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02/02/2008
JORNAL DO BRASIL - Bebida dribla lei seca nas estradas - A norma criada pelo governo federal para reduzir o índice de acidentes nas estradas nasceu morta. Ontem, no primeiro dia de vigência, ambulantes aproveitavam o engarrafamento na saída para o carnaval, em plena Via Dutra, e vendiam bebidas alcoólicas livremente, a despeito da presença de agentes da Polícia Rodoviária Federal. Os patrulheiros estiveram em postos de gasolina, restaurantes, shoppings e lanchonetes para checar o cumprimento da medida, mas não reprimiram o comércio clandestino. Ao desafio de vendedores e motoristas - havia quem dirigisse bebendo cerveja - somou-se a decisão da Justiça de Brasília, que concedeu liminar derrubando a proibição no Distrito Federal. (pág. 1 e País, pág. A7) - Matilde Ribeiro admitiu ontem ter usado de forma indevida o cartão corporativo do governo e pediu demissão do cargo de ministra de Políticas de Promoção de Igualdade Racial. Só no ano passado, a ministra gastou, com o cartão, R$ 116.300 no aluguel de carros. Ela disse ter sido induzida ao erro por dois servidores da pasta, que teriam sido afastados. (pág. 1 e País, pág. A3) - O excesso do consumo de álcool e a alta temperatura ajudam a aumentar em 35% os atendimentos nas emergências dos hospitais durante o carnaval. Médicos alertam também para desidratação, com alcoólico e risco de acidentes por bebida em demasia. (pág. 1, Vida, Saúde & Ciência, pág. A24) - O trânsito no Rio, no carnaval, terá ritmo de Momo e exigirá paciência de Jó. Blocos provocarão interdições por toda a cidade. O Sambódromo fará o mesmo com o Centro. Nas estradas, a fiscalização terá todo o efetivo da Polícia Rodoviária Federal. (pág. 1, País, pág. A7 e Cidade, pág. A11) - Moradores de Santa Teresa, favoráveis ao boicote do IPTU, vão colocar nos Arcos da Lapa, hoje de manhã, uma faixa de 20 metros de comprimento, incentivando o pagamento do imposto só no fim do ano. Na Gávea, um espaço construído diminui, mas o imposto aumenta. (pág. 1 e Cidade, págs. A12 e A13) FOLHA DE SÃO PAULO - Escândalo dos cartões de crédito derruba ministra - O uso irregular do cartão corporativo derrubou a ministra Matilde Ribeiro (Igualdade Racial). Pressionada pela cúpula do Planalto a pedir demissão, ela não resistiu e entregou o cargo ao presidente Lula durante audiência no palácio. Logo após a conversa com o presidente, a ministra divulgou em entrevista sua decisão de pedir demissão, admitindo ter errado no uso do seu cartão corporativo -que utilizou inclusive durante período de férias, o que foi considerado no Planalto como a gota d'água para sua queda. Matilde tentou justificar seus erros alegando que sua secretaria, que tem status de ministério, não dispõe de estrutura adequada. "Erro, foi erro e aconteceu comigo", disse. A ministra vinha resistindo ao pedido de demissão. Mas foi atropelada pela divulgação sobre o uso do cartão num free shop (R$ 461,16), no aluguel sistemático de carros (mais de R$ 110 mil, sem licitação) e em seu período de férias (R$ 2.969,01), como revelou ontem a Folha. Matilde gastou R$ 171 mil com o cartão em 2007, a recordista entre os ministros. (Página 1) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva editará decreto alterando regras do setor de telefonia fixa, e o BNDES emprestará R$ 1,8 bilhão para viabilizar a compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (ex-Telemar). Segundo a Folha apurou, a decisão foi tomada em reunião no Palácio do Planalto anteontem à noite, quando Lula e auxiliares definiram o ritual administrativo e político para dar o aval do governo à operação. O BNDES deverá ficar com 16,5% do capital de controle (votante) da nova empresa, segundo relato a Lula do presidente do banco de fomento estatal, Luciano Coutinho. A pedido do Planalto, Coutinho foi o principal interlocutor do governo com os grupos privados Andrade Gutierrez e La Fonte, controladores da Oi, para formatar o negócio. (Página 1) - Interrogado ontem no processo do mensalão, o empresário Marcos Valério centralizou nos ex-dirigentes do PT Delúbio Soares (tesoureiro) e Silvio Pereira (secretário-geral) as responsabilidades dentro do partido pelos repasses de dinheiro a aliados. Porém, afirmou que Delúbio lhe disse várias vezes que toda a cúpula do PT tinha ciência dos fatos e que Pereira comentara com ele que o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu sabia das operações. Valério disse que nunca conversou sobre empréstimos com o ex-presidente do PT José Genoino nem tratou do tema com Dirceu, cuja trajetória política disse "respeitar e admirar". (Página 1) - Uma prova aplicada nas escolas municipais de São Paulo em novembro apontou que cerca de 29% dos alunos da segunda série do ensino fundamental estão com um nível de aprendizado crítico. Não conseguiram nem responder às questões de português e matemática. Na prática, segundo relatório da própria Secretaria de Educação, ao ler um documento, esses alunos não são capazes de identificar, por exemplo, que se trata de uma conta de água. Têm também dificuldades para entender o contexto de uma história em quadrinhos. Os resultados da Prova São Paulo mostram também que boa parte dos alunos da quarta série (26,9%) também está muito abaixo do esperado para sua etapa de ensino. (Página 1) - A Justiça do Rio condenou os cinco acusados de roubar e agredir a doméstica Sirlei Dias de Carvalho, 32, em julho de 2007. Um deles foi condenado a sete anos e quatro meses de reclusão. Os outros cumprirão pena em regime semi-aberto (só dorme na prisão).
