09/03/2007

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JORNAL DO BRASIL

- Visita inconveniente

- Hospedado no Brasil desde a noite de ontem, o presidente americano George Bush não viu o confronto entre policiais e 6 mil manifestantes que protestavam contra visita. A Avenida Paulista, principal rua de São Paulo, virou uma praça de guerra: de um lado, pedras e paus: de outro, bombas de gás e de borracha e gás de pimenta. Houve protestos contra Bush em todo o país.

- O presidente Lula vai propor hoje a George Bush que os ricos reduzam rapidamente o que chama de "subsídios nefastos" sobre produtos exportados por países pobres. (pág. 1)

- Relatório do Tribunal de Contas da União fez críticas pesadas à organização dos Jogos Pan-Americanos. Além de falta de planejamento, houve erros de previsão e há licitações sob suspeita. (pág 1)

- Governo quer aprovar projeto que dará poder ao Fisco de penhorar contas bancárias e faturamentos sem aval da Justiça. A União pretende, com a polêmica proposta, recuperar R$ 400 bilhões. (pág. 1)

- Operação da PF em Macaé prende 12 e encontra 40 quilos de pasta de coca numa fazenda do Incra usada para refino da droga. Mais de 200 agentes desarticularam a quadrilha que atua no Norte do Rio.

- A Secretaria de Direito Econômico abriu processo por formação de cartel contra oito empresas que concentram 90% do mercado de cimento, incluindo Votorantim e Camargo Correia.

FOLHA DE SÃO PAULO

- Lula ataca protecionismo dos EUA

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os subsídios norte-americanos para a agricultura são "nefastos para o livre comércio". Ele se reúne hoje com o presidente George W. Bush _que chegou às 20h04 de ontem no aeroporto de Cumbica, em São Paulo. "Queremos que os EUA possam diminuir subsídios", declarou, após encontro com o presidente alemão, Horst Köhler, em Brasília. (...) (pág. 1)

- O etanol e o futuro - JOSÉ SERRA - A passagem do presidente George W. Bush pelo Brasil aqueceu o noticiário e as expectativas a respeito do etanol como combustível do futuro. Isso é proveitoso, pois dá um impulso mundial ao marketing do álcool, biocombustível pouco agressivo ao meio ambiente e que não está sujeito aos mesmos entraves políticos e econômicos que envolvem o petróleo. Os Estados Unidos, contrariando sua tradicional retórica pró livre-comércio, estão ingressando na era do etanol amparados em regras que obstruem a formação de um mercado mundial de biocombustíveis. (...) (pág. 1)

- A Justiça dos EUA abriu, por decisão do júri popular, processo criminal contra o ex-prefeito de São Paulo e deputado federal Paulo Maluf pelo suposto "roubo" (nesses termos) de US$ 11,6 milhões, que teriam sido desviados de obras públicas. Um pedido de prisão foi decretado. Se entrar nos EUA, Maluf será detido. A imunidade parlamentar brasileira não é reconhecida pelas autoridades norte-americanas. (...) (pág.)

- O senador Antonio Carlos Magalhães (PD-BA), 79, foi internado ontem na UTI do Incor (Instituto do Coração do Hospital das Clínicas), em São Paulo, com quadro de pneumonia e complicações renais. ACM chegou ao local anteontem para a realização de um check-up após ter se queixado de dores e febres decorrentes de uma gripe forte. (...) (pág. 1)

- Investigação em andamento no Ministério da Justiça mostra que diretores da Votorantim e da Holcim S.A. teriam trocado e-mails entre si e acertado, no começo de 2005, que suas planilhas de custos deveriam apresentar aumento de 18%, gerando elevação no preço do cimento em Minas Gerais. Os dois diretores negociariam, também, a melhor maneira para a aquisição de uma concreteira do sul de Minas Gerais, de modo a manter equilibrada a divisão de mercado entre as duas e a Cimentos Liz. (...) (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Lula insistirá com Bush na queda de barreira ao etanol

