31/08/2006

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JORNAL DO BRASIL

- Falcatruas no mercado imobiliário

- Há um ano, a Polícia Federal começou a fechar o cerco sobre a quadrilha que desmatava ilegalmente áreas ambientais no estado do Rio. A operação resultou na prisão de sete empresários da construção civil e da indústria da pesca, além de 25 funcionários do Ibama. Os corruptos cobravam entre R$ 500 e R$ 200 mil pela emissão de pareceres favoráveis às construtoras. As empresas agiam na Barra e também em Angra, Parati, Niterói e na Região dos Lagos. (Cidade A8)

- Orçamento - Lula agora inventa um Brasil de juros baixos. (País A2 e A3)

- Congresso - Aldo Rebelo caça platéia para chinês. (País A6)

- Crédito - Dinheiro emprestado vai custar menos. (Economia A17)

- No purgatório da burocracia. (Cidade A9)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Horário eleitoral só muda voto de 6%

- A última pesquisa Datafolha revela que 6% dos eleitores do país dizem ter mudado o voto por causa do horário eleitoral. Dos 43% dos votantes que assistiram os programas na TV e têm um candidato, a maioria (37%) não mudou o voto. Dos atuais eleitores de Geraldo Alckmin (PSDB), 11% declararam ter mudado o voto com o horário eleitoral. Como Alckmin tem 27% de intenções de voto, esses 11% correspondem a três pontos percentuais. Desde o início da campanha na TV, em 15 de agosto, Alckmin ganhou precisamente três pontos percentuais: tinha 24% na pesquisa realizada nos dias 7 e 8 de agosto, e passou para 27% no levantamento do dia 29.

Em contraste com o desempenho do tucano, apenas 2% dos eleitores que declaram voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizem ter mudado o voto em razão do horário eleitoral. Como Lula tem 50% das intenções de voto, esses 2% correspondem a um ganho de um ponto percentual. Como Lula conquistou três pontos percentuais após o início do horário eleitoral (ele passou de 47% para 50%), constata-se que este lhe acrescentou menos votos que outras modalidades de convencimento do eleitor.

No caso de Heloísa Helena (PSOL), 14% de seus atuais eleitores afirmam ter mudado o voto em razão do horário eleitoral. Contudo, como a candidata oscilou negativamente de 12% para 10% nesse período, nota-se que o ganho eleitoral da candidata (1,4 ponto) não compensou os votos que ela perdeu com a campanha na televisão. De forma geral, a influência do horário eleitoral tem sido pequena porque a maioria do eleitorado (55%) não acompanha os programas, nem mesmo em parte, os candidatos na TV. A audiência do horário tende a cair nesta fase da campanha e só deve se recuperar na semana final de exibição. Na eleição de 2002, um rastreamento do Datafolha feito por telefone mostrou que, após três semanas de exibição, a audiência do horário eleitoral tinha caído pela metade, de 40% para 20%. (pág. 1)

- Na última reunião antes do primeiro turno das eleições, o Copom (Comitê de Política Monetária, do Banco Central) surpreendeu e promoveu um corte de juros superior ao esperado pela maioria do mercado. A Selic, taxa que baliza os juros da economia, caiu 0,5 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Pela pesquisa feita pelo BC com bancos e consultorias, a expectativa era um corte de 0,25 ponto percentual, mas vinham crescendo apostas num corte maior. Apesar da queda, o juro brasileiro ainda está entre os maiores do mundo. A última vez em que a taxa de juros fixada destoou do ponto médio das previsões dos investidores havia sido em maio de 2005, quando a Selic subiu de 19,5% para 19,75% ao ano, enquanto se apostava na estabilidade na taxa. O próprio BC destacava como meritória a previsibilidade do Copom, mantida nas 12 reuniões anteriores. (pág. 1)

- A Polícia Federal prendeu ontem 24 dos 87 fiscais do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) que trabalham no Estado do Rio. Responsáveis por fiscalizar crimes ambientais, eles são acusados justamente de vender laudos liberando construções ilegais em áreas protegidas e de cobrar propina de pescadores em situação irregular. O número de fiscais presos corresponde a 27,59% da categoria em todo o Estado. Dos 24 presos, 13 trabalham no município do Rio, onde o Ibama tem 40 fiscais. Ou seja, na capital fluminense, foram presos 32,5% dos fiscais a serviço do órgão ambiental federal.

A ação da PF teve o apoio do Ibama e do Ministério do Meio Ambiente. A ministra Marina Silva e o presidente do órgão, Marcus Barros, foram ao Rio de Janeiro anteontem para acompanhar o trabalho dos 200 policiais federais destacados para cumprir 32 mandados de prisão e 36 de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal em São João de Meriti (cidade na Baixada Fluminense). Foram realizadas 31 prisões. Além dos fiscais, a PF prendeu três empresários de consultoria ao setor imobiliário, dois comerciantes envolvidos com a venda de sardinha e de camarão e duas mulheres de funcionários do Ibama. A Polícia Federal recusou-se a fornecer os nomes das empresas que teriam comprado os laudos ambientais fraudulentos. (pág. 1)

- O senador Aloizio Mercadante, 52, candidato do PT ao governo de São Paulo, admitiu ontem, ao ser sabatinado por jornalistas da Folha, que o partido cometeu um grave erro político durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Diferentemente do presidente, ele não demonstrou condescendência com colegas de partido envolvidos com o mensalão. Enquanto o presidente afirma que "nenhum companheiro deixará de ser seu amigo porque cometeu um erro", Mercadante mostrou lógica distinta de seu principal cabo eleitoral: "Como Juscelino Kubitschek vou repetir: o homem público não tem que ter compromisso com o erro. E eu não tenho compromisso com o erro. Respondo pela minha história. Vocês nunca viram uma denúncia em relação ao meu mandato em 30 anos de vida pública".

