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10/01/2008
JORNAL DO BRASIL - Indústria já prevê corte de gás no Rio - A Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) enviou carta ao governo federal, manifestando a preocupação dos empresários fluminenses com o corte de fornecimento de gás a partir do mês que vem. O temor, diante do eventual desvio do insumo para a operação de termelétricas, é de que ocorra o desabastecimernto de indústrias postos de GNV, como em 30 de outubro. A Firjan quer evitar o prejuízo para a economia do Estado, que foi de R$ 19,6 milhões só naquele dia. (págs. 1, e economia A16) - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que não há risco de disseminação da febre amarela. Anunciou reforço de 2 milhões de doses de vacina nos estoques. Mais cinco estados decidiram ontem convocar a população para comparecer aos postos. No Centro-Oeste, foi grande a corrida aos locais de imunização. Um empresário, que passou férias em Caldas Novas (GO), morreu no Paraná com suspeita da doença. (págs. 1, A2 e A3) - Diante das incertezas provocadas pela crise no mercado imobiliário dos Estados Unidos, a ONU alerta sobre os riscos de recessão mundial nos próximos meses. Países considerados emergentes, como o Brasil, sofreriam menos, mas não ficariam imunes à desaceleração da economia. (págs. e A18) - A mobilização contra o pagamento do IPTU, em resposta à desordem urbana, vai crescer com a passeata do dia 20, na orla do Leblon. As associações de moradores esperam poder ampliar a adesão à proposta de depósito em juízo. (págs. 1 e Cidades A10) - Os chineses jogam no lixo, por dia, 3 bilhões de sacolas plásticas que, sem reciclagem, tornam-se problema crescente para o governo. Por isso, Pequim vai banir, a partir de 1º de junho, sacolas de graça nos mercados. O Brasil tem leis e projetos similares e há ONGs que as reciclam com sucesso. (Págs. 1, 21 e Vida, Saúde e Ciência) - Os 66 passageiros de um vôo da Ocean Air, que voava de Brasília para Cuiabá, terça-feira, levaram um susto quando um forte cheiro invadiu a aeronave. Houve pânico e pessoas passando mal. O jato fez uma escala de emergência em Goiânia. O comportamento da empresa revoltou quem estava a bordo. (págs. 1 e A6) FOLHA DE SÃO PAULO - Oi acerta compra da Brasil Telecom - Os controladores da Oi (ex-Telemar) acertaram o preço de compra da Brasil Telecom (BrT) por R$ 4,8 bilhões, segundo a Folha apurou junto a um dos envolvidos nas negociações. Para a concretização da compra ou fusão entre duas das maiores empresas de telefonia do país, ainda é preciso mudar a legislação do setor. O governo apóia o negócio.
As negociações finais entre a Oi e a BrT já se arrastam por cerca de dois meses. Os grandes mentores do projeto e principais negociadores foram os empresários Sérgio Andrade, da Andrade Gutierrez, e Carlos Jereissati, do grupo La Fonte.
No início, havia resistências por parte de Sérgio Rosa, presidente da Previ (fundo de pensão do Banco do Brasil), que tem uma importante participação tanto na Oi quanto na BrT. Rosa defendia uma venda pulverizada das ações da BrT. Andrade acabou convencendo a Previ do negócio. O Citigroup, que também tem uma participação importante na BrT, não impôs resistências. Afogado em problemas com a crise financeira nos EUA, o Citi quer vender sua parte na BrT. (página 1) - O Ministério de Minas e Energia não considera alarmante a situação nos reservatórios das hidrelétricas e descarta racionamento em 2008 e 2009. "A situação é bastante confortável no Sudeste, não tem sinal de alerta. Não estamos em situação de emergência", disse o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner.
A posição do ministério contraria o alerta dado na terça-feira pelo diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), Jerson Kelman. Ele havia dito que o governo deveria fazer uma campanha de redução de consumo e elaborar um plano para um eventual racionamento. Ainda de acordo com Kelman, um racionamento em 2008 é possível, embora improvável. (página 1) - Após as mortes por suspeita de febre amarela, o ministro José Gomes Temporão (Saúde) descartou ontem a possibilidade de o Brasil voltar a registrar febre amarela urbana, erradicada em 1942. Ele disse que os oito casos em investigação, em três Estados (GO, MG e MT) e no Distrito Federal, são ocorrências isoladas e se referem à forma silvestre. No final da tarde, surgiu um novo caso no Paraná (veja texto na pág. C7), totalizando nove suspeitas.
