25/01/2007

Jornal do Brasil
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JORNAL DO BRASIL

- Guerra no Alemão: acuada, PM mata 5

- Uma operação da tropa de elite da PM na Vila Cruzeiro, com homens do Core, Bope e Getam, se transformou numa guerra que durou das 6h até às 16h. Vinte PMs ficaram sob fogo cruzado durante 40 minutos, quase sem munição. O cerco só foi rompido com o reforço de um helicóptero e quase 200 policiais chamados às pressas. No fim do conflito a PM vencera: matou cinco traficantes e prendeu outros 14. (pág. 1 e Cidade, pág. A10)

- O presidente Lula está montando alianças com governadores orientado por uma estratégia que leva em conta a eleição de 2010. Quer evitar que a campanha afete o equilíbrio político do segundo mandato. (pág. 1 e País, pág. A3)

- Incluído no plano de crescimento do governo, o Fórum Nacional da Previdência Social deve render muita polêmica e pouco resultado. A maior parte das medidas propostas será condenada ao esquecimento no Congresso. (pág. 1 e País, pág. A4)

- O Banco Central decidiu reduzir a taxa de juros em apenas 0,25%. O mercado esperava queda de 0,5%, como vinha ocorrendo nas reuniões anteriores do Copom. (pág. 1 e Economia, pág. A17)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Dividido, BC reduz queda de juros

- Dois dias depois de o governo anunciar um pacote para estimular a economia, o Banco Central colocou um freio no ritmo de queda dos juros, apesar da intensa pressão contrária de membros do próprio governo e do setor privado. Em sua primeira reunião de 2007, o Copom (Comitê de Política Monetária) decidiu reduzir a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 13% ao ano, a menor da série. (...) (pág. 1)

- Dos R$ 15,8 bilhões de investimentos públicos do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) neste ano, o Ministério dos Transportes vai abocanhar a maior parte das verbas cuja promessa é que ficarão livres de bloqueios: R$ 8,1 bilhões para obras em estradas, portos e ferrovias. Em segundo lugar na lista dos ministérios com prioridade nas verbas do Orçamento da União está o das Cidades. Terá R$ 2,9 bilhões para investir em saneamento e habitação em 2007, verbas que terão garantia de liberação desde que o ministério tenha projetos para elas. (...) (pág. 1)

- Em prisão domiciliar desde julho de 2003, o juiz aposentado Nicolau dos Santos Neto, 74, retornou ontem para a carceragem da Polícia Federal de São Paulo, de onde deverá ser transferido para o presídio de Tremembé, interior paulista, na segunda ou na terça-feira. (...) (pág. 1)

- Clóvis Rossi - Melancolia com latinos destoa da euforia com resto do mundo (pág. 1)

- A Agência Nacional de Aviação Civil concluiu no início da noite de anteontem que a Varig não cumpriu os requisitos legais para manter 23 slots -"janelas" de horários de pousos e decolagens- que utilizava no aeroporto de Congonhas (SP). Os slots serão repassados às concorrentes por meio de sorteio no segundo semestre, após conclusão das obras de recuperação das duas pistas de pouso. Segundo apurou a Folha, o estudo da Anac foi realizado pela Superintendência de Serviços Aéreos da agência e indica que a Varig deve perder 110 vôos domésticos. (...) (pág. 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Dividido, BC reduz o ritmo do corte de juro

- O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu ontem de 13,25% para 13% a taxa básica de juros, a Selic. A decisão foi tomada por 5 votos a 3 e interrompe longa série de reduções da taxa em 0,5 ponto porcentual - desde setembro de 2005 a Selic não caía apenas 0,25. No começo da semana, dois ministros - Guido Mantega, da Fazenda, e Dilma Rousseff, da Casa Civil - mencionaram a necessidade de corte nos juros. Na nota divulgada após a reunião, o Copom fala em "incertezas associadas ao mecanismo de transmissão da política monetária". Diz ainda que "os efeitos das reduções de juros desde setembro de 2005 ainda não se refletiram integralmente na economia". A decisão foi mal recebida até por deputados aliados do governo, que consideraram o corte pequeno. Analistas não acreditam que as pressões política sobre o BC tenham qualquer impacto prático nas decisões do Copom. Para Luís Fernando Lopes, do Banco Pátria, o BC não age motivado por pressões. (págs. 1, B1, B3 e B4)

