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27/02/2006
JORNAL DO BRASIL - Mensalão é alvo de folia pré-eleitoral - De norte a sul do país, o escândalo de corrupção que atingiu o governo Lula serviu de enredo para blocos carnavalescos e trios elétricos. Na Bahia, o ministro Gilberto Gil e o cantor Carlinhos Brown se desentenderam sobre o racismo à brasileira. O mano Caetano Veloso nada viu: trocou a folia de Salvador por Recife pela primeira vez. (págs. 1 e A3) - Domadores do Leão - Declarar impostos para os outros vira fonte de renda. (págs. 1 e A6) FOLHA DE SÃO PAULO - Doação de bancos a PT cresceu cerca de 1.000% desde 2002 - Os bancos, que sob a apolítica econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva bateram novos recordes de lucro, se tornaram os principais doadores do PT. Entre 2002 e 2004, aumentaram em cerca de 1.000% suas doações aos caixas do PT nacional e do estadual de São Paulo. No período, elas saltaram de R$ 520 mil para R$ 5,7 milhões. Em 2004, a campanha eleitoral do PT também recebeu a maior quantia dos bancos. As instituições doaram R$ 7,9 milhões ao partido, divididos entre candidatos em todo país e os dois maiores diretórios. O valor é quase o dobro dos R$ 4,1 milhões doados para a campanha do PSDB. (...) (pág. 1) - Mesmo sem ter assumido formalmente sua candidatura à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já prepara uma segunda versão da "Carta ao Povo Brasileiro". Uma parte fará uma análise do seu primeiro mandato. A outra, uma projeção sobre um eventual segundo governo. Quem diz isso é o ex-ministro da Educação Tarso Genro, que é atualmente um dos principais interlocutores do presidente e já foi convidado a assumir novamente um ministério político quando ocorrer a reforma ministerial. (...) (pág. 1) - Chefe da Casa Civil, responsável pelo gerenciamento do governo Lula, a ministra Dilma Rousseff disse à Folha que a oposição tem uma "visão elitista" da população brasileira ao comentar o resultado das últimas pesquisas que indicam recuperação da popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na opinião dela, tucanos e pefelistas subestimaram a reação do eleitorado às medidas que o governo Lula vem tomando e à atitude do presidente diante da crise do "mensalão". "Há uma visão elitista de quem supõe que temos um conjunto de habitantes pobres que não entende o que está sendo falado". (...) (pág. 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - Virada de Lula coincide com explosão da publicidade oficial - Números oficiais mostram que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu a liderança das pesquisas eleitorais depois que o governo fez imensos gastos de publicidade. Entre 1° de janeiro e 23 de fevereiro deste ano, o governo empenhou gastos no valor de R$ 52 milhões em propaganda. Em 2005, no mesmo período, foram R$ 212 mil - só 0,5% do empenhado este ano. Em sua contabilidade, o governo registrou que recebeu serviços de publicidade (reconhecidos mas não pagos) no valor de mais R$ 151,4 milhões. A virada na campanha ocorreu após essa chuva de dinheiro. "A publicidade oficial tem um efeito real sobre os eleitores, mas é difícil medir sua magnitude", admite Márcia Cavallari, diretora-executiva do Ibope. Obtidos pelo "Estado" junto ao Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), esses dados são parciais, pois não incluem as empresas estatais. A soma de gastos de Lula nos três primeiros anos chega a R$ 903,7 milhões, contra R$ 488 milhões dos três últimos do governo Fernando Henrique Cardoso - uma aumento de 85% no governo do PT. (págs. 1 e A4) - Cinco setores garantiram o crescimento da indústria brasileira em 2005. Veículos automotores, indústrias extrativas, material elétrico, aparelhos e equipamentos de comunicação, farmacêutica e edição, impressão e reprodução de gravações responderam por 80% do crescimento da produção industrial, de 3,1%, segundo o Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi). (págs. 1 e B1) - Universidades atraem doações em troca de propaganda institucional. A tática funciona: dos R$ 15 milhões investidos pelo Ibmec na construção de sua nova unidade, R$ 10 milhões foram angariados com empresas. (págs. 1 e A10) O GLOBO - Disparidades marcam universidades federais - Um aluno da Universidade Federal de São Paulo custa R$ 92 mil por ano - o suficiente para financiar 38 alunos da Universidade Federal no Amapá. Esse é um exemplo do abismo entre as federais, com diferenças de orçamento e nível dos professores. Enquanto a Unifesp tem mais alunos de pós-gradução, a Federal do Amapá nunca formou um doutor. (págs. 1 e 5) - Na era Lula, a indústria cresceu mais em estados que recebem incentivos fiscais. O avanço no Amazonas foi de 31% e, no setor gaúcho, só 24%. (págs. 1 e 13) - A segurança do Museu da Chácara do Céu, com vigias desarmados, é inadequada, diz a delegada Isabelle Vasconcellos, que apura o roubo de sexta-feira. (págs. 1 e 9) CORREIO BRAZILIENSE - PT promove filiação em massa de sem-terra - Trabalhadores rurais que sonham com um pedaço de chão aderem ao partido do presidente Lula na esperança de serem beneficiados com a reforma agrária. Legenda organiza a entrada de 500 novos petistas, na semana que vem, recrutados em três acampamentos do DF. (pág. 1 e Tema do Dia, pág. 3) - Em maio, a Lei de Responsabilidade Fiscal, idealizada para impedir os governantes de serem irresponsáveis com o dinheiro público, completa seis anos. Mas além de determinações frágeis e sanções leves, não há registro de administrador que tenha sido punido por descumpri-la. (págs. 1 e 8) ETES

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