégicas reforçam o processo de terceirização no Brasil, segundo estudo realizado pela Universidade Federal de Santa Catarina e a empresa Gelre. O exemplo mais emblemático é o da fábrica de caminhões da Volkswagen , de Resende (RJ). (pág. 1 e C-3) - Apenas 23% das 500 maiores empresas brasileiras existentes em 1973 resistiram até 2005, segundo estudo da Fundação Dom Cabral sobre "Longevidade e Performance Empresarial". No setor de alimentos, bebidas e fumo, de 60 companhias, hoje existem sete. (pág. 1 e C-3) CORREIO BRAZILIENSE - Petistas depõem e inocentam Lula - Em depoimento na Polícia Federal, ontem, petistas envolvidos no escândalo do dossiê se empenharam em eximir de culpa Lula e Berzoini. Jorge Lorenzetti disse que os documentos seriam entregues a Hamilton Lacerda, então coordenador da campanha de Mercadante ao governo de São Paulo. Expedito Veloso reforçou a versão. Mas nenhum dos dois assumiu responsabilidade pelos R$ 1,7 milhão apreendidos com dois petistas e que seriam usados para pagar por denúncias. (pág. 1 e 2) - CPI: Vedoin tem ligação com sucessor de Serra na Saúde. (pág. 1 e 8) - Estudo da FGV mostra que entre 2003 e 2005 o Brasil registrou a maior queda no nível de pobreza dos últimos 10 anos. O recuo foi de 28,2% para 22,7%, uma diminuição de 19,18%. No Distrito Federal, a redução ocorrida entre 2003 e 2004 foi ainda maior que a média nacional: atingiu 15,6%, enquanto no país cedeu 10,28%. (pág. 1 e 20) - O número de assassinatos no país em 2005 chegou a 55.312, superando a quantidade de civis mortos em três anos de guerra no Iraque. Os dados, de estudo do Ministério da Justiça, apontam Ceilândia em 13° lugar nos casos de estupro, seguida do Recanto das Emas. Taguatinga é a segunda do país em número de furtos. (pág. 1, 16 e 17) VALOR ECONÔMICO - Investimento brasileiro no exterior chegará a US$ 14 bi - O Banco Central projeta para 2007 novo salto nos investimentos diretos brasileiros no exterior, aprofundando a tendência dos últimos quatro anos. O fluxo deverá chegar a US$ 14 bilhões, ante os US$ 10 bilhões esperados para este ano, segundo a estimativa oficial do balanço de pagamentos, divulgada ontem. O número está se aproximando dos investimentos estrangeiros no país, que estão projetados em US$ 18 bilhões para este e para o próximo ano. A onda de internacionalização das empresas brasileiras está por trás desses investimentos, avalia o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Mas um movimento com essa intensidade não teria sido possível se, ao mesmo tempo, não estivesse ocorrendo uma mudança estrutural no balanço de pagamentos do país. Desde 1999, e especialmente a partir de 2003, o Brasil vem pagando antecipadamente a sua dívida externa. O resultado é que as amortizações da dívida externa vão cair de US$ 36,4 bilhões para US$ 22 bilhões entre 2006 e 2007, segundo a projeção do BC para o balanço de pagamentos. Com menos encargos da dívida externa, sobram mais recursos para outras despesas, como os investimentos brasileiros. "Primeiro, as empresas brasileiras descobriram as exportações como negócio", afirma Lopes. "Agora, estão sentindo a necessidade de estarem mais próximas dos clientes. Por isso, investem no exterior." O avanço dos investimentos é notável. Até o Plano Real, ficavam abaixo de US$ 1 bilhão. Entre 1997 e 2003, oscilaram entre US$ 1 bilhão e US$ 2,5 bilhões. Neste ano, de janeiro a agosto, já somam US$ 6,441 bilhões. (pág. 1) - A crise política brasileira ajudou. Mas indicadores sobre a atividade econômica nos Estados Unidos surpreenderam negativamente os mercados do mundo todo. O resultado foi uma alta de 7,02% no risco-Brasil, bem na média dos países emergentes, que tiveram seus prêmios elevados em 7,04%. A Bolsa de Valores de São Paulo caiu 1,04%, para 34.830 pontos, seu menor nível desde junho. O dólar teve alta de 1,46%, para R$ 2,21, e o Banco Central não fez seu leilão de compra, interrompendo seqüência de 54 intervenções consecutivas. A alta dos juros futuros foi forte e prejudicou o leilão de títulos prefixados feito pelo Tesouro. (pág. 1 e C2) - Claudia Safatle - Diante de choque positivo na inflação, governo avalia se deve ajustar para baixo meta de 4,5%. (pág. 1 e A2) - Maria Cristina Fernandes - Fazer um governo que distribui a renda não indulta comportamentos indecentes. (pág. 1 e A8) - A lei que proíbe a distribuição de brindes, como camisetas e