
Aids matará 3 milhões de
pessoas no mundo até o fim do ano
Brasília, 01 (Agência Brasil, ABr) - De acordo com o relatório
mundial sobre epidemia de Aids apresentado em Genebra, na Suíça, pelo Programa Mundial
de Aids das Nações Unidas (Unaids) e pela Organização Mundial de Saúde (OMS), 5,3
milhões de pessoas serão infectadas este ano pelo HIV. O documento apontou ainda que a
Aids matará 3 milhões de pessoas no mundo até o fim do ano, sendo 2,4 milhões só no
continente africano. O caso mais alarmante é o da África Subsaariana, onde habitam 25,3
dos 36,1 milhões de soropositivos do planeta. A Europa Oriental também tem um alto
índice de infectados. "Hoje há 700 mil pessoas com a doença nos países da Europa
Oriental. A situação mais grave é na Rússia e nas ex-repúblicas soviéticas",
afirma Peter Piot, diretor executivo da Unaids. O país mais atingido pela doença é
Botsuana, com cerca de 36% da população adulta infectada e a África do Sul é o país
com o maior número de soropositivos: 4,2 milhões, correspondente a mais de 20% da
população. Segundo pesquisa da Unaids, seriam necessários US$ 3 bilhões anuais para a
implementação de um programa eficaz contra a doença no continente africano. Em
relação ao Brasil, que tem cerca de 22 mil infectados, o governo prevê uma queda no
índice de mortalidade por HIV. "Graças a política de prevenção e tratamento, que
fornece gratuitamente o coquetel anti-HIV para todos os que necessitam, registramos quedas
de até 60% na mortalidade nos últimos três anos", explica Alexandre Grangeiro,
coordenador adjunto do Programa Nacional de Aids do Ministério da Saúde. (Isadora
Lionço)

Sul-africano questiona a
aplicação da vacina contra o ebola
Brasília, 01 (Agência Brasil - ABr) - Segundo a revista Nature,
cientistas norte-americanos desenvolveram uma vacina contra o vírus causador da febre
hemorrágica ebola. Entretanto, um pesquisador do Instituto de Virologia Sul-africano,
Robert Swanepoel, duvida da aplicação prática da vacina. Ele crê que o imunizador,
testado com sucesso apenas em macacos, pode apresentar problemas ao ser aplicado em
humanos. Os médicos do Instituto Nacional da Saúde de Bethesda, em Maryland, Estados
Unidos, trabalharam com o sub-tipo do vírus encontrado no Zaire, que é considerado o
pior das quatro estirpes conhecidas do ebola: Ebola-Zaire. Ebola Sudão, Ebola Costa do
Marfim e Ebola-Reston. Embora os surtos do vírus desapareçam rapidamente, matam um
grande número de pessoas. Desde outubro último, o ebola já matou mais de 150 pessoas na
Uganda. Um dos problemas para a produção da vacina é que o vírus é mutante, ou seja,
o imunizante não será eficaz no combate das estirpes que resultarão das mutações
genéticas. Outro problema é a inviabilidade econômica de uma vacina que não será
produzida em grandes quantidades. Swanepoel acredita que a erradicação da doença só
será possível com a descoberta da origem do vírus e do seu hospedeiro entre um surto e
outro. (Monalisa Silva) |