17/02/2007

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JORNAL DO BRASIL

- Polícia sufoca tráfico e bandido desce o morro

- Sem mercadoria nem dinheiro, traficantes estão desviando a pouca droga que têm para atender a usuários vip que passam o carnaval fora do Rio. Diante da ameaça dos bandidos de tomarem o asfalto e aterrorizar foliões e turistas com assaltos, a PM reforçou o contingente em torno dos morros junto ao Sambódromo e da Zona Sul. Depois do feriado, o Getam vai combater o crime no varejo. A Força Nacional de Segurança tranca hoje as saídas da cidade. (pág. 1 e Cidade, pág. A7)

- Aviação - Bloco do apagão abre o carnaval - Mais de 535 vôos - 35,9% das operações - saíram com atraso em todo o país. Mesmo assim, o ministro Waldyr Pires, só viu "tranqüilidade". No aeroporto Tom Jobim, um vôo da TAM para Campo Grande esperou duas horas na cabeceira da pista para decolar. (pág. 1 e País, págs. A2 e A3)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- 'Vão tentar punir até o feto', diz Lula

- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez ontem, em São Paulo, um discurso inflamado contra a redução da maioridade penal, que voltou a ser discutida após o assassinato do garoto João Hélio Fernandes. "Eu fico imaginando que, se a gente aceitar a diminuição da idade para 16 anos, amanhã estarão pedindo para 15, depois para 9, depois para 10, quem sabe algum dia queiram punir até um feto se já soubermos o que vai acontecer o futuro", disse Lula. Ele acrescentou que é um momento como esse que a razão deve prevalecer. "A gente fica fica (sic) imaginando se a gente estiver naquele lugar, naquele instante, se a gente pudesse fazer alguma coisa, o que é que a gente faria. E certamente nós faríamos quase que a mesma barbaridade que ele fez com aquela criança". Na terça-feira a Câmara vai votar projetos que prolongam o regime disciplinar diferenciado e estendem o benefício da delação premiada para condenados. (págs. 1 e C4)

- A Petrobrás vai retomar estudos para a construção de uma unidade separadora de gás natural na Bolívia. O projeto fazia parte do pólo gasoquímico boliviano, orçado em cerca de US$ 1 bilhão e suspenso após a nacionalização do setor de gás da Bolívia. A instalação do pólo depende de reavaliação do mercado internacional de plásticos e resinas. Para a Petrobrás, com o acordo de preços anunciado anteontem, separar os componentes do gás boliviano tornou-se imprescindível. A Bolívia quer rever o contrato com a empresa que fornece gás à brasileira Comgás. (págs. 1, B1 e B3)

- O líder do PFL no Senado, José Agripino Maia (RN), disse que seu partido "vai fazer o diabo" se o presidente Lula vetar a emenda 3 do projeto da Super-Receita. O senador afirma que a emenda impede o "viés autoritário" que dá "superpoderes" a auditores fiscais. (págs. 1 e B4)

- Mineração - Vale anuncia nova subsidiária - Empresa de logística, a Log-in terá ações oferecidas no mercado. (págs. 1 e B8)

- Notas e Informações - A agenda não escrita dos partidos líderes da coalizão lulista, o PT e o PMDB, inclui o aparelhamento das instâncias da Câmara dos Deputados que possam azucrinar o Planalto. (págs. 1 e A3)

- Artigo - Gilberto Dupas: Sociedades não se alteram facilmente por decreto. (págs. 1 e A2)

O GLOBO

- Lula troca comando aéreo para tentar conter o caos

- A troca do comandante da Aeronáutica, brigadeiro Luiz Carlos Bueno, anunciada ontem pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, foi bem recebida pelos controladores de vôo, que cogitavam a realização de uma operação padrão no carnaval. Bueno foi substituído por Juniti Saito, que tem boa relação com os profissionais de controle aéreo e é simpático à desmilitarização parcial do setor. Saito foi contra, por exemplo, a decisão de manter os controladores aquartelados nos feriados do ano passado para tentar evitar o caos aéreo. A opção foi de Bueno, que acabou tendo de ceder. Saito era o segundo na hierarquia e também por isso foi escolhido por Lula. Bueno tinha sugerido outro nome. O presidente também trocou os comandantes do Exército e da Marinha. Apesar da medida, ainda houve atraso de 36% nos vôos na véspera do carnaval, quando o movimento nos aeroportos é mais intenso. (págs. 1 e 23)

- O presidente Lula voltou a criticar a antecipação da maioridade penal e disse que não é justo "punir apenas quem cometeu a barbaridade" e esquecer os governantes que não promoveram índices satisfatórios de crescimento. (págs. 1 e 10)

