12/02/2008

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
O Estado de São Paulo
O Globo
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JORNAL DO BRASIL

- Lula e FH buscam blindagem na CPI

- O presidente Lula e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso podem ficar de fora das investigações do Congresso sobre o mau uso dos cartões corporativos do governo. Ontem, o autor do requerimento de instauração da CPI conjunta da Câmara e do Senado, deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), anunciou acordo para criar uma comissão com o líder do governo no Senado, Romero Jucá. Ambos propõem que Lula e FH não sejam investigados. (pág. 1 e País, págs. A2 e A3)

- O Brasil está conquistando os investidores do exterior. A Goldman Sachs, uma das referências do mercado acionário global, recomenda aplicações em bancos brasileiros. Considera que as ações do setor no país ainda são negociadas a preços menores que os aplicados para as companhias de outros integrantes do Bric (Rúsia, Índia e China). O britânico Financial Times, por sua vez, escreve que atualmente o Brasil "parece imune" à crise da economia americana. (pág. 1 e Economia, pág. A17)

- A Operação Carnaval no Estado do Rio, encerrada à meia-noite de domingo, revela que o número de acidentes nas estradas cresceu 17%. Foram 373, em comparação com os 322 do ano passado. Morreram 15 presos e ficaram feridas 149, contra, respectivamente, 13 e 136 vítimas de 2007, segundo dados da Polícia Rodoviária Federal. As multas por excesso de velocidade chegaram a 16 mil. Imprudência e más condições do tempo contribuíram para o aumento dos desastres. (pág. 1 e Cidade, pág. A11)

- As novas regras para a telefonia celular entram em vigor amanhã, e especialistas em direito do consumidor alertam para o risco de os clientes continuarem reféns das operadoras. Dois contratos, um de prestação de serviços e outro de fidelização, podem confundir os usuários. (pág. 1 e Economia, pág. A18)

- Um convênio firmado entre a Marinha e a PM do Rio permitirá que os policiais recebam 500 fuzis e todos os carros blindados da corporação sejam reformados, sem custo, no parque bélico da Armada. O governador Sérgio Cabral anunciou ainda a concessão de reajuste salarial ao aparato de segurança. (pág. 1 e Cidade, pág. A10)

- Ataque de ex-militares rebeldes ao palácio do governo traz mais instabilidade ao Timor Leste. O líder da insurgência, que chegou a ir à posse do então presidente, Xanana Gusmão, foi morto pelos soldados, depois de atirar no premier, José Ramos-Horta. O político foi operado e está estável, apesar da hemorragia. Foi decretado estado de exceção. (pág. 1 e Internacional, pág. A21)

FOLHA DE SÃO PAULO

- Governo e oposição fazem acordo para esfriar a CPI

- O Palácio do Planalto fechou um acordo com o PSDB na busca de uma CPI "controlada" dos Cartões Corporativos. A idéia é evitar uma devassa nas contas do presidente Lula e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o que pode esfriar as investigações. Enquanto o governo cedeu, admitindo uma comissão mista -na Câmara e Senado-, o PSDB aceitou que a investigação ocorra a partir de 1998, englobando cinco anos do governo FHC. O acordo, fechado entre o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), quase ruiu após uma troca de telefonemas do presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), com Fernando Henrique. O ex-presidente se irritou com a ampliação do foco das investigações. No final do dia, porém, Guerra admitiu que havia sido fechado um acordo. "Eu acho que a CPI não deve fazer uma devassa na vida dos presidentes [Lula e FHC]. Não deve, por exemplo, chegar aos familiares, em coisas pessoais deles" disse Sampaio. O ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais) entrou em contato no domingo com Sérgio Guerra, procurando um entendimento para a criação de uma "CPI civilizada", que não tenha o único intuito de investigar os gastos presidenciais de Lula e de FHC. Do lado tucano, o ministro ouviu não ser interesse do partido fazer uma devassa nas contas do petista, mas uma investigação profunda sobre o uso dos cartões. (Página 1)

