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08/03/2007
JORNAL DO BRASIL - Brasil reage à ingerência americana - Por ordem expressa do presidente Lula, o Ministério das Relações Exteriores emitiu nota em que repudia o relatório do Departamento de Estado Americano sobre violações de Direitos humanos no Brasil. Lula ficou irritado como que considera ingerência indevida dos EUA em assuntos internos do Brasil. O governador de São Paulo, José Serra, desafiou os EUA a divulgarem relatório sobre as violências na sua prisão de Guantánamo. (págs. 1, A2 e A3) - "O governo brasileiro não reconhece a legitimidade de relatórios elaborados unilateralmente por países, segundo critérios domésticos, muitas vezes de inspiração política. (págs. 1 Nota do Itamaraty) - Presidente ataca a hipocrisia da família e da igreja. Diz que "sexo quase todo mundo gosta" e pede debate sobre a gravidez precoce. (págs. 1 e A10) - Na primeira reunião do Comitê de Política Monetária depois da turbulência no mercado, o ritmo de redução da taxa básica de juros se manteve: 0,25%, passando de 13% para 12,75% ao ano. - O secretário de Segurança, José Maurício Beltrame, criticou a ação da Força Nacional no Rio. Quer que a tropa treine menos e ocupe de fato as vias expressas para as quais foi designada. FOLHA DE SÃO PAULO - Divergências precedem visita de Bush - A véspera da chegada do presidente Bush ao país foi marcada pelo afloramento de divergências entre o Brasil e os EUA. O Departamento de Estado norte-americano reafirmou que a tarifa de importação do álcool brasileiro não cairá, contrariando pleito do Planalto. Em entrevista, Bush disse que não quer restringir as discussões com o Brasil à parceria para produção de álcool combustível. (pág. 1) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou ontem, no Rio, que o sexo precisa deixar de ser tabu em casa e nas escolas do país para que se possa combater com sucesso a Aids e a gravidez precoce. (...) (pág. 1) - O Congresso Nacional aprovou ontem uma série de medidas que endurecem a legislação penal do país e procuram acelerar o andamento de processos.
No Senado, foram aprovados dois projetos -que agora precisam ser sancionados pelo presidente da República para entrar em vigor. (...) (pág. 1) - Na primeira decisão unânime desde outubro, o Comitê de Política Monetária do Banco Central aprovou ontem a redução da taxa básica de juros (Selic) em 0,25 ponto percentual, para 12,75% ao ano. (...) - A Telefônica, operadora de telefonia fixa de São Paulo, poderá oferecer serviço de TV por assinatura via satélite em todo o país. A autorização, em análise desde maio, foi dada ontem pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações). (...) (pág. 1) - O paulistano sofrerá hoje e amanhã com um trânsito caótico em razão da visita do presidente norte-americano, George W. Bush, à cidade.
O Comando Militar do Sudeste decidiu fechar de uma a três faixas das avenidas pelas quais a comitiva de Bush irá passar até uma hora e meia antes da passagem do comboio. O comando militar coordena as equipes brasileiras de segurança que trabalham no evento. (...) (pág. 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - São Paulo facilita o controle da gravidez - O governo de São Paulo lançou ontem, véspera do Dia Internacional da Mulher, um pacote de iniciativas para a saúde feminina que até 2010 consumirá R$ 15 milhões. As medidas privilegiam o planejamento familiar, principalmente por meio da distribuição de pílulas anticoncepcionais e de DIUs e da realização de cirurgias que evitam a gravidez. O Estado vai complementar o serviço que já é oferecido no Sistema Único de Saúde pelo governo federal e pelos municípios. O anúncio das medidas foi feito pelo governador José Serra e por seu secretário da Saúde, Luiz Roberto Barradas Barata. Além do planejamento familiar, o pacote de saúde feminina anunciado inclui medidas para controlar os cânceres de mama e de útero, ampliar o atendimento às grávidas, atender mulheres vítimas de violência e ampliar o acesso a exames de média complexidade (como mamografia, ultrassonografia e densitometria). Barradas disse que regiões pobres, como o Pontal do Paranapanema, receberão atenção especial do programa. (págs. 1 a