03/01/2008

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
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JORNAL DO BRASIL

- Prefeitura lava as mãos para violência

- O ex-médico da Seleção Lídio Toledo disse que seu filho pode ficar paraplégico. Lídio Toledo Filho foi atingido por uma bala durante tentativa de assalto numa lombada eletrônica no Alto da Boa Vista. Mas o secretário municipal de Transportes, Aroldo Oliveira, declarou que só desligará as lombadas à noite se a Polícia Militar admitir publicamente que os locais são alvo de bandidos. "Minha função é diminuir o número de acidentes de trânsito e a fiscalização eletrônica tem cumprido a função", afirma. (págs. 1 e A7)

- O governo iniciou 2008 com um pacote para compensar a perda da CPMF, com destaque para a elevação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL), além do corte de R$ 20 bilhões em despesas. No IOF, a alíquota subiu 0,38 ponto percentual nas operações de crédito - casa própria, câmbio, seguros e compras com cartões de crédito no exterior. As medidas irritaram a oposição, que acusa o governo de romper acordo fechado em dezembro. (págs. 1 e A3)

- Entraram em vigor ontem as novas regras para a compra da casa própria, que beneficiam a classe média. Os trabalhadores que têm conta no FGTS, com salário superior a R$ 4.900, podem comprar um imóvel de maior valor - até R$ 350 mil - com possibilidade de financiar, no caso, R$ 245 mil. O acesso é aberto a quem tem pelo menos três anos de contribuição. (págs. 1, A18 e Economia)

- O novo recorde na cotação do barril do petróleo, que atingiu US$ 100 no primeiro dia útil do ano, despertou os temores de uma desaceleração da economia global, além de motivar pressões para que a Petrobras adote novos reajustes de preços dos combustíveis. A empresa estatal, mesmo assim, descarta reajuste na gasolina por até quatro meses, quando terá a real tendência do mercado. (págs. 1, A18 e Economia)

- A orla de Copacabana será, a partir de maio, um espaço liberado para a internet banda larga sem fio (wireless). O serviço, gratuito, permitirá que qualquer pessoa navegue em sites, bastando ter um laptop ou celular 3G. A intenção do governo é a de viabilizar a rede wi-fi gratuita em todo o Estado, em até dois anos. (págs. 1 e A15)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Imposto sobe para compensar CPMF

- O governo federal decidiu aumentar em R$ 10 bilhões a tributação sobre o sistema financeiro para compensar a perda de arrecadação causada pelo fim da CPMF, o chamado imposto do cheque. A equipe econômica estima que, sem a contribuição, R$ 38 bilhões deixem de ser arrecadados neste ano. O ministro Guido Mantega (Fazenda) anunciou altas no IOF. (pág. 1 e Dinheiro)

- Para driblar restrições da legislação eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva editou, a três dias do final de 2007, uma MP (medida provisória) para ampliar o Bolsa Família, o principal programa social do governo. Lula deu um bônus de R$ 30 reais para adolescentes de 16 e 17 anos. Antes, o benefício era concedido a famílias com crianças de até 15 anos, no limite de até três beneficiadas. (...) (pág. 1 e Brasil)

- Vinicius Torres Freire: Alta atinge tributos cuja arrecadação tem crescido rápido. (pág. 1 e Opinião)

- Brasília - Eliane Cantanhêde: É caso de caixa, não de saúde. (pág. 1 e Opinião)

- O preço do barril de petróleo alcançou ontem pela primeira vez a barreira dos US$ 100 durante o pregão em Nova York, uma marca aguardada pelo menos nos últimos dois meses. No último dia 21 de novembro, ele chegou a estar cotado a US$ 99,29, mas recuou e terminou o dia valendo US$ 97,29. (...) (pág. 1 e Dinheiro)

- Oito presos morreram intoxicados pela fumaça de um incêndio na cadeia pública de Rio Piracicaba (131 km de Belo Horizonte) anteontem à noite. Outros dois, que ajudaram na retirada dos corpos, também se sentiram mal, mas foram levados para um hospital, onde foram medicados, e estão bem. (...) (pág. 1 e Cotidiano)

