02/02/2007

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
Gazeta Mercantil
Valor Econômico
Estado de Minas
Outros Jornais
Revistas

JORNAL DO BRASIL

- Voto tucano elege petista na Câmara

- Ao oferecer a Arlindo Chinaglia parte dos votos de sua bancada, o PSDB acabou por assegurar a eleição do petista para a presidência da Câmara. Chinaglia venceu, em segundo turno, por 261 votos contra 243 de Aldo Rebelo. No primeiro turno, obtivera 236 votos contra 175 de Aldo. Renan Calheiros foi reeleito presidente do Senado, com larga vantagem. (pág. 1 e País, págs. A2, A3 e A4)

- A queda em 11% no saldo da balança comercial de 2006 é vista com preocupação pela indústria nacional. O aumento de importações foi motivado pela aquisição de bens de consumo não duráveis, como bebidas, brinquedos, roupas e bugigangas eletrônicas. (pág. 1 e Economia, pág. A18)

- Vai levar mais de uma semana para que a Força Nacional de Segurança esteja pronta para intervir no combate ao crime no Rio de Janeiro. Até agora, a tropa só agiu nas fronteiras. O melhor resultado obtido até agora foi a apreensão de 75 celulares sem nota fiscal, em Itatiaia. (pág. 1 e Cidade, pág. A13)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Chinaglia é o novo presidente da Câmara

- No início do segundo mandato, em que espera contar com apoio maciço do PMDB, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva terá novamente aliados no comando na Câmara e do Senado: Arlindo Chinaglia (PT-SP) e Renan Calheiros (PMDB-AL) foram eleitos, respectivamente, presidentes das duas Casas. Numa disputa bastante acirrada na Câmara, Chinaglia derrotou Aldo Rebelo (PC do B-SP), no segundo turno, por 261 votos a 243. O apoio das duas maiores bancadas da Câmara - o PMDB e o PT - e os votos da oposição no segundo turno, sobretudo do PSDB, deram a Chinaglia a vitória. (...) (pág. 1)

- O maior vencedor das disputas internas na Câmara e no Senado é o PT, sobretudo a seção paulista da sigla. Relegada a um quase ostracismo na crise do mensalão, a agremiação deu a volta por cima. Enquanto analistas falavam numa bancada petista de apenas 40 a 50 deputados, eles saíram da eleição com 83 cadeiras na Câmara. (...) (pág. 1)

- Sinais de uma "robusta" recuperação no nível de atividade fizeram com que o Banco Central colocasse um freio no processo de queda dos juros, segundo a ata da reunião da semana passada do Copom (Comitê de Política Monetária do BC), divulgada ontem. (...) (pág. 1)

- As exportações somaram US$ 10,9 bilhões no mês passado, um crescimento de 18,3% em relação ao mesmo período de 2006. Um aumento atípico para janeiro, que costuma ter resultados mais fracos. No entanto, as importações, de US$ 8,46 bilhões, saltaram 31,3%, o que resultou em um saldo de US$ 2,49 bilhões, menor do que o saldo de US$ 2,82 bilhões de janeiro do ano passado. Com isso, o saldo comercial apresentou uma queda de 11,7%. (...) (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Chinaglia vence Aldo por 18 votos

- O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) venceu ontem a disputa pela presidência da Câmara por margem apertada. Foram 261 votos contra 243 de Aldo Rebelo (PCdoB-SP), na segunda votação, depois que nenhum candidato obteve ou superou os 257 votos necessários para vencer em primeiro turno. O resultado apertado na Câmara é sinal da grande divisão na base governista. Apesar da vitória nas duas Casas, o presidente Lula terá agora de trabalhar para reunificar a base aliada, dividida por tensões geradas pela existência de dois candidatos governistas - Gustavo Fruet (PSDB-PR), derrotado em primeiro turno, reunia boa parte dos votos da oposição. O discurso feito por Chinaglia antes da eleição deu sinais de que o petista quer enterrar os escândalos que envolveram governo e base aliada na legislatura passada. "A página da crise está virada, é da legislatura passada". (págs. 1 e A4)

- O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), foi reeleito para mais um biênio no cargo - resultado que já era esperado. Ele teve 51 votos, contra 28 de Agripino Maia (PFL-RN), que contava com pelo menos 30. Houve um voto em branco e um nulo. Foi um placar de agrado do governo e fruto dos arranjos internos. Em seu discurso, após a eleição, Renan voltou a cobrar as reformas tributária e política, com fidelidade partidária. Ele se concentrou na defesa da independência do Congresso e na crítica ao excesso de medidas provisórias. (págs. 1 e A8)

