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04/05/2006
JORNAL DO BRASIL - Petrobras cancela investimento na Bolívia - Em resposta à nacionalização das reservas naturais imposta pelo governo boliviano, a Petrobras cancelou investimentos naquele país e abortou a ampliação do gasoduto Bolívia-Brasil. "Não é represália. É um problema de análise econômica das condições", ressalvou o presidente José Sérgio Grabrielli. As propostas de aumento do preço do gás serão rejeitadas pela companhia que levará o eventual impasse para tribunais internacionais. O presidente Lula negociará amanhã com líderes sul-americanos. (pág. 1 e A17 e A18) - Crise do gás - Aumento de preço é rejeitado por companhia brasileira, que aborta ampliação de gasoluto. (pág. 1) - A governadora do Rio, Rosinha Garotinho, suspendeu a vigília ao lado do marido, Anthony Garotinho, em greve de fome desde domingo, e viajou às pressas para Brasília. Formalmente, Rosinha representará o pré-candidato nas discussões sobre a convenção partidária que definirá o titular da chapa à presidência. Mas o objetivo real é o de transformar o encontro da Executiva em fórum para ampliar a defesa do ex-governador. (pág. 1 e A5) FOLHA DE SÃO PAULO - Petrobras desiste de investir na Bolívia Em tom mais duro do que o do governo Lula, o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, anunciou ontem a suspensão de novos investimentos da empresa na Bolívia e afirmou que não aceitará aumento de preço do gás natural imposto pelo país. "Estamos suspendendo qualquer possibilidade de investimento adicional na Bolívia", declarou. Segundo ele, a Petrobras recorreria da decisão em corte arbitral de Nova York, fórum escolhido pelas partes para resolver divergências do contrato, assinado em 2000. Segundo Gabrielli, o contrato está amparado em tratados internacionais que impedem ações unilaterais referentes às exportações de gás para o Brasil. O contrato, segundo ele, define o volume de gás a ser entregue até 2019 (30 milhões de m3 por dia), a fórmula de preço e admite revisões de tarifas a cada cinco anos. Gabrielli lembrou que, em 2003, a Petrobras solicitou uma redução nos preços, porque estava pagando pelo recebimento de 24 milhões de m3 por dia e só consumia metade. A Bolívia recusou (pág. 1). - Na véspera do encontro do presidente Evo Morales com seu colega brasileiro, o ministro de Hidrocarbonetos boliviano, Andrés Soliz, disse que, caso a Petrobras Bolívia e outras empresas nacionalizadas não cheguem a um acordo satisfatório com o governo, haverá expropriações. É a primeira vez que um alto funcionário do governo admite abertamente essa possibilidade. "Se a negociação não chegar a um bom resultado, então, como última etapa, passaremos às expropriações", disse Soliz, em entrevista coletiva ontem de manhã dentro de uma sala da refinaria da Petrobras em Santa Cruz, a maior do país, cujo controle acionário será passado ao Estado em até seis meses, segundo o decreto de nacionalização assinado na segunda-feira por Morales. "A expropriação é reconhecida pela Constituição no artigo 22, em que diz que se pode expropriar por necessidade de utilidade pública em troca de uma indenização. Como se fixará isso? Obviamente, por auditoria. E não haverá discussão: o Estado sim ou sim, a YPFB sim ou sim terá 50% mais um dessas empresas", continuou (pág. 1). - A negociação que o Brasil inicia simbolicamente hoje com a Bolívia -após a gestão Evo Morales ter estatizado as empresas de gás e petróleo no país e confiscado 82% do seu faturamento- deve ser pautada, como já se disse aqui, pela frieza do cálculo econômico. Não há necessidade de tom belicoso nas tratativas com o governo boliviano, mas o momento exige firmeza de propósitos e sóbria reconsideração estratégica. No encontro que terão hoje em Foz do Iguaçu, Luiz Inácio Lula da Silva e Morales -não se sabe bem o que Hugo Chávez, que não é nem produtor