- Os feriados de final de ano deixaram um saldo de 295 mortos em dez dias nas estradas federais em todo país, um aumento de 35% em comparação com o mesmo período do ano anterior. No total, foram contabilizados 4,3 mil acidentes e 3.146 feridos nos dez dias das operações de Natal (21 ao 25 de dezembro) e do Ano Novo (28 de dezembro ao 1º de janeiro). (...) (pág. 1 e Cotidiano)

- Em meio à onda de violência que já causou a morte de 300 pessoas, o Quênia deve viver hoje o dia mais tenso desde o início da crise causada pelas denúncias de irregularidades nas eleições presidenciais da semana passada. O principal partido de oposição, o Movimento Democrático Laranja (ODM, em inglês), marcou para hoje uma manifestação no centro de Nairóbi em que espera reunir um milhão de pessoas. (...) (pág. 1 e Mundo)

- Maratonas em eventos pelo interior de Iowa e ataques entre colegas de partido marcaram as últimas horas de campanha até o início dos "caucus" no Estado de Iowa, o primeiro a promover votação para a escolha dos candidatos dos partidos às eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos. (...) (pág. 1 e Mundo)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Governo aumenta impostos para arrecadar mais R$ 10 bi

- O ano começa com aumento de impostos para compensar o fim da CPMF. O governo anunciou um pacote que eleva todas as alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e passa de 9% para 15% a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido do setor financeiro. As duas medidas engordam a arrecadação federal em R$ 10 bilhões. O IOF para as pessoas físicas foi duplicado e nas operações de crédito e câmbio cresceu 0,38 ponto percentual. Os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, prometeram ainda cortes de R$ 20 bilhões nos gastos dos três Poderes e reestimaram em mais R$ 10 bilhões a arrecadação prevista para 2008. "Trocamos seis por meia dúzia", disse Mantega, referindo-se ao fim da CPMF. A oposição se considerou traída pelo governo. (págs. 1, A4 e A5)

- Roberto Macedo: Nada indica que a fúria tributária do governo tenha terminado. (págs. 1 e A2)

- Notas e Informações - Há dois equívocos, um de caráter político e outro de natureza jurídica, nas medidas adotadas pela Receita Federal para fiscalizar as operações financeiras após a extinção da CPMF. (págs. 1 e A3)

- Convênio entre Brasil e EUA mapeia genoma e pode ajudar produção. (págs. 1 e A11)

- O superávit de US$ 40,039 bilhões na balança comercial de 2007, anunciado ontem pelo governo, interrompeu trajetória de aumento anual do saldo por dez anos. Com queda de 13,8% em relação aos US$ 46,456 bilhões de 2006, o resultado também é menor do que os US$ 44,702 bilhões de 2004. Tanto exportações quanto importações, porém, bateram recorde, ficando em US$ 160,649 bilhões e US$ 120,610 bilhões, respectivamente. (págs. 1 e B4)

- Apesar de os pacientes terem poucas reclamações quanto ao atendimento médico, o atraso nas consultas, a peregrinação por guichês e as informações desencontradas ainda são problemas no Hospital das Clínicas. (págs. 1 e C5)

- Pela primeira vez o preço do petróleo atingiu a barreira dos US$ 100 por barril na Bolsa de Mercadorias de Nova York. Segundo analistas americanos, esse patamar permanecerá "enquanto houver desequilíbrio entre a oferta e a demanda". Especialistas brasileiros crêem na queda das cotações ao fim do inverno no Hemisfério Norte, caso a crise no Paquistão e no Quênia arrefeçam. (págs. 1 e B5)

- Em uma das eleições primárias mais concorridas da história americana, oito candidatos democratas e oito republicanos se enfrentam, em cada lado, hoje à noite. E, pela primeira vez, o caucus de Iowa, que às vezes define o indicado de cada partido, não tem um claro favorito. Conforme a pesquisa, Hilary Clinton empata ou perde de Barack Obama. Do lado republicano, Mike Huckabee lidera numa pesquisa e empata em outra com Mitt Romney. (págs. 1 e A10)