bonés, na campanha eleitoral deixou os fabricantes com estoques encalhados e já provocou a corte de sete mil empregos diretos, o que equivale a 7% do total de empregados das 3,5 mil empresas do setor. A Unibrindes, de Diadema, vai reciclar mais de um milhão de peças de plástico - como chaveiros - para reaproveitar o material. Na indústria de bonés, a situação é parecida. O principal pólo nacional, em Apucarana (PR), demitiu 2 mil funcionários diretos e dispensou o trabalho de quase 10 mil pessoas terceirizadas. A produção de camisetas promocionais, concentrada na região de Brusque (SC) costumava aumentar até 30% nas eleições, mas está estável este ano. No Mato Grosso do Sul, a fabricante de camisetas Priscilla Malhas estocou 200 mil peças, que hoje estão encalhadas. A proibição também atingiu o segmento de outdoors. (pág. 1 e B10) - A estagnação das vendas, a chegada das operadoras de TV ao mercado de voz e, sobretudo, a competição com os celulares levaram as operadoras de telefonia fixa a diversificar a oferta de pacotes de serviços. Hoje, 17% das linhas em uso no país são alternativas ao plano básico. A tendência é vender pacotes de minutos, que são mais claros para o cliente e minimizam a antipatia em relação à assinatura básica. Paralelamente, o Aice, pacote para baixa renda lançado pela Anatel, até agora não deslanchou. Dois meses após o lançamento, as vendas chegaram a pouco mais de 500 unidades. (pág. 1 e B3) - Das 500 maiores empresas em operação no Brasil em 1973, apenas 117 (23,4%) conseguiram se manter no mesmo ranking em 2005. As companhias que deixaram de existir foram derrubadas pela incapacidade de reverter decisões prejudiciais à organização, pela falta de transparência na alta gestão e por lideranças voltadas para o passado, sem visão de futuro, conforme pesquisa da Fundação Dom Cabral. As que sobreviveram conseguiram crescer muito mais do que o PIB. (pág. 1 e B2) - A corretora de imóveis Abyara vai usar a maior parte dos R$ 163,77 milhões captados com a sua recente oferta pública de ações para se transformar em incorporadora. "A maior fatia da receita gerada pelos empreendimentos fica mesmo para quem faz a incorporação", explica Marcelo Lima, diretor e sócio da empresa. Uma preocupação da Abyara é não melindrar os clientes, justamente as outras incorporadoras, que até agora contavam com ela na comercialização das suas obras. Por isso, ela participará de incorporações com outras empresas. (pág. 1 e B1) - Após uma década de retrocesso, número de crianças entre 5 e 14 anos que trabalham sobe 10,3% no Brasil e preocupa organizações. (pág. 1 e Suplemento Empresa & Comunidade) - Aplicações em imóveis bateram os investimentos em renda fixa no primeiro semestre e deram bons resultados aos fundos de pensão. Alguns, como a Previ, querem reavivar a carteira do setor. (pág. 1 e C3) - A Sociedade de Propósito Específico formada por Furnas, Cemig, Orteng e Alusa está investindo R$ 260 milhões em 360 quilômetros de linhas de transmissão. (pág. 1 e B10) - A Agrenco anunciou a construção de três usinas de biodiesel no Brasil em parceria com cooperativas do Paraná, do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul. O investimento total será de US$ 100,5 milhões. (pág. 1 e B13) - O grupo alemão Merck vai pagar 16,6 bilhões de francos suíços pela companhia suíça Serono. A alemã Altana vendeu sua unidade de remédios para a dinamarquesa Nycomed por € 4,5 bilhões. (pág. 1 e B9) OUTROS JORNAIS JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Amigo de Lula diz que negociou dossiê - Ex-chefe do núcleo de risco da campanha de Lula, Lorenzetti detalhou à PF etapas da negociação do dossiê, mas negou saber sobre origem do dinheiro. Documento tem mais de 2 mil páginas, afirma a PF. (pá. 1, 12 a 16) - Lula publica decreto que reduz IPI de seis novos produtos. (Economia 1) - Federais prendem 19 patrulheiros de Mato Grosso do Sul. (pág. 1 e 17) - Paes e massas subirão até 10% - Quebra na safra do trigo aumenta preço da farinha e indústria informa que repassará reajuste para o consumidor. (Economia 5) - Saque do FGTS pode ser feito até em lotéricas a partir de segunda-feira. (Economia 2) - Pernambuco lidera ranking nacional de assassinatos. (Cidades 1 e 2)

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Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.
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