03/01/2007

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JORNAL DO BRASIL

- Cabral pede a militares que controle 53 favelas

- Dividir o policiamento da cidade com as Forças Armadas é o que pretende o governador Sérgio Cabral ao defender que soldados das três armas saíam dos quartéis para ajudar a patrulhar locais próximos aos batalhões. Mapeamento feito pelo JB mostra que favelas perigosas são vizinhas dos quartéis do Exército, da Marinha e da Aeronáutica. Em Brasília, o presidente confirmou que pode mudar a lei para enfrentar o crime organizado nos Estados. (págs. 1, A8 e A9)

- Vandalismo - Tráfico ataca ônibus e DPS se protegem com barricada. (págs. 1, Cidade e A12)

- Calamidade - Governador: "Saúde é uma barbaridade de ruim". (págs. 1, Cidades e A13)

- Pós-dossiê - Berzoini volta à presidência do PT e desafia o governo. (págs. 1 e A2)

- Balança comercial é recorde no ano - O Brasil fechou 2006 com superávit de US$ 46 bi na balança comercial, o maior saldo positivo na história, apesar das queixas dos exportadores sobre a desvalorização do dólar. (págs. 1, economia, A25)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Cabral quer Forças Armadas nas ruas

- O novo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), propôs ontem que tropas do Exército, da Marinha e da Aeronáutica patrulhem o entorno de seus quartéis. A medida, diz, dará à população sensação maior de segurança, pois verá ruas e praças vigiadas por militares, e permitirá à polícia priorizar áreas críticas. Ontem à tarde, mais um ônibus foi incendiado, sem feridos. Cabral, 43, anunciou que já conversou com o comando das três Forças. Afirmou que pretende nesta semana voltar a se reunir com eles para definir de que forma Exército, Marinha e Aeronáutica poderão ajudá-lo a enfrentar a criminalidade. Ele definiu a ação como "um complemento" ao trabalho policial.

"Aeronáutica, Marinha e Exército podem dar colaboração estratégica nas áreas militares. Hoje o policiamento é feito basicamente em defesa do patrimônio das Forças. Pedirei em reunião com os comandantes policiamento pró-ativo", disse ele, para quem "o cidadão deseja isso, caminhar nas ruas com tranqüilidade". (pág. 1)

- O segundo mandato de Luiz Inácio Lula da Silva começa com um saldo devedor recorde de R$ 17,1 bilhões em investimentos não pagos. São compromissos de gastos assumidos no ano eleitoral de 2006 e, numa parcela menor, em anos anteriores. Eles ameaçam uma das principais promessas feitas pelo presidente anteontem, no discurso de posse: ampliar os investimentos públicos. Em 2007, o governo terá de destinar para essas contas pendentes a maior parte do dinheiro dos impostos que poderia usar em investimentos. Se decidir pagá-los, logicamente. O valor da pendência - chamada de "restos a pagar" - representa 63% dos investimentos autorizados na lei orçamentária deste ano. (pág. 1)

- Sob protesto de setores à esquerda do partido, o deputado Ricardo Berzoini reassumiu ontem a presidência do PT admitindo a redução de seu mandato, que se encerra em outubro do ano que vem. Mas, como ele mesmo reconheceu que "é difícil" a antecipação das eleições internas, o gesto foi encarado como uma tentativa de neutralizar resistências à sua volta, garantindo governabilidade. (pág. 1)

- O novo governador de São Paulo, José Serra (PSDB), afirmou ontem "desconfiar" da existência de funcionários "fantasmas", que ganham sem trabalhar, na folha de pagamento do Estado, que é comandado desde 1995 pelos tucanos. Por iniciativa de Serra, será publicado hoje no "'Diário Oficial' do Estado o decreto que torna obrigatório o recadastramento de todos os servidores. "Desconfia-se de que haja pagamentos indevidos, gratificações indevidas, e mesmo funcionários que não existem", disse o tucano em sua primeira entrevista no cargo à TV Globo. A iniciativa desagradou o grupo ligado ao ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB), que entende que a medida coloca em suspeição a administração tucana anterior. Alckmin negou ontem a existência de "fantasmas" na máquina do governo, mas não polemizou: disse que o recadastramento anunciado por Serra faz parte da "boa gestão". (pág. 1)

