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16/03/2007
JORNAL DO BRASIL - Traficantes mandam matar 150 policiais - O setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública obteve, por meio de escutas, a informação de que os traficantes da facção Comando Vermelho decidiram matar 150 policiais civis e militares nos próximos dias. Doze PMs foram assassinados na última semana no Rio e, desde o início do ano, o número de mortos já chegou a 31. As delegacias e os quartéis da PM estão de prontidão. Por ordem dos comandantes dos batalhões, os soldados só percorrem a cidade, à noite, em comboios com vários carros. Na madrugada de ontem, traficantes do Morro da Mangueira e do Jacarezinho formaram um grupo de 60 homens armados de fuzis com o objetivo de atacar alvos policiais em vários pontos da cidade. (pág. 1 e Cidade, págs. A10 e A12) - O presidente Lula teve que criar um novo ministério para controlar a irritação do PSB. Nomeou para o cargo um indicado de Ciro Gomes. Até agora, os novos ministros nasceram muito mais da partilha de poder entre os partidos do que da busca de competência técnica. (pág. 1 e País, págs. A2 e A3) - A arrecadação federal em fevereiro bateu recorde: foram R$ 30,59 bilhões, 7,7% a mais do que a obtida no mesmo período do ano passado. O governo tem várias explicações, mas jura que não houve arrocho fiscal. (pág. 1 e Economia, pág. A19) - O desembargador Roberto Wider afirma que é falsa, leviana e irresponsável a insinuação de fraude no concurso para juízes do Tribunal de Justiça. Presidente da comissão de concursos, ele revela que o autor da acusação agiu movido por interesses pessoais. (pág. 1 e Cidade, pág. A13 e Editorial, pág. A8) - Dezessete anos depois da posse no Planalto, o senador e ex-presidente Fernando Collor subiu à tribuna do Senado para atacar o processo de impeachment que sofreu. Ganhou elogios de colegas e de antigos desafetos. (pág. 1 e País, pág. A4) - Os operários que trabalham na construção do complexo esportivo do Autódromo de Jacarepaguá cruzaram os braços ontem por várias horas. O protesto se deve às más condições de trabalho no canteiro de obras. (pág. 1 e Esportes, pág. A7) FOLHA DE SÃO PAULO - Qualidade do emprego piora no país - A qualidade do emprego piorou no país, considerando o rendimento, a estabilidade e a jornada semanal do trabalhador brasileiro em seis regiões metropolitanas. A conclusão é de estudo da Unicamp, que, orientado pelo economista Marcio Pochmann, elaborou indicadores de quantidade e qualidade. (pág.1 e Dinheiro) - O governo federal apresentou ontem a educadores os principais pontos do Plano de Desenvolvimento da Educação, conjunto de medidas com objetivo de melhorar a qualidade do ensino básico. Entre as propostas estão a elaboração de um indicador para comparar municípios e a criação de uma prova nacional para avaliar a alfabetização de crianças de 6 a 8 anos.
As propostas -agora em fase de debate público- foram apresentadas pelo ministro Fernando Haddad (Educação) na presença dos colegas Dilma Rousseff (Casa Civil) e Walfrido Mares Guia (Turismo). O presidente Lula falou no início da apresentação e se retirou. A intenção do governo é de que, até o fim de abril, a maior parte das medidas já esteja em vigor. (...) (pág. 1 e Brasil) - O Senado criou ontem a CPI das ONGs para investigar suposto favorecimento e desvio de recursos públicos por organizações não-governamentais. Essa é a primeira comissão parlamentar de inquérito do segundo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Originalmente, a comissão iria apurar os fatos desde 2003, mas o PT conseguiu ampliar o foco para 1999, pegando o segundo mandato do presidente Fernando Henrique (PSDB). "O ideal era que fosse até Cabral", disse o senador Heráclito Fortes (PFL-PI), autor do requerimento de criação da CPI.