nem consumidor do gás boliviano, vai fazer numa reunião dessas-, estará em pauta o preço do metro cúbico do gás natural importado pelo Brasil. Essa é uma variável-chave, que decide o impacto das novas regras do negócio nas contas da Petrobras e no bolso do consumidor industrial e residencial brasileiro (pág. 1). - CLÓVIS ROSSI: Se eu lesse os jornais distraidamente, acabaria acreditando que toda a culpa pela nacionalização do gás boliviano é do presidente Lula e de sua política externa. Tudo bem, cada um acredita no duende de sua preferência, mas, para os que preferem fatos, um modesto ajuda-memória:1 - A Petrobras se lançou ao gás boliviano no governo Fernando Henrique Cardoso, não no governo Lula. Logo, se culpa há (e, nesse caso, acho que não há), é do governo anterior. 2 - Digamos que, após a vitória de Evo Morales, na esteira de uma campanha em que prometeu nacionalizar os recursos naturais, a Petrobras e o governo deveriam ter ficado espertos. Tudo bem, mas o que fazer? Fechar as torneirinhas, botar o gás no bolso e voltar para casa? Ou mandar as tropas brasileiras se anteciparem e ocupar as refinarias antes que as bolivianas o fizessem? (pág. 1) - Em duas decisões praticamente simultâneas, o plenário da Câmara dos Deputados e o Conselho de Ética da Casa inocentaram ontem mais dois parlamentares acusados de envolvimento no escândalo do mensalão: Josias Gomes (PT-BA) e Vadão Gomes (PP-SP). Com isso, já são dez os absolvidos entre os 19 deputados suspeitos de envolvimento no esquema.Josias Gomes (PT-BA), o último dos sete petistas a enfrentar um processo de cassação, conseguiu salvar seu mandato no plenário, revertendo decisão do Conselho de Ética. Foram 228 votos pela cassação, 29 a menos que o mínimo necessário, que era 257. Outros 190 deputados optaram pela absolvição. Houve ainda 19 abstenções, 5 cédulas em branco e 1 voto nulo no escrutínio, que foi secreto -total de 443 (pág. 1). - ELIANE CANTANHÊDE: A grande dúvida que já percorre o governo Lula e a diplomacia brasileira é se Evo Morales é uma entidade autônoma ou se é uma subentidade a serviço de Hugo Chávez, o maior ídolo da esquerda latino-americana depois de Fidel Castro. Chávez é daquele tipo que late, mas não morde. Acusa o presidente George Bush até de "ladrão" e vive às turras com os embaixadores americanos em Caracas, mas não quebrou um só contratinho com os EUA, o melhor mercado venezuelano. Ele pode, muito bem, estar botando Morales para morder no seu lugar. E -o que é pior- morder o Brasil e os interesses brasileiros na Bolívia numa área sensível: petróleo e gás. É essa a fonte de poder (e de coragem) de Chávez, com sua PDVSA (a Petrobras venezuelana) (pág. 1). - Em documento encaminhado à Justiça para contestar o pagamento de cerca de R$ 110 milhões cobrados pelo publicitário Marcos Valério Fernandes de Souza, o PT aponta irregularidades nos supostos empréstimos bancários considerados até aqui pelo partido como a origem do dinheiro do caixa dois petista. Ao longo de 13 páginas da contestação à cobrança, os advogados do PT questionam a versão apresentada em conjunto por Marcos Valério e o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares ao afirmar que os supostos empréstimos foram concedidos "ao arrepio das mais comezinhas regras bancárias" -como, aliás, já haviam concluído as investigações da CPI dos Correios e do Ministério Público (pág. 1). - O mais heterodoxo cientista político teria dificuldade de extrair sentido da nova estratégia do ex-governador do Rio Anthony Garotinho: a greve de fome. Político com projeção nacional, ele tem amplo acesso aos meios de comunicação e mantém há anos um programa de rádio com vasta audiência. Pode defender-se com plenitude das acusações que o vêm cercando. É difícil acreditar nas alegações do político para a greve decretada na segunda-feira. A atitude extrema decerto não é a melhor forma de responder às