Quatro pessoas morreram, mas em um dos casos, no DF, embora a investigação do ministério continue, a doença está praticamente descartada. Os demais ocorreram em Goiânia, Brasília e Maringá (PR).
"A situação está absolutamente sob controle, não existe nenhum risco de epidemia. Desde 1942 não temos um caso de febre amarela urbana no Brasil e continuamos não tendo. Os casos que aconteceram foram isolados e muito menos que em anos anteriores", disse. (página 1) - Show marca devolução de quadros roubados ao Masp. (página 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - EUA preparam pacote para estimular economia - Os Estados Unidos estudam um pacote de medidas para estimular sua economia. Um dos itens é a concessão de incentivos fiscais de cerca de US$ 500 para pessoas físicas - que assim seriam estimuladas a consumir. Uma mudança na lei permitiria às empresas deduzir dos impostos significativa parcela dos investimentos. Ganha força entre os analistas e bancos de investimentos a avaliação de que o país vai entrar em recessão. Relatório do banco Goldman Sachs divulgado ontem reforça essa avaliação ao prever retração de 1% no segundo e terceiro trimestres. Num ano eleitoral, o tema tem sido discutido pelos pré-candidatos à presidência e pesquisas mostram preocupação entre os eleitores. A Conferência das Nações Unidas sobre o Comércio e o Desenvolvimento (Unctad) adiantou haver "claro risco" de estagnação na economia mundial, no caso de agravamento da crise nos EUA; para os países que dependem da venda de matérias-primas, seria um "duro golpe". (págs. 1, B1 e B2) - O ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, disse ontem que não há risco de o país viver um novo apagão neste ano ou em 2009. "Está descartado apagão elétrico em 2008 e 2009", afirmou. Sua afirmação contraria a do diretor-geral da Aneel, Jerson Kelman. No início da noite, os dois foram chamados para uma reunião com o presidente Lula para discutir o assunto. (págs. 1 e B6) - Em testes de laboratório, pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz, em Recife, conseguiram aprimorar a vacina contra a febre amarela, aumentando a segurança do produto. Mas ainda não há garantia de financiamento para a continuidade do estudo: para a fase de avaliação em primatas e humanos são necessários cerca de R$ 6 milhões em investimentos, recursos ainda não disponíveis. (págs. 1 e A14) - Uma escuta levou a polícia a obter a primeira pista consistente para encontrar as telas de Picasso e Portinari roubadas no dia 20. Investigadores monitoravam telefones de uma quadrilha envolvida em assalto a carro-forte quando ouviram a palavra "Masp" de um dos suspeitos. A partir daí seguiram-se investigações que levaram à detenção de Francisco Laerton Lopes de Lima e seu comparsa Robson de Jesus Jordão e à recuperação das obras numa casa em Ferraz de Vasconcelos. As obras, no valor de R$ 100 milhões, voltaram ontem ao museu.
