Estação orbital Mir será destruída em fevereiro de 2001

Brasília, 17 (Agência Brasil - ABr/CNN) - O diretor da agência espacial Russa, Yuri Koptev, anunciou ontem que o governo decidiu acabar com a estação orbital Mir em fevereiro próximo, quando a nave volta a entrar na atmosfera da Terra para cair no Oceano Pacífico, em águas internacionais, perto da Austrália. "O governo concordou em tirar a Mir de órbita e derrubá-la sobre o Pacífico, numa área pré-determinada, entre os dias 27 e 28 de fevereiro", disse Koptev depois de uma reunião do gabinete ministerial. Segundo ele, a estação cairá a uma distância de entre 1500 e 2000 quilômetros da Austrália. Durante seus mais de dez anos em operação, a Mir ajudou cosmonautas soviéticos e, posteriormente, a Rússia a bater sucessivos recordes de permanência no espaço. Mas, nos últimos anos, perdeu-se a confiança na segurança da nave, devido a acidentes que incluíram uma quase colisão com um módulo de carga, que teria sido catastrófica, além de um incêndio a bordo e de falhas no sistema de controle. (Lucas Tavares)

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Missão espacial tripulada irá a Marte em 2018

Brasília, 17 (Agência Brasil - ABr) - A Agência Espacial Norte-americana (Nasa) informou na abertura do XVI Congresso da Associação de Exploradores do Espaço que a primeira missão tripulada para Marte deve entrar em órbita em 6 maio de 2018. Segundo os cálculos sobre as órbitas realizados pelos cientistas, essa é a data mais adequada para a viagem, que deve durar 115 dias. A nave a ser usada na missão será construída com materiais inovadores tendo como combustível hidrogênio hipercrítico ou plasma. Em Houston, no Texas, já existe um protótipo de motor a propulsão apoiado em plasma. Entretanto, a viagem para o planeta vermelho tem algumas implicações a serem consideradas como a longa distância e o tempo de exposição à radiação e à ausência de gravidade. (Monalisa Silva)

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Síndrome de Down em fetos é detectada por método mais seguro e barato

Brasília, 17 (Agência Brasil - ABr) - Pesquisadores australianos desenvolvem processo mais seguro e barato para detectar a existência de doenças genéticas em fetos, como a síndrome de Down, por exemplo. A empresa Genetic Technologies Limited dirigiu o projeto. O passo decisivo na experiência foi conseguir separar, em menos de quinze minutos, as células vivas do feto e as da mãe por meio de um aparelho denominado citômetro, que separa aproximadamente mil células por segundo. Em cada 500 mil células maternas há uma célula do feto. Ao separá-la das células da mãe, é possível analisar o seu DNA e consequentemente detectar anomalias cromossômicas ou defeitos no final do tubo neural que podem por em risco a saúde do feto. Uma das vantagens da técnica denominada Rare Sellect é que a mãe fornece apenas uma amostra de sangue, ao contrário dos métodos utilizados hoje que recorrem a procedimentos cirúrgicos. Tanto a mãe como o feto não correm riscos. A Rare Sellect determina a existência de possíveis anomalias nas primeiras semanas de gravidez. O método é mais barato que os utilizados até agora, a amniocentese (apenas para mulheres com mais de 35 anos) que consiste em extrair o líquido amniótico que envolve o feto e a biópsia da vilosidade coriônica (CVB), que requer um corte na parede da placenta e é feita entre a 15ª e 20ª semanas de gravidez. Os médicos revelam que é importante as mães se submeterem a exames como os desenvolvidos por essa empresa, visto que 80% dos recém-nascidos pesquisados por ela apresentaram síndrome de Down e são filhos de mães com idade inferior a 35 anos. (Monalisa Silva)

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