23/01/2008

Jornal do Brasil
Folha de São Paulo
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JORNAL DO BRASIL

- EUA dão choque na crise

- Os Estados Unidos surpreenderam os mercados mundiais ontem, reduzindo sua taxa básica de juros de 4,25% para 3,5%, o maior corte em 14 anos. A decisão, para afastar o temor de recessão na economia americana, deu resultado positivo interrompendo dias de quedas em bolsas de valores. O Fed, banco central dos EUA, quer acelerar o consumo no país, aquecendo a economia. Mesmo assim, a Bolsa de Nova York retomou de feriado com queda de 1,06%. O índice da Bovespa, no Brasil, cresceu 4,45%, depois de registrar perda de 6,6% na véspera. (págs. 1, economia A17 e A18)

- O governo federal anunciou que o trem-bala ligando Rio a São Paulo e Campinas foi incluído no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). A licitação sai até 15 de fevereiro, assim como a do programa habitacional do Complexo do Alemão. O governo só concluiu em todo o país 27% das obras previstas para 2007, primeiro ano de execução do PAC. Mas até o mês passado conseguiu reservar 97% dos recursos para conclusão das obras. (págs. 1 e A3)

- O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) anunciou ontem que o Brasil melhorou 27 posições na taxa de mortalidade infantil r eferente aos menores de 5 anos. O número caiu de 57 para 20 por mil nascidos vivos entre 1990 e 2006. (pág 1 e A7)

- O excesso de demanda e a falta de organização impediram que muitas pessoas conseguissem vacinar-se contra a febre amarela ainda a tempo de a dose fazer efeito durante o carnaval. Em alguns postos as filas tinham até 300 pessoas. O governo garantiu o envio de mais 20 mil unidades da vacina a Rio. (págs. 1 e Cidade A14)

FOLHA DE SÃO PAULO

- EUA fazem corte emergencial de juros e diminuem perdas

- Um dia depois de uma das maiores derrocadas dos mercados nesta década, o Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) surpreendeu com uma reunião extraordinária na qual definiu um corte agressivo de 0,75 ponto percentual nos juros, uma decisão que só era esperada para o dia 30, a próxima reunião agendada. A última vez que o Fed fez reunião extra para intervir na taxa básica foi pouco após os atentados de 11 de setembro de 2001.

Desde ontem, os juros dos "Fed Funds" (taxa básica dos EUA) recuaram de 4,25% para 3,50% ao ano mesmo sob o risco de aceleração da inflação ao consumidor, que ficou em 4,1% em 2007, a maior em 17 anos.

Embora vista como insuficiente por alguns analistas, a ação do Fed foi bem recebida pelos mercados. As principais Bolsas fecharam em alta ou reduziram suas perdas ao longo do dia. Mas a turbulência deve prosseguir, dizem analistas. (Página 1)

- O governo maquiou os resultados do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Obras com cronogramas atrasados em relação ao previsto no último balanço, feito em setembro do ano passado, obtiveram o selo verde, que serve para classificar os projetos com andamento adequado. Na área de energia elétrica, o governo decidiu ignorar os atrasos em obras como as da usina nuclear de Angra 3 e das hidrelétricas de Belo Monte (PA) e Ribeiro Gonçalves (PI). Entre os projetos de gás natural, não foi considerado o atraso no gasoduto Campinas-Rio. Também na área de infra-estrutura, o governo decidiu continuar classificando com o selo verde (adequado) as obras de dragagem do porto de Itaguaí (RJ), da implantação da avenida perimetral portuária de Santos (margem direita) e de adequação das pistas do aeroporto de Guarulhos -todas atrasadas em relação aos prazos previstos em setembro de 2007. (Página 1)

- A mortalidade de crianças com menos de cinco anos caiu 65% entre 1990 e 2006. A queda, acentuada a partir de 2004, fez o país melhorar 27 posições no ranking desse indicador, que foi divulgado ontem no relatório "Situação Mundial da Infância 2008", do Unicef (Fundo das Nações Unidas para a Infância). Em 2006, o Brasil aparece na 113ª posição entre 196 países -o primeiro colocado, Serra Leoa, é o que apresenta pior índice. Em 2004, estava em 88º e, em 1990, em 86º. Os países com os melhores índices são, empatados, Suécia, Cingapura, San Marino, Liechtenstein, Islândia e Andorra. Entre 2004 e 2006, o declínio no Brasil foi de 41% -morriam 34 crianças a cada mil nascidos vivos, contra 20 em 2006, os últimos dados disponíveis. O índice é superior aos 40% de queda registrados de 1990, quando morriam 57 a cada mil nascidos vivos, para 2004. (Página 1)