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vai pedir hoje ao presidente americano, George W. Bush, a redução da sobretaxa imposta pelos EUA ao álcool produzido no Brasil. O próprio Lula sinalizou essa disposição, confirmada por dois ministros, e chegou a dizer que está confiante, ao ser questionado ontem sobre o assunto. O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, manifestou confiança na negociação. Para o ministro de Minas e Energia, Silas Rondeau, o melhor argumento do Brasil é a intenção americana de transformar o etanol em mercadoria padronizada e negociada em todo o mundo - uma commodity. Bush chegou ontem à noite a São Paulo e foi para o Hilton Hotel, no Morumbi. No encontro entre os dois presidentes, hoje, eles darão aval para seus governos trabalharem pela consolidação de democracias frágeis, especialmente da África. O governo americano daria a colaboração financeira; o Brasil, a informatização do processo eleitoral. (págs. 1, A4 e A11)

- Frase - Silas Rondeau - Ministro de Minas e Energia "O álcool precisa ter o tratamento do petróleo, que não tem nenhuma barreira" (pág. 1)

- O presidente Lula empossou ontem os novos líderes do governo no Congresso. O PT perdeu espaço. O senador Romero Jucá (PMDB-RR) será líder no Senado, substituindo Aloizio Mercadante (PT-SP); Roseana Sarney (PMDB-MA), líder no Congresso; José Múcio Monteiro (PTB-PE), na Câmara. Ao PT coube uma vice-liderança, para Henrique Fontana (RS). O vice-líder Beto Albuquerque (PSB0-RS) será auxiliar de José Múcio. Depois da posse, Lula reuniu-se com os líderes e deixou clara sua preocupação com o movimento da oposição para criar uma CPI destinada a investigar a crise do setor aéreo. (págs. 1 e A12)

- Filha de empresário é acusada de integrar quadrilha em Campinas. (págs. 1 e C6)

- O protesto contra a visita do presidente Bush terminou em confronto com polícia na Avenida Paulista. Os manifestantes - 5 mil pessoas, segundo a PM; 15 mil, para os organizadores - começaram a atirar pedras quando foram proibidos de bloquear o trânsito. Os policiais revidaram com gás lacrimogêneos e balas de borracha. (págs. 1 e A8)

- Quando se quer indispor a sociedade brasileira com os EUA, tudo é pretexto. Alguns grupos fazem barulho e provocam distúrbios. Mas a sua influência é desprezível. (págs. 1 e A3)

- Com tanta coisa para ser discutida, tantos negócios para serem tocados, o assunto mais chamativo da passagem de George W. Bush pro cinco países da América Latina é passadista: o antiamericanismo e a escalada do populismo. (págs. 1 e A6)

- Uma em cada quatro empresas industriais do País sofre a concorrência de produtos chineses no mercado brasileiros, principalmente nos setores têxtil, de vestuário, equipamentos hospitalares e calçados. Os dados da sondagem feita pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) mostram ainda que 12% das grandes empresas brasileiras já transferiram parte da produção para a China, em busca de menores custos de produção. (págs. 1, B1 e B3)

- A ocorrência de dengue no Brasil cresceu 25,64% em janeiro e fevereiro, comparada com o mesmo período de 2006. O Estado do Mato Grosso do Sul tem 47,4% dos casos. Em Araçatuba foram registrados 925 dos 2.921 casos confirmados de São Paulo. A verba nacional para prevenção da doença aumentou apenas timidamente. (págs. 1 e A17)

O GLOBO

- Lula diz que subsídios dos EUA são 'nefastos'