Adilson Marcondes - "Para nós, a recuperação dos quadros foi como vencer a Copa do Mundo". (págs. 1 e C1) - O caos aéreo no País e a competição entre as empresas pela liderança do mercado derrubaram os lucros da TAM e Gol, somados, de R$ 1,3 bilhão, em 2006, para R$ 857 milhões em 2007, segundo projeção. (págs. 1 e B12) - Juan Carlos Abadia - Leilão de 3 imóveis arrecada R$ 4,3 mi - Com base em fotos, empresário leva casa do traficante por R$ 2 mi. (págs. 1 e C5) - Eugenio Bucci: O Executivo tem se esmerado na demagogia cívico-publicitária. (págs. 1 e A2) O GLOBO - Violência: Cabral pede descentralização de leis - Diante da polêmica provocada por sua idéia de proibir garupas em motos para conter assaltos, o governador Sérgio Cabral defendeu ontem a descentralização das leis para facilitar o combate ao crime. "A falta de autonomia dos estados está prejudicando o cotidiano das pessoas", afirmou. Ele reagiu duramente às críticas da OAB, que considera inconstitucional sua proposta de proibir a circulação, no Estado do Rio, de motos com passageiros na garupa. Cabral chamou de "burocrata de plantão" o diretor do Denatran, Alfredo Peres, que dissera que a proposta para as motos é ilegal. (págs. 1 e 12) - Especialistas dizem que, se até o fim de janeiro não chover o suficiente para encher os reservatórios, o governo terá de adotar um plano de racionalização do uso da energia. Para eles, quanto mais tempo passar, maior será a economia forçada de eletricidade. Contrariando a Aneel, o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, descartou o risco de apagão. (págs. 1, 21 e editorial "Em tempo". - Frente à iminência de uma crise no setor energético, o governo prepara a nomeação do senador Edison Lobão, que não tem ligação com o setor, para ministro. Ontem, ele avisou: a responsabilidade por "eventual colapso energético" será da gestão anterior. (págs. 1 e 11) - O empresário Almir Rodrigues da Cunha, de Maringá (PR),é o terceiro a morrer com febre amarela só este mês. Ele passou o réveillon com a família em Caldas Novas, cidade turística de Goiás. Na volta, foi internado com febre de mais de 39 graus. Apesar deste novo caso, e das longas filas nos postos de vacinação em todo o país, o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, disse que a situação está sob controle, e que não há risco de epidemia. Já ocorre falta de vacinas. (págs. 1 e 3) - Diminuiu em 2,9 milhões o número de alunos matriculados na educação básica em 2007, segundo o Censo Escolar. O Rio registrou a 3ª maior redução entre as redes estaduais (menos 142 mil matrículas).. O MEC suspeita que havia fraudes. (págs. 1 e 4) - O MEC suspendeu em dezembro a licitação para compra de 150 mil laptops para escolas públicas, conforme informou Elio Gaspari. O preço oferecido pela Positivo (US$ 360 a unidade) foi considerado alto e a negociação chegou a um impasse. Não há mais previsão para a compra. (págs. 1 e 8) - Com a inflação de 7,89% pelo IGO-DI em 2007, a caderneta e diversos fundos de investimento tiveram seu pior resultado desde 2004. No caso da poupança, o ganho real ficou em 0,41%. Investimentos em bolsa ganharam. (págs. 1 e 24) - Aumenta rigor para drogas emagrecedoras. (págs. 1 e 31) - O TRF da 4ª Região proibiu o governador do Paraná, Roberto Requião (PMDB), de usar a TV Educativa (estatal) para promoção pessoal ou ataques a adversários, a instituições públicas ou à imprensa. Requião tachou a decisão de censura prévia. (págs. 1 e 9) GAZETA MERCANTIL - Politização agravou crise energética - A indicação do senador Edson Lobão (PMDB-MA) para o cargo de ministro de Minas e Energia, no lugar do interino Nelson Hubner, é vista por executivos do setor elétrico como responsável pela paralisia de decisões que poderiam minimizar o risco de um novo racionamento de energia neste ano.
Representantes do antigo Ministério do Apagão, responsável pelo plano de racionamento de 2001, advertem que é o mesmo erro cometido pelo governo FHC, que também nomeou político para o ministério.
O Comitê de Monitoramento do Sistema Elétrico (CMSE) se reúne hoje, em Brasília, para avaliar a situação dos reservatórios, que têm 44,7% de capacidade no Sudeste e Centro-Oeste. David Zylbersztajn, ex-presidente da Agência Nacional de Petróleo (ANP), adverte que, ao negar a crise, o governo corre risco de derrota política, caso se prolongue a estiagem. Ontem, Hubner descartou a crise mais uma vez. (páginas 1, A6 e A7) - O ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, vai tentar convencer hoje os líderes partidários no Congresso da necessidade, do ponto de vista do governo, de cortar ao máximo as emendas parlamentares do Orçamento da União para este ano como forma de compensar parte da perda da arrecadação da CPMF.
Enquanto o Palácio do Planalto acena com a diminuição dos gastos com passagens e diárias, por exemplo - que alcançaram R$ 1,2 bilhão em 2007 -, deputados e senadores não querem nem ouvir falar de perder recursos justamente em ano eleitoral, mesmo tratando- se de eleições municipais.