A oposição suspeita, por exemplo, de favorecimento e de desvio de recursos nos repasses feitos pela Petrobras para ONGs nas últimas eleições. Em retaliação, os petistas querem investigar o Comunidade Solidária, que era dirigido pela ex-primeira-dama Ruth Cardoso. (...) (pág. 1 e Brasil) - O novo ministro da Justiça, Tarso Genro, defende a discussão "da liberdade de circulação de opinião, principalmente da opinião política", na imprensa.
Afirma que não há problema de liberdade de imprensa no país, mas "de circulação de opinião de forma mais plural". (...) (pág. 1 e Brasil) - Carlos Heitor Cony: Bush é lobo à caça de cordeiros nem sempre mansos - Jornais e revistas, na semana passada, deram destaque à foto de Lula e Bush unidos num abraço que pareceu a todos sincero, afetuoso de parte a parte.
Ninguém esperava que os dois se engalfinhassem por conta das divergências pessoais e políticas que marcam as relações do Brasil com os Estados Unidos. Cada qual ficou na sua, Lula não se comprometeu a romper relações de amizade com Chávez, Bush não prometeu mudar a legislação de seu país sobre o comércio dos nossos produtos. (...) (pág. 1 e Ilustrada) - Nelson Motta: TV pública tem audiência traço e conta alta para nós - O controle remoto está cheio de canais de televisão municipais, estaduais, federais, judiciários, legislativos, educativos e culturais espalhados pelo Brasil, a um custo fabuloso.
Quase todos são cabides de empregos, com programação pífia e audiências que somadas não chegam a um ponto de share. Dividindo as despesas pelo número de beneficiários, deve ser um dos custos per capita mais altos do mundo. Com os gastos para chegar a tão poucos espectadores, daria para lhes dar comida e computadores em vez de programas chatos. (...) (pág. 1 e Opinião) - Integrantes de movimentos contra a transposição do rio São Francisco tentaram invadir o Ministério da Integração Nacional, ontem de manhã, em uma passeata.
O clima ficou tenso quando um dos manifestantes quebrou o vidro da portaria do ministério, segundo a Polícia Militar. Ronei Fonseca, 35, foi detido, acusado de resistência e dano ao patrimônio, mas foi liberado após pagar fiança. Porém manifestantes negaram que ele estivesse na passeata.
Segundo manifestantes, dois homens se infiltraram no grupo e um deles pode ter provocado a confusão. (...) (pág. 1 e Brasil) O ESTADO DE SÃO PAULO - Novo plano cria 'provinha' para avaliar alfabetização - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva apresentou ontem o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE), que pretende estabelecer sistemas de metas e avaliação nas escolas de todo o País. Para saber se a alfabetização está dando resultados, o Ministério da Educação vai criar mais uma avaliação, a Provinha Brasil, para crianças ente 6 e 8 anos. "Nós estamos no pior dos mundos. Estamos vendo crianças ficarem quatro ou cinco anos na escola e a gente faz um teste apenas na 4ª série", disse o presidente. O governo também quer evitar que os estudantes deixem a escola cedo demais, ampliando o Bolsa-Família para jovens de 16 e 17 anos. O pacote ainda inclui medidas para melhorar a formação de professores, o transporte escolar, a informatização nas escolas e a qualidade do material didático, além de ajudar municípios a construir mais creches. Estão previstos R$ 8 bilhões em investimentos até 2010 para viabilizar o plano - R$ 1 bilhão em seu primeiro ano, apenas no programa de metas. Uma parte desses recursos para 2007 - cerca de R$ 600 milhões - já está garantida. Ao apresentar o plano no Palácio do Planalto a reitores e professores, Lula defendeu a indicação de técnicos para controlar as pastas da Educação e da Saúde. "A gente monta o governo com