02/03/2007

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
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Valor Econômico
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JORNAL DO BRASIL

- Governo reconhece epidemia de dengue

- O governo federal admitiu que o surto de dengue assumiu dimensões de epidemia. O maior dos focos está no Centro-Oeste, com mais de 27 mil casos registrados. No país, o número aumentou 17% desde o início do ano. No Rio, houve 1.381 registros entre janeiro e fevereiro, a maioria dos quais na Zona Oeste. Prevê-se um aumento significativo de casos em março, provocado pela conjunção de altas temperaturas e chuvas fortes. (pág. 1, País, pág. A7 e Cidade, pág. A15)

- O presidente Lula garante que uma segunda reeleição não faz parte dos seus planos. "Seria brincar com a democracia", admite. Quer apenas influir na eleição do sucessor: "A pior coisa do mundo é terminar o mandato sem ninguém querendo você no palanque". Lula prometeu autorizar escolas particulares a trocarem dívidas com o governo por bolsas para carentes. (pág. 1 e País, págs. A2 e A3)

- Para o procurador-geral de justiça do Rio, Marfan Vieira, a lei que protege menores infratores deve tornar-se mais flexível. Embora contrário à redução da maioridade penal, propõe que os juízes tenham autonomia para decidir, depois do exame de cada crime, se o infrator deve ou não ser beneficiado pela norma que o livra da prisão. Caberia ao juiz enquadrar no Código Penal criminosos com 16 a 18 anos. (pág. 1 e País, pág. A6)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Incerteza sobre China e EUA deixa mercados instáveis

- Os mercados financeiros brasileiro e internacional viveram mais um dia de instabilidade. As Bolsas dos EUA e da Europa fecharam em baixa após grande oscilação. A Bovespa chegou a cair mais de 4% e encerrou o pregão em queda de 0,86%. Na terça-feira, dia de maior nervosismo, houve uma saída líquida de R$ 222,5 milhões em recursos estrangeiros da Bovespa. (pág. 1)

- O governo Luiz Inácio Lula da Silva acelerou os investimentos no primeiro bimestre do ano, mas em ritmo ainda bem abaixo do previsto em seu programa para estimular o crescimento econômico -o PAC. Em janeiro e fevereiro, os investimentos -obras e outras despesas destinadas a ampliar a capacidade produtiva do país- somaram R$ 1,552 bilhão, um crescimento de 35,6% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo levantamento feito pela ONG Contas Abertas, especializada em acompanhamento da execução orçamentária. (...) (pág. 1)

- Um dia após o governo anunciar que a economia cresceu apenas 2,9% em 2006, o diretor de Política Econômica do Banco Central, Afonso Bevilaqua, símbolo do conservadorismo e da política de juros altos da instituição, pediu demissão. Oficialmente, ele e o presidente do BC, Henrique Meirelles, alegaram que o motivo foi pessoal. Depois de quase quatro anos no cargo, Bevilaqua disse que queria ficar mais tempo com a família. (...) (pág. 1)

- O esquema de segurança que está em fase de preparação para receber o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, nos dias 8 e 9 de março, é o maior já preparado para uma autoridade estrangeira no país. A reportagem apurou que o presidente norte-americano e sua comitiva terão um hotel inteiro à disposição, vigiado por terra por policiais e por ar pela FAB (Força Aérea Brasileira). Dentro do edifício, o acesso será bastante restrito aos próprios funcionários do hotel -cujo nome não é divulgado. (...) (pág. 1)

- Apartamentos funcionais de uso privativo dos senadores estão ocupados por um ministro do STJ (Superior Tribunal de Justiça), dois desembargadores do TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região e uma juíza federal. Até o mês passado, um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) também ocupava um imóvel. (...) (pág. 1)

- Clóvis Rossi: O dinossauro e os chutes - Não está entendendo a gangorra em que se transformaram as bolsas de valores no mundo todo? Não se preocupe. Até a revista britânica "The Economist", que tem mais de cem anos de certezas absolutas sobre quase tudo, escreve o seguinte: "Considerando que ainda se debatem as razões para os "crashes" de 2000, 1987 e 1929, seria prematuro, para dizer o mínimo, atar demais os eventos desta semana a causas econômicas básicas". (...) (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Sucesso blinda equipe econômica, diz Lula