- Em reunião com o ministro José Múcio (Relações Institucionais), o presidente Lula decidiu ontem que a diretoria Internacional da Petrobras será dada ao PMDB. O partido indicou Jorge Zelada para o posto. Zelada, hoje gerente da área de engenharia da Petrobras, será nomeado na cota do PMDB de Minas, mas também tem o apoio da direção nacional do partido. O PT, que hoje comanda a diretoria, cederá a vaga.O senador Delcídio Amaral (PT-MS) é o padrinho político do atual diretor, Nestor Cerveró. Segundo a Folha apurou, a intenção do presidente é nomear aos poucos os indicados pelo PMDB. (Página 1)

- Os Jogos Pan-Americanos do Rio consumiram 63% do orçamento do Fundo Nacional de Segurança Pública no ano passado. Foram R$ 418 milhões. Com isso, restaram apenas R$ 250 milhões para os programas estaduais e municipais de prevenção e combate à criminalidade. Foi mais do que em 2006 (R$ 199,7 milhões), mas bem menos do que em 2003 (R$ 315,2 milhões). Para efeito de comparação, o valor equivale aos novos investimentos feitos com orçamento próprio por apenas duas secretarias de Segurança, as de São Paulo e do Rio, em 2007. Como o governo demorou a aprovar os convênios -os primeiros foram liberados em novembro-, eles só serão implantados de fato em 2008. (Página 1)

O ESTADO DE SÃO PAULO

- Maior corte de juros dos EUA em 25 anos alivia mercados

- O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados unidos, reduziu ontem a taxa básica de juros de 4,25% ao ano. Foi maior corte nos juros americanos desde 1982, o que serviu para reduzir a turbulência nos mercados financeiros. A decisão foi tomada em caráter extraordinário, fora do calendário das reuniões regulares do Fed - que não apelava para iniciativas desse tipo desde os atentados terroristas de 11 de setembro de 2001. O próximo encontro do organismo e sta agendado para a semana que vem. O gesto do Fed dissipou o pânico que na véspera dominara as bolsas de valores pelo mundo. A Bolsa de Londres teve alta de 2,90% e a de Paris subiu 2,07%. A de Nova York, que não tinha funcionado na segunda-feira por causa de feriado nos EUA, caiu 1,06%. Puxada pela valorização das ações da Petrobrás, a Bolsa de São Paulo avançou 4,45%. O ministro da Fazenda Guido Mantega considerou o corte dos juros americanos insuficientes para encerrar a fase de turbulência. "Enquanto não houver uma absorção das perdas não teremos a digestão dessa crise", disse. (pág. 1 e B1 a B7)

- A Petrobrás informou que a jazida de gás encontrada na Bacia de Santos e chamada de Júpiter contribuirá para garantir a auto-suficiência nacional no produto. O volume de gás ainda não foi estimado, mas a empresa lembra que todos os poços na região tiveram sucesso. O projeto-piloto deve ser antecipado, mas o campo só entrará em produção em 2014. (pág. 1 e B10)

- A Europa anuncia hoje seu novo plano de corte de emissões de CO2, uma das medidas do qual é maior uso de etanol pelos carros, o que desperta interesse de produtores brasileiros. Outra base do plano é cobrar taxas das industrias que não reduzirem emissões. Quanto mais rico o país europeu, maior será a exigência de corte do CO2, o que já provoca queixas. (pág. 1 e A18)

- Relatório do Unicef sobre a situação mundial da infância mostra que a mortalidade de crianças caiu no Brasil entre 2004 e 2006. Com isso, o País subiu 27 posições no ranking que avalia 194 nações com base na chance de meninos e meninas chegarem aos 5 anos de idade. Ainda assim, a possibilidade de uma criança morrer em Alagoas é mais de três vezes maior do que a de uma nascida em São Paulo. (pág. 1 e A16)

