Recife, 14 (Agência Brasil - ABr) - Especialistas do Brasil, Reino
Unido e França discutem hoje e amanhã os avanços no tratamento do câncer de cólon e
reto. Eles participam de simpósio internacional que se realiza no Hotel Blue Tree Park,
no Cabo de Santo Agostinho, região metropolitana do Recife.
A doença, que atinge mais de 3,5 milhões de pessoas no mundo,
origina-se na células de revestimento do intestino grosso. O chefe do serviço de
oncologia do Hospital das Clínicas, de Belo Horizonte, André Murad, um dos palestrantes,
disse que é preciso estimular o diagnóstico precoce, uma vez que a enfermidade só tem
cura nos estágios iniciais. O médico observou que a doença pode ser identificada por
meio de dois exames, o de toque retal e o de fezes.
Conforme dados do Instituto Nacional do Câncer (INC), no Brasil os
casos desse tipo de câncer devem ter alcançado 19 mil no ano passado, o que corresponde
a 7,3% do total. Já o número de mortes causadas pela moléstia no mundo é de 300 mil
por ano.
O desenvolvimento do câncer colorretal é atribuído pelos médicos a
fatores genéticos e ambientais, especialmente à alimentação rica em gorduras,
carboidratos e proteínas e pobre em fibras. Além disso, estudos demonstram que pessoas
com vida sedentária e inflamações intestinais crônicas também estão suscetíveis a
contrair o mal.
Os sintomas mais freqüentes são prisão de ventre, cólica,
diarréia, anemia e sangramento nas fezes. Os tratamentos recomendados são cirurgia,
quimioterapia e radioterapia, dependendo do grau de gravidade do paciente.
O evento também debaterá o Tomudex, remédio produzido pelo
laboratório AstraZeneca do Brasil, já comercializado em 40 países. O medicamento, que
tem lançamento nacional marcado para o mês que vem, inibe a enzima responsável pelo
crescimento do tumor de cólon e reto. (Márcia Wonghon)