Lençóis subterrâneos em zona desértica no Peru são pesquisados

Brasília, 22 (Agência Brasil - ABr) - As antigas linhas de Nasca, uma zona desértica do Peru, não são apenas obras de arte, anunciam a presença de reservatórios de água subterrânea em pleno deserto. É o que concluíram o hidrogeólogo Stephen Mabee e o arqueólogo Donald Proux, da Universidade de Massachusetts, dos Estados Unidos. Construídas entre 1500 e 2000 anos atrás pela cultura Nasca, estas linhas foram demarcadas no solo do deserto após a retirada de pedras, transparecendo, assim, a areia inferior, mais clara e brilhante. As linhas de Nasca delineiam figuras de pássaros e mamíferos, incluindo desenhos de um macaco e de um homem, além de espirais, triângulos e outras figuras geométricas. O significado desses desenhos esteve sujeito a especulações durante séculos. Muito se falou sobre funções religiosas, calendários astronômicos, mas os pesquisadores acreditam que as figuras estão relacionadas com a presença de água subterrânea associada a falhas. A princípio, estas águas apresentariam melhor qualidade que a dos rios, tanto que os antigos habitantes da região se interessaram em demarcar sua localização exata. Segundo Proux, os símbolos presentes nas figuras de animais, plantas e humanos e na cerâmica de Nasca são quase idênticos, representando forças da natureza que os nativos invocavam, como o céu, a terra e a água, para propiciar a disponibilidade de água e boas colheitas. (Isadora Lionço)

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