 |
| |
|

24/01/2008
JORNAL DO BRASIL Cedae desafia Dilma e aposta no carro a gás Causou contrariedade no Rio a declaração da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, ao desencorajar novas conversões de veículos para uso de gás natural veicular, o GNV. Presidente da Cedae e ex-secretário de Energia do Estado, Wagner Victer planeja converter toda a frota da empresa para o uso de gás. Victerafimia que qualquer desestimulo ao GNV é "um equivoco econômico, energético e ambiental". (pág. 1 e Economia, A20) Se a economia do Brasil crescer mais de 4,8% este ano, no cenário atual de chuvas insuficientes, haverá risco de racionamento de energia elétrica em 2009, que contraria o otimismo do presidente Lula. A conclusão é de um relatório da Empresa de Pesquisa Energética e do Operador Nacional do sistema. O governo prevê crescimento econômico superior a 5% este ano. (Economia e A19) O Comitê de Política Monetária do Banco Central do Brasil manteve a taxa básica de juros em 11,25% - decisão conservadora esperada com a crise na economia americana. A tensão voltou aos mercados, um dia depois de os EUA promoverem o maior corte de juros em duas décadas. Para Henrique Meirelles, mesmo assim, a situação ainda é confortável para o Brasil. (Economia A18) A Agência Nacional de Aviação Civil montará no carnaval e de 6 a 10 de fevereiro uma operação especial contra atrasos, nos aeroportos. Além de fiscalizar áreas de check in, agora os funcionários da agência atuarão diretamente nas salas de operação de TAM, GOL, Varig e OceanAir, observando as empresas. (pág. 1 e A4) Rio Cidade também sofre com descaso da prefeitura no Leblon, em Ipanema e Copacabana. (pág. 1 e A11) Três brasileiros presos por roubo de carro nos Emirados Árabes Unidos terão direito a uma nova apelação na Corte no dia 28. No Brasil, famílias reclamam de falta de apoio do serviço consular e fizeram manifestação em Brasília. Dizem que os empresários são inocentes. (internacional A22) FOLHA DE SÃO PAULO - Em dia instável. Bovespa e Europa caem; Nova York fecha em alta - Os mercados internacionais viveram ontem mais um dia de pessimismo, com forte instabilidade e comportamento errático nas principais Bolsas. O alívio só veio no final da tarde após uma reunião em Nova York chamada às pressas para discutir uma injeção de capital para seguradoras de créditos como a Ambac e a MBIA, empresas fortemente expostas ao risco de empréstimos no país. Patrocinada pelas autoridades reguladoras do setor de seguros de Nova York, a reunião contou com a participação dos principais bancos americanos, vários deles clientes dessas seguradoras. Eles teriam concordado em fazer uma capitalização de US$ 15 bilhões. A Ambac perdeu neste mês o selo AAA [melhor avaliação de risco possível] da agência Fitch de classificação de riscos e o mesmo pode acontecer com a MBIA. Capitalizadas, elas poderão manter o rating [nota] AAA, o que diminuirá a necessidade tanto delas quanto dos clientes -bancos e financeiras- de aumentarem o nível de provisionamento para créditos ruins, um dinheiro mantido em separado para cobrir eventuais prejuízos com inadimplência. O resultado pode ser um efeito em cadeia de diminuição de provisões no sistema financeiro, sobrando mais dinheiro para financiar o consumo. As ações da Ambac subiram ontem 72%, e as da MBIA, 33%. Mais do que o corte histórico nos juros anteontem, de 0,75 ponto, a possibilidade de socorro às seguradoras levou os mercados ao azul a pouco menos de uma hora do fechamento dos negócios. Após cair até 2,7% pela manhã, o índice Dow Jones fechou com alta de 2,5% em Nova York. A recuperação nos EUA aconteceu após o fechamento da Bovespa, que amargou perdas de 3,32% e voltou aos 54.234 pontos. Se o quadro se sustentar hoje, a Bovespa pode ter recuperação. (Página 1) - O economista espanhol Javier Santiso, vice-diretor da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, clubão