Ao ser questionado sobre as dívidas de campanha e declarações feitas pelo ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares - que revelou à CPI os esquemas de caixa dois envolvendo o partido -, Mercadante, de novo, tem opinião divergente de declaração já dada pelo presidente Lula: "Não acredito que todo mundo faça. Não me inclua nessa! Nunca tive envolvimento em qualquer denúncia". Compulsivo com números e muitas vezes atropelando as perguntas, o petista voltou a desafiar o principal adversário, José Serra (PSDB), para um debate sobre educação e crescimento. Disse que Serra usa metodologias distintas para convencer que o Estado cresceu. Mas foi convidado a deparar-se com uma tabela que consta em seu próprio livro ("Brasil: Primeiro Tempo") revelando que o Brasil, no período 2003/ 2004, teve crescimento do PIB inferior ao mundial. Já no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso (1999/ 2002) a mesma tabela mostra que o PIB nacional cresceu mais que o mundial. (pág. 1)

- A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) negou o pedido das concessionárias de telefonia fixa local para mudar as regras do edital para licitação de faixas de freqüência para fornecimento de acesso à internet em banda larga sem fio. A princípio, o leilão acontece na segunda-feira. Diante da decisão da agência, as teles entraram na Justiça para tentar impedir a realização do leilão (leia texto abaixo). O edital da Anatel abriu uma guerra entre as gigantes da telefonia fixa local (originárias das estatais, privatizadas em 1998) e centenas de empresas provedoras de acesso à internet, de TV por assinatura e de outros serviços de telecomunicações que pressionam por mais competição no mercado. Para evitar maior concentração, o edital da Anatel proibiu as teles de comprarem freqüências para o serviço sem fio dentro de suas áreas de concessão de telefonia fixa. Com isso, a Telefônica, por exemplo, está impedida de comprar licenças no Estado de São Paulo, mas está livre para atuar em outros Estados. O leilão desperta grande interesse porque se acredita que o futuro das telecomunicações esteja nas transmissões sem fio - mais rápidas e mais baratas. (pág. 1)

- Mesmo depois de anunciar a suspensão do empréstimo de R$ 497,1 milhões do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) à Volkswagen, o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou ontem que o governo não vai interferir no conflito entre a montadora e seus funcionários. O ministro disse ontem à "Folha" que as partes estão negociando e chegarão a um acordo "de um jeito ou de outro". "Há situações em que as partes devem se entender. O governo não tem o que fazer em uma situação como essa, a não ser que as partes desejem a intermediação. Aí, o governo está sempre à disposição", afirmou, ao comentar a demissão de 1.800 empregados da montadora. Ele fez questão de enfatizar que a suspensão do financiamento do BNDES não tem vinculação com as demissões na empresa. Na segunda-feira, Marinho, a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil) e o presidente do BNDES, Demian Fiocca, estiveram reunidos com representantes da montadora e informaram que o banco não repassará os recursos do empréstimo até a conclusão das negociações com os trabalhadores. (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Perto da eleição, BC corta 0,5 ponto no juro

- Faltando cerca de um mês para a eleição, o Comitê de Política Monetária (Copom) surpreendeu a maior parte do mercado e manteve o ritmo de queda da taxa básica de juros, a Selic. Por unanimidade, os dirigentes do Banco Central decidiram ontem reduzir a Selic em 0,5 ponto porcentual, para 14,25% ao ano. É a primeira vez, depois de vários encontros, que a decisão do Copom não confirma a aposta majoritária dos economistas, que previam queda de 0,25 ponto.

Na nota distribuída ao fim da reunião, o Copom informa que a decisão foi tomada "avaliando o cenário macroeconômico e as perspectivas para a inflação". A taxa de 14,25% é a menor desde junho de 1996. Apesar disso, o Brasil continua na liderança mundial dos juros reais. Apesar de maior do que o esperado pelo mercado financeiro, a redução de 0,5 ponto porcentual não agradou a empresários e sindicalistas. "Mais uma vez, a trajetória de queda da Selic mantém o ritmo tímido", disse o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. Número: 14,25% ao ano é a nova taxa Selic. (pág. 1, B1 e B3)

- A proposta de orçamento nacional para 2007, que sra encaminhada hoje ao Congresso, prevê novo aumento da carga tributária federal. O governo estima que a arrecadação administrada pela Secretaria da Receita Federal alcançará R$ 400,3 bilhões, ou 17,33% do PIB. Para este ano, a projeção do governo é de que ela fique em R$ 362,1 bilhões, ou 17,23% do PIB. O crescimento nominal será de 10,46%. Como já antecipado, a proposta não reduz as despesas correntes em 0,1 ponto porcentual do PIB em relação às deste ano, como estava previsto no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias. (pág. 1 e B5)