as pessoas que têm competência", disse. (págs. 1 e A16) - Notas e Informações - O produto da vontade majestática do presidente Lula na reforma ministerial, para usar uma metáfora que lhe é cara, está mais para time de várzea do que para seleção. (págs. 1 e A3) - O PMDB pediu regime de "porteira fechada" nos cinco ministérios que levou na reforma comandada pelo presidente Lula. Por este esquema, o partido preencheria todos os cargos de direção da pasta. Lula ainda não deu garantias, mas disse ao presidente do PMDB, deputado Michel Temer, que "a responsabilidade pelo ministério é do ministro". (págs. 1 e A4) - O Senado aprovou ontem a criação da CPI das ONGs, a primeira do 2° mandato do presidente Lula. O objetivo é apurar denúncias de que entidades receberam irregularmente recursos do governo federal, no 1° mandato. A oposição quer investigar, principalmente, a ONG UniTrabalho, que teve como colaborador o ex-petista Jorge Lorenzetti. (págs. 1 e A8) - O Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizou que pretende manter o ritmo de corte de 0,25 ponto porcentual na taxa básica de juros, a Selic. A ata da última reunião alerta que é preciso estar mais "vigilante" com o cenário externo. Embora a economia do País esteja "mais sólida" para ser afetada, há preocupação com a China e o Fed (banco central americano), que pode subir os juros. (págs. 1 e B4) - O comércio varejista teve em janeiro o melhor desempenho para o mês em sete anos, informou ontem o IBGE. As vendas cresceram 8,5% em relação a janeiro de 2006; ante dezembro, 1,8%. O alongamento dos prazos de pagamento tem dado combustível para o crescimento das vendas no varejo. O crediário de 9 a 12 prestações representa 45% das vendas; de 13 em diante, outros 45%, taxa nunca alcançada antes, segundo a Shopping Brasil, empresa especializada em pesquisar ofertas do comércio. (págs. 1 e B1) - Elaborado pela USP e pela Comissão Teotônio Vilela, o 3° Relatório Nacional sobre Direitos Humanos no Brasil, com dados de 2002 a 2005, mostra que aumentou a possibilidade de o brasileiro ter seus direitos violados em todas as fases da vida. Quatro em cada dez recém-nascidos no Amazonas não são registrados - o maior índice do País. Em 2004, 10,1% da população entre 10 e 14 anos trabalhava; o Nordeste e o Sul puxam a média brasileira para cima, com 15,2% e 12,5%, respectivamente. Também crescem os casos de abuso e exploração sexual de crianças. Os jovens entre 18 e 24 anos são os que mais morrem por arma de fogo no Brasil. Conflitos agrários afetam mais de 1 milhão de pessoas. (págs. 1, C4 e C5) - Pan do Rio - Protesto de 800 trabalhadores paralisou construção do parque aquático. (págs. 1 e E1) O GLOBO - Estudantes de 15 a 17 anos também terão Bolsa Família - O governo vai estender o programa Bolsa Família, carro-chefe da reeleição do presidente Lula, aos jovens entre 15 e 17 anos que estiverem freqüentando a escola. Esta é uma das medidas do pacote educacional anunciado ontem. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, o dinheiro será repassado diretamente ao estudante. Ao anunciar o plano, o presidente reconheceu a precariedade do ensino no Brasil: "Nós estamos nos piores do mundo", disse Lula, prometendo "uma grande reforma educacional no país". O pacote prevê ainda a criação da Provinha Brasil, para avaliar a alfabetização de alunos entre 6 e 8 anos. (págs. 1, 3 e 4) - Para conter aliados, o presidente Lula desmembrou um ministério ainda nem criado, o dos Portos e Aeroportos. A nova Secretaria dos Portos, com status de ministério, irá para o PSB. Os Aeroportos iriam para o Turismo, de Marta Suplicy. (págs. 1 e 10) - Indicado pelo PMDB para a Agricultura, Odílio Balbinotti foi apresentado