10/03/2007

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JORNAL DO BRASIL

- Simpatia 10, acordo 0

- O encontro entre os presidentes Lula e George Bush foi cordial, amistoso e com brincadeiras de parte a parte. Mas não resultou no acordo comercial que interessava ao Brasil. Bush, pressionado por agricultores de seu país, não concordou em reduzir a tarifa americana para importação do álcool e remeteu os problemas de barreira para reuniões internacionais futuras. Assinou apenas um acordo de cooperação tecnológica para produção de etanol. (págs. 1 País A2, A3, A4 e A5)

- "Eu trago a boa vontade dos EUA à América do Sul, por isso estou aqui. Somos generosos e temos compaixão. Bush (pág. 1)

- "É necessário caminhar mais para que Brasil e EUA cheguem ao 'ponto G' das negociações. Lula (pág. 1)

- Secretários estaduais do Trabalho estiveram ontem com o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo. Foram dar apoio à proposta da União de restringir o direito de greve de servidores. (pág 1)

- A redução de 0,25 ponto percentual na taxa Selic, anunciada esta semana pelo Banco Central, não se refletiu nos empréstimos oferecidos pela rede bancária, onde os juros continuam altos. (pág. 1)

- A inflação registrada em fevereiro chegou a 0,44%. Especialistas atribuem a alta às despesas com as mensalidades e com o material escolar, responsáveis por mais da metade do índice. (pág. 1)

- Para contornar a saturação do Aeroporto de Guarulhos, a Agência Nacional de Aviação Civil decidiu ampliar o número de vôos que têm como base o Aeroporto do Galeão Tom Jobim, no Rio. (pág. 1)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Lula cobra de Bush mais investimento em vez de só ajuda

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cobrou de George W. Bush investimentos produtivos nos países pobres em vez de pacotes de ajuda como o anunciado antes de Bush vir ao Brasil. "Temos de discutir projetos que signifiquem desenvolvimento, que a gente veja o resultado do dinheiro investido", afirmou. (pág. 1)

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse ontem que as negociações comerciais entre países ricos e pobres na OMC (Organização Mundial do Comércio) estão próximas de "encontrar o "ponto G'", que poderia agradar todos os envolvidos (...) (pág. 1)

- (...)Pelo menos na visão do presidente, o acordo com Bush sobre o etanol, por vago que seja e ainda que carente de investimentos bem definidos, faz parte da mudança na geografia comercial do planeta, a imodesta cruzada a que se lançou desde o início do primeiro governo. Ou de "novo momento para a humanidade", como o definiu ontem, com mais megalomania. (...) (pág. 1)

- Principal estrela de um ato "antiimperialista" e "anti-Bush" na noite de ontem no estádio de futebol do clube Ferrocarril Oeste, em Buenos Aires, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, fez as cerca de 30 mil pessoas presentes, segundo estimativa da polícia, virarem-se em direção a Montevidéu e vaiarem o presidente norte-americano, George W. Bush, que já havia desembarcado no Uruguai. "Para que lado está o rio [da Prata]?", perguntou Chávez. "Gringo, go home!", gritou o estádio, repetindo as exatas palavras do "mestre" venezuelano. (...) (pág. 1)

- A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) divulgou ontem uma nota criticando as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que, nesta semana, citou a Igreja Católica ao falar sobre sexo. No texto, a entidade afirma não concordar com a forma com que o presidente "abordou o problema do uso dos preservativos" e diz que a igreja não é hipócrita. "Somos coerentes." (...) (pág.1)

- Uma aula de mentirinha foi montada na manhã de ontem no Jardim Paulista, área nobre de São Paulo. O objetivo era mostrar para Laura Bush como funciona um dos mais bem-sucedidos programas mundiais de alfabetização, o Alfabetização Solidária (AlfaSol). Uma aula de mentirinha foi montada na manhã de ontem no Jardim Paulista, área nobre de São Paulo. O objetivo era mostrar para Laura Bush como funciona um dos mais bem-sucedidos programas mundiais de alfabetização, o Alfabetização Solidária (AlfaSol). (...) (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Lula e Bush assinam acordo do etanol e pedem avanço na OMC

- Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e George W. Bush assinaram ontem em São Paulo compromisso de investimentos e pesquisa em biocombustíveis. Bush declarou interesse no álcool brasileiro e justificou isso como uma questão de segurança nacional, para reduzir a dependência em relação ao petróleo. Ele e Lula visitaram no final da manhã o terminal da Transpetro, uma subsidiária da Petrobras, em Guarulhos, na Grande São Paulo. O documento assinado é específico em relação a um ponto: a sobretaxação do etanol brasileiro nos EUA não está em negociação. "Questões relacionadas a comércio doméstico ou tarifas devem ser levantadas em outros fóruns", diz o texto. Bush também foi explícito: disse que o mercado americano de etanol não será aberto ao Brasil até pelo menos 2009, porque é o que uma lei prevê. Lula convidou Bush a trabalhar pela liberalização do comércio mundial, prevista pela Rodada Doha de negociações. "Se Estados Unidos e Brasil se entenderem, fica mais fácil convencermos aqueles que ainda não estão participando do acordo", disse Lula. Bush apoiou a negociação, mas não se comprometeu com prazo para finalização do acordo. Quase 90 quilômetros de ruas foram bloqueados para passagem da comitiva americana. No início da noite, Lula viajou para o Uruguai. (págs. 1, A4 e A24)

- Uma frase de Bush na entrevista à imprensa foi tomada como insinuação ao presidente da Venezuela, Hugo Chávez. Foi quando ele disse que os países da América Latina são bons para se investir, "sobretudo os que são Estado de direito". Já Lula disse que "as ditaduras que infelicitaram a região são uma dolorosa lembrança do passado" e que hoje todo sos governos "são democraticamente eleitos". E completou: "Respeitamos as opções políticas e econômicas de cada país". Empenhado em exibir simpatia, Bush procurou mostrar que não havia esquecido a América Latina e lembrou que, em seu governo, a ajuda à região passou de US$ 800 milhões para US$ 1,6 bilhão. (págs. 1 e A12)

- O presidente Lula misturou política externa e descontração em seu encontro com Bush e a imprensa. Defendeu que "encontrem o ponto G" na Rodada Doha e recorreu ao carteado para falar de protecionismo, dizendo que todo mundo "tem cartas na manga do colete". Bush terminou advertindo os jornalistas americanos a não ficar muito nos bares. (págs. 1 e A10)

- Desinflada a bolha do etanol - que fixaria no imaginário nacional a miragem de que o País de Lula ascenderá ao 1° Mundo -, resta da passagem de Bush um ar de 'much ado about nothing'. (pág. 1 e A3)

- Rodovias, hidrelétricas e termoelétricas do Programa de Aceleração do Crescimento estão previstas para ecossistemas que o governo considera prioritários para preservação - alguns contêm espécies ameaçadas de extinção. A maioria das obras sobrepostas a áreas sensíveis fica na Amazonas. Historicamente, todo plano de infra-estrutura na região provoca uma busca incontrolável pro terras próximas. (págs. 1 e A34)

- Ao contrário do anunciado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), somente em setembro de 2008 o cliente da telefonia fixa terá direito a manter o número de telefone quando mudar de endereço na mesma cidade. No mesmo mês comerão testes da portabilidade plena, que permitirá ao assinante manter o número de telefone mesmo trocando de operadora. (pág. 1 e B15)

O GLOBO

- Acordos entre Lula e Bush avançam, mas sem prazo

- A passagem de 24 horas do presidente George W. Bush pelo Brasil foi marcada por protestos e pela assinatura de uma parceria para aumentar a produção do etanol, mas ainda sem prazo definido nem perspectiva de redução das tarifas de importação cobradas pelos EUA. Bush disse que a tarifa permanecerá até 2009 e, "depois disso, o Congresso dará um jeito". Para ele, reduzir a dependência do petróleo é questão de segurança nacional. O presidente Lula disse que a parceria pode "mudar o mercado energético do mundo". Os dois se comprometeram a tentar destravar a Rodada de Doha com os países que formam o G-20. (págs. 1, 3 e 16, Tereza Cruvinel, Merval Pereira, Arnaldo Bloch e editorial)