- O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), anunciou ontem a suspensão dos saques com os cartões de pagamento do governo. Ele disse que determinou à Secretaria Estadual da Fazenda essa suspensão e que a medida deve ser efetivada nos próximos dias. Segundo Serra, a medida foi tomada para fazer um exame nos saques já realizados. "Isso deve demorar alguns dias", disse ele após a cerimônia de abertura do ano judiciário, no Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele negou que a medida tenha sido tomada por conta de eventuais irregularidades nos saques realizados com os cartões do governo. "Porque está gerando um burburinho grande e levando a muitos equívocos de interpretação", disse. (Página 1)

- O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda a criação de um mecanismo para que os bancos brasileiros, tanto públicos quanto privados, sejam obrigados a condicionar a concessão de empréstimos à legalidade ambiental dos produtores rurais. A proposta foi discutida ontem, no Palácio do Planalto, em uma reunião em que participaram o presidente Lula, os ministros Guido Mantega (Fazenda), Miguel Jorge (Desenvolvimento) e Marina Silva (Meio Ambiente), além de representantes do Ministério do Desenvolvimento Agrário e dos bancos estatais brasileiros. "Estamos criando mecanismos efetivos para que produtores rurais que realizam o desmatamento fiquem proibidos de receber incentivos financeiros", disse Marina Silva a jornalistas, ao final da reunião. (Página 1)

- O governo federal recuou e, quase um mês e meio após polêmicas e protestos, suspendeu a obrigatoriedade do selo ou etiqueta do Inmetro nos capacetes de motociclistas no país. O Contran (Conselho Nacional de Trânsito) decidiu que a exigência desse comprovante de certificação do instituto de metrologia, em vigor desde 1º de janeiro, vai valer somente para quem tiver capacetes fabricados a partir de agosto de 2007, e não mais para todos. E, mesmo assim, a medida foi postergada: tanto a presença de selo ou etiqueta do Inmetro como a obrigatoriedade das faixas refletivas nas laterais e traseira do capacete só passarão a ser fiscalizadas em 1º de junho. O recuo da gestão Lula (PT) ocorreu depois de questionamentos do próprio Inmetro. (Página 1)

- A multinacional Bunge, no Brasil desde 1938, montou um oligopólio no setor brasileiro de fertilizantes e vem sendo responsável por altos custos de produção de lavouras como soja e cana-de-açúcar. Foi esse o diagnóstico do Ministério da Agricultura, após quatro meses de investigação sobre a conduta das empresas e o comportamento do mercado. O governo quer quebrar o suposto oligopólio, usando como base o estudo, obtido pela Folha. A Bunge nega a prática. Segundo o estudo, o oligopólio é composto ainda pelas multinacionais Mosaic e Yara, que influenciam o preço interno decidindo ora sobre a produção nacional, ora sobre o fornecimento internacional. Isso porque as unidades dessas empresas no exterior vendem boa parte do fertilizante importado pelo Brasil. (Página 1)

- Um dia depois de sofrer três ferimentos a bala em um ataque comandado por um militar exonerado em 2006, o presidente de Timor Leste, José Ramos Horta, foi levado ontem a um hospital de Darwin, na Austrália. Seu estado é grave. A Austrália, que responde pela metade do contingente da força de paz das Nações Unidas no país (1.600 homens), anunciou o envio de mais 200 soldados. O atentado contra Ramos-Horta -que ganhou em 1996 o Nobel da Paz pelo papel na luta dos habitantes da ex-colônia portuguesa contra a ocupação pela vizinha Indonésia-, ocorreu no início da manhã de segunda-feira (noite de domingo no Brasil), quando homens armados em dois jipes metralharam a fachada da residência oficial, na capital, Dili. O presidente fazia exercícios na frente da casa e foi atingido ao tentar fugir. (Página 1)

- Carlos Heitor Cony - Comissão corre o risco de jogar boi de piranha no rio. (Página 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Anistia a desmatador racha ministério e governo recua