ontem ao presidente Lula, mas só deve tomar posse semana que vem. Um dos reis da soja, o deputado é processado no STF por falsidade ideológica, acusado de usar um laranja. (págs. 1 e 9) - O PDT, partido que vai assumir o Ministério da Previdência, tem barrado no Congresso um dos principais projetos do governo para a área. O projeto estabelece regras mais rígidas para a concessão de auxílio-doença aos beneficiários do INSS. (págs. 1 e 10) - Em seu primeiro discurso no Senado, o ex-presidente Fernando Collor disse que o impeachment foi uma farsa da qual ele foi vítima. Não foi contestado nem pelo PT. O senador Aloizio Mercadante (PT-SP) disse que excessos foram cometidos. (págs. 1 e 11) - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) defendeu a suspensão do exercício da magistratura dos 24 aprovados no último concurso para juiz organizado pelo TJ do Rio. Para a OAB, eles devem ficar afastados até o Conselho Nacional de Justiça apurar a denúncia de fraude e quebra de sigilo no concurso, noticiada ontem pelo Globo. (págs. 1, 12 e Cartas dos Leitores) GAZETA MERCANTIL - Usiminas, US$ 5 bi em novos investimentos - A Usiminas anunciou ontem um novo plano de investimento de US$ 5,3 bilhões para o período 2007-2015. O objetivo da empresa, conforme antecipou este jornal na edição desta quinta-feira, é ampliar em cerca de 50% sua capacidade instalada de produção de 9,5 milhões de toneladas de aço ao ano, para 14,5 milhões de toneladas. "Queremos continuar líderes absolutos no mercado brasileiro de aços planos e ser um jogador de porte internacional em placas e laminados", disse o presidente da Usiminas, Rinaldo Soares. Outros projetos em andamento, de US$ 3,1 bilhões, fazem o volume de aportes de 2005 a 2015 atingir US$ 8,4 bilhões. Mais do que um investimento maior, o novo plano da Usiminas estabelece uma posição mais pró-ativa, garantindo a realização de algumas obras mesmo sem parceiros, condição inicialmente considerada essencial para os aportes vultosos. "A companhia mostra que ganhou novo impulso investidor", disse o analista Ricardo Ferraz, da Brascan Corretora. O mercado reagiu bem ao anúncio. As ações ON da Usiminas fecharam a R$ 106,50, alta de 1,42%, enquanto o Ibovespa caiu 0,02%. O comunicado de que a siderúrgica vai aderir ao Nível 1 da Bovespa e pretende lançar ADRs de ações ordinárias na Bolsa de Nova York, além de querer listar ações ON na Latibex, o mercado de valores latino-americanos, na Espanha, ajudaram a elevar o valor dos papéis. (págs. 1 e C-5) - A concentração de ministérios que passaram para o comando do PT e PMDB azedou o humor de legendas menores da coligação de apoio ao governo Lula. Lideranças do PSB e PTB ficaram irritadas ontem com a hegemonia dos dois partidos na Esplanada e disseram que isso pode causar "fissuras" na base aliada. (págs. 1 e A-9) - Márcio A. L. Cypriano - O agronegócio merece um PAC exclusivo, pelo potencial de gerar riqueza. (págs. 1 e A-3) - A Secretaria de Direito Econômico recomendou a aprovação da compra da Gamecorp pela Telemar. A concessionária pagou R$ 2,5 milhões por 35% da produtora, que tem como sócio o filho do presidente Lula. (págs. 1 e A-12) - A Receita Federal arrecadou no mês passado R$ 30,6 bilhões, nova marca para fevereiro. Em termos reais, o montante é 7,7% maior do que o anotado no mesmo mês de 2006. No primeiro bimestre, a arrecadação somou R$ 69,2 bilhões, alta real de 9,4% sobre igual período de 2006. (págs. 1 e A-4) - Para driblar o encarecimento do frete, a Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) planeja ter seus próprios navios de grande porte. Fábio Barbosa, diretor-executivo de finanças, disse que a companhia vai definir se encomendará as embarcações no