- No dia da chegada de Bush, o presidente Lula subiu o tom das críticas e chamou de "nefastos" os subsídios dados pelo governo americano a seus produtores agrícolas. "o que queremos é que os Estados Unidos possam diminuir os subsídios, tão importantes para os agricultores americanos, mas tão nefastos ao livre comércio", disse Lula, que hoje assina com Bush memorando de cooperação para produção de etanol que terá termos genéricos e não estabelecerá prazos. A chegada de Bush foi marcada por protestos em várias cidades do país e forte esquema de segurança. Na Avenida Paulista, houve confronto entre polícia e manifestantes. O ato de repúdio a Bush organizado por Chávez para hoje em Buenos Aires foi esvaziado: o boliviano Evo Morales e o argentino Néstor Kirchner não participarão. Na Colômbia, a polícia acusou as Farc de ter um plano para sabotar a visita de Bush, domingo. (págs. 1, 3 e 13 e Tereza Cruvinel)

- Merval Pereira - Todos sabem ser altamente improvável qualquer mudança dos EUA em relação aos subsídios. Por que Lula insiste nisso? (págs. 1 e 4)

- Miriam Leitão - Bush vive a contradição de importar sem taxa o petróleo do inimigo Chávez e impor fortes barreiras ao etanol do amigo Lula. (págs. 1 e 24)

- Como outras atividades rapidinhas, é provável que a visita de Bush valha mais pela expectativa do que pela realização. (págs. 1 e 7)

- O ex-prefeito de São Paulo e deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi indiciado pela Justiça americana pelo envio de US$ 11,6 milhões para uma conta secreta em Nova York. A prisão de Maluf, que responde a 17 acusações, foi pedida à Interpol e poderá ser efetuada em qualquer país com o qual os EUA tenham tratado de extradição, menos o Brasil, que não extradita cidadãos brasileiros. (págs. 1 e 14)

- Estudo da Confederação Nacional da Indústria mostra que uma em cada quatro empresas brasileiras enfrenta concorrência direta de produtos chineses e 12% já têm parte da produção naquele país. (págs. 1 e 23)

- A Polícia Federal desarticulou ontem uma quadrilha que refinava cocaína num assentamento em Conceição de Macabu, vizinha a Macaé. Houve 26 presos e apreensão de 40 armas e drogas. O chefe do tráfico conseguiu fugir. (págs. 1 e 15)

GAZETA MERCANTIL

- Lula aceita na OMC corte flexível de apoio

- No encontro de hoje com o presidente americano George W. Bush, o presidente Lula vai anunciar que os países do G-20, do qual o Brasil faz parte, aceitam que as tarifas protecionistas para agricultura sejam flexibilizadas em função do tamanho e da condição econômica de cada um. Ou seja, os cortes dos subsídios serão mais expressivos para os países mais pobres. Lula acredita que a proposta poderá ser levada à Organização Mundial do Comércio (OMC) em até quatro semanas. Ontem, o presidente disse que o protecionismo é "nefasto". "o que nós queremos é que os EUA possam diminuir os subsídios, tão importantes para os agricultores americanos, mas tão nefastos ao livre comércio que nós apregoamos".

Não é de hoje que a agropecuária brasileira é vista como uma ameaça aos produtores americanos. Numa tentativa de neutralizar a concorrência exercida pelos produtos daqui, os EUA criaram barreiras alfandegárias e não tarifárias, como ocorre com a carne bovina "in natura" brasileira. Para o etanol, a competitividade brasileira é compensada por meio de uma sobretaxa de US$ 0,54 por galão.

Sobre o etanol, interessa ao Brasil e aos EUA manter parceria para troca de tecnologia na fabricação do álcool a partir de celulose. Bush dirá a Lula que o governo americano já disponibilizou US$ 1 bilhão para essa pesquisa nos EUA.