A27) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu ontem o sexo com camisinha como forma de combater a gravidez na adolescência e o avanço da aids entre as mulheres. Ele afirmou que o Dia Internacional da Mulher deve ser o "dia de combate à hipocrisia", e citou a Igreja e os pais como fatores de desestímulo ao debate. O governo lançou planos para combater a expansão da aids entre as mulheres e para evitar doenças sexualmente transmissíveis nos Jogos Pan Americanos. (págs. 1 e A28) - "Sexo tem de ser feito e ensinado como fazer. Somente assim seremos um País livre da aids". - "Muitas vezes deixamos de debater os temas de forma verdadeira por puro preconceito. "Ah, mas meu pai não gosta, a Igreja não gosta". - "Sexo é uma coisa que quase todo mundo gosta e é uma necessidade orgânica, é uma necessidade da espécie humana e da espécie animal". - Não é nada, não é nada, a reunião do presidente Lula com os governadores foi o primeiro fato verdadeiramente positivo do segundo mandato para a administração. (págs. 1 e A3) - Na véspera da chegada ao Brasil do presidente George W. Bush, o governo brasileiro reafirmou ontem que a aproximação com os EUA não significa distanciamento em relação à Venezuela e ao presidente Hugo Chávez. As relações diplomáticas do Brasil "não são excludentes", disse a ministra Dilma Rousseff, em claro recado à Casa Branca. Na véspera, Bush havia dito ao Estado e a outros quatro jornais latino-americanos que o estatismo de Chávez trará miséria e redução de oportunidades. Bush inicia hoje seu giro por cinco países da América Latina. (págs. 1 A4 a A12) - Em meio à turbulência do mercado financeiro internacional, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a cautela e reduziu em apenas 0,25 ponto porcentual a taxa básica de juros (Selic), para 12,75% ao ano. Foi o mesmo corte da reunião anterior, em janeiro. A decisão foi unânime, sem indicação de tendência e dentro da expectativa dos analistas. Mas empresários e sindicalistas voltaram a se queixar da "timidez" com que o Copom tem feito a redução da taxa de juros. (págs. 1, B1, B3 e B4) - A Câmara aprovou projeto que altera o Código de Processo Penal para tornar mais ágeis os julgamentos de crimes contra a vida. A espera por julgamento no Tribunal do Júri deve cair pela metade. A proposta ainda vai para o Senado. A Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou aumento do tempo de prisão para obtenção de benefícios em caso de crime hediondo e punição para uso de celular por preso. (págs. 1 e 9) - O secretário do Tesouro, Tarcísio de Godoy, disse que a decisão do governo de permitir que os Estados procurem financiamento no mercado não significa autorização para elevar o limite de endividamento. (págs. 1 e A16) - O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, órgão do governo, projeta crescimento da economia acima dos 5% apenas a partir de 2010. "Até lá ficará aquém do previsto no PAC", disse Fábio Giambiagi, coordenador de grupo do IPEA. (págs. 1 e B6) - Vale teve lucro de R$ 13,4 bi em 2006 - Empresa também b ate recorde de receita e geração de caixa. (págs. 1 e B20) - Fernando Reinach _ Etanol pode colocar o Brasil em posição privilegiada. (págs. 1 e A30) O GLOBO - Preso por crime hediondo ficará mais tempo na cadeia - O Congresso aprovou ontem projetos da área de segurança que, entre outras medidas, endurecem o cumprimento da pena de condenados por crimes hediondos. Nesses casos, o preso só poderá ser beneficiado com a progressão de regime se cumprir dois quintos da pena em regime fechado, caso seja primário. Se for reincidente, precisará cumprir três quintos. Hoje, os benefícios são permitidos apôs o cumprimento de um sexto da pena. Os senadores também aprovaram projeto que classifica como falta disciplinar grave o uso de telefones celulares. Diretores de penitencia´rias ou agentes públicos que facilitarem a entrada dos aparelhos poderão ser condenados a até um ano de prisão. Os dois projetos vão à sanção presidencial. Já os deputados aprovaram o uso de videoconferência em interrogatórios de acusados presos e agilizaram o funcionamento do Tribunal do Júri. As duas medidas ainda precisam ser aprovadas no Senado. (págs. 1 e 15) - Pela primeira vez, o secretário de