Enquanto o ministro faz ameaças de cortar emendas do Orçamento, deputados e senadores deixam claro que vão tornar mais difícil aprovar projetos de iniciativas do governo, principalmente em relação ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Se as emendas funcionam como palanque eleitoral para os parlamentares, o mesmo se pode dizer do PAC para o Planalto. (páginas A8) - O ministro da Saúde, José Gomes Temporão, descartou o risco de difusão da febre amarela e anunciou que a Fundação Oswaldo Cruz colocará à disposição 2 milhões de doses da vacina a partir de hoje. "A situação está totalmente sob controle. Não há risco de epidemia. Temos vacinas suficientes."
Ontem, mais cinco estados convocaram a população para se vacinar contra a doença e centenas de pessoas enfrentaram filas em postos de imunização.
Os casos de suspeita não devem, por ora, prejudicar o turismo, segundo a Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav), que ainda não registrou cancelamentos de viagens para a região central do País.
Os esforços do governo estão voltados para orientar turistas internacionais e aqueles destinados às regiões afetadas. (páginas 1 e A5) - Os riscos de uma recessão na economia americana são cada vez maiores e ameaçam o mundo inteiro, advertiram ontem o World Economic Forum (WEF), o Citigroup e a Marsh & McLennan. Relatório divulgado pelas instituições adverte que os problemas do mercado imobiliário, a crise de liquidez global e os preços recordes de petróleo elevam tais riscos e não se sabe se os mercados asiáticos podem ou não evitar queda da atividade global, caso a economia dos EUA siga a tendência de baixa.
"Não se pode descartar uma recessão nos EUA em 2008, e analistas estão divididos sobre se o crescimento dos mercados asiáticos pode ou não impulsionar a economia global", diz o relatório.
Em Nova York, a gigante do setor de cartões de crédito Discover Financial Services (DFS) informou que pouco mais de 31% das 15 mil pessoas pesquisadas no mês passado esperavam gastar mais em janeiro de 2008, ou uma queda de 20 pontos percentuais em relação às expectativas de gastos dos consumidores em dezembro.
Para o Goldman Sachs, também haverá recessão e a expansão do PIB americano será de apenas 0,8% no ano.
O medo de uma recessão promoveu um aumento da aversão ao risco, por parte do investidor global. Medido pelo banco JP Morgan, o risco-Brasil avançava, no fechamento do mercado local, 5,77%, a 238 pontos-base. As bolsas americanas tiveram um dia muito volátil, mas fecharam em alta. Investidores buscaram papéis de empresas potencialmente menos afetadas por uma eventual recessão, como as do setor farmacêutico. O índice Dow Jones subiu 1,16%. A bolsa paulista subiu 0,96%. (páginas 1, A10 e B2) - Os produtores e as indústrias de arroz do Rio Grande do Sul correm para garantir a armazenagem do produto. Isso porque cerca de 1,4 milhão de toneladas do cereal ainda ocupam os silos do estado, enquanto outros 7 milhões de toneladas devem entrar a partir de março, com a colheita. Estima- se que seriam necessários 200 novos silos para desafogar os espaços ocupados.
Com isso, a procura por armazéns aumentou em todas as indústrias produtoras do estado e até em Santa Catarina. As principais empresas arrozeiras gaúchas ampliaram sua capacidade de armazenagem.
Apenas na Pajé Industrial, três clientes compraram mais de 25 silos, aumentando em 30% sua capacidade. A Josapar foi uma das indústrias arrozeiras que ampliaram a armazenagem. "O governo não está vendendo os estoques e isso está ocupando espaço. Além disso, estamos diante de uma safra que, no mínimo, será igual à anterior", diz Carlos Soares Viana, diretor-adjunto comercial da empresa.
