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06/03/2007
JORNAL DO BRASIL - Lula se nega a discutir o chavismo com Bush - O presidente Lula disse ontem que não aceita discutir com o americano George Bush, que vem ao Brasil esta semana, as ações do venezuelano Hugo Chávez: "Até porque eu respeito a soberania de cada país". Chávez anunciou um ato público contra Bush. O presidente do EUA lançou um plano de ajuda social aos países do continente e disse que também se inspira em Simon Bolívar. (Págs. 1, A2 e A3) - A carga tributária no Brasil alcançou 40% do PIB em 2006, segundo um estudo. Mas Estados e municípios, em vez de cobrarem pela redução, querem é ter mais acesso ao que a União arrecada. (págs. 1, Economia e A19) - Dois anos depois de aprovada a Lei das Águas, dos mais de 100 comitês criados para gerenciar as bacias hidrográficas do país, só dois, no Sudeste, estão equipados e funcionam segundo a lei. - O governo federal autorizou a fabricação da versão genérica -e, portanto, mais barata - da pílula anticoncepcional. Também haverá versões genéricas de substâncias para reposição hormonal. (pág. 1) FOLHA DE SÃO PAULO - Bush lança pacote de ajuda anti-Chávez - Em investida contra a influência do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, na América Latina, o presidente norte-americano, George Bush, anunciou pacote assistencialista que lembra ações do próprio venezuelano, informa Sérgio Dávila. Entre as medidas, estão o envio de um navio-hospital para atender até 85 mil pessoas. Na quinta, em SP, Bush começa viagem de sete dias por cinco países da região. (pág. 1) - Sim, os Estados Unidos discutirão Hugo Chávez durante a viagem de George W. Bush à América Latina. E não, os EUA não discutirão a derrubada da tarifa de importação imposta ao álcool combustível brasileiro, de R$ 0,30 por litro hoje.
Foi o que disse ontem o assessor de segurança nacional do Departamento de Estado, Stephen Hadley, embora não com tantas palavras. Horas antes, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrara uma redução na tarifa americana e afirmara que não espera discutir Chávez com Bush. (pág. 1) - A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou ontem a produção e a venda de anticoncepcionais e hormônios genéricos, até então restritas aos medicamentos de marca. A pílula genérica deve custar de 35% a 50% menos que a de marca -com preço médio de R$ 29,21. (pág. 1) - Em apenas uma semana, as perdas da Bolsa de Valores de São Paulo já alcançam os 10,9%. Isso representa quase um terço da alta acumulada na Bovespa em todo 2006 (33%).
Somente ontem, a turbulência mundial, que começou na terça passada, fez com que a Bovespa perdesse 2,81%. (pág. 1) - A secretária da Educação do Estado de São Paulo, Maria Lucia Vasconcelos, caracterizou ontem a situação das escolas estaduais na cidade de São Paulo como "alarmante, triste".
A titular da pasta (assumiu em 2006) refere-se aos resultados obtidos pelos alunos das escolas estaduais paulistanas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) do ano passado. O ESTADO DE SÃO PAULO - China decide crescer menos e bolsas sofrem novo abalo - O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, anunciou ontem, na abertura da Assembléia Popular Nacional, a meta de 8% para aumento do Produto Interno Bruto (PIB) do país em 2007, o que representa sensível desaceleração - nos últimos anos o ritmo tem sido superior a 10% anuais. As declarações, relata o repórter Paulo Vicentini, reforçaram as incertezas no mercado financeiro internacional e geraram nova queda nas bolsas de valores. A Bolsa de São Paulo caiu 2,81% e acumula perda de 10,8% em uma semana. A Bolsa de Xangai recuou 1,6%, o Índice Dow Jones desvalorizou-se em 0,53% e a Nasdaq, em 1,15%.
Jiabao defendeu a busca de um crescimento qualitativo, prometeu apertar o cerco à corrupção no setor imobiliário e mandou dois recados àqueles que nutrem um apetite forte pelos investimentos de alto risco: o governo reforçará a supervisão do mercado acionário, reformando a emissão de ações, e elevará a confiabilidade das empresas com títulos negociados em bolsas. (pág. 1) - A poucos dias de receber o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou ontem em seu programa de rádio os subsídios que os produtores agrícolas americanos recebem e as taxas de importação aplicadas ao etanol brasileiro.