- Uma série de três explosões acidentais dentro do quartel do Gate (Grupo de Operações Táticas Especiais) da Polícia Militar, na zona norte de São Paulo, matou um sargento e feriu quatro PMs do batalhão, além de cinco pessoas que estavam nas proximidades. As causas do acidente ainda serão investigadas. (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Lula muda de idéia e veta corte de despesas

- O Diário Oficial da União que circulou ontem publicou o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a oito dispositivos da Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2007. Um dos itens vetados é o redutor de despesas correntes, que o próprio governo havia proposto em abril. O texto vetado estabelecia que este ano os gastos fixos - relacionados com pessoal, benefícios previdenciários, educação e custeio da máquina pública, entre outras áreas - teriam de ser reduzidos em 0,1% do Produto Interno Bruto. O corte corresponderia a cerca de R$ 2,1 bilhões. O Ministério do Planejamento argumentou, para explicar a mudança de idéia, que a maior parcela dos gastos da União é composta por despesas de caráter obrigatório, que possuem regras de crescimento definidas por leis específicas. A intenção do governo é mudar a legislação para definir limites a algumas despesas correntes. Lula vetou também um dispositivo que pretendia disciplinar a concessão de recursos públicos para entidades privadas, como ONGs, exigindo atestados de funcionamento regular. O governo alegou que isso poderia interromper "importantes ações governamentais". (págs. 1 e B1)

- Lula e o cacique xucuru Marcos de Araújo: solenidade marcou a chegada do programa Luz para Todos a 5 milhões de pessoas. (págs. 1 e A5)

- O presidente Lula defendeu ontem mudanças na lei para evitar novos atos de violência praticados por facções do crime organizado, como PCC e CV. No Rio, o governador Sérgio Cabral apresentou uma mudança na escola de trabalho dos PMs que, segundo ele, triplicará o número de policiais nas ruas: eles passarão a trabalhar 8 horas todos os dias, em vez do regime 24 x 72 (24 horas de trabalho por 72 de descanso). (págs. 1 e C1)

- Meras promessas de ano-novo - O presidente Lula já violou uma promessa de ano-novo, ao vetar na Lei de Diretrizes Orçamentárias a cláusula que previa contenção de gastos correntes no Orçamento. (págs. 1 e A3)

- O ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro, reagiu ontem ao ataque do governador de São Paulo, José Serra, à estagnação econômica. "Ele esta´querendo se cacifar para enfrentar uma disputa com Aécio Neves." (págs. 1 e A4)

- Apesar da valorização do real, a balança comercial encerrou o ano com um superávit de US$ 46,077 bilhões, recorde na história do País, e US$ 2 bilhões acima das mais recentes previsões do governo. Mas as importações cresceram 24,2%, a um ritmo mais acelerado do que as exportações, que avançaram 16,2%. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior anunciou ontem a meta para as exportações em 2007: US$ 152 bilhões. Reforçadas pelas compras de dólares pelo Banco Central, as reservas internacionais também bateram recorde e fecharam o ano em US$ 85,8 bilhões. (págs. 1, B3 e B4)

- No primeiro pregão do ano, a Bovespa bateu novo recorde e superou a marca dos 45 mil pontos. A alta foi de 2,04%. O mercado reagiu bem aos resultados da balança comercial e seguiu a tendência das bolsas internacionais (págs. 1 e B3)

- Pesquisadores ingleses descobriram uma técnica de criar medicamentos a custos bem menores. O método consiste em mudar a estrutura química dos remédios atuais, transformando-os em novas formulações, livres das caríssimas patentes. (págs. 1 e A15)