- A venda de bebida alcoólica nas rodovias paulistas foi proibida há mais de 10 anos, mas não é difícil obter cerveja, caipirinha ou vinho nos bares à beira delas. Em alguns pontos, a venda é feita às escondidas, em outros, abertamente. (pág. 1 e C1)

- Marina e o criacionismo - Marcos Sá Corrêa: A ministra entrou em rota de colisão com Charles Darwin. (pág. 1 e A18)

- A procuradora-geral do Paraná, Jozélia Nogueira Broliani, pediu demissão em protesto contra o governador Roberto Requião. Poucas horas antes, ele anunciara que a TV educativa estadual sairia do ar, numa reação à decisão judicial que o impede de atacar adversários na programação da emissora. Requião alega estar sendo vítima de censura. (págs. 1 e A4)

- Ousadia contra o medo - O Fed mostrou ousadia ao cortar emergencialmente a taxa básica de juros ao menor nível desde 2005. Mas ainda é cedo para falar em fim da instabilidade nos mercados. (pág. 1 e A3)

O GLOBO

- Corte inédito de juros não livra os EUA de recessão

- O Federal Reserve, o banco central americano anunciou ontem, antes da abertura dos mercados no Ocidente e após reunião extraordinária redução de 0,75 ponto percentual na taxa de juros, que caiu para 3,5% ao ano. Desde o 11 de Setembro o Fed não fazia um encontro extra e, há 23 anos, não havia corte de juros dessa magnitude. O objetivo era injetar animo nos investidores após o desastre na véspera. Por causa do fuso horário, na madrugada, os mercados da Ásia continuaram despencando, o que motivou a ação do Fed. Mas o resultado ainda foi tímido. A preocupação com a recessão fez a Bolsa de Nova York fechar no vermelho (Dow Jones em m queda de 1,06% e Nasdaq, - 2,04%). Os índices de Paris e Londres subiram No Brasil, puxada por Petrobras, a Bolsa subiu 4,45%. (págs. 1, 19 a 23, editorial "Outro desafio", Merval Pereira e Miriam Leitão).

- A situação é muito mais seria do que em qualquer outra crise financeira desde o fim da Segunda Guerra. George Soros, investidor.

- Acho que teremos recessão. Mas o governo não vai aceitar uma r exceção prolongada e profunda. Thomas Trebat, da Universidade de Columbia.

- A União engordou o PAC com novas ações, como o trem-bala Rio-SP, a privatização de mais 4 mil quilômetros de rodovias federais e a construção de pequenas hidrelétricas e linhas de transmissão. A ministra Dilma Rousseff disse que o PAC é "uma vacina contra a crise". (pág. 1, 26 e 27)

- De 2005 a 2006, o Brasil reduziu a mortalidade infantil e passou do 86% para o 113% lugar num ranking de 194 países feito pelo Unicef. De 1990 a 2006, as mortes de crianças caíram pela metade no país. Mas o Brasil ainda tem anualmente 74 mil mortes de menores de 5 anos e foi incluído pelo Unicef entre os 60 países prioritários para o combate à mortalidade infantil. (pág. 1 e 3 e 4)

- O ministro José Temporão admitiu que o governo não terá como fiscalizar a venda de bebidas alcoólicas nas estradas. Ele fez um apelo para que o povo denuncie bares e restaurantes. A Polícia Rodoviária foi pega de surpresa. (pág. 1 e 5)

- Inconformado com o estado de abandono do Galeão/Tom Jobim, o governador Sérgio Cabral propôs ontem ao ministro Nelson Jobim a imediata privatização do aeroporto, informa Ancelmo Góis. (pág. 1 e 14)

- No momento em que cresce o boicote ao pagamento de IPTU, a prefeitura espalhou pela cidade 85 outdoors para incentivar a população a pagar o imposto em cota única, com 7% de desconto, em fevereiro. A campanha sugere que o carioca economize dinheiro no carnaval para arcar com o tributo. O prefeito César Maia disse que a prefeitura só arcou com o custo da produção dos anúncios porque a exibição foi assumida, em permuta, pelas empresas de publicidade. No mercado, campanha semelhante custa até R$ 120 mil a quinzena. A próxima manifestação pelo adiamento do IPTU será depois de amanhã, no Lago do Machado. (pág. 1 e 17)