- Carro-chefe dos investimentos do PAC e agora tendo de arcar com o aumento do gás boliviano, a Petrobrás perdeu o posto de maior empresa da América Latina para a mexicana América Móvil. Seu valor de mercado encolheu US$ 11 bilhões. (págs. 1 e 25)

- A Receita Federal suspendeu 8,27 milhões de inscrições no Cadastro da Pessoa Física (CPF) de contribuintes que deixaram de entregar a Declaração de Isento ou a do Imposto de Renda nos últimos dois anos. (págs. 1 e 24)

- Pelo menos 150 homens da Força Nacional reforçam o patrulhamento noturno em vias expressas do Rio durante o carnaval. A Linha Vermelha teve tiroteio ontem de manhã. (págs. 1 e 14)

- O trauma pela morte de João Hélio não foi esquecido pelos foliões que ontem tomaram as ruas do Rio, na abertura oficial do carnaval. Em meio à festa, blocos de rua renderam homenagens à memória do menino. (págs. 1, 13 e Arnaldo Bloch)

GAZETA MERCANTIL

- 'Esquecidas' em disparada na Bovespa

- Empresas até recentemente esquecidas estão disparando na Bovespa. Estão entre elas ações que nunca tiveram ou que perderam liquidez no mercado, mas que vêm apresentado elevações constantes que superam de longe o Ibovespa de 25,8%. A Metalúrgica Haga, por exemplo, subiu 806% num único pregão e nos últimos seis meses já valorizou 528%. Valorizações mais surpreendentes foram registradas pela Casan, a companhia de saneamento de Santa Catarina (2.529,6%) e pela fabricante de brinquedos Estrela, que foi estrela de primeira linha na bolsa, antes de ser esquecida, e cujas ações subiram 1.251,4% no mesmo período.

Segundo corretores, vários motivos explicam o movimento. Dois deles são o preço muito baixo dos papéis, que compensa uma aposta arriscada, e a expectativa de aumento dos lucros, em geral, com a redução dos juros e, portanto, custo de capital. (págs. 1 e B-1)

- O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, anunciou ontem que o governo vai bloquear R$ 16,4 bilhões do Orçamento Geral da União deste ano. Os cortes vão atingir em cheio as emendas parlamentares que prevêem investimentos de diversos ministérios. E reduzirão também, por exemplo, as verbas para investimentos do Ministério da Justiça. Embora essa pasta concentre os recursos para segurança pública, o ministro Paulo Bernardo disse que o bloqueio não prejudicará os investimentos em segurança. "Vão recair sobre a compra de carros, móveis e outros." O corte dos recursos destinados pelo Congresso às emendas parlamentares será de R$ 10 bilhões. A exemplo do ano passado, o governo só deverá liberar algo em torno de R$ 4 bilhões para obras e serviços incluídos no orçamento pelos deputados e senadores, em favor de suas bases eleitorais. (...) (págs. 1 e A-6)

- O governo conseguiu desmontar ontem, no STF, um esqueleto de R$ 16 bilhões bloqueados no Orçamento da União deste ano. Os ministros decidiram que empresas não têm direito a crédito de IPI na compra de insumos tributados com alíquota zero. (págs. 1 e A-10)

- O ex-secretário de Segurança do Distrito Federal e professor de filosofia na Universidade de Brasília (UnB), Roberto Aguiar, acredita que a democracia brasileira está ameaçada pela delinqüência. Aguiar critica as saídas apontadas pelo Congresso e aponta respostas humanistas para o problema. (págs. 1 e A-8)

- A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 38,577 bilhões em janeiro, um crescimento real de 10,51% na comparação com igual período de 2006. É a melhor marca da história para o primeiro mês de cada ano. O desempenho foi influenciado de forma positiva por tributos relacionados às importações. (págs. 1 e A-4)

- As maiores petroquímicas do País vão ampliar investimentos este ano em expansão de produção e melhorias logísticas, apostando no aquecimento do mercado brasileiro e no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007 acima dos 3,5% previstos em pesquisa do Banco Central feita com 100 instituições. A Ipiranga Petroquímica anunciou que triplicará os aportes, a R$ 60 milhões, na comparação com 2006. Já a Oxiteno sobe de R$ 179 milhões para R$ 414 milhões, enquanto a Suzano Petroquímica eleva de R$ 32 milhões para R$ 60 milhões.