dos países mais ricos do mundo), resumiu ontem à perfeição o estado de espírito do público de Davos (e, certamente, do resto do planeta): "O essencial é saber o tamanho da besta." Por "besta" entenda-se a crise nos Estados Unidos, cujos desdobramentos, ainda em andamento, serão essenciais para tranqüilizar ou alarmar de vez os empresários, a clientela majoritária nos encontros do Fórum Econômico Mundial na Suíça, cuja abertura foi marcada pela perplexidade ante a "besta". (Página 1) - O Deter, sistema de detecção de desmatamento em tempo real do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) registrou a derrubada de 3.235 km2 de floresta na Amazônia nos últimos cinco meses de 2007. Mas a área real devastada entre agosto e dezembro pode ter alcançado o dobro disso: até 7.000 km2, segundo o Ministério do Meio Ambiente. Os dados foram apresentados ontem em novo alerta de desmatamento na Amazônia. Preocupado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou uma reunião de emergência com seis ministros hoje no Palácio do Planalto. Segundo avaliação da equipe da ministra Marina Silva (Meio Ambiente), o retrato feito pelo Deter indica uma tendência de alta "inequívoca" no ritmo das motosserras, cuja ação o governo vinha conseguindo conter desde 2004. O reaquecimento da devastação a partir de meados de 2007 já vinha sendo indicado por projeções do próprio Inpe e de um sistema independente, do Imazon, uma ONG de pesquisas de Belém. (Página 1) - Foi confirmada ontem, em Goiânia, a nona morte por febre amarela no país. Oficialmente, porém, foi a primeira pessoa morta desde o surgimento de novos focos da doença -o óbito foi em 30 de dezembro, antes, portanto, dos demais casos. As outras oito mortes ocorreram neste ano -todos os que morreram com suspeita de febre amarela teriam contraído a doença no Estado de Goiás. De acordo com o último boletim do Ministério da Saúde, 18 pessoas já contraíram a doença no Brasil, sendo 14 em Goiás, duas no Distrito Federal e duas em Mato Grosso do Sul. Foi a primeira vez que o Distrito Federal teve registro de contaminação segundo o ministério -até o boletim anterior, só teria havido contaminação em Goiás e no Mato Grosso do Sul. A Secretaria de Saúde do Distrito Federal afirmou, no entanto, que os casos que lhe foram atribuídos podem ter tido origem em Goiás. (Página 1) - Após seis anos, PF vai investigar assassinato de Toninho do PT. - O Hospital das Clínicas registrou ontem o segundo incêndio no mesmo prédio em menos de um mês. Além disso, anteontem, um curto-circuito deixou o primeiro andar do edifício às escuras por 15 minutos. O incêndio de ontem foi detectado às 6h10, por funcionários que viram fumaça saindo por baixo da porta de uma sala usada para armazenar equipamentos de endoscopia, no piso intermediário entre o quinto e o sexto andar do Prédio dos Ambulatórios. Nesse horário, alguns pacientes aguardavam o início do atendimento, às 7h. O fogo, que atingiu papéis e equipamentos (como um carrinho de materiais), foi controlado pela brigada de incêndio do HC. Quando os bombeiros chegaram, o incêndio já estava contido. Ninguém ficou ferido. (Página 1) - Kassab e Alckmin tentam aproximação antes das eleições. (Página 1) (página 1) - Recife distribuirá pílula do dia seguinte e camisinhas no Carnaval; Igreja ameaça ir á Justiça. (Página 1) O ESTADO DE SÃO PAULO Devastação na Amazônia dispara Levantamento do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (INPE) mostra que, nos últimos cinco meses de 2007, foram derrubados 3.233 km quadrado de floresta amazônica - principalmente em novembro e dezembro, quando normalmente há devastação. "Até hoje o Inpe não tinha detectado desmatamentos dessa magnitude", disse Gilberto Câmara, diretor-geral do órgão. "É extremamente preocupante o que está acontecendo", comentou o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco. A