O GLOBO

- No 1º dia sem CPMF, Lula sobe impostos e corta gastos

- No primeiro dia útil sem CPMF, o governo anunciou um pacote de medidas que combinam o aumento de impostos e cortes nos gastos públicos, principalmente nos investimentos. Vão subir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), pago por pessoas físicas e jurídicas que recorram a qualquer forma de crédito, e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL), que taxa o setor financeiro. O aperto inclui a suspensão de reajustes salariais de servidores e a revisão dos novos concursos públicos. Mas o governo garante que os programas sociais e as obras do PAC não serão afetadas. Com o pacote, as ações de bancos caíram mais de 5%. Para os economistas, os consumidores pagarão a conta. (págs. 1, e a 8, 22 e Míriam Leitão)

- Há quinze dias, Lula garantiu que não haveria aumento de impostos. "Não há razão para que se faça a loucura de tentar aumentar a carga tributária". Mais Mantega explicou que a promessa do presidente só valia até o fim de 2007. (págs. 1 e 3)

- As estradas federais tiveram um fim de ano menos sangrento do que no Natal, quando acidentes mataram 196 pessoas. No feriadão de réveillon foram 99 mortes. (págs. 1 e 11)

- Pela primeira vez na história, a cotação do barril de petróleo atingiu US$ 100, recuando no fechamento para US$ 99,62, novo recorde. Os motivos são conflitos na Nigéria e queda nos estoques dos EUA. (págs. 1 e 21)

- Pela primeira vez em uma década,o saldo comercial brasileiro caiu. As exportações subiram 16,1% mas as importações cresceram 32% e o saldo ficou em US$ 40,039 bi, 13% menor. (págs. 1 e 19)

-Em inspeção realizada ontem em hospitais estaduais, o governador Sérgio Cabral foi duramente cobrado por mães com filhos internados no Getúlio Vargas, na Penha. O setor de pediatria da unidade estava com cerca de 80 crianças esperando atendimento por até quatro horas. "É um absurdo o que está acontecendo aqui. Só tem um pediatra. Estou há horas aqui e não sou atendida", disse Rosana de Oliveira. O governador pediu desculpas. (págs. 1 e 18)

GAZETA MERCANTIL

- Governo eleva alíquotas de IOF e CSLL

- Fazendo letra morta do acordo com a oposição para a manutenção da Desvinculação das Receitas da União (DRU), o governo editou ontem medidas para compensar a perda de R$ 40 bilhões com fim da CPMF. "O acordo valia para 2007. Estamos em 2008", foi a irônica justificativa do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ao anunciar o pacote. Entre as medidas está o aumento de 0,38% na alíquota do IOF e de 9% para 15% na alíquota da CSLL do setor financeiro. Com isso, o governo recupera R$ 10 bilhões,ou 25% do que ganharia com o imposto IOF e CSLL do cheque. Para reaver outros R$ 20 bilhões, vai impor cortes nas despesas de custeio dos três poderes e em investimentos, mas estes serão anunciados em fevereiro, depois de aprovado o Orçamento. O ministro da Fazenda avisou que a política industrial, cuja divulgação ficou comprometida depois da queda da CPMF, vai acontecer, mas as medidas serão mais "paliativas". (págs. 1 e A5)

- A sanção do presidente Lula à lei 3741/00 provocará uma correria entre as empresas para se adaptar ao padrão contábil internacional, segundo especialistas do mercado de capitais. (págs. 1 e B3)

- O governo federal adiou a assinatura do decreto que apertaria o controle de repasses de recursos públicos principalmente para ONG e entidades filantrópicas. (págs. 1 e A7)

- Durval Guimarães - O prefeito de Belo Horizonte, Fernando Pimentel, viajou para fugir dos rumores de que irá para o Ministério da Fazenda. (págs. 1 e A2)

- A alta nos preços das matérias-primas, resultado da oferta apertada, e a tendência de redução no ritmo de consumo de aço pelos países desenvolvidos poderá reduzir as margens das siderúrgicas em 2008, avalia a agência de risco Fitch Rating, destacando também a continuidade da consolidação entre as usinas para diversificar o posicionamento geográfico, racionalizar a produção e ganhar acesso adicional a matérias-primas.