A decisão foi em primeira instância e os acusados vão recorrer pela diminuição da sentença. Já o Ministério Público Estadual vai recorrer pedindo o aumento de pena. (Página 1) IGOR GIELOW: Caso ajuda a moldar o servidor padrão da gestão Lula. (Página 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - Farra dos cartões derruba ministra - A ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, pediu demissão ontem - desgastada pela revelação, feita pelo Estado há 19 dias, de que ela efetuou despesas de R$ 175 mil com cartão corporativo do governo. O Planalto divulgou carta na qual o presidente Lula diz ter aceito o pedido "com pesar". Na entrevista que anunciou sua saída, Matilde afirmou ter sido inábil no controle de gastos e classificou o deslize como "um erro administrativo". Ela culpou dois auxiliares por terem recomendado o uso do cartão para pagar hospedagens, refeições e aluguel de carros. "Não estou arrependida", declarou. Ativistas do movimento negro avaliam que a ministra errou, mas afirmam que sua queda está relacionada ao fato de ela ser negra e mulher. "Ela foi usada como bode expiatório", disse Dogival Vieira, do Movimento Brasil Afirmativo. O mais cotado para o lugar de Matilde é o deputado Édson Santos (PT-RJ), também ligado ao movimento negro. Reportagem da revista Veja revela que três servidores encarregados das compras para o Palácio da Alvorada e a Granja do Torto gastaram R$ 205 mil em 2007 com cartões corporativos. A cifra inclui despesas em supermercados, açougues e lojas de bebidas. (págs. 1, A4 e A6) - O combate à devastação da Amazônia não precisa de novos projetos e leis, mas sim de fiscais. Sem eles, não há como conter o desmate. (págs. 1 e A3) - Exames confirmaram a morte de dois macacos por febre amarela nas cidades de Nova Aliança e Mendonça, no noroeste paulista, em área de transição da doença. O governo estadual inicia hoje a vacinação da população rural local. (págs. 1 e A17) - Em depoimento à Justiça Federal em Belo Horizonte, o empresário Marcos Valério, apontado como operador do mensalão, afirmou que a cúpula do PT e o então ministro da Casa Civil, José Dirceu, sabiam dos empréstimos de R$ 55 milhões tomados por sua agência de publicidade em favor do partido. (págs. 1 e A7) - A diretora de Serviço em Comissão do Tribunal de Justiça de São Paulo, Sílvia Maria Sansevero, de 50 anos, é acusada de participar de assalto a uma família no bairro da Saúde. Presa, Sílvia admitiu o crime. Ela recebe salário de R$ 7 mil. (págs. 1 e C4) - A Polícia Rodoviária paulista iniciou ontem operação especial para fiscalizar motociclistas. Agentes revezam-se em passarelas e viadutos observando as pistas com binóculos, para punir com multa o tráfego entre faixas. Na primeira hora da operação na Rodovia dos Bandeirantes, três motos foram apreendidas por falta de equipamento obrigatório. (págs. 1 e C3) - Josef Barat: Por duas décadas faltaram no Brasil planejamento do setor energético e visão de longo prazo. (págs. 1 e B2) - Miguel Reale Júnior: O horror vira espetáculo em alguns programas de TV. Desfaz-se a diferença entre o que deve ser exibido e o que deve ser ocultado. (págs. 1 e A2) O GLOBO - Gastos com cartão derrubam ministra - Sob pressão do Palácio do Planalto após o escândalo dos gastos de R$ 171 mil reais com cartão corporativo, a ministra da Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, pediu demissão ontem, sem demonstrar arrependimento. Ela admitiu ter cometido "erro administrativo" e culpou a má orientação dada por assessores que demitira na véspera. Após a demissão, o PT emitiu nota de solidariedade à ex-ministra. Por carta, o presidente lamentou a saída e disse que se mantém intacta sua