- O presidente Lula discursará amanhã no Fórum Econômico Mundial, em Davos, sem despertar maior interesse. "A atenção está com China e Índia, o Brasil ficou para trás", disse Charles Dallara, do Instituto Internacional de Finanças. (págs. 1 e B10)

- Notas e Informações - Que contraste entre o discurso do presidente Lula e a política extrema brasileira, cuja cumplicidade com o autoritarismo faz crer ao estrangeiro que lulismo é força auxiliar do chavismo. (págs. 1 e A3)

- O governo tentará fazer um acordo com os governadores para conseguir a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e a Desvinculação de Recursos da União (DRU), que só têm vigência até dezembro. A proposta será dar-lhes uma parte do que pedem como reforma tributária: participação na Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide, o imposto sobre os combustíveis). Sem os recursos da CPMF e da DRU, não haverá como tocar as obras previstas pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), lançado na segunda-feira. (págs. 1 e A4)

- Artigo - Demétrio Magnolli: Chinaglia e Rebelo são a continuidade da atual legislatura. (págs. 1 e A2)

- Pelo menos 200 médicos estrangeiros recorreram à Justiça reivindicando direito de exercer livremente a profissão no Brasil sem validar diplomas no País, como exige a lei. Cinco deles já conseguiram autorização. (págs. 1 e A19)

- O Ministério Público pediu à Justiça a interdição imediata da pista principal do Aeroporto de Congonhas, até que ela seja reformada. A alegação é de que há risco de acidente em caso de chuva forte, por causa da drenagem insuficiente. (págs. 1 e C5)

O GLOBO

- Juros caem pouco apesar do esforço para crescer

- Apenas dois dias após o lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) pelo governo federal, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) freou a queda dos juros e decidiu cortar em apenas 0,25 ponto percentual a taxa básica da economia, que agora é de 13% ao ano. Há cinco reuniões, o Copom reduzia os juros em 0,5 ponto. O resultado era esperado pelos analistas do mercado financeiro, mas alguns empresários classificaram a decisão como contraditória com todo o esforço para fazer o país crescer mais. A decisão dividiu a diretoria do BC em cinco votos a três. (págs. 1 e 25 a 28)

- Privilegiada pelo Pac, a Cedae listará 50 obras prioritárias para receber investimentos da União. Só na Baixada Fluminense, há 1,5 milhão de pessoas sem acesso à água. (págs. 1, 29 e editorial "Peso das agências")

- O governo do Rio vai enviar à Alerj um pacote que muda as regras de contratação e permite empregar pelo regime da CLT, que não garante estabilidade no emprego. O objetivo é reduzir contratos com ONGs e cooperativas que, em 2005, custaram R$ 4 bilhões ao estado. (págs. 1 e 15)

GAZETA MERCANTIL

- PAC precisa de prorrogação da CPMF e DRU

- O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) dificilmente se sustentará, do ponto de vista fiscal, caso o governo não consiga a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da Desvinculação das Receitas da União (DRU). O tema não foi incluído no PAC e será ponto central na negociação entre o Palácio do Planalto, governadores e líderes partidários no Congresso Nacional para garantir a aprovação das medidas voltadas ao crescimento de 5% do Produto Interno Bruto (PIB) a partir deste ano. Para isso, o governo poderá propor a redução da alíquota atual do tributo, de 0,38% para 0,08%, em alguns anos.

"Se o governo não conseguir as prorrogações, o pacote não se sustenta do ponto de vista fiscal", diz o analista da MCM Consultores Independentes, Ricardo Ribeiro. Para ele, o pacote nada mais é do que o "invólucro" da prorrogação da (...) (pág. 1 e Continua na pág. A-7)

- O Brasil e a América Latina estão melhor representados este ano no encontro do WEF, iniciado ontem em Davos, disse o presidente da Braskem, José Gubisich, um dos executivos sempre presentes ao evento. Mas para o presidente do BC do México, Guillermo Ortiz, a região continua à margem do fórum e do mundo, mesmo com a presença dos presidentes Lula da Silva e do mexicano Felipe Calderón. (págs. 1 e A-10)

- O Banco Central (BC) ignorou os apelos públicos feito pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, e reduziu o ritmo de queda do juro. Em uma votação apertada, o BC decidiu por cinco a três cortar a Selic em 0,25 ponto percentual. Com a taxa básica a 13% ao ano, o juro real praticado na economia cai a 8,62% ao ano, ainda o maior do mundo. Para o mercado financeiro, a decisão reforça o caráter de independência do BC.