O GLOBO

- Governo: policiamento nas vias expressas vai aumentar

- Enquanto o novo comandante-geral da PM, coronel Ubiratan Ângelo, anunciava que sua primeira medida seria reforçar o policiamento nas vias expressas, um bando assaltava motoristas no Elevado da Avenida Perimetral, ontem à tarde. Pela manhã, ao tomar posse, o novo secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, também prometeu mais policiais nas vias expressas, mas só a partir de hoje. Segundo ele, a prioridade será evitar a ação de bandidos nas linhas Vermelha e Amarela, na Avenida Brasil e na Perimetral. As autoridades vão aumentar o efetivo da PM com o retorno de policiais emprestados. O governador Sérgio Cabral empossou também o novo chefe de Polícia Civil, Gilberto Ribeiro. (págs. 1, 12 a 15, editorial "Bom começo" e Flávia Oliveira, página 23)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderá até propor mudanças da legislação para conseguir maior rigor no combate ao crime organizado no país. (págs. 1 e 13)

- O governador Sérgio Cabral sugere hoje em reunião com representantes das Forças Armadas que eles façam policiamento nas imediações dos quartéis. (págs. 1 e 13)

- Após tomar posse ontem como secretário estadual de ambiente, o deputado reeleito Carlos Minc anunciou que pretende empregar presos em regime semi-aberto ou ex-presidiários no trabalho de reflorestamento das margens do Rio Guandu. Ele disse que vai retomar o projeto de criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Guandu, que foi vetado pelo governo passado. (págs 1 e 16)

- Trechos de fábula de autoria desconhecida, chamada "A lição da borboleta". Estão no filial do discurso de posse do presidente Lula no Congresso - quando ele diz que não recebeu de Deus o que podia, mas o que precisava. (págs. 1 e 5)

- Um dia após a posse do presidente Lula, o deputado Ricardo Berzoini reassumiu a presidência do PT, da qual havia sido afastado durante a campanha por causa do escândalo da compra do dossiê contra tucanos. O retorno, celebrado em restaurante de Brasília, teve tom festivo e presença de ministros e do presidente da Câmara, Aldo Rebelo, mas as correntes de esquerda do PT não mandaram representantes. (págs. 1 e 3)

- O ex-presidente da República, José Sarney usou seu jornal no Maranhão para fazer ataques políticos e pessoais ao ex-governador José Reinaldo, que deixou anteontem o cargo. Sarney chamou Reinaldo, um ex-aliado, de Judas. (págs. 1 e 5)

- Após tomar posse ontem como secretário estadual de Ambiente, o deputado reeleito Carlos Minc anunciou que pretende empregar presos em regime semi-aberto ou ex-presidiários no trabalho de reflorestamento das margens do Rio Guandu. Ele disse que vai retomar o projeto de criação da Área de Proteção Ambiental (APA) do Guandu, que foi vetado pelo governo passado. (págs. 1 e 16)

GAZETA MERCANTIL

- China vai virar a balança com Brasil em 2007-01-03

- A balança comercial voltou a surpreender no ano passado, com um superávit de US$ 46,07 bilhões. A despeito do dólar valorizado, o recorde histórico é de 3,05% superior ao esperado pelo governo. O otimismo continua para 2007 - a projeção oficial para as exportações chega a US$ 152 bilhões, valor 10,5% superior aos 2006. Mas nem tudo são números positivos. Cálculos da Associação Brasileira de Comércio Exterior (AEB) mostram que, mantido o atual ritmo de crescimento das exportações da China (50% em 2006), o Brasil deverá registrar, pela primeira vez, déficit comercial com o país asiático, montante que pode superar US$ 500 milhões. A locomotiva chinesa deverá atropelar a Argentina, hoje o segundo maior fornecedor de bens ao Brasil. Em 2006 o país vizinho vendeu US$8,1 bilhões ao Brasil, enquanto os

chineses, US$ 7,9 bilhões. (págs. 1 e A-5)