GAZETA MERCANTIL

- Fed corta juro nos EUA e reduz tensão global

- O Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) conseguiu interromper ontem o pânico que assolava as bolsas internacionais na segunda-feira, ao anunciar um corte extraordinário de 0,75 ponto no juro norte-americano, para 3,5% ao ano. Foi a maior flexibilização monetária em quase 14 anos. Embora surpreendente, a decisão teve impacto limitado. Predominou no mercado a avaliação de que a decisão veio tarde e pode ser insuficiente para evitar uma recessão nos EUA. Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones caiu 1,06%, bem menos que as perdas em outros mercados na segunda-feira, quando não houve negócios em Wall Street. A Bovespa, que havia despencado 6,6% no início da semana, ontem reagiu com alta de 4,45%. O dólar caiu 2,08%, a R$ 1,79 na venda.

Para economistas, a ação do Fed permite que o Comitê de Política Monetária (Copom) mantenha hoje a Selic em 11,25%. Para os empresários brasileiros, a turbulência nos mercados financeiros internacionais exige cuidado, mas não deverá se traduzir em adiamento de investimentos. As atenções estão voltadas, em especial, para as repercussões da crise na China. Uma das preocupações é com a queda nos preços das commodities, que afetaria diretamente o Brasil.

Em Washington, o presidente George W. Bush iniciou as reuniões com membros do Congresso para discutir o pacote de incentivo à economia. Segundo fontes da Casa Branca, a ajuda pode até ser ampliada.

Em Viena, o investidor George Soros declarou que a atual crise financeira é muito pior do que qualquer outra desde a Segunda Guerra Mundial e que os EUA "estão ameaçados por uma recessão que pode contagiar a Europa". (págs. 1, A6, A9, A10 e B1)

- A confiança da maioria dos executivos de alto escalão em relação às perspectivas econômicas mundiais para este ano foi abalada pela primeira vez desde 2003, revelou a pesquisa da PricewaterhouseCoopers (PwC), que ouviu 1.150 pessoas em 50 países. Mas a América Latina mostrou os índices mais elevados de otimismo. No Brasil, 57% dos executivos estão muito confiantes no aumento da receita para os próximos três anos, de acordo com o estudo, e as maiores preocupações são a segurança energética e a infra-estrutura básica inadequada.

O levantamento, que ainda não reflete o recente agravamento da crise nos mercados internacionais, foi divulgado em Davos, Suíça, durante o coquetel de abertura do evento anual do World Economic Forum (WEF). (págs. 1 e A10)

- No máximo após o Carnaval, a Comissão de Orçamento do Congresso vai anunciar uma reestimativa de receitas da União que deve diminuir de R$ 20 bilhões para R$ 17 bilhões a necessidade de corte no Orçamento para compensar o fim da CPMF. Ontem, o governo anunciou que, no primeiro ano de execução do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), concluiu 27% do previsto no Orçamento de 2007, com desembolso de R$ 4,5 bilhões dos R$ 16,5 bilhões previstos. Com restos a pagar de obras incorporadas ao PAC, foram pagos R$ 7,3 bilhões, ou 44,2% do Orçamento. (págs. 1, A4, A5 e A7)

- O ministro Guilherme Cassel, do Desenvolvimento Agrário, apresentou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva o programa Territórios da Cidadania. O programa prevê investimento de R$ 7 bilhões este ano. As ações serão lançadas no próximo dia 28 e visam concentrar ações de desenvolvimento e infra-estrutura em regiões pobres, principalmente nas áreas rurais, em todo o Brasil. A idéia é somar políticas públicas com a participação popular, evitando o êxodo. O presidente deverá expor o programa hoje, durante reunião ministerial que acontecerá no Palácio do Planalto. (págs. 1 e A6)

- O efeito dólar fez saltar as importações brasileiras de móveis em 2007, que alcançaram US$ 294,5 milhões, valor 45% superior ao do registrado em 2006. O percentual é muito acima dos 2,7% verificados nas exportações, que passaram para US$ 994,2 milhões, e bastante superior à evolução do mercado interno, que, segundo estimativa preliminar da Associação Brasileira dos Fabricantes de Móveis (Abimóvel), teve um crescimento real entre 8% e 10%, para cerca de R$ 13 bilhões. Esse cenário interno está atraindo empresas estrangeiras como a norueguesa Ekornes, que decidiu investir no País, fazendo parceria para montar poltronas. (págs. 1 e C4)