Segurança Pública do Rio, José Maria Beltrame, disse ontem que há cem policiais suspeitos de ligações com as milícias que disputam com o tráfico favelas do Rio. A constatação é feita com base em 30 investigações em andamento. (págs. 1 e 16) - A morte de Alana, de 12 anos, no morro dos Macacos, levou o governo do estado a anunciar a criação de um banco de dados para contabilizar as vítimas de balas perdidas o estado. O Rio não tem hoje esse tipo de estatística. (págs. 21) - Com agenda que incluiu declarações sobre sexo ("Quase todo mundo gosta") e visitas à Cidade do Samba, e ao Maracanã, o presidente Lula teve ontem no Rio um dia típico de turista. No estádio, tirou o sapato e teve que bater três pênaltis no governador Sérgio Cabral: o primeiro foi na trave. (págs. 1, 37 e 38) - O presidente Bush desembarca hoje em São Paulo protegido por esquema de segurança que envolve quatro mil homens. O espaço aéreo da cidade será interditado toda vez que ele se deslocar de helicóptero. Manifestações de protesto já começaram em vários estados, lideradas pro mulheres. Na Venezuela, Chávez fechou uma fábrica da Coca-Cola. (págs. 1, 3 a 14, Veríssimo, Demétrio Magnoli e editorial "Visita estratégica") - A partir da semana que vem, o consumidor que mudar de endereço poderá levar o seu número antigo de telefone, sem qualquer gasto extra. A regra foi aprovada ontem pela Anatel. Já a migração na telefonia celular, que garante a verdadeira concorrência no setor, só ocorrerá, na prática, em 2009. (págs. 1 e 39) - BC reduz taxa de juros só 0,25 ponto, para 12,75%. (págs. 1 e 41) GAZETA MERCANTIL - Infra-estrutura precária corrói lucro da soja - O estado brasileiro com maior vocação para celeiro agrícola também é o que tem a pior rentabilidade no cultivo da soja. Mato Grosso, principal produtor nacional do grão, vive um apagão logístico, principalmente no Norte do estado. A renda líquida do sojicultor dessa região corresponde a 40% do ganho alcançado pelo produtor do Paraná: R$ 200 por hectare, enquanto o paranaense, R$ 500, segundo a Agra/FNP. A logística para o escoamento e a compra de insumos compõem essa diferença. A produção de Sorriso (MT) tem de percorrer 2,2 mil quilômetros de estradas ruins para chegar no porto mais próximo. Essa distância é de 523 quilômetros para um produtor com lavoura em Maringá (PR). Por mais contraditório que pareça, é essa condição desfavorável da logística que estimula o sojicultor do Mato Grosso a ampliar a área cultivada e tentar ganhar em escala o que perde no transporte, segundo o analista da Agra/FNP, Fábio Turquino Barros. Para o especialista em logística da CNA, Luiz Antônio Fayet, não é o ganho de escala, mas sim os subsídios oficiais, estimados em R$ 1 bilhão, que compensam essa deficiência. Sem esses recursos, a produção em Mato Grosso estaria inviabilizada em épocas de preços baixos da commodity. (págs. 1 e C-7) - Rodrigo da R. Loures - A região Sul vem passando por uma desindustrialização. (págs. 1 e A-3) - O projeto do Pólo Gás-químico na fronteira com a Bolívia, concebido pela Petrobras e a Braskem deverá ser reavaliado pelos sócios, disse ontem o diretor da área internacional da Petrobras, Nestor Carveró. Segundo ele, o empreendimento, apresentado ao governo de Evo Morales em fevereiro último terá de ser repaginado para não inviabilizar o futuro Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), que tem como sócios Petrobras e o grupo Ultra. A mesma análise deverá ser feita para os empreendimentos acertados pela Petrobras com outros parceiros, como a peruana Petroperu. Um dos objetivos é evitar que a Petropeu comece a operar com o mesmo produto e no mesmo ano que a Comperj e o projeto na fronteira com a Bolívia. O memorando assinado com as empresas visa apresentar respostas mais econômicas que técnicas para a viabilidade do projeto. Na prática, o empreendimento sai do papel se houver mercado para os produtos fabricados a partir de gás do campo peruano de Camisea. (págs. 1 e C-5) - Tão aguardado pelo governo, o crescimento de 5% da economia só acontecerá na próxima década, caso se confirmem projeções do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Isso significa ao final do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O