- Diante da repercussão negativa, o governo recuou do plano, divulgado no domingo pelo Estado, de dar uma espécie de anistia para promotores do desmatamento ilegal na Amazônia. A idéia - confirmada pelo secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco - era permitir que os devastadores mantivessem desmatada metade de suas terras, desde que se comprometessem a recuperar a floresta na outra metade. A divulgação do projeto, por meio de Capobiano, desagradou à ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que forçou o recuo. Em nota oficial, ela foi taxativa: "Não há possibilidade de o governo federal trabalhar na diminuição da reserva." O texto também é assinado pelo ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes, que confirmara o plano de anistia. Desde 1996, a lei obriga donos de terra na Amazônia Legal a preservarem 80% de suas propriedades. (págs. 1 e A15)

- ONGs ambientais cobram ações concretas do governo. "Precisa parar com esse vaivém e adotar uma postura responsável", diz Paulo Gustavo Prado, da Conservação Internacional do Brasil. Ambientalistas pedem ao Executivo empenho para barrar, no Congresso, mudanças no Código Florestal. (págs. 1 e A15)

- Acordo firmado ontem vai permitir a criação de CPI para investigar gastos feitos com cartões corporativos. O governo abriu mão de restringir o trabalho ao Senado, permitindo que a CPI inclua deputados e senadores. Em troca, a oposição aceitou que sejam investigadas despesas feitas no governo FHC. O acordo foi criticado por Fernando Henrique Cardoso: "As suspeitas são contra o governo atual". (págs. 1, A4 e A5)

- Governador José Serra ordenou suspensão de saques de dinheiro por meio dos cartões corporativos. Em 2007, servidores gastaram R$ 108,38 milhões com cartões. Desse total, saques em dinheiro representaram R$ 48,3 milhões. (págs. 1 e A7)

- Deputados e senadores decidiram reduzir de R$ 20 bilhões para R$ 12 bilhões os cortes programados no Orçamento da União para compensar a perda de arrecadação provocada pelo fim da CPMF. (págs. 1 e A8)

- A reforma das regras para o setor de telecomunicações será mais ampla do que o inicialmente esperado. As alterações começaram a ser preparadas pelo governo para facilitar a compra da Brasil Telecom pela Oi, mas deverão incluir mudanças que permitam às empresas telefônicas atuarem no mercado de televisão por assinatura. Companhias de TV e operadoras de telefonia têm firmado acordos que ganhariam força com essas alterações. (págs. 1, B1 e B3)

- O governo de Timor Leste declarou ontem estado de exceção por 48 horas após a tentativa de assassinato, por rebeldes, do presidente, José Ramos-Horta, e do primeiro-ministro, Xanana Gusmão. Ramos-Horta, de 58 anos, estava em estado crítico após ser atingido por um tiro no estômago e dois no peito. Ele foi transferido para a Austrália. Prêmio Nobel da Paz de 1996, Gusmão foi atacado diante de sua casa na capital Díli, mas escapou ileso. (págs. 1 e B15)

- Notas e Informações - O Estado brasileiro não consegue controlar uma área equivalente a nada menos do que 2/3 do território. A falência, no caso, é múltipla: política, legislativa e de governança. (págs. 1 e A3)

- Xico Graziano: Falta à agropecuária ser vista como decisiva no desenvolvimento. (págs. 1 e A2)

O GLOBO

- Acordo garante CPI mista e com investigação até 1998

- O governo e a oposição chegaram a um acordo para instalar uma CPI mista no Congresso que investigará os abusos em gastos com cartões corporativos e contas tipo B nos últimos dez anos, incluindo as gestões do presidente Lula e de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. Como o cartão só foi criado em 2001, também serão alvo da CPI as chamadas contas B, de suprimento de fundos. Ao anunciar ontem o acordo, o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP), autor do requerimento de criação da CPI, defenderam a tese de que a comissão não detalhe os gastos dos presidentes da República, o que levou parlamentares no Congresso a desconfiarem que o objetivo seja impedir uma investigação mais profunda. "O limite deve ser a família. Não é acordo. O que pode ter é um certo resguardo para que seja garantida a segurança do presidente e de sua família", disse o líder tucano na Câmara, Antonio Carlos Panunzzio. Os líderes do DEM e do PSDB no Senado se reúnem hoje para discutir uma linha de ação da CPI, inclusive com dissidentes da base do governo. (págs. 1 e 3 a 8)