- Onde anda a cabeça do presidente Lula? Se na quarta-feira ele surpreendeu ao dizer que "quase todo mundo gosta de sexo", ontem, diante de jornalistas do mundo inteiro, avançou na retórica sexual, entremeada pelas tradicionais imagens futebolísticas (que americanos não entendem), e comparou acordos comerciais à procura do ponto G, suposta área do máximo prazer sexual. Lula disse ainda que negociações entre países são iguais às existentes entre "pessoas humanas". Já Bush não resistiu ao rebolado de mulatas brasileiras. (pág. 1 e 9)

- A Anatel recuou e a possibilidade de o usuário mudar de endereço e manter o número do telefone fixo antigo não vale mais a partir da semana que vem. A medida só será possível daqui a 18 meses. A Anatel não explicou se a mudança foi feita porque as empresas pediram mais tempo para se adaptar ou se houve erro de interpretação do diretor da agência. (págs. 1 e 31)

- O governador Sérgio Cabral vai pedir às empresas aéreas que criem rotas para o Aeroporto Galeão/Tom Jobim, diante do estrangulamento aéreo em São Paulo. Para a Anac, depende só das empresas de aviação. (págs. 1 e 30 e editorial "A melhor solução")

GAZETA MERCANTIL

- Lula aceita na OMC corte flexível de apoio

- No encontro de hoje com o presidente americano George W. Bush, o presidente Lula vai anunciar que os países do G-20, do qual o Brasil faz parte, aceitam que as tarifas protecionistas para agricultura sejam flexibilizadas em função do tamanho e da condição econômica de cada um. Ou seja, os cortes dos subsídios serão mais expressivos para os países mais pobres. Lula acredita que a proposta poderá ser levada à Organização Mundial do Comércio (OMC) em até quatro semanas. Ontem, o presidente disse que o protecionismo é "nefasto". "o que nós queremos é que os EUA possam diminuir os subsídios, tão importantes para os agricultores americanos, mas tão nefastos ao livre comércio que nós apregoamos".

Não é de hoje que a agropecuária brasileira é vista como uma ameaça aos produtores americanos. Numa tentativa de neutralizar a concorrência exercida pelos produtos daqui, os EUA criaram barreiras alfandegárias e não tarifárias, como ocorre com a carne bovina "in natura" brasileira. Para o etanol, a competitividade brasileira é compensada por meio de uma sobretaxa de US$ 0,54 por galão.

Sobre o etanol, interessa ao Brasil e aos EUA manter parceria para troca de tecnologia na fabricação do álcool a partir de celulose. Bush dirá a Lula que o governo americano já disponibilizou US$ 1 bilhão para essa pesquisa nos EUA.

Bush chegou ontem ao Aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, às 20h05 e às 20h20 saiu com a comitiva dividida em 41 carros. Com ele estavam mias de 50 pessoas, incluindo a secretária de Estado, Condoleezza Rice, e o assessor de assuntos de Segurança Nacional, Stephen Hadky. (págs. 1, A-6, A-7 e A-8)

- Diante da dificuldade de se recuperar R$ 400 bilhões devidos à União, o governo quer aprovar projeto de lei que lhe garanta o direito de executar devedores de tributos sem autorização prévia da Justiça. A idéia é conceder ao Fisco poder para, por exemplo, penhorar conta corrente de pessoas físicas e o faturamento de empresas para fazer o acerto de contas. As duas medidas são adotadas depois de tentativas fracassadas de acordo e de recebimento dos débitos. (págs. 1 Continua na página A-11)

