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Câncer colorretal pode ter chegado a 19 mil casos em 1999

 

Recife, 14 (Agência Brasil - ABr) - Especialistas do Brasil, Reino Unido e França discutem hoje e amanhã os avanços no tratamento do câncer de cólon e reto. Eles participam de simpósio internacional que se realiza no Hotel Blue Tree Park, no Cabo de Santo Agostinho, região metropolitana do Recife.

A doença, que atinge mais de 3,5 milhões de pessoas no mundo, origina-se na células de revestimento do intestino grosso. O chefe do serviço de oncologia do Hospital das Clínicas, de Belo Horizonte, André Murad, um dos palestrantes, disse que é preciso estimular o diagnóstico precoce, uma vez que a enfermidade só tem cura nos estágios iniciais. O médico observou que a doença pode ser identificada por meio de dois exames, o de toque retal e o de fezes.

Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INC), no Brasil os casos desse tipo de câncer devem ter alcançado 19 mil no ano passado, o que corresponde a 7,3% do total. Já o número de mortes causadas pela moléstia no mundo é de 300 mil por ano.

O desenvolvimento do câncer colorretal é atribuído pelos médicos a fatores genéticos e ambientais, especialmente à alimentação rica em gorduras, carboidratos e proteínas e pobre em fibras. Além disso, estudos demonstram que pessoas com vida sedentária e inflamações intestinais crônicas também estão suscetíveis a contrair o mal.

Os sintomas mais freqüentes são prisão de ventre, cólica, diarréia, anemia e sangramento nas fezes. Os tratamentos recomendados são cirurgia, quimioterapia e radioterapia, dependendo do grau de gravidade do paciente.

O evento também debaterá o Tomudex, remédio produzido pelo laboratório AstraZeneca do Brasil, já comercializado em 40 países. O medicamento, que tem lançamento nacional marcado para o mês que vem, inibe a enzima responsável pelo crescimento do tumor de cólon e reto. (Márcia Wonghon)

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