área devastada talve3z seja muito maior: pelos cálculos do Inpe e da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, pode ter atingido 7.000 km quadrado - a confirmação dependerá de outro sistema de detecção por satélite. Segundo Marina, a expansão do cultivo de soja e da pecuária e o fornecimento de árvores para as siderúrgicas de ferro-gusa são a causa principal do desmatamento. A derrubada da floresta ocorreu principalmente em Mato Grosso, Rondônia e Paraná. O presidente Lula convocou reunião de emergência para tratar do assunto hoje. (pág. 1 e A17) O mercado financeiro viveu ontem mais um dia de instabilidade, apesar do corte de juros anunciado em véspera pelo Fed, o banco central dos EUA. A Bovespa caiu 3,32%. As bolsas de valores da Europa também tiveram quedas expressivas, com destaque para a de Frankfurt, que perdeu 4,9%. Nos Estados Unidos, as bolsas abriram igualmente em baixa, mas se recuperaram no final do pregão. A de Nova York fechou em alta de 2,5% pro causa da caça a barganhas - investidores decidiram comprar maciçamente papéis cujas cotações caíram muito. No Fórum Econômico Mundial, na suíça, a maioria dos debatedores avalia que os bancos centrais perderam o controle da situação. (pág. 1 e B1 a B7) A questão hoje é saber qual deve ser a função de um banco central, num momento em que o próprio conceito de inflação está mudando. (pág. 1 e B2) Como esperava o mercado financeiro, o Comitê de Política Monetária optou ontem pela terceira vez consecutiva, por manter a taxa básica de juros em 11,25%. A decisão foi unânime e sem víeis de alta ou baixa. Em comunicado divulgado após a decisão, o Copom adotou tom diferente do que costuma usar após suas reuniões - em gesto que foi interpretado como sinal de que a política monetária pode mudar no futuro. "O comitê irá acompanhar o cenário macroeconômico até sua próxima reunião para então definir os próximos passos", diz o texto. (pág. 1 e B8) A crise de crédito provocada pelas turbulências nos EUA já afeta o bolso do brasileiro. Com a alta das taxas projetadas para os próximos meses, os bancos subiram de um a dois pontos porcentuais ao ano os juros dos financiamentos de veículos. As contas do governo também sofreram impacto, pois os investidores exigem prêmios mais altos para comprar títulos do Tesouro Nacional. (pág. 1, B7 e B9) O presidente Lula promoveu ontem a primeira reunião ministerial do ano e cobrou mais empenho da equipe para ajudar o governo no congresso. Pediu também que os ministros tenham mais diálogo. "Sentamos a esta mesa aqui e parece a Santa Ceia: todo mundo amigo" comparou. "Mas depois passamos um ano sem conversar entre nós". (pág. 1 e A4) A ministra da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro, deverá ser convocada pelo Senado para explicar gastos com cartão corporativo do governo. O uso desses cartões é limitado a despesas emergenciais, mas Matilde utilizou o seu até para compras em freeshop. Os gastos do governo com tais cartões somam R$ 75,6 milhões, conforme revelou o Estado. (pág. 1 e A6) No balanço das realizações do PAC, resultados pífios foram apresentados como feitos grandiosos. O governo padece da incapacidade de transformar idéias em obras. (pág. 1 e A3) Eugênio Bucci: Propaganda governista é um anacronismo nacional grave. (pág. 1 e A2) Principio de incêndio atingiu ontem o Hospital das Clinicas e o Prédio dos Ambulatórios teve de ser evacuado. O incidente ocorreu justamente no dia em que começou reparo na parte elétrica danificada no incêndio de dezembro. O governador José Serra levantou a hipótese de sabotagem. Na área que pegou fogo, porém, há "gatos" de energia elétrica. (pág. 1 e C1) Pesquisadores da Universidade Federal de São Paulo esperam gerar até o fim do ano os primeiros coelhos transgênicos do Brasil. Eles deverão produzir no leite uma proteína usada contra hemofilia. (pág. 1 e A18) O GLOBO Desmatamento