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10/01/2007
JORNAL DO BRASIL - Calamidade - Estado de calamidade em 26 cidades - Centro de Friburgo debaixo d'água - Flagelados ocupam escola pública. (pág. 1 e Cidade, pág. A12) - O Ministério da Fazenda defende redução de 0,5% na taxa de juros. Os técnicos do Banco Central não querem mais do que 0,25%. A briga promete recrudescer. (pág. 1 e Economia, pág. A26) - A entrada em operação do campo de Espadarte, na Bacia de Campos, amplia a produção de petróleo em 100 mil barris diários e deve dar ao Rio R$ 670 milhões em receitas. (pág. 1 e Economia, pág. A25) - PM desloca 270 homens para a Linha Vermelha. (pág. 1 e Cidade, pág. A10) - Ministério Público pede cassação de Cássio Cunha Lima e convocação de nova eleição. Ele é acusado de compra de votos por meio de 30 mil cheques. (pág. 1 e País, pág. A5) FOLHA DE SÃO PAULO - PMDB vai apoiar Chinaglia para presidir Câmara - Principal bancada da Câmara na legislatura que começa em 1º de fevereiro (90 deputados), o PMDB declarou ontem apoio oficial à candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Casa. Em troca, foi feito um acordo no qual o PT respaldará um peemedebista para concorrer ao cargo em 2009.
A decisão foi tomada em votação secreta. Dos 64 deputados presentes, 46 optaram por Chinaglia (seis deles em votos enviados por escrito). O presidente da Câmara e candidato à reeleição ao posto, Aldo Rebelo (PC do B-SP), recebeu 11 votos. Seis deputados ficaram neutros, e um votou em branco. (pág. 1) - Os governadores do Rio, São Paulo, Minas e Espírito Santo criticaram ontem o governo federal -em carta conjunta divulgada na capital fluminense- pela redução dos recursos previstos no Orçamento de 2007 para a segurança pública.
Pediram ainda o aumento do número de agentes das polícias Federal e Rodoviária Federal nos Estados e o maior envolvimento das Forças Armadas na repressão ao tráfico de armas nas fronteiras nacionais. (pág. 1) - A Bovespa devolveu os ganhos de segunda-feira no pregão de ontem. O recuo no preço do petróleo prejudicou o desempenho das Bolsas em diferentes lugares.
A Bolsa de Valores de São Paulo terminou o pregão com desvalorização de 1,92%.
Fortes oscilações marcaram os negócios. Na mínima do dia, a Bovespa marcou perdas de 3,25%. No melhor momento, subiu 0,40%. Foram girados R$ 4,17 bilhões -71% acima da média diária de 2006.
As ações da Petrobras, responsáveis por quase 20% do volume movimentado na Bovespa ontem, fecharam com perdas de 2,29% (preferencial) e 1,94% (ordinária). (pág. 1) - O governo americano cobrou da Venezuela que respeite os contratos e indenize as empresas afetadas por seu plano de reestatização. A resposta dos Estados Unidos ao plano anunciado pelo presidente venezuelano, Hugo Chávez, de nacionalizar uma empresa telefônica e uma distribuidora de energia, ambas com sócios americanos, veio por quatro fontes do primeiro escalão de Washington.