- Previdência - Déficit em 2007 chega a R$ 46 bilhões. (págs. 1 e C6)

- A Petrobras admite formar uma força-tarefa com petrolíferas estrangeiras presentes na bacia de Santos para antecipar, para antes de 2012, a produção de gás natural dos blocos na camada pré-sal. (págs. 1 e A6)

- As turbulências do mercado acionário não frearam a intenção de algumas companhias de ir à Bolsa. Ontem, a Global 4, empresa da área de turismo, anunciou que abrirá capital com oferta primária. (págs. 1 e B3)

- O prefeito paulistano Gilberto Kassab (DEM) não abre mão de sua candidatura à reeleição. A decisão, apoiada até pelo governador José Serra (PSDB), põe em xeque a aliança com os tucanos. (págs. 1 e A7)

- A falta de mão-de-obra qualificada pode afetar a competitividade da indústria de papel e celulose. O receio se refere à manutenção de fábricas. (págs. 1 e gazetamercantil.com.br)

- Avicultura - Para Lohbauer, da Abef, milho caro afetará setor. (págs. 1 e C5)

- Ives Gandra da Silva Martins: A quebra de sigilo bancário pela Receita é inconstitucional e o ministro Marco Aurélio de Mello já mandou um recado para a Receita. (págs. 1 e A8)

- Antonio Penteado Mendonça - A impunidade dos poderosos é uma alavanca para a anarquia que se vê nas maluquices que acontecem nas ruas. (págs. 1 e A3)

CORREIO BRAZILIENSE

- Morador de Sobradinho tem morte suspeita

- Francisco dos Santos, 32 anos morreu na segunda-feira no hospital regional da cidade com sintomas da doença. Entre os dias 12 e 15, ele visitou o município de Padre Bernardo (GO), a 106 km de Brasília. Se confirmado o diagnóstico, será o terceiro morador do DF a morrer por febre amarela. Segundo boletim do Ministério da Saúde divulgado ontem, 12 casos da doença foram confirmados, sendo oito fatais. (pág. 1, 23 e 24)

- Em uma medida surpreendente, a mais agressiva dos últimos 25 anos, o Federal Reserve (Banco Central norte-americano) baixou a taxa de juros em 0,75 ponto para acalmar o mercado financeiro. Mas as bolsas tiveram uma recuperação tímida, com exceção da Bovespa, que registrou alta de 4,45%. Para especialistas, decisão pode acelerar inflação nos EUA. (pág. 1, 12 e 13)

- Balanço divulgado ontem mostra que, dos R$ 16,599 bilhões previstos para serem aplicados em 2007, apenas R$ 4,536 bilhões foram efetivamente desembolsados. Governo alega que 97% do dinheiro já estão comprometidos. (pág. 1, 14 e 15)

- O Brasil melhorou 27 posições no ranking da redução da mortalidade infantil divulgado pelo Unicef. O estudo alerta, porém, para a saúde das mães. Ranielle de Souza, 14 anos, passou por gravidez de risco para dar à luz Gabriella e Grazielly. (pág. 1, 9 e 10)

- Para ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a Polícia Rodoviária não tem condições de fiscalizar venda de bebidas alcoólicas às margens das estradas. Tarso Genro, da Justiça, diz que efetivo é suficiente. Proibição começa dia 1º. (pág. 1 e 11)

- Concorrência - Secretaria de Direitos Econômico do Ministério da Justiça apura se lei distrital impede taxistas do DF de dar descontos nas corridas. Profissionais como Ariovaldo Borges são contra a redução de preços. (pág. 1 e 16)

VALOR ECONÔMICO

- A crise desencadeada no mercado de hipotecas americano se disseminou pelos mercados mundiais e já trouxe grande volatilidade nas taxas de juros no crédito a consumidores e empresas brasileiras. As condições já são outras nos financiamentos de veículos e nas operações de crédito bancário. No caso dos automóveis, os prazos máximos começaram a baixar e as taxas de juros subiram. Mas como a demanda supera a oferta, essas alterações ainda não apareceram claramente no mercado.

Toda vez que a crise das hipotecas se agrava, os juros futuros sobem e levam junto as taxas bancárias no Brasil. Neste início de ano não foi diferente e os juros já subiram mais de um ponto percentual. Isso acontece porque boa parte dos recursos usados pelos bancos para empréstimos são captados no mercado (interno e externo) com a emissão de títulos, como os CDB, por exemplo, e as taxas desses títulos oscilam em função dos juros futuros.