Para o setor produtivo, que esperava uma queda de 0,5 p.p., a decisão do Copom foi uma ducha de água fria nos ânimos recém-acesos com a divulgação do PAC. Imediatamente após o anúncio do corte, seus representantes dispararam notas de indignação. Declarando-se cético com o sucesso do PAC, Paulo Skaf, presidente da Fiesp, resumiu o sentimento do setor: "Esse recuo é insuficiente para referendar a confiança dos setores produtivos no PAC e no discurso de crescimento do presidente Lula". (págs. 1 e B-1)

- O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, admitiu ontem em Davos que conversou com o presidente Lula para explicar seus motivos para deixar o cargo. No entanto, ele não confirmou oficialmente sua saída do governo. (págs. 1 e A-8)

- O PAC deixou de lado questões importantes, como a falta de um programa de contenção de gastos, e trouxe retrocessos, como a indexação do salário mínimo, mas tem um grande mérito: trazer de volta à mesa a discussão sobre o crescimento econômico. A opinião é do economista Márcio Holland, professor da FGV. (pág. 1)

- Além dos R$ 274,8 bilhões destinados pelo PAC até 2010, o setor energético terá R$ 189,2 bilhões para a complementação das obras de infra-estrutura após esse período, garantiu o ministro Silas Rondeau. Para ele, "não há risco de as verbas serem contingenciadas". (págs. 1 e C-2)

- Opinião - Rodrigo R. Loures - Sobre o PAC, é preciso destacar a vontade política do Executivo.(págs. 1 e A-3)

- Pressionado por fatores sazonais - reajustes dos transportes e aumentos dos preços dos alimentos -, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou alta de 0,52% este mês, em comparação com elevação de 0,35% em dezembro passado. (págs. 1 e A-4)

- As vendas do setor de tecnologia da informação no País devem crescer 14,5% este ano, mantendo o ritmo projetado para 2006, segundo a consultoria IDC. Confirmada a previsão, os negócios chegarão a US$ 18,5 bilhões ao fim de 2007.

A principal característica dos gastos atuais com TI nas grandes empresas é a busca da eficiência na gestão da infra-estrutura e da inovação nos negócios por meio da tecnologia. Nos anos anteriores as preocupações estavam voltadas para o corte de custos.

A Petrobras, que vai elevar o valor do investimento em TI, tem entre seus projetos mais importantes a atualização do sistema de gestão, da SAP, e a unificação em um só local de toda infra-estrutura de computadores. A CSN busca ampliar dentro do grupo seu sistema da SAP e renovar sua rede. E a GM Brasil, com cerca de 2% da receita líquida em investimentos em TI 140 novos projetos ao ano, também planeja investir em infra-estrutura, em especial para engenharia e design de carros. (págs. 1 e C-1)

CORREIO BRAZILIENSE

- BC contraria pacote e juro só cai 0,25 ponto

- Copom ignora pressão de Mantega e reduz selic para 13% ao ano. Meirelles se queixa de ministro. (pág. 1 e Tema do Dia, págs. 12 e 13)

- Servidores do DF receberão R$ 117 milhões em atrasados. (págs. 1 e 27)

- Vinte e dois deputados que assumiram mandatos-tampão durante janeiro aproveitam o recesso parlamentar para torrar verbas indenizatórias a que têm direito. Gastos elevados com combustíveis e alimentação, por exemplo, devem consumir R$ 2 milhões em apenas um mês. (págs. 1 e 2)

- No teste das urnas eletrônicas para a eleição da Câmara, ganhou a deputada Manuela D'Avila (PCdoB-RS), a musa do Congresso. (págs. 1 e 4)

- Para o secretário-geral Sérgio Tejada, mesmo que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) reafirme decisão de cortar vencimentos acima do teto de R$ 22,1 mil, servidores devem recorrer ao Supremo Tribunal Federal, a quem caberá a última palavra. (págs. 1 e 6)

VALOR ECONÔMICO

- BC frustra as expectativas da Fazenda e reduz corte de juro

- O Banco Central vê o risco de a economia crescer acima de sua capacidade e decidiu desacelerar o ritmo de redução dos juros básicos, que caiu 0,25 ponto percentual, para 13% ao ano. Nas últimas cinco reuniões anteriores do Comitê de Política Monetária (Copom), o corte havia sido de 0,5 ponto.

