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26/01/2008
JORNAL DO BRASIL - OAB vai ao Supremo conta quebra de sigilo - A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) protocolou no Supremo Tribunal Federal uma ação direta de inconstitucionalidade contra o repasse dos dados bancários do contribuinte à Receita Federal. O novo instrumento de fiscalização foi adotado depois da derrubada da CPMF pelo Senado. Na ação, a OAB pede a extinção do artigo 5º da lei que originou o decerto editado pelo governo. A entidade argumenta que o artigo choca-se com a Constituição. Uma vez derrubado, o decerto perde a validade. E os bancos não estarão mais obrigados a enviar para a Receita os dados de todas as pessoas físicas que movimentam mais de R$ 5 mil por semestre em conta corrente ou poupança. (págs. 1 e A3) - Depois de encontro com Sérgio Cabral, o presidente Lula disse que não vê necessidade das Forças Armadas na segurança das obras do PAC no Rio. O governador petista da Bahia, Jacques Wagner, revelou a empresários que Lula vai testar dois nomes do governo como candidatos à sua sucessão: os ministros Patrus Ananias (Bolsa Família) e Dilma Rousseff (Casa Civil). (Págs. 1, País A3 e Informe JB A4) - Moradores de São Conrado, como Osmar Prado e Rosa Maria Murtinho, estão em pé de guerra com a associação do bairro onde mora o prefeito César Maia. Sem consultas nem assembléia,a diretoria decidiu não aderir ao boicote do IPTU. No Largo do Machado, o abaixo-assinado para ser encaminhado ao Ministério Público angariou mais de 600 assinaturas em um dia. (Págs. 1, Cidade A10 e A11) - Um passageiro desembarcou em Guarulhos, vindo de Frankfurt, foi detido com US$ 1,3 milhão em dinheiro vivo não declarado. O brasileiro de Maringá (PR), de descendência chinesa, trazia as notas novas de US$ 100 escondidas em envelopes pardos. Foi criticado por falsidade ideológica. - O ator Fábio Assunção, da TV Globo, foid etido pela polícia Federal ao lado de um traficante de cocaína ontem em São Paulo. Sua família alega que ele fez tratamento contra o vício, mas era procurado pelo traficante quando estava na cidade. O artista prestou depoimento como testemunha e foi liberado. (págs. 1 e País A6) FOLHA DE SÃO PAULO - Desmatadores desafiam governo - Um dia depois de o governo federal anunciar a suspensão de licença de desmate em 36 municípios que concentram 50% do desmatamento na Amazônia, os tratores de esteira não interromperam o trabalho de abrir caminho para a agricultura e a pecuária em áreas nativas de Alta Floresta e Paranaíta, no extremo norte de Mato Grosso (830 km de Cuiabá). Os municípios constam da lista de maiores devastações divulgada anteontem. A reportagem da Folha sobrevoou por uma hora, em uma avião monomotor, trechos de floresta dos dois municípios. Próximo a Paranaíta, um trator e um caminhão, com cerca de quatro pessoas, derrubavam as árvores. O sobrevôo foi feito nas mais recentes derrubadas na região, ocorridas entre os meses de novembro e dezembro. O roteiro foi traçado com base nas coordenadas obtidas pelo sistema Deter (Detecção do Desmatamento em Tempo Real), do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Além de confirmar a precisão do levantamento feito por satélite -ainda não haviam sido retirados ou queimados os restos florestais-, a reportagem constatou que o ritmo da devastação não parece ter sido alterado pelo anúncio das recentes medidas de controle. E que, ao menos naquela região, as medidas adotadas podem ter chegado tarde demais. (página 1) - As restrições do governo à possibilidade de a Vale comprar a mineradora anglo-suíça Xstrata se devem ao temor da repetição do "efeito AmBev", segundo disse ontem à Folha um auxiliar direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por "efeito AmBev", leia-se: o negócio Vale-Xstrata poderia ser o primeiro passo para que o centro de decisão da companhia se transfira do Brasil para o exterior, o que aconteceu com a cervejaria. Criada em 1999, a AmBev foi resultado da fusão da Antarctica com a Brahma. Na época, a Kaiser e os