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Calor
excessivo afeta produção de arroz
Brasília, 15 (Agência Brasil - ABr) - Pesquisadores da Universidade
da Flórida, nos Estados Unidos, descobriram que temperaturas mais elevadas que o normal
interferem no ciclo vital e no processo de polinização das plantas nos arrozais. Os
aumentos de temperatura se devem ao aquecimento climático global e, segundo as pesquisas,
até 2100 as colheitas de arroz diminuirão em torno de 20% a 40%. Em alguns países, o
arroz é o elemento principal da dieta da população. Constitui cerca de 40% da
contribuição calórica de mais de 2 milhões de pessoas, muitas das quais vivem em
regiões tropicais do terceiro mundo. Neste caso, a diminuição da produção pode causar
um sério impacto econômico e social, aumentando o nível de pobreza dessa população.
Para tanto, os pesquisadores averiguam a existência de alguma variedade que reproduza a
altas temperaturas. Os estudiosos apontam que a seleção genética poderia ser a
solução, embora acreditem que quanto mais espécies afetadas pelo problema, mais
dificuldades existirão em encontrar alternativas. Uma outra solução seria a
substituição do arroz por outras plantas tolerantes ao calor. (Isadora Lionço)
Mesmo desativada usina de
Chernobyl ainda oferece risco
Brasília, 15 (Agência Brasil - ABr) - A central nuclear de Chernobyl,
na Ucrânia, onde ocorreu o mais grave acidente nuclear da história, encerra hoje suas
atividades. Em 1986, um reator explodiu e contaminou três quartos da Europa, afetando
milhões de pessoas. Passados quinze anos, o reator nº 3 continuava operando. A central
tinha quatro reatores que apresentaram problemas sucessivos, sendo desligados diversas
vezes em situações de emergência. Em 99 foram verificadas dezenas de fissuras no
circuito de arrefecimento do reator três, fato que culminou com o encerramento de suas
atividades hoje. Em 1991 o reator nº 2 foi desligado devido a um incêndio e, em 96, o
nº 1 foi desativado em conseqüência de um acordo internacional. Os riscos de Chernobyl
não acabam com seu fechamento: há riscos de degradação acelerada da blindagem de
betão, o sarcófago que cobre as ruínas do reator número quatro. Essa estrutura
apresenta fissuras e corre o risco de ruir, expondo 160 toneladas de magma radioativo. O
reforço desta cobertura é uma operação muito delicada e exigiria dez anos para ser
concluída. Existe ainda a possibilidade de uma reação nuclear dentro do combustível,
fundido sob o sarcófago em uma atmosfera saturada de umidade, o que poderia causar um
desastre com conseqüências imprevisíveis. Além disso, o lixo atômico acumulado no
interior do reator acidentado ameaça rios da região que fornecem água potável a
milhões de pessoas e a extração e armazenamento do magma nuclear em segurança não
parece possível por ser considerada uma operação difícil, perigosa e cara. (Monalisa
Silva) |
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