- No momento em que os mercados passam por turbulência e a política monetária conduzida pelo Banco Central (BC) enfrenta críticas, o presidente Lula assegurou que não haverá mudanças na equipe econômica. "A área econômica está blindada pelo sucesso dela", disse, deixando claro que serão mantidos o presidente do BC, Henrique Meirelles, e os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo. Lula recebeu um grupo de jornalistas para o café da manhã e reafirmou a intenção de ampliar as despesas do governo, mas garantiu que não fará isso de forma irresponsável: "Não vou gastar mais, vou investir mais". Ele descartou disputar um 3° mandato em 2010. Primeiro disse que seria "muito improvável, inexeqüível". Os repórteres insistiram: "É improvável, mas não impossível?" O presidente foi, então, enfático: "Coloquem que é impossível. Seria brincar com a democracia". (págs. 1, A4 e A5)

- Banco Central - O diretor de Política Econômica, Afonso Bevilaqua, deixará o cargo. (págs. 1 e B6)

- Notas e Informações - Confrontado com mais uma evidência de que a realidade teima em negar o que ele quer - o PIB não chegou a 3% -, Lula ligou o piloto automático. O conselheiro Acácio o aplaudiria. (págs. 1 e A3)

- O PT de Marta Suplicy e o PP de Paulo Maluf juntos na campanha pela prefeitura de São Paulo, em 2008? É provável. Na noite de quarta, diante de uma garrafa do vinho francês Chateau Plichon Long Ville Comtesse Lalande, no restaurante Piantella, em Brasília, Maluf e o principal escudeiro de Marta, o deputado Cândido Vaccarezza, acertaram um acordo para o caso de Marta ficar sem ministério, relata Expedito Filho. (págs. 1 e A10)

- A Agência Nacional de Vigilância Sanitária anunciou medidas de combate ao consumo abusivo e inadequado de remédios para emagrecimento. A Anvisa vai mudar o tipo de receituário e o controle sobre a prescrição, e passará a monitorar as farmácias. As medidas atingem os demais medicamentos tarja-preta e os que exigem retenção da prescrição. O País é campeão no consumo de inibidores de apetite. (págs. 1 e C5)

- O novo comandante da Marinha, almirante Julio Soares de Moura Neto, assumiu ontem o cargo criticando o contingenciamento de R$ 2,6 bilhões dos recursos de royalties de petróleo reservados à Força. Moura Neto advertiu que a Marinha está "perdendo capacidade operacional" por não ter recebido recursos para se reequipar. Caso essa tendência seja mantida, alertou, a situação da Força, hoje "insustentável", poderá piorar ainda mais. (págs. 1 e A11)

- As bolsas internacionais tiveram ontem mais um dia de instabilidade. Como na terça-feira, o movimento foi desencadeado pela queda do mercado chinês, e só não foi mais forte por causa da divulgação de alguns indicadores americanos acima das previsões. A Bolsa de Valores de São Paulo acompanhou de perto a movimentação americana: no período da manhã chegou a cair mais de 4%, mas conseguiu recuperar terreno e terminou o dia com recuo de 0,86%. Em Wall Street, a Nasdaq e o Dow Jones fecharam em baixa de 0,49% e 0,28%, respectivamente. Os analistas preferem não fazer previsões sobre a duração dessa turbulência e os investidores se mostram confusos, porque os números americanos que evitaram queda maior ontem também continham resultados negativos, como o de preços. (págs. 1 e B1)

O GLOBO

- Baixo crescimento derruba o principal diretor do BC

- Um dia após o IBGE ter anunciado uma expansão de apenas 2,9% no Produto Interno Bruto (PIB) em 2006, o mais forte diretor do Banco Central e considerado o fiador da política conservadora de juros, Afonso Bevilaqua, anunciou que está deixando o cargo. Ele tem sido, nos últimos meses, o fiel escudeiro do presidente do BC, Henrique Meirelles, e o principal alvo do setor produtivo e do "fogo amigo" - aliados do governo puxados pelo PT que criticam a política monetária. Em seu lugar, assume o atual diretor de Estudos Especiais Mário Mesquita, que acumulará as funções. A substituição ocorre no momento em que a atuação do BC está sob forte questionamento. (págs. 1, 21 e Flávia Oliveira)

- O presidente Lula disse ontem que a "equipe econômica está blindada pelo sucesso dela mesma". O ministro Guido Mantega, no entanto, reconheceu que o PIB foi "modesto" e que o câmbio "tira o sono da equipe". (págs. 1, 3 e 22)

- Nos dois primeiros meses de 2007, as importações, que impediram uma expansão maior do PIB em 2006, cresceram dez pontos percentuais acima das exportações. Com isso, o saldo comercial no período recuou 4,47%, para US$ 5,369 bilhões. (págs. 1 e 23)