- O presidente Lula pediu que fossem retiradas de seu programa de governo as críticas do PT à política econômica e ao Banco Central e autorizou ataque à "corrupção generalizada" na gestão Fernando Henrique Cardoso. (pág. 1 e A6)

- A penúria da política - O programa oficial de Lula e os ataques de Alckmin são sintomas desacorçoantes da falta de densidade da campanha, o que por sua vez espelha a penúria a que chegou a política brasileira. (pág. 1 e A3)

- O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, elevou o tom de seus ataques ao presidente Lula e centrou fogo nas denúncias de irregularidades na administração do PT. Ele disse no Rio que a corrupção no governo Lula "é uma lista telefônica" e avaliou que, informado sobre isso, o eleitorado vai rejeitar sua reeleição. "Como vai reeleger um governo que sob o ponto de vista ético foi um descalabro, uma lista telefônica de corrupção?", perguntou. Alckmin prevê que vai haver segundo turno com uma disputa duríssima e que nesse caso ganhará a eleição. (pág. 1 e A4)

Frase: "Qual é a receita dele? Aumentar gastos, aumentar impostos e cortar investimento". (Geraldo Alckmin, candidato do PSDB, pág. 1)

- A Polícia Federal prendeu 24 fiscais do Ibama no Rio acusados de vender pareceres técnicos forjados a construtoras, para que erguessem empreendimentos em áreas de proteção ambiental. Sete empresários também foram detidos. (pág. 1 e A12)

- Embraer vende 100 aviões para China - Encomenda da HNA, de US$ 2,7 bi, é 3ª maior da empresa brasileira. (pág. 1 e B16)

- Barrado na festa - Brasil esperneou, mas ficou sem poder de voto no FMI. (Rolf Kuntz, pág. 1 e B2)

- A Polícia Militar de São Paulo fez ontem, por meio de uma nota oficial, um apelo à população para que não mude a rotina por causa dos ataques do PCC. "O que o criminoso quer é intimidar", diz a nota, sugerindo que fatos que chamem a atenção sejam denunciados pelos telefones 181 e 190. "Você é o principal parceiro da polícia contra o crime", argumenta a nota. A PM também informou ter triplicado o patrulhamento na noite de ontem e madrugada de hoje. (pág. 1 e C1)

- O Ministério da Saúde aceitou ontem pedido do Conselho Federal de Psicologia para fechamento do Hospital Psiquiátrico Dr. Milton Marinho, em Caicó (RN). Um paciente morreu queimado preso à cama. (pág. 1, A19 e A20)

O GLOBO

- Bolsa Família: gastos subiram 60% no 1º mês de campanha

- O governo aumentou em 60% os repasses para o programa Bolsa Família em julho, mês em que foi iniciada a campanha eleitoral. As transferências para o programa, carro-chefe da campanha de Lula para a reeleição, passaram de R$ 598 milhões em junho para R$ 952 milhões em julho. No Nordeste, onde Lula chega a ter 70% de preferência eleitoral, os repasses cresceram 92,7% no período. Isso aconteceu porque o governo antecipou pagamentos do programa, fazendo com que cerca de 40% das famílias recebessem em julho o valor de duas mensalidades do benefício. Hoje o governo envia ao Congresso a proposta de Orçamento para 2007, que, em contradição com as promessas de Lula, prevê novo aumento da carga tributária. A arrecadação de impostos pela Receita chegaria a R$ 400,3 bilhões, ou 17,4% do PIB. Também está previsto aumento de 13% nos investimentos, com valor autorizado de R$ 17,5 bilhões. (pág. 1, 3 e 8)

- O candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin, disse no "Globo" que o governo Lula é "um descalabro ético, uma lista telefônica da corrupção". Segundo o tucano, "a questão do PT é roubo, é corrupção, é desvio de dinheiro público". Alckmin prometeu promover, se eleito, o desenvolvimento econômico e reduzir impostos. Disse que o programa de governo do PT "é um engodo" que não levará o país a crescer. Ao comentar os recentes atentados de uma facção criminosa em São Paulo, o tucano disse que o crime organizado não quer que ele se eleja. Ele afirmou que continua acreditando em uma virada. O presidente Lula recusou convite do "Globo" e não participará de sabatina que seria realizada hoje. (pág. 1, 11 a 14)

- Na véspera de o IBGE anunciar desaceleração no PIB do segundo trimestre, o Banco Central surpreendeu e baixou os juros em 0,5 ponto, para 14,25%. O temor do governo é de que o PIB menor possa ser explorado nas eleições. (pág. 1 e 27)

- Os ex-ministros da Fazenda Pedro Malan, Maílson da Nóbrega e Delfim Netto criticaram o programa de governo do PT para um eventual segundo mandato de Lula, por não prever corte de gastos. Para Malan, este deveria ser o ponto central. Para Maílson, o documento reflete um grau de cinismo muito grande. (pág. 1, 4 e editorial "A conta não fecha")

- Primeiro presidente a sofrer impeachment na História do país, Fernando Collor de Mello anunciou sua intenção de se candidatar a senador por Alagoas. Ele pediu registro ao TRE para concorrer pelo PRTB. Em sua nova tentativa de retornar à política, o ex-presidente já incorre em nepotismo: escolheu dois primeiros para compor a sua chapa, como suplentes. (pág. 1 e 10)