defensores do negócio travaram dura disputa comercial. O governo brasileiro, comandado então pelo tucano Fernando Henrique Cardoso, viabilizou a operação por meio de autorização do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), órgão do Ministério da Justiça. (página 1) - Três pessoas foram levemente feridas a facadas por um morador de rua no interior da Catedral da Sé durante a missa pelo 454º aniversário de São Paulo, ontem de manhã, que era acompanhada por autoridades, incluindo o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e ministros. Havia 2.000 pessoas na Sé. A cerca de dois metros do agressor, que portava uma faca de cozinha com 30 cm e foi preso em flagrante, estavam sentados o secretário da Segurança Pública, Ronaldo Marzagão, e o senador Eduardo Suplicy (PT). No mesmo setor de cadeiras, próximo ao altar, ainda se acomodavam Kassab, os ministros Carlos Lupi (Trabalho) e Luiz Marinho (Previdência) e secretários municipais de São Paulo. (página 1) - O ator Fábio Assunção, 36, da TV Globo, foi flagrado por policiais federais na companhia de um homem suspeito de tráfico de drogas em um flat no Itaim Bibi, na zona sul de São Paulo. Assunção acabou sendo levado para a Superintendência da Polícia Federal (PF) na tarde de quinta-feira na condição de testemunha e teve de prestar esclarecimentos. (página 1) - Davos foi palco ontem de uma cena explícita de ironia: o novo diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional, o francês Dominique Strauss-Kahn, disse que "os países desenvolvidos precisam aceitar ser escrutinados pelo Fundo". Na verdade, ele está se referindo aos EUA, até porque, pouco antes, havia dito que Washington recusara a hipótese de algum tipo de fiscalização. A ironia está dada pelo fato de que os Estados Unidos, donos da maior fatia de capital do FMI, sempre impuseram ao Fundo que vigiasse os países em desenvolvimento, com o mesmo tipo de "escrutínio" agora defendido para o mundo rico. (página 1) O ESTADO DE SÃO PAULO - Crédito oficial facilitou o desmatamento - Um estudo sobre o avanço da agropecuária na Amazônia indica que crédito oficial a juros subsidiados contribuiu para o recente aumento do desmatamento. O levantamento é do pesquisador Paulo Barreto, do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). Ele aponta como instrumentos de crédito fácil programas como o Pronaf, de fortalecimento da agricultura familiar, cuja participação no Fundo Constitucional do Norte Especial passou de 38% para 66%, desde 2003. Outro estudo do Imazon mostrou que a taxa de desmatamento em 343 assentamentos amazônicos foi quatro vezes maior do que fora deles. O último censo agropecuário do IBGE aponta que a área para lavouras cresceu 275% nos últimos 11 anos, na região Norte. Segundo levantamento da organização Amigos da Terra, de 2004 para 2007 o número de abates bovinos na Amazônia Legal aumentou 46% - o que dá idéia da quantidade de mata que cedeu lugar a pastos. Em 2004, o Pará aumentou sua exportação direta de carne bovina em 7.800%; Rondônia, em 1.350%. (págs. 1, A12 e A13) - Nenhuma das 14 empresas que se candidataram a explorar a Reserva Nacional de Jamari, em Rondônia, entregou todos os documentos necessários. Elas receberam novo prazo para isso, até 7 de fevereiro. É o primeiro leilão de florestas no País. (págs. 1 e A13) - Levantamento feito pelo Estado mostra que, de 16 capitais do Estado, 14 têm a base aliada do governo rachada. Isso dificultará muito o presidente Lula a cumprir sua intenção de visitar 20 Estados nos próximos meses, para ajudar candidatos a prefeito. Em outras 2 capitais, o PT se aliou a um partido de oposição, o PSDB. (págs. 1 e A4) - Apesar de ameaça de recessão nos EUA e da esperada desaceleração econômica mundial, o petróleo continua caro, pressionado pelo consumo em países emergentes. Essa foi a principal conclusão da Cúpula de Energia, evento paralelo ao Fórum Econômico Mundial que reuniu em Davos (Suíça) executivos de empresas petrolíferas e analistas. (págs. 1 e B4) - Se as linhas mais importantes de um acordo na