- O cruzamento dos dados do aumento da violência no interior do Brasil com o crescimento do PIB local mostra coincidência em 70% dos casos. Exemplo disso são as cidades de Mato Grosso beneficiadas pela expansão da fronteira agrícola. (págs. 1 e 8)

- Em obediência à instrução contra o terror já adotada nos EUA e na Europa, o Brasil proibirá, a partir de abril, o embarque em vôos internacionais de passageiros com líquido em embalagens acima de 90ml, informa Ancelmo Gois. (págs. 1 e 16)

GAZETA MERCANTIL

- Lula usa distribuição de renda para justificar PIB

- Um dia depois do anúncio de crescimento de 2,9% da economia em 2006, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva justificou ontem, durante café da manhã no Palácio do Planalto com jornalistas, que, ao contrário de períodos anteriores de grande expansão econômica, como na ditadura militar, hoje a riqueza produzida é distribuída. "Estamos cuidando de crescer com distribuição de renda. Não tanto quanto eu queria, mas sem mágicas". Enfatizou que na ditadura a economia cresceu em média 10%, "mas sem distribuição".

O presidente disse que os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento) e Henrique Meirelles (Banco Central) não deixarão seus cargos com a reforma ministerial, pois estão "blindados pelo sucesso". Isso não vale para outros escalões. À noite, o Banco Central anunciou a saída do diretor de Política Econômica, Afonso Bevilaqua, alvo de pressões políticas por ser considerado muito conservador nas decisões sobre o juro básico.

Lula e Mantega adentraram a noite reunidos no Planalto. O tema do encontro não foi divulgado até o fechamento desta edição. A expectativa era de que em seguida Mantega jantaria com o presidente do BNDES, Demian Fiocca.

Lula avisou que não dará guarida aos petistas que sonham com seu terceiro mandato. "Seria brincar com a democracia. Não aceito". Acrescentou que pretende eleger "um companheiro" para seu sucessor em 2010. (págs. 1, A-9 e A-10)

- Paulo Skaf - O País precisa acompanhar de perto as propostas do PAC. (págs. 1 e A-3)

- Klaus Kleber - O filho legítimo do Brasilino acha burrice deter a globalização. (págs. 1 e A-3)

- O resultado da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, na próxima semana, é um dos mais previsíveis na opinião do mercado financeiro. Novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic, hoje em 13% ao ano, é dado como certo - independentemente de mudanças na diretoria do BC. A forma cautelosa e conservadora como o BC conduz a política monetária deve prevalecer sobre a ausência de pressões inflacionárias. Se confirmada, esta será a décima quarta redução consecutiva na Selic e a segunda de 0,25 ponto. A expectativa para o IPCA no ano está em 3,91%, abaixo do centro da meta de 4,5%. (págs. 1 e B-1)

- Com juros que variam de 2,25% a 3,99% ao mês, os bancos começaram ontem a antecipar a restituição do Imposto de Renda. O empréstimo varia de 70% a 100% do valor a ser devolvido pelo Leão. Especialistas dizem que utilizar esta linha de crédito só vale a pena para quem pretende quitar dívidas com taxas maiores e recomendam atenção redobrada para não cair na malha fina, pois o banco debitará o dinheiro na conta do mesmo jeito no fim do contrato. (págs. 1 e B-3)

- A Vale do Rio Doce e a Previ (fundo de pensão dos empregados do Banco do Brasil) vão vender as ações que possuem na Usiminas por meio de oferta pública. A operação faz parte da reestruturação societária da siderúrgica, que permitiu a entrada da mineradora no bloco de controle da empresa, em novembro do ano passado. Não foi informado o lote que será ofertado. Segundo comunicado enviado ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o pedido será protocolado nos próximos dias. O banco de investimento Merril Lynch teria sido contratado para coordenar a oferta, que terá esforço de colocação também no exterior.

