08/01/2007

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JORNAL DO BRASIL

- S.O.S. Lula

- Depois de articular auxílio federal para a Segurança Pública e a Saúde, o governador Sérgio Cabral torna a recorrer ao presidente. Pede a liberação de dinheiro para a reconstrução das cidades atingidas pelos temporais. Só a recuperação das estradas consumirá R$ 35 milhões. A chuva já matou 51 no Sudeste. Dará trégua só amanhã. (pág. 1, País, pág. A5 e Cidade, pág. A10)

- Os pagamentos do governo central a aposentados, pensionistas, anistiados e favorecidos com diferentes auxílios vão superar R$ 385 bilhões em 2007. Novas regras dos programas sociais e a falta de um cadastro único incham o universo beneficiário - em torno de 56 milhões. (pág. 1 e País, págs. A2 e A3)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Ensino superior tem a maior inadimplência desde 2002

- Índice de falta de pagamento em SP é o maior desde 2002; alunos alegam problemas com emprego ou perda de familiar. O Congresso analisa um pedido do setor privado para que as escolas possam romper o contrato após 60 dias de inadimplência. (pág. 1)

- Sindicato acusa a Telemar de usar fundo em seu benefício

- Recursos do fundo de pensão dos empregados, o Atlântico, foram investidos na tele e em suas principais acionistas. Sindicato afirma que fundo pagou R$ 259,5 mi a mais do que deveria por ações que representam 4% do capital da empresa de telefonia. (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Tarso diz que Lula vai ajudar segurança em SP

- O governo federal mandará reforços para área de segurança pública paulista, disse ontem o ministro das Relações Institucionais, Tarso Genro. Ele condiciona a ajuda a um pedido formal do governador José Serra, mas lembra que, "embora a segurança seja responsabilidade dos Estados, a União deve e pode participar, principalmente em função da nacionalização dos delitos e da organização das quadrilhas". Como mostrou o "Estado" em sua edição de ontem, Serra pretende pedir ajuda ao governo federal, especialmente nas áreas de prevenção e inteligência.

O governador disse que, para diminuir a criminalidade, é preciso fortalecer o combate ao tráfico de drogas e armas e ao contrabando. O governador também quer mais agilidade na liberação dos recursos do Fundo Penitenciário Nacional. O governo federal, por sua vez, responsabiliza os Estados pela lentidão nos repasses. O deputado federal Raul Jungmann (PPS-PE), da CPI do Tráfico de Armas, alerta que a prevenção ao crime passa também pela reestruturação do sistema prisional. "O comando do crime está nas penitenciárias." (págs. 1 e C1)

- O desejo do governo de começar a eliminar os entraves ao crescimento do País tem uma nova dificuldade pela frente. A disputa pela presidência da Câmara dos Deputados, com a divisão da base de apoio ao governo, deve complicar a aprovação do Programa de Aceleração do Crescimento, um pacote de medidas para a área econômica que depende em grande parte da aprovação dos parlamentares. Qualquer que seja o vitorioso na eleição, Aldo Rebelo (PC do B-SP) ou Arlindo Chinaglia (PT-SP), o custo para o Planalto será alto. (págs. 1 e A4)

- Depois do fim da vulnerabilidade externa, agora é a vulnerabilidade interna que tende a se tornar um problema superado. A queda do juro está levando a um menor peso da dívida pública em relação ao PIB, indicador que mais preocupa os investidores e as agências de classificação de risco. Os economistas temem apenas que o governo seja tentado a reduzir o superávit primário. (págs. 1, B1 e B3)

O GLOBO

- Segurança de vias expressas terá um comando autônomo

- Um plano especial de policiamento será implantado nas vias expressas que recebem turistas de chegada ao Rio: a Linha Vermelha, desde a Via Dutra até o Túnel Rebouças, o Elevado da Perimentral e o Aterro do Flamengo, até Botafogo. O número de PMs e carros será duplicado. A forma de controle do policiamento nesses trechos também será alterada: cada trecho passará a ser de responsabilidade de um comandante, 24 horas por dia, que, diferentemente do que ocorre hoje, atuará na rua e terá autonomia para fazer mudanças relâmpago no esquema. A Linha Amarela, que ontem foi fechada por 20 minutos em razão de tiroteio, e a Avenida Brasil serão as próximas. (págs. 1 e 8)

- O governador Sérgio Cabral anunciou ontem, em reunião em Nova Friburgo com representantes de 26 prefeituras mais o ministro da Integração Nacional, Pedro Brito, a criação de uma força-tarefa para socorrer os municípios mais prejudicados pelas chuvas que castigaram o estado nos últimos dias. Pelo menos 26 pessoas morreram e 12 mil estão desabrigadas ou desalojadas. A força-tarefa vai produzir um relatório enumerando todas as necessidades de cada município atingido. Com esse levantamento, Cabral pedirá ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma medida provisória liberando em 48 horas recursos para obras emergenciais. (págs. 1 e 9)

CORREIO BRAZILIENSE

- Dividido, PT briga por cargos

- Com o aviso de Lula de que os petistas perderão espaço no governo, correntes internas do partido disputam as vagas hoje ocupadas pelo Campo Majoritário, grupo liderado pelo presidente e enfraquecido depois do escândalo do mensalão. (pág. 1 e Tema do Dia, pág. 2)

- Eleição na Câmara: Aldo aposta em apoio tucano. (págs. 1 e 3)

- Contas públicas - Melhora perfil da dívida - Estabilidade econômica fez com que governo conseguisse, em 2006, alongar prazo de pagamento de títulos e substituir papéis cujos juros não eram fixados na hora da venda. (págs. 1 e 8)

VALOR ECONÔMICO

- País fecha pacote de ajuda a Bolívia, Paraguai e Uruguai

- Bolívia, Paraguai e Uruguai serão contemplados pelo governo brasileiro com medidas de financiamento e facilidades de comércio como parte de uma política para encorajar a integração do continente. A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi discutida em reunião reservada, na quinta, com seis ministros. O presidente exigiu que fossem eliminados, até a próxima reunião de cúpula do Mercosul, nos dias 18 e 19 no Rio, empecilhos burocráticos que travam a entrada de mercadorias dos vizinhos menores e dificultam o projeto de ajuda aos países pobres da região. Assim, o país teria armas para se contrapor à generosidade do venezuelano Hugo Chavez com a vizinhança e para neutralizar a atração exercida pelos EUA sobre sócios como o Uruguai.

Na reunião definiu-se o mecanismo pelo qual o Brasil dará crédito para compra de cem tratores (US$ 30 milhões) para o programa de desenvolvimento agrícola boliviano - financiamento do BNDES e apoio do Proex Equalização, que cobre, a fundo perdido, a diferença entre os juros internacionais e as taxas domésticas. Lula determinou que se atenda ao pedido de Morales para criação de uma fábrica de biodiesel na Bolívia. O tom moderado adotado ultimamente pelos bolivianos nas negociações sobre gás com o Brasil encorajaram o governo brasileiro.

Já há decisão política de aumentar as compensações ao Paraguai pela energia da Itaipu Binacional. "Há um aspecto sacrossanto em Itaipu: a energia que não for para o Paraguai tem de ir ao Brasil", aponta o ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim. "Mas temos de encontrar uma compensação adequada ao Paraguai e que não prejudique o consumidor brasileiro." O governo vai designar fiscais em tempo integral para a fronteira com o Uruguai, onde há queixas de retenção de cargas por falta de funcionários na alfândega brasileira. Outras medidas para Uruguai e Paraguai devem envolver o BNDES. (págs. 1 e A2)

ATENÇÃO

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