21/02/2007

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
Correio Braziliense
Gazeta Mercantil
Valor Econômico
Estado de Minas
Outros Jornais
Revistas

JORNAL DO BRASIL

12 menores cometem crimes em menos de 24 horas

A polícia registrou oficialmente entre a noite de segunda-feira e a manhã de terça de carnaval a participação de pelo menos 12 menores em roubos nas ruas do Rio. O mais grave aconteceu ontem no Maracanã. Um adolescente de 13 anos disparou contra o empresário chinês Chan Lehi, que está internado no Hospital Samaritano.

Apesar do pouco movimento nas principais estradas e vias de acesso ao Rio, 70 soldados da Força Nacional já patrulham as linhas Vermelha e Amarela e a Avenida Brasil para evitar os arrastões. A partir de hoje as forças também estarão na Niterói-Manilha. A Rio-Santos teve trânsito intenso ontem, mas sem engarrafamentos. (pág. 1 e A10)

Novas vagas nas universidades federais, internet nas escolas municipais e reajuste no Bolsa Família para R$ 107 integram o pacote social que o governo quer lançar em março. (pág. 1 e A2)

FOLHA DE SÃO PAULO

Com tema Amazônia, igreja abre embate com o governo

A Igreja Católica retoma após oito anos o embate frontal com o governo e com empresários em uma Campanha da Fraternidade. O tema deste ano é a Amazônia e, entre as propostas, está o fim da concessão de liminares de reintegração de posse a fazendeiros que têm terras invadidas. O lançamento nacional, que pela primeira vez ocorre fora de Brasília, será em Belém (PA), às 12h de hoje. Nas décadas de 80 e 90, as campanhas falavam de fome, falta de moradia e não era raro a troca de farpas com os governos. Mas, desde 2000, o eixo mudou. Foram feitas campanhas pelos direitos dos idosos, dos deficientes físicos. O último tema apimentado foi o de 1999, quando o mote era o desemprego na gestão de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) -que chamou as críticas de "ingênuas". A campanha surgiu em 1964, começa na Quarta-Feira de Cinzas e termina na quinta-feira anterior à Páscoa. O objetivo é discutir um problema com a sociedade e propor soluções. (pág. 1)

Uma das razões da demora da reforma ministerial é a avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de que precisará mexer em mais peças do que desejava. Motivo: acomodar no primeiro escalão 9 dos 11 partidos que o apóiam a fim de compor base parlamentar sólida para aprovar projetos e evitar crises e CPIs no Congresso. O Conselho Político do "governo de coalizão" é composto por 11 partidos: PT, PMDB, PSB, PR, PP, PTB, PDT, PV, PC do B, PRB (partido do vice, José Alencar) e PSC. Os dois últimos não deverão ter ministros. No cenário mais radical examinado no Palácio do Planalto, Lula poderia trocar 17 dos 34 ministros, entre substituições e remanejamentos. O presidente se esforça para fazer menos alterações, o que reduz sua margem de manobra para acomodar os aliados e ter a ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy na equipe. (pág. 1)

ELIO GASPARI - Parece faltar pouco para que Lula substitua seu terceiro ministro da Educação, entregando a sesmaria a Marta Suplicy. Sete brasileiros ocuparam a Presidência por mais de quatro anos. Só um (José Sarney) teve quatro ministros da Educação. Atualmente, a expectativa de vida dos titulares da cadeira está em 17 meses. (pág. 1)

Editorial - O bloco da invasão

LONGE DO cenário habitual dos folguedos, nas fazendas do oeste paulista, desfilou neste Carnaval o bloco da invasão. Porta-bandeiras da CUT e do MST uniram forças e, desde domingo, tomaram 13 propriedades. Ninguém deve perder tempo tentando entender o enredo confuso dessa marcha, que fala em "denunciar a dura realidade da reforma agrária". (pág. 1)

Editorial - A lentidão da Receita

EM JULHO de 2006, as empresas brasileiras foram autorizadas a deixar no exterior até 30% do seu faturamento com exportações, a fim de honrar compromissos fora (dívidas e importações). Os outros 70% deveriam ser trazidos ao país em até 210 dias -até então, a totalidade da receita deveria ingressar nesse prazo. Esperava-se uma redução nos custos dos exportadores e uma diminuição da entrada de dólares no Brasil. (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