órgão, vinculado ao Ministério do Planejamento, estima que a aceleração do PIB começará com aumento de 3,7% neste ano, chegando a 4,8% em 2010. A partir daí, o fim da dívida externa e o fôlego dos (págs. 1 - Continua na página A-4) - Os ativos dos 50 maiores bancos brasileiros cresceram 20,5% em 2006, para R$ 1,7 milhão, segundo levantamento do Banco Central (BC) divulgado ontem. O ranking traz Banco do Brasil (BB) na liderança. Bradesco em segundo lugar, seguido de Caixa Econômica Federal e Itaú. O ABN Amro apresentou a maior evolução no ano, passando a ocupar a quinta posição. (págs. 1 e B-2) - O Copom, do Banco Central (BC), confirmou a expectativa e cortou ontem a Selic em 0,25 ponto, para 12,75% ao ano. O juro real foi a 8,6% ainda o maior do mundo. A decisão unânime, após dissenso nas reuniões anteriores, foi considerada um sinal de independência do BC, após a saída do diretor Afonso Bevilaqua. (págs. 1 e B-1) - Nem a aquisição bilionária da Inco impediu mais um recorde da Vale do Rio Doce. Com marcas históricas nas exportações de quase todos os produtos que compõem seu portfólio, a empresa lucrou R$ 13,4 bilhões em 2006 - 28,6% acima dos ganhos de 2005. (págs. 1 A-5) - Demitidos na privatização da Embraer, ex-empregados criaram a Cooperativa de serviços e Engenharia, que supre mercados interno e externo. A entidade, com 140 cooperativa, é formada por 10% de engenheiro e o restante pro especialsitas em aeronáutica nos segmentos de serviços e produção de peças. (págs. 1 e C-3) - Parte do mercado financeiro se manteve em recuperação ontem. As boslas européias e as asiáticas subiram pelo segundo disa. Mas a Bovespa teve queda de 1,28% e as bolsas americanas também registram queda. O dólar recuou 0,33%, negociado a R$ 2,111. (págs. 1 e B-1) - A inflação medida pelo IGP-DI desacelerou em fevereiro e registrou alta de 0,23% ante 0,43% de janeiro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). No primeiro semestre do ano, índice acumula elevação de 0,66% e, nos últimos 12 meses de 3,79%. (págs. 1 e A-4) - Everardo Maciel - A moderação deve permear a relação entre o Estado e a sociedade. (págs. 1 e A-3) - O Brasil perdeu parcelas importantes de vendas para os Estados Unidos nos últimos oito anos, por conta da concorrência com a China. É o que mostra um levantamento feito pela MB Associados, com base nos produtos que os dois países exportam para o mercado norte-americano. De 1999 a 2005, enquanto os embarques de produtos brasileiros aumentaram 120,4% os de chineses cresceram 196%. Houve aumento significativo da participação relativa dos produtos brasileiros na pauta de importações dos norte-americanos em produtos ligados aos setores de agricultura e de extração mineral (combustíveis, leite e fertilizantes). Em contrapartida, o país asiático elevou as vendas de manufaturados com maior valor agregado. O etanol, cerne da visita do presidente George W. Bush, que chega hoje ao Brasil e fica até amanhã, não entrou na lista porque a China não exporta esse produto. (págs. 1 e A-3) - Várias empresas em São Paulo amanhecem hoje prevendo mudança em suas rotinas com a visita do presidente George W. Bush, embora a extensão disso não esteja clara por falta de informações por questão de segurança. Na região onde Bush deve se hospedar foram anunciadas restrições de acessos aos principais prédios. A administração do Warld Trade Center, que inclui o Hilton Hotel, sugere aos condôminos que restrinjam ao máximo o ingresso de visitantes. Bush deve chegar hoje à noite. (págs. 1, A-6 e A-8) - A Anatel estendeu para 24 e não mais 18 meses o prazo para entrada em vigor da portabilidade nas teles fixas e celulares. Segundo pesquisa do Yankee Group, quase metade dos clientes tocaria de operadora hoje se pudesse carregar o número do telefone. (págs. 1 e C-1) CORREIO BRAZILIENSE - PCC e MST na mira da lei antiterror - Anteprojeto, ao qual o Correio teve acesso, será usado por Lula para mostrar a Bush que o Brasil está disposto a se tornar parceiro dos EUA na guerra contra o terrorismo. O presidente americano desembarca hoje em São Paulo. Chega disposto a discutir temas delicados como a redução de subsídios agrícolas e a fazer acordos, como a cooperação para difundir a tecnologia