- A Embraer assinou com o grupo chinês HNA contrato de venda de 100 aviões, no valor de US$ 2,7 bilhões. As aeronaves serão entregues nos próximos cinco anos. A Embraer tem atualmente um escritório em Pequim e uma fábrica em Harbin. (pág. 1 e 29)

- Um quarto de todo o efetivo do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) no estado foi preso ontem, numa das maiores operações da Polícia Federal para desarticular no Rio uma quadrilha que forjava laudos técnicos ambientais por até R$ 90 mil em propinas. Do total de 30 pessoas presas, 22 são funcionárias do Ibama. O grupo também cobrava para facilitar a pesca de sardinhas fora da época permitida. A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, disse no Rio que a operação conseguiu "alcançar o corrupto e o corruptor". (pág. 1 e 21)

GAZETA MERCANTIL

- Estrangeiro sai da Bolsa mas fica no mercado

- Os investidores estrangeiros estão tirando os recursos da Bovespa para comprar ações em ofertas públicas e aplicar em títulos da dívida pública. No acumulado do ano, até 28 de agosto, a saída líquida de recursos externos da Bolsa soma R$ 2,3 bilhões. Isso resulta da venda maciça de papéis iniciada em meados de maio, quando o saldo anual era positivo. Desde então, as vendas feitas por estes investidores já superam R$ 5,5 bilhões. "Como esse dinheiro não está passando pelo câmbio, e portanto não está saindo do País, o mais provável é que esteja indo para ofertas primárias de ações e para a compra de títulos da dívida pública", diz Milton Luiz Milioni, presidente nacional da Apimec, a entidade dos analistas de mercado.

Números da Bovespa mostram que os estrangeiros absorveram 73% dos R$ 10,6 bilhões vendidos em ofertas públicas de ações no mercado brasileiro em 2006. Além disso, o investimento estrangeiro em títulos públicos dobrou de fevereiro a junho, passando de R$ 5,8 bilhões a R$ 11,8 bilhões (o que já representa 2% da dívida mobiliária doméstica), no rastro das medidas que, em fevereiro, isentaram os estrangeiros de IR nos rendimentos obtidos com esses papéis. "O estrangeiro tem preferido ficar no Brasil para não perder oportunidades de ganhos com ações nos próximos meses", diz Álvaro Bandeira, diretor da Ágora Senior, a maior corretora independente do mercado. (pág. 1 e B-2)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva envia hoje ao Congresso proposta de Orçamento da União para o próximo ano que - além de lhe servir de bandeira na campanha à reeleição - reforça a expectativa de adoção de estilo mais "desenvolvimentista" em eventual segundo mandato. Ao contrário do programa de governo anunciado anteontem, que não traz metas numéricas (...) (pág. 1 e A-5)

- O Comitê de Política Monetária (Copom) contrariou as previsões da maioria dos economistas do mercado financeiro, que esperava corte de 0,25 ponto, e reduziu em 0,5 ponto a Selic, levando-a a 14,25% ao ano. Com isso, o juro real baixou a 9,32%. A decisão, unânime, foi tomada na última reunião antes das eleições e às vésperas da divulgação do PIB do segundo trimestre. A sinalização dada antes pelo BC, ao afirmar que agiria com mais parcimônia, era citada para justificar a estimativa de corte menor. "Pesou mais para o BC o cenário favorável do que suas próprias palavras", afirmou Alexandre Mathias, da Unibanco Asset Management. (pág. 1 e B-1)

- Existe convergência suficiente na sociedade brasileira para que um acordo político seja firmado depois das eleições visando à implementação, a partir de 2007, de uma agenda mínima de reformas consideradas necessárias para assegurar o crescimento sustentado do País no médio e longo prazos. Esta foi a conclusão do debate, ontem, entre quatro ex-ministros da Fazenda em São Paulo, com a participação de Maílson da Nóbrega, Antonio Delfim Netto, Pedro Malan e Antonio Palocci.

As mudanças necessárias são abrangentes e deveriam começar pelas reformas constitucionais - da previdência, tributária e política -, passarem pela redução drástica dos gastos correntes do governo federal e o aumento dos investimentos públicos e incluírem alterações microeconômicas capazes de conter o excesso de burocracia e, em conseqüência, os custos gerados às empresas.

No curtíssimo prazo, entretanto, será necessário prorrogar mais uma vez a Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), defendeu o ministro do Planejamento, Orçamento e Gestão, Paulo Bernardo, que abriu o evento promovido pela Tendências Consultoria Integrada. Pela legislação vigente, a CPMF acabará em dezembro de 2007.