Contas de 8 Estados estouram limite fiscal

A limitação de gastos em fim de mandato, estabelecida pela Lei de Responsabilidade Fiscal, foi descumprida por, pelo menos, oito governadores e ex-governadores. Eles serão chamados a explicar nos Tribunais de Contas dos Estados o buraco deixado nas finanças públicas. Os casos mais graves são os do Rio Grande do Sul, Paraná, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Alagoas e Minas Gerais. Juntos, estes seis governos acumularam um déficit financeiro de R$ 11,8 bilhões. Pernambuco e Paraíba também descumpriram a Lei Fiscal, contraindo despesas nos últimos oito meses de governo sem condições de efetuarem o pagamento até o final do mandato. Os dados foram levantados pelo Estado nos relatórios de gestão fiscal de 2006. São Paulo é um dos raros casos de superávit neste tipo de demonstrativo: fechou o ano passado com R$ 1,98 bilhão em caixa. Em 2002, 18 governadores chegaram a encerrar seus mandatos deixando déficits para os sucessores. Mas nenhum deles foi punido. Na época, os tribunais interpretaram que os déficits eram históricos. (pág. 1 e A2)

Número - R$5,1 bi é o déficit do Rio Grande do Sul.

Cana avança pelo centro-sul - Adaptação de variedades já permite o plantio em quase todo o País. (pág. 1)

O Brasil tem a quinta menor taxa de investimento público entre 44 países emergentes e desenvolvidos do mundo. O investimento de apenas 1,9% do Produto Interno Bruto (PIB) contrasta com gasto público de 46,6% do PIB, igual ao dos mais ricos. (pág. 1 e B1)

O Supremo fortalecido - Com volume menor de trabalho, e concentrando a atenção nos casos mais importantes, o STF assumirá seu verdadeiro papel de corte suprema, de fazer o "controle da constitucionalidade". (pág. 1 e A2)

A anistia de Dirceu - José Nêumanne: A quem importa o assunto? É um pleito meramente pessoal. (pág. 1 e A2)

O GLOBO

Beija-Flor leva o prêmio de melhor escola do Estandarte

O resultado oficial dos desfiles do Sambódromo será conhecido hoje.

Armados com uma pistola Colt 45 com inscrição da Marinha americana e numeração raspada, dois meninos, um de 12 e outro de 13 anos, balearam um comerciante chinês anteontem a noite na Avenida Radial Oeste, durante uma tentativa de assalto. Os menores foram detidos logo em seguida e um cúmplice, também menor, escapou. É o terceiro caso de violência envolvendo menores nos últimos quinze dias no Rio. (pág. 1 e 10)

Se o Congresso aprovar a medida provisória que dá alívio tributário ao setor de semicondutores (chips) o Brasil entrará na guerra fiscal por um mercado que movimenta US$ 250 bilhões por ano no mundo. A disputa pode se desdobrar para os estados. (pág. 1 e 17)

GAZETA MERCANTIL

Reservas às vésperas de bater os US$ 100 bi

Prestes a atingir a marca histórica de US$ 100 bilhões, as reservas internacionais do País - que chegaram a US$ 96,7 bilhões na sexta-feira - despertam orgulho em integrantes do governo e provocam críticas no mercado financeiro. O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, diz que ter reservas altas é "excelente". E o diretor de Política Econômica do Banco Central (BC), Afonso Bevilacqua, afirma que ainda há espaço para aumentá-las, citando o exemplo da Coréia, onde chegaram a 30% do PIB. Se aplicado ao Brasil, tal percentual elevaria as reservas a US$ 290 bilhões.

Para comprar dólares no mercado, o BC lança títulos pagando a Selic (hoje em 13%) e quando aplica as reservas recebe um rendimento bem menor (no patamar do juro básico americano, que é de 5,25%). "Há um custo alto para o Tesouro, mas o que pesa mais são os benefícios", diz Bernardo, acrescentando que reservas externas altas são fundamentais para a credibilidade do País.