Brasil ou no exterior. "Vai depender da competitividade", frisou. O frete representa até 50% do valor do minério de ferro. Para cada tonelada da matéria-prima vendida por US$ 80, cerca de US$ 40 reflete este custo. "É um processo no qual temos de interferir", disse Barbosa. Compradores de minério da Vale gastaram no ano passado cerca de US$ 3 bilhões com despesas de transporte. A Vale do Rio Doce, depois de comprar a canadense Inco, tornou-se a segunda maior mineradora do mundo. (págs. 1 e C-3) - O sucesso da adesão das empresas brasileiras à boa conduta corporativa sobre o mercado de capitais já está chamando a atenção de outros países. Duas companhias pioneiras do setor, a CCR e a Suzano, foram nesta semana contar suas experiências no México, país que lançou recentemente um pacote para tentar alavancar a listagem de novas empresas em bolsa. "Nosso modelo de governança é tipo exportação", diz Massami Uyeda, diretor da CCR. (págs. 1 e B-4) - As principais bolsas de valores seguiram em recuperação ontem. O índice Dow Jones subiu 0,22%. A Bovespa, muito volátil, foi exceção e fechou praticamente estável, com recuo de 0,02%. A melhora também atingiu o risco de emergentes, que caiu. O do Brasil recuou 1,03%, a 192 pontos. (págs. 1 e B-1) - O Paraguai vem recebendo uma fatia maior que o Brasil dos recursos gerados pela usina binacional Itaipu. Só em 2006, o fluxo financeiro da usina para o país vizinho somou US$ 520 milhões. Ao Brasil, foram pagos US$ 430 milhões. As vantagens não param por aí: a Ande (sócia da Eletrobrás na Itaipu) pagou em média, US$ 19,2 pelo MWh gerado na usina, enquanto a brasileira desembolsou US$ 31,95. (págs. 1 e C-2) - A Argentina manteve o ritmo de crescimento vigoroso pelo quarto ano seguido, só superado por Cuba e Venezuela na América Latina. Os dados oficiais do PIB mostraram ontem que o país cresceu 8,5% no ano passado. Analistas projetam expansão de 7,7% para 2007. (págs. 1 e A-13) CORREIO BRAZILIENSE - Sangria milionária na saúde do DF - O secretário de Saúde do Distrito Federal, José Geraldo Maciel, afirma ter identificado desperdício de R$ 22 milhões anuais na área. E diz que, mesmo enfrentando pressões, vai acabar com a farra. "Não sou frouxo", avisa. Segundo ele, já foram eliminados 2.192 cargos comissionados; serão cortados R$ 13 milhões em marmitas para servidores que recebem auxílio-refeição; e mais R$ 9 milhões com novo contrato na área de vigilância. (págs. 1 e 9) - Pacote do governo para a educação inclui avaliação nacional de alunos do ensino fundamental e concessão de benefício a jovens carentes de até 17 anos. (págs. 1 e 10) - Deputado ruralista só tomará posse como ministro da Agricultura se convencer Lula de sua inocência no processo a que responde no STF. (pág. 1 e Tema do Dia, pág. 2) - Depois de pressionados a recuar do supersalário de R$ 24,8 mil, excelências voltam à carga e tentam tirar a diferença elevando a verba de gabinete. (págs. 1 e 7) - Em resposta à política mais rígida do governo para o funcionalismo, diversas categorias de servidores públicos lançaram uma campanha única. Exigem a reposição das perdas inflacionárias e o fim das terceirizações. (págs. 1 e 13) VALOR ECONÔMICO - Estados divergem sobre emenda dos precatórios - A proposta em discussão para mudar a forma de pagamento dos precatórios, dívidas públicas originadas de ações judiciais, não deverá ter adesão unânime de Estados e prefeituras. Para o Município de São Paulo, o projeto é vantajoso porque permitiria regularizar a quitação dos créditos, com oportunidade de dilatar o prazo de pagamento em até 45 anos, segundo cálculos solicitados pela OAB. A capital paulista não seria a única a ganhar. O mesmo levantamento mostra que o Espírito