Embora a decisão tenha sido tomada dois dias após o governo anunciar uma expansão fiscal em seu Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que foi considerada na reunião, a perspectiva de uma posição mais conservadora já era sinalizada pelo Copom desde julho do ano passado.

O receio da autoridade monetária, expresso em documentos oficiais, é que o corte de juros acumulado desde setembro de 2005 - de 6,75 pontos percentuais - poderá provocar expansão da demanda superior ao que pode ser suportada pela oferta, pressionando a inflação.

Um dos idealizadores do PAC, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, discorda da avaliação de que possa haver descompasso entre oferta e demanda. Em entrevista ao Valor, ele sustenta que a economia tem capacidade ociosa para suportar um avanço do consumo e dos investimentos públicos e privados. "Não tem problema de oferta", disse o ministro. "A utilização da capacidade instalada diminuiu. A estrutura produtiva está pronta para uma oferta maior. Só não tem oferta porque precisa de demanda maior".

Apesar de o relaxamento monetário ter se tornado mais comedido, em nota divulgada após o encontro o Copom sinalizou que ele não será interrompido. Cinco diretores do BC votaram por um corte de 0,25 ponto e três por 0,5 ponto. Para o BC, a decisão de reduzir 0,25 ponto contribuirá para que o corte total de juros seja maior ao final do processo de relaxamento monetário. (págs. 1, C1 e A12)

- O presidente Lula perdeu o controle do processo eleitoral na Câmara e gasta com rapidez o capital político que acumulou na reeleição. A conseqüência é a implosão do "núcleo dirigente" da coalizão governista (PT, PSB e PCdoB). A curto e médio prazos, ganhe Aldo Rebelo ou Arlindo Chinaglia, nenhum se sentirá em débito com o presidente. (págs. 1 e A7)

- Illan Goldfjn: falta de poupança e de ambiente empresarial adequado tolhe aceleração do crescimento. (págs. 1 e A2)

- Executivos globais, como Alain Belda, da Alcoa, consideram o PAC correto, mas insuficiente. (págs. 1 e A3)

- A alta nas cotações internacionais do milho, a queda nos preços do etanol, que reduziu a rentabilidade dos produtores americanos de álcool, e a disputa por matéria-prima com a indústria alimentícia, principalmente de carnes, ameaçam a intenção do presidente dos EUA, George W. Bush, de expandir fortemente o uso de combustíveis renováveis no país. Esse cenário, porém, pode favorecer as exportações brasileiras de etanol. (págs. 1 e B8)

- Possível questionamento judicial da Vale sobre o direito ao minério de ferro na mina Casa de Pedra pode atrapalhar a compra da Corus pela CSN. A indiana Tata Steel deve aumentar a oferta pela empresa. (págs. 1 e B3)

- A construção de um duto ligando o interior paulista ao litoral, para exportação de álcool, com apoio da iniciativa privada, é o principal argumento do governo do Estado em defesa da estadualização do porto de Santos, antiga reivindicação junto ao governo federal, retomada na semana passada pelo governador José Serra, em encontro com empresários.

São Paulo, porém, gostaria que o passivo da Codesp, administradora do porto, de cerca de R$ 700 milhões, continue com a União, o que é descartado por técnicos do Ministério dos Transportes. (págs. 1 e A6)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Presos ameaçam matar assassinos de Amanda

- Demais detentos da Cotel receberam com revolta os dois rapazes que confessaram o estupro e morte da estudante de 16 anos. Por segurança, ambos foram isolados na ala de disciplina. Na internet, há prova de que eles já tentavam atrair a garota uma semana antes do crime. (pág. 1 e Cidades, pág. 1)

- Juro cai pouco, na contramão do pacote. (pág. 1 e Economia, pág. 1)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.