A partir do esperado aumento da demanda, empresas e analistas estimam alta nos lucros, achatados pelos picos no preço do barril de petróleo. Os ganhos somados das principais petroquímicas do País caíram cerca de 70% em 2006, a R$ 1 bilhão. O spread de resinas como polipropileno abriu o ano 30% maior do que no início de 2006 e promete lucros maiores em 2007. Para cada ponto percentual de crescimento no PIB, cresce em 2 pontos a demanda por plástico. (págs. 1 e C-5)

- Mais que pelo reajuste no preço do gás comprado da Bolívia pela Petrobras, os preços serão pressionados por investimentos em infra-estrutura e importação de gás natural liqüefeito, mais caro que o do vizinho. Documento da Petrobras sobre novos contratos, obtido por este jornal, prevê indexação nos acordos para remunerar investimentos da estatal. E haverá desconto para quem usar combustíveis alternativos. (págs. 1 e C-5)

- Roberto Rodrigues - Certificação agrícola é prioridade. Se não criarmos nossa estrutura, vamos ter de engolir critérios importados .(págs. 1 e A-3)

CORREIO BRAZILIENSE

- Carnaval chega com quase 500 vôos atrasados

- Mais de 30% da frota aérea estavam fora do horário. Justiça veta aviões em Congonhas - O brasileiro enfrentou fila e demora nos aeroportos antes de se entregar à folia de carnaval. Dos 1.426 vôos programados para ontem, quase 500 tiveram atrasos acima de 45 minutos. Os problemas de ontem podem provocar um efeito dominó na programação de hoje. No Aeroporto Internacional de Brasília, onde era grande o movimento de passageiros, os aviões pousaram até duas horas depois do previsto. Apesar das falhas no tráfego aéreo, a Agência Nacional de Aviação Civil considerou o movimento normal. A Justiça Federal revogou liminar que autorizava o trânsito de aviões Fokkers (sic) 100 e Boeings 737-700 e 800 em Congonhas. (págs. 1 e 7)

- O presidente fez uma crítica veemente à redução da maioridade penal para 16 anos. "Amanhã estarão pedindo para 15 anos, depois para 9 anos", alertou. Lula disse também que o desenvolvimento econômico é saída fundamental para tirar os jovens da criminalidade. (págs. 1 e 6)

- Malha fina - Receita cancela 136 mil CPFs no Distrito Federal. (págs. 1 e 13)

- A Polícia Rodoviária Federal alerta para as más condições das estradas. Na BR-060, rodovia que liga Brasília a Goiânia, crateras se formaram no trecho perto das Sete Curvas. Na BR-251, que vai em direção a Unaí, a situação é crítica. Motoristas são obrigados a trafegar a 30km/h por causa das enormes poças d'água que se acumulam na rodovia. É preciso ficar atento ainda às obras de recapeamento e às falhas de sinalização para evitar acidentes durante a viagem. (págs. 1 e 25)

VALOR ECONÔMICO

- Fundos de participação investem valor recorde

- As empresas brasileiras nunca foram tão cobiçadas pelos investidores financeiros. Os fundos de private equity (que compram participações em companhias) prometem investir valores recordes no país este ano. As carteiras locais e as várias estrangeiras que estão vindo para o Brasil devem fazer investimentos de US$ 1,5 bilhão este ano e mais US$ 2 bilhões em 2008. Há dois anos, as aplicações não ultrapassavam os US$ 300 milhões.

Este ano, em menos de dois meses, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) autorizou a criação de nove fundos de participação, que juntos devem captar R$ 2,5 bilhões - a metade do que o mercado captou em todo o ano de 2006. Há dois anos, eram feitos no Brasil em torno de 20 a 25 investimentos pelos fundos por ano. Agora, os especialistas falam em no mínimo cem inversões.

Os maiores fundos de private equity do mundo, como Advent, AAI, Darby e Carlyle estão reforçando as operações no país. O AAI criou uma carteira de US$ 200 milhões só para o Brasil. O Darby, que tem US$ 500 milhões reservados para o país, anunciou ontem que contratou um brasileiro, o executivo Fernando Gentil, para comandar as operações do fundo aqui.

Para os especialistas do setor, com a queda dos juros nos Estados Unidos os investidores institucionais passaram a aplicar recursos nos fundos de private equity, com perspectivas de ganhos elevados. O Brasil, com a economia estável e as promessas de crescimento mais acelerado, foi um dos escolhidos. "Há setores no país, como imóveis e varejo, com taxas de retorno projetado muito mais altas que em outros países emergentes", afirma Marcus Regueira, presidente da ABVCap, a associação dos fundos de private equity.

Com o objetivo de atrair mais recursos para o Brasil, a ABVCap começou no ano passado uma série de apresentações sobre o país para investidores em cidades como Nova York, Londres e São Francisco. Este ano, estão previstas mais seis apresentações.