A maior parte das soluções apresentadas pelos quatro ex-ministros - e pelo petista Paulo Bernardo - não está no programa apresentado anteontem pelo PT para um possível segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que pelas pesquisas de intenção de votos à Presidência da República poderia vencer hoje a eleição no primeiro turno. (pág. 1 e A-6)

- Enquanto no ABC paulista trabalhadores da Volkswagen entram no segundo dia de greve, em protesto à demissão de 1,8 mil funcionários, a montadora reforça a fábrica do Paraná. Segundo o diretor do Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, Cláudio Gramm, a empresa alugou pátios na região para estocar veículos e pediu para o pessoal da unidade, que já opera com 100% da capacidade em três turnos, que fizesse hora extra no sábado à noite. Eles recusaram. (pág. 1 e C-6)

- Melhor que vender 100 aviões à China, por US$ 2,7 bilhões, é a disposição de empresas aéreas daquele país de encomendar mil novos jatos nos próximos seis anos, mercado do qual a Embraer quer participar. O contrato assinado ontem foi o segundo maior da fabricante brasileira. (pág. 1 e C-5)

- O juiz Lincoln Pinheiro, da 20a- Vara Federal de Minas Gerais, rejeitou ação do Ministério Público Federal pedindo anulação do decreto que cria o padrão japonês de TV digital para o Brasil. A MP alegava que o padrão japonês seria o mais caro. (pág. 1)

- O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou aumento de 0,37% no mês de agosto, na comparação com a elevação de 0,18% em julho. Os dados foram divulgados ontem pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No ano, a inflação acumulada pelo índice é de 1,96% e nos últimos 12 mesesp a alta chega a 2,43%. (pág. 1 e A-4)

- Apesar do risco de alta do preço do trigo no mercado interno, o governo resiste em remover a Tarifa Externa Comum. O argumento é que a safra brasileira do grão só está começando e se removesse a TEC, o que onera o grão em 10%, os preços desabariam. (pág. 1 e B-12)

- A Energias do Brasil não descarta investir em geração termelétrica utilizando o carvão como combustível, a partir do próximo ano. Ao admitir essa possibilidade durante reunião ontem, em São Paulo, na Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec), o vice-presidente de geração da empresa, Custódio Miguens, explicou que o combustível, no caso, pode ser "nacional ou importado". "O que não podemos pensar é em gás", acrescentou. Miguens calcula que os projetos a partir do carvão poderiam gerar 700 megawatts e demandariam investimentos de até US$ 1,1 bilhão para serem implantados. Para 2006, os investimentos em geração já programados pelo grupo deverão totalizar R$ 754 milhões.

Em Florianópolis, também em reunião da Apimec, realizada na noite de terça-feira, o presidente da Tractebel , controlada pela francesa Suez, revelou que a empresa estabeleceu como meta para os próximos anos vender metade da energia que gera a clientes livres. Em 2006, a participação desses clientes no total comercializado pela empresa deverá ser de 30%. (pág. 1 e C-2)

- A corrente de comércio entre Brasil e Índia poderá chegar a até US$ 10 bilhões em cinco anos. Hoje gira em torno de US$ 2,5 bilhões e é favorável aos indianos em US$ 571,8 milhões. O grande interesse deles pelo etanol poderia aliviar esse déficit. (pág. 1 e A-4)

- Maior banco canadense, o Royal Bank of Canada prepara-se para expandir sua atuação no Brasil, onde mantém um escritório de representação. Segundo o diretor do banco, José Lima, o foco será a distribuição de fundos para o private banking (pessoa física de alta renda). (pág. 1 e B-2)

- A rede varejista Lojas Americanas estendeu a todos os acionistas o direito de receber 100% do preço pago às ações do bloco de controle, o chamado tag along. A medida fez a ação preferencial da companhia subir 8,2% na Bovespa. (pág. 1 e B-3)

- Sem revelar nomes, o Bradesco anunciou ontem que vai lançar mais cinco cartões em parceria com o varejo. O banco tem expandido a atuação no setor. Só com a Casas Bahia tem R$ 4 bilhões em crédito e prevê alcançar, em meados de 2007, 3 milhões de unidades. (pág. 1 e C-3)

- A catarinense Datasul começa a mirar o outro lado do mundo. A empresa de software de gestão mantém para os próximos meses a intenção de crescer no Brasil e na América Latina por meio de aquisições com os recursos obtidos a partir da abertura de capital. Mas o crescimento da China apressa a sua entrada naquele país. (pág. 1 e C-1)

- A abertura de capital das empresas brasileiras pode fomentar negócios para os fornecedores de software para análise de dados (Business Intelligence), setor que faturou US$ 5,7 bilhões em todo o mundo no ano passado. Há tendência de os executivos usarem essas aplicações para demonstrar a investidores as estratégias da empresa. "A bolsa brasileira está crescendo e as empresas de BI enxergam nisso uma oportunidade", diz o vice-presidente mundial da Hyperion, Frank Buytendjidk. (pág. 1 e C-1)

CORREIO BRAZILIENSE

- BC corta juros e faz a alegria de Lula

- A um mês da eleição, o Banco Central decidiu ontem baixar a taxa básica de juros para 14,25% ao ano, a menor desde que o índice foi criado há 20 anos. O corte de 0,5 ponto percentual surpreendeu analistas do mercado financeiro, que apostavam numa redução de apenas 0,25. Apesar de o BC passar a mensagem de que a decisão não teve influência política, a notícia vem em boa hora para o presidente Lula, que é candidato à reeleição. Isso porque deve funcionar como contraponto ao anúncio, previsto para hoje, de que houve queda no ritmo de crescimento econômico do país no segundo trimestre. (pág. 1 e 18)

- Agora é oficial. Certo de que será reeleito, Lula encarregou o ministro Tarso Genro de leva ao Congresso a discussão de três propostas: a reforma política, o fim da reeleição e mudanças na elaboração do Orçamento. Um dos objetivos é dar o tom do debate político no país, não deixando que a oposição ocupe espaço com denúncias contra o governo. (pág. 1 e 2)