Rodada Doha não forem definidas este ano, ninguém pode dizer quando e como o empreendimento será reativado. (págs. 1 e A3) - No depoimento que fez terça-feira à Justiça, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares afirmou ser "muito grato" ao empresário Marcos Valério de Souza por ter criado o esquema de empréstimos que alimentou os cofres petistas - e que deu origem ao mensalão. Também reafirmou a versão de que agiu sozinho ao procurar o empresário. (págs. 1 e A7) - O ator Fábio Assunção foi levado para a Superintendência da Polícia Federal, em São Paulo, após ser pego em um flat com traficante que carregava 30 gramas de cocaína. Os policiais teriam sido alertados pela própria família do ator, que chegou a ser algemado, mas foi liberado depois de prestar depoimento. (págs. 1 e C4) - Presidentes de federações estaduais de futebol estão manobrando para ampliar seus mandatos até 2014, com pretexto de acompanhar os projetos para a Copa do Mundo do Brasil. Oito cartolas já conseguiram estender sua permanência no poder, a exemplo do que fez Ricardo Teixeira, da CBF. (pág. 1) O GLOBO - Delúbio: toda cúpula do PT sabia de caixa 2 em 2002 - No depoimento prestado anteontem à Justiça Federal, o ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares decidiu dividir com a cúpula do partido a responsabilidade pelo escândalo de financiamento da campanha em 2002. Delúbio disse que toda a executiva nacional do partido sabia da existência de uma dívida não contabilizada de R$ 26 milhões, e que ele foi incumbido pela direção de "encontrar uma solução para o problema". Segundo ele, a cúpula do PT rejeitou a possibilidade de recolher o dinheiro pelas vias legais. A saída encontrada por Delúbio foi recorrer ao publicitário Marcos Valério. Entre os novos implicados, citados nominalmente por Delúbio, estão a ministra Marta Suplicy (ex-vice-presidente do PT), o senador Aloízio Mercadante (ex-líder) e o deputado Jorge Bittar (ex-secretário-geral), além do deputado José Genoíno, ex-presidente do partido e réu no inquérito do mensalão. Em nota, o PT afirmou que não comentará depoimentos individuais. (págs. 1 e 10) - O presidente Lula foi a atração de um almoço-surpresa que comemorou o aniversário de 45 anos do governador Sérgio Cabral, no Palácio Laranjeiras. A primeira-dama do estado, Adriana Ancelmo, que organizou a festa e convidou o presidente, disse que a relação do marido com Lula "transcende a gestão político-administrativa". Segundo ela, quando Lula está no Rio, Cabral acorda melhor e consegue ser pontual. "A minha relação com o Sérgio todos sabem que é extremamente produtiva, vigorosa", disse Lula, que deve ir ao Sambódromo no carnaval. Ele disse que não será necessário enviar tropas do Exército ao Rio para auxiliar na ocupação do Complexo do Alemão, nas obras do PAC. (págs. 1, 12, 22 e Ancelmo Gois) - A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, desafiou os produtores rurais da Amazônia a declarar moratória se comprometendo a não derrubar mais árvores. O governo vai obrigar os 80 mil donos de terra nos 36 municípios onde o desmatamento foi mais grave a se recadastrar. (págs. 1, 3, 4 e editorial "Fazer mea culpa") - Três grandes obras do Rio terão licença ambiental quarta-feira. (págs. 1 e 31) - Um homem que aparentava estar embriagado feriu três pessoas a faca durante a missa pelo aniversário de São Paulo, na Sé. Aos gritos de "São Paulo me fez assim", ele atacou os convidados e foi contido por seguranças. Durante a mesma missa, o senador Eduardo Suplicy (PT-SP) teve sua carteira furtada. (págs. 1 e 14) - A prefeita de Magé, Núbia Cozzolino - que deverá ser indiciada por corrupção - sai da delegacia, onde chegou porque sua assessora dirigia sem habilitação. (págs. 1 e 16) GAZETA MERCANTIL - Fornecedores de teles brigam por R$ 14 bi - Os fabricantes de equipamentos de telecomunicações estão em festa. A chegada da terceira geração de telefonia celular (3G) no Brasil, estágio da tecnologia caracterizado pelo tráfego de dados em alta velocidade pela rede sem fio, é a responsável