Por conta dos custos, Roberto Padovani, economista do banco Westlb do Brasil, afirma que um bom patamar seria entre US$ 50 bilhões e US$ 60 bilhões, com o que o custo cairia pela metade. Economistas estimam que o gasto do Tesouro com a manutenção de reservas na casa dos US$ 100 bilhões é de US$ 8 bilhões. Mas, na opinião de Emílio Garófalo, ex-diretor do BC, o custo compensa, quando se pensa nas crises externas dos anos 1980/90. Por isso mesmo, concorda que há espaço para aumentá-las. Diz ele: "Podemos chegar tranqüilamente a US$ 130 bilhões ou US$ 140 bilhões no fim do ano sem qualquer trauma no mercado. (pág. 1 B-1 e B-2)

O uso de milho nos Estados Unidos para a produção de etanol está abrindo espaço para o Brasil no mercado internacional. Como os norte-americanos devem exportar 10% a menos, a expectativa é de que as vendas externas brasileiras ganhem mercados e sejam recordes, com aumento de até 70%, para em torno de 7 milhões de toneladas, e de que em 2008 avancem ainda mais. Analistas de mercado dizem acreditar que na próxima década as exportações de m ilho cresçam a taxas anuais de 6% a 10%. Com isso, o volume mais que triplicaria em 10 anos. Além disso, nesse período deve aumentar a contratação futura.

"Vender antecipadamente a safra de milho vai tornar-se comum a partir de agora",diz Leonardo Sologuren, analista da Céleres. Segundo ele, muitas empresas já estão negociando a segunda safra do grão, cujo cultivo está em andamento. Ele acredita que a partir do início do segundo semestre comecem as vendas da temporada 2007/08. "Mas já há quem fale em trading vendendo a colheita futura", diz. O comércio anterior ao plantio é comum na soja e no algodão.

Até o momento, metade do volume exportado em 2006 já foi vendida antecipadamente para o mercado externo, com 300 mil toneladas embarcadas. Estima-se uma negociação de 2 milhões de toneladas, com previsões de embarque de 6 milhões a 7 milhões de toneladas no ano. (pág. 1 e C-7)

As siderúrgicas brasileiras devem apresentar margens mais apertadas em seus balanços de 2006. Analistas ouvidos por este jornal projetam lucros e margens de Ebitda menores para a maior parte das companhias por conta da alta dos insumos, da oscilação dos preços dos principais produtos siderúrgicos e da valorização do real frente ao dólar.

"As margens das empresas vêm declinando desde 2004, quando houve o pico nos preços do aço no mercado internacional. A alta do minério de ferro, do coque e das commodities metálicas pressionam os custos das siderúrgicas em todo o mundo, enquanto a valorização do real impacta as companhias nacionais", disse o vice-presidente executivo de operações estruturadas do Westlb, Cláudio Pitchon.

No caso da Arcelor Brasil, que divulga hoje seus resultados anuais, estima-se uma queda de até seis pontos percentuais na margem Ebitda e de cerca de 30% no lucro líquido.

Para 2007, analistas têm projeções positivas para a siderurgia brasileira, dado o esperado aquecimento da economia, especialmente nos setores da construção civil e da infra-estrutura, e o aumento já verificado nos preços do aço em todo mundo. (pág. 1 e C5)

Falta soja em Goiás, quarto maior produtor do grão. A expansão da cana, em áreas antes ocupadas por lavouras de soja, associada à aceleração das exportações do grão contribuem para a crescente escassez do produto, como matéria-prima para a indústria local.

Na tentativa de amenizar o problema, os fabricantes goianos de óleo e farelo de soja propõem que o estado limite as exportações de soja em grão. Os empresários do setor afirmam que apenas neste ano devem faltar 2,8 milhões de toneladas, o que os obriga a comprar o produto em outros estados. Agricultores do estado não concordam com a proposta. (pág. 1 e C7)

Ao contrário de seu vizinho emergente que cresce de forma sustentada, o Chile, o Brasil não segue uma política tributária na qual seja possível sacrificar a arrecadação para impulsionar a expansão econômica. Dados os Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário mostram que sistemas tributários mais desenvolvimentistas arrecadam menos no consumo e mais no patrimônio. No Brasil, o conjunto produção e salário (consumo) chega a 76%, enquanto no Chile é de 57% e nos Estados Unidos, de 50%. "Esse custo se confronta com a renda, limita o consumo e a produção", diz Gilberto Luiz do Amaral, presidente do IBPT. (pág 1 e A-5)