Outra reação foi a forte queda da Bolsa de Valores de Caracas, de 18,66%, e a desvalorização das ações das empresas que estão na mira de Chávez. No mercado paralelo, o bolívar, moeda local, desabou. (pág. 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - Mercados reagem mal a planos de Chávez - Os Estados Unidos expressaram "forte preocupação" ontem com os planos do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de estatizar as empresas de eletricidade e telefonia. "As nacionalizações têm uma longa e pouco gloriosa história de fracassos", disse o porta-voz da Casa Branca, Tony Snow. O porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Gordon Johndroe, disse esperar que, se empresas dos EUA forem atingidas, "sejam compensadas rápida e justamente". O anúncio da estatização derrubou o mercado venezuelano. A Bolsa de Caracas caiu 18,7%, as ações de uma das empresas que serão estatizadas tiveram queda de mais de 30% e o dólar paralelo quase dobrou o preço. (pág. 1, A11 e A12) - Instabilidade - A estatização na Venezuela, a desaceleração da economia americana, a desvalorização do petróleo e problemas econômicos em países emergentes fizeram cair bolsas em todo o mundo. A de São Paulo teve queda de 1,92%; o risco Brasil subiu 1%. (pág. 1 e B1) - O presidente Lula já manifestou preferência pelo nome do ex-deputado Delfim Netto (PMDB-SP) para presidir o BNDES. Além de contemplar o PMDB, Lula teria Delfim a seu lado, como conselheiro econômico. (pág. 1 e A4) - As conseqüências da escalada ditatorial de Hugo Chávez poderão ser positivas para o Brasil, se Lula mostrar ao mundo que personifica a alternativa latino-americana ao chavismo. (pág. 1 e A3) - O governo desistiu de entregar à iniciativa privada sete trechos de estradas federais e vai administrar praças de pedágio em vias como Fernão Dias e Régis Bittencourt. A promessa é gastar o dinheiro em manutenção. (pág. 1 e A7) - O PMDB vai apoiar o deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP) para a presidência da Câmara. Numa votação com 64 dos 90 peemedebistas eleitos, o petista obteve 40 votos. Só 11 preferiram o candidato à reeleição, Aldo Rebelo (PC do B-SP). (pág. 1 e A6) - Ao chegar ao Rio para participar da reunião que oficializou o Gabinete de Ação Integrada do Sudeste na área de Segurança Pública, o governador de São Paulo, José Serra, adiantou que vai propor ao Congresso 12 mudanças na legislação penal brasileira, para combater a criminalidade. Os governadores redigiram documento pedindo ao presidente Lula que repita este ano os recursos para segurança que estavam previstos no Orçamento de 2006. (pág. 1 e C3) O GLOBO - Governadores cobram de Lula verba e polícia contra o crime - Após reunião para instalar o gabinete que pretende integrar a segurança na Região Sudeste, os governadores do Rio, de São Paulo, de Minas e Espírito Santo elaboraram um documento que será enviado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva com pedidos específicos por mais verbas e mais polícia no combate ao crime. Entre as reivindicações, está o aumento dos efetivos da Polícia Federal e da Polícia Rodoviária Federal nos estados para aumentar a repressão ao tráfico de armas e drogas, além do uso das Forças Armadas nas fronteiras do país. Os governadores também querem a garantia de que os recursos da área da segurança, previstos no Orçamento federal de 2007, sejam integralmente utilizados. Eles farão um documento propondo alterações na legislação penal. (pág. 1 e 12) - O secretário de Segurança, José Beltrame, vai usar PMs a cavalo para fazer a segurança em áreas de lazer do Rio. O Parque do Flamengo será a primeira área a ter a polícia montada. (pág. 1 e 13) - A secretária estadual de Assistência Social e Direitos Humanos, Benedita da Silva, anunciou ontem que o Cheque-Cidadão vai acabar e os beneficiários do programa serão incorporados ao Bolsa-Família, do governo federal. O projeto assistencial foi um dos principais do governo passado. A mudança representará uma economia de pelo menos R$ 120 milhões por ano. (pág. 1 e 19) - Após dois anos, foram liberadas as licenças para que duas usinas termelétricas do Rio, a TermoRio e a ex-Eletrobolt (hoje Barbosa Lima Sobrinho), operem com bicombustível. Elas estavam na lista de projetos emperrados por exigências ambientais. (pág. 1 e 23) GAZETA MERCANTIL - Montadoras no limite prevêem volta do ágio - Os investimentos anunciados em ampliação de fábricas e produtos não deverão impedir que algumas montadoras percam vendas de vários modelos em 2007. A GM, por exemplo, já admite ágio em carros como o Celta e o Classic. O presidente da montadora, Ray Young, prefere acreditar em sua previsão sombria de crescimento do mercado de apenas 5% este ano para que não haja desabastecimento. E há casos como o da Honda, que