confiança em Matilde. Um assessor especial do gabinete do presidente gastou, com o cartão corporativo, R$ 114 mil em compras como vinhos e carnes. (págs. 1, 3 e 4) - O presidente da Infraero, Sérgio Gaudenzi, anunciou ontem obras de até R$ 400 milhões para, em três anos, recuperar totalmente o Aeroporto Tom Jobim, o que aumentará a sua capacidade em mais de 5 milhões de passageiros por ano. A primeira fase, de recuperação das pistas, ficará pronta em seis meses. A reforma geral levará ao fechamento do Terminal I. (págs. 1 e 17) - Em interrogatório na Justiça Federal, o publicitário Marcos Valério confirmou que toda a cúpula do PT, inclusive o ex-ministro José Dirceu, sabia dos empréstimos tomados aos bancos Rural e BMG. Mas negou ter tratado do tema diretamente com Dirceu. (págs. 1 e 5) - A PF disse que foi normalizado o agenciamento pela internet para a retirada de passaporte no Rio, e que o serviço funcionará durante o carnaval. Ontem, era possível encontrar no site vagas disponíveis para 19 de fevereiro no posto do Aeroporto do Galeão. (págs. 1 e 9) - Sem fiscalização suficiente, ambulantes e restaurantes venderam bebida alcoólica livremente nas rodovias federais, no primeiro dia de proibição. (págs. 1 e 8) - A doméstica Sirlei Dias considerou brandas as penas a que foram condenados os cinco jovens de classe média que a agrediram em junho, na Barra. A maior punição será de sete anos e quatro meses de prisão. O MP vai recorrer. (págs. 1 e 20) - A Viradouro vai transformar o veto ao carro alegórico do Holocausto, determinado pela Justiça a pedido da Federação Israelita do Estado do Rio de Janeiro (Fierj), num protesto em defesa da liberdade de expressão. Batizada de "Execução da liberdade", a nova alegoria fará alusão ao cerceamento do direito de expressão: "Pensamos em recorrer, mas prefiro dar corda para o inimigo se enforcar", disse o carnavalesco Paulo Barros. Já o presidente da Fierj, Sérgio Niskier, disse que não é censor. "Utilizar a Justiça não é censura, é democracia". A escola de Niterói levará ainda para a Avenida outros carros polêmicos, como o "Kama sutra", onde serão simulados casais fazendo amor. "Nada se vê além dos movimentos debaixo do lençol", relata a sinopse enviada pela escola à Liesa. (págs. 1 e 12 a 16) GAZETA MERCANTIL - Crise com EU derruba preço do boi no País - A possibilidade de sobrar carne bovina no mercado brasileiro com a suspensão das compras pela União Européia (UE) fez os preços do boi despencarem aqui desde a última terça-feira (29). Em alguns locais como a capital de Goiás, estado que tinha oito frigoríficos habilitados a vender ao bloco europeu, o recuo chegou a quase 14%, de R$ 73 para R$ 63 a arroba. Na maioria das praças, a desvalorização ficou em 5%. Por enquanto, não há previsão de mudança na postura da UE, afirma o presidente da Associação Brasileira dos Exportadores de Carne (Abiec), Marcus Vinícius Pratini de Moraes. "Eles não querem mudar de posição", afirma. A desvalorização do boi é vista por analistas como pontual. Para Fabiano Tito Rosa, da Scot Consultoria, não há espaço para esse nível de recuo. "Mesmo sem a UE, que consumia 25% das exportações de carne, a oferta de boi ainda fica justa com a demanda no mercado nacional. A queda deve resistir apenas até a Semana Santa", diz. (págs. 1 e C6) - A ata da primeira reunião de 2008 do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, ocorrida semana passada, afirma que o crescimento do crédito e da massa salarial deve continuar impulsionando a atividade econômica e elevando os riscos inflacionários neste ano. E sinaliza que, se esse quadro continuar, pode elevar o juro. Na reunião, foi mantida a taxa Selic em 11,25% ao ano. Na ata