Na avaliação da agência, a demanda global por produtos siderúrgicos deve crescer a uma média de 6% a 7% por ano nos próximos 18 meses, graças ao consumo dos países em desenvolvimento. O preço do aço deve aumentar, "mas o mercado apertado para o suprimento de matérias-primas deve comprimir as margens de quem não controla sua fonte própria de minério de ferro, ferro-gusa e sucata", afirma a agência.

A Fitch estima alta de US$ 60 a US$70 no preço do minério de ferro e do coque por tonelada métrica de aço líquido produzido, para empresas não verticalizadas.Os preços finais do aço devem subir entre US$ 30 e US$ 50 por tonelada métrica. No último trimestre de 2007, o preço das placas variavam de US$ 480 a US$ 520 por tonelada métrica.

Siderúrgicas nacionais como Gerdau e CSN já acenavam com alta nos preços no final de 2007. Em novembro, André Gerdau Johannpeter, diretor-presidente do Grupo Gerdau, disse que o custo de produção apresentava certa volatilidade, com aumento dos preços da sucata e pressão de alta no frete, no minério e na energia.Também o diretor comercial da CSN, Luiz Fernando Martinez, ressaltou o aumento dos custos e a forte demanda interna como fatores para o aumento dos preços. (págs. 1 e C1)

- O ano de 2007 foi pródigo em criar condições para cortes profundos na taxa básica de juros. Cauteloso, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) preferiu ser econômico. Agora, com um cenário marcado por inflação em alta, incertezas globais e expectativa de menor contribuição do câmbio, economistas avaliam que o espaço para mais flexibilização na política monetária doméstica só voltará no segundo semestre, na melhor das hipóteses. "Além da inflação em alta e das turbulências na cena externa, que exigem cautela, o fato de a economia seguir se expandindo deixará o BC confortável para não mexer na Selic, que pode ficar estável ao longo de 2008", diz Joel Bogdanski, gerente de política monetária do banco Itaú. A previsão da maioria das instituições financeiras ouvidas semanalmente pelo BC é de Selic de 10,75% no fim de 2008, ou seja, com apenas dois cortes de 0,25 ponto ao longo do ano. A primeira reunião do Copom será nos dias 22 e 23 de janeiro. (págs. 1 e B1)

- A maior demanda por alimentos e por combustíveis fez com que os grãos fossem os produtos agrícolas mais valorizados em 2007 nas bolsas internacionais. Para este ano, as perspectivas são de que continuem na liderança. O campeão de alta foi o trigo, com 75,79%, seguido pela soja, com 74,15%. O cereal foi influenciado pelos outros grãos e pelos menores estoques mundiais. A expectativa é que neste ano a oferta continue ajustada. "Tudo indica que oferta e demanda permanecerão apertadas e os preços, elevados", diz Élcio Bento,analista da Safras & Mercado.

Segunda colocada no ranking, a soja deve permanecer com preços elevados em 2008, assim como o milho, que teve alta de 17,13%, mas com volatilidade. De acordo com o analista Fábio Turquino Barros, da AgraFNP, a valorização ocorreu por causa da queda da área nos Estados Unidos - ocupada pelo milho para a produção de etanol. Entre as baixas do ano está o açúcar, devido à produção da Índia. No entanto, para 2008, a expectativa é de recuperação de preços. (págs. 1 e C3)

- O IPC-S registrou elevação de 4,60% em 2007 e alimentação foi a principal responsável pela alta, com aumento de 10,65% no indicador medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV). (págs. 1 e A4)

- A Imprensa Oficial do Estado de São Paulo colhe os frutos da modernização iniciada em 2003 e ganha fôlego no mercado editorial. Lucrou R$ 34,086 milhões em 2007. (págs. 1 e C2)

- Ficou para este ano o julgamento de questões polêmicas que tramitam no Supremo Tribunal Federal. A principal delas é a utilização de células-tronco.(págs. 1 e A9)

