Pesquisadores elaboram diagnóstico simples e seguro de anemia e malária

Brasília, 9 (Agência Brasil - ABr) - Uma pesquisa realizada pela Netherlands Organization for Scientific Research (NWO), organização autônoma holandesa que coordena e financia pesquisas científicas, constatou que mães africanas exageram ao informar febre em seus filhos. Como resultado, as crianças são medicadas, erroneamente, com drogas contra malária.

O estudo mostrou que muitas mães informaram que os filhos estavam febris somente por sentir a temperatura de suas testas, mesmo se a temperatura corporal estivesse normal. Na prática, isso freqüentemente induz ao diagnóstico de malária, em crianças que na verdade só têm febre. Quando testes clínicos são inviáveis, normalmente em conseqüência da falta de atendimento médico, a presença de febre é razão suficiente para que se administre medicação contra malária.

Os pesquisadores da Wageningen University and Research Centre chegaram a essa conclusão por acaso, ao investigar a complexa relação entre deficiência de ferro, malária e anemia. A anemia, por exemplo, é uma das conseqüências da malária, cujo parasita destroi as células vermelhas, as hemácias.

O estudo, realizado no Quênia, evidenciou um novo teste para anemia, que consiste em colocar uma gota de sangue em um filtro de papel e compará-la com amostras de cartões, com diferentes tons de vermelho. Os cartões indicam a concentração de hemácias para cada cor. O método parece ser eficaz e, segundo os pesquisadores, é extremamente adequado a países tropicais, no sentido de determinar se a criança precisa de doses extras de ferro. (Julia Segatto)

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Implante pode por fim às injeções de insulina

Brasília, 9 (Agência Brasil - ABr) - Um pequeno implante de uma cápsula com células secretoras de insulina pode substituir as injeções do hormônio, essencial a diabéticos, porque controla as concentrações de açúcar no sangue. A descoberta é da cientista Tejal Desai, da Universidade de Illinois, em Chicago, cuja pesquisa foi patrocinada pela Fundação Nacional de Ciência dos Estados Unidos. A cápsula atua como um biorreator e contém células secretoras de insulina que usam nutrientes do corpo para produzir o hormônio por tempo indefinido. O dispositivo é coberto de silício para evitar rejeições, mas ainda passará por vários testes antes de ser lançado no mercado. (Julia Segatto, com informações da Reuters)

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