reportagens apontando irregularidades no financiamento de sua pré-campanha presidencial. Tampouco deixar de comer será eficaz se a intenção do ex-governador fluminense é a de convencer os veículos de imprensa a deixarem de investigar como se dá o custeio dos principais pretendentes ao Planalto nessa fase preliminar da disputa. Trata-se de um assunto de alto interesse público, ao qual os desmandos recentes na política federal acrescentaram apelo (pág. 1). - O Tribunal Regional Federal condenou o ex-senador Luiz Estevão de Oliveira, os empresários Fábio Monteiro de Barros e José Eduardo Corrêa Teixeira Ferraz, sócios da construtora Incal, e o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto a um total de 115 anos de prisão, e mais de R$ 5 milhões em multas, pelo desvio de R$ 169,5 milhões na construção do Fórum Trabalhista de São Paulo. Por unanimidade, eles foram condenados pelos crimes de peculato (desvio), estelionato qualificado, corrupção, formação de quadrilha e uso de documentos falsos. Contra a decisão de ontem, os réus poderão oferecer recursos no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. Em julgamento de mais de dez horas, o tribunal reformou sentença do juiz federal Casem Mazloum, afastado do cargo na Operação Anaconda, que, em 2003, condenara apenas o ex-presidente do Tribunal Regional do Trabalho e absolvera os outros réus (pág. 1). - A Volkswagen do Brasil pretende demitir trabalhadores, cortar benefícios dos empregados e reduzir os custos das fábricas como parte de um amplo projeto de reestruturação da empresa no mundo e no país. Líder em exportações no mercado automotivo, a montadora, que emprega hoje cerca de 21 mil brasileiros em cinco unidades no país, é a quinta maior exportadora do Brasil. A companhia não estima o total de funcionários que deve dispensar e nega que tenha discutido esse número com representantes dos trabalhadores. Mas informa que quer implementar medidas para reduzir em 25% os custos com a mão-de-obra na produção de novos modelos da marca VW. Em assembléia, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (filiado à CUT) informou que a montadora quer demitir 5.773 trabalhadores das unidades de São Bernardo do Campo, Taubaté e São José dos Pinhais (Paraná) até 2008 (pág. 1). O ESTADO DE SÃO PAULO - Petrobrás recusa aumento e suspende planos na Bolívia - Enquanto o presidente lula não vê crise com a Bolívia, a Petrobras endureceu o discurso e, dois dias depois de ter nacionalizada a exploração de reservas de gás natural, anunciou a suspensão de qualquer novo investimento naquele país. A empresa desistiu até dos investimentos que faria na ampliação do Gasoduto Brasil-Bolívia, que elevaria pelo menos 50% a capacidade de transporte, de 30 milhões de metros cúbicos por dia. O presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, afirmou ainda que não serão aceitos aumentos de preço do gás importado. "Ainda não fomos informados oficialmente sobre essa possibilidade (reajuste), mas, se isso acontecer, vamos recorrer à arbitragem internacional." Ele descartou também o risco de um apagão. "A Bolívia quer e precisa manter o fornecimento de gás ao Brasil", disse. Para o presidente Lula, "a situação está muito mais tranqüila do que parece" e está sendo dada "uma dimensão ao problema muito maior do que realmente é". (pág. 1, B1 a B12) - O presidente Lula vai tentar uma saída para a crise em reunião hoje com o presidente boliviano Evo Morales, em Puerto Iguazú, Argentina. Participam ainda o argentino Nestor Kirchner e o venezuelano Hugo Chávez. (pág. 1 e B4) - O ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz Rada, definiu a contabilidade das empresas estrangeiras no país como uma "caixa-preta". A Petrobras, disse ele, paga um "preço miserável" pelo gás. (pág. 1 e B7) - A capitulação do Planalto - Nenhum outro país que queira ser respeitado na cena global deixaria de enfatizar