22/02/2007

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JORNAL DO BRASIL

Incentivo ao carnaval iguala os gastos do MEC no Rio

Para assegurar o patrocínio do (...) o governo federal (..) a R$ 86,7 milhões em arrecadação em impostos R$ 37,4 milhões no Rio. É bem mais do que se gasta no Estado em um mês de Bolsa Família. E quase o mesmo que se investiu em educação durante todo o ano passado. (pág. 1, A-2 e A3)

A (...) do governo para as diretorias do Banco Central não trará (...) as políticas do banco. Segundo analista, os novos nomes terão os mesmos perfis dos atuais executivos. (pág. 1)

FOLHA DE SÃO PAULO

Empresa menor toma 50% do crédito

Pequenas e médias empresas abocanharam metade do crédito destinado às pessoas jurídicas pelos grandes bancos privados brasileiros em 2006. Bradesco, Itaú, ABN Amro e Unibanco emprestaram R$ 74,8 bilhões às pequenas e médias empresas brasileiras, volume 25% superior ao de 2005. Apenas os quatro bancos responderam por 58% do crédito total destinado às empresas. O Santander, outro dos grandes bancos que já divulgou o balanço final de 2006, não publicou os dados de acordo com o porte dos tomadores de empréstimos. As operações de empréstimo cresceram de forma generalizada no país no ano passado. Mas os dados divulgados até agora demonstram que o crescimento, no caso de pessoas jurídicas, é mais acentuado no segmento de pequenas e médias em todos os quatro bancos. O maior dinamismo da concessão de crédito para empresas menores fez com que elas fechassem o ano praticamente empatadas com as grandes em participação no total da carteira: elas ficaram com 49,7% do total de empréstimos, contra 50,3% das grandes empresas. (pág. 1)

O secretário da Justiça de São Paulo, Luiz Antonio Marrey, afirmou ontem, referindo-se à invasão de 13 fazendas no Estado desde domingo, que a responsabilidade pela reforma agrária é da União. "É preciso relembrar que a Constituição prevê como competência da União a realização da reforma agrária", disse. "Os movimentos sem terra e a CUT têm vínculos políticos com o governo federal e devem cobrar a reforma agrária de quem tem a competência constitucional." Segundo ele, porém, o governo do Estado "não será omisso" e irá atuar para acelerar a regularização fundiária no Pontal do Paranapanema. "Há inúmeras ações do Estado para arrecadar terras devolutas na região. Se formos aguardar a última instância judicial, provavelmente, essas ações demorarão uns dez anos para ter uma decisão final. Ou se aguarda, ou se procura costurar um novo acordo, legislativamente, para apressar a situação. (pág. 1)

EDITORIAL

CRISE CRÔNICA - Nos aeroportos e surtos de violência nos principais centros turísticos. O Brasil adota a receita certa para desestimular as viagens de lazer em seu território e inibir a atração de turistas estrangeiros. O saldo do Carnaval de Salvador não poderia ter sido mais eloqüente a esse respeito. Dois foliões foram assassinados e bandos armados promoveram 59 arrastões em ônibus na capital baiana de quinta-feira até ontem. As ocorrências policiais aumentaram 28% em relação aos festejos de 2006. No Rio, o problema crônico dos assaltos a cidadãos estrangeiros, especialmente em locais turísticos, não foi interrompido no fim de semana. No balneário de Praia Grande, litoral paulista, um viajante mineiro foi roubado e morto a tiro na segunda. (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

Apoio a invasões do MST racha a CUT

A onda de invasões nas propriedades rurais promovida pelo Movimento dos Sem-Terra (MST) durante o carnaval causou racha entre a direção estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e sindicatos. A coordenadora regional de Presidente Prudente, Sônia Auxiliadora, disse que a CUT não se responsabilizará pelas ações dos filiados. (pág. 1)

Mesmo com a (...) atuação do Banco Central no mercado à vista, o dólar não para de cair. O BC voltou à carga comprando dólares, mas a cotação da moeda americana fechou ontem em R$ 2,077, menor valor desde 10 de maio de 2006, quando (...)a R$ 2,060. Já a Bovespa segue batendo recordes: após abrir em baixa, virou e fechou em alta de 0,53% a 46.090 pontos. (pág. 1)

Estudos sobre o contrato de concessão de duas estradas na Bahia prevêem taxa de retorno de 12,5% na Parceria Público Privada federal. Em janeiro, o governo havia suspendido a concessão de sete trechos de rodovias por causa de (...) taxa de retorno. Empresários temem que isso provoque atraso na PPP. (PÁG. 1)