Santo pagaria os credores de precatórios em 140 anos. Para o Estado de São Paulo, a proposta também é vantajosa porque propiciaria redução de R$ 400 milhões anuais na despesa com precatórios. Em Pernambuco, porém, que tem estoque pequeno de débitos, o projeto é inócuo e, no Rio Grande do Sul, é considerado financeiramente inviável. A alteração nos precatórios faz parte das negociações entre os Estados e a União para aprovação de uma reforma tributária. Atualmente, a quitação obedece à ordem cronológica e precisa ser prevista no Orçamento seguinte assim que a ação judicial que deu origem ao débito chega ao fim. O projeto de emenda constitucional do senador Renan Calheiros, base da discussão entre União e governos estaduais, acaba com a ordem cronológica e possibilita aos Estados destinarem um mínimo equivalente a 3% da despesa primária líquida do ano anterior para os pagamentos. No caso dos municípios, o percentual cai para 1,5%. Do valor total, 70% devem ser pagos em leilão, de acordo com o maior deságio, e o restante pela ordem crescente de valor. O projeto prevê que o novo regime será opcional. Apesar de apoiar a proposta, a governadora gaúcha, Yeda Crusius, diz que o "cobertor curto" do Orçamento do Estado não permitirá uma nova vinculação de recursos que poderá significar corte em outras áreas. A mesma preocupação existe no governo catarinense. O projeto deve ser alvo de polêmica. A OAB em São Paulo diz que a proposta é inconstitucional e irá estimular a quebra de contratos por Estados e municípios. Principais credoras de precatórios, as construtoras já estão preocupadas com o impacto que a mudança teria nas dívidas a receber, o que trouxe de volta a demanda pela classificação de risco de crédito das administrações públicas. (págs. 1, A3 e C1) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu criar mais um ministério, o 35° de seu governo: a Secretaria Nacional dos Portos. Para comandar o novo órgão, vai convidar Pedro Brito, atual ministro da Integração Nacional e um velho aliado do deputado Ciro Gomes (CE). O presidente definiu também que Walfrido Mares Guia será mesmo o novo ministro das Relações Institucionais e que a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy assumirá a Pasta do Turismo. A conclusão da reforma ministerial, que ficou para o fim da próxima semana, depende agora da definição de quem substituirá Luiz Fernando Furlan no Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Mesmo sob investigação do Supremo Tribunal Federal (STF), o deputado federal Odílio Balbinotti (PMDB-PR) foi confirmado ontem pelo Palácio do Planalto na Agricultura. O governo informou que continua a recolher "mais informações" sobre as acusações de falsidade ideológica que pesam contra o deputado. A posse está marcada para a próxima quinta-feira. (págs. 1, A8 e A9) - Claudia Safatle: Lula poderia ser mais ambicioso com meta de inflação. (págs. 1 e A2) - Márcio Garcia: BC está só na tarefa de manter inflação sob controle. (págs. 1 e A19) - A Petrobras deve exportar neste ano cerca de sete vezes mais álcool combustível do que o total embarcado em 2006, prevê Sillas Oliva Filho, gerente de comércio de álcool e oxigenados da empresa. Será a primeira vez que a estatal embarcará álcool anidro para os Estados Unidos, que cobra uma tarifa de importação de US$ 0,14 por litro, além de taxa ad valorem de 2,5%. "O embarque de álcool para os EUA será ainda em pequenos volumes. Estamos testando o mercado", disse Oliva. Outros dois importadores de destaque serão Nigéria e Venezuela. Grandes exportadores de petróleo, os dois países querem implementar um programa de mistura de álcool à gasolina em seus mercados. A Petrobras vai investir US$ 750 milhões na