A insegurança dos bancos fez com que algumas financeiras retirassem os planos de 72 meses. Os juros também subiram. Quando aplicada sobre R$ 20 mil - valor médio bastante comum no financiamento de veículos - a mudança nas taxas altera significativamente a prestação: em 60 meses, o valor da parcela passou de R$ 454,60 para R$ 514,00 num período de três semanas. Os vendedores afirmam que os bancos ainda poderão voltar atrás.

O gerente de vendas de uma concessionária conta que foi surpreendido logo no início de janeiro por um aumento de 1,09% para 1,43% nos juros dos planos para venda de carros zero-quilômetro em 60 parcelas. Há mais ou menos uma semana, no entanto, o mesmo banco voltou a baixar a taxa para 1,29%.

O consumidor também já se retraiu, segundo informam os gerentes das revendas. Em uma concessionária, a participação das vendas financiadas nos carros novos caiu de 55% para 40% em menos de um mês. As mudanças nas condições de crédito ainda não foram oficialmente registradas pelas entidades que representam a indústria e os bancos das montadoras, mas estão no dia-a-dia das lojas.

Para o economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos, Nicola Tingas, não há razão para a oferta de crédito piorar no Brasil. "Pelo lado da oferta, pode ter ajustes pontuais, mas nada que bancos precisem brecar as concessões, como ocorre nos EUA", avalia. (págs. 1 e C4)

- A crença de que as matérias-primas continuarão em alta, com ou sem recessão nos Estados Unidos - que sustentou o boom de commodities nos últimos anos -, está abalado. Quedas nas bolsas em todo o mundo foram acompanhadas por desvalorização de metais e do petróleo, sinal de que mais operadores agora acreditam agora que a economia mundial pode sofrer mais do se pensava.

De fato, as cotações melhoraram um pouco ontem nos EUA. O cobre chegou a US$ 3,0715 a libra na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), mas se recuperou e fechou a US$ 3,1965, embora ainda em queda de 1,1%. O petróleo, que chegou a passar dos US$ 100 no início do ano, fechou o dia em US$ 89,85 na Nymex, com queda de 0,8%.

Embora a expectativa de uma interrupção no boom das commodities esteja crescendo, muitos analistas citam fatores estruturais de longo prazo, como gargalos na oferta, para explicar por que esses mercados ainda não pararam de subir. Temores de recessão, admitem alguns, estão causando uma queda indiscriminada, mas temporária. (págs. 1 e C6)

- Os governos federal e de Minas Gerais vão repassar cerca de 11 mil quilômetros de estradas ao setor privado. O governador Aécio Neves anuncia hoje um modelo diferenciado para o projeto: quer ouvir propostas da iniciativa privada para a concessão 7 mil quilômetros de rodovias. Empresas ou consórcios interessados terão seis meses para apresentar suas propostas de investimento e de modelagem. Com base nas ofertas dos empresários e nos estudos que está realizando, o governo estadual vai abrir licitações no segundo semestre.

Já o governo federal pretende manter as regras do último leilão de estradas, dispensando o valor de outorga (pagamento pelo direito de exploração) e apostando todas as suas fichas na competição: vence quem apresentar a menor tarifa de pedágio. Serão entregues à iniciativa privada a administração de mais 4.059 quilômetros.(págs. 1, A3 e A4)

- O Global Forest Partners (GFP), um fundo com sede nas Ilhas Cayman, pagou R$ 51 milhões à Vale do Rio Doce por cerca de 30 mil hectares de fazendas na Bahia, dos quais 22 mil hectares com plantio de eucaliptos. A transação pode indicar um novo apetite por ativos no Brasil das chamadas Timos (empresas de investimentos e manejo de áreas florestais, na sigla em inglês).