- A 53ª legislatura da Câmara tomou posse numa cerimônia concorrida. No plenário se misturavam familiares (cuja entrada é proibida ali), parlamentares investigados, celebridades, deputados veteranos e novatos desconhecidos. Nos principais salões circularam pelo menos 3,5 mil convidados. (págs. 1 e A9)

- O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) foi um dos motivos que levaram o Banco Central (BC) a reduzir o ritmo de queda da taxa de juros. É o que diz a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada ontem. O PAC não é citado explicitamente, mas o BC aponta o risco de elevação do gasto do governo. Pela primeira vez, o Copom admitiu a possibilidade de as contas públicas fecharem o ano com um superávit primário menor do que a meta de 4,25% do PIB. (págs. 1, B1 e B4)

- Artigo - Dionísio Dias Carneiro: O PAC não elimina a política da esperteza. (págs. 1 e B2)

- Notas e Informações - Medidas que o governador José Serra tomou na área universitária estão produzindo tensão nas relações com as três instituições estaduais de ensino superior - USP, Unicamp e Unesp. (págs. 1 e A3)

O GLOBO

- Acordo com PSDB garante vitória de petista na Câmara

- O líder do governo, Arlindo Chinaglia (PT-SP), foi eleito presidente da Câmara por apenas 18 votos de diferença. Chinaglia teve 261 votos no segundo turno, contra 243 dados a Aldo Rebelo (PCdoB-SP), candidato à reeleição. Votos de parte da bancada tucana garantiram a vitória de Chinaglia no segundo turno. No primeiro escrutínio, foram 236 votos para o petista, 175 para Aldo e 98 para o tucano Gustavo Fruet (PR). Pelo acordo entre o PT e o PSDB, os tucanos apoiaram Chinaglia no segundo turno em troca da primeira vice-presidência da Câmara. Vitorioso, Chinaglia foi cercado por aliados - entre eles, petistas investigados no escândalo do mensalão e o ex-prefeito Paulo Maluf (PP-SP), de quem ganhou um beijo. Chinaglia representa a volta do grupo paulista do PT, o mais atingido pelo escândalo do mensalão. Sua candidatura teve o apoio do ex-ministro José Dirceu. (págs. 1, 3 a 10 e editorial "Afastar suspeitas")

- Eles voltaram - De volta para o futuro: Quatorze anos após o impeachment, Fernando Collor foi recepcionado no Senado por Sarney (seu principal inimigo de campanha), Renan Calheiros (aliado na formação da República de Alagoas) e o cassado Roberto Jefferson, do PTB, seu futuro partido.

* Assédio: Rodeado por Professor Luizinho e José Mentor, Chinaglia comemora a vitória abraçado a Maluf.

* Base: Ainda abatido pela crise do mensalão que o tirou da presidência do PT, Genoino toma posse ao lado de Ciro Gomes.

* Discreto: Sem o brilho de quem já mandou na Fazenda, Palocci assume, com suas contas de campanha contestadas.

* Enquanto isso, no Rio: Picciani, investigado pelo Ministério Público eleitoral, tem a reeleição garantida para presidir a Alerj. (págs. 1 e 13)

- Dez dias após o PAC, o governo decidiu adotar novas regras para concessão de sete trechos de rodovias federais ao setor privado. Ainda não há data para lançar os editais. As licitações em andamento já tinham sido suspensas no início do ano para reavaliação. A justificativa é de que é preciso baixar os valores dos pedágios. A licitação inclui trechos da Régis Bittencourt e da Fernão Dias. (págs. 1 e 25)

- Um dia após receber poderes para governar a Venezuela por decreto, o presidente Hugo Chávez anunciou ontem que em 1° de maio assumirá o controle dos campos petrolíferos operados por seis multinacionais estrangeiras na Bacia do Rio Orinoco. No ano passado, na mesma data, o presidente da Bolívia, Evo Morales, aprovou a nacionalização do gás e do petróleo em seu país, dando início à queda-de-braço com a Petrobras. Agora, entre as seis empresas afetadas pela medida de Chávez, estão as americanas Chevron, ConocoPhillips e Exxon Móbil, que integram quatro associações estratégicas com a estatal PDVSA. A Casa Branca disse esperar que as empresas americanas sejam tratadas de forma justa. Chávez também confirmou a nacionalização de dez empresas elétricas. (págs. 1 e 32)