- O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), suspendeu os saques em dinheiro feitos com cartões corporativos do governo estadual. Ele disse que a decisão foi tomada para que seja feita uma avaliação das despesas, e não por ter sido descoberta alguma irregularidade. Em 2007, os gastos com os cartões corporativos do governo paulista somaram R$ 108 milhões - desses, R$ 48 milhões (44,4%) foram contabilizados como saques. (págs. 1 e 5)

- Dois ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), Celso de Mello e Marco Aurélio Mello, condenaram o sigilo das informações sobre despesas e saques com cartões realizados pela Presidência da República. Para os dois ministros mais antigos da Corte, a alegação de segurança nacional não é argumento para manter as informações em segredo, pois, quando a verba é pública, é preciso haver transparência total sobre o destino dos recursos. (págs. 1 e 4)

- Às vésperas do anúncio da supertele, as empresas do setor de telefonia enviaram à Anatel sugestões de mudanças na lei para derrubar as barreiras que separam os serviços de voz, vídeo e dados e que dividem o país em áreas de concessão. Também querem oferecer conteúdo. (págs. 1 e 21)

- Amanhã, celular terá novas regras. (págs. 1 e 21)

- O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, anunciou ontem, em solenidade da PM, que a Marinha vai doar à polícia 500 fuzis, que serão usados na operação prevista para o Complexo do Alemão. O governador Sérgio Cabral manifestou apoio à cúpula da segurança. (págs. 1 e 12)

- O primeiro-ministro de Timor Leste, Xanana Gusmão, decretou estado de sítio no país após os atentados contra ele e o presidente José Ramos-Horta, ferido gravemente por um grupo de militares rebelados. Xanana classificou os ataques como uma tentativa de golpe de Estado e pediu mais tropas à Austrália. Ramos-Horta foi levado para um hospital em Darwin onde foi operado. Ele se encontra em estado crítico, mas estável. (págs. 1, 27 e 28)

- O Estado do Rio teve o quinto pior resultado no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, à frente apenas de Amapá, Mato Grosso, Amazonas e Tocantins. Somente 23,97% dos 5.543 candidatos foram aprovados. Segundo a OAB, o percentual reflete a qualidade do ensino. (págs. 1 e 18)

GAZETA MERCANTIL

- Fusões no País na contramão do mundo

- Os recursos nas fusões e aquisições anunciadas em janeiro, com participação de empresas brasileiras, atingiu US$ 6,67 bilhões, salto de 543,9% sobre o primeiro mês do ano passado. Enquanto isso, o total global despencou 45%, para US$ 176,7 bilhões, segundo a Thomson Financial. Para Raul Beer, sócio da PricewaterhouseCoopers, a expectativa de crescimento de cerca de 5% do PIB doméstico neste ano e a grande massa de recursos obtidos por empresas e fundos de private equity do País no mercado de capitais justificam o descolamento dos desempenhos. Um estudo do Ibmec São Paulo aponta que após serem alvo de aquisição, os preços das ações das empresas registram forte alta no mercado. (págs. 1 e B1)

- O governo federal terá que realizar cortes menores do que o anunciado no final do ano para compensar a perda de arrecadação da CPMF, mesmo com o aumento das alíquotas da Contribuição sobre Lucro Líquido (CSLL) das instituições bancárias e do IOF. Segundo a reeestimativa de receitas da União, apresentada ontem pelo senador Francisco Dornelles (PP-RJ), relator de receita do Orçamento no Congresso, a receita tributária bruta da União será de R$ 686 bilhões, e não os R$ 682 bilhões que constam no projeto original da Lei Orçamentária para 2008, enviada pelo governo ao Congresso Nacional no ano passado. Com os R$ 15 bilhões de emendas feitas pelas bancadas a serem reduzidos, o valor máximo a ser cortado seria de aproximadamente R$ 18 bilhões. O número pode cair de acordo com a disposição dos partidos de reduzir suas emendas. (págs. 1 e A17)