pelo aquecimento dos negócios e deve alavancar o faturamento dos fornecedores de redes em pelo menos 10% sobre os R$ 12,5 bilhões no ano passado, conforme as estatísticas preliminares. Ericsson, Nokia-Siemens e Huawei repartiram os contratos fechados com Claro, Oi, TIM e Telemig e aguardam com ansiedade a escolha das duas teles que faltam, a Vivo e a BrT. O que surpreende é o fato de a chinesa Huawei, que chegou ao Brasil anos depois das outras fabricantes, importar todos os produtos e nem ter fábrica instalada aqui por enquanto, mas ter se posicionado tão fortemente nesse curto espaço de tempo. "Nossa capacidade de entrega ficou provada ao fornecermos a rede de GSM da Vivo em tempo recorde", afirmou o diretor-executivo da empresa, Marcelo Mota. Os diretores das concorrentes não colocam em dúvida a confiabilidade da empresa chinesa, mas chamam a atenção para os preços praticados em patamares 30%, 40% e até 50% mais baixos. "O governo chinês subsidia as exportações e isso acaba provocando uma competição desleal", disse um deles. Ao mesmo tempo reconhecem ser difícil provar a existência de dumping, porque os fornecimentos mesclam equipamentos fabricados e serviços prestados, tornando a comparação impossível. ´(págs. 1 e C1) - A sinalização de que o governo dos Estados Unidos e o Congresso chegaram a um acordo sobre o pacote de medidas para tentar livrar o país da recessão animou os investidores. Na Bolsa de Nova York, o índice Dow Jones subiu 0,88%. No resto do mundo, a reação foi quase de euforia. As praças européias tiveram o melhor desempenho em cinco anos. A Bovespa teve alta de 5,95%, a maior desde 17 de outubro de 2002. O dólar comercial caiu 2,03%, a R$ 1,786 na venda. (Págs. 1, A10, B2 e B3) - A Bovespa Holding e a BM&F registraram as maiores perdas entre as ações das dez principais bolsas de valores dos Estados Unidos e da América Latina. O pior desempenho foi o da BM&F, que chegou a acumular, até quarta-feira, 23, uma queda 46,1% em dólar, ficando no topo do ranking elaborado pela consultoria Economatica. A Bovespa, que chegou a cair 37,9%, acumulou a segunda maior desvalorização. Ontem, as perdas foram amenizadas com o registro de fechamentos em alta. As perdas foram desencadeadas pela crise do sistema de crédito dos Estados Unidos, que ameaça a saúde da economia norte-americana. Apesar disso, as ações das duas mais importantes bolsas das Américas, a Nyse (New York Stock Exchange) e a Nasdaq, caíram 14,6% e 16,1% no período. Os volumes gigantescos negociados pelas ações das bolsas norte- americanas impediram quedas mais acentuadas. A média diária da Nyse este ano está em US$ 360,8 milhões e a da Nasdaq, em US$ 103,9 milhões. No mesmo período, o giro das ações da Bovespa ficou em US$ 82,1 milhões, enquanto o da BM&F foi de US$ 75,1 milhões. (Págs. 1 e B1) - Maior terminal portuário da América Latina, o porto de Santos terá acréscimo de 1 milhão de TEU (contêineres de 20 pés), ou 30%, em sua capacidade de movimentação. O presidente da MRS Logística, Julio Fontana Neto, disse a este jornal que a empresa tirou do papel o projeto do Terminal de Valongo (Teval) na margem direita do porto paulista. "Já fechamos o negócio e a construção será feita com um parceiro que também ficará responsável pela operação", disse Fontana Neto. O parceiro não foi revelado. Segundo ele, o Teval será construído em uma área de 140 mil metros quadrados próxima à entrada de Santos. "Até agosto iniciaremos as obras. É um projeto importante que estamos concluindo", completou. Além do terminal de contêineres, para reforçar sua atuação em Santos, a MRS finaliza a implantação do terceiro trilho no ramal de entrada do porto. Essa obra vai permitir que trens de outra operadora ferroviária que utiliza bitola métrica chegue a Santos sem passar pelo perímetro urbano. A plena operação do terceiro trilho começa em fevereiro. (págs. 1 e C3) - O ministro da Energia, Edison Lobão, já fala em desativar térmicas (págs. 1 e A6) - O ministro brasileiro das Relações Exteriores, Celso Amorim, chega hoje a Davos, Suíça, para o encontro anual do World Economic Forum. Terá várias reuniões para discutir a Rodada Doha. (págs. 1 e A9) - Após forte aceleração no final do ano passado, os núcleos de inflação reduziram o ritmo em janeiro. Neste mês, a média dos núcleos do IPCA-15 recuou para 0,42%, ante 0,5% em dezembro. (págs. 1 e A5) - A dívida pública federal cresceu 7,8% em 2007, para R$ 1,333 trilhão, e o Tesouro pretende fazer uma emissão de títulos ainda no primeiro semestre. A previsão é captar R$ 349 bilhões no ano.