- O deputado Ricardo Berzoini reassumiu ontem a direção do PT e, ao mesmo tempo, enfatizou seu apoio a Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Câmara. O petista afrontou o presidente Lula, que apóia a recondução de Aldo Rebelo para o cargo. (págs. 1 e A-6)

- Um caso jurídico pode comprometer as contas públicas. Assim que voltar do recesso, o STF julgará o processo de beneficiários do INSS que pedem aumento da pensão por morte. Caso perca a disputa, o INSS terá um gasto adicional imediato de R$ 7,8 bilhões. (págs. 1 e A-10)

- Na primeira sessão do ano, Bovespa repetiu a rotina de bater recordes, com alta de 2,04%, para 45.382 pontos. As ações de emergentes deverão puxar os retornos mundiais em 2007. "Os mercados emergentes são um dos poucos promissores em termos de expansão de lucros neste ano", disse Alan Brown, do Schroders Plc. (págs. 1, B-2 e B-8)

- Rogério Mori - Parece faltar ao projeto econômico do governo criatividade e ousadia, em particular no campo fiscal. (págs. 1 e A-30)

- Penteado Mendonça - É paradoxal, mas o Brasil tem jeito. O brasileiro enjoou dos abusos e isso é bom sinal para o futuro. (págs. 1 e A-3)

- O ex-deputado do PMDB de Minas Aloísio Vasconcelos deixou a presidência da Eletrobras. Ele saiu alegando problemas pessoais, mas sabe-se que mantinha divergências com a diretoria da empresa. Valter Cardeal, diretor de engenharia, assume interinamente, enquanto governo e PMDB buscam outro nome. (pág. 1)

- A carne produzida no Pampa Gaúcho é a primeira em todo o continente americano a possuir um certificado de denominação geográfica. O produto ganhou selo de garantia de origem com bônus de 2% no preço, podendo aumentar conforme a demanda. (págs. 1 e B-12)

- Abastecer com álcool poderá mais uma vez deixar de ser

bom negócio a partir de fevereiro ou março deste ano, quando o preço do combustível poderá romper o limite competitivo de 70% do da gasolina. Segundo estimativas de especialistas desse mercado, as cotações do produto podem subir gradativamente até fevereiro ou março deste ano até que a oferta se estabilize com a chegada da safra nova no País. O mesmo ocorreu no ano passado,quando o produto chegou a registrar alta de 65%. Nas duas últimas semanas,que correspondem às duas primeiras

semanas da entressafra, os preços do álcool hidratado

subiram 10% nas usinas. A avaliação de especialistas é

que a frota de quase 2,5 milhões de carros com motor flex - mais que o dobro de 2005 - e a antecipação de compras pelas distribuidoras provocaram a disparada. (págs. 1 e B-12)

- As vendas de veículos atingiram 204,8 mil unidades em dezembro, recorde para o setor. Até então, o melhor mês para as montadoras era outubro de 1997, com 189

mil unidades. No ano, as vendas foram de 1,928 milhão de veículos - 12,4% maiores que em 2005. (págs. 1 e C-3)

- A Usiminas se prepara para reduzir a sua dependência externa de energia elétrica. A siderúrgica, que compra o insumo da mineira Cemig, de quem é cliente cativo, pretende dobrar a produção própria de energia - dos atuais 60 MW para 120 MW - neste primeiro semestre, período em que deve entrar em operação a sua segunda termelétrica. Com a nova usina, a empresa passa a produzir 50% de seu consumo total. (págs. 1 e C-2)