- Uma quadrilha de Minas falsificou a assinatura do presidente interino do Superior Tribunal de Justiça, ministro Peçanha Martins, e conseguiu soltar três presos. O grupo forjou liminar com texto fictício de um hábeas corpus libertando os acusados, seguido da assinatura forjada do ministro. A ordem foi cumprida pela Vara Criminal de Sete Lagoas. Descoberta a fraude, o STJ mandou prender os três novamente. (págs. 1 e 11)

GAZETA MERCANTIL

- Ações pagam cada vez mais dividendos

- O ganho por ação proporcionado pelos dividendos distribuídos pelas empresas brasileiras em 2007 será o maior entre economias emergentes, além de superar o dos EUA e da Europa. A projeção é da corretora Ágora, que prevê que no Brasil o retorno será, em média, de 5% sobre o volume aplicado pelo investidor. É quase o dobro dos demais países. Nos mercados emergentes, a média para este ano está na faixa de 2,5% a 3% e nos EUA e Europa, entre 2% e 2,5%.

Segundo Marco Melo, responsável pela área de pesquisa da Ágora, o Brasil assumiu essa posição devido à forte geração de caixa das empresas. O ganho do dividendo brasileiro foi calculado com base numa projeção de crescimento dos lucros de 20% a 25%, a mesma do ano passado. Melo aponta ainda outro motivo para os ganhos com dividendos terem ficado mais atraentes no Brasil: a melhoria no tratamento que as companhias passaram a dar aos acionistas, com o aumento do número de empresas que adotam boas práticas de governança corporativa.

Essa situação faz a previsão de retorno previsto no Brasil melhorar em relação a 2006 e ajuda a aumentar a competitividade das aplicações em ações em relação à renda fixa. No ano passado, a média de ganho no Brasil era de 4% e já superava a dos seus principais concorrentes no mercado internacional, inclusive a dos emergentes, que eram iguais àquelas projetadas para este ano.

Nos últimos dez anos, as empresas com os maiores retornos (dividend yield) foram Eternit, CSN e Petroquímica União, segundo pesquisa da Economatica publicada com exclusividade por este jornal. (págs. 1 e B-4)

- Prevista para começar a funcionar em janeiro, a Timemania - loteria idealizada para sanear os débitos fiscais dos clubes de futebol - teve seu início adiado para junho. O motivo do atraso é que o decreto de regulamentação ainda não foi assinado pelo presidente Lula. Com isso, os débitos fiscais das entidades desportivas continuam crescendo. A dívida total dos clubes de futebol alcançou R$ 1,9 bilhão em setembro 2005. Em dezembro de 2004 era de R$ 1,2 bilhão. (págs. 1 e A-8)

- O governo espera redução de pelo menos 20% no valor do pedágio nas sete rodovias a serem concedidas à iniciativa privada. O presidente Lula e a chefe da Casa Civil, ministra Dilma Rousseff, reafirmaram a intenção de licitar os lotes ainda no primeiro semestre deste ano. (págs. 1 e A-6)

- Arlindo Chinaglia (PT-SP) foi eleito, ontem, presidente da Câmara com 261 votos, contra 243 de Aldo Rebelo (PCdoB-SP), que disputava a reeleição. O pleito foi decidido em segundo turno com votos decisivos do PSDB. "É evidente que Serra e Aécio fizeram a diferença em favor de Chinaglia. O partido pagará caro por isso", disse o deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR). "A disputa agora é passado. Peço a ajuda de todos vocês para que eu erre o menos possível", disse Chinaglia após ser eleito.

Renan Calheiros (PMDB-AL) foi reconduzido à presidência do Senado com 51 votos. "O Legislativo recuperará sua autonomia gradativamente", afirmou o presidente do Congresso Nacional. (págs. 1 e A-7)

- Márcio Cypriano - É preciso confiar na capacidade das empresas de ajudar no PAC.(págs. 1 e A-3)

- A existência de "impulsos fiscais" e de um crescimento "robusto da demanda" foram citados na ata do BC para justificar o corte menor na Selic, que foi a 13% ao ano. Por outro lado, a ata afirma que o ciclo de queda poderá ser mais longo, o que ajudou na queda dos juros futuros. (págs. 1 e B-1)

- A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,493 bilhões em janeiro, montante 11,62% menor do que o registrado no mesmo mês de 2006. É a primeira queda na comparação entre meses semelhantes desde maio de 2006. No mês, as importações cresceram 31,3% e as vendas, 18,3%. (págs. 1 e A-4)