- No primeiro dia útil do mercado financeiro em 2008, o barril do petróleo atingiu ontem US$ 100 durante o pregão nova-iorquino e ajudou a derrubar as bolsas de valores ao redor do mundo, incluindo o índice Ibovespa, que caiu 1,68%. "O petróleo atingindo US$ 100 por barril gerou preocupações sobre o consumidor e a inflação", disse Todd Salamone, vice-presidente de pesquisa da Schaeffer's Investment Research, à agência Reuters. No final da sessão em Nova York, o WTI recuou um pouco, mas fechou com valor recorde de US$ 99,62.Em Londres, o Brent também registrou preço histórico, de US$ 97,84 o barril.

Apesar da alta, a Petrobras descartou reajustes internos da gasolina e do diesel no curto prazo, ao menos no primeiro trimestre. Haverá aumento se o preço ficar em US$ 100 por três meses. (págs. 1, A6 e B1)

CORREIO BRAZILIENSE

- Sem CPMF, governo aumenta impostos

- O Planalto agiu rápido para evitar que o fim da CPMF abra um rombo estimado em R$ 40 bilhões nas contas do Tesouro em 2008. Ontem, logo no primeiro dia útil do ano, os ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento) anunciaram o aumento de 0,38 ponto percentual na alíquota do IOF, o Imposto sobre Operações Financeiras, e a elevação de 9% para 15% da CSLL, a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido, cobrada do setor financeiro. Além disso, haverá corte de R$ 20 bilhões nas despesas dos três poderes, que pode incluir o cancelamento de concursos e a suspensão de reajustes previstos para servidores. No caso do IOF, o aumento - equivalente à alíquota da extinta CPMF - já entra em vigor hoje. "O que o governo fez trocar seis por meia dúzia", afirmou Mantega. Segundo ele, a expectativa é arrecadar cerca de R$ 8 bilhões com a elevação do IOF e R$ 2 bilhões com o aumento da CSLL. Outros R$ 10 bilhões que faltam para o equilíbrio fiscal virão do aumento da arrecadação por conta do crescimento da economia. (págs. 1, 2 a 5 e tema do dia)

- Petróleo a US$ 100 pela primeira vez. Alta no preço do barril nos EUA derruba bolsas no mundo inteiro. (págs. 1 e 11)

- Itamaraty abre 105 vagas de diplomata. Salário inicial de R$ 7,7 mil bombeiros vão selecionar oficiais. (págs. 1 e 13)

- Corrida à Casa Branca começa sem favorito. Iowa vai às urnas para escolher os candidatos a presidente. (págs. 1, 16 e 17)

VALOR ECONÔMICO

- Chove pouco e cenário energético se complica

- O fenômeno climático "La Niña" reduziu a intensidade das chuvas no último trimestre do ano passado e esvaziou os reservatórios das hidrelétricas, que começam o mês de janeiro no nível mais baixo para esse período desde 2004 - com exceção das represas situadas na região Sul. Além da estiagem prolongada, que se estendeu por outubro e novembro, o regime hidrológico voltou a decepcionar em dezembro - choveu só 73% da média histórica no Centro-Oeste e Sudeste, 49% no Norte e 45% no Nordeste. Para o primeiro trimestre de 2008, segundo previsões do Instituto Nacional de Meteorologia, as precipitações devem ficar novamente abaixo da média em boa parte de Minas Gerais e na Bahia.

A situação ainda não é dramática. Mas, para analistas do setor elétrico, se o regime de chuvas não se normalizar, os reservatórios podem cair a níveis perigosamente baixos durante o próximo período seco e exigir um uso mais intenso das usinas térmicas, a partir de abril. E aí surgem mais uma vez os temores de que não haja gás natural para todo mundo - termelétricas, indústrias, residências e frota de veículos. "Estamos na ante-sala da crise", diz Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura e da UFRJ.