- O setor de cartões de crédito tem crescido a taxas superiores a 20% nos últimos anos e fechou 2006 movimentando R$ 159,4 bilhões, com um aumento

de 24,5% sobre o ano anterior. "As perspectivas são muito boas e, em 2007, o crescimento continuar á forte", prevê Fernando Chacon, diretor de marketing de cartões do Itaú. A estimativa é que o setor movimente R$ 191,3 bilhões neste ano, com avanço de 20%. A compra da operação brasileira da Amex, pelo Bradesco, e o fim do processo de cisão da Credicard, entre Itaú e Citibank, alteraram profundamente o ranking dos bancos emissores e obrigou concorrentes a rever suas estratégias. (págs. 1 e B-1)

CORREIO BRAZILIENSE

- Choque Antigastos

- Entre as medidas anunciadas pelo governador Arruda para reduzir despesas, está a demissão de 17 mil funcionários contratados sem concurso. - No primeiro ato de sua gestão, José Roberto Arruda exonerou todos os ocupantes de cargos comissionados e de confiança do DGF. Apenas metade desses postos ganhará substitutos, que devem ser nomeados até abril. "As pessoas boas ficam", prometeu, dando mostras de que parte dos dispensados será recontratada. Para conter o déficit de R$ 35 milhões, a ordem é reduzir gastos das secretarias em um terço e fechar o cofre para investimentos até julho. Em reunião com secretários e principais assessores, Arruda reforçou ainda o discurso de que algumas decisões são impopulares, mas necessárias para iniciar uma agenda positiva. Também pediu agilidade na execução de ações como instalação de postos policiais e de saúde que funcionem 24 horas, além de determinar o descredenciamento do Instituto Candango de Solidariedade (ICS) e a extinção da Codeplan. (págs 1, 8 e Visão do Correio, pág. 20)

- Um dia depois da posse, o presidente cobrou projetos dirigidos à população mais pobre. "Faz um ano que eu estou pedindo aos ministros da área social: nós temos que ter uma espécie de pacote da cidadania, ou seja, quilombola, terra indígena, assentamento, periferia mais pobre", disse, durante cerimônia que comemorou a marca de 5 milhões de pessoas atendidas pelo Luz Para Todos. Ele aproveitou para alfinetar FHC, ao citar o investimento de R$ 6,5 bilhões para fazer as ligações elétricas, cobradas no governo do seu antecessor. (págs. 1 e 5)

- Depois de ser inocentado pela PF de participação no escândalo do dossiê, o deputado Ricardo Berzoini reassume a presidência do PT pregando a unidade em torno do nome de Arlindo Chinaglia para comandar a Câmara. O deputado Aldo Rebelo (PcdoB-SP) compareceu ao almoço petista, mas reafirmou sua disposição em concorrer ao posto.(pág. 1 e Tema do Dia, págs, 2 e 3)

- Embora o Congresso tenha encerrado as investigações sobre o esquema ilegal de compra de ambulâncias sem punir nenhum parlamentar, a Controladoria Geral da União encontrou indícios de irregularidades em contratos firmados entre quatro prefeituras e o grupo Planam, dos Vedoin. (págs. 1 e 6)

- O Diário Oficial da União publicou ontem as tabelas do Iposto de Renda da Pessoa Física. Com a correção dos valores em 4,5% anuais até 2010, ficarão isentos de tributação os salários de até R$ 1.313,69. Em 2008, o valor saltará para R$ 1.434,59. (págs. 1 e 17)

VALOR ECONÔMICO

- Ciclo de altas garante maior receita para metais em 2007

- O ciclo virtuoso de alta dos preços das commodities metálicas deve se manter neste ano, beneficiando a balança comercial brasileira. O minério de ferro, que rendeu mais de US$ 11 bilhões em divisas em 3006 ao país, já garantiu para 2007 aumentos de 5,3% a 9,5%, que entrarão em vigor a partir deste mês na Europa e Américas e de abril em diante na Ásia e Oriente Médio. Esse reajuste, o quarto consecutivo desde 2003, vai adicionar US$ 800 milhões às exportações brasileiras.