A capacidade gaúcha é de 22,5 milhões de toneladas, enquanto a safra de grãos será de 24 milhões de toneladas. (páginas 1 e C1) - Em dez anos, o Brasil vai superar os Estados Unidos na exportação de soja e etanol. Segundo o Ministério da Agricultura, as vendas de oleaginosa dobrarão e as de álcool aumentarão 229%. (páginas 1 e C2) - Com obras do Sistema de Pirapama, a região metropolitana de Recife espera solucionar racionamento que perdura 20 anos e beneficiar 3,5 milhões de pessoas. (páginas 1 e C4) - Puxado pelos preços dos alimentos, o custo de vida na capital paulista acumulou alta de 4,8% em 2007, a maior elevação desde 2004, quando o Dieese registrou aumento anual de 7,7%. (páginas 1 e A4) - Para o economista Paulo Rabello de Castro, o pacote anunciado pelo governo no início do mês ressuscita hábitos de administrações anteriores. (páginas 1 e gazetamercantil.com.br) - Antonio Corrêa de Lacerda - A economia brasileira poderá repetir neste ano o bom desempenho observado ao longo de 2007. (páginas 1 e A3) - Nelson Rocco - A Lei nº 11.638, que obriga empresas com faturamento anual de R$ 300 milhões ou mais a divulgar balanços, favorece a transparência por parte dos grandes grupos e multinacionais que atuam no País. (páginas 1 e A2) CORREIO BRAZILIENSE - Corrida aos postos esgota vacina no DF O medo de contrair febre amarela provocou uma sobrecarga nas unidades de saúde do Distrito Federal. Por causa da intensa procura, acabaram as doses no Guará, lago Sul, Cruzeiro, Asa Sul e Asa Norte. Novos lotes estão previstos para chegar hoje. Desde o dia 28 de dezembro, 500 mil pessoas se imunizaram no DF - duas vezes mais do que o previsto pelo governo. Temporão descarta epidemia, mas governo dobra produção de doses - Confira os locais de vacinação e tire suas dúvidas sobre a febre amarela - Turistas abandonam Pirenópolis, que espera volta da tranqüilidade. (págs. 1, 27 a 33 e tema do dia) - Mesmo se todos os concursos e reajustes salariais forem cancelados, governo conseguirá economizar o equivalente a pouco mais de um quarto dos R$ 20 bilhões que precisam ser reduzidos do Orçamento. Hoje, ministros e base aliada discutem a contenção de despesas nos Três Poderes e dos gastos com emendas parlamentares. (págs. 1 e 2) - Um dia após o diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica, Jerson Kelman, ter admitido a necessidade de racionamento ainda este ano, ministro Nelson Hubner descarta risco de falta de energia. Presidente Lula convoca reunião para discutir a situação dos reservatórios e repreende diretor da agência reguladora. (págs. 1 e 14) - Ministros assaltados - No fim de ano em Porto Alegre, tarso Genro (Justiça) teve R$ 5,7 mil roubados. A casa de Guilherme Cassel (Desenvolvimento Agrário) foi invadida por ladrão que levou vários eletrodomésticos. (págs. 1 e 7) - Sob forte esquema de segurança e com direito a champanhe, telas de Portinari e Picasso são devolvidos ao museu paulista, que reabre amanhã. (págs. 1 e 12) - Maior consumidor mundial, Brasil torna mais restrita a venda de remédios para emagrecer. Passa a ser exigida receita igual à dos antidepressivos e fica proibida a administração conjunta com laxantes e diuréticos. (págs. 1 e 11) VALOR ECONÔMICO - GE prepara sua ofensiva em imóveis no páis - Um americano arrastou pesos pesados da economia brasileira a um hotel da zona sul de São Paulo esta semana, Jeffrey Immelt, o todo-poderoso da General Electric veio ao Brasil pela terceira vez e anunciou: a América Latina vai ganhar importância nos negócios da companhia. Hoje, a receita na região é de US$ 6 bilhões. Em 2010, deve chegar a US$ 12 bilhões. E o Brasil responderá por nada menos que um terço disso.
No país, a gigante americana já tem operações nas áreas de energia, equipamentos médicos, de perfuração de petróleo, ferroviário, serviços financeiros e até eletrodomésticos. Mas a empresa ainda enxerga potencial para entrar em novas áreas. Uma das apostas de Immelt - que concedeu entrevista exclusiva ao Valor - é o setor imobiliário. A princípio, a GE deve participar de empreendimentos comerciais, como edifícios de escritórios, centros de distribuição e shopping centers. O banco JPMorgan já teria sido contratado para prospectar possíveis patrceiros no Brasil. A idéia é repetir por aqui a experiência bem-sucedida da companhia no México.
Outra área em que Immelt vislumbra grandes oportunidades no Brasil e na América Latina é a de infra-estrutura, que já responde por 40% do faturamento da GE em todo o mundo. Ele pretende ser um grande fornecedor de equipamentos de alta tecnologia para a Petrobrás e tem estudado o processo produtivo de biocombustíveis. Mas se nega a dizer se prefere etanol a partir do milho ou da cana.