(págs. 1 e B2) - O seguro rural está distante de atender às expectativas do campo. Em caso de sinistro, o cálculo das indenizações não leva em conta a eficiência das lavouras mais produtivas, reclamam agricultores do Paraná. (págs. 1 e C6) - Em depoimento na 2a- Vara Criminal Federal de São Paulo, o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu voltou a negar a participação no chamado "mensalão". (págs. 1 e A7) - ROBERTO RODRIGUES: Pero Vaz de Caminha disse ao rei de Portugal que "nesta terra, em se plantando, tudo dá". Não é verdade. Nossos solos em geral são pobres. (págs. 1 e A3) CORREIO BRAZILIENSE - Consursos - MP pede anulação das provas discursivas para taquígrafo e analista de RH da Câmara. Petrobras abre 1.089 vagas. (págs. 1, 20 e 21) - Governo vincula concessão de crédito rural à comprovação de que terra tem área de preservação. (págs. 1 e 12) - Ciclo da febre amarela termina em abril. (págs. 1, 29 a 31 e T ema do Dia) - Sambista interrompe homilia de dom Odilo Scherer, é abordado por seguranças e reage, ferindo à faca um homem da Pastoral do Menor e um PM. Incidente ocorreu a dois metros do prefeito Gilberto Kassab e dos ministros Luiz Marinho (Previdência) e Carlos Lupi (Trabalho). (págs. 1 e 11) - Desde o início do ano, Bovespa já registrou a saída de R$ 619,1 milhões que estavam aplicados por estrangeiros. No resto do mundo, apesar da boa receptividade ao pacote anticrise de Bush, principais mercados fecharam em queda. No Brasil, não houve pregão devido ao feriado do aniversário de São Paulo. (págs. 1, 14 e 15) - Ao serem questionados pelo Ministério Público da Bahia, militares sinalizam que deverão abrir mão do camarote exclusivo com bebida livre em troca da cessão de uma área para realização da festa na capital baiana, conforme denunciou ontem o Correio. (págs. 1 e 6) VALOR ECONÔMICO - Os investimentos do setor privado, que têm estimulado o crescimento da economia, não devem ser afetados pela crise internacional. Mas há mudanças importantes em curso nas fontes de financiamento, com impacto no mercado de capitais e nos balanços das empresas. Até o fim de 2007, as bolsas de valores foram a vedete da captação de recursos de longo prazo. Além do mercado acionário, os bancos - especialmente os estrangeiros - estavam com altíssima liquidez e disputavam a concessão de empréstimos para grandes projetos ou aquisições. Sobrava dinheiro. A situação, agora, é outra. Vários bancos estrangeiros perderam bilhões com a crise das hipotecas e emprestarão menos dinheiro e de forma muito mais seletiva. O mercado de ofertas iniciais de ações secou no curto prazo. Ontem, mais duas companhias, Copasa e Norse Energy, comunicaram que suspenderam suas emissões, elevando para 23 o número de IPOs adiados. Mas, então, de onde virá o dinheiro para os investimentos? Para boa parte das empresas, a resposta é, em primeiro lugar, o BNDES. Outra opção serão os fundos de "private equity" (participações em empresas), que vinham tendo dificuldade para fechar alguns negócios por conta da concorrência com as ofertas de ações na bolsa. A tendência é de que os bancos locais também ganhem importância na concessão dos financiamentos. O responsável pela área de atacado de um banco brasileiro disse que, nas últimas semanas, três multinacionais cobraram os empréstimos dados às suas filiais no Brasil e sugeriram que eles fossem substituídos por financiamentos no mercado doméstico. "Os bancos brasileiros têm espaço em seus balanços para assumir esse gap", diz o executivo. A opinião é compartilhada pelo vice-presidente do