Os metais de base, como zinco, níquel, cobre e alumínio, contam com a manutenção da demanda chinesa e americana e de outras economias no mundo, bem como com o apetite dos fundos de investimento. A cifra dos fundos alocada para commodities (metais, energia e grãos) já chega a US$ 120 bilhões, conforme dados do Standard Bank. O Brasil é um grande exportador de alumínio e em alguns anos, com novos projetos, deverá se tornar um dos maiores em níquel.

Em aço, a avaliação é de que há pouco espaço para queda nos preços, que alcançaram níveis históricos em 2005 e pouco baixaram desde então. A chapa fina de aço vale US$ 600 e a placa começa o ano em torno de US$ 500 a tonelada. Até outubro, o Brasil exportou 10,3 milhões de toneladas de aço, com receita de US$ 5,5 bilhões. Em 2007, a previsão é subir para quase 14 milhões de toneladas.

Entre os metais não ferrosos, o zinco promete ser a bola da vez. Luiz Manreza, do Standard Bank, prevê que a cotação do metal pode atingir US$ 5 mil a tonelada. "Quatro anos atrás, o zinco estava no fundo do poço, valendo US$ 792", recorda, aliviado, João Bosco Silva, diretor superintendente do Votorantim Metais, quinta maior produtora do mundo. O níquel, que alcançou US$ 35 mil. Até 2008, está com previsão de déficit na oferta. (págs. 1 e B5)

- Os investimentos públicos federais cresceram quase 50% no ano passado, no âmbito do orçamento fiscal e da seguridade social, Considerando só o que foi efetivamente desembolsado, o valor chegou a R$ 15,249 bilhões, ante R$ 10,306 bilhões em 2005. Como proporção do Produto Interno Bruto, porém, os investimentos do governo Lula, de 0,74%, ainda estão aquém do pior ano do segundo mandato do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (0,81%, em 2000).

Os números são preliminares, mas a ordem de grandeza da cifras está dada. O que garantiu a maior parte dos desembolsos de investimento não foi a execução do orçamento de 2006, mas sim a de restos a pagar do orçamento de 2005, que corresponderam a cerca de R$ 8,7 bilhões. Diante da demora do Congresso em aprovar o Orçamento, o governo foi prevenido e empenhou, nos últimos dias de 2005, toda a dotação orçamentária com chance de ser utilizada. (págs. 1 e A5)

- Os mercados brasileiros começaram o ano com o pé-direito. Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Índice Bovespa bateu novo recorde, aos 45.382 pontos, em alta de 2,04%, mostrando que aos investidores continuam otimistas com as ações mesmo após a alta de 32,93% em 2006.

As apostas estão agora em papéis de empresas ligadas ao crescimento do país, como revelam as indicações das corretoras que compõem a Carteira Valor de janeiro. A carteira cumulou alta de 47,85% em 2006, ampliando para 775% o ganho desde sua criação, em 2001, ante 191,5% do Bovespa. Dólar e juros também seguiram a toada otimista. A moeda americana terminou o dia em baixa de 0,28%, cotada a R$ 2,1320. NO mercado monetário, o swap de 360 dias recuou de 12,40% para 12,30% e embute agora juro real de 7,92%. (págs. 1, D1, D2 e C2)

- Para garantir o abastecimento energético brasileiro no futuro será preciso avançar sobre a Amazônia. O alerta é de Jerson Kelman, há quase dois anos no comando da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) um dos nomes cotados para o Ministério do Meio Ambiente, caso o presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidia substituir Marina Silva. "Teremos que escolher entre usar o potencial hidráulico da Amazônia ou optar maciçamente por energia nuclear", afirma Kelman. Ele rebate a tese de que isso pode acentuar a devastação de florestas e cobra mais responsabilidade do movimento ambientalista. "Não se deve defender a simples intocabilidade do meio ambiente."

