| 22/08/05
Ao ar na Rádio Nacional
Luiz
Fara Monteiro: Olá amigos em todo o Brasil.
Começa agora mais uma edição do Café
com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula.
Eu sou Luiz Fara Monteiro. Tudo bem, presidente?
Presidente Lula:
Tudo bem, Luiz.
Luiz: Presidente, senhor acabou
de se reunir com os ministros que compõem a coordenação
política do governo. Que assuntos foram tratados na reunião?
Presidente: Olha, essa reunião
foi feita porque amanhã eu tenho uma reunião,
eu diria, muito pesada de orçamento para 2006. E você
sabe que discutir orçamento é sempre muito complicado
porque tem muita gente querendo mais dinheiro. E o dinheiro
é limitado, então, tem que definir as nossas prioridades
para poder fazer o orçamento mais justo e um orçamento
que possa ser cumprido na sua totalidade. Então, eu antecipei
a reunião para o domingo para discutir um pouco da situação
política do país, para discutir a pauta da próxima
semana. Participaram dessa reunião a ministra Dilma Rousseff
(Casa Civil), o ministro Palocci (Fazenda), o ministro Ciro
Gomes (Integração Nacional), o ministro Wagner
(Relações Institucionais), o ministro Dulci (Secretaria-Geral)
e o vice-presidente, José Alencar, que fazem parte da
coordenação política.
Luiz: Você está
ouvindo o Café com o Presidente, o programa de rádio
do presidente Lula. Agora, presidente, o ministro Palocci sofreu
uma acusação na semana passada e concedeu uma
entrevista coletiva nesse domingo. O que o senhor achou da fala
do ministro Palocci?
Presidente: Eu, primeiro,
fiquei satisfeito com a declaração do Palocci.
Eu acho que a resposta do Palocci mostrou, primeiro, a segurança
de uma pessoa inocente. Segundo, mostrou a segurança
de um homem que sabe que não vai permitir, em hipótese
alguma, que a economia brasileira sofra qualquer abalo e eu
acho que o Palocci deu a resposta que o Brasil precisava ouvir.
Acho que ele mostrou a tranqüilidade de um homem que sabe
o quer e, portanto, nós vamos tocar o barco. Veja, nós
temos que pensar duas coisas. Primeira, todas as denúncias
que acontecerem e tudo o que tiver, o Ministério Público,
a Polícia Federal, o governo vai facilitar as apurações
até porque essa crise é uma crise prolongada.
A CPI está prevista para terminar no dia 15 de outubro.
Depois, o processo vai para o Ministério Público,
vai para o Poder Judiciário. Então, nós
temos apenas que ter paciência e saber que o Brasil tem
que ser tocado dia-a-dia.
Luiz: Esse é o Café
com o Presidente, o programa de rádio do presidente Lula.
O senhor tem viajado bastante nos últimos dias. Como
tem sido o contato com o povo nessas viagens, presidente?
Presidente: Eu acho que
o povo tem me tratado com carinho, eu diria, excepcional. Eu
tive uma semana muito atarefada porque tive que viajar a vários
lugares. Fui inaugurar o Programa Luz para Todos em Vitória
da Conquista (BA), porque já beneficiamos 1,3 milhão
de pessoas com o programa Luz para Todos. Depois, nós
fomos visitar o telecentro da IBM em Campinas (SP), depois fomos
lançar a nossa Política Nacional de Esporte. Esta
semana, vou continuar viajando. Então, acho que nós
temos que distribuir tarefas, ou seja, tenho que fazer o que
um presidente tem que fazer: administrar o país e viajar
para inaugurar as obras que nós já realizamos.
Os ministros têm que cuidar dos seus ministérios
e continuar fazendo as políticas que tem que fazer. O
Congresso tem que legislar e, ao mesmo tempo, o Congresso trabalhar
com serenidade para apurar as denúncias que vão
aparecendo nas CPI´s. Eu acho que o povo brasileiro tem
que ter tranqüilidade, é que nós estamos
fazendo, pensando no futuro desse país e vamos trabalhar
com muita tranqüilidade e com muita serenidade para que
o Brasil não permita que a crise política mexa
na economia, cause qualquer problema ao processo de crescimento
que estamos tendo. Eu acho que os números são
muito promissores. Eu acho que os números da economia
me dão a garantia de que estamos no caminho certo. Quando
tem essas crises, não há... Muitas vezes, as pessoas
me ligam: Presidente, o salário mínimo, o Senado
aprovou R$ 384 e por que o senhor não deixa R$ 384, está
numa crise política. E eu respondo: por uma questão
de responsabilidade, ou seja, o país não comportaria,
a Previdência não comportaria. Graças a
Deus, a Câmara fez o que tinha que ser feito e voltou
o salário mínimo para R$ 300. Outro fala, por
que não baixa os juros? Porque não é tarefa
do presidente baixar os juros, é tarefa do Banco Central.
Nós estamos tratando, eu vou repetir, tratando a economia
brasileira, pensando no futuro promissor para o Brasil, para
os próximos 10 ou 15 anos. Se a economia estiver sólida,
os fundamentos estiverem sólidos e a economia tiver crescendo,
gerando riqueza, gerando empregos, tudo vai ser melhor para
o povo brasileiro. Essa é a minha preocupação
e a esses assuntos é que eu vou me dedicar. Eu tenho
mais um ano e pouco de mandato e eu quero trabalhar de forma
incansável para que a economia brasileira cresça
definitivamente de forma sustentável e que o povo brasileiro
possa ter certeza de que o Brasil entrou no hall dos países
responsáveis, dos países que estão crescendo
a sua economia e dos países que estão fazendo
justiça social. E esse é o meu objetivo, com essa
determinação eu deito todo dia e levanto todo
dia.
Luiz: Obrigado pela entrevista,
presidente e até o nosso próximo encontro.
Presidente: Obrigado a você,
Luiz.
Luiz: O Café com o Presidente
volta daqui a 15 dias. Acesse o programa no site www.radiobras.gov.br;
Obrigado a você que acompanhou o programa.
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