O GLOBO

A Era Beija-Flor

Com 399,3 pontos a escola de samba Beija-Flor de Nilópolis conquistou ontem o quarto campeonato em cinco anos conquistando uma nova era no carnaval carioca. A escola ficou 14 ponto à frente da vice-campeã, a Grande Rio. A pontuação foi considerada alta se comparada entre os primeiros colocados dos últimos anos. A escola só não tirou dez em comissão de frente (9,8), evolução (9,9), e bateria (9,8). O presidente de honra Aniz Abraão David, o Anísio, atribuiu a vitória a organização e a comunidade que segundo ele é o que ganha carnaval. As outras colocadas foram pela ordem, Mangueira, Unidos da Tijuca, Viradouro e Vila Izabel. As seis participam do desfile das campeãs. No Grupo de Acesso, a vencedora foi a São Clemente que sobe para o Grupo Especial. (pág. 1 e 9 a 14)

O dólar em baixa virou o inferno das ONGS que dependem de ajuda externa para financiar projetos sociais no Brasil. Em reais, elas recebem cada vez menos. A saída tem sido reduzir investimentos, cortar pessoal, trocar o plano de saúde de funcionários. Mesmo assim muitas estão no vermelho. (pág. 1 e 21)

Escondidos num caminhão 40 brasileiros foram presos no Texas por agentes americanos no último domingo quando tentavam entrar ilegalmente nos EUA. Todos serão deportados. (pág. 1 e 5)

Editorial - Ao punir empresas que investiram em educação de seus funcionários, INSS age contra o governo (pág.1 e 6)

GAZETA MERCANTIL

Petrobrás vira top global de sustentabilidade

Queda na emissão de poluentes e nos vazamentos de óleo, menor consumo de energia e um sofisticado e transparente sistema de atendimento a fornecedores. Estes foram alguns indicadores que, em quatro anos, tiraram da Petrobrás a pecha de empresa poluidora e a tornaram referência mundial em ética e sustentabilidade na indústria de petróleo. É o que aponta um estudo feito pela consultoria espanhola Management & Excellence (M&E), que, em 386 indicadores, mediu o desempenho das companhias em governança corporativa, transparência, ética, responsabilidade socioambiental e sustentabilidade. A brasileira foi a segunda mais bem colocada num ranking com as gigantes mundiais do setor, pouco atrás da Shell, mas à frente da Totalfina e British Petroleum. "A Petrobrás foi a que mais evoluiu nos últimos três anos", diz William Cox, diretor da M&E. (pág. 1 e B8)

O volume do gás natural boliviano importado pela Petrobrás poderá chegar a 34 milhões de metros cúbicos diários, 4 milhões a mais que os 30 milhões previstos no contrato de fornecimento que balizou a construção do gasoduto Bolívia-Brasil, na década de 90. O aumento da quantidade do gás importado pelo Brasil foi a fórmula encontrada para solucionar o impasse nas negociações entre os dois países sobre o reajuste do preço do combustível, que incidirá apenas sobre as parcelas mais nobres do gás e cujo valor ainda será definido pelos dois países.

Oficialmente, a Petrobrás confirma que o excedente será de 2 milhões de metros cúbicos, embora extra-oficialmente comenta-se, entre analistas, que possa chegar a 4 milhões, pois a estatal já teria adaptado estações de compressão do gasoduto para receber até 34 milhões de metros cúbicos ao dia. (pág. 1 e c2)

Ofensiva do PT para mudar a política econômica do governo e pelo menos parte da diretoria do Banco do Brasil está fadada ao fracasso, segundo analistas do mercado financeiro e integrantes do governo. A análise corrente é de que pode até ocorrer troca de cadeira na autoridade monetária, mas nada que implique guinada nas decisões sobre juros e câmbio. Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, para discutir a questão.

Um dos alvos preferenciais dos petistas é o diretor de Política Econômica do Banco Central, Afonso Bevilaqua, considerado a personificação do conservadorismo das decisões da instituição. (pág. 1 e A-6)

Estados que cuidam melhor das rodovias registram, proporcionalmente, menos mortes em períodos de tráfego intenso, como o Carnaval. Com a maior frota do País, de 8,2 milhões de veículos, São Paulo teve redução de 22,2% no feriado em seus 23 mil km de vias - 18 mil estaduais, 3,5 mil concedidos e 2,5 mil federais. Em Minas Gerais, com a segunda f rota - 2,3 milhões de veículos - e malha de 27 mil km (8 mil federais), os acidentes fatais subiram 38,5%. "Mesmo havendo recursos federais, a morosidade é enorme e a população está perdendo vidas", disse o governador Aécio Neves. (pág. 1 e C-3)