construção de alcoodutos ligando as regiões produtoras até Paulínia (SP). (págs. 1 e B15) - A Vale do Rio Doce planeja voltar à navegação de longo curso com navios de grande porte. A empresa ainda não definiu se voltará sozinha ou associada a clientes, diz Fábio Barbosa, diretor-executivo de finanças. A mineradora também retornará à cabotagem com navios próprios e pediu empréstimo de US$ 350 milhões ao Fundo de Marinha Mercante (FMM) para construir cinco embarcações para a Log-In, sua nova subsidiária. A companhia pretende, segundo Barbosa, apropriar-se de parte do que considera "ganhos excessivos e artificiais" no mercado de frete de minérios e minerais e repassá-los à clientela. Ao importar 70 milhões de toneladas de minério de ferro em 2006, a China gastou US$ 3 bilhões com frete. (págs. 1 e B9) - Usiminas anuncia aumento de 75% no plano de investimentos de longo prazo, até 2015, que passou a ser de US$ 8,4 bilhões. (págs. 1 e B9) - A venda de 50,02% das ações da Usina Vale do Rosário trouxe mais fortunas para Ribeirão Preto (SP), que já vive uma euforia com o boom do açúcar e álcool. No fim de fevereiro, 72 pessoas embolsaram R$ 850 milhões com a venda de seus papéis - cerca de 70% deles moram na cidade. Até o fim do mês, outros acionistas podem vender seus papéis, o que elevaria a operação a R$ 1,35 bilhão - cerca de duas vezes o Orçamento de Ribeirão. O negócio já agita a economia local. A construtora Habiarte Barc antecipou de julho para abril o lançamento de um prédio de alto padrão na avenida João Fiusa, "point" de novos-ricos da cidade. Nas concessionárias de luxo, aumentou a fila para comprar carros importados. A operação da Vale do Rosário, que tornou milionárias várias pessoas físicas que tinham uma vida normal, deve ser usada pelo Bradesco como exemplo de como seu banco de investimentos quer operar. A instituição financiou R$ 1,35 bilhão em dois dias, amarrou operações de mercado de capitais para permitir o pagamento do empréstimo e ainda conseguiu que parte dos acionistas investisse os recursos em seu private banking. A Vale do Rosário espera que em 60 dias esteja pronta sua fusão com a Usina Santa Elisa, criando a segunda maior empresa de açúcar e álcool do país. (págs. 1 e A16) - Os mercados não se impressionaram com alta dos preços no atacado nos EUA. Dow Jones fecha em ligeira alta de 0,22% e o Ibovespa, praticamente estável: menos 0,02%. (págs. 1, C2 e D1) - Percentual de crianças brasileiras entre 10 e 14 anos de idade obrigadas a trabalhar aumentou de 6,6% em 2000 para 10,3% em 2005. (págs. 1 e A4) - Etanol muda o jogo dos preços e dos subsídios na agricultura dos EUA. (págs. 1 e B16) - Preços recordes do chumbo levam a Argentina Bolland a investir na antiga mina de Boquira (BA), que pertencia à Plumbum Mineração. (págs. 1 e B1) OUTROS JORNAIS JORNAL DO COMMERCIO (PE) - Estado muda estrutura da polícia e abre vagas - Eduardo Campos encaminhou, ontem, projeto que torna delegados especiais e de primeira categoria um só grupo. A iniciativa cria, ainda, 310 cargos para delegados, peritos criminais e médicos legistas na Defesa Social. A OAB deu apoio à proposta. (págs. 1, 3 e Cidades, pág. 5) - Mesmo sem ter anunciado todos os nomes da nova equipe, Lula empossa hoje três ministros. (págs. 1 e 5) - Proposta do governo para melhorar o ensino, apresentada ontem, contempla exame nacional que vai avaliar a alfabetização de crianças de 6 a 8 anos. (págs. 1 e 7) - Estudo revela crescimento na violação dos direitos humanos no Brasil, desde a infância até a velhice. (págs. 1 e 7)

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Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.
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