- O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, avisou que o governo não vai interferir no caso Volks, mesmo após as 1.800 demissões anunciadas e a greve dos metalúrgicos da empresa. Mas a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, explicitou o descontentamento do Planalto com a crise em São Bernardo do Campo, reduto eleitoral de Lula. (pág. 1 e 19)

- No embalo do prestígio de Lula, o ex-deputado petista voltou a freqüentar o maior símbolo do poder no país. Denunciado ao STF como um dos chefes do esquema do mensalão, ele foi recebido no Palácio pelo ministro Tarso Genro e levado para encontro, na tarde ontem, com o presidente da República. (pág. 1 e 5)

- Prontidão contra PCC - Em meio a novos ataques no estado, sem maior gravidade, governo de São Paulo reage e reforça policiamento nas ruas. (pág. 1 e 13)

- Abadia agora é só candidata - Governadora contradiz discurso de que permaneceria no Buriti e pede licença do cargo para se dedicar à campanha. (pág. 1 e 10)

VALOR ECONÔMICO

- Copom sustenta ritmo de corte e juro cai a 14,25%

- O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter o ritmo de corte de 0,5 ponto percentual nos juros básicos da economia, que caíram de 14,75% para 14,25% ao ano, diante da acentuada queda das projeções inflacionárias para 2007 e do recuo do nível de atividade econômica. A decisão foi unânime, sem viés, e confirmou as expectativas mais otimistas do mercado, que se dividiu em um grupo menor que apostava em um corte de 0,5 ponto e a maioria, que previa uma redução de 0,25 ponto. A aposta majoritária era de um corte menor porque, na ata da reunião de julho, o Copom sinalizou que as incertezas sobre a repercussão dos cortes já decididos poderiam fazer com a flexibilização da política monetária fosse "conduzida com maior parcimônia".

O mercado financeiro projeta para 2006 uma inflação de 3,68%, bem abaixo da meta, fixada em 4,5%. Para 2007, período que realmente interessa para as decisões de política monetária tomadas neste momento, a inflação está estimada em 4,5%, mas há sinais de que as expectativas podem cair nas próximas semanas. Os analistas econômicos estão revendo para baixo também as projeções de crescimento da economia. Hoje, o IBGE divulga o desempenho do Produto Interno Bruto do segundo trimestre, que ficou aquém do crescimento de 1,4% no primeiro trimestre, comprometendo a expectativa do governo de que o PIB deste ano cresceria algo mais próximo de 4%. Foi a décima redução seguida nos juros básicos, no mais longo período de afrouxamento da política monetária nos dez anos do Copom. A taxa nominal já era, antes do corte de ontem, a mais baixa da história da Selic, criada em 1986. O Bradesco anunciou ontem mesmo redução dos juros nas linhas de crédito. (pág. 1, C1 e C2)

- Em uma população onde os endividados são maioria absoluta, os eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declaram-se mais otimistas em relação às chances de quitar suas dívidas do que os de seu rival Geraldo Alckmin (PSDB). A quarta rodada da pesquisa Ipespe/Valor mostra que só 23% dos pesquisados declararam não ter dívidas. Entre os eleitores de Lula, 65% acreditam que irão quitar suas dívidas nos próximos seis meses, ante 53% dos que optam pelo tucano. Na pesquisa, Lula tem 47% das intenções de voto e Alckmin, 27%. (pág. 1)

- Anatel mantém edital para rede sem fio e corre risco de intervenção. (pág. 1 e A4)

- O ressurgimento da indústria naval brasileira, uma das bandeiras do governo Lula, continua sendo uma promessa. Algum dinamismo tem sido observado na montagem de plataformas e de barcos de apoio à indústria de petróleo, mas a produção de navios de grande porte não avançou. A demora no início da construção dos 26 petroleiros licitados pela Transpetro, ao custo de US$ 2,48 bilhões, aumenta as incertezas no setor. A Andrade Gutierrez abandonou a parceria com Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e Promar para construir um estaleiro em Suape (PE), onde serão feitos os maiores navios da encomenda. O tema ganhou contornos políticos e a Transpetro só deverá assinar os contratos depois das eleições, porque necessita de uma autorização do Senado para aumentar sua capacidade de endividamento. (pág. 1 e B8)

- Eliana Cardoso - É preciso precaver-se contra o risco da eleição de um presidente descolado do sistema partidário. (pág. 1 e A2)

- Maria Inês Nassif - A "debandada" do PSDB da candidatura de Alckmin não é de causar espanto. (pág. 1 e A9)

- Maria Clara R. M. do Prado - Só mercado fará a desvalorização cambial. (pág. 1 e A15)

- Com o fim das férias no Hemisfério Norte, uma enxurrada de captações externas brasileiras, por meio de eurobônus, deverá tomar conta do mercado internacional a partir da próxima semana. Bancos e empresas do país preparam US$ 2,78 bilhões em operações entre setembro e outubro. A queda nos juros dos títulos americanos também ajuda. "O ambiente internacional está extremamente benigno para o mercado de renda fixa", diz Ricardo Lacerda, responsável pelo banco de investimento do Citigroup no Brasil. Segundo John Welch, analista da Lehman Brothers, "há escassez de títulos de emergentes, pois os governos desses países estão com sobra de reservas e recomprando dívida". (pág. 1 e C3)