Bush chegou ontem ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, às 20h05 e às 20h20 saiu com a comitiva dividida em 41 carros. Com ele estavam mias de 50 pessoas, incluindo a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e o assessor de assuntos de Segurança Nacional, Stephen Hadky. (págs. 1, A-6, A-7 e A-8)

- Diante da dificuldade de se recuperar R$ 400 bilhões devidos à União, o governo quer aprovar projeto de lei que lhe garanta o direito de executar devedores de tributos sem autorização prévia da Justiça. A idéia é conceder ao Fisco poder para, por exemplo, penhorar conta corrente de pessoas físicas e o faturamento de empresas para fazer o acerto de contas. As duas medidas são adotadas depois de tentativas fracassadas de acordo e de recebimento dos débitos. (págs. 1 Continua na página A-11)

- O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) deverá divulgar na próxima semana o parecer final a respeito dos valores da compensação que os municípios brasileiros poderão cobrar sobre a exploração de minérios. (págs. 1 e Página A-5)

- Gabriel de Salles - É preciso explicar por que Cuba cresceu 12,5% e o Brasil apenas 2,9%. (págs. 1 e A-3)

- Por não prestar atenção nos custos da conta, clientes usam mal os serviços e ajudam a engordar a receita dos bancos. Segundo pesquisa, a participação das tarifas no faturamento das instituições subiu de 9% para 14% entre 2002 e 2006. (págs. 1 Gazetainveste - página B-3)

- Um pedido de prisão do deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi feito ontem pela Justiça norte-americana devido ao indiciamento do político brasileiro pelo suposto envolvimento num esquema de desvio de dinheiro público. O senador ACM foi internado em UTI. (págs. 1 e A-10)

- A Secretaria de Direito Econômico (SDE) abriu ontem processo para investigar oito empresas por formação de cartel nos segmentos de cimento e concreto. Juntas são responsáveis por 90% do mercado. A suspeita é de que o cartel tenha funcionado nos últimos 20 anos. (págs. 1 e A-11)

- Carlos H. Brito Cruz - O sucesso do etanol vem do esforço da pesquisa brasileira. (págs. 1 e A-3)

- Roberto Rodrigues - Já é hora de haver clareza sobre quem é contra e a favor do mercosul. (págs. 1 e A-3)

CORREIO BRAZILIENSE

- O senhor da discórdia

- O Air Force One, avião que trouxe ao Brasil o homem mais poderoso do planeta, pousou em São Paulo às 20h05. Bush acenou e desembarcou sorrindo. Longe da confusão que se armou mais cedo no centro da capital paulista, onde 6 mil manifestantes repudiaram a visita dele ao país. Houve confronto com a polícia: paus e pedras contra cassetetes e bombas de gás lacrimogêneo. Dezenove pessoas ficaram feridas. Também houve protestos em Brasília, Porto Alegre, Recife e outras capitais. No Rio, ao participar de homenagem ao seu centenário, o arquiteto Oscar Niemeyer fez questão de expressar desagrado. "Estou registrando meu protesto contra a presença de Bush no Brasil", disse.Lula, que hoje se encontra com o presidente dos EUA, condenou os efeitos "nefastos" do protecionismo agrícola americano e vai insistir na derrubada de barreira comercial ao álcool combustível brasileiro. É improvável que chegue a um entendimento para cortar tarifas. Mas está praticamente certo um acordo de cooperação na área de biocombustíveis, o qual deve resultar na abertura de caminho para transformar o álcool, mundo afora, na grande alternativa ao petróleo. (págs. 1, Tema do dia. Páginas 18 a 21)

- São Paulo - Seis mil pessoas foram à Avenida Paulista repudiar a visita de Bush. Houve confronto com a PM. Dezenove pessoas ficaram feridas. (pág. 1)

- Porto Alegre - Manifestação organizada pela UNE e partidos políticos se concentrou no Largo Glênio Peres, no centro da capital gaúcha. (pág. 1)

- Brasília - Mulheres ligadas ao movimento sem terra fizeram protesto na Rodoviária do Plano Piloto e em frente à embaixada americana. (pág. 1)

- Para aplacar a crise no partido, presidente dá tom solene à posse de Roseana Sarney como líder do governo no Senado. (págs. 1, 2 e 3)