é recorde após três anos de queda A floresta amazônica sofreu, no segundo semestre de 2007, a maior devastação desde que os dados começaram a ser monitorados começaram a ser monitorados pelo governo. Os satélites do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) detectaram a derrubada de 3.235 quilômetros quadrados de floresta entre agosto e dezembro, mas o governo estima que o estrago tenha sido o dobro. Só em Mato Grosso foram devastados 1.786 quilômetros quadrados. As taxas de desmatamento vinham caindo há três anos. "Nunca havíamos visto isso na Amazônia", disse Gilberto Câmara, diretor do Inpe. O governo atribuiu o problema à estiagem prolongada e à falta no preço de commodities como carne e soja. O presidente Lula convocou uma reunião de emergência para discutir medidas contra a devastação. (pág. 1 e 3) O presidente Lula cobrou diálogo entre seus ministros e comparou a reunião entre eles à Santa Ceia: "Sentamos a esta mesa, parece a Santa Ceia, todo mundo, amigo, depois passamos um ano sem conversar.". (pág. 1 e 5) Após ouvir as palavras do presidente do Banco Central Henrique Meirelles, durante reunião ministerial, o presidente Lula resumiu: "A crise americana me deixa de orelha em pé, mas o Brasil nunca esteve tão seguro." Meirelles disse que a crise é grave3 mas o Brasil está sólido. (pág. 1 e 27) O plano do presidente Bush para tentar evitar uma recessão nos EUA deve dobrar o déficit fiscal, elevando-o de US$ 163 bilhões para US$ 379 bilhões. Ontem, as bolsas caíram na Europa e no Brasil (-3,32%). Em Nova York, apesar da queda durante quase todo o dia, houve recuperação no fim. O BC brasileiro manteve os juros em 11,25% ao ano. (pág. 1,21 a 27) O ministro Nelson Jobim descartou a privatização do Galeão, que é reivindicada pelo governador Sérgio Cabral. "Ninguém agüenta mais aquele aeroporto, que parece uma espelunca", criticou Cabral. (pág. 1 e 10) Empresa controlada pela prefeitura, a Comlurb parece ter aderido ao boicote ao IPTU: a empresa tem uma divida de R$ 3.783.385,64 com o imposto municipal, entre os anos de 1996 e 2000. (pág. 1 e 19) GAZETA MERCANTIL ADR de emergentes sofrem com a ameaça de recessão A ameaça de recessão nos Estados Unidos derrubou, neste in´ ício de ano, os mercados de ações do chamado Bric, grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia e China. É o que mostram os índices de ADR (recibos de ações negociados nas bolsas americanas), calculados pelo The Bank of New York. Apesar de seu expressivo crescimento econômico, o índice de ADR da China acumula queda de 20,41%, mais que o do Brasil, que caiu 19,14%. A Rússia teve a maior queda, 21,09%, e a Índia a menor, 14,73%. A redução dos preços das ações ficou bem acima das perdas nas bolsas dos EUA. O Dow Jones acumulava desvalorização de 7,48% no ano. Ontem, subiu 2,5% e a Bovespa caiu 3,32%. A Associação Nacional de Bancos de Investimento (Anbid) acredita que a desaceleração da economia norte-americana trará sérios efeitos sobre o mercado de capitais brasileiro. Mais de 75% dos IPOs (Ofertas Públicas Iniciais) são adquiridos por investidores estrangeiros, 65% dos quais são dos EUA. A Anbid espera também uma migração de empresas de renda variável para renda fixa. No ano passado, dos R$ 142 bilhões levantados por empresas brasileiras, mais de 52% foram por meio de renda variável. Em Davos, Suíça, onde foram iniciados ontem os trabalhos no World Economic Forum, a situação da economia global em conseqüência da crise nos EUA dominou os debates e discutiu-se a tese do descolamento dos emergentes desse cenário sombrio. Para o ministro do Comércio da Índia, Kamal Nath, esses países, em especial a Índia, não sofrerão com o risco de recessão. Para o prêmio Nobel de Economia, Joseph Stiglitz, "não houve um caso nos últimos anos em que a America Latina não fosse poupada no caso de uma crise. Mas hoje é possível que esses países