Ângela Bittencourt - O mercado tomou a frente do processo de redução mais significativa do juro. Enquanto o BC privilegia a parcimônia, os agentes, ousados, aumentam a diferença entre as taxas de longo e curto prazos. (pág. 1 e B-1)

Miguel Jorge - O pior que poderia acontecer com o PAC é que técnicos e políticos entrassem em debate estéril. (pág. 1 e A-3)

O PAC, ao atrelar o reajuste do salário mínimo ao INPC, levantou o debate em torno da reindexação. Mas, apesar de ser um elemento inflacionário, o controle dos demais preços afasta o risco de uma indexação generalizada da economia. (pág. 1 e A-4)

O mercado de aluguel de vagões começa a deslanchar no Brasil. Comum nos EUA, onde representa 70% da frota em circulação, o aluguel chegou aqui em 2002 e hoje estima-se que existam 3,3 mil unidades locadas. Em cinco anos, poderá chegar a 5 mil unidades. (pág. 1 e C3)

CORREIO BRAZILIENSE

Desperdício milionário

Equipamentos de ponta para radioterapia, que consumiram R$ 2,6 milhões dos cofres públicos, estão desde 2005 trancados no canteiro de obras do Centro Oncológico do Hospital Universitário, paralisado há mais de um ano, Pacientes com câncer são mandados para hospitais goianos. (pág. , 21 e 22)

Acidente de trânsito crescem 23% no feriado - Polícia Rodoviária registrou 42 ocorrências nas rodovias federais que cruzam o DF. Duas pessoas morreram e 40 ficaram feridas. Nas vias urbanas, ocorreram 62 acidentes e três pessoas morreram atropeladas. Movimento nas estradas será maior hoje. (pág. 1 e 24)

TCU recomenda transparência nos gastos da Presidência da República, mas Abin e Polícia Federal mantêm sob segredo as faturas dos cartões de crédito corporativos, que aumentaram até 10 vezes, nos últimos três anos. (pág. 1 e 2)

Analistas acreditam que a redução de despesas anunciada semana passada é insuficiente para dar garantias de cumprimento das metas fiscais. Na opinião deles, mais R$ 10 bilhões deveriam ser contingenciados. (pág. 1 e 8)

Com o fim do recesso de carnaval, o Congresso volta a discutir o pacote contra a violência. Dos 12 projetos, três foram aprovados. Mas parlamentares avaliam que não há consenso, nem clima para votar o restante. (pág. 1 e 6)

VALOR ECONÔMICO

- AL acumula déficits e decepções com a China

- Brasil, Argentina e Chile vão registrar déficit no comércio com a China em 2007, após seis anos de robustos superávits mantidos pelo apetite chinês por minério de ferro, cobre e soja. Esses países assistiram seus lucros nesse comércio minguarem por conta do aumento de até 340% na importação de produtos oriundos da China entre 2003 e 2006.

O déficit comercial é mais um elemento da decepção da América Latina no relacionamento com a China, considerada um sócio estratégico nos últimos anos. "Evidentemente houve um excesso de otimismo", diz Maurício Claveri, economista da consultoria Abeceb.com. Ele se refere ao clima que dominou a região em 2004, quando o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, visitou a China e o presidente chinês, Hu Jintao, retribuiu a gentileza com uma viagem que incluiu também a Argentina e o Chile.

Com o compromisso de financiar obras bilionárias, Hu Jintao voltou para Pequim em 2004 com um trunfo político: o reconhecimento da China como economia de mercado por Brasil e Argentina. Mas suas promessas de investimentos ficaram apenas nas folhas dos tratados bilaterais. O continente recebeu US$ 2,8 bilhões em investimentos da China em 2005, o que significa menos de 6% dos US$ 47 bilhões que atraiu globalmente, segundo estatísticas do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). No Brasil, os chineses investiram US$ 14,8 milhões em 2004, último dado disponível, e US$ 134,5 milhões até 2004, conforme o Ministério do Comércio da China.