O real continuará forte mesmo com as compras de dólares pelo BC. O Relatório de Mercado divulgado nesta semana mostra que a expectativa sobre a taxa de câmbio recuou de R$ 2,18 para R$ 2,15 em dezembro de 2007. A projeção para o IPCA caiu de 3,97% para 3,94%. (pág. 1 e A4)

A Portugal Telecom considera ter uma boa parceria com a espanhola Telefônica na empresa de telefonia celular Vivo e está no Brasil para ficar, disse o vice-presidente da empresa portuguesa, Zeinal Bava. "A Vivo é nosso maior ativo internacional", afirmou. (pág. 1 e A12)

O Grupo Agrenco e a gigante japonesa Marubeni Corporation unem-se para produzir energia limpa no Brasil. A associação foi anunciada ontem, em Seul, pelo CEO da Agrenco, Antonio Iafelice. O investimento será de US$ 190 milhões. Está prevista a instalação de três usinas de biodiesel, duas de cogeração (sic) de energia elétrica e duas indústrias de esmagamento de soja. (pág. 1 e C7)

Nas últimas décadas, o Estado ficou alheio aos ganhos de eficiência. (pág. A-3)

Nova lei societária inglesa traz mais flexibilidade às empresas. (pág. A10)

Tem gente que tem saudade dos tempos em que dólar para viajar era contato. (pág. A-3)

A chinela Sonda, de serviços de TI, está perto de fechar a compra de uma empresa no Brasil, por US$ 110 milhões. Mesmo sem considerar a aquisição, a empresa prevê dobrar seu faturamento, de US$ 54,3 milhões em 2006.(pág. C-1)

A projeção de um cenário positivo para a siderurgia fez a Arcelor Brasil estimar alta de 12% em sua produção de 2007, para 11,4 milhões de toneladas. As vendas também devem subir, especialmente de aços de maior valor agregado para ao mercado interno. Isso permitiria à empresa reverter parte da queda de 30% do lucro líquido de 2006. (pág. C-5)

Um lucro 468% maior no quarto trimestre e 7,3% superior a 2006 fez as ações PN da Acesita valorizarem-se 5,37% ontem, a R$ 64,50. As ON subiram 2,34%, a R$ 64,99. O Bovespa fechou em 46.090 pontos, novo recorde. E o dólar fechou no menor nível desde maio. (pág. C-5)

CORREIO BRAZILIENSE

Falhas encarecem obra no HUB em 48%

A UNB quer mais R$ 1,1 milhão para concluir a construção, no Hospital Universitário de Brasília (HUB), do maior pólo de radioterapia público do DF. Orçada inicialmente em R$ 2,5 milhões, a obra já consumiu R$ 2,6 milhões e está parada á 13 meses devido a erros de engenharia e falhas administrativas. Enquanto isso, máquinas que poderiam estar sendo usadas no tratamento de 3,5 mil brasilienses com câncer mofam em um galpão porque não há condições para que sejam instaladas. (pág. 1 e 14)

O vereador José Adelino Ribeiro (PFL), de Santo Antônio do Descoberto (GO), recebe R$ 5 mil mensais de salário e aposentadoria. Mesmo assim, a mulher e três filhos dele estavam na lista de beneficiários do programa Bolsa Família até novembro passado. (pág. 1 e 5)

Um milhão e meio de pessoas que consomem entre 80 e 220 quilowatts/hora por mês têm parte da conta de Luiz bancada pelo governo. Mas correm o risco de perder o benefício se não se cadastrarem e provarem que recebem renda mensal próxima de um salário mínimo. (pág. 1 e 11 e 12)

Quarenta imigrantes que tentavam entrar ilegalmente no país serão enviados de volta ao Brasil. Eles viajavam na carroceria de um caminhão sem janela nem ventilação. (pág 1 e 18)

VALOR ECONÔMICO

Irregularidades já marcam a comercialização do biodiesel

Menina dos olhos do governo Lula, o programa nacional de biodiesel já enfrenta os primeiros casos de irregularidade na comercialização de biocombustíveis. No Mato Grosso, segundo Estado em número de usinas, atrás de São Paulo, várias operam sem autorização ou licenças ambientais. Há casos de agricultores comprando diretamente o biodiesel puro das usinas, o que é proibido por lei. O próprio governo admite: afrouxou a lei para acelerar a construção de novas usinas e garantir a oferta a partir do ano que vem, quando começa a obrigatoriedade da mistura de 2% do biodiesel ao diesel.