- No Brasil, 25% das empresas concorrem com o gigante econômico. Metade delas teve perda nas vendas. (pág. 1 e 11)

- Juíza nega arquivamento do inquérito que apurou responsabilidade dos controladores pela confusão em aeroportos. (págs. 1 e 8)

VALOR ECONÔMICO

- Lojas pequenas e médias entram na mira do Wal-Mart

- O Walt-Mart, maior varejista do mundo, gastou US$ 1 bilhão para fazer duas grandes aquisições no Brasil. Em 2004, comprou o Bom Preço e em 2005, o Sonae. Além disso, construiu 14 novas lojas no país e passou a brigar pelo segundo lugar no ranking brasileiro com o Carrefour. Mas, para disputar a liderança com o Pão de Açúcar, a empresa precisa continuar a crescer.

"As grandes aquisições já ocorreram", afirma Vicente Trius, presidente no Brasil da varejista americana, que agora começa a cobiçar cadeias de supermercados regionais e não dispensa nem mesmo as redes pequenas. "Não descartamos a hipótese de adquirir uma rede de dez lojas apenas", diz o executivo.

O balanço do Wal-Mart no Brasil só será divulgado em abril. Estima-se, porém, que as vendas em lojas comparáveis tenham crescido 7% em 2006, o que levaria o faturamento do grupo para R$ 12,5 bilhões, muito próximo do já divulgado pelo Carrefour, de R$ 12,6 bilhões. O líder Pão de Açúcar fechou o ano com vendas R$ 16,5 bilhões. Portanto, para chegar à liderança, o Wal-Mart teria de comprar no mínimo quatro ou cinco redes de médio porte, com vendas entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão. Fazem parte deste grupo Zaffari, no Rio Grande do Sul, o Epa e o Bretãs, em Minas Gerais, o Angeloni, em Santa Catarina, o Sonda, na Grande São Paulo, e o Savegnago, uma das maiores redes do interior paulista.

Mas longe de temer as gigantes do setor, muitos destes varejistas regionais provaram ser duros competidores. Com 12 lojas, o Sonda pretende abrir 6 unidades e faturar R$ 1 bilhão ainda neste ano. Em vez de ser alvo de aquisições, a família Sonda pensa até mesmo em comprar concorrentes menores. "Teremos notícias em breve", diz Roberto Moreno, diretor financeiro da rede.

Uma das lições aprendidas pelo Wal-Mart em aquisições recentes foi a de que nem sempre se deve "enterrar" as marcas das lojas adquiridas. Por isso, Trius não vê grande desafio na aquisição e incorporação de pequenas redes. Tudo depende, diz ele, de como a integração é feita. As bandeiras Bompreço, no Nordeste, e Mercadorama e Nacional, no Sul, foram mantidas com sucesso. (págs. 1, B1 e B4)

- Cláudia Safatle - Com ou sem apoio da CUT, governo enviará projeto de lei de greve do funcionalismo. (págs. 1 e A2)

- Após dez anos de investigações, a Secretaria de Direito Econômico abriu processo pro formação de cartel contra oito empresas de cimento, duas entidades do setor e quatro executivos. (págs. 1 e B7)

- Indústria brasileira está dividida sobre acordos setoriais na OMC. (págs. 1 e A4)

- Maria C. Fernandes - Condição de trabalho nas usinas está longe do aceitável para produto que pode projetar o país. (págs. 1 e A7)

- Pequenos agricultores apostam o cultivo do girassol para fabricação de biodiesel. Segundo a Conab, produção deve crescer 28,2% este ano. (págs. 1 e B12)

- Superada a fase de enxugamento e depois de voltar a captar para acabar com o problema de funding, o Banco Rural deve entrar em um momento de reestruturação societária. Kátia Rabello, principal acionista e presidente da instituição, em sua primeira entrevista desde que o Rural foi envolvido na crise política de 2005, diz que pretende manter o controle sobre os dois principais focos do negócio - crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) e financiamento a pequenas e médias empresas. Mas há outros ativos que podem ser negociados, como duas seguradoras, três marcas (além do Rural, o Banco Simples e o Rural Mais) e uma carteira de R$ 300 milhões de créditos em liquidação. Na área não financeira há, entre outros, duas construtoras e uma mineradora de nióbio.