que a soberania das nações com às quais se relaciona termina onde começam as obrigações assumidas. (pág. 1 e A3) - A indústria paulista reagiu imediatamente à crise do gás. Assim como fez a Petrobras, os industriais congelaram os investimentos previstos, tanto para a montagem de novos empreendimentos quanto para a conversão de instalações industriais para gás natural. Saturnino Sérgio da Silva, da Fiesp, diz que passou a haver uma crise de confiança. (pág. 1 e B12) - Caiu de 18 para 9 pontos porcentuais a vantagem do pré-candidato do PSDB à Presidência, Geraldo Alckmin (PSDB), sobre o presidente Lula, no estado de São Paulo. Pesquisa do Ibope mostra que Alckmin recuou 4 pontos em relação à rodada divulgada em 6 de abril, para 42%, e Lula cresceu 5 pontos, chegando a 33%. Para o governo do estado, José Serra (PSDB) venceria no primeiro turno em qualquer das situações. (pág. 1 e A12) - A Volkswagen do Brasil deve demitir 5.773 trabalhadores até 2008 em suas três fábricas que produzem automóveis - uma redução de 27% no quadro de funcionários. A previsão é de que 3 mil demissões ocorram ainda este ano, a maior parte na fábrica Anchieta, no ABC paulista. A informação foi divulgada pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC. A empresa confirma a reestruturação, mas não divulga números. (pág. 1 e B18) - Uma semana após ter tomado posse como presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), a ministra Ellen Gracie Northfleet deverá assumir hoje interinamente a Presidência da República. Será a primeira mulher a ocupar o posto no Brasil. A ministra substitui o presidente Lula na ausência do vice e dos presidentes da Câmara e do Senado. "É um marco de igualdade, de igualdade de gênero", disse Ellen Gracie. (pág. 1 e A7) O GLOBO - Petrobras rejeita alta de gás e pára investimentos na Bolívia - A Petrobras disse ontem que não vai aceitar aumento de preços do gás natural importado da Bolívia e poderá recorrer à Justiça internacional. Responsável por quase 20% do PIB boliviano, a estatal brasileira suspendeu todos os planos de investimentos no país, incluindo o aumento das importações de gás, devido à estatização das reservas de petróleo e gás decretada pela Bolívia no dia 1° de maio. Em entrevista ao jornal argentino "Clarín", o ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Andrés Soliz Rada, avisou: "Se a empresa não aceitar (as condições atuais), será confiscada." Hugo Chávez e Evo Morales juntaram forças para a reunião de hoje com Lula, relatam as enviadas a Puerto Iguazú Eliane Oliveira e Janaína Figueiredo. (pág. 1, 27 a 30) - Em meio à euforia provocada pela estatização das reservas de petróleo e gás, o neurocirurgião Germán Antelo, líder do principal grupo de oposição a Evo Morales, critica a medida e teme a perda de investimentos brasileiros, informa o enviado especial Chico Otavio. Sediado em Santa Cruz de la Sierra, hoje com potencial econômico maior do que La Paz, Antelo defende mais negócios com o Brasil e receia que a animosidade entre as etnias em seu país termine em confronto. (pág. 1 e 30) - Num mesmo dia, a Câmara absolveu Josias Gomes (PT-BA) no plenário e Vadão Gomes (PP-SP) no Conselho de Ética, ambos acusados de envolvimento com o valerioduto. Josias foi o décimo mensaleiro absolvido. (pág. 1 e 10) - Os erros do Itamaraty e o tom moderado da nota em reação aos atos de Evo Morales estão levando embaixadores aposentados a deixar de lado sua habitual discrição: "Nunca fomos assim, com esta falta de firmeza, estas confusões ideológicas", disse Rubens Ricupero a Míriam Leitão. (pág. 1 e 28) - O Fundo Estadual de Combate à Pobreza repassou R$ 148 milhões à Fundação Escola de Serviço Público, que contratou ONGs sem licitação. A greve de fome de Anthony Garotinho foi criticada pelo presidente da Associação Nacional dos Jornais, Nelson Sirotsky. O ministro Tarso Genro ofereceu ao PMDB a vaga de vice