- O consórcio Furnas-Odebrecht, responsável pelo projeto das hidrelétricas do rio Madeira, entrega hoje ao Ibama os esclarecimentos sobre o último ponto de dúvida no Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) do empreendimento. Em 15 meses, é a quarta vez que o projeto volta ao Ibama devido a pedidos de detalhamento de riscos ambientais. Se o órgão ambiental der seu aval a este ponto - um estudo mais minucioso sobre a diversidade de peixes, levando em conta os regimes de seca e cheia do rio -, o EIA-Rima estará aprovado em seu mérito e as audiências públicas poderão ser marcadas para outubro. A licença prévia só sai após as audiências, que têm apenas caráter consultivo e não de veto. (pág. 1)

- O mercado de café torrado e moído, que movimenta por ano R$ 3 bilhões no Brasil, experimenta um novo ciclo de concentração. Os grupos estrangeiros voltaram a se interessar por indústrias nacionais. Um dos potenciais compradores seria a Kraft, grande importadora de café verde do Brasil, mas que ainda não tem atuação na área industrial. A companhia nega que esteja negociando a aquisição de indústria nacional, mas no mercado há notícias de que o grupo está sondando torrefadoras. Outra empresa que mapeia o mercado nacional é a italiana Lavazza, como confirmou uma fonte da empresa, que considera grande o potencial de crescimento no país, sobretudo para o café expresso. (pág. 1)

- O grupo Philips, a principal marca européia de aparelhos eletrônicos, elegeu a área de equipamentos médicos e de cuidados com a saúde como a mais importante para seu futuro. Primeira empresa do mundo a fabricar um tubo de raios-X para aplicação médica, em 1896, a empresa investe pesadamente nesse mercado, no qual divide a liderança mundial com a americana GE e a alemã Siemens. A nova sensação na multinacional chama-se medicina molecular e a idéia é desenvolver equipamentos que permitirão diagnosticar e prevenir enfermidades antes que as pessoas fiquem doentes. Em outubro, o grupo inaugura em Eindhoven, na Holanda, uma nova divisão que faz parte desse projeto de longo prazo. Os primeiros produtos dessa unidade, que deve contar inicialmente com cerca de cem cientistas, devem chegar ao mercado em cinco anos. (pág. 1)

- O banco francês BNP Paribas, líder mundial no financiamento de matérias-primas, prepara-se para oferecer crédito à comercialização de açúcar, etanol, soja e algodão brasileiros no mercado internacional. (pág. 1 e B11)

- O mercado editorial de livros no Brasil lançou 41,5 mil títulos no ano passado, com crescimento de 19,1% sobre 2004. O total de exemplares produzidos, no entanto, caiu 4,26%, para 306,4 mil. (pág. 1 e B4)

ESTADO DE MINAS

- CPI ameaça prender o chefe dos sanguessugas

- O presidente da CPI dos Sanguessugas, deputado Antônio Carlos Biscaia (PT-RJ), e o corregedor da Câmara, Ciro Nogueira (PP-PI), querem medidas judiciais imediatas contra Luiz Antônio Vedoin, um dos donos da Planam, empresa que comandou a máfia das ambulâncias. Para ambos, Vedoin está abusando do benefício da delação premiada, mudando versões de seus depoimentos e incluindo novos nomes entre os acusados. Nogueira, acusado por Vedoin de envolvimento com o esquema em recente entrevista - que desmentiu depois -, defendeu a prisão do empresário, para evitar que ele manipule provas e negocie acordos com os suspeitos. Biscaia adiantou que pretende conversar com o juiz Jefferson Schneider, que concedeu a delação premiada a Vedoin, para sugerir uma advertência. (pág. 1 e 3)

- A aproximação das eleições faz a campanha para a Presidência da República se acirrar, com concorrentes aumentando o tom das críticas. Ontem, de manhã, em Brasília, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) responsabilizou o governo de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso (PSDB), pela crise energética que provocou o apagão, em 2001. Ele falava a empresários sobre fontes alternativas de energia. E teve tempo, à tarde, para receber o ex-presidente petista José Genoíno, que caiu em desgraça política com as denúncias do mensalão. Ele foi ao Palácio do Planalto acompanhado do ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro. (pág. 1)

- Uma multidão se despediu emocionada de dom Luciano Mendes de Almeida, em Mariana, onde ele era arcebispo. Depois do velório, na hora do almoço, na Igreja do Carmo, ao qual compareceram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, com dona Marisa, e o governador Aécio Neves, o cortejo seguiu pelas ruas da cidade para o sepultamento na Catedral da Sé, onde o presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), cardeal dom Geraldo Majella Agnelo, celebrou missa campal. O papa Bento XVI enviou nota lamentando a morte do "dedicado pastor, que colocou o seu talento a serviço do Evangelho." (pág. 1, 23 e 24)

- O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) atendeu os anseios de empresários, sindicalistas e do presidente Lula e cortou ontem 0,5 ponto percentual, e não apenas 0,25, na taxa básica de juros (Selic), fixando-a em 14,25% ao ano. (pág. 1 e 14)

- Receita Federal descobre sonegação de R$ 10 bilhões. (pág. 1 e 13)