- O Conselho Nacional de Biossegurança, que reúne 11 ministros, deve decidir hoje a liberação para uso comercial dos milhos transgênico Liberty Link, da Bayer, e Guardian, da Monsanto. Deverão analisar os recursos administrativos do Ibama e da Anvisa contra a liberação dessas variedades. Será a segunda vez que os ministros se reúnem com esse objetivo e cabe a eles a palavra final sobre o controvertido tema. Em 29 de janeiro, o chamado Conselhão adiou a votação. Na ocasião, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e o da Saúde, José Gomes Temporão, alegaram não terem recebido estudo do Ministério da Agricultura sobre o assunto. Para evitar novo impasse, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, distribuiu questionários para sabatinar os ministros antes da reunião de hoje. (págs. 1 e C2)

- A indústria de autopeças já tem pedidos para 1,65 milhão de veículos até junho. O volume é 19% superior às 1,384 milhão de unidades fabricadas no primeiro semestre de 2007. Se este ritmo prevalecer no segundo semestre, a indústria automobilística poderá atingir quase a capacidade instalada, calculada em 3,5 milhões de unidades anuais e bater um novo recorde anual. A Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) informou que a produção anualizada já atingiu em janeiro o recorde: 3,020 milhões de unidades. "Estamos num novo patamar no Brasil", disse o presidente da Anfavea, Jackson Schneider. A Mangels prevê expansão de 28%. "Além da expansão do setor, cresce a participação de roda de alumínio nos carros", diz Adelmo Felizati, diretor de finanças e de relações com os investidores. (págs. 1 e C4)

- Apesar de sofrerem com a volatilidade do mercado de capitais, que acabou penalizando alguns papéis de segunda linha com baixa liquidez no início deste ano, os fundos de "small caps" são uma boa opção para os investidores que esperam retorno no longo prazo. Essas carteiras, que têm um patrimônio de R$ 2,67 bilhões, acumularam rentabilidade média de 36% no ano passado. Neste ano, os fundos acumulam queda de 13,11%. Ao apostar na perspectiva de valorização de empresas de menor porte ou subavaliadas, os fundos têm apresentado retornos muito superiores à média das carteiras gerais de ações. Um dos que lideraram em rentabilidade nesse segmento é o Máxima Participações FIA, da Máxima Asset Management, que fechou 2007 com alta de 283,99% e acumula queda de 21,17% neste ano. O analista Bruno Piacentini, da Fama Investimentos, afirma que as ações de empresas com foco no mercado interno apresentam grande potencial de valorização. A aposta na rede de varejo Grazziotin ajudou o Futurevalue, administrado pela Fama, a ter retorno de 83,6% em 2007. O fundo comprou o papel da Grazziotin por R$ 25 em abril de 2006 e hoje o ativo vale cerca de R$ 86. A gestora ainda tem um outro fundo com foco em small caps que acumulou retorno de 64,3% em 2007. (págs. 1 e B4)

- A Cteep (Companhia de Transmissão de Energia Elétrica) comunicou ontem ao mercado operação de reestruturação societária em que irá incorporar a ISA Participações do Brasil e aproveitar o ágio estimado em R$ 682 milhões e os benefícios fiscais de R$ 232 milhões. Ambos foram gerados com base nas projeções de resultados futuros e têm origem na privatização da Cteep, que pertencia ao governo do Estado de São Paulo, em junho de 2006. A empresa foi adquirida pela colombiana ISA. De acordo com o comunicado da empresa, a ISA Participações será extinta. As ações ordinárias da Cteep de sua propriedade serão entregues para a ISA Capital do Brasil. A operação já foi aprovada pela Aneel, a agência que regula o setor de energia elétrica. Ontem, as ações preferenciais da Cteep fecharam em alta de 3,67% na Bovespa, a R$ 41,45, após 581 negócios. As ON subiram 1,71%, para R$ 35,60. (página 1)