do etanol, de amplo interesse do governo brasileiro. Mas o alvo principal de sua viagem a cinco países da América Latina é outro: conter a crescente influência de Hugo Chávez na região. Sua passagem pela capital paulista será protegida por mega-operação que envolve 4 mil pessoas. Mesmo assim, a expectativa é de que ocorram protestos como o de ontem em Brasília, quando militantes do Psol queimaram um boneco de Bush em frente ao Congresso Nacional (págs. 1 tema do dia, 28 a 31) - Presidente vai ao Rio, bate pênaltis no Maracanã e libera R$ 100 milhões para os jogos Pan-Americanos. Em Brasília, critica a Igreja e diz que é hipocrisia ser contra o uso de preservativos: "sexo é uma coisa que quase todo mundo gosta". (págs. 2, 16 e 47) - Liderada por Renan, bancada do PMDB no Senado demonstra insatisfação com o abandono de Jobim pelo presidente Lula. E se vinga mudando a pauta da Casa, deixando MPs importantes na gaveta e levando à votação projetos que contrariam interesses do governo. (págs. 1 e 3) - A redução da taxa básica de juros de 13% para 12,75% era mais que previsível. Mas a decisão de Meirelles de exonerar Afonso Bevilaqua em meio à reunião do Copom deixou no mercado financeiro a suspeita de ingerência política na saída do diretor do Banco Central. (págs. 1 e 19) - Servidores - Projeto que limita greves será enviado ao Congresso. (págs. 1 e 22) - Congresso endurece a vida dos detentos: aumenta a punição para autores de delitos bárbaros e autoriza o uso de videoconferência para interrogatórios e audiência. (págs. 1 e 14) - Maconha apreendida - PF encontra dentro de um caminhão 184kg da droga, que vinha do Paraguai. Dois homens foram presos. (págs. 1 e 33) VALOR ECONÔMICO - Governo busca saída para viabilizar usina no Ceará - O ministro das Minas e Energia, Silas Rondeau, descartou ontem o fornecimento de gás a preço subsidiado pela Petrobras para o projeto da usina siderúrgica da Ceará Steel. A posição do ministério é de que os subsídios podem configurar prática de dumping e violar normas da Organização Mundial do Comércio (OMC) para as exportações de aço. Mas o ministro disse estar "confiante" em uma solução para o problema, que acirrou os ânimos de políticos cearenses, da Petrobras e de investidores estrangeiros - os sócios da Ceará Steel são a coreana Dongkuk e a italiana Danieli, além da Vale. "Existem mecanismos compensatórios em que eu depósito a minha esperança de solução", disse o ministro ao Valor. Na reunião com os 27 governadores na Granja do Torto, terça-feira, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva teria garantido ao governador do Ceará, Cid Gomes (PSB), que a usina vai sair do papel. "O importante é o seguinte: subsídio não tem", afirmou Rondeau. Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS) enviou documento ao ministro em que adverte sobre as irregularidades de fornecer gás subsidiado à Ceará Steel. A entidade lembra que o setor já enfrentou barreiras às suas exportações por causa de subsídios concedidos ao setor no período pré-privatização e o subsídio ao gás para a nova usina poderá ser contestado na OMC. Os investidores querem pagar US$ 3,20 por milhão de BTU para o gás que será fornecido pela Petrobras - 1,2 milhão de metros cúbicos pro dia. Esta é uma condição fundamental para concretizar o empreendimento, argumentam. A estatal alega que não pode oferecer o insumo por menos de US$ 5,80. Negocia-se um acerto de contas entre o governo estadual, a Ceará Steel e a Petrobras. A proposta da siderúrgica envolve a venda para a estatal de 100 mil toneladas por ano de placas de aço, com 40% de desconto sobre os preços de mercado, com início imediato do fornecimento. Já o governo do Ceará pede o reconhecimento de investimentos de R$ 600 milhões em infra-estrutura para distribuir o gás. As duas medidas ajudariam a compor o preço do gás e tornariam a obra viável, acredita o secretário do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico, Ivan Bezerra. Essa proposta é aceita pro Rondeau, que considera ainda a hipótese de entrada da Petrobras no capital acionário da Ceará Steel. (págs. 1. Mais informações na página B7) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve propor amanhã ao presidente americano George