Segundo Stephen Hadley, conselheiro da Segurança Nacional dos EUA, a tarifa sobre o etanol não está prevista como tema no encontro entre Lula e Bush. (págs. 1, A4 e A5) - A reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os governadores, hoje, corre grande risco de terminar em frustração. A União não quer saber de dividir a arrecadação da CPMF e de outras contribuições sociais com os Estados e municípios, principal pleito dos governadores. Mas busca apoio para a aprovação da emenda de reforma tributária. (pág. 1 e A7) - O Pacote para Desenvolvimento da Educação, uma espécie de Programa de Aceleração do Crescimento para o setor, foi apresentado ontem ao presidente Lula, com estimativa de custo de R$ 8 bilhões para quatro anos. O principal objetivo dele é fortalecer a educação básica, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad. (pág. 1 e A6) - Depois de dois anos de espera, os laboratórios farmacêuticos receberam aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para fabricar anticoncepcionais genéricos. As pílulas devem chegar às farmácias até o fim do ano, com preços 35% mais baixos. A complexidade da ação da pílula oral foi o motivo principal da demora da liberação no Brasil. (pág. 1 e A14) - Escolta com 50 agentes federais, 12 carros e 9 motos. Trânsito interditado. Transporte em avião, bloqueio de pista em aeroporto - atrasando vôos comerciais. Todo esse esquema montado ontem não foi para transportar nenhuma celebridade, mas para levar o traficante Fernandinho Beira-Mar de uma prisão no Espírito Santo ao Rio, para uma audiência na Justiça - onde um andar foi interditado e outra audiência teve de ser cancelada. Em grande parte, para nada: a pedido de seus advogados, os depoimentos de hoje foram adiados para data ainda não marcada. Desde 2001, o governo já gastou R$ 200 mil com viagens de Beira-Mar para audiências e transferências de presídio, segundo a Federação dos Policiais Federais. (pág. 1 e C4) O GLOBO - Divergências já ameaçam sucesso da visita de Bush - As divergências acerca da cobrança de taxas de importação sobre o álcool brasileiro nos Estados Unidos marcarão a visita do presidente Bush ao Brasil, quinta e sexta-feira. Apesar de a redução da taxa já ter sido descartada pelo governo dos EUA, o presidente Lula voltou ontem ao assunto, dizendo que "não tem sentido a alta taxa que os Estados Unidos impõem ao álcool brasileiro". Bush anunciou ajuda anual de US$ 1,6 bilhão para programas sociais em países da América Latina. O valor é inferior ao gasto semanal dos EUA no Iraque. A comitiva de Bush rejeitou gasolina da Petrobras, informa Flávia Oliveira. O PT decidiu engrossar os protestos contra a visita. (págs. 1, 4 a 8) - O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, anunciou que a estatal pode se tornar produtora de álcool, para garantir o fornecimento ao mercado externo. (págs. 1 e 4) - O ministro francês da Agricultura, Dominique Bussereau, chamou o Brasil de nação agroindustrial "predadora", por atacar as barreiras tarifárias européias. (págs. 1 e 8) - Ciberativismo renova a forma tradicional de protesto e divulga causas em tempo recorde, como as manifestações contra a visita do presidente Bush ao Brasil. (pág. 1) - Maior informatização e cruzamento de dados estão fazendo a Receita intensificar cobranças aos contribuintes. Em alguns casos, a dívida fiscal vira uma bola de neve. (págs. 1, 17 e 18) - A arrecadação de impostos do governo do estado, na gestão do secretário de Fazenda, Joaquim Levy, subiu cerca de 9,5% em janeiro, em relação ao mesmo mês do ano passado. A marca superou as expectativas. (págs. 1 e 12) - O Brasil gasta por ano cerca de R$ 1,4 bilhão com a escolta de presos. Só com as viagens do traficante Beira-Mar foram R$ 200 mil. Ele chegou ao Rio ontem com megaescolta para participar de audiência que foi cancelada. Por isso, embarca hoje para o Paraná, para voltar em dez dias ao Rio. (págs. 1 e 16) GAZETA MERCANTIL - Lucro com grãos pode mudar fronteira agrícola - A alta nos preços das commodities vai fazer o produtor brasileiro voltar a abrir fronteiras agrícolas na próxima safra. A estimativa é que a área cultivada de grãos retorne ao nível de dois anos atrás, de 49 milhões de hectares, podendo até superá-lo. O estímulo é o bolso: o lucro será 77% maior para o milho e 316% superior para a soja neste ano, refletindo tendência nos EUA, onde os percentuais são de 160% e 60%, respectivamente. Toda essa mudança na rentabilidade