divulgada ontem, o Copom afirma estar pronto para "adotar uma postura diferente, por meio do ajuste dos instrumentos de política monetária, caso venha a se consolidar um cenário divergente entre a inflação projetada e a trajetória das metas". A meta de inflação deste ano é de 4,5%. É a mesma de 2007, que quase foi atingida após ter subido durante o ano. Nos cinco anteriores, a taxa havia caído. A elevação em 2007 reforçou o conservadorismo do Copom, que em outubro interrompeu a trajetória de quase dois anos de queda da Selic. (págs. 1 e B3) - Há anos investindo milhões para formar especialistas em contabilidade internacional, agora as grandes firmas de auditoria apostam que a adesão das companhias brasileiras às International Financial Reporting Standards (IFRS) vai alavancar suas receitas no Brasil em 2008. O padrão será obrigatório para companhias listadas na Bovespa a partir de 2010. A aprovação da Lei 11.638, que obriga grandes empresas fechadas a submeter suas demonstrações financeiras a auditoria externa, também ajuda a pintar um cenário positivo para as firmas. "Acreditamos que só esta mudança poderá nos trazer de 60 a 90 clientes", estima Idésio Coelho, sócio da área de auditoria da Ernst & Young. A KPMG espera que temas ligados à contabilidade ajudem a elevar em 30% suas receitas com a área de auditoria no País este ano. A Deloitte prevê um aumento de 10% a 15% no volume de trabalho no período, mas diz-se preparada para a demanda que vier. "Estamos prontos", afirma José Roberto Carneiro, sócio da área de auditoria. "Contabilidade é a bola da vez", resume Fábio Cajazeira, sócio da área de mercado de capitais da PricewaterhouseCoopers. (págs. 1 e B2) - O mercado de computadores pessoais espera para 2008 o começo de uma consolidação, depois de dois anos de forte expansão incentivada por benefícios fiscais, fortalecimento do real e perda de participação das máquinas ilegais. "Apareceram novas empresas de uma hora para outra, e agora vai acontecer uma seleção natural", afirma o consultor da IT Data, Ivair Rodrigues. "Ou a empresa consegue novos investidores ou corre o risco de desaparecer." A saída é buscar aportes de fundos de investimentos para depois abrir o capital. A Syntax ampliou receita de R$ 38 milhões para R$ 56 milhões em 2007. Investiu R$ 1,5 milhão em uma nova fábrica e agora negocia com um fundo de investimentos e uma joint venture com empresa asiática. "Há uma demanda por capital muito alta no setor", diz o presidente da empresa, Cláudio Dias. (págs. 1 e C1) - Pressionado pela repercussão negativa de suspeitas de irregularidades, o governo federal anunciou ontem a proibição dos saques em dinheiro por meio de cartões corporativos. (págs. 1 e A7) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) mudou a forma de correção da TR, usada na remuneração da caderneta de poupança. Em fevereiro, teria variação negativa. (págs. 1 e B1) - A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou novas normas para empresas que usam moeda estrangeira. Variação cambial só será lançada quando realizada. (págs. 1 e B4) - O Paraná Banco investirá R$ 70 milhões para criar a primeira resseguradora local no Brasil. A empresa terá foco em garantia de contratos e no futuro pretende ampliar sua atuação para a América Latina. (págs. 1 e B2) - AUGUSTO NUNES - Depois de silenciosa investigação, o presidente Lula percebeu que não poderia culpar os suspeitos de sempre pelo desmatamento da Amazônia. À falta de nomes convenientes, inocentou todo mundo. (págs. 1 e A6) - PAULO SKAF - É preciso buscar desoneração, agilização e acabar com a guerra fiscal. A maioria dos tributos arrecadados vai para a União. Estados e municípios repartem o