Com exceção de Brasil, Argentina e Chile, que são ricos em commodities, e do Peru, as demais nações da América Latina aprofundam seu déficit no comércio bilateral com a China, revelam dados do BID. O México, concorrente da China, em manufaturados, registra déficit de US$ 16 bilhões com o país.

Grande produtor de minério de ferro e soja, o Brasil obteve, em 2003, o maior saldo comercial de um país do continente com a China: US$ 2,2 bilhões. Desde então, o superávit brasileiro com a China encolheu e encerrou 2006 em US$ 410 milhões. Na Argentina, a trajetória foi semelhante: o saldo positivo de R$ 1,8 bilhão de 2003 cedeu para US$ 523 milhões. (pág. 1 e A3)

- As receitas do setor hoteleiro nacional cresceram 9,6% em 2006, com alta média de 1,3% na ocupação e reajuste de 8,1% nas diárias. (pág. 1 e B2)

- O grupo francês Havas move processo na Justiça para encerrar a sociedade com parceiros brasileiros na agência Carillo Pastore. (pág. 1 e B4)

- Negócios com títulos de países emergentes batem recorde. (pág. 1 e C3)

- Com a queda dos juros, mercado resiste à colocação de debêntures longas com rentabilidade percentual do CDI e opta por spread fixo. (pág. 1 e C1)

- O Global 40 bateu recorde de alta. Com 133,75% do valor de face, o rendimento caiu a 5,889%. O ganho externo equivale a uma Selic de 10,09%. (pág. 1 e C2)

- Estudo da Merrill Lynch estima que aplicações em fundos de investimentos e de pensão no Brasil devem crescer 75,6% em quatro anos, para US$ 1,6 trilhão. (pág. 1 e D1)

- Em estudo que pode ser interpretado como uma espécie de testamento, diante dos rumores da sua saída, ou de uma carta de princípios, o diretor de política monetária do Banco Central, Afonso Bevilaqua, mostra, por meio de um conjunto de exercícios matemáticos e estatísticos que, ao longo do tempo, as expectativas de inflação ficaram cada vez mais ancoradas nas metas. O melhor do estudo, porém, não são os números, mas um longo relato feito por pessoas de dentro do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre como as decisões tomadas levaram a esses progressos. O trabalho também leva a assinatura de outro diretor do BC, Mario Mesquita, cotado para substituir Bevilaqua. (pág. 1 e A4)

- O Brasil pediu compensações comerciais à União Européia para cobrir perdas com mudanças nas condições de acesso aos mercados da Bulgária e da Romênia, os dois novos membros do bloco europeu. "Temos exportações sendo prejudicadas e queremos resolver isso rapidamente", afirmou o embaixador brasileiro na Organização Mundial do Comércio (OMC), Clodoaldo Hugueney.

Desde que entraram na UE, em janeiro, Bulgária e Romênia são obrigadas a se adaptar à tarifa externa comum do bloco. Em alguns casos, isso pode resultar em aumento de tarifas de importação ou obrigação de importar dentro de cotas pré-estabelecidas por Bruxelas.

Para o Brasil, o maior problema é o fechamento desses mercados para a carne bovina. No ano passado, o país exportou 80 mil toneladas para os dois mercados. Desde janeiro, esse volume não é mais possível. Agora, o produto precisa se enquadrar dentro das duas cotas tradicionais fixadas por Bruxelas, de 100 mil toneladas no total para a carne brasileira. Só que esse volume está tomado por importadores para os outros membros do bloco europeu. Também são prejudicadas as exportações de açúcar e frango.

Hugueney enviou aos europeus uma lista "com quantidade enorme", de produtos que teriam sido afetados, sem quantificar o montante exato da compensação. Essa compensação pode vir por meio de ampliação de cotas ou redução de tarifas para determinados produtos. (pág. 1)

- Edward Amadeo: governo Lula é uma espécie de terceira via tropical, que se equilibra entre propostas diferentes. (pág. 1 e A9)

- Alex Ribeiro: recompra da dívida externa federal está perto do fim. (pág. 1 e A2)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.