sejam poupados se os EUA entrarem em uma recessão". (págs. 1, A9 E A10) O Comitê de Política Monetária (Copom) decidiu manter ontem, por unanimidade, a taxa Selic em 11,25% ao ano, sem indicação de viés. A decisão, em linha com as expectativas do mercado, veio um dia depois de o Fed (banco central dos EUA) reduzir o juro em 0,75 ponto, para 3,5% ao ano. Há quatro meses o colegiado do Banco Central não mexe na taxa, alvo de 18 cortes consecutivos desde setembro de 2005. Em nota, o órgão informou que "irá acompanhar a evolução do cenário macroeconômico até sua próxima reunião, para então definir os próximos passos na sua estratégia de política monetária". (págs. 1 e A5) Estudo da Empresa de Pesquisa Energética e do Operador Nacional do Sistema indica risco de racionamento se as chuvas forem insuficientes e o PIB superar 4,8% em 2008. (págs. 1 e A5) A ANTT homologou o último trecho de rodovia concedido à iniciativa privada em outubro. A BR-363, que liga a BR-116 (Via Dutra) com a divisa do Rio com Minas Gerais, foi arrematada pela Acciona e sua homologação estava sub judice. (págs. 1 e C6) SUCROALCOOLEIRO - Preço baixo do álcool estimula exportação. (págs. 1 e C5) CPFL, Energias do Brasil e Tractebel são algumas candidatas à compra da Cesp, que desde ontem disponibiliza dados sobre o leilão previsto para 20 de fevereiro. (págs. 1 e C6) O Brasil deu o pontapé inicial para regulamentar o microsseguro, apólices de baixo custo vendidas para pessoas das classes C, D e E, que tem potencial de mercado de 100 milhões de pessoas e US$ 180 bilhões. Armando Vergílio, titular da Superintendência de Seguros Privados (Susep), acaba de voltar de uma viagem à China, onde participou de reuniões sobre o tema. "Depois de discutir as experiências mundiais em microsseguro, conclui que o Brasil vai poder buscar subsídios internacionais para as regras, mas o modelo terá de ser próprio." Apesar de vender produtos dentro de parâmetros internacionais que definem o microsseguro, não consta nas estatísticas mundiais, pois falta regulamentação própria. Na China, onde tudo tem de ser definido dentro do sistema político, o microsseguro está mais desenvolvido na área rural. No Brasil, a população do microsseguro está nos grandes centros. Uma das características do produto na Índia, desenvolvido em função do sistema de castas, que foi banido oficialmente mas que existe na prática há mais de 3 mil anos, é a comercialização através de um profissional da própria comunidade, conhecido como agente, que atua como vendedor e cobrador. Bem diferente da realidade brasileira, que tem um sistema sofisticado de cobrança via contas de serviços ou carnês de pagamentos. "Temos a vantagem de já vender produtos para a baixa renda e contamos com a boa vontade do governo", diz Vergílio, que anunciará em fevereiro o grupo de trabalho que dará as bases para a regulamentação do segmento. "É um outro mundo", afirma José Luis Valente, vice-presidente da Tokio Marine. Tudo tem de ser diferente do seguro tradicional, completa. "Não dá para discutir entrega (pelo cliente) de documentos (em caso de sinistro). Tem de ser no esquema 'morreu, pagou'." (págs. 1 e B2) CORREIO BRAZILIENSE Febre amarela: o maior avanço em quatro anos Nos 23 primeiros dias do ano, a febre amarela já atingiu 18 vítimas. O número é superior ao total de registros entre 2004 e 2007. Em boletim divulgado ontem, o Ministério da Saúde aponta os dois primeiros casos suspeitos de febre amarela silvestre no Distrito Federal. As vítimas teriam sido contaminadas na zona rural da capital. Em Goiânia, a situação é preocupante. Autoridades locais registraram a primeira morte por contágio da doença dentro da cidade. Trata-se de um vigilante de 64 anos que morava na área urbana e trabalhava na Universidade Federal de Goiás. É o nono brasileiro a ter a morte por febre amarela, confirmada este ano. (pág. 1, 27 a 29) Na primeira