- Começa a mudar o conceito de poupança dos filhos. Em busca de rentabilidade, pais procuram por fundos de ações, clubes de investimento e planos de previdência para substituir a tradicional caderneta de poupança. (págs. 1 e B-3)

CORREIO BRAZILIENSE

- A supremacia PT - Acordo com tucanos assegura vitória de Chinaglia

- Com a eleição de Arlindo Chinaglia para a Presidência da Câmara dos Deputados, triunfou a estratégia do Partido dos Trabalhadores de concentrar o poder no segundo mandato de Lula. A vitória, porém, só foi possível graças ao acordo que permitiu ao PSDB ocupar cargos na Mesa Diretora. O resultado também evidenciou o racha da base governista. O megabloco partidário em torno de Chinaglia somente se impôs na votação em segundo turno, quando o petista derrotou Aldo Rebelo por 261 votos a 243. Já como presidente da Câmara, Chinaglia adotou o discurso da reconciliação para curar as feridas entre os aliados do Planalto. "A disputa agora é passado. Peço a ajuda de vocês para errar menos possível", disse.

*Genoino, Palocci, João Paulo, Berzoini e Professor Luizinho - este último não eleito, mas feliz no plenário: rostos de escândalos petistas voltar a circular na Câmara.

*Renan vence fácil - Corpo-a-corpo de ministros e até mesmo pressão de Lula dão a Renan Calheiros (PMDB-AL) a Presidência do Senado com 51 votos.

* Racha na oposição - Nas duas Casas, PFL e PSDB não se entendem e favorecem candidatos governistas. Tanto Renan quanto Chinaglia receberam votos oposicionistas.

* Elle está de volta - Mais de 14 anos após seu impeachment, Fernando Collor (PRTB-AL) assume como senador e ganha boas-vindas até do petista Eduardo Suplicy. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. 2 a 11)

- Para especialistas, decisão do ministro Hélio Costa de antecipar fim da parceria entre Bradesco e Correios para operar o Banco Postal atrapalha o Brasil a atrair investimentos privados. (págs. 1 e 21)

VALOR ECONÔMICO

- Indústria do petróleo caça mão-de-obra especializada

- Faltam engenheiros, geólogos, geofísicos, químicos e até executivos. Esse é o cenário do setor de petróleo e gás, que passa por período de aquecimento no país e em todo o mundo. Esse quadro deve ficar ainda mais crítico no Brasil porque o setor tem programados investimentos de US$ 100 bilhões nos próximos cinco anos, que vão aumentar a já elevada demanda por mão-de-obra.

"Há profissionais juniores, de 26 a 28 anos, trabalhando em plataformas, que ganham R$ 20 mil reais por mês", revela Leonardo de Souza, gerente da divisão de óleo e gás da Michael Page, consultoria de recrutamento. Com a forte demanda por profissionais qualificados, os salários pagos pela indústria estão inflacionados - cerca de 30% acima da média de mercado.

O BG Group, acionista majoritário da Comgás, tem importado cada vez mais gente experiente da matriz na Inglaterra. Atualmente, 20% do quadro de 200 funcionários é composto por estrangeiros. A empresa também mantém política agressiva de retenção de pessoal, com salários competitivos, bônus e programas de benefícios que se estendem às famílias dos funcionários. Recém-formados e estagiários vão para Houston, nos EUA, celeiro de grandes companhias petrolíferas, aprender sobre o mercado. Na SHV Gas Brasil, distribuidora de GLP, que detém as marcas Minasgás e Supergasbras, 50 técnicos já foram estudar nos EUA e na Europa.

A falta de profissionais no setor é um problema mundial. Com a forte queda nos preços do petróleo na década de 90 e as fusões entre empresas houve demissões de profissionais e muitos técnicos mudaram de atividade. "Quem estava entrando nas universidades não buscava os cursos voltados ao setor", observa Virgílio José Martins Ferreira, professor da Escola Politécnica da UFRJ. (págs. 1 e A12)

- O Supremo Tribunal Federal deverá usar pela primeira vez o recurso da súmula vinculante e o fará no julgamento de um processo que pode ter grande impacto nas contas da Previdência. Na quinta-feira, os ministros irão resolver milhares de processos em que pensionistas pedem o direito de receber 100% do que era pago aos segurados do INSS.