Em entrevista ao Valor, Kelman defende a construção da usina nuclear de Angre 3 e diz que o assunto está "maduro" para uma decisão na próxima reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), previsto para 30 de janeiro. "Não podemos abrir mão de nenhuma alternativa energética disponível", afirma. (págs. 1 e A16)

- Conquistar fatias de mercado na Europa é o sonho de nove entre dez empresas brasileiras. Vender para a Europa - qualquer tipo de produto - tornou-se também, nos últimos meses, um negócio bastante lucrativo. Enquanto a valorização do real ante o dólar reduz a receita dos exportadores, algumas empresas começaram a perceber boas oportunidades oferecidas pelo mercado do euro. A moeda única de 25 países do continente europeu valorizou-se 11,50% ante o dólar em 2006. Mesmo frente ao real, que também se fortaleceu, o euro subiu 1,85% no período. Segundo a Funcex, a rentabilidade das exportações brasileiras em dólares caiu 1,25% no ano passado (até outubro), período em que as vendas em euro tiveram ganho de 5%.

O câmbio valorizado não impediu que a balança comercial brasileira fechasse 2006 com um superávit recorde, de US$ 46,077 bilhões. As exportações cresceram 16,2% e atingiram US$ 137,47 bilhões, outro recorde. (págs. 1, A2 e A3)

- Fabio Glambiagi: governo deveria ajustar padrão de contabilidade ao padrão observado em outros países. (págs. 1 e A15)

- A partir do dia 12, a bolsa de Nova York passa a operar contratos futuros em real e em peso colombiano, a serem usados como hedge contra flutuações das moedas. (págs. 1 e B8)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Estado vai fazer censo de servidor

- Recadastramento dos 150 mil servidores ativos e inativos e 21 mil pensionistas devem ocorrer este ano. Governo quer atualizar dados, perfil dos funcionários e reduzir pagamentos indevidos. (pág. 1)

- Rio pede ajuda às Forças Armadas - Governador Sérgio Cabral propôs que o Exército, Marinha e Aeronáutica reforcem policiamento no Rio de Janeiro. (págs. 1 e 8)

- Três explosões causaram incêndio num depósito de armas e munição na Zona Norte de São Paulo. Um sargento morreu. (págs. 1 e 8)

- Número de acidentes nos 60 mil quilômetros fiscalizados no País foi menor do que no Natal, mas deixaram 1.181 feridos. (págs. 1 e 8)

cia?

- Vinte e quatro horas depois dos 16 ataques de traficantes, que causaram a morte de 18 pessoas, a polícia do Rio, em vez de reforçar a presença ostensiva em toda a cidade, sumiu das ruas. Os postos fixos foram abandonados, para que os PMs não se tornassem alvos fáceis dos criminosos, mas também não se via mais policiais circulando de carro pela cidade. O comando da PM afirma que o policiamento foi reforçado. Admite, no entanto, que este trabalho é mais visível à noite. (pág. 1 e Cidade, págs. A9 a A13)

- A Anac proibiu o cancelamento de vôos pelas empresas aéreas e o ministro da Defesa, Waldir Pires, prometeu punições rigorosas às infratoras. Mesmo assim, ontem, 24 horas depois, 30 vôos foram cancelados - dez dos quais no Rio. (pág. 1 e País, pág. A3)

- Mais da metade dos R$ 385 milhões destinados à segurança no Pan segue à espera de liberação. O atraso no repasse da verba federal põe em risco a vigilância dos locais de competição e de pontos estratégicos como a Auto-Estrada Lagoa-Barra e a Linha Vermelha. (pág. 1 e Esportes, pág. A25)

- A governadora Rosinha Matheus anunciou ontem que deixará em caixa, para Sérgio Cabral, dinheiro suficiente para pagar os salários dos funcionários públicos em janeiro. Ela afirmou que entrega o Estado com as contas saneadas. (pág. 1 e País, pág. A4)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.