- O Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) deverá divulgar na próxima semana o parecer final a respeito dos valores da compensação que os municípios brasileiros poderão cobrar sobre a exploração de minérios. (págs. 1 e Página A-5)

- Gabriel de Salles - É preciso explicar por que Cuba cresceu 12,5% e o Brasil apenas 2,9%. (págs. 1 e A-3)

- Por não prestar atenção nos custos da conta, clientes usam mal os serviços e ajudam a engordar a receita dos bancos. Segundo pesquisa, a participação das tarifas no faturamento das instituições subiu de 9% para 14% entre 2002 e 2006. (págs. 1 Gazetainveste - página B-3)

- Um pedido de prisão do deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi feito ontem pela Justiça norte-americana devido ao indiciamento do político brasileiro pelo suposto envolvimento num esquema de desvio de dinheiro público. O senador ACM foi internado em UTI. (págs. 1 e A-10)

- A Secretaria de Direito Econômico (SDE) abriu ontem processo para investigar oito empresas por formação de cartel nos segmentos de cimento e concreto. Juntas são responsáveis por 90% do mercado. A suspeita é de que o cartel tenha funcionado nos últimos 20 anos. (págs. 1 e A-11)

- Carlos H. Brito Cruz - O sucesso do etanol vem do esforço da pesquisa brasileira. (págs. 1 e A-3)

- Roberto Rodrigues - Já é hora de haver clareza sobre quem é contra e a favor do mercosul. (págs. 1 e A-3)

CORREIO BRAZILIENSE

- Amigos, Amigos... Sem o formalismo característicos dos encontros entre chefes de Estado, Bush e Lula se reúnem em São Paulo, quebram protocolos e deixam que afinidades pessoais falem mais alto que divergências ideológicas

- Negócios à parte - Presidente americano descarta a redução de tarifa sobre o álcool. Mas o Brasil saiu no lucro: o acerto para cooperação na área de biocombustíveis abre perspectivas inéditas às exportações do produto brasileiro.

- A parceria é ambiciosa. Ao assinar ontem o memorando que prevê a cooperação tecnológica na área de biocombustíveis, o Brasil e os Estados Unidos dão um passo importante para transformar o álcool em um grande negócio global. Os dois países vão trabalhar para que o produto se torne alternativa mundial ao petróleo. Inclusive com regras sobre qualidade de produção e com preço cotado nas bolsas de valores. Mas os resultados práticos desse acordo, avaliam especialistas, virão apenas a médio e longo prazos. Enquanto o governo brasileiro celebrava o acerto, os protestos contra a visita de Bush ao país voltaram a se repetir nas ruas de São Paulo, Rio, Porto Alegre e outras capitais. (págs. 1 tema do dia, páginas 16 a 23)

- Lula quer achar o ponto G - Um acordo capaz de dar prazer a todo o mundo. (pág. 1)

- Chávez profetiza fim de Bush - Venezuelano diz que americano é cadáver político. (pág. 1)

- E tudo acabou em samba - Bush dança e toca ganzá com meninos de favela. (pág. 1)

- Secretários estaduais de administração apóiam proposta do ministro Paulo Bernardo de impor limite às paralisações de servidor. (pág. 1 e 13)

- Reajuste das escolas particulares e do material estudantil foi determinante para elevar o IPCA de fevereiro, que atingiu 0,44%. (págs. 1 e 9)

VALOR ECONÔMICO

- Lojas pequenas e médias entram na mira do Wal-Mart

- O Walt-Mart, maior varejista do mundo, gastou US$ 1 bilhão para fazer duas grandes aquisições no Brasil. Em 2004, comprou o Bom Preço e em 2005, o Sonae. Além disso, construiu 14 novas lojas no país e passou a brigar pelo segundo lugar no ranking brasileiro com o Carrefour. Mas, para disputar a liderança com o Pão de Açúcar, a empresa precisa continuar a crescer.