Juntas, Vale e Previ detêm 27,2% das ações ordinárias da siderúrgica mineira que não fazem parte do bloco de controle. Ontem, na Bovespa, ação ordinária da Usiminas fechou com valorização de 0,09%, cotada a R$110,00. No acumulado em 2007, o papel teve ganhos de 15,5%. Ontem, a ação PNA da Vale registrou depreciação de 1,93%, avaliada em R$ 61,25. (pág. 1)

- O mercado financeiro global segue pressionado pelo desempenho das bolsas asiáticas. O Índice Xangai Composite caiu 2,91% e o Ibovespa recuou 0,86%. No câmbio, o BC reduziu as compras e o dólar caiu discretamente a R$ 2,119. (págs. 1 e B-1)

CORREIO BRAZILIENSE

- Lula jura que não vai disputar 3° mandato

- Apesar de propostas petistas para perpetuá-lo no poder, presidente nega intenção de concorrer a nova reeleição em 2010. "A gente não pode brincar com a democracia", disse. "Quero eleger um companheiro". (pág. 1 e Tema do Dia, págs. 2 e 3)

- Confronto/Ministro do STF ataca atuação do Ministério Público. (págs. 1 e 5)

- Defensor dos juros altos, Afonso Bevilaqua anuncia saída um dia após o IBGE divulgar que a economia cresceu apenas 2,9% em 2006. (págs. 1 e 17)

- Plano para reforçar PF nos Estados. (págs. 1 e 11)

- Incertezas na China e nos EUA provocam vaivém mundo afora. A bolsa de Xangai afundou quase 3%. Em Nova York, o Dow Jones encerrou em baixa de 0,28%. A Bovespa, em São Paulo, depois de desabar mais de 4%, fechou em queda de 0,86%. (págs. 1 e 19)

VALOR ECONÔMICO

- Siderurgia se une contra subsídio a usina do Ceará

- As siderúrgicas brasileiras se uniram contra a proposta de fornecimento de gás a preço subsidiado pela Petrobrás ao projeto da usina da Ceará Steel, a ser erguida no Ceará. Em documento enviado ao presidente da República e ao ministro das Minas e Energia, o IBS, entidade que representa os fabricantes de aço no país, afirmou que vê com "com preocupação" as negociações dos sócios da Ceará Steel com a estatal, exigindo um preço abaixo do praticado no mercado.

Os donos da Ceará Steel - Danieli, Dongkuk e Vale do Rio Doce - alegam que o projeto só é viável se o gás custar no máximo US$ 3,70 por milhão de BTU. Hoje, cerca de 50% do gás consumido no país é importado da Bolívia, chegando a São Paulo em torno de US$ 6. A Petrobras, se firmar o acordo com subsídio, no prazo de 20 anos pode ter um prejuízo de US$ 500 milhões a US$ 1 bilhão, segundo dados obtidos pelo Valor.

"Há poucas justificativas para um fornecimento subsidiado de grandes volumes em benefício de apenas uma empresa de capital estrangeiro", diz trecho do documento do IBS. O vice-presidente executivo do instituto, Marco Pólo de Melo Lopes, disse que outra preocupação do setor é que o subsídio ao gás poderá afetar toda a exportação de aço do país, pois representaria descumprimento às regras da Organização Mundial do Comércio (OMC) e seria alvo de ações anti-subsídios. Em 2006, o Brasil exportou 12,5 milhões de toneladas, que correspondem a uma receita de US$ 6,9 bilhões.

Caso a Petrobras firme o acordo com o gás a preço subsidiado, o setor deverá reivindicar o mesmo benefício para outras instalações que poderiam fabricar produtos mais nobres, como aços longos ao carbono e aços especiais. "Tais projetos, entretanto, não foram implantados exatamente pela questão da disponibilidade e preços do gás", afirma o documento. Segundo o IBS, as placas de aço da Ceará Steel, a serem exportadas, "estarão competindo com produto similar de várias outras empresas já em operação" no país, como CSN, Usiminas, Cosipa, Gerdau-Açominas e Arcelor-CST.

A Ceará Steel, orçada em US$ 750 milhões, deverá produzir 1,5 milhão de toneladas por ano. Para operar, necessitará de 1,2 milhão de metros cúbicos de gás por dia, 40% do consumo dos atuais produtores de aço no Brasil. (págs. 1 e B1)

- Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, cobra veto presidencial em MP sobre transgênicos e pode até deixar o governo. (págs. 1 e B12)

- Representantes do G-20, o grupo dos países mais industrializados, reúnem-se hoje e amanhã no Rio para debater a crise do Fundo Monetário Internacional (FMI) e propor mudanças em sua forma de agir. O grupo, liderado pelos Estados Unidos, maior acionista do Fundo, quer que a instituição mude os critérios de "surveillance" (monitoramento_ dos países-membros. A idéia é que a instituição passe a fazer advertências e recomendações públicas sobre a política cambial das economias, forçando-as, na prática, a mudar seus procedimentos. A redefinição das cotas (e, portanto, do poder de voto) também estará em discussão.