Esses processos tramitam há mais de dez anos e, se o INSS perder, o Tesouro terá de pagar de imediato R$ 7,8 bilhões apenas para as pensões concedidas antes de 1995. Nos próximos 20 anos, o rombo pode chegar a R$ 40 bilhões. (págs. 1 e A3)

- O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) tornou-se ontem o presidente da Câmara, ao derrotar Aldo Rebelo (PCdoB-SP) por 261 votos a 243, em segundo turno. Chinaglia ficou quatro votos além da maioria absoluta e proporcionalmente é o presidente menos votado desde Michel Temer, em 1997. Sua vitória deve fortalecer a seção paulista do PT junto ao governo federal e dentro do partido.

Aldo Rebelo aglutinou a maior parte dos oposicionistas no segundo turno. O comunista recebeu o apoio de 68 deputados entre as votações, ante 25 conseguidos pelo petista. Na primeira votação, Chinaglia teve 236 votos, contra 175 de Aldo e 98 do tucano Gustavo Fruet. Seu discurso em plenário teve tom corporativista. "Quando alguém ataca o Parlamento, mesmo sem intenção confessa, está atacando à democracia", disse. (págs. 1 e A5)

- Claudia Safatle: governo não tem recursos para bancar o fundo de previdência do setor público a ser criado. (págs. 1 e A2)

- Armando Castelar: em vez de fortalecer o financiamento privado, PAC recorre a crédito público subsidiado. (págs. 1 e A11)

- A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,494 bilhões no mês passado. O resultado é 11,6% menor do que o obtido no mesmo período de 2006. (págs. 1 e A4)

- Para evitar o risco de extinção da lagosta da costa brasileira, o governo adotou nas últimas semanas uma série de medidas para regulamentar, de forma mais severa, a pesca do crustáceo, o segundo item da pauta exportadora de pescados do país. A lagosta já está desaparecendo: em 1995, a produção brasileira era de 11 mil toneladas; no ano passado foi de apenas 6 mil toneladas.

Nesse período, aumentou o número de embarcações envolvidas na pesca da lagosta - muitas delas sem autorização oficial para faze-lo - e cresceu também a área onde ela é capturada. A maior preocupação das autoridades, porém, está no fato de os pescadores estarem retirando do mar espécimes jovens e pequenos, não dando chance à reprodução do animal. (págs. 1 e B9)

ESTADO DE MINAS

- Inflação dispara em BH

- Puxada pela alta dos alimentos in natura, que tiveram aumento médio de 10,97%, devido às chuvas que castigaram as lavouras, a inflação de Belo Horizonte praticamente dobrou em janeiro. Segundo o Índice de Preços ao Consumidor de BH (IPCA), calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas, Administrativas e Contábeis de Minas Gerais (Ipead) da UFMG, a inflação da capital no mês passado foi de 1,2%, contra 0,58% verificado no mês anterior. Reajuste de passagens de ônibus, energia elétrica e IPTU, além de gastos com outros tributos, material escolar e viagens de férias também pesaram na alta do custo de vida.

* A ata da última reunião do Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) indica que, devido ao temor de pressões inflacionárias, a taxa básica de juros da economia (Selic) vai cair em ritmo menor em 2006. (págs. 1, 14 e 15)

- O racha na base aliada, que não conseguiu ir para a disputa unida em torno de um único nome, levou a disputa pela presidência da Câmara para o segundo turno, com os dois candidatos governistas, Arlindo Chinaglia (PTSP), que teve 236 votos, e Aldo Rebelo (PCdoB-SP), com 175, se enfrentando. Candidato da oposição, o tucano Gustavo Fruet (PR) recebeu 98 votos. Houve ainda três em branco e um deputado que não votou. Caberá agora ao Palácio do Planalto tentar cicatrizar as feridas deixadas na coalizão pelo processo eleitoral na Câmara.

O deputado Alberto Pinto Coelho (PP) foi eleito novo presidente da Assembléia Legislativa de Minas Gerais. (págs. 1 e 3 a 8)

- Opinião - Sociedade espera Congresso melhor. (págs. 1 e 10)

- Salários dos juízes de Minas respeitarão teto. (págs. 1 e 13)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Comando da Câmara fica com Chinaglia

- Petista derrota Aldo Rebelo por 18 votos de diferença, no 2° turno e assume a presidência da Câmara. Inocêncio Oliveira é o segundo vice-presidente. Sem dificuldade, Renan Calheiros foi reeleito no Senado. (pág. 1)

- Estaleiro detalha mapa do emprego. (pág. 1)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.