"As grandes aquisições já ocorreram", afirma Vicente Trius, presidente no Brasil da varejista americana, que agora começa a cobiçar cadeias de supermercados regionais e não dispensa nem mesmo as redes pequenas. "Não descartamos a hipótese de adquirir uma rede de dez lojas apenas", diz o executivo.

O balanço do Wal-Mart no Brasil só será divulgado em abril. Estima-se, porém, que as vendas em lojas comparáveis tenham crescido 7% em 2006, o que levaria o faturamento do grupo para R$ 12,5 bilhões, muito próximo do já divulgado pelo Carrefour, de R$ 12,6 bilhões. O líder Pão de Açúcar fechou o ano com vendas R$ 16,5 bilhões. Portanto, para chegar à liderança, o Wal-Mart teria de comprar no mínimo quatro ou cinco redes de médio porte, com vendas entre R$ 500 milhões e R$ 1 bilhão. Fazem parte deste grupo Zaffari, no Rio Grande do Sul, o Epa e o Bretãs, em Minas Gerais, o Angeloni, em Santa Catarina, o Sonda, na Grande São Paulo, e o Savegnago, uma das maiores redes do interior paulista.

Mas longe de temer as gigantes do setor, muitos destes varejistas regionais provaram ser duros competidores. Com 12 lojas, o Sonda pretende abrir 6 unidades e faturar R$ 1 bilhão ainda neste ano. Em vez de ser alvo de aquisições, a família Sonda pensa até mesmo em comprar concorrentes menores. "Teremos notícias em breve", diz Roberto Moreno, diretor financeiro da rede.

Uma das lições aprendidas pelo Wal-Mart em aquisições recentes foi a de que nem sempre se deve "enterrar" as marcas das lojas adquiridas. Por isso, Trius não vê grande desafio na aquisição e incorporação de pequenas redes. Tudo depende, diz ele, de como a integração é feita. As bandeiras Bompreço, no Nordeste, e Mercadorama e Nacional, no Sul, foram mantidas com sucesso. (págs. 1, B1 e B4)

- Cláudia Safatle - Com ou sem apoio da CUT, governo enviará projeto de lei de greve do funcionalismo. (págs. 1 e A2)

- Após dez anos de investigações, a Secretaria de Direito Econômico abriu processo pro formação de cartel contra oito empresas de cimento, duas entidades do setor e quatro executivos. (págs. 1 e B7)

- Indústria brasileira está dividida sobre acordos setoriais na OMC. (págs. 1 e A4)

- Maria C. Fernandes - Condição de trabalho nas usinas está longe do aceitável para produto que pode projetar o país. (págs. 1 e A7)

- Pequenos agricultores apostam o cultivo do girassol para fabricação de biodiesel. Segundo a Conab, produção deve crescer 28,2% este ano. (págs. 1 e B12)

- Superada a fase de enxugamento e depois de voltar a captar para acabar com o problema de funding, o Banco Rural deve entrar em um momento de reestruturação societária. Kátia Rabello, principal acionista e presidente da instituição, em sua primeira entrevista desde que o Rural foi envolvido na crise política de 2005, diz que pretende manter o controle sobre os dois principais focos do negócio - crédito consignado (com desconto em folha de pagamento) e financiamento a pequenas e médias empresas. Mas há outros ativos que podem ser negociados, como duas seguradoras, três marcas (além do Rural, o Banco Simples e o Rural Mais) e uma carteira de R$ 300 milhões de créditos em liquidação. Na área não financeira há, entre outros, duas construtoras e uma mineradora de nióbio.

"A carteira de CL (crédito em liquidação) já está em negociação e sua venda deve sair em no máximo um mês. E estamos monetizando um ativo não financeiro de R$ 200 milhões. Esse é o valor de venda do ativo, à vista", diz.

A fase de reestruturação, iniciada em agosto de 2005, reduziu o número de funcionários de 2,35 mil para 550, cortou as despesas anuais de R$ 480 milhões para R$ 140 milhões e baixou o número de agências de 85 para 21. (págs. 1 e C1)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.