Redes de pesquisa do Institutos do Milênio recebem parte do financiamento programado

 

Brasília, 07 (Agência Brasil - ABr) - O ministro de Ciência e Tecnologia, Ronaldo Sardenberg, e a vice-presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Alice Abreu, assinaram ontem convênios para o financiamento de 17 redes de pesquisa que serão patrocinadas pelo Programa Institutos do Milênio.

O Programa, que conta com o investimento de R$ 90 milhões do Banco Mundial (Bird), é um projeto criado para patrocinar pesquisas científicas de excelência em áreas estratégicas para o desenvolvimento do país. Além disso, ele integra grupos de pesquisas em redes, favorece a integração com centros internacionais de pesquisa e impulsiona a desconcentração do conhecimento em benefício das regiões brasileiras menos desenvolvidas. "O trabalho em rede integra as pesquisas, favorecendo regiões menos avançadas nos ramos tecnológico e científico como, por exemplo, a Norte", disse o ministro.

Os 17 programas que compõem os Institutos do Milênio foram selecionados por um comitê científico internacional entre mais de 200 projetos. Esses grupos de pesquisa englobam áreas que vão desde saúde, agricultura, meio ambiente, até estudo dos potenciais dos recursos do mar e de regiões semi-áridas.

Entre as 17 redes de pesquisa estão projetos como o Núcleo de Estudos Costeiros, que estudará estrutura, funcionamento e história evolutiva dos manguezais e estatuários da costa norte brasileira; Integração de Melhoramento Genético, Genoma Funcional e Comparativo de Citrus, que objetiva fazer o mapeamento genético das frutas cítricas, identificando os genes resistentes a doenças; Mudanças causadas pelo uso do solo na Amazônia, estudará os impactos causados pelo uso do solo amazônico no clima, qualidade da água e nos ciclos biogeoquímicos essenciais à manutenção da floresta, entre outros. "Esses programas, ao longo do tempo, tendem a se transformar numa jóia da Coroa", declarou o ministro.

De acordo com o MCT, as redes já começaram a recebe a primeira parcela do financiamento de R$ 90 milhões que terá três anos de duração. (Gabriela do Vale)

© Todas as matérias poderão ser reproduzidas desde que citada a fonte