Em tempos de liquidez em alta, dinheiro para investir não é problema. Os fundos têm US$ 150 bilhões para aplicar, segundo estimativas do setor. Hoje existem 2.700 firmas de private equity, que administram ativos avaliados em US$ 500 bilhões. (págs. 1, C1 e C10)

- A Petrobras vai pagar US$ 100 milhões a mais por ano pelo fornecimento do gás boliviano. Em acordo assinado ontem, em Brasília, ficou acertado que o preço do insumo não sofrerá aumento, mas a estatal concordou em pagar um valor adicional para compensar a Bolívia pelo alto teor energético do gás fornecido por seus campos.

Os cálculos são do governo de Evo Morales, mas em informações confusas, autoridades do Brasil e da Petrobras não confirmaram esse valor e preferiram falar em um aumento de 3% a 6% sobre o custo atual - que foi de R$ 1,260 bilhão em 2006. A Petrobras afirmou que não vai repassar o custo adicional aos contratos em vigor, mas avisou que novas negociações serão impactadas pelo acordo. Como muitas distribuidoras estaduais estão sem contrato ou com contratos a vencer com a estatal, analistas do setor de petróleo acreditam em reajustes no curto e médio prazos.

A decisão do governo - de interferir na negociação técnica e ceder às pressões de Morales - foi motivada pelas preocupações com a instabilidade política do país vizinho. (pág. 1, A3 e A4)

- Claudia Safatle: inflação baixa traz necessidade de rever alíquota da CPMF e remuneração da poupança. (págs. 1 e A2)

- Os juros intensificaram ontem o movimento de queda deflagrado há nove pregões no mercado futuro da BM&F. A projeção do CDI para a virada do ano caiu de 12,38% no dia 2 para 12,09% ontem. O mercado vê como cada vez mais concreta a possibilidade de o Copom do Banco Central voltar a cortar a Selic em 0,5 ponto em sua reunião de 7 de março, após a diminuição da velocidade de baixa para 0,25 ponto ocorrida em janeiro.

Há um vasto elenco de fatores sugerindo a necessidade de maior flexibilização monetária: a queda nas vendas reais do comércio comprova a ausência de demanda preocupante, a inflação perde gás mais rápido do que se previa, a liquidez continua abundante no mercado externo e as investigações do Banco Central para segurar o dólar se mostram malsucedidas. A possibilidade de mudanças na diretoria do BC ajuda a amplificar a que

- Arrecadação federal em janeiro foi recorde para o mês, com crescimento real de 10,51% frente a janeiro de 2006 e queda de 1,68% ante dezembro. (págs. 1 e A6)

- Há dez anos sem registro de aftosa no Estado, o governo paulista prepara relatório para tentar reabrir o mercado de carne europeu. (págs. 1 e B12)

- A Nossa Caixa, controlada pelo governo paulista, teve lucro líquido de R$ 453,4 milhões no ano passado, queda de 40,76% frente a 2005. (págs. 1 e C2)

- A Rússia quer entrar na Organização Mundial do Comércio (OMC) ainda este ano, mas sob condições que desagradam aos líderes agrícolas, como Brasil e Austrália. Moscou quer o direito de dar subsídios agrícolas de US$ 9 bilhões por ano à sua produção, quase 900% mais do que concede atualmente. Esse valor supera o pretendido pelos EUA, que aceitam limitar seus próprios subsídios em US$ 7,6 bilhões em um futuro acordo agrícola.

Também na contramão da reforma agrícola mundial, a Rússia insiste em poder dar subvenções à exportação, ajuda que os atuais membros da OMC combatem e já decidiram eliminar até 2013.

A Rússia é a última grande economia fora da OMC. Nas negociações para entrar na entidade, Moscou já conseguiu manter inclusive medidas comerciais consideradas ilegais na organização, como o sistema de bandas, que permite a imposição de tarifas nas importações de açúcar. Especula-se sobre uma nova configuração de poder na OMC caso Rússia, China e Índia atuem em conjunto. Isso poderia ser problemático para exportadores agrícolas, porque os três resistem à abertura desse setor. (págs. 1 e A15)

OUTROS JORNAIS

/JORNAL DO COMMERCIO (PE)/

- "Acorda, Recife. Acorda!" - Lindo demais

- Apoteótico é pouco para definir a abertura do Carnaval do Recife. Bethânia e Naná Vasconcelos comandaram a festa, ao lado de maracatus e da Orquestra da Banda do Hermetério. Durante o dia, blocos animaram o Centro. (pág. 1)

- Piloto solitário morre no mar de Noronha. (pág. 1)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.