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05/02/2007
JORNAL DO BRASIL - Verba da Anac serviu para comprar karaokê - O orçamento da Agência Nacional de Aviação Civil dobrou, mas a previsão é de que os R$ 150,4 milhões serão tão mal aplicados agora quanto foi a verba de 2006; a burocracia, e não a ajuda aos passageiros, consumirá 65% do total, revela o editor de País, Robson Barenho. Até dezembro, para R$ 7,5 milhões gastos fiscalizando empresas aéreas, a Anac tornou R$ 10,5 milhões em passagens e diárias e R$ 1,9 milhão em móveis. Comprou ainda R$ 60.800 em aparelhos como DVD com karaokê. (pág. 1 e País, págs. A2 e A3) - Os setores da economia mais rentáveis, como os de mineração e de petróleo, segundo o IBGE, não repõem empregos perdidos pelas áreas menos competitivas. As que mais sofrem são as indústrias têxtil e de calçados. (pág. 1 e Economia, pág. A18) FOLHA DE SÃO PAULO - Serviços sobem mais que a inflação - Itens como táxi, estacionamento, dentista e recreação superaram IPCA; aumento do mínimo elevou custos, dizem especialistas. Já os preços monitorados e administrados pelo governo tiveram reajustes menores; média de 4,28% é metade da registrada em 2005. (pág. 1) - Serra terá de cortar até R$ 1 bilhão do Orçamento - Redução nas despesas seria necessária para equilibrar as contas, pois parte da arrecadação prevista não deverá acontecer. Segundo tucanos, Serra não sabia previamente que o contingenciamento de verbas iria atingir as universidades estaduais. (pág. 1) - Fundo para as polícias gasta 86% com carro e equipamento - Dos 12 veículos, 2 estão em Cruzeiro (SP), cidade natal do ministro da Justiça. Estudo mostra que 86% da verba do fundo de segurança vai para carros e armas e só 7% é usada em projetos inovadores de policiamento. (pág. 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - Anistia a Dirceu tem apoio no Planalto - A operação de resgate do ex-ministro-chefe da Casa Civil e deputado cassado do PT José Dirceu ganhou ontem reforço importante da cúpula do governo Lula. Marco Aurélio Garcia, assessor especial para Assuntos Internacionais da Presidência da República, pregou publicamente anistia para o ex-ministro, à saída do encontro promovido pelo Campo Majoritário, principal tendência entre os membros do PT. Dirceu foi cassado em 1º de dezembro de 2005, sob suspeita de envolvimento no esquema do mensalão, e está inelegível até 1015. Um projeto de anistia deve contar com 1,5 milhão de assinaturas para ser colocado em pauta no Congresso. No mesmo encontro petista, Dirceu foi ovacionado, sábado, ao criticar a política de juros do Banco Central. O presidente do partido, Ricardo Berzoini, também defendeu anistia a Dirceu, mas o empenho do Campo Majoritário foi criticado por parlamentares de vários partidos - inclusive do próprio PT. Para o senador petista Eduardo Suplicy (SP), a idéia não se sustenta enquanto houver dúvidas sobre a participação de Dirceu no mensalão. (págs. 1 e A4) - A União Européia (UE) decidiu incluir critérios ambientais em todos os seus acordos comerciais. A decisão já é resultado das avaliações de cientistas sobre os efeitos do aquecimento global, divulgadas sexta-feira pelo Painel Intergovernamental de Mudanças Climática.s A diplomacia brasileira dá sinais de que não aceitará a inclusão do tema nas negociações entre Mercosul e UE. (págs. 1 e A12) * Superagência - A criação de uma nova agência para o meio ambiente não tem apoio irrestrito do Brasil. O governo prefere o fortalecimento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), que já existe. (págs. 1 e A12) - Estudo inédito do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) sobre os aeroportos paulistas mostra que a falta de infra-estrutura é "real e atual". Sem medidas imediatas para ampliar a capacidade de Congonhas e Cumbica, haverá um colapso, diz o documento. Na melhor das hipóteses, a capacidade do terminal de passageiros de Congonhas teria de ser aumentada em 220%, até 2015. Problemas nos dois aeroportos afetam a malha aérea de todo o País. (págs. 1 e B1) O GLOBO - Redução gradual da CPMF é descartada - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, afirmou ao "Globo" que está descartada a queda gradual da alíquota de 0,38% da CPMF. Ele defende a prorrogação por dez anos, mas diz que o governo terá que acertar com o Congresso a proposta para prorrogar a vigência da contribuição. Bernardo afirmou ainda que demorará seis meses para a máquina pública "ficar azeitada" e o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) acontecer. (págs. 1 e 16) - PT articula anistia para José Dirceu - O Campo Majoritário, corrente mais forte do PT, iniciou uma operação para devolver o mandato de deputado ao ex-ministro cassado na crise do mensalão. Até mesmo Marco Aurélio Garcia, um dos homens mais próximos do presidente Lula, defendeu a volta de Dirceu. A ala mais à esquerda do partido rechaçou a idéia. (págs. 1 e 3) GAZETA MERCANTIL - Globalização pressiona o mercado de trabalho - Indústrias frágeis à abertura comercial fecharam 250 mil vagas no País nos últimos quatro anos. (págs. 1 e A4) CORREIO BRAZILIENSE - Governo Lula já investiu R$ 1 bilhão no ABC paulista - Recursos destinados pelo governo ao ABC paulista, berço político do PT e do presidente Lula, ultrapassam R$ 1 bilhão. De olho na eleição municipal, partido já faz as contas de quantas prefeituras pode conquistar na região. (pág. 1 e Tema do Dia, pág. 2) - Mordaça na ABIN - Código da Agência impõe sigilo e estimula denúncias de colegas. (págs. 1 e 4) - Educação - Mais de 40 mil alfabetizadores leigos darão lugar a professores. (págs. 1 e 6) - Novas regras do Imposto de Renda. (págs. 1 e 4) VALOR ECONÔMICO - Novo consórcio disputará as megausinas do Madeira - Esquentou a disputa pela concessão das usinas hidrelétricas do rio Madeira, o projeto em que o governo aposta as suas fichas para livrar o país da ameaça de novo apagão. Um novo consórcio, constituído por empresas nacionais e estrangeiras, está em fase adiantada de montagem para participar dos leilões em que o governo oferecerá as concessões das usinas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, com capacidade para a produção de 6.450 megawatts de energia. Esse é um dos maiores projetos de infra-estrutura existentes, com estimativas iniciais de custo entre R$ 12 bilhões e R$ 20 bilhões, dependendo do grau de competição, que o governo quer estimular. Até agora, Furnas e Odebrecht formavam o único consórcio publicamente interessado nas duas usinas. (...) (págs. 1 e A3) - O Tesouro admite permitir que o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) capte no mercado interno brasileiro. As instituições multilaterais estão lançando papéis em reais no exterior e concedendo crédito direto na moeda brasileira. O BID deve converter para reais créditos a municípios e linha para pequenas e médias empresas repassada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. Nos últimos anos, o Brasil já negou duas vezes pedido do BID para venda de títulos no mercado interno, temendo a concorrência com a dívida púbica. Mas o secretário-adjunto do Tesouro, Paulo Valle, diz que hoje a situação é diferente. A International Finance Corporation (IFC) recebeu autorização e o Tesouro analisará novos pedidos de multilaterais. (págs. 1, C1 e C2) NAIS

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