Em dezembro, gerou controvérsia a discussão sobre a "curva de aversão ao risco" válida para o biênio 2008-2009. Esse mecanismo define o nível mínimo de armazenamento de água necessário para a operação do sistema elétrico com plena segurança e sem sobressaltos. Inicialmente, o Operador Nacional do Sistema Elétrico havia proposto a exigência de um nível mínimo de 61% para a operação dos reservatórios no Centro-Oeste/Sudeste em janeiro. O índice estava longe de ser atingido, o que obrigaria o sistema a ligar todas as usinas termelétricas enquanto se recuperaria o nível das represas, e o ONS mudou a proposta para armazenamento mínimo de 36%. Os planos do ONS foram aprovados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e evitaram o acionamento imediato das térmicas, o que suscitava preocupação com o fornecimento de gás natural.

Até março, o clima brasileiro sofrerá influência da La Niña. O fenômeno, que ocorreu no Brasil pela última vez em 2001, caracteriza-se pelo resfriamento das águas na faixa equatorial do Oceano Pacífico, o que leva a mudanças no regime de chuvas do país. (págs. 1 e A3)

- O governo fará um corte de R$ 20 bilhões nas despesas dos três Poderes para compensar as perdas da CPMF. Os cortes serão definidos no Orçamento que está no Congresso. Também foi anunciado o aumento de 0,38 ponto percentual na alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) nas operações de crédito, incluindo o financiamento da casa própria, câmbio e seguros. Estão excluídas as aplicações em títulos e ações. A Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) que incide sobre o setor financeiro passa de 9% para 15%. O governo espera arrecadar R$ 10 bilhões com as medidas e obter igual valor com elevação de receita decorrente do crescimento econômico para zerar a perda da CPMF. (págs. 1 e A12)

- Heloísa Magalhães: 2008 será marcado pelos primeiros passos para a democratização da banda larga. (págs. 1 e A2)

- Maria Inês Nassif: houve clara inflexão do governo Lula para uma gestão planejada do desenvolvimento. (págs. 1 e A6)

- Os dois partidos que dominam a política dos Estados Unidos darão início hoje à maratona que definirá seus candidatos para as eleições presidenciais de novembro. Faz tempo que os americanos não vêem uma disputa como essa, com uma dúzia de pretendentes e tantas dúvidas sobre quem chegará ao fim da corrida.

A ex-primeira-dama Hillary Clinton é a favorita entre os democratas. Mas sua situação é muito desconfortável nos dois pequenos Estados que abrirão a temporada, Iowa e New Hampshire, onde o senador Barack Obama e o ex-senador John Edwards ganharam terreno nos últimos meses. Entre os republicanos, a disputa está mais embolada. Dois ex-governadores, Mitt Romney e Mike Huckabee, chegaram empatados a Iowa. Analistas crêem que só um terá condições de continuar a partir de amanhã. Em New Hampshire, a briga está entre Romney e o senador John McCain, mas pode haver surpresas se Romney perder em Iowa.

As divisões nos dois partidos são um reflexo do ânimo do eleitorado, que está cansado dos republicanos, pessimista com o futuro do país e angustiado com a situação da economia. (págs. 1 e A9)

- Pastagens a perder de vista, gansos passeando calmamente em ruas arborizadas, tudo evoca um ambiente de pacata cidade do interior, salvo 30 edifícios de arquitetura moderna e acabamento metalizado, com vidros azuis e verdes. É a Zonamerica, zona franca onde está instalado o que hoje é considerado um dos mais importantes pólos tecnológicos da América Latina. Está situada no quilômetro 17,5 da Ruta 8, perto de Montevidéu.

Mega-multinacionais como o banco de investimentos Merrill Lynch, a fábrica de tratores Caterpillar e a companhia de assistência em viagens Assist-Card International transferiram para lá o coração de seus sistemas tecnológicos. A indiana Tata Consulting Services (TCS) tem na Zonamerica um de seus cinco centros globais de desenvolvimento de software.