vem da chamada "febre do etanol", pois os Estados Unidos vão aumentar em 50% a destinação do grão para a produção do combustível. "O uso dos grãos para produção de etanol vai influenciar a expansão agrícola aqui. O cerrado volta a ser fronteira agrícola e novas áreas devem ser incorporadas", diz Fábio Turquino de Barros, analista da AgraFNP. Com uma produção maior de milho para o etanol, caberá ao Brasil parte da tarefa de suprir o mundo com o grão e a soja. As novas áreas deverão ser no Maranhão, Piauí e Tocantins, o que o analista considera a grande fronteira agrícola. Para ele, a região tem uma vantagem logística: o escoamento pelo porto de São Luís, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e Bahia também devem ceder novas terras. Barros diz que parte da expansão do cultivo virá de pastagem e terras abandonadas na crise do campo. "Os Estados Unidos não têm mais área para ampliar. O crescimento da produção virá da Argentina e do Brasil. Mas só a gente tem fronteira a ser explorada", diz Rosimeire Cristina dos Santos, assessora-técnica da Confederação da agricultura e Pecuária do Brasil (CNA). Porém, ela lembra que a expansão depende da capacidade de investimento do produtor. (pág. 1 e C-7) - Augusto Nunes - Cinco meses após a reeleição, o presidente Lula não assumiu o emprego. (pág. 1 e A-3) - A Petrobras estuda a possibilidade de constituir uma nova subsidiária voltada exclusivamente para a operação e comercialização do álcool combustível, informou ontem o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, durante a assinatura de um memorando de entendimento com o Japan Bank for International Cooperation (JBIC), que demonstrou interesse em financiar projetos no Brasil ligados ao setor. A nova subsidiária deve sair a médio prazo. A curto prazo, diz Gabrielli, a meta é expandir as exportações de etano para países como Venezuela, Nigéria, Japão e, possivelmente, a União Européia. A expectativa da estatal é quadruplicar a venda externa de álcool combustível até 2001, dos atuais 850 milhões de litros do produto para 3,5 bilhões de litros. Também tema da visita do presidente George W. Bush ao Brasil, o etanol tem grande chance de virar uma commodity, como quer o governo. Ao menos o apoio dos EUA é garantido pelo embaixador americano Clifford Sobel, em entrevista exclusiva a este jornal. Mas a redução de tarifa de importações sobre o produto brasileiro naquele país está fora de cogitação, por ser, diz ele, um "assunto do Congresso". Bush não poderá fugir do tema: ontem o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a taxação sobre o produto brasileiro "não tem sentido" e que vai colocar a questão no encontro bilateral. (págs. 1, A-6, A-7 e C-2) - A nova metodologia de cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) a ser usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a ser usada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) dará mais credibilidade e transparência às contas, e mais dor de cabeça para o governo sobre suas metas. O valor do PIB, após incorporar milhares de empresas não contabilizadas hoje e acrescentar informações do IR, crescerá "incontestavelmente", diz o economista Cláudio Considera. Um PIB maior implicará relação dívida/PIB, poupança e superávit primário menores. Para o especialista, a mudança da base fará uma revolução nas contas nacionais. Ou as metas mudam, ou o País terá de economizar mais para alcançar superávit de 4,25%. (pág. 1 e A-4) - Ao completar seu primeiro ano de gestão como prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab vira esperança do PFL, que se renova e muda de nome. (págs. 1, A-8 e A-11) - Principal motor do mercado de tecnologia da informação no Brasil, os bancos devem investir este ano prioritariamente em mobilidade, segurança e na renovação da infra-estrutura. No banco do Brasil 280 novos projetos devem consumir R$ 507 milhões do orçamento total da área de TI, de R$ 1,2 bilhão. Segundo o analista Mauro Peres, da IDC Brasil, muitas instituições estão repensando suas arquiteturas para ganhar flexibilidade e agilidade no lançamento de novos produtos. O HSBC tem como seu maior projeto a montagem de uma infra-estrutura de software para suportar o crescimento do banco por dez anos. O Bradesco, que passa por uma reestruturação bilionária da área, elegeu segurança e mobilidade como alguns dos temas a receber atenção e investimentos no ano. Por exemplo, o banco realiza uma experiência inédita com