"A carteira de CL (crédito em liquidação) já está em negociação e sua venda deve sair em no máximo um mês. E estamos monetizando um ativo não financeiro de R$ 200 milhões. Esse é o valor de venda do ativo, à vista", diz.

A fase de reestruturação, iniciada em agosto de 2005, reduziu o número de funcionários de 2,35 mil para 550, cortou as despesas anuais de R$ 480 milhões para R$ 140 milhões e baixou o número de agências de 85 para 21. (págs. 1 e C1)

ESTADO DE MINAS

- Assembléia acaba com as mordomias de secretários

- A Assembléia Legislativa de Minas Gerais revogou todas as resoluções que permitiam aos deputados licenciados para assumir secretarias do governo estadual continuar recebendo verbas indenizatórias e nomear funcionários. A manutenção dos benefícios no Legislativo foi denunciada pelo Estado de Minas em 24 de fevereiro. Suspensos dois dias depois, os privilégios agora foram extintos. Até então, os deputados secretários, que atualmente são quatro - Dilzon Melo (PTB), Marcus Pestana (PSDB), Elbe Brandão (PSDB) e Fahim Sawan (PSDB) -, além do salário de R$ 9.635,40, duas ajudas de custo por ano no mesmo valor, auxílio-moradia de R$ 2.250 e o 13°, continuavam recebendo verbas indenizatórias da Assembléia, para manutenção do mandato, de até R$ 20 mil mensais, desde que com comprovação fiscal. Além disso, podiam nomear de cinco a 23 funcionários, com salários somados de até R$ 35.475. Os servidores, que foram demitidos, trabalhavam nas secretarias ou na base eleitoral dos parlamentares. (págs. 1 e 7)

- A visita do presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, ao Brasil, gerou manifestações em todo o país, ontem. O maior protesto, promovido por estudantes, sindicalistas e grupos de esquerda, parou a Avenida Paulista, na região central de São Paulo, onde o avião com a comitiva presidencial norte-americana aterrissou por volta das 20h. Houve confronto entre os manifestantes, estimados em 6 mil pela PM, e os policiais, que usaram bombas de gás. Cinco pessoas ficaram feridas. Hoje, Bush tem um encontro com o presidente Lula, quando deverão assinar um memorando de cooperação para o desenvolvimento de biocombustíveis. (págs. 1, 10 e 11)

- A base governista na Câmara dos Deputados, liderada pelo PT, conseguiu suspender temporariamente a CPI para investigar o apagão aéreo. A suspensão foi aprovada por 261 votos a favor, 46 contrários e sete abstenções, até que a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) analise a pertinência de sua criação. A manobra irritou a oposição, que promete recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), com pedido de liminar, e ameaça obstruir todas as votações de interesse do governo. (págs. 1 e 3)

- A Promotoria de Justiça de Nova York indiciou o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), seu filho Flávio Maluf e mais três acusados de desviar US$ 11,6 milhões de obras públicas de São Paulo para um banco nos EUA. Depois, o dinheiro foi transferido para o paraíso fiscal das Ilhas Jersey. (págs. 1 e 2)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Pacote de obras vai aliviar o trânsito. (pág. 1)

- Líder dos sem-terra é assassinado. (pág. 1)

- Brasil recebe Bush com grandes protestos. (pág. 1)

- ACM é internado em UTI com problema renal e respiratório. (pág. 1)

- Vigilância apreende remédios falsos no Sertão. (pág. 1)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.