- A Lume Cerâmica, de Limeira (SP), recebeu no dia 29 de janeiro um comunicado da Comgás de que teria de reduzir em 15 mil metros cúbicos o consumo mensal de gás natural. Segundo Oziel Orlando Lucinda, gerente industrial, o volume representa 33% do consumo. A alternativa para driblar a situação é o uso do gás liqüefeito de petróleo, 40% mais caro e que deve elevar em 6% o preço final dos produtos, disse. Outras empresas do setor também se mostram preocupadas com o abastecimento. Sérgio Luiz da Silva, diretor vice-presidente de mercado de grandes consumidores, GNV da Comgás, minimizou o problema e informou que as indústrias estão abastecidas. (págs. 1 e C3)

Empresas mostram que é possível desenvolver a Amazônia de maneira sustentável, aliando crescimento econômico com preservação ambiental e justiça social nas comunidades locais. (págs. 1 e A20)

A Anatel questionará o Ministério das Comunicações sobre mudar as regras da telefonia. O deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) prevê que isso permitirá, além da fusão Oi e BrT, a chegada de outras empresas. C6

Amanhã, técnicos dos governos do Brasil e da Argentina se reúnem, em Buenos Aires, para azeitar as relações comerciais entre os países. Na pauta, pontos espinhosos como a invasão de produtos chineses. (págs. 1 e A13)

A revista inglesa LatinLawyer elegeu os quatro negócios do ano em 2007. Cinco bancas brasileiras de advocacia atuaram nas operações, sendo uma delas a abertura de capital da Bovespa. (págs. 1 e A15)

INFRA-ESTRUTURA - Bologna assume WTorre e mira obras aeroportuárias. (págs. 1 e C1)

AGROINDÚSTRIA - Expansão do setor em 2007 foi de 5%. (págs. 1 e C2)

OPINIÃO

Manoel Horacio F. Da Silva - O Brasil está preparado para superar os problemas importados pela crise do subprime e os gerados aqui mesmo? (págs. 1 e A3)

Augusto Nunes - Despesas palacianas foram proibidas de constar no Portal da Transparência. Os companheiros não estão preocupados com a segurança física do chefe. Só com a segurança eleitoral de Lula. (págs. 1 e A16)

CORREIO BRAZILIENSE

CPI poupa FHC e Lula. Serra proíbe saques

- Acordo entre Planalto e oposição para criar comissão de inquérito mista livra de devassa gastos da presidência na gestão de petista e de tucano. Em São Paulo, governador suspende uso do cartão para retiradas em dinheiro. (págs. 1 e Tema do Dia, págs, 2 a 7 )

- CPI das ONGs quer que Timothy Mulholland se explique sobre gastos de R4 470 mil para decorar apartamento. Tudo pago pela Finatec, fundação voltada para empreendimentos científicos e tecnológicos. "Não é difícil entender por que falta dinheiro para pesquisa", indigna-se o senador Álvaro Dias (PSDB-PR). (págs. 1 e 26)

- Estado de exceção foi decretado no país pelo primeiro-ministro, Xanana Gusmão, após atentado ao presidente José Ramos-Horta, ganhador do Nobel da Paz. Ele foi ferido com três tiros e corre risco de morte. Xanana também foi vítima de ataque e escapou ileso. Brasileiros que vivem em Díli estão com medo. (págs. 1 e 20)

- Acidente em São Paulo mata cinco mulheres. (págs. 1 e 12)

VALOR ECONÔMICO

- Primeiro IPO do ano revela investidores mais exigentes

- A fabricante de micronutrientes Nutriplant, de Paulínia (SP), fechou ontem a captação que promoverá a estréia do Bovespa Mais, dedicado às companhias e às emissões de menor porte e com regras rígidas de governança. É também a primeira abertura de capital de 2008. O resultado da oferta inicial de ações (IPO) mostra uma mudança substancial nas condições do mercado em comparação com o ano passado, com uma troca de poderes provocada pelo agravamento da crise financeira internacional. O jogo agora pende para o comprador. Para apostar em novas empresas, o investidor passou a exigir descontos maiores.