uma rede de banda larga sem fio, com a tecnologia Wimax que já dá acesso a quatro agências em Osasco (SP). O setor financeiro movimentou cerca de 20%, US$ 3,2 bilhões, dos gatos totais de tecnologia da informação no Brasil ao ano passado. Os bancos são responsáveis por mais de 80% dos aportes desse setor. (págs. 1 e C-1) - O apoio da Telefônica à oferta de aquisição da Portugal Telecom pelo grupo Sonae abalou o casamento que as duas operadoras mantêm no Brasil e que controla a Vivo. Ricardo Salgado, presidente do BES, um dos maiores acionistas da PT, chegou a sugerir que uma separação seria bem-vinda. (Pág. 1 e C-1) - Com uma estratégia de diversificação, mais patrocínios, parcerias e licenciamentos, a TV Cultura teve aumento de 155% em sua receita líquida própria nos últimos três anos - fora a do governo paulista. Passou de R$ 14,2 milhões e 2003 para R$ 36,2 milhões em 2006. (págs. 1 e C-6) CORREIO BRAZILIENSE - Operação para garantir aulas - Em apenas 13 dias de ano letivo, 786 professores - o equivalente a 12% dos docentes que deveriam estar ensinando na rede pública - tiram licença médica e se afastam do trabalho. GDF vai reforçar escolas chamando 899 temporários. Confira a lista dos convocados por ordem de classificação. (págs. 1, 25 e 26) - Confederação conclui que o governo Lula fechou 2006 com arrecadação recorde de impostos: 39,69% do PIB. O ministro da Fazenda diz que aumento se deve ao incremento da atividade econômica e ao rigor da Receita. (págs. 1 e 12) - Legislatura marcada pelos escândalos de mensaleiros e sanguessugas deixou outras seqüelas só agora conhecidas: foi o período no qual mais se arquivaram projetos de lei que nem chegaram a ser votados. (págs. 1, 2 e 3) - Presidente dos EUA inicia pelo Brasil, quinta-feira, série de cinco visitas a países da América Latina. Na tentativa de conter o assistencialismo de Chávez na região, ele promete US$ 400 milhões em ajuda à educação e moradia. (págs. 1 e 19) - China causa nova queda nas bolsas (págs. 1, 13 e 18) VALOR ECONÔMICO - Turbulências continuam e já atingem commodities - A reavaliação de riscos após os pesados recuos dos mercados na semana passada estendeu ontem seus efeitos baixistas aos mercados de commodities e continuou a castigar as bolsas ao redor do mundo. Moeda usada em operações especulativas, o iene atingiu sua maior cotação ante o dólar em três meses, enquanto a bolsa de Tóquio acumula queda de 10% em cinco pregões. Investidores tomam empréstimos a juros baixos no Japão e investem em ações. A desmontagem de posições de risco derrubou em 5% os preços do níquel e em 3% os do zinco e cobre. Desde o início do tumulto nos mercados, o ouro caiu 7%. Em uma semana, o cobre baixou 6,98%, o alumínio, 6,7% e o zinco, 10,1%. O mercado de petróleo foi menos afetado, mas ainda assim recuou. O tipo WTI caiu a US$ 60 em Nova York, quase a mesma cotação do Brent em Londres (US$ 60,54). A queda do preço das commodities ainda é modesta em relação a crises passadas. A mudança de posição dos investidores causa, no entanto, pesadas ordens de venda e grande volatilidade, especialmente nas aplicações de alto risco, como derivativos de créditos de crédito, commodities e mercados emergentes. As bolsas são os termômetros e ontem foi novo dia de perdas. O Índice Dow Jones recuou 0,53% e o Nasdaq, 1,15%. A bolsa de Tóquio perdeu 3,34%. No Brasil, o Índice Bovespa caiu 2,81%, para 41.179 pontos - pela primeira vez no ano abaixo dos 42 mil pontos. O Banco Central não interrompeu as compras de dólares, mesmo com as turbulências. Desde o dia 27 de fevereiro, quando a bolsa de Xangai caiu 8,8% desencadeando movimento geral de correção de preços de ativos, até ontem, o BC adquiriu, segundo estimativas de operadores, cerca de US$ 3,3 bilhões. Na crise de liquidez anterior, em maio de 2006, o BC rapidamente suspendeu seus leilões de compra. O cenário agora é diferente. O dólar não está dando saltos e sempre que a moeda ameaça subir muito aparecem exportadores interessadas posições vendidas em dólar de investidores estrangeiros não revela nenhum sinal de pânico. (págs. C1, C2, D2 e B11) - Dez anos depois da falência do Estado, uma sucessão de aumentos salariais concedida na administração passada paralisou o governo de Alagoas. Sem condições de honrar novas contrapartidas para convênios, o governador Teotônio Vilela Filho (PSDB) está desde o início de sua administração cercado por manifestantes que dormem em frente ao Palácio Zumbi dos