Os americanos têm interesse no assunto porque acreditam que a China mantém o câmbio artificialmente desvalorizado, provocando desequilíbrios globais. "Estamos chegando a um ponto de inflexão. A discussão (sobre mudanças na atuação do Fundo) era puxada pelos países menores. Agora, os grandes é que têm interesse", disse o diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central, Paulo Vieira da Cunha. (págs. 1 e C5)

- Armando Castelar: gastos elevados com Previdência Social limitam recursos para saúde e educação. (págs. 1 e A13)

- O BC confirmou que Afonso Bevilaqua irá deixar a instituição. Visto como grande defensor da política monetária restritiva, vinha sendo duramente criticado dentro e fora do governo. (págs. 1 e C3)

- Turbulência nos mercados não interrompeu emissões. Consórcio de hidrelétrica de Chapecó, por exemplo, coloca R$ 120 milhões em notas promissórias. (págs. 1 e C4)

- Com intervenções de compra muito pesadas no mercado à vista de câmbio, o Banco Central impôs pesados prejuízos aos investidores estrangeiros "vendidos" no mercado futuro de dólar. Apenas anteontem, dia de vencimento do contrato mais curto negociado na BM&F, o BC comprou US$ 1,45 bilhão e não deixou que a moeda caísse à vista, condição necessária para o "vendido" ter lucro no futuro. Só nos 18 dias úteis de fevereiro, as reservas cambiais do país cresceram US$ 9,985 bilhões. Como resultado da vigorosa atuação do BC e das incertezas internacionais, os estrangeiros reduziram drasticamente suas posições "vendidas" em dólar futuro. Elas caíram 54,97%. Os mercados em geral persistiram voláteis ontem. (págs. 1, C1 e C2)

- A política externa dos Estados Unidos para a América Latina foi criticada ontem por parlamentares democratas e republicanos. Às vésperas da viagem que o presidente americano George W. Bush fará à região, os parlamentares disseram que o corte de US$ 70 milhões no orçamento para a assistência aos países latino-americanos este ano envia a "mensagem errada aos nossos amigos no Hemisfério". "Não temos prestado atenção suficiente à região", disse o republicano Dan Burton. Para ele, os Estados Unidos deveriam ter acompanhado mais de perto as eleições na região no ano passado, financiando grupos de oposição afinados com Washington. (págs. 1 e A11)

ESTADO DE MINAS

- Novo assalto a banco leva pânico ao interior de MG

- Mais uma agência bancária foi assaltada ontem no interior de Minas. O alvo agora foi o Banco do Nordeste, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. Dois homens e uma mulher, armados com pistolas semi-automáticas, obrigaram o gerente Josafá Araújo a entregar todo o dinheiro do cofre. Quatro funcionários e um vigilante foram rendidos e trancados em um banheiro. Os assaltantes fugiram com pelo menos R$ 240 mil, levando como refém o gerente que foi libertado logo depois. Cerca de 90 policiais militares fecharam as saídas da cidade e deram buscas na região, mas a quadrilha escapou. No Noroeste do estado, a PM começa a desmobilizar o aparato de caça aos quatro ladrões de bancos, perseguidos há 23 dias - o efetivo já foi reduzido de 400 para 160 homens -, e admite que eles furaram o último cerco armado. (págs. 1, 21 e 22)

- Ao mesmo tempo que garantiu não pensar em um terceiro mandato consecutivo, o que exigiria mudar a Constituição, o presidente Lula reiterou que pretende chegar ao final do seu governo com a atual equipe econômica. Ele assegura que não mexerá nos ministérios da Fazenda e do Planejamento. (págs. 1, 3 e 4)

- Seleção - Empresa obriga Dunga a convocar Ronaldinho. (pág. 1 e Esportes)

- Improbidade - STF adia decisão sobre o foro privilegiado. (págs. 1 e 2)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Brasileiro usa cada vez mais drogas líticas

- Pesquisa mostra o País como campeão mundial no uso de remédios em busca do efeito de drogas estimulantes. Anvisa vai tomar providências. Entre 2001 e 2005, também o consumo de álcool, de 69,7% para 74,6% da população. (págs. 1 e 6)

- Sem verba federal, Cabo busca opções para enfrentar a chuva. (pág. 1 e Cidades)

- Estado aperta cinto para economizar R$ 166,64 milhões. (pág. 1 e Economia, pág. 1)

- Pacto pela vida vai definir ações contra a violência. (pág. 1)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.