A Nutriplant conseguiu 28,5% menos do que o piso previsto. As ações foram oferecidas num intervalo sugerido de R$ 14,00 a R$ 18,00, mas a falta de apetite do investidor fez com que fossem colocadas a R$ 10,00. Do mínimo de R$ 28,9 milhões que esperava adicionar ao caixa, a empresa levantou R$ 20,7 milhões.

Embora não possa servir de comparativo para quem pretende oferecer ações no Novo Mercado, as dificuldades enfrentadas pela Nutriplant são um termômetro da exigência dos investidores. A colocação enfrentou um complicador adicional: o tamanho da operação. Trata-se de uma oferta que teve um público-alvo bem mais reduzido do que as distribuições ocorridas até o fim de 2007. Com menor liquidez, a pressão por deságio foi naturalmente maior.

A Nutriplant aceitou uma redução de preço que nem todos os vendedores estão dispostos. Em janeiro, o acirramento da crise levou Norse Energy, Copasa e Ideiasnet a alterar seus planos na Bovespa. O que já ficou claro é que quem quiser vender ações na bolsa este ano encontrará uma platéia muito mais seletiva. Além disso, terá de abrir mão de parte do ganho, dividindo-o com o mercado ao reduzir o preço na venda dos papéis. Sem aceitar as novas condições, talvez as companhias não concretizem suas captações no primeiro semestre.

A despeito do momento ruim, a fila de empresas que pretendem abrir capital não parou de crescer na Comissão de Valores Mobiliários. Só neste ano, cinco companhias anunciaram essa intenção e aguardam um melhor cenário no mercado para fazer suas captações. (págs. 1 e B1)

- O governo desistiu de incluir em sua nova proposta de reforma tributária a unificação da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) e do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica. A idéia original, que chegou a ser anunciada pelo Ministério da Fazenda no ano passado, era facilitar a vida do contribuinte, já que os dois tributos incidem sobre a renda das empresas. Mas houve um recuo para evitar maiores alterações na base de cálculo dos fundos de participação de Estados e de municípios na arrecadação federal.

A informação foi dada a representantes desses fundos nos debates sobre a reforma, que deve ser encaminhada ainda este mês ao Legislativo como proposta de emenda constitucional. (págs. 1 e A8)

- Uma norma da Receita Federal aumentou em quatro vezes o Imposto de Renda e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) das empresas que recebem matérias-primas das contratantes e apenas industrializam os produtos e recolhem os tributos pelo regime do lucro presumido. O Ato Declaratório Interpretativo nº 20 alterou a posição da Receita sobre a chamada "industrialização sob encomenda", que passou a ser considerada prestação de serviços - o que aumenta a alíquota de IR de 8% para 32%. A mudança atinge a indústria gráfica e fornecedores dos segmentos eletroeletrônico e de máquinas e equipamentos - que agora estudam alternativas, já que a migração para o lucro real também representaria aumento nos tributos. (págs. 1 e E1)

- A forte concentração das importações brasileiras diminuiu. Entre 2000 e 2007, enquanto a participação do Sudeste nas compras externas caiu de 64% para 59%, as do Centro-Oeste, Sul e Nordeste ganharam espaço. A industrialização de alguns Estados e o aumento da renda em regiões menos favorecidas explicam a mudança.