- Preços - Inflação no atacado dobra e vai a 0,37%. (pág. 1 e 15)

- Semicondudotes - Ministros divergem sobre local de fábrica. (pág. 1 e 16)

- Betim - Fiat contrata 300 para aumentar a produção. (pág. 1 e 17)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Hospitais suspendem 23 planos de saúde

- Mais de 200 mil usuários pernambucanos de 23 planos de saúde não serão mais atendidos a partir de amanhã em 11 dos grandes hospitais do Estado. São todos clientes de planos associados ao Grupo de Empresas de Autogestão em Saúde (Gremes). A comunicação foi feita à imprensa, ontem, pelo presidente do Sindicato dos Hospitais de Pernambuco (Sindhospe), Mardônio Quintas. (pág. 1)

- A certeza da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno das eleições levou o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, a se antecipar e, em visita ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ontem, iniciar a discussão de um pacto com a oposição para facilitar a governabilidade no próximo governo. A visita e a entrevista do ministro provocaram reação irada da oposição, que não reconhece Lula como o vitorioso nem Renan como o negociador credenciado de qualquer entendimento que trate da próxima legislatura.

O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), chamou a iniciativa de "farsa" e disse que Lula não tem autoridade nenhuma para comandar um pacto com a oposição. O encontro com Renan, pedido por Tarso Genro, durou poucos minutos. Na saída, o ministro declarou que foi discutir a disposição do Senado de participar de uma concertação (pacto), entre governo e oposição, para fazer a reforma política, a reforma legislativa do Orçamento e o fim da reeleição. (pág. 1)

- Vinte e quatro fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), do total de 87 servidores no Estado do Rio, foram presos ontem pela Polícia Federal durante a Operação Euterpe Eles foram indiciados por uma série de crimes, entre eles a venda de pareceres técnicos forjados a construtoras, para que elas erguessem empreendimentos imobiliários em áreas de proteção ambiental. Sete empresários também foram capturados. (pág. 1)

- Na última reunião antes do primeiro turno das eleições, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central surpreendeu e promoveu um corte de juros superior ao esperado pela maioria do mercado. A Selic, taxa que baliza os juros da economia, caiu 0,5 ponto percentual, para 14,25% ao ano. Pela pesquisa feita pelo BC com bancos e consultorias, a expectativa era um corte de 0,25 ponto percentual, mas vinham crescendo apostas num corte maior. Apesar da queda, o juro brasileiro ainda está entre os maiores do mundo. (pág. 1)

- A Receita Federal começa a receber, a partir de amanhã, a declaração de isentos do Imposto de Renda Pessoa Física 2006. No Brasil, a instituição espera receber informações de 63 milhões de pessoas. Em Pernambuco, a expectativa é que 3,2 milhões de contribuintes façam a sua declaração. O documento poderá ser entregue até o dia 30 de novembro e deve ser preenchido por todos os brasileiros com renda inferior a R$ 13.968 no ano passado, que têm CPF e que não foram incluídos como dependentes de outros contribuintes na declaração anual do IR deste ano. (pág. 1)

- São Paulo voltou a ser alvo de ataques do Primeiro Comando da Capital (PCC). Na madrugada de ontem, duas agências bancárias em bairros nobres da capital foram atacadas. Os atentados foram retomados ontem à noite, quando dois bancos foram atingidos e um carro e uma base da Polícia Militar, atacado. A polícia investiga se a nova onda de ataques estaria ligada aos 13 anos da facção criminosa, comemorados esta semana pelos bandidos. A transferência de 76 detentos - a maioria ligada ao PCC - da penitenciária de Presidente Bernardes para a de Avaré, na véspera, também pode ter sido o motivo dos ataques. (pág. 1)

ZERO HORA

- Produtores desafiam candidatos a enfrentar a crise no agronegócio

- Pelos 141 hectares da mais tradicional feira agropecuária da América Latina, circulam dois expositores preocupados com o futuro de seu negócio. O agricultor Alceu Primel, de Santo Antônio do Palma, no norte do Estado, se assusta com a debandada dos jovens do meio rural. A pecuarista Marília Wedy de Moraes, de Soledade, se horroriza com o custo da produção. Ambos ontem tiveram a oportunidade de questionar os cinco principais candidatos ao governo do Estado. O setor, ainda abalado pelos efeitos da estiagem de 2004/2005 e pela desvantagem no dólar para a exportação, está sedento de soluções. (pág. 4 e 5)

- A Assembléia Legislativa sentiu no dia seguinte os efeitos colaterais de aprovar a transformação do vinho em alimento. Promotores, médicos e ONGs deflagram ontem uma cruzada para que o governador Germano Rigotto vete a lei. Eles argumentam que, ao sancionar a medida, o Estado incentivará o consumo abusivo do álcool. Rigotto precisará tomar uma decisão em setembro. (pág. 34)

- Negando os rumores de que havia desistido do investimento no Rio Grande do Sul, gerados pela demora no anúncio da instalação, o presidente do Grupo Friboi, maior exportador de carnes do Brasil, confirmou ontem a construção de uma planta frigorífica em São Borja. A unidade, que deve entrar em operação em dois anos, começará a ser construída em seis meses. O investimento ficará entre US$ 60 milhões e US$ 80 milhões (entre R$ 128,28 milhões e R$ 171,04 milhões). (pág. 22)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.