W. Bush, durante reunião reservada em São Paulo, um acordo para reduzir de forma gradual as barreiras dos EUA ao etanol brasileiro. O alívio tarifário deve ser atrelado, porém, à elevação da produção nacional no médio prazo. Quanto mais álcool produzido no Brasil, menor seria a tarifa. Os EUA se opõem à proposta. Thomas Shannon, secretário-assistente do Departamento de Estado para a América Latina, que acompanha Bush, disse ontem que o Brasil não tem condições de exportar etanol em grandes volumes em prejudicar o abastecimento doméstico. "Pelo que os especialistas brasileiros nos dizem, o Brasil não será capaz de atender sua demanda interna", disse. "Focar no mercado externo neste momento parece refletir um entendimento sobre o mercado brasileiro que está no passado, e não no presente ou no futuro". Produtores e exportadores de carne enviaram carta ao presidente Luiz Inácio Lula pedindo que ele inclua a abertura do mercado americano à carne bovina in natura na pauta de discussões com Bush. (págs. 1 a A14) - Cláudio Couto - Ida do PMDB para a base do governo é um grande feito. (págs. 1 e A13) - Eliana Cardoso - Nem os críticos nem os que defendem a política do BC estão necessariamente errados. (págs. 1 e A2) - J. R. Mendonça de Barros - impostos vão melhor que produção e país do consumidor, melhor que o do produtor. (págs. 1 e A13) - Por unanimidade e sem Bevilaqua, Copom corta juros em 0,25 ponto, para 12,75% ao ano. (págs. 1, C1 e C2) - Os alimentos transgênicos já não despertam a ira dos ambientalistas com o no passado. "Eles estão aqui para ficar", disse ao Valor Achim Steiner, diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma). O cenário de escassez de água, diz Steiner, abre espaço para a pesquisa de alimentos geneticamente modificados adaptados à nova realidade. Oficialmente, o Greenpeace, um dos maiores críticos aos transgênicos, mantém sua posição contrária ao plantio. Nos bastidores, porém, os ambientalistas já falam em "batalha perdida". O foco das campanhas do grupo mudou para o combate ao desmatamento. No Brasil, a soja transgênica já ocupou 55% da área cultivada em 2006. Na Europa, foi aprovado o plantio de mais de 30 alimentos geneticamente modificados. No mês passado, a OMC decidiu que a moratória de seis anos imposta pela União Européia aos transgênicos foi ilegal. (págs. 1 e B16) - Crescimento gradativo - Ipea eleva previsão de crescimento do PIB de 2007 em 0,1 ponto percentual, mas só espera taxas de 5% após 2010. (págs. 1 e A3) - Números da Vale - Lucro da Vale do Rio Doce subiu para R$ 13,4 bilhões no ano passado, contra R$ 10,4 bilhões em 2005. No 4° trimestre, a alta chegou a quase 31%. (págs. 1 e A4) - Empresas brasileiras com negócios na Venezuela estão sendo prejudicadas pela política de controle de importações do governo Hugo Chávez e já consideram a possibilidade de rever suas projeções de resultados ou mesmo desviar investimentos para mercados menos controlados na América Latina. O executivo de uma grande empresa brasileira disse ao Valor que enfrenta grande dificuldade para fechar operações de câmbio. "Temos fornecedores que precisam importar e nós mesmos fazemos importações", afirmou. A entrega de um lote de matéria-prima comprada na Europa está atrasado em 90 dias. Para algumas empresas que exportam para a Venezuela, os desafios são outros. Maurício Imaizumi, diretor da Vicunha, diz que a dificuldade é a demora para a liberação das operações. O problema, segundo ele, é produzir e ter de manter estoque elevados. "Chegamos a manter 1 milhão de metros de tecido, ou 25 contêineres, aguardando as liberações. Isso tem custo". No mês passado, de uma carteira de 500 mil metros, a Vicunha conseguiu embarcar apenas 250 mil. O setor de construção civil, que vem atuando fortemente na Venezuela nos últimos anos, não tem queixas, segundo o presidente do Sindicato Nacional das Indústrias da Construção Pesada, Luiz Fernando Santos Reis. (págs. 1 e A11)ESTADO DE MINAS OUTROS JORNAIS JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Agressores vão parar na cadeia - Governo reduz juros básicos de 13% para 12,75%. (págs. 1) - Bush chega à tarde cercado de seguranças. (págs. 1)

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