resto. (págs. 1 e A3 - Aliança Metalúrgica cresce no NE, diz Cláudio Lutzkat. (págs. 1 e C2) CORREIO BRAZILIENSE - Ministra pede para sair após farra do cartão - Matilde Ribeiro não suportou a pressão nem o constrangimento. A ministra que gastou R$ 171 mil no ano passado com o cartão corporativo do governo federal pediu demissão do cargo à frente da Secretaria da Igualdade Racial. Disse que errou porque foi mal0orientada por dois assessores. Matilde deixa a Esplanada, mas ainda enfrentará processo por suspeita de improbidade administrativa. Avisou que só por ordem judicial devolve o dinheiro gasto. (págs. 1 e Tema do Dia, págs. 2 e 3) - Com crescimento das importações, superávit de janeiro fica em US$ 944 milhões e é o mais baixo desde 2002. (págs. 1 e 11) - Sindicato dos bares do DF obtém liminar que mantém venda de bebida alcoólica às margens de rodovias. Em Taguatinga, campanha alertou motoristas. (págs. 1, 9 e 28) - O Ministério da Saúde registrou a primeira morte por febre amarela adquirida no Distrito Federal. O número de casos confirmados no país subiu de 20 para 23, com 13 mortes. (págs. 1 e 30) VALOR ECONÔMICO - Fragilidade impede Anatel de avaliar a fusão das teles - A compra da Brasil Telecom (BrT) pela Oi (ex-Telemar) terá de passar pelo crivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que foi esvaziada ao longo do tempo. O órgão precisa de maioria simples para tomar qualquer tipo de deliberação, mas, das 12 vagas do conselho consultivo, só cinco estão ocupadas. Dois novos integrantes foram nomeados pela Presidência da República no segundo semestre de 2007, mas não foram empossados até agora. O conselho não se reúne há um ano, por falta de quórum. Pela Lei Geral de Telecomunicações (LGT), qualquer alteração no Plano Geral de Outorgas (PGO) ou no Plano Geral de Metas de Universalização deve passar pelo conselho consultivo, que não tem poder de veto. Seus pareceres podem referendar politicamente ou constranger o governo em caso de alteração do PGO - que precisa ser feita para que a criação da "supertele" nacional se concretize. A aquisição da BrT traz dúvidas e apreensões aos membros do conselho, formado por representantes da sociedade civil, do Executivo, Câmara, Senado e prestadoras de serviços. A advogada Flávia Lefèvre Guimarães, consultora da Pro Teste e representante dos consumidores no conselho, teme prejuízos à concorrência. Por isso, acredita ela, a mudança de regras precisa vir acompanhada de novos instrumentos, como a liberação das redes de infra-estrutura das operadoras de telefonia, ainda que seja necessário alterar os contratos de concessão. Por exemplo, isso permitiria à Telefônica oferecer serviços de telefonia fixa usando a rede da Oi, no Rio. "Na Europa, alguns países desagregaram a rede e tiveram uma queda significativa de preços", diz. A "supertele" será a segunda maior empresa nacional de capital privado, atrás apenas da Vale do Rio Doce, e a terceira maior companhia do país, considerando a estatal Petrobras. Terá receita líquida superior a R$ 27 bilhões e um valor de mercado de R$ 33 bilhões, a décima colocação entre as S.A. Em um primeiro momento, a nova empresa de telefonia será uma gigante com liquidez difusa - terá nove classes de ações em negociação, das quais seis compõem o Índice Bovespa. Somadas, equivalem a uma fatia de 5,8% no principal indicador da bolsa paulista - ainda distante dos 16% da Petrobras e dos 14% da Vale. (págs. 1 e B3) - O pacote de medidas adotado pelo governo para compensar as perdas decorrentes da extinção da CPMF trouxe embutido um aumento da carga tributária nos casos em que empresas convertem em investimentos empréstimos concedidos pelas matrizes no exterior.