Com a flexibilização da lei, empresas interessadas em participar dos leilões de biodiesel do governo podem obter uma licença especial, sem a necessidade da apresentação imediata de toda a documentação exigida, pré-requisito comum para outros tipos de investimento. O Valor apurou que muitas empresas fazem o caminho inverso e primeiro dão início à construção da usina para depois solicitar a autorização de operação à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). "O processo foi desburocratizado para facilitar a instalação das usinas, mas permanece a preocupação em garantir que, quando entrem em operação, as indústrias sigam as normas de segurança e qualidade exigidas por lei", afirma Roberto Ardenghy, superintendente de abastecimento da ANP

Há 19 usinas autorizadas pela ANP a fabricar biodiesel, com capacidade para produzir 664 milhões de litros por ano. Mas sete não estão totalmente regularizadas - possuem as licenças especiais. Além destas, outras 22 usinas devem entrar em operação até dezembro e estão em análise. Misturas não autorizadas ou falta de documentação já levaram à autuação, pela ANP, de empresas como Armazéns Vale do Verde e Renobrás. Procuradas, as empresas não se manifestaram.

A corrida contra o tempo é para garantir, já neste ano, que a oferta de biodiesel seja suficiente para atender a demanda do mercado doméstico. A ANP estima que apenas em 2007 o mercado brasileiro deverá consumir 400 milhões de litros de biodiesel. Nos primeiros quatro leilões realizados pela Petrobras foram arrematados 840 milhões de litros do produto. (pág. 1)

Dois anos depois de apontadas como prioritárias pelos presidentes da América do Sul, apenas 10 das 29 obras de infra-estrutura que iriam viabilizar a integração física da região estão sendo executadas. Na época, os governos chegaram à conclusão de que era preciso enxugar a carteira de projetos, que contava com 348 empreendimentos e demandava investimentos de US$ 38 bilhões. A lista de obras foi reduzida e planejou-se investir US$ 6,4 bilhões. Mas só metade disso está sendo realmente desembolsado. Do lado brasileiro, a ponte Jaguarão-Rio Branco, na fronteira entre o Rio Grande do Sul e o Uruguai, não tem edital de licitação e sequer foi incluída no PAC. (pág. 1)

Controlada pela família Angelini, cujo fundador, Anacleto Angelini, de 92 anos, é o homem mais rico do Chile, a Arauco começa a se expandir no Brasil dois anos depois de ter adquirido a Placas do Paraná. A companhia vem comprando fazendas, principalmente no Paraná, onde estão suas principais operações e agora negocia com a empresa sueco-finlandesa Stora Enso a aquisição da serraria e parte das florestas de pinus plantadas na região de Arapoti (PR). A serraria, com capacidade de 150 mil metros cúbicos por ano, foi "herdada" pela Stora Enso quando adquiriu da International Paper a antiga Inpacel

Cálculos de especialistas indicam que a serraria vale de US$ 30 milhões a US$ 50 milhões, mas o negócio poderia chegar a mais de US$ 150 milhões levando em consideração as florestas. (pág. 1)

A alta nos preços do aço a partir de 2003 e a redução do endividamento deixaram a Usiminas pronta para uma expansão arrojada, que passa pela internacionalização. Rinaldo Campos Soares, presidente da siderúrgica, disse ao Valor que trabalha com o que denomina "visão 2015", estratégia envolvendo investimentos de US$ 5 bilhões a US$ 6 bilhões em cinco anos. Com isso, pretende chegar até 2015 como líder em aços planos no Brasil e protagonista no mercado internacional de placas e laminados.

"Temos escala, qualidade, relacionamento internacional e baixo custo que nos garantem chegar lá", disse Soares. Ele não teme se transformar em "caça" na siderurgia mundial. "Os controladores formam um grupo sólido que blindam a Usiminas de assédios". (pág. 1)

ESTADO DE MINAS

- Carnaval é o mais trágico dos últimos quatro anos

- O feriado prolongado de carnaval foi o mais violento dos últimos quatro anos nas estradas que cortam Minas. Segundo balanço ainda parcial, 44 pessoas morreram e 413 se feriram em 382 acidentes. O número de mortes é 70% maior do que o do ano passado, quando foram registradas 26. Em 2005, o número de vítimas fatais no estado foi quatro vezes menor do que agora, 11. Em 2004, foram 14 mortes, nas rodovias estaduais e federais em Minas. Os patrulheiros apontam o despreparo e a imprudência dos motoristas, principalmente por excesso de velocidade e ultrapassagens indevidas, como as principais causas do triste recorde. (pág. 1, 31 e 32)

- Ouro Preto - cresce a exportação de pedra-sabão para Europa. (pág. 1 e 25)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.