Bradesco, Norberto Barbedo: "Essa é uma alternativa, porque o crédito externo reduziu de tamanho." Pela primeira vez uma crise internacional pega as companhias brasileiras capitalizadas e pouco endividadas. Isso abre espaço também para a emissão de títulos de renda fixa, tanto no mercado interno como externo. No país, os títulos corporativos podem ser uma opção aos investidores, que devem migrar da renda variável, hoje altamente volátil, para a renda fixa. No exterior, com a queda nos juros americanos e a bolsa em crise, há demanda por títulos de maior rendimento. (Págs. 1, C1 e C2) - O governo está preocupado com o alto custo dos fretes ferroviários e elaborou um plano para aumentar a competição no setor. A intenção é acelerar os estudos para a concessão de 4.100 quilômetros de trilhos em bitola larga que devem acirrar a concorrência entre as operadoras de ferrovias. O primeiro passo para isso é a edição de uma medida provisória para incluir os novos trechos no Plano Nacional de Viação, sem o qual não se pode avançar nos estudos de viabilidade econômica e na elaboração de projetos básicos de engenharia. O setor é dominado por três empresas - ALL, Vale e CSN -, cujas malhas não competem entre si. Por isso, avaliam técnicos do Ministério dos Transportes e da Casa Civil, os valores do frete ferroviário acabam tomando como referência os preços cobrados pelos transportadores rodoviários, bem mais altos. Quatro ações estão sendo avaliadas e a expectativa é que a nova malha ferroviária fique pronta no início da próxima década, estimulando a concorrência entre as operadoras, principalmente nas áreas de expansão do agronegócio. (págs. 1 e A3) - O grupo Blackstone, um dos pesos pesados globais na compra de participações de empresas, está criando um novo fundo para investimentos no Brasil, que será de US$ 675 milhões, dos quais US$ 500 milhões virão do próprio Blackstone. "Estamos levantando o dinheiro. É para este ano. O Brasil é muito popular'', disse ao Valor Stephen Schwarzman, CEO e um dos fundadores do Blackstone, indicando que a turbulência internacional não altera os fundamentos do acordo com o grupo brasileiro Pátria. Segundo Alexandre Saigh, sócio do Pátria responsável pela área de private equity, o novo fundo já está praticamente fechado. O grupo Blackstone, fundado em 1985, já levantou mais de US$ 100 bilhões para ativos alternativos.(págs. 1 e C2) - Portaria do governo federal impede que empresas que desmatarem ilegalmente na Amazônia obtenham financiamento em bancos oficiais e também proíbe novas derrubadas em 36 municípios considerados críticos na região. (págs. 1 e A3) - A taxa média de desemprego em 2007 foi de 9,3%, menos percentual já registrado da série de pesquisas, iniciada em 2002. Em dezembro houve outro recorde de baixa: a desocupação ficou em 7,4%. (págs. 1 e A4) - Claudia Safatle: estudo mostra que elevação dos gastos públicos não tem como contrapartida o proporcional aumento do bem-estar social. (págs. 1 e A2) - Atraso no plantio de soja no fim do ano passado vai comprometer a oferta da safrinha de algodão 2007/2008. A produção no Mato Grosso, maior produtor do país, deve recuar 33%, para 30 mil toneladas. (págs. 1 e B12) - Apesar de um primeiro semestre eufórico, em que as vendas reais da indústria alimentícia cresceram 4,55%, o setor fechou o ano abaixo das expectativas, com crescimento de apenas 2,16% - inferior ao dos dois anos anteriores. (págs. 1 e B4) - As vendas de música digital (pelo celular ou internet) cresceram 40% no ano passado, movimentando US$ 2,9 bilhões no mundo. Mas estima-se que o mercado ilegal seja 20 vezes maior. (págs. 1 e B4) OUTROS JORNAIS JORNAL DO COMMERCIO - Petrobrás faz concurso para refinaria de Suape - Estatal lança edital para preencher as primeiras 236 vagas na Refinaria Abreu e Lima. Salário inicial é de R$ 2.019,01. E a Prefeitura de Garanhuns também fará seleção para 597 postos de trabalho, com preenchimento imediato. (pág. 1) - Mais energia. (pág. 1) - Vôo Milionário. (pág. 1)

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