O Centro-Oeste mais do que dobrou sua participação no período, de 2% para 4,8%, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em Goiás, as compras de peças para veículos automotores, principal item da pauta de importação, e as destinadas aos setores químico e alimentício mais que dobraram. Já o Sul avançou três pontos percentuais, de 17% para 20%, e o Nordeste, de 8,6% para 9,8%. No caso nordestino, o aumento da renda foi fator determinante. (págs. 1 e A14)

- A queda dos juros no ano passado aumentou o peso das taxas de administração nos fundos DI e renda fixa. Entre 30 carteiras oferecidas pelos bancos de varejo, só dez conseguiram superar a poupança em 2007. (págs. 1 e D1)

- As vendas de automóveis no país - nacionais e importados - cresceram 40,6% em janeiro, em relação ao mesmo período do ano passado, e somaram 214.959 unidades licenciadas, recorde para o mês. A produção nacional aumentou 23,2%. (págs. 1 e B9)

- A indústria mineira liderou o crescimento do setor em 2007, com expansão de 8,6%, ante os 6% da média nacional. Além de Minas, Espírito Santo, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo também superaram a média. A indústria fluminense cresceu 2,1%. (págs. 1 e A3)

- Os fundos de investimento captaram R$ 19,1 bilhões no ano, até 7 de fevereiro, maior valor já registrado para o período. Os depósitos em poupança também tiveram aumento expressivo em janeiro, de R$ 1,1 bilhão. (págs. 1 e D2)

- A Vale do Rio Doce tem até 21 de março para oficializar uma proposta pela mineradora anglo-suíça Xstrata, segundo legislação do Reino Unido. Se não se manifestar até lá, terá de aguardar seis meses para fazer a oferta. (págs. 1 e B1)

- Delfim Netto: política cambial e de estímulo à exportação atual talvez seja pior que a de 1998/2002. (págs. 1 e A2)

- Raymundo Costa: há compromisso de mudança na nova cúpula do PT. (págs. 1 e A6)

ESTADO DE MINAS

- Acordo para a CPI dos cartões racha partidos

- O acordo firmado, ontem, entre o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), e o deputado Carlos Sampaio (PSDB-SP) para a instalação de uma CPI mista, para investigar o uso dos cartões corporativos no governo atual e no anterior, desde 1998, desagradou setores da oposição e da base aliada. O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), disse que não há acordo sem ouvir os senadores. O líder do DEM, José Agripino Maia (RN), também não gostou do fechamento do acerto sem passar pelos líderes no Senado. E aproveitou para reivindicar a presidência e a relatoria da comissão. Entre os governistas, que também fazem questão dos dois cargos, houve mais problemas. O líder do governo na Câmara, Henrique Fontana (PT-RS), apelou para que todos partidos apóiem as investigações. Mas o PR, o PP e parte do PMDB anunciaram que são contra as apurações. Segundo alguns aliados, o que irritou foi a negociação com a oposição ter sido feita à revelia da base aliada. (págs. 1, 3 a 5 e editorial 'Mista pode ser a pizza', na página 10)

- Ferido a tiros por rebeldes, o presidente do Timor-Leste, José Ramos-Horta, está internado em estado grave, em coma induzido, na Austrália, para onde foi levado. Protegido por tropas da ONU, o primeiro-ministro José Xanana Gusmão, que saiu ileso do atentado, decretou toque de recolher até a manhã de hoje. (págs. 1 e 18)

- Minas tem 3 cidades com gestão modelo. (págs. 1 e 8)

- Estado lidera crescimento da indústria (págs. 1 e 14)

- Cinco mulheres morrem em estrada paulista. (págs. 1 e 12)

OUTROS JORNAIS

JORNAL DO COMMERCIO (PE)

- Guerra ao fumante

- A partir de hoje, bares, restaurantes, boates e hotéis que não cumprirem a lei que proíbe o fumo receberão multas de até R$ 400 mil. Vigilância Sanitária do Recife promete rigor na fiscalização e vai receber denúncias pelo 0800 281 1520. (pág. 1)

- CPI dos cartões livra Lula e FHC. (pág. 1)

- Cesta básica disparou em janeiro. (pág. 1)

- Governo altera lei e motociclistas comemoram vitória. (pág. 1)

- TJPE empossa Og Fernandes na presidência. (pág. 1)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.