reunião ministerial do ano, presidente se queixa da falta de articulação política na sua equipe e reclama da infidelidade da base aliada no Congresso. Na avaliação de Lula, os ministros pouco se empenharam em questões importantes para o governo, como na votação da CPMF. Guido Mantega, que fracassou na aprovação do imposto do cheque, não estava na reunião nesse momento. Tinha ido ao dentista. (pág. 1, 2 e 15) Em outro dia de forte instabilidade nos mercados mundiais, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, advertiu o governo de que a crise nos EUA pode reduzir o crescimento do PIB brasileiro em até 1 ponto percentual. Mais tarde, o BC anunciou a manutenção da taxa de juros em 11,25% ao ano e sinalizou que a Selic pode a te subir na próxima reunião do Copom. (pág. 1, 14 a 17) Os dois últimos meses de 2007 concentraram quase 60% de todo o desmatamento registrado ao longo do ano na floresta brasileira. Lula convoca reunião de emergência para discutir o problema. (pág. 1 e 13) Secretaria de Controle da Presidência aponta indício de improbidade no uso pessoal, pelo delegado da PF Renato Porciúncula, de um BMW X5 apreendido. Denúncia foi feita pelo Correio. (pág. 1 e 10) VALOR ECONÔMICO Governo rejeita operação da Vale para comprar a Xstrata O Planalto não aprova a compra da mineradora anglo-suíça Xstrata pela Companhia Vale do Rio Doce. A cúpula do governo, segundo apurou o Valor, considera o negócio - que não está fechado - "caro", "complicado" e "prejudicial aos interesses do país". Por isso, deverá orientar os representantes do conselho de administração da Vale que têm vínculo com a União - BNDESPar e Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) - a rejeitar a operação, que depende de aprovação do conselho. A oposição ao negócio começa pelo preço - US$ 90 bilhões, quando a própria Vale é avaliada em torno de US$ 120 bilhões. Além disso, segundo um ministro, este não é um momento apropriado para aquisições nesse segmento, uma vez que os preços das mineradoras no mercado mundial estão muito elevados. O governo tem resistência também a uma das formas de pagamento que a Vale estuda para a operação - a troca de ações, com a oferta de US$ 30 bilhões em ações preferenciais. Isso transferiria para estrangeiros um bom pedaço do capital da companhia, que o Planalto encara como "estratégica" para o desenvolvimento do país. Na opinião de auxiliares do presidente, pelo menos um outro acionista com assento no conselho deverá rejeitar a operação. "Vocês acham que o Bradesco concordará com esse negócio?", indagou um ministro. Segundo ele, o governo tem, além da "golden share" (poder de veto em algumas decisões da Vale), um acordo de acionistas que assegura aos entes públicos (BNDESPar e Previ) a possibilidade de impedir a compra. Essa posição surpreendeu a diretoria executiva da Vale. Através de sua assessoria, a direção da empresa considerou "prematuro" emitir opiniões neste momento, "porque ninguém tem informações do negócio, nem mesmo o conselho de administração da companhia". Os temores dos assessores do Planalto em relação à situação atual do mercado e à possibilidade de uma diluição do controle da companhia são compartilhados pela Previ e por outros fundos que têm ações da Vale, mas os acionistas controladores estão ainda no início de uma análise técnica e estratégia sobre a aquisição da mineradora anglo-suíça. (pág. 1 e B7) A crise internacional começa a fazer vítimas no mercado de renda fixa brasileiro. A turbulência dificulta a definição das taxas e já causou a suspensão de duas emissões de debêntures. Foram afetadas uma emissão de R$ 750 milhões da Duke Energy, que controla oito usinas hidrelétricas, e a de R$ 140 milhões da Serra do Facão Participações, empresa controlada pela Oliveira Trust e Furnas. A Duke atribuiu a decisão a "condições verificadas nos mercados nacional e internacional nos últimos dias". O