O GFP, que havia adquirido florestas da antiga Pisa e da Battistella no Sul do país no início da década, foi uma das Timos mais agressivas a investir em ativos no Brasil. Ela administra mais de 75 mil hectares de florestas no país e vende madeira a terceiros.(págs. 1 e B9)

- Primeiro edital para construção do terceiro terminal de passageiros do aeroporto de Guarulhos deve ser divulgado até o fim do mês. A licitação ser dividida em blocos. (págs. 1 e A5)

- O grupo belga Alcotra, uma das maiores tradings de álcool do mundo, negocia a compra da usina Triálcoolm, que pertence ao ex-senador João Lyra. O negócio é estimado em US$ 150 milhões. (págs. 1 e B13)

- Governo do Equador dá prazo de seis meses para renegociação de contrato com petroleiras. (págs. 1 e A8)

- As exportações brasileiras de carne de frango aumentaram 21% no ano passado, para 3,287 milhões de toneladas. O crescimento da receita chegou a 55%, para US$ 4,976 bilhões. A previsão para 2008 é de US$ 5,39 bilhões. (págs. 1 e B14)

- Empresários e executivos de países ricos desconfiam dos produtos e empresas dos emergentes. Pesquisa da Edelman em 18 países, que será divulgada hoje em Davos (Suíça), coloca o Brasil na 15ª posição, só à frente da China, México e Rússia. (págs. 1 e A14)

- Cristiano Romero: crise de confiança entre bancos não foi prevista. (págs. 1 e A2)

- Edward Amadeo: Governo não deve desdenhar riscos da crise externa. (págs. 1 e A11)

ESTADO DE MINAS

- PAC vira arma contra crise

- Ao apresentar o balanço de um ano do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), ontem, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que ele funcionará como uma vacina, para proteger o Brasil da crise externa. Segundo a ministra, a execução dos projetos estimula a demanda interna, o que fortalece a economia frente às turbulências no cenário mundial. "O ano de 2008 será de muitas realizações. O país terá, de norte a sul, não só a contratação de obras em grande escala, mas um grande canteiro de obras em processo de viabilização", ressaltou Dilma. Garantiu ainda que os cortes para adequar o Orçamento à extinção da CPMF não atingirão o PAC. Segundo os números divulgados pelo governo, o percentual de obras do programa considerado em estágio adequado ao cronograma previsto subiu de 80%, em setembro, para 86%, em dezembro. A verba empenhada chegou a R$ 16 bilhões, ou 97% do total para 2007. O pagamento realmente efetivado, porém, atingiu apenas 27%. (págs. 1, 3, 4 e editorial 'Programa andou mal', pág. 10)

- Queda de juro nos eua faz bovespa disparar - Banco central americano baixa taxa em 0,75 ponto percentual, maior corte em duas décadas, e mercados reagem bem. Bolsa brasileira sobe 4,45%. (págs. 1 e 12)

- A qualidade de vida das crianças melhorou, revela o Índice de Desenvolvimento Infantil (IDI), do Unicef, mas Minas Gerais ainda não conseguiu se distanciar da média do país e caiu no ranking dos estados. De 2004 para cá, passou da 12ª para a 13ª posição. O principal indicador, porém, a taxa de mortalidade infantil, teve queda de 40,9%. O número de mortes até 5 anos para cada mil nascidos vivos é de 24,7, o que põe o estado em 17º, entre as unidades da federação - mas, nesse caso, os piores desempenhos estão no alto da lista. Entre as crianças com até 1 ano, a taxa de mortalidade é de 21,1, correspondente ao 16º lugar no levantamento nacional. Políticas de atenção nutricional e o atendimento adequado em maternidades, como a Hilda Brandão, da Santa Casa de BH, são alguns dos fatores que influenciaram o avanço.(págs. 1 e 21)

- A proibição de venda de bebida alcoólica nas BRs, a partir de fevereiro, determinada por medida provisória, não é novidade em Minas. Lei estadual já veta o comércio nas MGs, desde 1994, mas é ignorada devido à falta de fiscalização e de dispositivos complementares. (págs. 1, 19 e 20)

- Gás natural - Novo campo pode levar Brasil à auto-suficiência. (págs. 1 e 14)

- Triângulo em alerta para a febre amarela. (págs. 1 e 23)

- Venezuela - Exército tenta conter o contrabando de comida. (págs. 1 e 19)

OUTROS JORNAIS

/JORNAL DO COMMERCIO/

- Lei seca nas Brs vai começar sem fiscalização especial. (Página 1)

- Bahia faz festa pelos 200 anos da chegada da família real. (Página 1)

- EUA cortam juros e mercado financeiro já recupera perdas. (Página 1)

ATENÇÃO

Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.