Com apenas oito anos de vida, o pólo já movimenta perto de US$ 400 milhões em exportações - quase 3% do PIB do Uruguai. Cerca de US$ 150 milhões correspondem a vendas de software. O empresário Orlando Dovat, presidente da Zonamerica , atribui seu bom desempenho à qualidade da infra-estrutura de transportes, energia e telecomunicações, recursos humanos preparados, estabilidade política e jurídica. São condições de primeiro mundo a preços de terceiro. (págs. 1 e B3)

- Vale faz "adaptação" cultural para realocar pessoas em Moçambique e iniciar exploração de carvão, diz Vasconcelos. (págs. 1 e B1)

- Deve ser decidida nos próximos dias a divisão de cargos no governo federal, principalmente a confirmação ou não do nome do Senador Edison Lobão (PMDB-MA) para o cargo de ministro de Minas e Energia. (págs. 1 e A5)

- Impulsionadas pela maior renda da população e pelo avanço dos genéricos, as vendas da indústria farmacêutica brasileira devem atingir, pela primeira vez, US$ 10 bilhões. (págs. 1 e B6)

- O esperado aumento da safra de grãos e a tendência de preços firmes não são suficientes para garantir grandes lucros no campo em 2008, já que câmbio, custos, sanidade e infra-estrutura preocupam. (págs. 1 e B12)

ESTADO DE MINAS

- Governo aumenta imposto para compensar fm da CPMF

- Depois de reunião com o presidente Lula, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou pacote de medidas para compensar os R$ 40 bilhões que deixarão de ser arrecadados com o fim da cobrança da CPMF. O governo cortará gastos, mas também aumentará a tributação sobre as atividades financeiras, elevando o IOF em 0,38% e a alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) de 9% para 15%. As ações anunciadas garantem R$ 30 bilhões: R$ 20 bilhões, com a redução de despesas de custeio e de investimento no Executivo, Legislativo e Judiciário (o detalhamento será divulgado no mês que vem) e mais R$ 10 bilhões com o arrocho sobre a área financeira. Os programas sociais estão preservados. O aumento do IOF incidirá sobre todas as operações de crédito e isenta aplicação em ações. Alguns casos que não eram tributados passarão a recolher 0,38% (mesmo percentual do extinto imposto do cheque). Haverá impacto em financiamentos populares. A expectativa do governo era de arrecadar R$ 40 bilhões este ano com a CPMF. (págs. 1, 3 e 4)

- Estradas matam menos no ano novo. (págs. 1 e 23)

- Desde ontem, trabalhadores com conta no FGTS podem obter financiamento sem restrições de renda e de valor do imóvel. Antes, o limite salarial era de até R$ 4,9 mil e preço do imóvel, de até R$ 130 mil, que agora pode chegar a R$ 350 mil. (pág. 1)

-A contribuição dos aposentados e pensionistas do INSS que recebem até R$ 868,29 passou a ser, desde ontem, de 7,5% para R$ 8%. Para quem ganha até 1.140, o desconto sobe de 8,65% para 9%. Essas faixas tinham isenção da CPMF. (págs. 1 e 15)

- Pela primeira vez em 10 anos, caiu o saldo da balança comercial. Em 2007 o Brasil exportou US$ 160 bilhões e importou US$ 120 bilhões, um superávit de US$ 40 bilhões, 13,8% menor que no ano anterior. (págs. 1 e 13)

- Um curto-circuito na rede elétrica da cela é a provável causa do incêndio que destruiu a cadeia pública de Rio Piracicaba (Região Central do estado), matando oito presos numa cela, terça-feira à noite. Segundo parentes, no local, havia várias ligações elétricas clandestinas, os chamados "gatos". Ontem, familiares passaram o dia no IML, em BH, reconhecendo os corpos das vítimas. A cadeia é alvo de ação civil pública, que pede interdição para permitir reforma das instalações. O governo estadual informou que pretende firmar convênio com a prefeitura para fazer as obras e que prestará assistência às famílias das vítimas. A CPI do Sistema Carcerário visita hoje o local destruído para acompanhar as investigações. (págs. 1 e 22)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Mais imposto para compensar CPMF. (pág. 1)

- TSE proíbe aumento e novos benefícios do Bolsa-Família. (pág.1)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.