Sobre a presença na América Latina - a região representa 3,5% do faturamento global -, Immelt faz um meã-culpa. Diz que é inferior ao potencial e que os americanos durante muito tempo olharam para o Leste e o Oeste e deixaram o Sul em segundo plano. "Mas agora estamos crescendo agressivamente", diz o executivo.
Falante e otimista sobre negócios, ele é extremamente cauteloso sobre políticas macroeconômicas. Diz que o câmbio, por exemplo, tem impacto pequeno no resultado da GE, por conta da diversificação de produtos e de localização geográfica. Presente em mais de cem países, a GE faturou no ano passado US$ 172 bilhões - mais da metade fora dos EUA. Desde que assumiu, em setembro de 2001, a cadeira de Jack Welch, ele duplicou o lucro da companhia, mas não conseguiu fazer as ações decolarem. (págs. 1 e B6) - Os tributos que tiveram elevação de alíquotas no pacote tributário do governo federal já são alvo de sugestões de planejamento pelos escritórios de advocacia. Para as instituições financeiras, que terão a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido elevada de 9% para 15%, a idéia é uma reestruturação societária para garantir uma carga efetiva de 9% sobre os lucros gerados até abril. Especialistas não descartam a possibilidade de questionar a elevação do tributo na Justiça.
Para o IOF, a alternativa é uma gestão compartilhada de caixa para amenizar o efeito do imposto nos empréstimos entre companhias de um mesmo grupo. Por enquanto, no caso do IOF ainda não foram elaborados argumentos legais convincentes para tentar uma contestação na Justiça. (págs. 1 e A3) - Uma disputa está sendo travada entre o setor de energia elétrica e as autoridades responsáveis pela aprovação dos projetos de crédito de carbono no país. Em jogo, está a proposta do governo de reduzir o fator de emissão do sistema elétrico interligado, o que afetaria de maneira substancial a geração de créditos e carbono do setor. Na prática, quem investir em energia limpa e quiser vender esses papéis, previstos no Protocolo de Kioto, não terá mais o mesmo retorno financeiro obtido hoje.
Segundo consultores ouvidos pelo Valor, as mudanças no cálculo do fator de emissão - a quantidade de CO2 emitido por MW produzido - podem provocar uma migração de projetos par outros setores ou países. Um estudo da consultoria Ecosecurites analisou 546 projetos de geração eólica, hídrica e de biomassa elegíveis para obter esses créditos. Se forem reduzidos os fatores de emissão, como quer o governo, as perdas podem chegar a R$ 153 milhões. (págs. 1 e B1) - Perde força o avanço da cana-de-açúcar sobre as áreas de grãos, observado nos últimos dois anos. A recuperação dos preços da soja e do milho e a estagnação das cotações do açúcar e do álcool mudaram a relação de rentabilidade entre essas culturas - os grãos voltaram a ficar atrativos para os produtores. Levantamento da consultoria AgraFNP, feito para o Valor, mostra que as rentabilidades do milho e da soja estão em patamares muito superiores à da cana, que está negativa na atual safra no Centro-Sul. Com isso, estaria começando a arrefecer o entusiasmo de muitos produtores em trocar uma cultura pela outra. (págs. 1 e B12) - Apesar do pior acidente aéreo da história do país e do caos nos aeroportos, em 2007 o setor manteve o ritmo de crescimento de dois dígitos registrado há quatro anos. O número de passageiros cresceu 11,9%. (págs. 1 e B2) - O Brasil exportou no ano passado 28 milhões de sacas de café, alta de 2,4% sobre o resultado de 2006. A receita, de US$ 3,9 bilhões, foi recorde. A perspectiva para 2008 é de uma redução em torno de 4%, em razão da safra menor e do aumento do consumo interno. (págs. 1 e B11) - A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) dá a largada nas ofertas públicas de ações de 2008 com uma oferta secundária que poderá movimentar R$ 548 milhões. O período de reservas vai de 16 a 22 de janeiro. (págs. 1 e D2) - Eliana Cardoso: com pacote de Lula tenta-se, mais uma vez, resolver o problema fiscal brasileiro com esparadrapos. (págs. 1 e A2) OUTROS JORNAIS JORNAL DO COMMERCIO (PE) - EMTU pede aumento de 8% para passagens - Governo descarta risco de apagão ou de racionamento - Estado adota ações preventivas para evitar volta da cólera

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