sinal já ficou amarelo no fim do ano quando bancos coordenadores das emissões tiveram de exercer a chamada garantia firme - quando se comprometem a ficar com um percentual da emissão, que pode chegar a 100% - em pelo menos duas emissões, da Termopernambuco e da CPFL. Apesar disso, especialistas avaliam que as debêntures tendem a se beneficiar do cenário atual, atraindo empresas com dificuldade em colocar ações. Para o presidente do HSBC no Brasil, Emilson Alonso, a crise internacional pode reduzir um pouco o ritmo de crescimento da economia brasileira em 2008 e afetar alguns outros indicadores. Mas, para ele, a inflação preocupa mais que um ritmo menos acelerado do nível de atividade. (pág. 1 e C1 e C7) O sistema elétrico brasileiro é hidrotérmico, 80% hídrico e 20% térmico, e esse modelo "veio para ficar", assegurou a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef. "As usinas térmicas não são um apêndice", mas sim parte estruturante do sistema, disse ela em entrevista ao Valor, ao descartar qualquer hipótese de racionamento de energia. E arrematou: "Achar que o despacho de térmicas no Brasil é indício de crise é uma tolice". Assim, o governo deixa para trás as restrições que fazia a respeito da falta de hidrelétricas nos últimos leilões e ao aumento da participação das térmicas, especialmente as movidas a óleo diesel e carvão, mais poluentes e mais caras. (pág. 1 e A3) Começa a se concretizar o projeto do Arco Metropolitano do Rio, idealizado há 30 anos e com investimentos previstos de R$ 1,4 bilhão. A rodovia vai ligar a Baixada Fluminense ao porto de Itaguaí, no sul do Estado. Na segunda-feira, 17 empresas devem disputar a licitação para a construção dos primeiros quatro lotes. A obra exigirá a desapropriação de 1.100 propriedades urbanas e rurais em três dos oito municípios cortados pela estrada, onde vivem 2,2 milhões de pessoas. Há risco de as desapropriações atrasarem as obras, previstas para começar em março e terminar no início de 2010. O Arco pretende melhorar o trânsito de cargas entre os Estados do Sudeste, reduzir custos de transporte e atrair investimentos de empresas de logística e comércio exterior. (pág. 1 e A12) Eliana Cardoso: programas contra criminalidade agem em muitas frentes, não só na construção de cadeias. (pág. 1 e A2) Fabio Giambiagi: aposentadoria deveriam ser corrigidas pela inflação e o piso, desvinculado do salário mínimo. (pág. 1 e A11) A comissão européia aprovou ontem um pacote de medidas para combater o aquecimento global que inclui redução de 20% na emissão de gases estufa e uso de 10% de biocombustíveis nos transportes até 2020. (pág. 1 e B13) Após dois anos de avanço limitado por problemas climáticos, as exportações brasileiras de frutas cresceram 45% em 2007 e superaram os US$ 3,3 bilhões em receita. A Europa manteve-se como o maior comprador. (pág. 1 e B14) Unibanco adota software da americana ACI Worlwide para impedir a lavagem de dinheiro, por meio da detecção de operações incomuns ou suspeitas, explica Cai Igel, diretor de compliance. (pág. 1 e B3) Com a liderança da China os "Bric" responderam por 48,3% da produção mundial de aço, que chegou ao recorde de 1,343 bilhão de toneladas em 2007. O Brasil foi o nono maior fabricante, com 33,8 milhões de toneladas. (pág. 1 e B6) OUTROS JORNAIS JORNAL DO COMMERCIO Concurso na saúde vai abrir 1.500 vagas Acordo entre o governo de estado e o Ministério público libera seleção para substituição de contratos temporários. Número de postos de trabalho ainda pode aumentar. Edital sai até 16 de maio e as provas estão marcadas para 13 de julho. (Página 1) Lula reúne ministro s e cobra união. (Página 1) Juros e mercado. (Página 1)

ATENÇÃO
Prezado (a) Leitor (a), a Sinopse - Resumo dos Jornais está disponível somente no endereço do Banco de Notícias da Radiobras: http://clipping.radiobras.gov.br/novo/, no item Sinopses e Clippings.
|
|