Palmares, sede do governo. Uma greve na Educação fez com que, até o fim da semana passada, o ano letivo ainda não tivesse começado no Estado, que ficou em 20° lugar no ranking nacional do Enem. A crise financeira também contamina a área da segurança pública. Maceió teve em 2005 o maior índice de crimes violentos entre as capitais brasileiras, segundo dados do Ministério da Justiça. Como saída para o atoleiro, o governador tucano aproxima-se cada vê mais do governo federal petista. O alto volume de transferências federais isola a maior parte da população - beneficiada por aposentadorias do INSS ou programas como o Bolsa Família - dos efeitos da crise do governo estadual. Calcula-se que dois terços da população do estado vivam do setor público. O setor privado não é capaz de vitalizar a economia. O peso do setor público sobre o PIB local subiu de 17% para 27,6% entre 1985 e 2004. Os problemas gerenciais extrapolam o Executivo. Na Assembléia Legislativa, ninguém sabe quantos funcionários estão na folha de pagamento, que representou 5,28% da despesa estadual no ano passado. O limite de 3% com gastos de pessoal para o Legislativo, estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal, não é respeitado. (págs. 1 e A24) - Delfim Netto: boa parte da queda da inflação se deve a estrepolias cambiais apoiadas nos juros mais altos do mundo. (págs. 1 e A2) - Sérgio Werlang: a democracia direta não funciona. (págs. 1 e A23) - Mercado reduz previsão para o IPCA de 2007 pela quinta semana consecutiva. A projeção para Selic no fim do ano permaneceu em 11,50%. (págs. 1 e C2) ESTADO DE MINAS - 1.000.000 de veículos nas ruas de BH - Projeção da BHTrans mostra que Belo Horizonte terá mais de 1 milhão de veículos em circulação até o fim do ano o que tende a agravar ainda mais os congestionamentos. De 2005 para 2006, a frota cresceu 8%, chegando a 931,2 mil veículos. Para piorar, a cidade tem estrutura radial, sem ligações transversais entre as grandes avenidas. Com isso metade da frota é obrigada a rodar diariamente na área limitada pela Avenida do Contorno, o que pode acabar inviabilizando o tráfego, segundo especialistas. A prefeitura encomendou um diagnóstico da situação a uma consultoria especializada. O trabalho deve ficar pronto em dois meses e fornecerá diretrizes para um plano de mobilidade, com estratégias para diminuir os gargalos. Entre 15 de dezembro e o último domingo, 239 pessoas morreram e 3.597 ficaram feridas em 4.698 acidentes em Minas, segundo dados da Operação Verão, da Polícia Rodoviária Federal. O número de mortos foi o mesmo do levantamento anterior. No Brasil, foram 1,4 mil mortes e 17 mil feridos em 27 mil acidentes. (págs. 1, 21 e 22) - A reunião dos governadores com o presidente Lula, hoje, tem de ficar centrada nos interesses do país e nas contrapartidas aos estados, em troca do apoio ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), e não numa agenda de interesse único do governo federal. É o que defende o governador Aécio Neves, que espera ações concretas na área tributária e respostas às demandas estaduais. (págs. 1 e 7) - O Programa de Desenvolvimento da Educação, apelidado de PAC da Educação, prevê investimentos de R$ 8 bilhões nos próximos quatro anos. A proposta de criação do plano foi apresentada ontem ao presidente Lula pelo ministro Fernando Haddad. (Págs. 1 e 2) - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulga hoje sua nova projeção para o crescimento do PIB brasileiro deste ano, que deve ficar acima da estimativa anterior, de 3,6%, mas abaixo de 4%. Com ela, o país completará 12 anos com crescimento abaixo da média mundial, projetada em 4,9% para 2007. A última vez que o Brasil cresceu mais do que o mundo foi em 1995. (págs. 1 e 13) - A turbulência no mercado financeiro internacional voltou a derrubar a bolsa no Brasil. A Bovespa fechou pelo terceiro dia seguido em queda, dessa vez de 2,81%, e já acumula perdas de mais de 10% desde a terça-feira, quando a Bolsa de Xangai, na China, deflagrou a crise. (págs. 1 e 14) - Jovens aprovam iniciativa do governo, que vai investir nos próximos meses na distribuição gratuita de preservativos nas escolas. (pág. 1) OUTROS JORNAIS Jornal do Commercio - Obra do estaleiro começa no dia 15 - Escolas estaduais são reprovadas no exame do Enem (pág. 1)

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Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.
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