A elevação da carga veio por meio da cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de câmbio. Até o ano passado, a conversão de dívida em capital da empresa estava sujeita a pagar 0,76% de CPMF. Muitas companhias conseguiam reduzir na Justiça essa taxa para 0,38%. O IOF sobre câmbio é cobrado três vezes na operação de empréstimo integralizado ao capital, o que totaliza uma carga tributária de 1,14%, cobrança que não tem como ser contestada na Justiça.(págs. 1 e A3) - O vice-presidente da General Electric, John Rice, levou ontem ao presidente Luis Inácio Lula da Silva informações sobre planos de expansão da produção de locomotivas de grande porte no país. A empresa contratou 300 empregados e vai fabricar, já neste ano, 30 máquinas. (págs. 1 e B6) - A estatal federal Valec, criada para a construção da Ferrovia Norte-Sul, vai se tornar uma poderosa concessionária responsável pela elaboração e execução dos futuros projetos ferroviários do país, inclusive o do trem- bala entre Rio de Janeiro e São Paulo. "Estamos criando uma rede integrada de ferrovias em bitola larga no país e quem cuidará da integração será a Valec", informou ao Valor o ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento. Ainda neste mês será editada uma medida provisória para interligar as ferrovias hoje existentes e ampliar a área de ação da estatal. "A Valec é a empresa que vai cuidar do sistema ferroviário do país; vai contratar as ligações das ferrovias, definir editais, promover os leilões, fazer a avaliação de quanto valerá determinada concessão para 25 anos", resume o ministro, ao detalhar os planos do governo para criar uma rede nacional integrada de ferrovias e aumentar a competição entre as atuais operadoras. A Valec terá as concessões das futuras ferrovias, mas deve fazer "subconcessões" ao setor privado.(págs. 1 e B7) - A aliança entre PT e PMDB em 2010, como defende o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, precisa passar no teste das eleições municipais de 2008, segundo avaliação feita na cúpula pemedebista, para deixar de ser político-administrativa e se transformar em coligação eleitoral. O PMDB entende que alianças em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, capitais dos maiores colégios eleitorais do país, devem sedimentar a aliança. Os pemedebistas acreditam que Lula e o PT estão atrasados nas articulações. Prova disso seria o acordo que o governador Aécio Neves (PSDB) e o prefeito Fernando Pimentel (PT) costuram para a eleição em Belo Horizonte (MG) - uma aliança com potencial para embaralhar as cartas de 2010, se concretizada, vendida praticamente como fato consumado, contra o qual começam a se posicionar o PMDB, o PT e o ministro Patrus Ananias (Desenvolvimento Social). Há problemas também em São Paulo, Rio e Salvador. (págs. 1 e A10) - O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) autorizou a massa falida do Banco Santos a renegociar a dívida dos clientes que tomaram empréstimos e reverteram parte dos recursos para comprar debêntures de empresas ligadas ao grupo de Edemar Cid Ferreira. A renegociação prevê um abatimento de 75% sobre a parte "podre" da operação. De acordo como o administrador judicial do banco, R$ 693 milhões em dívidas de 203 podem ser renegociados nessas condições. Desde a decretação da falência da instituição, em 2005, foram recuperados R$ 250 milhões - de um passivo que ultrapassa R$ 2,7 bilhões. Como muitos credores questionam o valor de seus c´reditos, não houve distribuição até agora. (págs. 1 e E1) - A esperada recessão econômica dos EUA pode fazer com que as negociações entre mineradoras e usinas de aço para o aumento do preço do minério de ferro este ano se arrastem por mais um mês, segundo especialistas. Deve haver um reajuste - e bastante elevado - do minério por uma série de razões, uma delas a inexistência de estoques do produto. Estima-se um déficit entre oferta e demanda de 25 milhões de toneladas neste ano e no próximo. A expectativa dos analistas é que o aumento do preço fique entre 50% a 55%. (págs. 1 e B6) Ata conservadora da reunião do Copom em janeiro fez subir os juros futuros na BM&F. Alguns analistas acreditam que o BV poderá recorrer ao aumento dos depósitos compulsórios para conter o crédito e a inflação. - CPI aponta irregularidades na organização do carnaval carioca e propõe a reestatização do evento. (págs. 1 e EU& Fim de Semana) - Proposta de reforma do Código Brasileiro de Trânsito torna mais rigorosas as punições por excesso de velocidade, reduz olimite de tolerância ao consumo de álcool e proíbe o trânsito de motocicletas entre as faixas de rolamento. (págs. 1 e A3) - Aumento dos gastos dos turistas estrangeiros no Brasil proporcionou receita recorde de US$ 4,9 bilhões em 2007, apesar de o número de visitantes ter ficado estável em 5 milhões. (págs. 1 e A4) - Apesar da turbulência nos mercados financeiros internacionais, que provocou forte volatilidade nas últimas semanas, os preços das comodities agrícolas, sobretudo os grãos, saíram praticamente ilesos e até com valorização em janeiro. (págs. 1 e B11) - O estaleiro MacLaren Oil, situado em Ponta D'Areia (Niterói), vai investir US$ 70 milhões na construção de um dique seco de grandes proporções para atuar na construção e reparo de plataformas de petróleo. (págs. 1 e B7) - Armando Castelar: consumidor não ganha nada coe pode ter perda significativa com fusão da Oi e BrT. (págs. 1 e A11) - Claudia Safatle: do comportamento do câmbio dependerá ação do governo sobre a inflação e a balança comercial. (págs. 1 e A2) OUTROS JORNAIS JORNAL DO COMMERCIO - Cai a ministra que "estourou" cartões - Lei seca vinga (página 1)

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