há tempos não consegue atender a todos os pedidos do Civic. E a Ford também perde vendas por não poder produzir mais na fábrica de Camaçari (BA), onde faz os modelos EcoSport (jipe urbano) e o Fiesta (compacto). Já a Fiat não parece disposta arriscar sua liderança conquistada em 2006 pelo segundo ano consecutivo. Tanto que a montadora começa fevereiro com 3o- turno para aumentar em 10% a produção. (págs. 1 e C-3) - A guerra conceitual pelo comando da política econômica está prestes a recrudescer. Ensaiada nos bastidores do governo por desenvolvimentistas e monetaristas, só aguarda a decisão do Copom sobre o tamanho do corte na taxa básica de juros (Selic), no fim do mês, para vir a público. Analistas do mercado financeiro, alinhados com o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, esperam corte de 0,25 ponto da Selic. Integrantes da ala desenvolvimentista acham pouco, querem 0,5 ponto, porque consideram que este é o momento de dar fôlego ao crescimento da economia. "O fato de o ministro (Guido Mantega) ser desenvolvimentista ajuda, porque significa que há alguém no governo trabalhando na direção desejada", diz o chefe do escritório do BNDES em Brasília, Antônio Prado. (págs. 1 e A-4) - A Petrobras parece disposta a correr novos riscos em países da América do Sul, apesar da nacionalização dos campos de petrolíferas na Venezuela, anunciada na segunda-feira pelo presidente Hugo Chávez, a exemplo do que ocorreu na Bolívia. A empresa brasileira não vai mudar os planos para aquele país e continuará a negociar novos investimentos em conjunto com a Petroleos de Venezuela S.A. (PDVSA), informou o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli. As ações das empresas venezuelanas de energia e telecomunicações despencaram ontem e a bolsa de Caracas registrou uma queda de 18,66% no final do pregão. Para as agências de classificação de risco, os planos de Chávez são prejudiciais aos negócios na Venezuela. (págs. 1 e A-11) - O Mercosul adotará medidas para ampliar a integração produtiva entre os países que pertencem ao bloco, beneficiando empresas que, com o programa, vão obter maior competitividade. Aprovadas pelos ministros dos países em dezembro, as medidas devem sair do papel neste ano. A Petrobras será a protagonista da iniciativa. Atuará como "empresa âncora". Com o apoio dos governos, articulará uma rede de empresas em busca dos padrões de qualidade, inovação e preço exigidos de seus fornecedores. A meta é aumentar a participação na região. (págs. 1 e A-12) - O Ministério do Petróleo do Irã confirmou que está concluindo negociações para que a Petrobras explore petróleo no Mar Cáspio. A estatal deverá prospectar dois blocos avaliados em US$ 513 milhões. (págs. 1 e C-2) - A Anatel vai dar prosseguimento dia 16 ao processo de licitação da quarta banda celular na Grande SP. No ano passado, a agência não aceitou proposta da Unicel, mas a empresa conseguiu nova chance na Justiça. (págs. 1 e C-1) CORREIO BRAZILIENSE - Mais velocidade no DF e menos pardais - Há 480 radares fixos hoje ns ruas. Desses, apenas 30 flagram quem dirige acima de 80 km/h serão mantidos. Os outros 450 vão dar lugar a barreiras eletrônicas. A aplicação de multas por excesso de velocidade deve cair 40%. (pág. 1 e 25) - PMDB apóia Chinaglia. E lá vêm os 91%... (pág. 1 e 2 a 5) - Chávez eleva o risco Brasil - Estatização de setores estratégicos na Venezuela reforça desconfiança dos investidores na América Latina. (pág. 1 e 20) VALOR ECONÔMICO - Reforma de Chávez muda o direito de propriedade - As reformas socialistas preparadas pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, não param nas estatizações já anunciadas. Vão mexer também nos conceitos de propriedade. É o que afirma um dos parlamentares mais próximos do presidente, o deputado Carlos Escarrá, da ala radical do Movimento Quinta República, o partido de Chávez. Segundo o deputado, a revisão constitucional que será feita este ano vai ampliar a abrangência das propriedades "coletiva" e "sociais". Hoje, está nessas duas condições só os territórios indígenas (propriedade coletiva) e terras destinadas a garantir segurança agro-alimentar (propriedade social), destinadas a facilitar a execução da reforma agrária. O governo já tem uma lista de 800 empresas com problemas societários e em situação falimentar que podem sofrer intervenção estatal. Entre as possibilidades previstas estão a transferência de controle ao Estado ou uma gestão direta dos trabalhadores, em regime de propriedade coletiva ou social. Chávez enfrenta a pressão de sindicatos e associações influentes, como a União de Trabalhadores (UNT), que quer interferência estatal em empresas nacionais e estrangeiras com problemas na Venezuela. Na mira da UNT estão as subsidiárias das multinacionais Coca-Cola, Parmalat