na chapa do presidente Lula. (pág. 1, 3 a 8) - Volks culpa câmbio e prepara demissões no Brasil. (pág. 1 e 31) CORREIO BRAZILIENSE - Petrobras dá o troco à Bolívia - Um dia depois de o governo brasileiro reagir timidamente à decisão da Bolívia de destacar tropas do exército para ocupar instalações de refinarias brasileiras naquele país, a Petrobras partiu para o contra-ataque. A estatal reafirmou que o fornecimento de gás ao Brasil, conforme contratos já firmados, será mantido. Avisou que não aceitará aumento no preço do produto. E informou que recorrerá a tribunal internacional e á própria legislação boliviana para garantir direitos. Para completar, reforçou a ofensiva com o anúncio de que não fará novos investimentos no país vizinho. (pág. 1, 21 a 24) * Encontro entre Chávez e Morales, em La Paz, reforça desconfiança de analistas de que os dois estão se distanciando do Brasil. E teriam unificado discurso para negociação com Lula em Foz do Iguaçu. * O presidente brasileiro chega hoje para a reunião fortalecido por ofensiva da Petrobras. A estatal anunciou corte de investimentos na Bolívia. E avisou que não aceitará aumento no preço do gás. (pág. 1) - O presidente Lula designou o ministro Tarso Genro para uma missão arrojada: oferecer a vaga de vice, em sua chapa de candidato à reeleição, à ala do PMDB eu faz oposição ao governo. Tarso levou a proposta ao deputado Michel Temer (PMDB-SP), que reabriu as negociações com o Palácio do Planalto. Pesquisa de intenção de voto mostra que caiu à metade a diferença de Alckmin sobre Lula no estado de São Paulo. (pág. 1, 2 e 3) - Volks ameaça fechar fábrica e demitir 5,4 mil funcionários. (pág. 1 e 25) - Mais um impune - Câmara absolve petista acusado de receber R$ 100 mil de Marcos Valério. (pág. 1 e 7) - No último dia para retirar o título ou transferir o domicílio eleitoral, os postos de atendimento do TER ficaram ainda mais congestionados. Em Ceilândia, às 21h30, 530 aguardavam a vez para se habilitar ao voto. (pág. 1 e 13) - Estevão condenado - TRF decreta 31 anos de prisão ao ex-senador pelo escândalo do TRT paulista. Luiz Nicolau teve pena aumentada. (pág. 1 e 11) - Arte proibida - Após a reação de grupos católicos, CCBB cancela exposição Erótica - Os sentidos da arte em Brasília. (pág. 1 e 3) ZERO HORA - Lula muda de tom com a Bolívia - "Não pode uma nação impor sua soberania às outras" - Em suas primeiras declarações públicas a respeito da crise com a Bolívia, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ratificou ontem o discurso de respeito à soberania do país vizinho, mas afirmou que uma nação não pode impor sua soberania à outra. (pág. 4 a 10) - Um compromisso com a liberdade de expressão foi firmado ontem pelo governo brasileiro. Oito meses antes do final de seu mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a Declaração de Chapultepec, um documento que sustenta o livre direito à informação e condena retaliações a jornalistas. (pág. 12)
- Pequenos agricultores fizeram protestos em quatro municípios do Estado ontem, para pedir desconto de até 70% nas dívidas de custeio da safra 2005/2006. Milho, soja e leite foram jogados em frente a agências do Banco do Brasil e do Banrisul, como pagamento simbólico dos débitos do setor. (pág. 30) - Numa operação simultânea às 15h30min de ontem, a Polícia Federal (PF) fechou as portas de nove casas de bingos e lacrou 500 máquinas caça-níqueis em Porto Alegre. Realizada com o Ministério Público Federal e a Advocacia-Geral da União, a ação, chamada de Operação Víspora, mobilizou 40 viaturas, 105 policiais federais e 27 oficiais de Justiça. (pág. 51) MANCHETES VALOR ECONÔMICO (SP) - Lula encontra Morales e tenta conter preço do gás GAZETA MERCANTIL (SP) - Petrobras refuta aumento no gás e confirma corte JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Lei seca é aprovada

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