e Nestlé. O Ministério da Indústria Leve e do Comércio já estaria analisando o caso dessas empresas, disse Escarrá. O governo brasileiro não quis se pronunciar sobre o ímpeto socialista de Chávez e os ministros foram orientados a não fazer comentários. Os EUA criticaram Chávez e deixaram claro que esperam que as empresas americanas afetadas sejam compensadas. (págs. 1 e A9 a A11) - O Ministério do Meio Ambiente concedeu em 2006 o maior número de licenciamentos da história. Foram 278 permissões, 41 a mais que no ano anterior. (págs. 1 e A2) - União lança hoje edital de projetos de transposição do rio São Francisco. (págs. 1 e A3) - O governo estuda mudanças na lei para permitir que os bancos façam financiamentos imobiliários tendo como garantia a consignação em folha de pagamento de salário. (págs. 1 e C8) - O "efeito Chávez", aliado à queda nos preços do petróleo, das commodities e à restrição ao investimento direto estrangeiro na Tailândia, elevou a percepção de risco dos investidores sobre os países emergentes. Houve alta nos prêmios dos títulos da dívida externa, desvalorização de moedas e queda nas bolsas. O temor é de contágio político das medidas de Chávez em outros países da América Latina, principalmente Bolívia, Equador (cujo novo governo já fala em moratória) e Argentina. O risco-Argentina subiu 4%, para 230 pontos básicos, o da Venezuela, 4,7%, para 221 pontos, e o risco-Brasil, após aumentar mais de 2% durante o dia, terminou em alta de 0,51% apenas, para 198 pontos. A bolsa de São Paulo chegou a cair 3,25%. Mas também se recuperou no final do dia e fechou em queda de 1,92%. A bolsa russa despencou 6%. O rand, a moeda da África do Sul, e o peso mexicano também foram afetados, com desvalorização de 0,7%. Para analistas, uma contaminação política brasileira é difícil e bancos acreditam que já é hora de comprar Brasil. Em meio à turbulência, o Tesouro lançou com sucesso papéis de longo prazo no mercado interno. (págs. 1, C1, C2 e D1) - O Brasil recebeu US$ 16 bilhões e caiu da quinta para a sétima posição no ranking dos países emergentes que mais receberam investimentos externos diretos em 2006, segundo números da Unctad. (págs. 1 e A2) - David Kupfer: crescimento acelerado da produtividade é principal desafio. (págs. 1 e A13) - Cristiano Romero: PAC trará programa de desburocratização. (págs. 1 eA2) ESTADO DE MINAS - Secretários na linha de tiro - Depois da primeira reunião com o novo secretariado, quando fixou as metas para cada pasta, estabelecidas em cadernos de encargos, o governador Aécio Neves avisou que poderá demitir os secretários que não alcançarem os objetivos determinados. Aécio adiantou que a cobrança do desempenho ficará a cargo do vice Antônio Anastasia, classificado por ele como o "gerente" dos programas governamentais. O governador explicou que haverá cronograma para que não haja atraso durante o processo de execução das metas, com os respectivos financiamentos, e que o acompanhamento será praticamente quinzenal. Assim, ressaltou, se surgirem problemas em determinados setores, eles poderão ser resolvidos mais rapidamente, para não comprometer os resultados. (págs. 1 e 5) - Na primeira reunião do Gabinete Integrado de Segurança, os governadores do Sudeste (Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo) divulgaram uma carta ao presidente Lula na qual reivindicam a liberação de mais recursos para a segurança, aumento dos efetivos das polícias Federal e Rodoviária Federal, integração das áreas de segurança da União e dos estados e reforço do policiamento nas fronteiras. (págs. 1 e7) - A bancada do PMDB decidiu ontem apoiar a candidatura de Arlindo Chinaglia (PT-SP) à presidência da Câmara dos Deputados. Depois de reunião à qual compareceram 57 dos 90 deputados do partido e seis com votos por procuração, Chinaglia teve 46 adesões, contra 11 para Aldo Rebelo (PCdoB-SP), cinco neutros e uma abstenção. Apesar do golpe, aliados peemedebistas de Aldo acreditam que ele ainda pode inverter o quadro, já que menos da metade dos parlamentares fechou com o petista. (págs. 1 e 3) - MG terá R$ 10 mi para socorrer vítimas da chuva. (págs. 1 e 21) OUTROS JORNAIS JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Suspenso concurso da Polícia Civil - Governo acata recomendação do MPPE e suspende a seleção para a gente. Com mais de 55 mil pessoas inscritas, noves suspeitos de fraude foram presos no dia da prova. Promotoria tem 30 dias para decidir se pede realização de novos exames ou arquiva o processo. (pág. 1 e Cidades) - Chinaglia ganha apoio do PMDB na disputa da Câmara. (pág. 1) - Empréstimo com desconto em folha de aposentados chega a R$ 20 bilhões. (pág. 1) - Governadores da Paraíba e de Roraima sob ameaça de cassação. (pág. 1)

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